Abelcet

Para que serve Abelcet

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


FOLHETO INFORMATIVO

INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Abelcet 5 mg/mL, concentrado para suspensão para perfusãoAnfotericina

B

Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento.Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento podeser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundáriosnão mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.Neste folheto:1. O que é Abelcet e para que é utilizado2. Antes de utilizar Abelcet3. Como utilizar Abelcet4. Efeitos secundários possíveis5. Como conservar Abelcet6. Outras informações1. O QUE É Abelcet E PARA QUE É

UTILIZADO

Grupo Farmacoterapeutico: 1.2 Medicamentos anti-infecciosos. AntifúngicosIndicaçõesTratamento de infecções sistémicas por Cândida em doentes que não tenham obtidoresposta ou apresentem intolerância à Anfotericina B convencionalAbelcet está indicado no tratamento de infecções sistémicas por Cândida, em doentesneutropénicos e não neutropénicos. Num estudo comparativo randomizado vsanfotericina B convencional, os dois tratamentos foram igualmente eficazes em termos demelhoria clínica e erradicação fúngica patogénica.Tratamento da meningite criptocócica em doentes com SIDA, em doentes que nãotenham obtido resposta ou que apresentem intolerância à Anfotericina B convencionalAbelcet está, igualmente, indicado no tratamento da meningite criptocócica e dacriptococose sistémica em doentes com a síndrome da imunodeficiência adquirida(SIDA). Num ensaio clínico comparativo em doentes com SIDA que apresentarammeningite criptocócica, a eficácia do Abelcet foi comparável à da anfotericina

B

convencional.

Tratamento de infecções fúngicas sistémicas gravesAbelcet está indicado no tratamento de infecções fúngicas sistémicas graves em doentesque:não responderam à Anfotericina B convencional ou a outros antifúngicos sistémicos;apresentem insuficiência renal ou outras contra-indicações à Anfotericina

B

convencional;desenvolveram nefrotoxicidade com a anfotericina B.As infecções fúngicas que responderam ao tratamento com o Abelcet incluiem acandidíase sistémica, aspergilose, meningite criptocócica e criptococose disseminada,fusariose, zigomicose, blastomicose e coccidiomicose.Abelcet é, igualmente, eficaz no tratamento da histoplasmose, micetoma crónico,pseudalescheriase, esporotricose e tricosporose.Abelcet tem sido usado com sucesso no tratamento de infecções fúngicas sistémicas emdoentes com neutropenia grave como consequência de doença hematológica maligna, ou,a fazerem terapêutica citotóxica ou imunosupressora.2. ANTES DE UTILIZAR AbelcetNão utilize Abelcetse tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente deAbelcet.Ao utilizar Abelcet com outros medicamentosInforme o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentementeoutros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.Medicamentos nefrotóxicosAbelcet é potencialmente nefrotóxico. Nos doentes que necessitem de receber medicaçãoconcomitante com Abelcet, particularmente fármacos nefrotóxicos, a função renal deveser cuidadosamente monitorizada.ZidovudinaEm ensaios feitos em cães, observou-se um aumento exagerado da mielotoxicidade e danefrotoxicidade quando o Abelcet foi administrado concomitantemente com zidovudina.

Se for necessário o tratamento concomitante com a zidovudina, as funções renal ehematológica devem ser rigorosamente vigiadas.CiclosporinaOs dados da interacção com medicamentos contendo anfotericina B indicam que osdoentes tratados concomitantemente com anfotericina B e com doses elevadas de

