Abelcet

Para que serve folheto informativo, informação para o utilizador

Folheto / Bula do Medicamento


Recomendações

  • Sempre verifique que não é alérgica a nenhum dos componentes
  • Lembre-se, sempre verifique com seu médico, a informação que nós oferecemos é indicativa e não de forma alguma substituir a de seu médico ou outro profissional de saúde.




FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR
Abelcet 5 mg/mL, concentrado para suspensão para perfusão
Anfotericina B
Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento.
Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.
Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.
Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode
ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.
Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários
não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:
1. O que é Abelcet e para que é utilizado
2. Antes de utilizar Abelcet
3. Como utilizar Abelcet
4. Efeitos secundários possíveis
5. Como conservar Abelcet
6. Outras informações

1. O QUE É Abelcet E PARA QUE É UTILIZADO
Grupo Farmacoterapeutico: 1.2 Medicamentos anti-infecciosos. Antifúngicos
Indicações
Tratamento de infecções sistémicas por Cândida em doentes que não tenham obtido
resposta ou apresentem intolerância à Anfotericina B convencional
Abelcet está indicado no tratamento de infecções sistémicas por Cândida, em doentes
neutropénicos e não neutropénicos. Num estudo comparativo randomizado vs
anfotericina B convencional, os dois tratamentos foram igualmente eficazes em termos de
melhoria clínica e erradicação fúngica patogénica.
Tratamento da meningite criptocócica em doentes com SIDA, em doentes que não
tenham obtido resposta ou que apresentem intolerância à Anfotericina B convencional
Abelcet está, igualmente, indicado no tratamento da meningite criptocócica e da
criptococose sistémica em doentes com a síndrome da imunodeficiência adquirida
(SIDA). Num ensaio clínico comparativo em doentes com SIDA que apresentaram
meningite criptocócica, a eficácia do Abelcet foi comparável à da anfotericina B
convencional.



Tratamento de infecções fúngicas sistémicas graves
Abelcet está indicado no tratamento de infecções fúngicas sistémicas graves em doentes
que:
não responderam à Anfotericina B convencional ou a outros antifúngicos sistémicos;
apresentem insuficiência renal ou outras contra-indicações à Anfotericina B
convencional;
desenvolveram nefrotoxicidade com a anfotericina B.
As infecções fúngicas que responderam ao tratamento com o Abelcet incluiem a
candidíase sistémica, aspergilose, meningite criptocócica e criptococose disseminada,
fusariose, zigomicose, blastomicose e coccidiomicose.
Abelcet é, igualmente, eficaz no tratamento da histoplasmose, micetoma crónico,
pseudalescheriase, esporotricose e tricosporose.
Abelcet tem sido usado com sucesso no tratamento de infecções fúngicas sistémicas em
doentes com neutropenia grave como consequência de doença hematológica maligna, ou,
a fazerem terapêutica citotóxica ou imunosupressora.

2. ANTES DE UTILIZAR Abelcet
Não utilize Abelcet
se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente de
Abelcet.
Ao utilizar Abelcet com outros medicamentos
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente
outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
Medicamentos nefrotóxicos
Abelcet é potencialmente nefrotóxico. Nos doentes que necessitem de receber medicação
concomitante com Abelcet, particularmente fármacos nefrotóxicos, a função renal deve
ser cuidadosamente monitorizada.
Zidovudina
Em ensaios feitos em cães, observou-se um aumento exagerado da mielotoxicidade e da
nefrotoxicidade quando o Abelcet foi administrado concomitantemente com zidovudina.
Se for necessário o tratamento concomitante com a zidovudina, as funções renal e
hematológica devem ser rigorosamente vigiadas.
Ciclosporina
Os dados da interacção com medicamentos contendo anfotericina B indicam que os
doentes tratados concomitantemente com anfotericina B e com doses elevadas de



