EFEXOR XR

Para que serve EFEXOR XR

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.



EFEXOR XR


Cápsula de liberação controlada
37,5 mg, 75 mg e 150 mg


TEXTO DE BULA DE EFEXOR XR

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Efexor XR cloridrato de venlafaxina

APRESENTAÇÕES

Cartucho contendo 7, 14 e 30 cápsulas de liberação controlada de 37,5 mg de venlafaxina.Cartucho contendo 7, 14 e 30 cápsulas de liberação controlada de 75 mg de venlafaxina.Cartucho contendo 7, 14 e 30 cápsulas de liberação controlada de 150 mg de venlafaxina.

USO ORAL

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Princípio ativo: cloridrato de venlafaxinaCada cápsula de Efexor XR 37,5 mg contém 37,5 mg de venlafaxina.Cada cápsula de Efexor XR 75 mg contém 75 mg de venlafaxina.Cada cápsula de Efexor XR 150 mg contém 150 mg de venlafaxina.Excipientes: celulose microcristalina, hipromelose, etilcelulose, água purificada, metanol anidro, cloreto de metileno,tinta opacode vermelha (apenas para cápsulas de 37,5 mg e 75 mg) e tinta branca TekPrint (apenas para cápsulas de150 mg).Composição da cápsula: óxido férrico vermelho, óxido férrico amarelo, óxido férrico preto (apenas para cápsulas de37,5 mg), dióxido de titânio e gelatina. LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 1

II) INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1. INDICAÇÕES

Tratamento da depressão, incluindo depressão com ansiedade associada. Prevenção de recaída e recorrência da depressão.Tratamento de ansiedade ou transtorno de ansiedade generalizada (TAG), incluindo tratamento a longo prazo.Tratamento do transtorno de ansiedade social (TAS), também conhecido como fobia social. Tratamento do transtorno do pânico, com ou sem agorafobia, conforme definido no DSM-IV.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA1-12

DepressãoA eficácia das cápsulas de venlafaxina de liberação prolongada para o tratamento da depressão, incluindodepressão associada com ansiedade, foi estabelecida em dois estudos de curto prazo controlados por placebo.As populações em ambos os ensaios consistiam em pacientes ambulatoriais atendendo aos critérios DSM III-R ouDSM-IV para depressão maior.O primeiro estudo comparou venlafaxina de liberação prolongada 75 a 150 mg/dia, venlafaxina de liberaçãoimediata 75 a 150 mg/dia e placebo por 12 semanas. A venlafaxina de liberação prolongada mostrou vantagemsignificativa com relação ao placebo iniciando na 2ª semana de tratamento na Escala de Avaliação de Depressãode Hamilton (HAM-D) total e HAM-D Item Humor Deprimido, na 3ª semana na Escala de Avaliação deDepressão de Montgomery-Asberg (MADRS) total, e na 4ª semana na Escala de Impressão Clínica Global (CGI)para Gravidade da Doença. Todas as vantagens foram mantidas até o final do tratamento. A venlafaxina deliberação prolongada também mostrou vantagem significativa com relação à venlafaxina de liberação imediata na8ª e na 12ª semana nas escalas HAM-D total e CGI Gravidade da Doença e na 12ª semana para todas as variáveisde eficácia.O segundo estudo comparou o tratamento com venlafaxina de liberação prolongada 75 a 225 mg/dia e placebo poraté 8 semanas. Melhora estatística mantida com relação ao placebo foi observada na 2ª semana para a escala CGIpara Gravidade da Doença, começando na 4ª semana para HAM-D total e MADRS total, e começando na 3ªsemana para HAM-D Item Humor Deprimido.Distúrbio de Ansiedade GeneralizadaA eficácia das cápsulas de venlafaxina de liberação prolongada como tratamento para Transtorno de AnsiedadeGeneralizada (TAG) foi estabelecida em dois estudos de dose fixa, curto prazo (8 semanas) e controlados porplacebo, um estudo de dose fixa, longo prazo (6 meses) e controlado por placebo e um estudo de dose flexível,longo prazo (6 meses) e controlado por placebo em pacientes ambulatoriais que atendem aos critérios DSM-IVpara TAG.Um estudo de curto prazo que avaliou doses de 75, 150 e 225 mg/dia de venlafaxina de liberação prolongada eplacebo mostrou que a dose de 225 mg/dia apresentou mais efeito que o placebo no escore total da Escala deAvaliação de Ansiedade de Hamilton (HAM-A), nos itens HAM-A de ansiedade e tensão e a escala CGI. Emborahouvesse evidência de superioridade com relação ao placebo para doses de 75 e 150 mg/dia, estas doses não foramconsistentemente eficazes como a dose maior.LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 2
Um segundo estudo de curto prazo que avaliou doses de 75 e 150 mg/dia de venlafaxina de liberação prolongada eplacebo mostrou que ambas as doses foram mais eficazes que o placebo em alguns dos mesmos resultados,entretanto, a dose de 75 mg/dia foi consistentemente mais eficaz que a dose de 150 mg/dia. Dois estudos de longoprazo (6 meses), um com doses de 37,5, 75 e 150 mg/dia de venlafaxina de liberação prolongada e outro avaliandodoses de 75 a 225 mg/dia, mostraram que doses de 75 mg ou superior foram mais eficazes que placebo na HAM-Atotal e nos itens de ansiedade e tensão, na escala CGI após tratamento de curto prazo (8 semanas) e longo-prazo (6meses).1Feighner J. J Affect Disord 1998;47:55-62.2Venlafaxine XR 208 Study Group. Ann Clin Psychiatry 1997;9(3):157-64.3Venlafaxine XR 209 Study Group. J Clin Psychiatry 1997;58(9):393-8.4Hamilton MA. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1960;23:56-62.5Montgomery SA, Br J Psychiatry 1979;134:382-9.6 ECDEU Assessment Manual for Psychopharmacology, Revised. DHEW Pub. No. (ADM) 76-338.Rockville, MD: National Institutes of Mental Health, 1976;217-222.7Venlafaxine XR 210 Study Group. Proceedings of the American Psychiatric Association Annual Meeting;June 1998;Toronto, Ontario.8Davidson J. J Clin Psychiatry 1999;60:528-535.9Jokela H. (Protocol 0600B2-378-EU). Wyeth-Ayerst Laboratories GMR-31786, 1997.10 Venlafaxine XR 378 Study Group. Proceeding from the Annual Meeting of the Anxiety DisordersAssociation of America; March 26, 1999; San Diego, CA.11 Cunningham L. (Protocol 0600B2-218-US). Wyeth-Ayerst Laboratories GMR-32976, 1997.12 Venlafaxine XR 218 Study Group. Proceedings from the Annual Meeting of the Anxiety DisordersAssociation of America; March 26, 1999; San Diego, CA.