ciclosporina, registam um aumento da creatinina sérica provocado pela administraçãosimultânea destas duas substâncias. Contudo, Abelcet tem comprovado ser menosnefrotóxico que a anfotericina B convencional.Outras substânciasA interacção de Abelcet com outros medicamentos não foi, até à data, estudada. Têm sidoreferidas interacções da anfotericina B convencional com agentes anti-neoplásicos,corticosteroides, flucitosina e corticotrofina (ACTH), digitálicos e relaxantes musculares.Gravidez e aleitamentoConsulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.A anfotericina B convencional tem sido utilizada com sucesso no tratamento de infecçõesfúngicas sistémicas graves em mulheres grávidas sem qualquer efeito aparente no feto,mas só foi relatado um pequeno número de casos. Os estudos de toxicidade de Abelcetna reprodução em ratos e coelhos não mostraram evidência de embriotoxicidade,fetotoxicidade ou teratogenicidade. Contudo, a segurança da utilização do Abelcet nagravidez ou no aleitamento ainda não foi estabelecida. Assim, o Abelcet deve seradministrado a mulheres grávidas apenas quando o benefício é superior ao risco para amãe e para o feto.Desconhece-se se Abelcet passa para o leite materno. A decisão decontinuar/descontinuar a amamentação ou de continuar/descontinuar o tratamento comAbelcet deve ser tomada tendo em consideração o benefício da amamentação e o risco daadministração de Abelcet.Condução de veículos e utilização de máquinasOs efeitos de Abelcet sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas não foraminvestigados. Alguns dos efeitos indesejáveis a seguir descritos podem afectar acapacidade de condução ou de utilização de máquinas. No entanto, a condição clínica dosdoentes que precisam de Abelcet geralmente exclui a condução ou a utilização demáquinas.Informações importantes sobre alguns componentes de AbelcetEste medicamento contém sódio. Esta informação deve ser tida em consideração emdoentes com ingestão controlada de sódio.3. COMO UTILIZAR AbelcetUtilizar Abelcet sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médicoou farmacêutico se tiver dúvidas.

Se utilizar mais Abelcet do que deveriaNos ensaios clínicos foram administradas doses até 10mg/kg/dia aparentemente semnenhuma toxicidade dose-dependente. Os exemplos de sobredosagem registados comAbelcet têm sido compatíveis com os registados nos ensaios clínicos no tratamento com

as doses recomendadas (ver secção 4.8). Além disso, foram observadas convulsões ebradicardia num doente pediátrico ao qual foi administrada uma dose de 25mg/kg.Em caso de sobredosagem, deve-se monitorizar o estado do doente (em particular afunção cardio-plumonar, renal e hepática, assim como avaliação hematológica eelectrolítica) e iniciadas medidas de suporte de vida adequadas. Não se conhece nenhumantídoto específico da anfotericina B.Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médicoou farmacêutico.4. EFEITOS SECUNDÁ

RIOS POSSIVEIS

Como todos os medicamentos, Abelcet pode causar efeitos secundários, no entanto estesnão se manifestam em todas as pessoas.A incidência baseia-se em dados de estudos agrupados a partir de ensaios clínicos de 709doentes tratados com Abelcet. 556 casos provenientes de estudos de uso compassivo e153 provenientes de um ensaio clínico controlado, randomizado na candidiase invasiva(38% > 65 anos). Nos estudos de uso compassivo, os doentes ou tinham demonstradointolerância à anfotericina B convencional, ou tinham insuficiência renal resultante detratamento anterior com anfotericina B convencional, ou tinham insuficiência renal pré-
existente ou não resposta à terapêutica.Foram relatados os seguintes efeitos adversos com Abelcet durante os ensaios clínicose/ou pós comercialização.As reações adversas estão a seguir listadas segundo os termos da convenção Med

DRA

por classe de órgão e frequência. As frequências estão definidas como: muito frequentes(>1/10), frequentes (>1/100, <1/10) e pouco frequentes (> 1/1.000, < 1/100).

Muito frequentes: aumento da creatinina sérica, calafrios e piréxia.Frequentes: aumento da fosfatase alcalina, aumento da ureia sérica, taquicardia, arritmiacardíaca, trombocitopenia, cefaleia, tremores, asma, dispneia, náuseas, vómitos,insuficiência renal incluindo falência renal, rash, hiperbilirrubinemia, hipocaliémia,hipertensão, hipotensão e alterações das provas da função hepática.Pouco frequentes: convulsões, neuropatia, reacção no local de administração e respostaanafilática.Desconhecido: broncospasmo e paragem cardíaca.De uma maneira geral, os doentes nos quais, a anfotericina B convencional provocoutoxicidade aguda significativa, não registaram efeitos tóxicos quando se substituiu aanfotericina B convencional pelo Abelcet. Reacções adversas registadas com aadministração do Abelcet foram geralmente moderadas, registando-se

predominantemente durante os primeiros 2 dias de administração. A incidência e agravidade das reacções adversas após o tratamento com Abelcet são substancialmenteinferiores às registadas com a anfotericina B convencional.Alterações transitórias da função renal (aumento da creatinina sérica, e hipocaliémia) têmsido pouco frequentes e não requerem, normalmente, descontinuação do tratamento.