ciclosporina, registam um aumento da creatinina sérica provocado pela administração
simultânea destas duas substâncias. Contudo, Abelcet tem comprovado ser menos
nefrotóxico que a anfotericina B convencional.
Outras substâncias
A interacção de Abelcet com outros medicamentos não foi, até à data, estudada. Têm sido
referidas interacções da anfotericina B convencional com agentes anti-neoplásicos,
corticosteroides, flucitosina e corticotrofina (ACTH), digitálicos e relaxantes musculares.
Gravidez e aleitamento
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.
A anfotericina B convencional tem sido utilizada com sucesso no tratamento de infecções
fúngicas sistémicas graves em mulheres grávidas sem qualquer efeito aparente no feto,
mas só foi relatado um pequeno número de casos. Os estudos de toxicidade de Abelcet
na reprodução em ratos e coelhos não mostraram evidência de embriotoxicidade,
fetotoxicidade ou teratogenicidade. Contudo, a segurança da utilização do Abelcet na
gravidez ou no aleitamento ainda não foi estabelecida. Assim, o Abelcet deve ser
administrado a mulheres grávidas apenas quando o benefício é superior ao risco para a
mãe e para o feto.
Desconhece-se se Abelcet passa para o leite materno. A decisão de
continuar/descontinuar a amamentação ou de continuar/descontinuar o tratamento com
Abelcet deve ser tomada tendo em consideração o benefício da amamentação e o risco da
administração de Abelcet.
Condução de veículos e utilização de máquinas
Os efeitos de Abelcet sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas não foram
investigados. Alguns dos efeitos indesejáveis a seguir descritos podem afectar a
capacidade de condução ou de utilização de máquinas. No entanto, a condição clínica dos
doentes que precisam de Abelcet geralmente exclui a condução ou a utilização de
máquinas.
Informações importantes sobre alguns componentes de Abelcet
Este medicamento contém sódio. Esta informação deve ser tida em consideração em
doentes com ingestão controlada de sódio.

3. COMO UTILIZAR Abelcet
Utilizar Abelcet sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico
ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Se utilizar mais Abelcet do que deveria
Nos ensaios clínicos foram administradas doses até 10mg/kg/dia aparentemente sem
nenhuma toxicidade dose-dependente. Os exemplos de sobredosagem registados com
Abelcet têm sido compatíveis com os registados nos ensaios clínicos no tratamento com



as doses recomendadas (ver secção 4.8). Além disso, foram observadas convulsões e
bradicardia num doente pediátrico ao qual foi administrada uma dose de 25mg/kg.
Em caso de sobredosagem, deve-se monitorizar o estado do doente (em particular a
função cardio-plumonar, renal e hepática, assim como avaliação hematológica e
electrolítica) e iniciadas medidas de suporte de vida adequadas. Não se conhece nenhum
antídoto específico da anfotericina B.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico
ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS
Como todos os medicamentos, Abelcet pode causar efeitos secundários, no entanto estes
não se manifestam em todas as pessoas.
A incidência baseia-se em dados de estudos agrupados a partir de ensaios clínicos de 709
doentes tratados com Abelcet. 556 casos provenientes de estudos de uso compassivo e
153 provenientes de um ensaio clínico controlado, randomizado na candidiase invasiva
(38% > 65 anos). Nos estudos de uso compassivo, os doentes ou tinham demonstrado
intolerância à anfotericina B convencional, ou tinham insuficiência renal resultante de
tratamento anterior com anfotericina B convencional, ou tinham insuficiência renal pré-
existente ou não resposta à terapêutica.
Foram relatados os seguintes efeitos adversos com Abelcet durante os ensaios clínicos
e/ou pós comercialização.
As reações adversas estão a seguir listadas segundo os termos da convenção MedDRA
por classe de órgão e frequência. As frequências estão definidas como: muito frequentes
(>1/10), frequentes (>1/100, <1/10) e pouco frequentes (> 1/1.000, < 1/100).
Muito frequentes: aumento da creatinina sérica, calafrios e piréxia.
Frequentes: aumento da fosfatase alcalina, aumento da ureia sérica, taquicardia, arritmia
cardíaca, trombocitopenia, cefaleia, tremores, asma, dispneia, náuseas, vómitos,
insuficiência renal incluindo falência renal, rash, hiperbilirrubinemia, hipocaliémia,
hipertensão, hipotensão e alterações das provas da função hepática.
Pouco frequentes: convulsões, neuropatia, reacção no local de administração e resposta
anafilática.
Desconhecido: broncospasmo e paragem cardíaca.
De uma maneira geral, os doentes nos quais, a anfotericina B convencional provocou
toxicidade aguda significativa, não registaram efeitos tóxicos quando se substituiu a
anfotericina B convencional pelo Abelcet. Reacções adversas registadas com a
administração do Abelcet foram geralmente moderadas, registando-se



