Eligard

Para que serve Eligard

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


FOLHETO INFORMATIVO

INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

ELIGARD 22,5 mg pó e solvente para solução injetável

Acetato de leuprorrelina.

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento pois contém
informação importante para si.
Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.
Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.
Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes
prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.
Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste
folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

Neste folheto:
1. O que é o ELIGARD e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de utilizar ELIGARD
3. Como utilizar o ELIGARD
4. Efeitos secundários possíveis
5. Como conservar o ELIGARD
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
7. Informação para Profissionais de Saúde


O QUE É O ELIGARD E PARA QUE É UTILIZADO

A substância ativa do ELIGARD pertence ao grupo das hormonas libertadoras da gonadotropina. Estes
medicamentos são utilizados para diminuir a produção de determinadas hormonas sexuais
(testosterona).

O ELIGARD é utilizado para o tratamento do cancro da próstata metatastático hormono-dependente em
homens adultos e para o tratamento do cancro das próstata não metastático hormono-dependente de alto
risco em combinação com radioterapia.


O QUE PRECISA DE SABER ANTES DE UTILIZAR ELIGARD

Não utilize o

ELIGARD



- se é mulher ou criança.
- se tem hipersensibilidade (alergia) à substância ativa acetato de leuprorrelina, a medicamentos com
atividade comparável à da hormona gonadotropina que existe naturalmente ou a qualquer outro
componente do ELIGARD (indicados na secção 6).
- após remoção cirúrgica dos testículos, sendo que nesse caso o ELIGARD não conduz a uma
diminuição adicional dos níveis séricos de testosterona.
- como único tratamento se tem sintomas relacionados com pressão na medula espinal ou tumor na
coluna espinal. Neste caso, o ELIGARD pode apenas ser utilizado em combinação com outros
medicamentos para o cancro da próstata.
Tome especial cuidado com o

ELIGARD



Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar ELIGARD,
Se tiver qualquer uma das seguintes situações: qualquer condição cardíaca ou dos vasos sanguíneos,
incluindo problemas de ritmo cardíaco (arritmia), ou está a ser tratado com medicamentos para estas
situações. O risco de problemas de ritmo cardíaco pode ser aumentado quando se utiliza ELIGARD.
Se tiver dificuldades em urinar. Deverá ser monitorizado atentamente durante as primeiras semanas do
tratamento.
Se surgir pressão na medula espinal ou dificuldades em urinar. Em relação a outros medicamentos que
têm um mecanismo de ação semelhante ao do ELIGARD, foi comunicado que casos graves de pressão
na medula espinal e estreitamento dos tubos entre os rins e a bexiga podem contribuir para sintomas
típicos de paralisia. Se surgirem estas complicações deve ser iniciada uma terapia padrão.
Se sentir dores de cabeça repentinas, vómitos, um estado mental alterado, e por vezes colapso
cardiovascular, nas 2 semanas após tomar o ELIGARD, alerte o seu médico ou profissionais de saúde.
Estes são casos raros denominados como apoplexia da pituitária, que foram comunicados COM
OUTROS MEDICAMENTOS que têm um mecanismo de ação similar ao do ELIGARD.
Se sofre de diabetes mellitus (níveis elevados de açúcar no sangue). Deverá ser monitorizado
regularmente durante o tratamento.
O tratamento com ELIGARD pode aumentar o risco de fraturas devido a osteoporose (diminuição da
densidade óssea).
Foram comunicados casos de depressão em doentes que tomam Eligard. Se está a utilizar Eligard e
desenvolver um humor deprimido, informe o seu médico.
Foram comunicados acontecimentos cardiovasculares (doenças do coração) em doentes que utilizam
medicamentos similares ao Eligard, mas desconhece-se se está relacionado com estes medicamentos. Se
utiliza Eligard e desenvolve sinais ou sintomas cardiovasculares, informe o seu médico.

Complicações iniciais do tratamento

Durante a primeira semana de tratamento, há geralmente um ligeiro aumento da hormona sexual
masculina, testosterona, no sangue. Isto pode levar a uma deterioração temporária dos sintomas
relacionados com a doença e também à ocorrência de novos sintomas que não foram sentidos até esse
ponto. Estes incluem especialmente dor óssea, perturbações urinárias, pressão na medula espinal, ou a
secreção de sangue na urina. Estes sintomas geralmente aliviam com a continuação do tratamento. Se os
sintomas não aliviarem, deverá contactar o seu médico.