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

DescriçãoEfexor XR é uma cápsula de liberação prolongada para administração oral que contém cloridrato de venlafaxina,um antidepressivo estruturalmente novo. O cloridrato de venlafaxina não está quimicamente relacionado aosantidepressivos tricíclicos, tetracíclicos ou outros antidepressivos disponíveis e outros fármacos usados notratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Seu nome químico é cloridrato de (R/S)-1-[2-
(dimetilamino)-1-(4-metoxifenil)etil] ciclohexanol ou cloridrato de (±)-1-[?-[(dimetilamino)metil]-p-
metoxibenzil] ciclohexanol.O cloridrato de venlafaxina é um sólido cristalino branco a esbranquiçado, com uma solubilidade de 572 mg/mL emágua (ajustado a um teor iônico de 0,2M com cloreto de sódio). Seu coeficiente de separação octanol:água (cloretode sódio 0,2M) é de 0,43.Efexor XR é formulado como cápsula de liberação prolongada para administração oral uma vez ao dia. Aliberação do fármaco é controlada por difusão através da membrana de cobertura das esferóides e não é pH-
dependente. As cápsulas contêm cloridrato de venlafaxina em quantidade equivalente a 37,5 mg, 75 mg ou150 mg de venlafaxina. Mecanismo de Ação e FarmacodinâmicaA venlafaxina e a O-desmetilvenlafaxina (ODV), seu metabólito ativo, são inibidores potentes da recaptaçãoneuronal de serotonina e norepinefrina e inibidores fracos da recaptação da dopamina. Acredita-se que a atividadeantidepressiva da venlafaxina esteja relacionada à potencialização da atividade neurotransmissora no SistemaNervoso Central (SNC). A venlafaxina e a ODV não têm afinidade significante in vitro por receptores muscarínicos,histaminérgicos ou ?1-adrenérgicos. A atividade nesses receptores pode estar relacionada com vários efeitosanticolinérgicos, sedativos e cardiovasculares observados com outros medicamentos psicotrópicos. LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 3
Farmacocinética? AbsorçãoNo mínimo 92% da dose de venlafaxina é absorvida após doses únicas orais de venlafaxina de liberação imediata.A biodisponibilidade absoluta é de 40% a 45% devido ao metabolismo pré-sistêmico. Em estudos de dose únicacom 25 a 150 mg de venlafaxina de liberação imediata, as concentrações plasmáticas máximas (Cmáx) médiasvariaram de 37 a 163 ng/mL, respectivamente, e foram alcançadas em 2,1 a 2,4 horas (Tmáx). Após a administraçãode venlafaxina cápsulas de liberação controlada, as concentrações plasmáticas máximas de venlafaxina e ODVforam alcançadas em 5,5 horas e 9 horas, respectivamente. Após a administração de venlafaxina de liberaçãoimediata, as concentrações plasmáticas máximas de venlafaxina e ODV foram alcançadas em 2 e 3 horas,respectivamente. A venlafaxina em cápsulas de liberação controlada e em comprimidos de liberação imediata apresentam a mesmaextensão de absorção.? DistribuiçãoAs concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio da venlafaxina e da ODV são atingidas em 3 dias detratamento em dose múltipla com venlafaxina de liberação imediata. Ambas apresentam cinética linear nointervalo de dose de 75 a 450 mg/dia após administração a cada 8 horas. As respectivas taxas de ligação àsproteínas plasmáticas humanas da venlafaxina e da ODV são de aproximadamente 27% e 30%. Como essa ligaçãonão depende das respectivas concentrações do fármaco até 2.215 e 500 ng/mL, tanto a venlafaxina como a ODVapresentam baixo potencial de interações medicamentosas significantes que envolvem deslocamento do fármacodas proteínas séricas. O volume de distribuição da venlafaxina no estado de equilíbrio é de 4,4 + 1,9 L/kg após aadministração intravenosa.? MetabolismoA venlafaxina sofre extenso metabolismo hepático. Estudos in vitro e in vivo indicam que a venlafaxina ébiotransformada no seu principal metabólito ativo, a ODV, pela isoenzima CYP2D6 do P450. Estudos in vitro e invivo indicam que a venlafaxina é metabolizada em um metabólito secundário, menos ativo, a N-
desmetilvenlafaxina, pela CYP3A4. Embora a atividade relativa da CYP2D6 possa ser diferente entre ospacientes, não há necessidade de modificação do esquema posológico da venlafaxina. A exposição ao fármaco(AUC) e a variação nos níveis plasmáticos da venlafaxina e da ODV foram equivalentes após a administração dedoses diárias iguais em esquemas 2x/dia ou 3x/dia de venlafaxina de liberação imediata.? EliminaçãoA venlafaxina e seus metabólitos são excretados principalmente pelos rins. Aproximadamente 87% da dose devenlafaxina é recuperada na urina em até 48 horas como venlafaxina inalterada (5%), ODV não-conjugada (29%),ODV conjugada (26%) ou outros metabólitos secundários inativos (27%).? Efeito dos AlimentosOs alimentos não exercem efeito significante sobre a absorção da venlafaxina ou a formação da ODV.? Pacientes com Insuficiência HepáticaOcorre alteração significante da disposição farmacocinética da venlafaxina e da ODV em alguns pacientes comcirrose hepática compensada (dano hepático moderado) após dose única oral de venlafaxina. Em pacientes cominsuficiência hepática, os valores da depuração plasmática média da venlafaxina e da ODV diminuem emaproximadamente 30% a 33%, e de meia-vida média de eliminação aumentam, no mínimo, 2 vezes emcomparação aos indivíduos normais.LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 4
Em um segundo estudo, a venlafaxina foi administrada por via oral e por via intravenosa a indivíduos normais (n =21) e indivíduos Child-Pugh A (n = 8) e Child-Pugh B (n = 11) (ou seja, indivíduos com insuficiência hepáticaleve e moderada, respectivamente). A biodisponibilidade por via oral aproximadamente dobrou para os indivíduoscom insuficiência hepática em comparação aos indivíduos normais. Nos indivíduos com insuficiência hepática, ameia-vida de eliminação da venlafaxina oral foi aproximadamente duas vezes maior e a depuração (clearance) dadroga por via oral foi reduzida em mais da metade em comparação aos valores dos indivíduos normais. Emindivíduos com insuficiência hepática que receberam a droga por via oral, a meia-vida de eliminação da ODV foiprolongada em cerca de 40% ao passo que a depuração (clearance) da ODV foi semelhante à de indivíduosnormais. Observou-se um grau elevado de variabilidade interindividual.? Pacientes com Insuficiência RenalAs meias-vidas de eliminação da venlafaxina e da ODV aumentam com o aumento do grau de comprometimentoda função renal. A meia-vida de eliminação aumentou aproximadamente 1,5 vezes em pacientes com insuficiênciarenal moderada e aproximadamente 2,5 e 3 vezes em pacientes com doença renal em estágio terminal.? Efeitos de Idade e Sexo sobre a FarmacocinéticaUma análise de farmacocinética populacional com 404 pacientes tratados com venlafaxina de liberação imediataem dois estudos com esquemas 2x/dia e 3x/dia demonstrou que os níveis plasmáticos mínimos de venlafaxina ouODV, normalizados pela dose, não foram alterados por diferenças de idade ou sexo.Dados Pré-clínicos de Segurança CarcinogêneseA venlafaxina foi administrada por gavagem a camundongos por 18 meses em doses de até 120 mg/kg por dia, 1,7vezes a dose humana máxima recomendada em uma relação mg/m2. A venlafaxina também foi administrada aratos por gavagem por 24 meses em doses de até 120 mg/kg por dia. Em ratos que receberam a dose de 120mg/kg, as concentrações plasmáticas de venlafaxina na necropsia eram 1 vez (ratos machos) e 6 vezes (ratosfêmeas) as concentrações plasmáticas de pacientes que receberam a dose humana máxima recomendada. Os níveisplasmáticos de O-desmetilvenlafaxina foram inferiores em ratos quando comparados aos pacientes que receberama dose máxima recomendada.Tumores não foram aumentados pelo tratamento com venlafaxina em camundongos ou ratos.MutagêneseA venlafaxina e O-desmetilvenlafaxina não foram mutagênicas no teste de Ames de mutação reversa comSalmonella ou teste de ovário de hamster chinês/HGPRT de mutação genética de célula de mamíferos. Avenlafaxina também não foi mutagênica ou clastogênica no ensaio in vitro BALB/c-3T3 de transformação decélula de camundongo, no teste de troca entre cromátides irmãs em células de ovários de hamster chinês, ou testein vivo de aberração cromossômica em medula óssea murídea. A O-desmetilvenlafaxina não foi clastogênica noensaio in vitro de aberração cromossômica em células de ovários de hamster chinês, porém produziu uma respostaclastogênica no ensaio in vivo de aberração cromossômica em medula óssea murídea.Prejuízo à FertilidadeObservou-se redução da fertilidade em um estudo em que ratos machos e fêmeas foram expostos ao principalmetabólito, O-desmetilvenlafaxina (ODV). Esta exposição à ODV foi aproximadamente 2 a 3 vezes a da dosehumana de 225 mg/dia de venlafaxina. A relevância desta descoberta sobre humanos é desconhecida.TeratogenicidadeA venlafaxina não causou malformações na prole de ratos ou coelhos quando administrada em doses até 11 vezes(ratos) ou 12 vezes (coelhos) a dose humana de 375 mg/dia de venlafaxina (em uma relação mg/kg), ou 2,5 vezes(ratos) e 4 vezes (coelhos) a dose humana de 375 mg/dia de venlafaxina (em uma relação mg/m2).