predominantemente durante os primeiros 2 dias de administração. A incidência e a
gravidade das reacções adversas após o tratamento com Abelcet são substancialmente
inferiores às registadas com a anfotericina B convencional.
Alterações transitórias da função renal (aumento da creatinina sérica, e hipocaliémia) têm
sido pouco frequentes e não requerem, normalmente, descontinuação do tratamento.
As alterações hematológicas que se desenvolveram ou progrediram durante o tratamento
com Abelcet podiam ser atribuídas na maioria dos casos às condições clínicas do doente.
A toxicidade hematológica não parece interferir no tratamento com Abelcet. Num estudo
comparativo, os doentes sob tratamento com Abelcet precisaram de menor número de
transfusões sanguíneas do que os doentes com anfotericina B convencional. Contudo, a
possibilidade de hemólise deverá ser considerada, dado que foi relatada em doentes a
receber anfotericina B convencional.
As reacções adversas registadas com a anfotericina B convencional podem ocorrer com
Abelcet. Não foi referida qualquer situação inequívoca de toxicidade hepática ou
respiratória com Abelcet. Em geral, o médico deve monitorizar o doente para detecção de
qualquer tipo de reacção adversa associada à anfotericina B convencional.
Foram registados valores anormais das provas da função hepática com Abelcet e outras
formulações de anfotericina B. Embora outros factores como infecção, hiperalimentação,
administração concomitante de medicamentos hepatotóxicos e doença do enxerto contra
o hospedeiro possam ter contribuído, não se pode excluir uma relação causal com a
administração de Abelcet.
Os efeitos adversos observados nos doentes pediátricos são semelhantes aos observados
nos adultos.
Nos doentes idosos, o perfil das reacções adversas foi semelhante ao observado nos
adultos com menos de 65 anos. Excepções importantes foram os aumentos da creatinina
sérica e da dispneia que foram registados com mais frequência tanto com Abelcet como
com a anfotericina B convencional neste grupo etário.
Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários
não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR Abelcet
As embalagens fechada e reconstituída devem ser conservados no frigorífico entre 2 a 8°
C.
Manter fora do alcance e da vista das crianças.



Não utilize Abelcet após o prazo de validade impresso no, após “VAL.” O prazo de
validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.
Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.
Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES
Qual a composição de Abelcet
Abelcet é um concentrado para suspensão para perfusão estéril, apirogéneo de
anfotericina B num complexo com fosfolípidos. A anfotericina B é um antibiótico
antifúngico poliénico macróciclico de largo espectro produzido pelo Streptomyces
nodosus. A parte lipofílica da anfotericina B permite que as moléculas do fármaco
formem complexos com os fosfolípidos numa estrutura em forma de fitas.
A substância activa é anfotericina B
Os outros componentes são: Dimiristoilfosfatidilcolina (DMPC),
Dimiristoilfostatidilglicerol (DMPG), Cloreto de sódio, Água p.p.i.
Qual o aspecto de Abelcet e conteúdo da embalagem
Abelcet na forma de concentrado para suspensão para perfusão contendo 5,0 mg de
anfotericina B por ml, 100mg por frasco, em frascos de 20 ml (100 mg, 100.000UI de
anfotericina B) a qual deve ser diluído com Dextrose a 5,0% deve ser administrado por
perfusão endovenosa lenta.