Se o ELIGARD não ajudar

Uma proporção dos doentes terá tumores que não são sensíveis à diminuição dos níveis séricos de
testosterona. Fale com o seu médico se tiver a impressão de que o efeito do ELIGARD é demasiado
fraco.

Outros medicamentos e ELIGARD

ELIGARD pode interferir com alguns medicamentos usados para tratar problemas de ritmo cardíaco
(por exemplo, quinidina, procainamida, amiodarona e sotalol) ou pode aumentar o risco de problemas de
ritmo cardíaco quando utilizado com outros medicamentos (por exemplo, a metadona (utilizado para o
alívio da dor e para desintoxicação de drogas), moxifloxacina (um antibiótico), antipsicóticos usados
para doenças mentais graves).
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros
medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
Gravidez e aleitamento
O ELIGARD não deve ser administrado em mulheres.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A fadiga, tonturas e perturbações visuais são efeitos secundários possíveis do tratamento com o
ELIGARD ou podem ser resultantes da doença subjacente. Se sofrer estes possíveis efeitos secundários,
deverá ter cuidado ao conduzir e utilizar máquinas.


COMO UTILIZAR O ELIGARD Dosagem

Utilize sempre este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com
o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Se não for prescrito de outra forma pelo médico, o ELIGARD 22,5 mg é administrado uma vez de três
em três meses.

A solução injetada forma um depósito da substância ativa a partir do qual ocorre uma libertação
contínua da substância ativa, acetato de leuprorrelina, por um período de três meses.

Testes adicionais

A resposta à terapia com o ELIGARD deve ser verificada pelo seu médico por intermédio da verificação
de valores clínicos específicos e pela medição do nível sérico do chamado antigénio específico da
próstata (AEP).

Modo de administração

O ELIGARD deverá apenas ser administrado pelo seu médico ou enfermeiro. Estes estarão também
encarregues da preparação da solução pronta a usar (de acordo com as instruções dadas na Secção 7
Informação para Profissionais de Saúde, no final deste folheto).

Após a preparação, o ELIGARD é administrado por injeção subcutânea (injeção no tecido abaixo da
pele). A injeção intra-arterial (numa artéria) ou intravenosa (numa veia) necessita ser estritamente
evitada. Tal como para outras substâncias ativas que são injetadas subcutaneamente, o local da injeção
deve variar periodicamente.

Se administrar mais ELIGARD do que deveria

Uma vez que a injeção é geralmente administrada pelo seu médico ou pessoal devidamente qualificado,
não é esperada sobredosagem.

Se, no entanto, uma quantidade maior que a pretendida é administrada, o seu médico vigiá-lo-á
cuidadosamente e dar-lhe-á o tratamento adicional necessário.
Caso se tenha esquecido de administrar o ELIGARD

Por favor, fale com o seu médico se acredita que a sua administração trimestral de ELIGARD foi
esquecida.

Efeitos se o tratamento com ELIGARD for interrompido

Como regra geral, a terapia do cancro da próstata com ELIGARD requer um tratamento de longa
duração. Consequentemente, a terapêutica não deve ser interrompida, mesmo que existam melhorias nos
sintomas ou que estes desapareçam completamente.

Se o tratamento com o ELIGARD for interrompido prematuramente, pode ocorrer a deterioração dos
sintomas relacionados com a doença.

Não deverá interromper a terapia prematuramente sem consultar previamente o seu médico.

Se tiver qualquer dúvida adicional acerca da utilização deste medicamento, consulte o seu médico,
farmacêutico ou enfermeiro.


EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS

Como todos os medicamentos, o ELIGARD pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se
manifestam em todas as pessoas.

Os efeitos secundários que foram observados durante o tratamento com o ELIGARD são principalmente
atribuídos ao efeito específico da substância ativa acetato de leuprorrelina, nomeadamente o aumento e
diminuição de certas hormonas. Os efeitos secundários descritos mais frequentemente são os
afrontamentos (58% dos doentes), náuseas, mal-estar e a fadiga, assim como irritações locais
temporárias no local da injeção.