As alterações hematológicas que se desenvolveram ou progrediram durante o tratamentocom Abelcet podiam ser atribuídas na maioria dos casos às condições clínicas do doente.

A toxicidade hematológica não parece interferir no tratamento com Abelcet. Num estudocomparativo, os doentes sob tratamento com Abelcet precisaram de menor número detransfusões sanguíneas do que os doentes com anfotericina B convencional. Contudo, apossibilidade de hemólise deverá ser considerada, dado que foi relatada em doentes areceber anfotericina B convencional.As reacções adversas registadas com a anfotericina B convencional podem ocorrer comAbelcet. Não foi referida qualquer situação inequívoca de toxicidade hepática ourespiratória com Abelcet. Em geral, o médico deve monitorizar o doente para detecção dequalquer tipo de reacção adversa associada à anfotericina B convencional.Foram registados valores anormais das provas da função hepática com Abelcet e outrasformulações de anfotericina B. Embora outros factores como infecção, hiperalimentação,administração concomitante de medicamentos hepatotóxicos e doença do enxerto contrao hospedeiro possam ter contribuído, não se pode excluir uma relação causal com aadministração de Abelcet.

Os efeitos adversos observados nos doentes pediátricos são semelhantes aos observadosnos adultos.Nos doentes idosos, o perfil das reacções adversas foi semelhante ao observado nosadultos com menos de 65 anos. Excepções importantes foram os aumentos da creatininasérica e da dispneia que foram registados com mais frequência tanto com Abelcet comocom a anfotericina B convencional neste grupo etário.Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundáriosnão mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.5. COMO CONSERVAR AbelcetAs embalagens fechada e reconstituída devem ser conservados no frigorífico entre 2 a 8°C.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Abelcet após o prazo de validade impresso no, após “VAL.” O prazo devalidade corresponde ao último dia do mês indicado.Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.6. OUTRAS INFORMAÇÕ

ES

Qual a composição de AbelcetAbelcet é um concentrado para suspensão para perfusão estéril, apirogéneo deanfotericina B num complexo com fosfolípidos. A anfotericina B é um antibióticoantifúngico poliénico macróciclico de largo espectro produzido pelo Streptomycesnodosus. A parte lipofílica da anfotericina B permite que as moléculas do fármacoformem complexos com os fosfolípidos numa estrutura em forma de fitas.A substância activa é anfotericina

B

Os outros componentes são: Dimiristoilfosfatidilcolina (DMPC),Dimiristoilfostatidilglicerol (DMPG), Cloreto de sódio, Água p.p.i.Qual o aspecto de Abelcet e conteúdo da embalagemAbelcet na forma de concentrado para suspensão para perfusão contendo 5,0 mg deanfotericina B por ml, 100mg por frasco, em frascos de 20 ml (100 mg, 100.000UI deanfotericina B) a qual deve ser diluído com Dextrose a 5,0% deve ser administrado porperfusão endovenosa lenta.Embalagem contendo: 10 frascos para injectáveis de 20 ml de Abelcet 10 agulhas filtro 10 folhetos informativos

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Cephalon Limited1 Albany Place,Hyde Way,Welwyn Garden CityHertforshire, AL7 3

BT

Reino Unido

Fabricante:St Mary´s Pharmaceutical UnitQuadrant CentreCardiff Business ParkLlanishamCardiff CF14 5