Embalagem contendo: 10 frascos para injectáveis de 20 ml de Abelcet
10
agulhas
filtro
10
folhetos
informativos

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Cephalon Limited
1 Albany Place,
Hyde Way,
Welwyn Garden City
Hertforshire, AL7 3BT
Reino Unido




Fabricante:
St Mary´s Pharmaceutical Unit
Quadrant Centre
Cardiff Business Park
Llanisham
Cardiff CF14 5RA
Wales
Reino Unido
Este folheto foi aprovado pela última vez em

A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais de saúde:
Propriedades farmacocinéticas
No Abelcet a anfotericina B apresenta-se sob a forma de um complexo fosfolípidico. As
propriedades farmacocinéticas de Abelcet e da anfotericina B convencional são
diferentes. Os estudos farmacocinéticos em experimentação animal mostraram que após a
administração do Abelcet, os níveis de anfotericina B são superiores no fígado, baço e
pulmões. A anfotericina B no Abelcet é rapidamente distribuída pelos tecidos. A razão da
concentração do produto nos tecidos bem como no sangue, aumentam
desproporcionadamente com o aumento da dose, sugerindo que a eliminação do fármaco
é lenta.
Os dados da experimentação animal mostraram, igualmente, que após a administração de
Abelcet se obtêm picos plasmáticos mais elevados e tempos de semi-vida em circulação
mais prolongados, que os encontrados com iguais quantidades de anfotericina B
convencional. Após a administração de anfotericina B convencional os níveis tecidulares
são muito mais baixos do que após a administração de Abelcet.
Contudo, em cães, a anfotericina B produz concentrações renais 20 vezes mais elevadas
do que quando se administra a mesma dose de Abelcet.
O quadro seguinte mostra os resultados dos estudos farmacocinéticos efectuados com o
Abelcet em doentes com Leishmaníase mucocutânea e na dose de 5,0 mg/kg/dia:









Abelcet
Dose (mg/kg/dia)






5,0
Pico plasmático Cmax (µg/ml)




1,7
Área sob a curva tempo-concentração AUC0.-24 (µg.hr/ml) 9,5
Clearance
(ml/h/kg)


211,0
Volume de distribuição Vd: (1)




2286,0
Semi-vida
T1/2
(h)





173,4




A rápida clearance e a elevada distribuição do Abelcet resulta numa AUC relativamente
baixa, o que está de acordo com os dados pré-clínicos que mostraram concentrações
elevadas nos tecidos. A cinética do Abelcet não é linear e a AUC aumenta
proporcionalmente com a dose.
Os pormenores da distribuição tecidular e do metabolismo do Abelcet nos seres humanos
e os mecanismos responsáveis pela reduzida toxicidade, não foram ainda totalmente
compreendidos. Estão disponíveis os seguintes dados de uma necropsia num doente que
faleceu após transplante cardíaco e que recebeu uma dose de 5,3 mg/kg de Abelcet,
durante 3 dias consecutivos imediatamente antes da morte:
Concentração
de
Abelcet
nos
tecidos






expressa em anfotericina B
Órgão
em
mg/kg

Baço
290,0
Pulmão 222,0
Fígado
196,0
Rim





6,9
Gânglio linfático



7,6
Coração




5,0
Cérebro




1,6
Microbiologia
A anfotericina B, substância antifúngica activa do Abelcet, pode ser fungistática ou
fungicida dependendo da sua concentração e da susceptibilidade dos fungos. O fármaco
actua, ligando-se ao ergosterol da membrana celular do fungo levando a alterações na
permeabilidade da membrana. Consequentemente, o conteúdo da célula fúngica sai,
ocorrendo, a sua morte. As membranas celulares das células dos mamíferos contêm,
igualmente, esteróis, o que poderia provocar toxicidade, mas como a anfotericina B tem
maior afinidade para o ergosterol da célula do fungo do que para o colesterol das células
humanas, isso não se verifica.
A anfotericina B é activa in vitro contra muitos fungos patogénicos, incluindo a Candida
spp., Cryptococcus neoformans, Aspergillus spp., Mucor spp., Sporothrix schenckii,
Blastomyces dermatitidis, Coccidioides immitis e Histoplasma capsulatum. A maioria
das estirpes são inibidas por concentrações de anfotericina B de 0,03-1,0 µg/ml. A
anfotericina B tem pouca ou nenhuma actividade contra bactérias ou vírus. A actividade
do Abelcet contra fungos patogénicos in vitro é comparável à da anfotericina B.
Contudo, a actividade do Abelcet in vitro não significa actividade no hospedeiro
infectado.