Efeitos secundários iniciais

Durante as primeiras semanas do tratamento com o ELIGARD, pode ocorrer o agravamento de sintomas
específicos da doença, uma vez que numa primeira fase existe geralmente um breve aumento da
testosterona sanguínea, hormona sexual masculina. Consequentemente, o seu médico pode administrar
um antiandrogénio apropriado (substância que inibe o efeito da testosterona) na fase inicial do
tratamento de modo a reduzir estes possíveis efeitos secundários (Ver também a Secção 2 Antes de
utilizar o ELIGARD, Complicações Iniciais do Tratamento).

Efeitos secundários locais

Os efeitos secundários locais que têm sido descritos após a injeção do ELIGARD são tipicamente
consistentes com os que são frequentemente associados a preparações similares injetadas
subcutaneamente (preparações que são injetadas nos tecidos por baixo da pele). O ardor ligeiro
imediatamente após a injeção é muito frequente. A picada e a dor após a injeção são frequentes, assim
como um hematoma no local da injeção. A vermelhidão da pele no local da injeção foi notificada como
um acontecimento frequente. O endurecimento dos tecidos e ulceração são pouco frequentes.
Estes efeitos secundários localizados após injeção subcutânea são ligeiros e descritos como sendo de
breve duração. Eles não ocorrem novamente entre as injeções individuais.

Efeitos secundários muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 doentes)

Afrontamentos
Hemorragias espontâneas na pele ou nas membranas mucosas, vermelhidão da pele
Fadiga, efeitos secundários relacionados com a injeção (ver também acima efeitos secundários locais)

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 doentes)

Nasofaringite (sintomas da constipação comum)
Náusea, mal-estar, diarreia
Comichão, suores noturnos
Dor nas articulações
Idas irregulares à casa de banho para urinar (também durante a noite), dificuldade no início da micção,
micção dolorosa, quantidade de urina reduzida.
Sensibilidade mamária, hipertrofia mamária, atrofia testicular, dor testicular, infertilidade
Rigidez (episódios de tremores exagerados com febres elevadas), fraqueza
Tempo de hemorragia prolongado, alterações hematológicas

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 doentes)

Infeção do trato urinário, infeção local da pele
Agravamento da diabetes mellitus
Sonhos anormais, depressão, diminuição da libido
Tonturas, dores de cabeça, alterações da sensibilidade da pele, insónia, distúrbios do gosto, distúrbios do
olfato
Hipertensão (aumento da pressão sanguínea), hipotensão (diminuição da pressão sanguínea)
Dificuldade em respirar
Prisão de ventre, boca seca, dispepsia (perturbações na digestão, com sintomas de estômago cheio, dor
no estômago, arrotos, náusea, vómitos, sensação de ardor no estômago), vómito
Humidade, aumento da sudação
Dores nas costas, cãibras musculares
Hematúria (sangue na urina)
Espasmos na bexiga, mais idas à casa de banho, para urinar, do que o normal, incapacidade para urinar.
Aumento do tecido mamário no homem, impotência
Letargia (sonolência), dor, febre
Aumento de peso

Efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em cada 1 000 doentes)

Movimentos involuntários anormais
Perda súbita da consciência e desmaio
Flatulência, arrotos
Perda de cabelo, erupções na pele (borbulhas na pele)
Dor mamária
Ulceração no local de injeção

Efeitos secundários muito raros (podem afetar até 1 em cada 10 000 doentes)
Necrose no local de injeção.

Desconhecido (a frequência não pode ser estimada com os dados disponíveis)

Alterações no eletrocardiograma (intervalo QT prolongado)

Outros efeitos secundários

Outros efeitos secundários que têm sido descritos na literatura com ligação ao tratamento com
leuprorrelina, a substância ativa do ELIGARD, são o edema (acumulação de fluídos nos tecidos,
manifestando-se com o inchaço das mãos e dos pés), embolia pulmonar (resultando em sintomas como
falta de ar, dificuldade em respirar e dor no peito), palpitações (consciência do bater do coração),
fraqueza muscular, arrepios, erupção na pele, memória debilitada e visão debilitada. Um aumento dos
sinais de diminuição da densidade óssea (osteoporose) pode ser esperado após um tratamento de longa
duração com ELIGARD. Devido à osteoporose, o risco de fraturas aumenta.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste
folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.Também poderá comunicar efeitos
secundários diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V *. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste
medicamento.


COMO CONSERVAR O ELIGARD Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize após expirar o prazo de validade indicado na embalagem exterior. O prazo de validade
corresponde ao último dia do mês indicado.