RA

WalesReino UnidoEste folheto foi aprovado pela última vez em

A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais de saúde:Propriedades farmacocinéticasNo Abelcet a anfotericina B apresenta-se sob a forma de um complexo fosfolípidico. Aspropriedades farmacocinéticas de Abelcet e da anfotericina B convencional sãodiferentes. Os estudos farmacocinéticos em experimentação animal mostraram que após aadministração do Abelcet, os níveis de anfotericina B são superiores no fígado, baço epulmões. A anfotericina B no Abelcet é rapidamente distribuída pelos tecidos. A razão daconcentração do produto nos tecidos bem como no sangue, aumentamdesproporcionadamente com o aumento da dose, sugerindo que a eliminação do fármacoé lenta.Os dados da experimentação animal mostraram, igualmente, que após a administração deAbelcet se obtêm picos plasmáticos mais elevados e tempos de semi-vida em circulaçãomais prolongados, que os encontrados com iguais quantidades de anfotericina

B

convencional. Após a administração de anfotericina B convencional os níveis tecidularessão muito mais baixos do que após a administração de Abelcet.Contudo, em cães, a anfotericina B produz concentrações renais 20 vezes mais elevadasdo que quando se administra a mesma dose de Abelcet.O quadro seguinte mostra os resultados dos estudos farmacocinéticos efectuados com oAbelcet em doentes com Leishmaníase mucocutânea e na dose de 5,0 mg/kg/dia:

Abelcet Dose (mg/kg/dia)

5,0 Pico plasmático Cmax (µg/ml)

1,7 Área sob a curva tempo-concentração AUC0.-24 (µg.hr/ml) 9,5Clearance (ml/h/kg)

211,0 Volume de distribuição Vd: (1)

2286,0 Semi-vida T1/2 (h)

173,4

A rápida clearance e a elevada distribuição do Abelcet resulta numa AUC relativamentebaixa, o que está de acordo com os dados pré-clínicos que mostraram concentraçõeselevadas nos tecidos. A cinética do Abelcet não é linear e a AUC aumentaproporcionalmente com a dose.Os pormenores da distribuição tecidular e do metabolismo do Abelcet nos seres humanose os mecanismos responsáveis pela reduzida toxicidade, não foram ainda totalmentecompreendidos. Estão disponíveis os seguintes dados de uma necropsia num doente quefaleceu após transplante cardíaco e que recebeu uma dose de 5,3 mg/kg de Abelcet,durante 3 dias consecutivos imediatamente antes da morte: Concentração de Abelcet nos tecidos

expressa em anfotericina

B

Órgão em mg/kg

Baço 290,0 Pulmão 222,0Fígado 196,0 Rim

6,9 Gânglio linfático

7,6 Coração

5,0 Cérebro

1,6 MicrobiologiaA anfotericina B, substância antifúngica activa do Abelcet, pode ser fungistática oufungicida dependendo da sua concentração e da susceptibilidade dos fungos. O fármacoactua, ligando-se ao ergosterol da membrana celular do fungo levando a alterações napermeabilidade da membrana. Consequentemente, o conteúdo da célula fúngica sai,ocorrendo, a sua morte. As membranas celulares das células dos mamíferos contêm,igualmente, esteróis, o que poderia provocar toxicidade, mas como a anfotericina B temmaior afinidade para o ergosterol da célula do fungo do que para o colesterol das célulashumanas, isso não se verifica.A anfotericina B é activa in vitro contra muitos fungos patogénicos, incluindo a Candidaspp., Cryptococcus neoformans, Aspergillus spp., Mucor spp., Sporothrix schenckii,Blastomyces dermatitidis, Coccidioides immitis e Histoplasma capsulatum. A maioriadas estirpes são inibidas por concentrações de anfotericina B de 0,03-1,0 µg/ml.

A

anfotericina B tem pouca ou nenhuma actividade contra bactérias ou vírus. A actividadedo Abelcet contra fungos patogénicos in vitro é comparável à da anfotericina B.

Contudo, a actividade do Abelcet in vitro não significa actividade no hospedeiroinfectado.

Posologia e Modo de AdministraçãoAbelcet é um concentrado para suspensão para perfusão estéril apirogéneo, para serusado diluído e administrado por perfusão intravenosa.Para o tratamento de infecções sistémicas graves, a dose diária recomendada é 5,0 mg/kgdada como perfusão única e a duração do tratamento deverá ser de, pelo menos, 14 dias.