Posologia e Modo de Administração
Abelcet é um concentrado para suspensão para perfusão estéril apirogéneo, para ser
usado diluído e administrado por perfusão intravenosa.
Para o tratamento de infecções sistémicas graves, a dose diária recomendada é 5,0 mg/kg
dada como perfusão única e a duração do tratamento deverá ser de, pelo menos, 14 dias.
Abelcet deverá ser administrado por perfusão endovenosa lenta numa velocidade de 2,5
mg/kg/hora. Quando se inicia o tratamento pela primeira vez com Abelcet recomenda-se
administrar uma dose teste imediatamente antes da primeira perfusão. A primeira
perfusão deve ser preparada de acordo com as instruções e deverá administrar-se 1 mg
por perfusão endovenosa durante cerca de 15 minutos. Após esta administração
suspende-se a perfusão e o doente deve ser cuidadosamente vigiado durante os 30
minutos seguintes. Se o doente não revelar quaisquer sinais de hipersensibilidade
continuar com a perfusão. Tal como para todos os outros derivados de anfotericina B,
quando se administra Abelcet pela primeira vez devem-se ter preparadas medidas de
ressuscitação cardio-pulmonares, devido à possibilidade de reacções anafilactóides.
Abelcet foi administrado durante um período de 28 meses com uma dose cumulativa de
anfotericina B de 73,6 g, sem toxicidade significativa.
Uso em doentes pediátricos
As infecções fúngicas sistémicas foram tratadas com sucesso em crianças de um mês até
aos 16 anos de idade com As doses usadas são comparáveis às doses recomendadas para
adultos com base em kg de peso.
Uso em doentes idosos
Não está indicada qualquer alteração em relação à dose inicial sugerida. Recomenda-se
monitorização da função renal (ver Precauções Especiais de Utilização e Efeitos
Indesejáveis).
Uso em doentes diabéticos
Abelcet pode ser administrado a doentes diabéticos.
Não está indicado qualquer ajuste da dose inicial sugerida. Recomenda-se monitorização
da função renal (ver Precauções especiais de Utilização)
Uso em doentes com insuficiência renal ou hepática
As infecções fúngicas sistémicas foram tratadas com sucesso com Abelcet em doentes
com insuficiência renal ou hepática. As doses usadas foram comparáveis às doses
recomendadas com base em kg de peso (para mais informações ver avisos e precauções
especiais de utilização).
Contra-indicações
Abelcet está contra-indicado em doentes com hipersensibilidade conhecida a qualquer um
dos seus componentes, a não ser que, na opinião do médico, o benefício da utilização do
produto compense o risco de hipersensibilidade.