Instruções de conservação

Conservar no frigorífico (2ºC - 8ºC).
Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

Este produto deve ser armazenado à temperatura ambiente antes da injeção. Retire do frigorifico,
aproximadamente 30 minutos antes da utilização. Uma vez fora do frigorifico este produto deverá ser
armazenado na embalagem original à temperatura ambiente (inferior a 25ºC) até quatro semanas.

Após a abertura do estojo, o medicamento deve ser preparado e administrado imediatamente. Apenas
para utilização única.

Instruções para eliminação das embalagens de ELIGARD não usadas ou expiradas
Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu
farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a
proteger o ambiente.

CONTEÚDO DA EMBALAGEM E OUTRAS INFORMAÇÕES Qual a composição do ELIGARD

A substância ativa é o acetato de leuprorrelina.
Uma seringa pré-cheia (Seringa B) contém 22,5 mg de acetato de leuprorrelina.

Os outros componentes são Poli(ácido DL-láctico-co-glicólico) (75:25) e N-Metil2-pirrolidona na
seringa pré-cheia com solução para injeção (Seringa A).

Qual o aspeto do ELIGARD e conteúdo da embalagem

O ELIGARD é um pó e solvente para solução injetável.

O ELIGARD 22,5 mg está disponível nas seguintes apresentações:
uma embalagem termomoldada composta por dois estojos termomoldados dentro de uma embalagem de
cartão. Um dos estojos contém uma seringa A pré-cheia, um êmbolo comprido para a seringa B e uma
bolsa dessecante. O outro estojo contém uma seringa B pré-cheia, uma agulha estéril de 20-gauge e uma
bolsa dessecante.

Uma embalagem contendo kits de 2 x 2 seringas pré-cheias (1 x Seringa A e 1 x Seringa B).

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.


Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Astellas Farma, Lda.
Lagoas Park
Edifício 5
Torre C, Piso 6,
2740-245 Porto Salvo
Portugal

Fabricante

Astellas Pharma Europe B.V.
Sylviusweg 62
2333 BE Leiden
Países Baixos



Este medicamento está autorizado nos Estados Membros do EEE com os seguintes nomes:

Áustria: Eligard Depot 22,5 mg Bélgica: Depo-Eligard 22,5 mg Bulgária: Eligard 22,5 mg Chipre: Eligard
República Checa: Eligard 22,5 mg Dinamarca: Eligard Estónia: Eligard
Finlândia: Eligard França: Eligard 22,5 mg Alemanha: Eligard 22,5 mg Hungria: Eligard 22,5 mg Islândia: Eligard Irlanda: Eligard 22,5 mg Itália: Eligard Letónia: Eligard 22,5 mg Lituânia: Eligard 22,5 mg Luxemburgo: Depo-Eligard 22,5 mg Países Baixos: Eligard 22,5 mg Noruega: Eligard
Polónia: Eligard 22,5 mg Portugal: Eligard 22,5 mg Roménia: Eligard 22,5 mg Eslováquia: Eligard 22,5 mg Eslovénia: Eligard 22,5 mg Espanha: Eligard Trimestral 22,5 mg Suécia: Eligard
Este folheto foi revisto pela última vez em



INFORMAÇÃO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Espere que o medicamento atinja a temperatura ambiente, retirando-o do frigorifico aproximadamente

minutos antes da utilização.

Por favor, prepare primeiro o doente para a injeção, seguindo-se a preparação do medicamento de
acordo com as instruções abaixo indicadas. Se o produto não for preparado utilizando a técnica
apropriada, este não deve ser administrado, uma vez que pode ocorrer falta de eficácia devido a uma
incorreta reconstituição do produto.

Passo 1: Abra ambos os estojos (rasgue a folha de alumínio no canto que pode ser reconhecido pela
marca) e retire o seu conteúdo para uma superfície limpa (dois estojos contendo a Seringa A (Figura
1.1) e a Seringa B (Figura 1.2)). Descarte as bolsas dessecantes.
Passo 2: Puxe, e não desenrosque, o êmbolo curto azul com o obturador cinzento da seringa B e descarte
(Figura 2). Não tente misturar o produto com os dois obturadores.

Passo 3: Enrosque gentilmente o êmbolo branco da Seringa B ao obturador cinzento da seringa B
(Figura 3).