Abelcet deverá ser administrado por perfusão endovenosa lenta numa velocidade de 2,5mg/kg/hora. Quando se inicia o tratamento pela primeira vez com Abelcet recomenda-seadministrar uma dose teste imediatamente antes da primeira perfusão. A primeiraperfusão deve ser preparada de acordo com as instruções e deverá administrar-se 1 mgpor perfusão endovenosa durante cerca de 15 minutos. Após esta administraçãosuspende-se a perfusão e o doente deve ser cuidadosamente vigiado durante os 30minutos seguintes. Se o doente não revelar quaisquer sinais de hipersensibilidadecontinuar com a perfusão. Tal como para todos os outros derivados de anfotericina B,quando se administra Abelcet pela primeira vez devem-se ter preparadas medidas deressuscitação cardio-pulmonares, devido à possibilidade de reacções anafilactóides.Abelcet foi administrado durante um período de 28 meses com uma dose cumulativa deanfotericina B de 73,6 g, sem toxicidade significativa.Uso em doentes pediátricosAs infecções fúngicas sistémicas foram tratadas com sucesso em crianças de um mês atéaos 16 anos de idade com As doses usadas são comparáveis às doses recomendadas paraadultos com base em kg de peso.Uso em doentes idososNão está indicada qualquer alteração em relação à dose inicial sugerida. Recomenda-semonitorização da função renal (ver Precauções Especiais de Utilização e EfeitosIndesejáveis).Uso em doentes diabéticosAbelcet pode ser administrado a doentes diabéticos.Não está indicado qualquer ajuste da dose inicial sugerida. Recomenda-se monitorizaçãoda função renal (ver Precauções especiais de Utilização)Uso em doentes com insuficiência renal ou hepáticaAs infecções fúngicas sistémicas foram tratadas com sucesso com Abelcet em doentescom insuficiência renal ou hepática. As doses usadas foram comparáveis às dosesrecomendadas com base em kg de peso (para mais informações ver avisos e precauçõesespeciais de utilização).Contra-indicaçõesAbelcet está contra-indicado em doentes com hipersensibilidade conhecida a qualquer umdos seus componentes, a não ser que, na opinião do médico, o benefício da utilização doproduto compense o risco de hipersensibilidade.

Precauções especiais de utilizaçãoAs reacções adversas relacionadas com a perfusão (febre e calafrios) registadas após aadministração de Abelcet foram geralmente ligeiras ou moderadas, registando-sepredominantemente durante os primeiros 2 dias de administração. Pode ser administradapré-medicação (i.e. paracetamol) para prevenir os efeitos adversos relacionados com aperfusão.Infecção fúngica sistémicaAbelcet não deve ser administrado para tratamento de infecções fúngicas superficiais oucomuns clinicamente assintomáticas que apenas são detectáveis por testes cutâneos ouserológicosDoentes com insuficiência renalAbelcet deve ser utilizado com precaução em doentes com insuficiência renal e/ouhepáticaPodem ocorrer reacções adversas, provavelmente semelhantes às reacções associadas àanfotericina B convencional, embora menos graves. Deve ser dispensada especial atençãoa doentes que estão a fazer medicamentos nefrotóxicos concomitantemente com oAbelcet. Nestes doentes a função renal deve ser cuidadosamente monitorizada. Não sãonecessárias precauções específicas quando se administra Abelcet a doentes idosos.A avaliação da função renal mostrou que durante o tratamento com Abelcet estapermanece estável ou melhora. Assim, em doentes com infecções sistémicas fúngicasgraves e com contra-indicação à anfotericina B convencional, verificou-se que, aofazerem Abelcet, a creatinina sérica média diminuiu de 174,4 µmol/l para 130,0 µmol/lapós 6 semanas de tratamento. No subgrupo de doentes com níveis base de creatininasérica igual ou superior a 221,0 µmol/l, a creatinina sérica média diminui de 341,2 µmol/lno início do tratamento para 192,7 µmol/l após 6 semanas de tratamento. Foidemonstrado que a disfunção renal desenvolvida durante o tratamento com anfotericina