4. CONTRAINDICAÇÕES

Hipersensibilidade a venlafaxina ou a qualquer componente da fórmula.LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 5
Uso concomitante da venlafaxina e de qualquer inibidor da monoaminoxidase (IMAO).O tratamento com a venlafaxina não deve ser iniciado no período de, no mínimo, 14 dias após a descontinuação dotratamento com um IMAO; um intervalo menor pode ser justificado se o IMAO for do tipo reversível. Avenlafaxina deve ser descontinuada por, no mínimo, 7 dias antes do início do tratamento com qualquer IMAO (verInterações Medicamentosas).Este medicamento é contraindicado para uso por menores de 18 anos.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

? AdvertênciasRisco de suicídioA ideação suicida é um sintoma conhecido da depressão e certas desordens psiquiátricas e estas desordens por si sósão fortes predisponentes ao risco de suicídio. Estudos clínicos placebo-controlado de curta duração commedicamentos antidepressivos (ISRSS e outros) mostraram que estes medicamentos aumentam o risco de suicídio emcrianças, adolescentes e jovens (entre 18 ? 24 anos de idade) com depressão maior e outras desordens psiquiátricas.Estudos de curta duração não demonstraram um crescimento no risco de suicídio com antidepressivos comparadocom placebo em adultos acima de 24 anos de idade; houve uma redução no risco de suicídio com antidepressivoscomparado com placebo em adultos com 65 anos ou mais. Todos pacientes tratados com venlafaxina devem ser apropriadamente monitorados e atentamente observadosquanto à piora clínica e risco de suicídio. Os pacientes, seus familiares e cuidadores devem ser orientados a ficaralertas quanto ao aparecimento de ansiedade, agitação, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, hostilidade,agressividade, impulsividade, acatisia (agitação psicomotora), hipomania, mania, outras alterações incomuns decomportamento, piora da depressão e ideação suicida, principalmente no início do tratamento ou durante qualqueralteração de dose ou esquema posológico.O risco de tentativa de suicídio deve ser considerado principalmente nos pacientes deprimidos. Visando reduzir orisco de superdosagem, deve-se fornecer a menor quantidade possível do medicamento, consistente com o bommanejo do paciente (ver também Uso Pediátrico, Precauções e Reações Adversas).Reações de síndrome neuroléptica maligna (SMN)Como com outros agentes serotonérgicos, o desenvolvimentopotencialmente fatal da síndrome da serotonina ou síndrome neuroléptica maligna (SMN), pode ocorrer com otratamento com a venlafaxina, particularmente com o uso concomitante de outros fármacos serotonérgicos (incluindoSSRIs, SNRIs e triptanos, fentanila, dextrometorfano, tramadol, tapentadol, meperidina, metadona e pentazocina),com drogas que prejudicam o metabolismo da serotonina (incluindo IMAOs e azul de metileno), com antipsicóticosou outros antagonistas da dopamina. Sintomas da síndrome serotonérgica podem incluir alterações do estado mental(ex.: agitação, alucinações e coma), instabilidade autonômica (ex.: taquicardia (palpitação), oscilação da pressãoarterial e hipertermia), aberrações neuromusculares (ex.: hiperreflexia, falta de coordenação). A síndrome daserotonina em sua forma mais grave pode assemelhar-se a SMN, que inclui hipertermia, rigidez muscular,instabilidade autonômica com possíveis flutuações rápidas dos sinais vitais e alterações do estado mental.Se o tratamento concomitante com venlafaxina e outros agentes que possam afetar o sistema neurotransmissorserotonérgico ou dopaminérgico é clinicamente autorizado, é aconselhado observação cuidadosa do paciente,particularmente no início do tratamento ou aumento da dose.O uso concomitante de venlafaxina com precursores da serotonina (tais como suplementos de triptofano) não érecomendado.MidríasePode ocorrer midríase (dilatação das pupilas) associada ao tratamento com a venlafaxina. Recomenda-semonitorização rigorosa dos pacientes com pressão intra-ocular elevada ou com risco de glaucoma agudo de ânguloestreito (glaucoma de ângulo fechado).LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 6
Fraturas ósseasEstudos epidemiológicos mostraram um risco aumentado de fraturas ósseas em pacientes que utilizam inibidoresda recaptação da serotonina (IRS), incluindo venlafaxina. O mecanismo que leva a este risco não é inteiramenteconhecido.? PrecauçõesA venlafaxina ainda não foi avaliada em pacientes com história recente de infarto do miocárdio ou doençacardíaca instável. Portanto, deve ser utilizada com cautela nesses pacientes.Há relatos de aumento da pressão arterial relacionado à dose em alguns pacientes tratados com a venlafaxina.Casos de pressão arterial elevada requerendo tratamento imediato foram relatados na experiência pós-
comercialização. Recomenda-se a determinação da pressão arterial nos pacientes tratados com a venlafaxina.Hipertensão preexistente deve ser controlada antes do tratamento com venlafaxina. Deve-se ter cautela empacientes com condições subjacentes que possam ser comprometidas por aumentos da pressão arterial.Pode ocorrer aumento da frequência cardíaca, particularmente nas doses mais altas. Deve-se ter cautela empacientes com doenças subjacentes que podem ser comprometidas pelo aumento da frequência cardíaca.Casos de prolongamento do intervalo QTc, Torsade de Pointes, taquicardia ventricular e morte súbita foramrelatados durante o uso pós-comercialização da venlafaxina. A maioria dos relatos ocorreu em associação comsuperdosagem ou em pacientes com outros fatores de risco para prolongamento do intervalo QTc/torsade depointes. Portanto, a venlafaxina deve ser usada com precaução em pacientes com fatores de risco paraprolongamento do intervalo QTc.Podem ocorrer convulsões com o tratamento com a venlafaxina. Assim como ocorre com todos os antidepressivos,o tratamento com a venlafaxina deve ser introduzido com cautela em pacientes com história de convulsões.Pode ocorrer mania/hipomania em uma pequena parcela de pacientes com distúrbios de humor que receberamantidepressivos, incluindo a venlafaxina. Assim como ocorre com outros antidepressivos, a venlafaxina deve serusada com cautela em pacientes com história pessoal ou familiar de transtorno bipolar.Pode ocorrer agressividade em uma pequena proporção de pacientes que receberam antidepressivos, incluindotratamento com a venlafaxina, redução de dose ou descontinuação. Assim como os outros antidepressivos, avenlafaxina deve ser usada com cautela em pacientes com história de agressividade.Casos de hiponatremia e/ou Síndrome da Secreção Inapropriada do Hormônio Anti-Diurético (SIADH) podemocorrer com a venlafaxina, usualmente em pacientes com depleção de volume ou desidratados. Pacientes idosos,pacientes fazendo uso de diuréticos e pacientes com depleção de volume, podem ter risco aumentado para esseevento. Medicamentos que inibem a recaptação de serotonina podem ocasionar anormalidades na agregação plaquetária.Existem relatos de anormalidades de sangramento com a venlafaxina, desde sangramento cutâneo e das mucosas ehemorragia gastrintestinal, até hemorragia com risco de morte. Como ocorre com outros inibidores da recaptaçãoda serotonina, deve-se ter cuidado ao administrar a venlafaxina em pacientes predispostos a sangramentos,incluindo pacientes que fazem uso de anticoagulantes e inibidores plaquetários.A segurança e a eficácia da terapia com a venlafaxina em associação a agentes redutores de peso, incluindo afentermina, ainda não foram estabelecidas. Não se recomenda a administração concomitante do cloridrato devenlafaxina com agentes redutores de peso. O cloridrato de venlafaxina não é indicado para redução de peso nemem monoterapia nem em associação com outros produtos.Observou-se aumento clinicamente relevante do colesterol sérico em 5,3% dos pacientes tratados com avenlafaxina e 0,0% nos que receberam placebo por no mínimo 3 meses em estudos clínicos controlados porplacebo. A determinação dos níveis de colesterol sérico deve ser considerada durante o tratamento a longo prazo.LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 7
A formulação de liberação controlada da venlafaxina contém esferóides que liberam o medicamento lentamente notrato digestivo. A porção insolúvel desses esferóides é eliminada e pode ser vista nas fezes.Efeitos da descontinuação do medicamento são bem conhecidos com antidepressivos, portanto, recomenda-se quea dose de qualquer das formulações da venlafaxina seja descontinuada gradativamente e que o paciente sejamonitorado (ver Posologia).Gravidez: a segurança da venlafaxina durante a gravidez em humanos ainda não foi estabelecida. A venlafaxinasó deve ser administrada a mulheres grávidas se os benefícios esperados superarem os riscos possíveis. Se avenlafaxina for usada até o nascimento ou um pouco antes do nascimento, os efeitos da descontinuação no recém-
nascido devem ser considerados. Alguns neonatos expostos a venlafaxina no final do terceiro trimestre da gestaçãodesenvolveram complicações que requereram alimentação enteral, suporte respiratório ou hospitalizaçãoprolongada. Essas complicações podem surgir imediatamente após o parto.Lactação: a venlafaxina e a ODV são excretadas no leite materno; portanto, deve-se decidir entre não amamentarou descontinuar o uso de venlafaxina.Efexor XR é um medicamento classificado na categoria B de risco de gravidez. Portanto, este medicamentonão deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.Uso Pediátrico: ainda não foi estabelecida a eficácia em pacientes com menos de 18 anos de idade.Em estudos clínicos pediátricos, foi observada reação adversa de ideação suicida. Houve também aumento dosrelatos de hostilidade e, principalmente em Transtorno Depressivo Maior, auto-agressão.Assim como em adultos, diminuição do apetite, perda de peso, aumento da pressão arterial e aumento docolesterol sérico foram observados em crianças e adolescentes (entre 6 e 17 anos de idade; ver ReaçõesAdversas). Recomenda-se a determinação regular do peso e da pressão arterial quando a venlafaxina éadministrada a crianças e adolescentes. A descontinuação do tratamento com a venlafaxina deve ser consideradaem crianças e adolescentes que apresentam aumento persistente da pressão arterial. A determinação dos níveis decolesterol sérico deve ser considerada durante o tratamento a longo prazo de crianças e adolescentes (verPosologia e Reações Adversas). A segurança em crianças com menos de 6 anos de idade ainda não foi avaliada.Uso Geriátrico: não há recomendação específica para ajuste de dose da venlafaxina de acordo com a idade dopaciente.

Entretanto, como com qualquer outro medicamento para o tratamento da depressão ou transtorno deansiedade generalizada, deve-se tomar cuidado no tratamento de idosos. Ao individualizar a posologia, precauçõesadicionais devem ser tomadas para aumentar a dose.Efeitos Sobre as Atividades que Requerem Concentração: em voluntários saudáveis, a venlafaxina não alterou odesempenho psicomotor, cognitivo ou comportamental complexo. No entanto, qualquer psicofármaco podecomprometer o julgamento, o raciocínio e a capacidade motora. Portanto, os pacientes devem ser alertados quanto aosefeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas perigosas.Atenção: Este medicamento contém corantes que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.Abuso e DependênciaEstudos clínicos não evidenciaram comportamento de busca por droga, desenvolvimento de tolerância, ouelevação indevida de dose durante o período de uso.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Como ocorre com todos os medicamentos, o potencial de interação por meio de diversos mecanismos é umapossibilidade.LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 8
?

Anticoagulantes e inibidores plaquetários

Como ocorre com outros inibidores da recaptação da serotonina, deve-se ter cuidado ao administrar a venlafaxinaem pacientes predispostos a sangramentos, incluindo pacientes que fazem uso de anticoagulantes e inibidoresplaquetários.?

Álcool

Uma dose única de etanol (0,5 g/kg) não teve efeito sobre a farmacocinética da venlafaxina ou da ODV quando avenlafaxina foi administrada na dose de 150 mg/dia a 15 homens saudáveis. Além disso, a administração davenlafaxina em um esquema estável não intensificou os efeitos psicomotores e psicométricos induzidos pelo etanolnesses mesmos indivíduos quando não estavam recebendo a venlafaxina. No entanto, como com todos osmedicamentos ativos no SNC, os pacientes devem ser aconselhados a evitar o consumo de álcool durante o uso devenlafaxina.?

Cimetidina

A administração concomitante de cimetidina e venlafaxina em um estudo de estado de equilíbrio para os doismedicamentos resultou na inibição do metabolismo de primeira passagem hepática da venlafaxina em 18indivíduos saudáveis. A depuração oral da venlafaxina foi reduzida em cerca de 43% e a exposição (AUC) e aconcentração máxima (Cmáx) do medicamento aumentaram cerca de 60%. No entanto, a administraçãoconcomitante da cimetidina não teve nenhum efeito aparente sobre a farmacocinética da ODV, que está presenteem quantidade muito maior na circulação do que a venlafaxina. Está previsto que a atividade farmacológica globalda venlafaxina mais ODV aumente apenas discretamente e que não seja necessário ajustar a dose na maioria dosadultos normais. Entretanto, em pacientes com hipertensão preexistente e pacientes idosos ou com disfunçãohepática, ainda não se conhece a interação associada ao uso concomitante de venlafaxina e cimetidina, que podeser mais acentuada. Assim, deve-se ter cautela ao tratar esses pacientes.?

Diazepam

Nas condições de estado de equilíbrio da venlafaxina administrada na dose de 150 mg/dia, uma dose única dediazepam 10 mg não pareceu alterar a farmacocinética da venlafaxina ou da ODV em 18 homens saudáveis. Avenlafaxina também não apresentou nenhum efeito sobre a farmacocinética do diazepam ou de seu metabólitoativo (desmetildiazepam) nem alterou os efeitos psicomotores e psicométricos induzidos pelo diazepam.?

Haloperidol

A venlafaxina administrada sob condições de estado de equilíbrio na dose de 150 mg/dia a 24 indivíduossaudáveis diminuiu a depuração da dose oral total (Cl/F) de uma dose única de 2 mg de haloperidol em 42%, oque resultou em aumento de 70% da AUC do haloperidol. Além disso, a Cmáx do haloperidol aumentou 88%quando administrado concomitantemente à venlafaxina, porém a meia-vida (t1/2) de eliminação do haloperidolpermaneceu inalterada. O mecanismo que explica esse achado é desconhecido.?

Lítio

Não houve alteração da farmacocinética do estado de equilíbrio da venlafaxina administrada na dose de 150mg/dia quando uma dose única oral de 600 mg de lítio foi administrada a 12 homens saudáveis. A ODV tambémpermaneceu inalterada. A venlafaxina não teve efeito sobre a farmacocinética do lítio (ver também

MedicamentosAtivos no SNC, a seguir).? Medicamentos com Alta Taxa de Ligação a Proteínas Plasmáticas

A venlafaxina não apresenta alta taxa de ligação a proteínas plasmáticas (27%); assim, a administração doEfexor XR a um paciente que toma outro medicamento com alta taxa de ligação a proteínas não deve provocaraumento das concentrações livres do outro medicamento.LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 9
?

Medicamentos que Inibem as Isoenzimas do Citocromo P450

Inibidores da

CYP2D6

Os estudos in vitro e in vivo demonstram que a venlafaxina é metabolizada em ODV (seumetabólito ativo) pela CYP2D6, a isoenzima responsável pelo polimorfismo genético observado no metabolismode muitos antidepressivos. Portanto, existe potencial para uma interação medicamentosa entre os medicamentosque inibem o metabolismo da venlafaxina mediado pela CYP2D6, reduzindo o metabolismo da venlafaxina emODV, levando ao aumento das concentrações plasmáticas da venlafaxina e à diminuição das concentrações dometabólito ativo. Seria de se esperar que os inibidores da CYP2D6, como a quinidina, agissem dessa forma, porémo efeito é semelhante ao observado nos pacientes considerados metabolizadores geneticamente fracos para essaisoenzima (ver Metabolismo e Eliminação). Assim, não é necessário ajuste de dose quando a venlafaxina éadministrada concomitantemente a um inibidor da CYP2D6.cetoconazol - Um estudo farmacocinético com cetoconazol em metabolizadores rápidos (MR) e metabolizadoresfracos (MF) do CYP2D6 resultou em concentrações plasmáticas mais elevadas tanto de venlafaxina quanto deODV na maioria dos indivíduos após a administração de cetoconazol. A Cmáx da venlafaxina aumentou em 26%em indivíduos MR e 48% em indivíduos MF. Os valores de Cmáx para ODV aumentaram em 14% e 29% emindivíduos MR e MF, respectivamente. AUC da venlafaxina aumentou em 21% em indivíduos MR e 70% emindivíduos MF. Valores de AUC para ODV aumentaram em 23% e 33% em indivíduos MR e MF,respectivamente. ?

Medicamentos Metabolizados pelas Isoenzimas do Citocromo P450

CYP2D6

Os estudos in vitro indicam que a venlafaxina é um inibidor relativamente fraco da CYP2D6. Essesachados foram confirmados em um estudo clínico de interação medicamentosa que comparou o efeito davenlafaxina com o da fluoxetina sobre a metabolização mediada pela CYP2D6 de dextrometorfano emdextrorfano.imipramina - A venlafaxina não alterou a farmacocinética da imipramina e da 2-OH-imipramina. No entanto, aAUC, a Cmáx e a Cmín da desipramina aumentaram cerca de 35% na presença da venlafaxina. A AUC da 2-OH-
desipramina aumentou, no mínimo, 2,5 vezes (com venlafaxina 37,5 mg a cada 12 h) e 4,5 vezes (com venlafaxina75 mg a cada 12 h). A imipramina não alterou a farmacocinética da venlafaxina e da ODV. É desconhecida asignificância clínica dos níveis elevados da 2-OH-desipramina.metoprolol - A administração concomitante da venlafaxina (50 mg a cada 8 horas por 5 dias) e metoprolol (100mg a cada 24 horas por 5 dias) a 18 voluntários saudáveis em um estudo de interação farmacocinética dos doismedicamentos resultou em aumento de 30-40% das concentrações plasmáticas do metoprolol sem alterar asconcentrações plasmáticas do seu metabólito ativo, o alfa-hidroximetoprolol. A venlafaxina pareceu diminuir oefeito redutor da pressão arterial do metoprolol nesse estudo em voluntários saudáveis. A relevância clínica dessaobservação em pacientes hipertensos é desconhecida. O metoprolol não alterou o perfil farmacocinético davenlafaxina nem de seu metabólito ativo, a ODV. Deve-se ter cautela com a administração concomitante davenlafaxina com o metoprolol.risperidona - A venlafaxina administrada sob condições de estado de equilíbrio na dose de 150 mg/dia inibiulevemente a metabolização mediada pela CYP2D6 da risperidona (administrada em dose única oral de 1 mg) emseu metabólito ativo (9-hidroxirisperidona), resultando em um aumento aproximado de 32% da AUC darisperidona. Entretanto, a administração concomitante da venlafaxina não alterou significantemente o perfilfarmacocinético da porção ativa total (risperidona mais 9-hidroxirisperidona).