Passo 4: Retire a tampa de borracha cinzenta da Seringa B e coloque a seringa para baixo (Figura 4).

Passo 5: Segure a Seringa A verticalmente para assegurar-se que não haja perda de líquido e
desenrosque a tampa transparente da Seringa A (Figura 5).
Passo 6: Una as duas seringas empurrando e enroscando firmemente a Seringa B na Seringa A (Figura
6a e 6b). Não aperte.

Passo 7: Vire as seringas conectadas e continue a segurá-las verticalmente com a Seringa B para baixo,
enquanto transfere o líquido da Seringa A na Seringa B que contém o pó (acetato de leuprorrelina)
(Figura 7).

Passo 8: Misture cuidadosamente o produto empurrando suavemente o conteúdo de ambas as seringas
para a frente e para trás (60 vezes no total, durante aproximadamente 60 segundos) numa posição
horizontal para obter uma solução homogénea e viscosa (Figura 8). Não incline o sistema da seringa
(por favor, note que isto pode causar vazamento uma vez que pode parcialmente desapertar as seringas).
Após perfeitamente misturada, a solução viscosa obterá uma cor no intervalo entre esbranquiçada a
amarelo pálido (que poderá incluir tonalidades entre o branco e o amarelo pálido).

Importante: Após o processo de mistura, prossiga imediatamente com o passo seguinte porque o produto
fica mais viscoso ao longo do tempo. Não refrigere o produto misturado.

Por favor, note: o produto deve ser misturado conforme descrito, agitar NÃO IRÁ providenciar uma
mistura adequada do produto.

Passo 9: Mantenha as seringas verticalmente com a Seringa B por baixo. As seringas devem permanecer
firmemente unidas. Transfira todo o conteúdo misturado para a Seringa B (seringa curta e larga)
empurrando para baixo o êmbolo da Seringa A e retirando ligeiramente o êmbolo da Seringa B (Figura

).

Passo 10: Rode a Seringa A enquanto continua a empurrar para baixo o êmbolo da Seringa A (Figura
10). Verifique que não haja perda de produto para que a agulha fique corretamente fixa aquando da sua
colocação.

Por favor, note: uma grande ou algumas pequenas bolhas de ar podem permanecer na formulação, isto é
aceitável.
Por favor, não remova as bolhas de ar da Seringa B, nesta fase o produto pode ser perdido!

Passo 11: Segure a seringa B na posição vertical. Abra a embalagem da agulha retirando o papel e tire a
agulha de segurança. Fixe a agulha de segurança na seringa B segurando a seringa e gire no sentido
horário para encaixar a agulha (Figura 11). Não aperte.




Passo 12: Retire a proteção da agulha antes da administração (Figura 12).
Importante: Não efetue o mecanismo da agulha de segurança antes da administração.
-
Passo 13: Antes da administração, purgue todas as bolhas de ar grandes da Seringa B. Administre o
produto por via subcutânea. Por favor, certifique-se que é injetado todo o produto da Seringa B.

Passo 14: Após a injeção, bloqueie a proteção de segurança, utilizando qualquer um dos métodos de
ativação abaixo.

Encerramento numa superfície plana.

Pressione a proteção de segurança, do lado da alavanca para baixo, sobre uma superfície plana (Figura
14.1a e b) para cobrir a agulha e bloquear a proteção.
Verifique a posição de bloqueio com o “clique” audível e tátil. A posição de bloqueio irá cobrir
completamente a ponta da seringa (figura 14.1b).

Encerramento com o polegar

Colocando o polegar sobre a alavanca, deslize a proteção de segurança para a ponta da agulha (Figura
14.2a e b) para cobrir a agulha e bloquear a proteção. Verifique a posição de bloqueio com o “clique” audível e tátil. A posição de bloqueio irá cobrir
completamente a ponta da seringa (figura 14.2b).

Passo 15: Uma vez que a proteção de segurança está bloqueada, coloque de imediato a agulha e a
seringa num contentor apropriado.





DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  2. Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos (ver) ou não.
  3. Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
  4. Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia (ver).
  5. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  6. Impotência: Termo freqüentemente utilizado para se referir à impotência sexual masculina, distúrbio caracterizado pela incapacidade de iniciar ou manter uma ereção peniana satisfatória para realizar o ato sexual.
  7. Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
  8. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  9. Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
  10. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  11. Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
  12. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  13. Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.

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