B

convencional, estabilizou ou melhorou durante um tratamento subsequente com Abelcet.Doentes idososNão são necessárias precauções específicas quando se administra Abelcet a doentesidosos.Doentes com insuficiência hepáticaForam tratados com Abelcet doentes com insuficiência hepática recorrente devido ainfecção, a doença enxerto vs hospedeiro, ou outras patologias hepáticas ou ainda sobadministração de medicamentos hepatotóxicos. Nos casos em que a bilirrubina, afosfatase alcalina ou as transaminases séricas aumentaram, estavam presentes outrosfactores para além do Abelcet que possivelmente contribuíram para estes valores

alterados. Estes factores incluíram infecções, hiperalimentação, medicamentoshepatotóxicos concomitantes e doença enxerto vs hospedeiro.Uso em doentes sob hemodiálise e hemofiltraçãoAbelcet pode ser administrado a doentes sob diálise ou hemofiltração apenas depois destaterminada. No entanto, se a condição do doente assim o exigir, Abelcet pode seradministrado durante a diálise ou a hemofiltração. Os níveis séricos de potássio emagnésio devem ser regularmente monitorizados.Abelcet só deve ser administrado a grávidas ou mulheres em fase de aleitamento apenasem caso de risco de vida, quando o benefício exceda o risco para a mãe e para o feto.Preparação da suspensão para perfusãoAntes da administração, retirar o concentrado para suspensão para perfusão do frigoríficoe aguardar até que esta atinja a temperatura ambiente. Agitar suavemente até não havervestígios de resíduo amarelo no fundo do frasco. Retirar a dose adequada necessária deAbelcet dos frascos com uma ou mais seringas estéreis utilizando uma agulha 17 a 19.

Retirar a agulha de cada seringa cheia de Abelcet e substituir pela agulha com filtro de 5micra incluída na embalagem. Inserir num frasco de Dextrose a 5% em água e esvaziar oconteúdo da seringa exercendo pressão manual ou uma bomba de perfusão. Cada agulhaprovida de filtro só pode ser utilizada para filtrar o conteúdo de um frasco e para cadanovo frasco deve ser utilizada uma outra agulha. A concentração final da perfusão deveser de 1 mg/ml. Para os doentes pediátricos e para os doentes com doençascardiovasculares o medicamento pode ser diluído com Dextrose a 5,0 % em água, parauma concentração final de 2 mg/ml. Não utilizar a substância depois de diluída, se houvera menor suspeita de substâncias estranhas. As técnicas assépticas têm de sercuidadosamente respeitadas no manuseamento do Abelcet, dado a ausência de qualquerbacteriostático ou conservante. A perfusão é administrada com maior eficácia através deuma bomba de perfusão.NÃO DILUIR EM SOLUÇÕ

ES SALINAS NEM MISTURAR COM OUTROS

FÁRMACOS OU ELECTRÓ

LITOS

A compatibilidade de Abelcet com estas substâncias não foi ainda estabelecida.

Se já existir uma veia canalizada esta deverá ser lavada por Dextrose a 5% em água, antesda perfusão de Abelcet ou então deverá ser utilizada uma outra veia.



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
  2. Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (p. ex. cálculos biliares, hepatite).
  3. Candidíase: ?? o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
  4. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  5. Imunodeficiência: Distúrbio do sistema imunológico que se caracteriza por um defeito congênito ou adquirido em um ou vários mecanismos que interferem na defesa normal de um indivíduo perante infecções ou doenças tumorais.
  6. Hemólise: Doença na qual se produz a ruptura da membrana do glóbulo vermelho e perda de seu conteúdo (principalmente hemoglobina) para a corrente sangüínea. Pode ser produzida em algumas anemias congênitas ou adquiridas, como conseqüência de doenças imunológicas, etc.
  7. Neuropatia: Doença que afeta a um (mononeuropatia) ou vários nervos (polineuropatia). Seus sintomas dependem da localização e tipo de nervo comprometido, podendo ser motores (fraqueza muscular) ou sensitivos (diminuição da sensibilidade, dor). Entre suas causas figuram certos tóxicos, distúrbios metabólicos, infecções, doenças degenerativas, etc.
  8. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  9. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  10. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  11. Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
  12. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  13. Uréia: Produto do metabolismo das proteínas. Indica de forma indireta a eficiência da função renal. Quando existe insuficiência renal, os valores de uréia elevam-se produzindo distúrbios variados (pericardite urêmica, encefalopatia urêmica, etc.).

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