CYP3A4

A venlafaxina não inibiu a CYP3A4 in vitro. Esse achado foi confirmado in vivo por estudos clínicos deinteração medicamentosa nos quais a venlafaxina não inibiu o metabolismo de vários substratos da CYP3A4,incluindo o alprazolam, o diazepam e a terfenadina.indinavir - Em um estudo com 9 voluntários saudáveis, a venlafaxina administrada nas condições de estado deequilíbrio na dose de 150 mg/dia resultou em diminuição de 28% da AUC de uma dose única oral de 800 mg deindinavir e diminuição de 36% da Cmáx do indinavir. O indinavir não alterou a farmacocinética da venlafaxina e daODV. É desconhecida a significância clínica desse achado.LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 10

CYP1A2

A venlafaxina não inibiu a CYP1A2 in vitro. Esse achado foi confirmado in vivo por um estudo deinteração medicamentosa clínica no qual a venlafaxina não inibiu o metabolismo da cafeína, um substrato da

CYP1A2.CYP2C9

A venlafaxina não inibiu a CYP2C9 in vitro. In vivo, a venlafaxina 75 mg por via oral a cada 12 horasnão alterou a farmacocinética de uma dose única de 500 mg de tolbutamida nem a formação mediada pelaCYP2C9 da 4-hidróxi-tolbutamida.

CYP2C19

A venlafaxina não inibiu o metabolismo do diazepam, que é parcialmente metabolizado pelaCYP2C19 (ver

diazepam acima).? Inibidores da Monoaminoxidase

Foram relatadas reações adversas, algumas sérias, em pacientes que interromperam recentemente o tratamento comum inibidor da monoaminoxidase (IMAO) e iniciaram o tratamento com a venlafaxina, ou que recentementeinterromperam a terapia com a venlafaxina antes do início do tratamento com um IMAO. Essas reações incluíram:tremores, mioclonia, diaforese (sudorese), náuseas, vômitos, rubor, tontura, hipertermia com quadro semelhante àsíndrome neuroléptica maligna, convulsões e óbito. No caso de pacientes tratados com antidepressivos compropriedades farmacológicas semelhantes às da venlafaxina em associação com IMAO, existem também relatos dereações sérias, às vezes fatais. Para um inibidor seletivo da recaptação da serotonina, essas reações foram hipertermia,rigidez, mioclonia, instabilidade autônoma com possíveis alterações rápidas dos sinais vitais e alterações do estadomental que incluem agitação extrema, evoluindo para delírio e coma. Alguns casos apresentaram quadros semelhantesà síndrome neuroléptica maligna. Foram relatados casos de convulsões e hipertermia grave, algumas vezes fatais,relacionados com o uso combinado de antidepressivos tricíclicos e IMAOs. Essas reações também foram relatadas empacientes que interromperam recentemente o tratamento com esses medicamentos e iniciaram o tratamento com umIMAO. Os efeitos do uso combinado de venlafaxina e IMAOs não foram avaliados em seres humanos ou animais.Portanto, como a venlafaxina é um inibidor da recaptação tanto da norepinefrina como da serotonina, recomenda-seque Efexor XR cápsulas de liberação prolongada não seja usado em associação com um IMAO, ou que sejaobservado um intervalo de, pelo menos, 14 dias após a interrupção do tratamento com um IMAO. Com base na meia-
vida da venlafaxina, recomenda-se intervalo de, pelo menos, 7 dias após a interrupção do uso da venlafaxina antes deiniciar o tratamento com um IMAO.?

Medicamentos Ativos no SNC

O risco do uso da venlafaxina em associação a outros medicamentos ativos no SNC ainda não foi sistematicamenteavaliado (exceto nos casos de medicamentos ativos no SNC já mencionados). Conseqüentemente, recomenda-secautela caso seja necessária a administração concomitante da venlafaxina e desses medicamentos.?

Síndrome da Serotonina

Como com outros agentes serotonérgicos, a síndrome da serotonina, uma condição de risco de vida, pode ocorrerdurante o tratamento com a venlafaxina, particularmente com o uso concomitante de outros agentes que podem afetaro sistema neurotransmissor serotonérgico (como os triptanos, os ISRSs*, outros IRSNs**, o lítio, a sibutramina,fentanila e seus análogos, tramadol, dextrometorfano, tapentadol, meperidina, metadona, pentazocina ou a erva deSão João [Hypericum perforatum]), com medicamentos que comprometem o metabolismo da serotonina (como osIMAOs, incluindo a linezolida [um antibiótico que é um IMAO não-seletivo reversível] e azul de metileno); oucom precursores da serotonina (como suplementos de triptofano).Se o tratamento concomitante da venlafaxina com um ISRS*, um IRSN** ou um agonista de receptor da 5-
hidroxitriptamina (triptano) for clinicamente justificado, recomenda-se observação cuidadosa do paciente,especialmente no início do tratamento e no caso de aumento da dose. O uso concomitante da venlafaxina comprecursores da serotonina (como suplementos de triptofano) não é recomendado (ver Advertências).* ISRS = inibidor seletivo da recaptação de serotonina** IRSN = inibidor da recaptação de serotonina e de norepinefrina?

Drogas que prolongam o intervalo QT

O risco de prolongamento do intervalo QTc e de arritmias ventriculares (por exemplo, torsade de pointes) aumentacom o uso concomitante de outros medicamentos que prolongam o intervalo QTc (por exemplo, alguns antipsicóticose antibióticos) (consulte Advertências).LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 11
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Potencial de Outras Drogas Afetarem a venlafaxina

As vias de metabolização da venlafaxina incluem CYP2D6 e CYP3A4. A venlafaxina é primariamentemetabolizada no seu metabólito ativo, ODV, pela enzima CYP2D6 do citocromo P450. CYP3A4 é a viasecundária de metabolização quando comparada com CYP2D6 no metabolismo da venlafaxina. Inibidores de

CYP2D6

O uso concomitante de inibidores de CYP2D6 e da venlafaxina pode reduzir a metabolização da venlafaxina aODV, resultando em aumento das concentrações plasmáticas da venlafaxina e decréscimo das concentraçõesplasmáticas de ODV. Como venlafaxina e ODV são farmacologicamente ativos, não é necessário ajuste de dosequando a venlafaxina é co-administrada com inibidores da CYP2D6.Inibidores de

CYP3A4

O uso concomitante de inibidores de CYP3A4 e da venlafaxina pode aumentar os níveis de venlafaxina e de ODV.Portanto, recomenda-se cautela se o tratamento de um paciente incluir um inibidor da CYP3A4 e a venlafaxinaconcomitantemente.Inibidores de CYP2D6 e

CYP3A4

Não foi estudado o uso concomitante da venlafaxina com medicamento(s) que potencialmente inibe(m) tanto aCYP2D6 quanto a CYP3A4, enzimas metabolizadoras primárias da venlafaxina. Entretanto, no uso concomitantese pode esperar um aumento das concentrações plasmáticas de venlafaxina. Portanto, recomenda-se cautela se otratamento de um paciente incluir qualquer agente que produza inibição simultânea desses dois sistemasenzimáticos. ?

Terapia Eletroconvulsiva

Não há dados clínicos que estabeleçam o benefício da terapia eletroconvulsiva combinada ao tratamento comcápsulas de liberação prolongada de

Efexor XR.? Interação com drogas de teste laboratoriais

Falso-positivos em urina nos testes de imunoensaio de fenciclidina (PCP) e anfetaminas têm sido relatados empacientes que tomam venlafaxina devido à falta de especificidade dos testes. Resultados falso-positivos podem seresperados durante vários dias após interrupção da terapêutica com a venlafaxina. Os testes confirmatórios, taiscomo cromatografia gasosa / espectrometria de massa, vai distinguir a venlafaxina de PCP e anfetaminas.?

Relatos Espontâneos Pós-comercialização de Interação Medicamentosa

Ver Reações Adversas, Relatos Pós-comercialização.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Conservar o medicamento em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30°C).O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação.Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.As cápsulas de Efexor XR 37,5 mg tem a capa na cor cinza clara opaca e corpo na cor pêssego opaca, impressocom um ?W? na capa e ?37.5? no corpo em tinta vermelha, contendo esferas brancas a quase brancas de cerca de1 mm de diâmetro.As cápsulas de Efexor XR 75 mg tem a capa e corpo na cor pêssego opaca, impresso com um ?W? na capa e?75? no corpo em tinta vermelha, contendo esferas brancas a quase brancas de cerca de 1 mm de diâmetro.As cápsulas de Efexor XR 150 mg tem a capa e corpo na cor laranja escura, impresso com um ?W? na capa e?150? no corpo em tinta branca, contendo esferas brancas a quase brancas de cerca de 1 mm de diâmetro.LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 12
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

PosologiaRecomenda-se a administração de venlafaxina cápsulas de liberação controlada junto com alimentos,aproximadamente no mesmo horário todos os dias. As cápsulas devem ser tomadas inteiras com algum líquido enão devem ser divididas, trituradas, mastigadas ou dissolvidas, ou podem ser administradas cuidadosamenteabrindo-se a cápsula e espalhando todo o conteúdo em uma colher de purê de maçã. Esta mistura demedicamento/alimento deve ser engolida imediatamente sem mastigar, seguido de um copo de água para assegurara completa absorção das esferas.?

Depressão Maior

A dose inicial recomendada para venlafaxina em cápsulas de liberação controlada é de 75 mg, administrada uma vezpor dia (1x/dia). Os pacientes que não respondem à dose inicial de 75 mg/dia podem beneficiar-se com o aumento dadose até, no máximo, 225 mg/dia. Para alguns pacientes pode ser desejável uma dose inicial de 37,5 mg/dia por 4 a 7dias para permitir a adequação de novos pacientes à medicação antes do aumento para 75 mg/dia.Embora a dose máxima recomendada para pacientes com depressão moderada seja de até 225 mg/dia paravenlafaxina de liberação imediata (Efexor comprimidos), os pacientes de um estudo que sofriam de depressão maisgrave responderam a uma dose média de 350 mg/dia (intervalo de 150 a 375 mg/dia). Todavia, a experiência clínicacom Efexor XR com doses maiores de 225 mg/dia é muito limitada.?Transtorno de Ansiedade GeneralizadaA dose inicial recomendada para venlafaxina em cápsula de liberação controlada é de 75 mg, administrada uma vezpor dia (1x/dia). Os pacientes que não respondem à dose inicial de 75 mg/dia podem beneficiar-se com o aumento dadose até, no máximo, 225 mg/dia. Para alguns pacientes pode ser desejável uma dose inicial de 37,5 mg/dia por 4 a 7dias para permitir a adequação de novos pacientes à medicação antes do aumento para 75 mg/dia.?Fobia SocialA dose inicial recomendada para venlafaxina em cápsulas de liberação controlada é de 75 mg, administrada uma vezpor dia (1x/dia). Não há evidências de que doses maiores proporcionem algum benefício adicional.?Transtorno do PânicoRecomenda-se que a dose de 37,5 mg/dia de Efexor XR seja usada por 7 dias. Depois, a dose deve ser aumentadapara 75 mg/dia. Os pacientes que não respondem à dose inicial de 75 mg/dia podem beneficiar-se com o aumento dadose até, no máximo, 225 mg/dia.?Ajustando doses de venlafaxinaAs doses devem ser aumentadas em até 75 mg/dia, de acordo com a necessidade. O ajuste de dose deve ser realizadoem intervalos aproximados de 2 semanas ou mais, mas não inferiores a 4 dias, uma vez que os níveis plasmáticos davenlafaxina no estado de equilíbrio e do seu principal metabólito são alcançados na maioria dos pacientes em 4 dias.?Descontinuando a venlafaxinaRecomenda-se a redução gradativa da dose ao descontinuar o tratamento com a venlafaxina (ver Precauções eReações Adversas). Em estudos clínicos com venlafaxina cápsulas de liberação controlada, o medicamento foidescontinuado gradativamente reduzindo-se a dose diária até 75 mg a cada semana. O período necessário para adescontinuação gradativa pode depender da dose, da duração do tratamento e de cada paciente individualmente.LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 13
Os seguintes sintomas foram relatados em associação com a repentina interrupção ou redução de dose ou retiradade tratamento: hipomania, ansiedade, agitação, nervosismo, confusão, insônia ou outros distúrbios do sono, fadiga,sonolência, parestesia, tontura, convulsão, vertigem, cefaléia, tinido, coordenação e equilíbrio prejudicados,tremor, sudorese, boca seca, anorexia, diarréia, náusea e vômito. Em estudos anteriores à comercialização, amaioria das reações à interrupção foi leve e foi resolvida sem tratamento.? Uso em Pacientes com Insuficiência RenalA dose diária total da venlafaxina deve ser reduzida em 25% a 50% nos pacientes com insuficiência renal comtaxa de filtração glomerular (TFG) de 10 a 70 mL/min.A dose diária total da venlafaxina deve ser reduzida em até 50% nos pacientes em hemodiálise. Devido à variabilidade individual no clearance, doses individuais podem ser aconselhadas.? Uso em Pacientes com Insuficiência HepáticaA dose diária total da venlafaxina deve ser reduzida em até 50% em pacientes com insuficiência hepática leve amoderada. Em alguns pacientes, reduções maiores que 50% podem ser adequadas.Devido à variabilidade individual no clearance, doses individuais podem ser aconselhadas.? Uso em CriançasNão há experiência suficiente com o uso de venlafaxina em pacientes com menos de 18 anos de idade (ver UsoPediátrico, Precauções e Reações Adversas).? Uso em IdososNão há recomendação específica para ajuste da dose da venlafaxina de acordo com a idade do paciente.Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

9. REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas estão relacionadas de acordo com as categorias de frequência