Precauções especiais de utilização
As reacções adversas relacionadas com a perfusão (febre e calafrios) registadas após a
administração de Abelcet foram geralmente ligeiras ou moderadas, registando-se
predominantemente durante os primeiros 2 dias de administração. Pode ser administrada
pré-medicação (i.e. paracetamol) para prevenir os efeitos adversos relacionados com a
perfusão.
Infecção fúngica sistémica
Abelcet não deve ser administrado para tratamento de infecções fúngicas superficiais ou
comuns clinicamente assintomáticas que apenas são detectáveis por testes cutâneos ou
serológicos
Doentes com insuficiência renal
Abelcet deve ser utilizado com precaução em doentes com insuficiência renal e/ou
hepática
Podem ocorrer reacções adversas, provavelmente semelhantes às reacções associadas à
anfotericina B convencional, embora menos graves. Deve ser dispensada especial atenção
a doentes que estão a fazer medicamentos nefrotóxicos concomitantemente com o
Abelcet. Nestes doentes a função renal deve ser cuidadosamente monitorizada. Não são
necessárias precauções específicas quando se administra Abelcet a doentes idosos.
A avaliação da função renal mostrou que durante o tratamento com Abelcet esta
permanece estável ou melhora. Assim, em doentes com infecções sistémicas fúngicas
graves e com contra-indicação à anfotericina B convencional, verificou-se que, ao
fazerem Abelcet, a creatinina sérica média diminuiu de 174,4 µmol/l para 130,0 µmol/l
após 6 semanas de tratamento. No subgrupo de doentes com níveis base de creatinina
sérica igual ou superior a 221,0 µmol/l, a creatinina sérica média diminui de 341,2 µmol/l
no início do tratamento para 192,7 µmol/l após 6 semanas de tratamento. Foi
demonstrado que a disfunção renal desenvolvida durante o tratamento com anfotericina B
convencional, estabilizou ou melhorou durante um tratamento subsequente com Abelcet.
Doentes idosos
Não são necessárias precauções específicas quando se administra Abelcet a doentes
idosos.
Doentes com insuficiência hepática
Foram tratados com Abelcet doentes com insuficiência hepática recorrente devido a
infecção, a doença enxerto vs hospedeiro, ou outras patologias hepáticas ou ainda sob
administração de medicamentos hepatotóxicos. Nos casos em que a bilirrubina, a
fosfatase alcalina ou as transaminases séricas aumentaram, estavam presentes outros
factores para além do Abelcet que possivelmente contribuíram para estes valores



alterados. Estes factores incluíram infecções, hiperalimentação, medicamentos
hepatotóxicos concomitantes e doença enxerto vs hospedeiro.
Uso em doentes sob hemodiálise e hemofiltração
Abelcet pode ser administrado a doentes sob diálise ou hemofiltração apenas depois desta
terminada. No entanto, se a condição do doente assim o exigir, Abelcet pode ser
administrado durante a diálise ou a hemofiltração. Os níveis séricos de potássio e
magnésio devem ser regularmente monitorizados.
Abelcet só deve ser administrado a grávidas ou mulheres em fase de aleitamento apenas
em caso de risco de vida, quando o benefício exceda o risco para a mãe e para o feto.
Preparação da suspensão para perfusão
Antes da administração, retirar o concentrado para suspensão para perfusão do frigorífico
e aguardar até que esta atinja a temperatura ambiente. Agitar suavemente até não haver
vestígios de resíduo amarelo no fundo do frasco. Retirar a dose adequada necessária de
Abelcet dos frascos com uma ou mais seringas estéreis utilizando uma agulha 17 a 19.
Retirar a agulha de cada seringa cheia de Abelcet e substituir pela agulha com filtro de 5
micra incluída na embalagem. Inserir num frasco de Dextrose a 5% em água e esvaziar o
conteúdo da seringa exercendo pressão manual ou uma bomba de perfusão. Cada agulha
provida de filtro só pode ser utilizada para filtrar o conteúdo de um frasco e para cada
novo frasco deve ser utilizada uma outra agulha. A concentração final da perfusão deve
ser de 1 mg/ml. Para os doentes pediátricos e para os doentes com doenças
cardiovasculares o medicamento pode ser diluído com Dextrose a 5,0 % em água, para
uma concentração final de 2 mg/ml. Não utilizar a substância depois de diluída, se houver
a menor suspeita de substâncias estranhas. As técnicas assépticas têm de ser
cuidadosamente respeitadas no manuseamento do Abelcet, dado a ausência de qualquer
bacteriostático ou conservante. A perfusão é administrada com maior eficácia através de
uma bomba de perfusão.
NÃO DILUIR EM SOLUÇÕES SALINAS NEM MISTURAR COM OUTROS
FÁRMACOS OU ELECTRÓLITOS
A compatibilidade de Abelcet com estas substâncias não foi ainda estabelecida.
Se já existir uma veia canalizada esta deverá ser lavada por Dextrose a 5% em água, antes
da perfusão de Abelcet ou então deverá ser utilizada uma outra veia.