FAR-MANGUINHOS VITAMINA A

Para que serve FAR-MANGUINHOS VITAMINA A

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


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ComplexoTecnológico de Medicamentos: Av. ComandanteGuaranys, 447 - Jacarepaguá

Rio de Janeiro - RJ - Cep.: 22775- 903 / www.far.fiocruz.br

I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Farmanguinhos vitamina A

Palmitato de retinol

APRESENTAