FAMPYRA

Para que serve FAMPYRA

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


1

FAMPYRA

?

fampridina

Formas farmacêuticas, vias de administração e apresentações:
FAMPYRA

®

(fampridina) Comprimidos revestidos de liberação prolongada - 10 mg:

cartucho com 2 frascos com 14 comprimidos cada.

VIA ORAL.


FAMPYRA

®

(fampridina) Comprimidos revestidos de liberação prolongada - 10 mg:

cartucho com 4 frascos com 14 comprimidos cada.

VIA ORAL.



USO ADULTO

ACIMA DE 18 ANOS.



Composição:

Cada comprimido revestido contém:
fampridina ......................................................................................................... 10 mg
Excipientes: hipromelose, celulose microcristalina, dióxido de silício coloidal,
estearato de magnésio, dióxido de titânio e macrogol.


1) PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

FAMPYRA

?

(fampridina) é indicado no tratamento de incapacidade de deambulação

(caminhada) em pacientes com Esclerose Múltipla, para melhorar a capacidade de
deambulação (caminhada).


2) COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

FAMPYRA

?

(fampridina) contém uma substância ativa chamada fampridina, que

pertence a um grupo de medicamentos chamados bloqueadores do canal de potássio.
Estes medicamentos impedem a saída do potássio das células nervosas que foram
danificadas pela Esclerose Múltipla. FAMPYRA

?

(fampridina) facilita a passagem

dos sinais pelos nervos, o que permite uma melhora na sua capacidade para andar.


3) QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Não tome este medicamento:
- se você tem alergia (hipersensibilidade) a fampridina ou a qualquer outro
componente da fórmula;
- se você já teve convulsão;
- se você tem problemas nos rins;
- se você está tomando um medicamento chamado cimetidina;

2

- se você está tomando outro medicamento que contenha fampridina (também
conhecido como 4-aminopiridina). Isto pode aumentar o risco de efeitos colaterais
graves.

Fale com seu médico e não tome FAMPYRA

?

(fampridina) se alguma destas

contraindicações se aplicar a você.

Este medicamento é contraindicado para menores de 18 anos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica.


4) O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Tenha cuidado ao utilizar FAMPYRA

?

(fampridina):

- se você tiver palpitações (sentir seus batimentos cardíacos);
- se você está propenso a infecções;
- se você utiliza um suporte para caminhada, como uma bengala, você deve continuar
a utilizá-lo conforme necessário. Este medicamento pode fazer com que sinta tonturas
ou instável nas primeiras 4 a 8 semanas.
- se você tiver algum fator ou estiver tomando algum medicamento que afete seu risco
de convulsões.
- se você tiver problemas nos rins;
- se você estiver utilizando outros medicamentos que podem afetar o funcionamento
dos rins.
Fale com seu médico antes de tomar FAMPYRA

?

(fampridina) se algumas destas

situações se aplica a você.

Foram observadas reações alérgicas graves em pacientes tratados com FAMPYRA

?

(fampridina). Sinais de reação alérgica podem incluir vermelhidão, coceira,
dificuldade em respirar, inchaço da face, lábios, língua ou garganta. Em muitos casos,
estas reações ocorrem após a primeira dose. Procure socorro médico imediato se você
desenvolver algum destes sinais ou sintomas.

Uso pediátrico
FAMPYRA

?

(fampridina) não deve ser utilizado por crianças e adolescentes abaixo

de 18 anos de idade.

Uso em idosos
Antes de iniciar o tratamento e durante o tratamento seu médico avaliará o
funcionamento de seus rins.

Gravidez e lactação:
Fale com seu médico antes de tomar qualquer medicamento.
Se você está grávida ou planejando engravidar, fale com seu médico antes de tomar
FAMPYRA

?

(fampridina). Ele vai considerar o benefício do seu tratamento com este

medicamento e o risco para o seu bebê.

3


Você não deve amamentar enquanto estiver em tratamento com FAMPYRA

?

(fampridina).

O medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam
ficar grávidas durante o tratamento.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se ocorrer gravidez ou iniciar
amamentação durante o uso deste medicamento.

Habilidade de dirigir e utilizar máquinas:
FAMPYRA

?

(fampridina) pode afetar a habilidade em dirigir ou utilizar máquinas,

pois pode causar tonturas. Certifique-se de que você não está afetado por este
sintoma, antes de dirigir ou utilizar máquinas.

Interações medicamentosas, alimentares e com testes laboratoriais:
Fale com seu médico
se você tomou recentemente ou ainda estiver tomando qualquer
outro medicamento. Neste incluem-se fitoterápicos, medicamentos isentos de
prescrição médica e outros medicamentos que contenham fampridina.
Não utilize FAMPYRA

?

(fampridina) se você estiver tomando qualquer outro

medicamento contendo fampridina (4-aminopiridina).

Outros medicamentos que afetam os rins:

Seu médico estará atento se FAMPYRA

?

(fampridina) for administrado ao mesmo

tempo que outro medicamento que afete as funções dos rins, por exemplo, carvedilol,
propranolol e metformina.

Interações alimentares
FAMPYRA

?

(fampridina) deve ser ingerido sem alimentos, em jejum.


Início e avaliação do tratamento com FAMPYRA

?

(fampridina)

Seu médico irá realizar uma prescrição inicial para 2 semanas. Após 2 semanas, seu
tratamento será reavaliado.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum
outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso
para a sua saúde.


5) ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?

FAMPYRA

?

(fampridina) deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15ºC

e 30ºC). Mantenha os comprimidos no frasco original para protegê-los da luz e da
umidade.

4

O prazo de validade de FAMPYRA

?

(fampridina) é de 18 meses a partir da data de

fabricação, desde que observados os cuidados de conservação. Não utilize
FAMPYRA

?

(fampridina) após o vencimento do prazo de validade impresso no

rótulo e no cartucho. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês impresso
na embalagem.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua
embalagem original.

Somente um frasco de FAMPYRA

?

(fampridina) deve ser aberto por vez. Após a

abertura, utilize o medicamento em 7 dias.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento
. Caso ele esteja no prazo de
validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o médico ou o
farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.


6) COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

FAMPYRA

?

(fampridina) é um comprimido de liberação prolongada. Sempre use

FAMPYRA

?

(fampridina) exatamente como indicado pelo seu médico.


Os comprimidos de FAMPYRA

?

(fampridina) vem acondicionados em cartuchos

com 2 ou 4 frascos. Cada frasco contém 14 comprimidos e sílica gel como dessecante.
Deixe o dessecante no frasco quando for tomar o comprimido.

A dose usual de FAMPYRA

?

(fampridina) é de 1 comprimido pela manhã e 1

comprimido à noite, ou a cada 12 horas, conforme orientação médica. Respeite um
intervalo de 12 horas entre os comprimidos.

Engula o comprimido inteiro com um pouco de água. Você não deve dividir,
esmagar, dissolver, chupar ou mastigar o comprimido. Isto pode aumentar os riscos de
efeitos colaterais.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do
seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.



5

7) O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?

Caso você esqueça de tomar um comprimido, não tome dois ao mesmo tempo para
compensar a dose esquecida. Respeite sempre um intervalo de 12 horas entre os
comprimidos.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou do seu médico, ou
cirurgião-dentista.


8) QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

A segurança de FAMPYRA

?

(fampridina) foi avaliada em estudos clínicos

controlados e no pós-marketing.

Os estudos clínicos em esclerose múltipla incluíram 1.075 pacientes tratados com
FAMPYRA

®

(fampridina) durante pelo menos 12 semanas, 819 pacientes por 6

meses, 628 pacientes durante pelo menos um ano e 526 pacientes durante pelo menos
dois anos.
As reações adversas identificadas foram principalmente neurológicas e relacionadas à
excitação do sistema nervoso, incluindo convulsão, insônia, ansiedade, alterações do
equilíbrio, tontura, parestesia, tremor, cefaléia (dor de cabeça) e astenia. Estes dados
são consistentes com a atividade farmacológica da fampridina. A reação adversa de
maior incidência, identificada a partir dos ensaios clínicos controlados por placebo em
pacientes com esclerose múltipla tratados com a dose recomendada de FAMPYRA

®

(fampridina), é a infecção do trato urinário (em aproximadamente 12% dos pacientes,
e 8% em pacientes que receberam placebo).

Reações Adversas ao medicamento em estudos clínicos
Como os estudos clínicos são conduzidos sob condições muito específicas, as taxas de
reações adversas observadas nos estudos clínicos podem não refletir as taxas
observadas na prática e não devem ser comparadas com as taxas em estudos clínicos
de uma outra droga ou medicamento. As informações sobre reações adversas a
medicamentos em estudos clínicos é útil para identificar eventos adversos
relacionados ao medicamento e taxas aproximadas.
A Tabela 1 lista os eventos adversos mais frequentes que ocorreram durante o
tratamento ativo em ? 1% dos pacientes com esclerose múltipla tratados com
FAMPYRA

®

(fampridina) em comparação com placebo, em ensaios clínicos

controlados.

Tabela 1: Eventos adversos que ocorreram durante o tratamento, com incidência ? 1%
nos pacientes com esclerose múltipla tratados com FAMPYRA

®

(fampridina) e em

taxa maior ou igual a 1% comparado ao placebo.

6

Eventos Adversos

Placebo

N=238

FAMPYRA

10 mg duas

vezes ao dia

N= 400

Infecção do trato urinário

20 (8.4%)

48 (12.0%)

Insônia

9 (3.8%)

35 (8.8%)

Vertigem 10

(4.2%)

29

(7.3%)

Cefaléia

9 (3.8%)

28 (7.0%)

Náusea

6 (2.5%)

28 (7.0%)

Astenia

9 (3.8%)

27 (6.8%)

Dor nas costas

5 (2.1%)

20 (5.0%)

Transtorno de equilíbrio

3 (1.3%)

19 (4.8%)

Parestesia

6 (2.5%)

16 (4.0%)

Nasofaringite

4 (1.7%)

14 (3.5%)

Constipação

5 (2.1%)

13 (3.3%)

Dor faringolaríngea

2 (0.8%)

8 (2.0%)

Dispepsia 2

(0.8%)

8

(2.0%)

Vômito 1

(0.4%)

7

(1.8%)

Ansiedade 1

(0.4%)

6

(1.5%)

Influenza 0

(0%)

6

(1.5%)

Outras infecções virais

1 (0.4%)

6 (1.5%)

Prurido 1

(0.4%)

6

(1.5%)

Tremor 0

(0%)

4

(1.0%)

Dispnéia 0

(0%)

4

(1.0%)

Baixa contagem de células brancas

0 (0%)

4 (1.0%)

Hipertrigliceridemia 0

(0%)

4

(1.0%)


Outros eventos adversos observados durante os ensaios clínicos
A seguir apresentamos uma lista dos eventos adversos relatados por pacientes tratados
com fampridina em qualquer dose e qualquer formulação na população de segurança
(n = 1510). Essa população inclui pacientes que receberam fampridina durante os
estudos de farmacologia clínica, estudos controlados com placebo em pacientes com
esclerose múltipla, estudos controlados com placebo em pacientes com lesão da
medula espinhal e estudos não controlados.

Eventos que já foram incluídos na Tabela 1 foram excluídos. Embora os eventos
relatados tenham ocorrido durante o tratamento com fampridina, eles não foram
necessariamente causados pela fampridina.

Os eventos são classificados por sistema de órgãos e frequência, conforme a seguinte
definição: muito comuns (> 1/10 ou >10%), comuns (>1/100 e <1/10; ou >1% e
<10%), incomuns (>1/1.000 e <1/100; ou >0,1% e <1%) e raros (>1/10.000 e
<1/1.000; ou >0,01% e <0,1%) e muito raros (<1/10.000 ou <0,01%).

Doenças do sangue e do sistema linfático:
Incomuns: anemia, dor de linfonodo.
Raros: leucopenia, neutropenia.

Cardiovascular:
Comuns: palpitações, taquicardia.

7

Não comuns: bloqueio atrioventricular de primeiro grau, bloqueio de ramo direito,
precordialgia, doença arterial coronariana, extra-sístoles ventriculares, hipertrofia
ventricular.
Raros: bloqueio de ramo esquerdo, dilatação ventricular.

Distúrbios do ouvido e do labirinto:
Comuns: tinitus, vertigens.
Incomuns: otalgia, surdez bilateral.

Disturbios endócrinos:
Incomuns: bócio.
Raros: cisto na tireóide.

Distúrbios oculares:
Comuns: visão turva, distúrbios visuais.
Incomuns: blefarospasmo, cegueira, conjuntivite, diplopia, hemorragia ocular,
distúrbio de movimento dos olhos, aumento da secreção lacrimal, hiperemia ocular,
fotopsia, escotoma.
Raros: Ptose palpebral.

Doenças gastrointestinais:
Comuns: desconforto abdominal, boca seca, flatulência, desconforto no estômago, dor
de dente.
Incomuns: hérnia abdominal, dor abdominal inferior, sensibilidade abdominal,
disfagia, desconforto epigástrico, gastrite, hemorragia hemorroidal, hipoestesia oral,
síndrome do intestino irritável.
Raros: colite, hematemese.

Distúrbios gerais e alterações no local de administração:
Comuns: desconforto no peito, dor torácica, calafrios, sensação de calor, distúrbios da
marcha, sintomas de influenza, irritabilidade.
Incomuns: complicação relacionada com cateter, cisto, edema, eritema no local da
injeção, dor suprapúbica, sensibilidade.

Distúrbios do sistema imunitário:
Comuns: hipersensibilidade, alergia sazonal.

Infecções e infestações:
Comuns: bronquite, cistite, infecção do ouvido, infecção fúngica, herpes simplex,
abscesso dentário, infecção micótica vulvovaginal.
Incomuns: infecção bacteriana, candidíase, infecção do trato urinário por Escherichia,
infecção do olho, foliculite, infecção por herpesvírus, labirintite, laringite, infecção
localizada, candidíase oral, otite externa, faringite, faringite estreptocócica, rinite,
infecção da pele, abscesso subcutâneo, outras infecções dentárias.
Raros: abscesso oral, pielonefrite bacteriana, infecção clostridiana, abscesso gengival,
paroníquia, infecção vaginal.

8

Intoxicações e complicações processuais:
Comuns: lesão nas costas, entorse articular, tensão muscular, dor de procedimentos,
laceração da pele, queimadura térmica.
Incomuns: mordida por artrópodes, picada por artrópodes, abrasão da córnea,
epicondilite, escara, fratura de fíbula, fratura de mão, lesão articular, laceração, lesão
ligamentar, lesão no pescoço, fratura de patela, lesão óssea, queimaduras, lesões de
tendão, fratura de dentes, fratura no punho.
Raros: fratura, distensão de ligamento.

Investigações:
Comuns: hipercolesterolemia, creatina fosfoquinase aumentada, aumento da
trigliceridemia, aumento da temperatura corporal, aumento da contagem de células
brancas do sangue.
Incomuns: aumento de aspartato aminotransferase, aumento de creatinina sérica,
aumento de lactato desidrogenase sérico, hiperfosfatemia, hipocalemia, hipercalemia,
hiperuremia, sopro cardíaco, sopro carotídeo, presença de cristais na urina, inversão
da onda T do eletrocardiograma, outras alterações no eletrocardiograma, hemograma
anormal, taquicardia, bradicardia, frequência cardíaca irregular, aumento de enzimas
hepáticas, linfopenia, diminuição da contagem de monócitos, neutropenia,
plaquetopenia, eritropenia, policitenia, hematuria micro e macroscópica, aumento de
peso, leucocituria.
Raros: colesterol sanguíneo anormal, a pressão sistólica ventrícular direita aumentada,
tiroxina aumentada, citologia urinária anormal.

Distúrbios metabólicos e nutricionais:
Comuns: falta de apetite, hipercolesterolemia.
Incomuns: diabetes mellitus, hipocalemia.
Raros: polidipsia.

Distúrbios musculoesqueléticos e dos tecidos conjuntivos:
Comuns: bursite, dor da parede torácica, rigidez muscular, desconforto músculo-
esquelético, osteosporose.
Incomuns: dor óssea, espasmo cervical, dor na virilha, instabilidade articular,
desconforto nos membros, espasmos musculares, dor músculo-esquelética peitoral,
osteoartrite, osteopenia, dor no maxilar, sensação de peso.
Raros: dedo em gatilho.

Neoplasias benignas e malignas (incluindo cistos e pólipos):
Comuns: câncer de mama, leiomioma uterino.
Raros: lentigo.

Distúrbios do sistema nervoso:
Comuns: enxaqueca, nevralgia, sonolência, nevralgia trigeminal.
Incomuns: amnésia, disestesia, disgeusia, letargia, sinal de Lhermitte, disfunção
motora, mioclonia, neuralgia, nistagmo, paralisia do nervo peroneal, ciática, cefaléia
na área do seio, síncope.
Raros: síndrome anticolinérgica, titubeação.

9

Distúrbios psiquiátricos:
Comuns: sonhos anormais, estado confusional, nervosismo, alterações do sono.
Incomuns: alucinação, ataque de pânico, paranóia.

Distúrbios renais e urinários:
Comuns: disúria, urgência miccional, incontinência urinária, retenção urinária.
Incomuns: espasmo da bexiga, nefrolitíase, noctúria, poliúria, piúria, incapacidade de
controlar urina, hesitação urinária.

Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama:

Incomuns: menorragia.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino:
Comuns: congestão nasal, congestão do seio.
Incomuns: asma, atelectasia, epistaxe, soluços, eritema da faringe, rinorréia, chiado.
Raros: secura nasal, perturbações dos seios.

Distúrbios dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
Comuns: bolha, equimose, hiperidrose, úlcera na pele.
Incomuns: alopecia, suor frio, pele seca, unhas encravadas, livedo reticular, púrpura,
exantema macular, sarna, lesão de pele.
Raros: erupção medicamentosa, hipotricose, fissuras na pele, telangiectasia.

Distúrbios vasculares:
Comuns: rubor, hipertensão, vasoconstrição periférica.
Incomuns: trombose venosa profunda, rubor, hematoma, hipotensão, flebite.
Raros: trombose.

Convulsões: casos de convulsão foram pouco frequentes nos ensaios clínicos
controlados e nos estudos abertos com fampridina (5/532, 0,9% e 5/660, 0,76%,
respectivamente). A maioria destes incidentes foi associada com sobredose não
passível de controle, altas doses sistêmicas, ou níveis plasmáticos elevados de
fampridina (veja o item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?).

Reações Adversas pós-comercialização do medicamento
As seguintes reações adversas foram identificadas durante a experiência pós-
comercialização com fampridina: convulsões, exacerbação da neuralgia do trigêmeo
(agravamento da dor no nervo da face) em pacientes com histórico de neuralgia do
trigêmeo e reações de hipersensibilidade (reações alérgicas graves, incluindo reações
anafiláticas/anafilactóides, tais como inchaço na língua e na garganta (edema
faríngeo) (veja o item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?). Para a
maioria dos casos de anafilaxia, uma relação com a fampridina não pode ser excluída.
Após a comercialização de FAMPYRA

®

(fampridina), houve relatos de que pacientes

com esclerose múltipla e história anterior de neuralgia do trigêmeo que foram tratados
com fampridina – cerca de um mês após o início do uso da medicação - evoluíram
piora e/ou reincidiva da neuralgia. Não é possível precisar uma estimativa da
frequência desses casos, ou estabelecer relação causal à exposição à fampridina.

10

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de
reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa
através do seu serviço de atendimento.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham
indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado
corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos.
Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.


9) O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO
QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

Contate imediatamente seu médico se você tomar muitos comprimidos de
FAMPYRA

?

(fampridina).


Em caso de superdosagem você pode apresentar suor, tremores, confusão, amnésia
(perda de memória) e convulsões (ataques). Você pode, também, observar outros
efeitos colaterais não listados aqui.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente
socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento, se possível. Ligue
para

00 722 6001

, se você precisar de mais orientações.


DIZERES LEGAIS

MS: 1.6993.0003

Farm. Resp.: Milton Castro - CRF GO nº 8070

Fabricado e embalado por:
Alkermes Pharma Ireland Ltd

Monksland Industrial Estate, Athlone,
Co. Westmeath, Irlanda

Registrado por:
Biogen Brasil Produtos Farmacêuticos Ltda.
Avenida Doutor Cardoso de Melo, 1184 - 17° andar - Vila Olímpia
CEP 04548-004 - São Paulo - SP
CNPJ 07.986.222/0001-74

Importado e comercializado por:

Biogen Brasil Produtos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia BR-153, s/n, Km 42 - Parte B, Subparte R - Zona Urbana - Parque
Calixtópolis
CEP 75135-040 - Anápolis - GO
CNPJ 07.986.222/0003-36

11


Biogen Atendimento ao Cliente:

00 7240055



VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

Nº de lote, data de fabricação e validade: vide rótulo e cartucho.

Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 15/09/2015.


* FAMPYRA

?

é comercializado sob a licença da Acorda Therapeutics, Inc. e é

fabricado para Acorda sob a licença da Alkermes Pharma Ireland Limited (APIL),
utilizando a tecnologia da APIL Matri

X Drug Absorption System (MXDAS

?

).

MXDAS

?

é uma marca registrada da Alkermes Pharma Ireland Limited (APIL).

FAMPYRA

?

é uma marca registrada da Acorda Therapeutics, Inc.

HISTÓRICO DE ALTERAÇÃO PARA A BULA

Dados da submissão eletrônica

Dados da petição/notificação que altera bula

Dados das alterações de bulas

Data do
expediente


expediente

Assunto Data

do

expediente

N° do
expediente

Assunto Data

de

aprovação

Itens de bula

Versões
(VP/VPS)

Apresentações
relacionadas

03/06/

13 0435268

/13-

8

10458 -
MEDICAMEN
TO NOVO -
Inclusão Inicial
de Texto de
Bula – RDC
60/12

07/06/2011 482677/11-9

1458

-

MEDICAMEN
TO NOVO -
Registro de
medicamento
novo

27/05/2013 Não

aplicável

Não
aplicável

Não aplicável

02/10/

13 0829469

/13-

1

10451 -
MEDICAMEN
TO NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
– RDC
60/12

16/07/

13 0572447

/13-

3

10210 -
MEDICAMEN
TO NOVO -
Redução do
prazo de
validade com
manutenção
dos cuidados
de
conservação

30/09/2013

? ONDE, COMO E POR

QUANTO TEMPO
POSSO GUARDAR
ESTE MEDICAMENTO?

? CUIDADOS DE

ARMAZENAMENTO DO
MEDICAMENTO

VP/VPS Comprimido

revestido de
liberação
prolongada
10 mg

Data do
expediente


expediente

Assunto Data

do

expediente

N° do
expediente

Assunto Data

de

aprovação

Itens de bula

Versões
(VP/VPS)

Apresentações
relacionadas

20/01/

14 0042246

/14-

1

10451 -
MEDICAMEN
TO NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
– RDC
60/12

20/01/

14 0042246

/14-

1

10451 -
MEDICAMEN
TO NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
– RDC
60/12

20/01/2014

? QUANDO NÃO DEVO

USAR ESTE
MEDICAMENTO?

? O QUE DEVO SABER

ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?

? COMO DEVO USAR

ESTE MEDICAMENTO?

? QUAIS OS MALES QUE

ESTE MEDICAMENTO
PODE ME CAUSAR?

? CONTRAINDICAÇÕES
? ADVERTÊNCIAS E

PRECAUÇÕES

? INTERAÇÕES

MEDICAMENTOSAS

? POSOLOGIA E MODO

DE USAR

? REAÇÕES ADVERSAS
? SUPERDOSE
? DIZERES LEGAIS

VP/VPS Comprimido

revestido de
liberação
prolongada
10 mg

06/06/

14 0450626

/14-

0

10451 -
MEDICAMEN
TO NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
– RDC
60/12

06/06/

14 0450626

/14-

0

10451 -
MEDICAMEN
TO NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
– RDC
60/12

06/06/2014

? PARA QUE ESTE

MEDICAMENTO É
INDICADO?

? COMO DEVO USAR

ESTE MEDICAMENTO?

? INDICAÇÕES
? RESULTADOS DE

EFICÁCIA

? POSOLOGIA E MODO

DE USAR

? DIZERES LEGAIS

VP/VPS Comprimido

revestido de
liberação
prolongada
10 mg

01/04/

15 0285525

/15-

9

10451 -
MEDICAMEN
TO NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
– RDC
60/12

01/04/

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MEDICAMEN
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? REAÇÕES ADVERSAS
? QUAIS OS MALES QUE

ESTE MEDICAMENTO
PODE ME CAUSAR?

VP/VPS Comprimido

revestido de
liberação
prolongada
10 mg

15/09/2015

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? DIZERES LEGAIS

VP/VPS

Comprimido
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prolongada
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DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Abscesso: Coleção de pus produzida em geral por uma infecção bacteriana. Pode se formar em diferentes regiões do organismo (cérebro, osso, pele, músculo). Pode causar febre, calafrios, tremores e vermelhidão e dor na área afetada.
  2. Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular, capaz de invadir outros órgãos a nível local ou à distância (metástases).
  3. Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
  4. Candidíase: ?? o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
  5. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  6. Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos (ver) ou não.
  7. Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
  8. Fissura: Solução de continuidade de origem traumática, caracterizada por um trajeto linear.
  9. Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago (ver). Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
  10. Incontinência: Incapacidade de controlar o esvaziamento da bexiga ou do reto. Como resultado produz-se perda de urina ou matéria fecal involuntariamente. As pessoas com incontinência podem apresentar um defeito adquirido ou congênito no mecanismo esfincteriano, ou alguma anormalidade neurológica que as impeça de reconhecer o estado de plenitude da bexiga ou reto e de promover esvaziamento destes quando for conveniente.
  11. Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
  12. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  13. Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
  14. Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também se denomina artrose (ver).
  15. Neuralgia: Dor aguda produzida pela irritação de um nervo. Caracteriza-se por ser muito intensa, em queimação, pulsátil ou semelhante a uma descarga elétrica. Suas causas mais freqüentes são infecção, lesão metabólica ou tóxica do nervo comprometido.
  16. Laringite: Inflamação da mucosa que recobre a laringe. ?? muito freqüente durante os meses frios, e é produzida por uma infecção viral. Apresenta-se com dor, alterações da fonação (disfonia), tosse e febre.
  17. Leiomioma: Tumor benigno do músculo liso que pode localizar-se em qualquer órgão que seja formado pelo dito tecido.
  18. Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (ver metástases). As neoplasias mais freqüentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
  19. Nefrite: Termo que significa ???inflamação do rim??? e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
  20. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  21. Sarna: Doença produzida por um parasita chamado Sarcoptes scabiei. Infesta a superfície da pele produzindo coceira e vesículas branco peroladas juntamente com lesões por coçadura. Localiza-se mais freqüentemente nas pregas interdigitais, inguinais e submamárias. ?? contagiosa, passando de pessoa para pessoa por contato íntimo, e por isto muito freqüente em aglomerações humanas (asilos, creches, abrigos). Nestes casos toda a população deve ser tratada ao mesmo tempo.
  22. Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
  23. Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
  24. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  25. Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
  26. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.

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