CIOMS

Muito comum:> 10%Comum: > 1% e < 10%Incomum: > 0,1% e < 1%Rara: > 0,01% e < 0,1%Muito rara: < 0,01%Freqüência desconhecida: não pode ser estimada com base nos dados disponíveisReação muito comum: Cefaléia*.Reação comum: Astenia/fadiga, calafrios*, hipertensão, vasodilatação (principalmente fogachos), palpitações*,redução do apetite, constipação, náusea, vômito, colesterol sérico aumentado (particularmente com administraçãoprolongada e possivelmente com doses mais altas), perda de peso, sonhos anormais, diminuição da libido, tontura,boca seca, tônus muscular aumentado, insônia, nervosismo, parestesia, sedação, tremor, confusão*,despersonalização*, bocejos, sudorese (incluindo suores noturnos), anormalidade de acomodação, midríase,distúrbio visual, ejaculação/orgasmo anormal (homens), anorgasmia, disfunção erétil, micção prejudicada(principalmente hesitação) distúrbios menstruais associados com aumento de sangramento ou aumento desangramento irregular* (p. ex.: menorragia, metrorragia), freqüência urinária aumentada*. LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 14
Reação incomum: Angioedema,* reação de fotossensibilidade, hipotensão,* hipotensão postural, síncope,taquicardia, bruxismo*, diarréia*, equimose, sangramento de membrana mucosa*, hemorragia gastrintestinal*,prova de função hepática anormal*, hiponatremia*, ganho de peso, apatia, alucinações, mioclonia, agitação*,coordenação e equilíbrio prejudicados*, erupção cutânea, alopecia*, paladar alterado, tinido*, orgasmo anormal(mulheres), retenção urinária, dispneia*.Reação rara: Tempo de sangramento aumentado*, trombocitopenia*, hepatite*, Síndrome da SecreçãoInapropriada do Hormônio Anti-Diurético (SIADH)*, acatisia/inquietação psicomotora*, convulsão, reaçãomaníaca, síndrome neuroléptica maligna*, síndrome da serotonina, incontinência urinária*.Reação muito rara: Anafilaxia*, prolongamento do intervalo QT*, fibrilação ventricular, taquicardia ventricular(incluindo torsade de pointes)*, pancreatite*, discrasias sangüíneas* (incluindo agranulocitose*, anemiaaplástica*, neutropenia* e pancitopenia*), prolactina aumentada*, rabdomiólise*, delírio*, reações extrapiramidais(incluindo distonia e discinesia),* discinesia tardia, eosinofilia pulmonar*, eritema multiforme*, síndrome deStevens-Johnson*, prurido,* urticária*, glaucoma de ângulo fechado*.Frequência desconhecida: Necrólise epidérmica tóxica* e fratura óssea.*Reações adversas identificadas durante o uso após aprovação.Os seguintes sintomas foram relatados em associação com a repentina interrupção ou redução de dose ou retiradade tratamento: hipomania, ansiedade, agitação, nervosismo, confusão, insônia ou outros distúrbios do sono, fadiga,sonolência, parestesia, tontura, convulsão, vertigem, cefaléia, sintomas semelhantes à febre, tinido, coordenação eequilíbrio prejudicados, tremor, sudorese, boca seca, anorexia, diarréia, náusea e vômito. Em estudos anteriores àcomercialização, a maioria das reações à interrupção foi leve e resolvida sem tratamento.Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA,disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadualou Municipal.

10. SUPERDOSE

Na experiência pós-comercialização, a superdosagem com venlafaxina ocorreu predominantemente em associação aálcool e/ou outros medicamentos. Os eventos mais freqüentemente relatados em superdosagem incluem taquicardia,alterações do nível de consciência (variando de sonolência a coma), midríase, convulsão e vômitos. Outros eventosrelatados incluem alterações no eletrocardiograma (por exemplo, prolongamento do intervalo QT, bloqueio de ramo,prolongamento do complexo QRS), taquicardia ventricular, bradicardia, hipotensão, vertigem e morte.Estudos retrospectivos publicados relatam que a superdosagem com a venlafaxina pode estar associada a umaumento do risco de resultados fatais em comparação ao observado com os antidepressivos ISRS, mas inferioresaos relacionados aos antidepressivos tricíclicos. Estudos epidemiológicos demonstraram que os pacientes tratadoscom a venlafaxina apresentam mais fatores de risco de suicídio do que os tratados com ISRS. Não se sabe ao certoqual o grau em que a observação de risco aumentado de resultados fatais pode ser atribuída à toxicidade davenlafaxina na superdosagem em oposição a algumas características dos pacientes tratados com a venlafaxina.Para diminuir o risco de superdosagem, as prescrições de venlafaxina devem ser feitas na menor quantidade demedicamento consistente com o bom manejo do paciente.? Tratamento RecomendadoRecomendam-se medidas gerais de suporte e tratamento sintomático, além de monitorização do ritmo cardíaco e dossinais vitais. Não se recomenda a indução de vômitos quando houver risco de aspiração. Pode haver indicação paralavagem gástrica caso essa lavagem seja realizada logo após a ingestão ou em pacientes sintomáticos. A administraçãode carvão ativado também pode limitar a absorção do fármaco. É provável que diurese forçada, diálise, hemoperfusãoe ex-sangüíneo transfusão não apresentem benefícios. Não são conhecidos antídotos específicos da venlafaxina.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

III) DIZERES LEGAIS

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MS - 1.2110.0074Farm. Resp.: Edina S. M. Nakamura - CRF- SP n? 9258Registrado por:Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.Rua Alexandre Dumas, 1860São Paulo ? SP ? BrasilCNPJ nº. 61.072.393/0001-33Fabricado por:Pfizer Ireland PharmaceuticalsNewbridge - County Kildare - IrlandaImportado, embalado e distribuído por:Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.Rodovia Castelo Branco, km 32,5Itapevi - São Paulo - BrasilCNPJ nº. 61.072.393/0039-06Logotipo do Serviço de Atendimento ao Consumidor ? 08000-16-0625Data de fabricação, número de lote e validade: vide cartucho.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA

Esta bula foi aprovada pela Anvisa em [dia/mês/ano].EFXCAP_07LLD_EFXCAP_07 26/mar/2013 16


DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Delírio: Alteração aguda da consciência ou da lucidez mental, provocado por uma causa orgânica.
  2. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  3. Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
  4. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  5. Incontinência: Incapacidade de controlar o esvaziamento da bexiga ou do reto. Como resultado produz-se perda de urina ou matéria fecal involuntariamente. As pessoas com incontinência podem apresentar um defeito adquirido ou congênito no mecanismo esfincteriano, ou alguma anormalidade neurológica que as impeça de reconhecer o estado de plenitude da bexiga ou reto e de promover esvaziamento destes quando for conveniente.
  6. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  7. Glaucoma: Aumento da pressão intra-ocular que se manifesta por dor de cabeça, olho vermelho e, se não tratado, pode produzir perda de visão a longo prazo.
  8. Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
  9. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  10. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  11. Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
  12. Palpitação: Percepção subjetiva dos batimentos cardíacos. Pode apresentar-se durante algumas arritmias cardíacas ou mesmo em pessoas com ritmo normal. Neste último caso, são distúrbios benignos associados a diversos distúrbios de ansiedade.
  13. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  14. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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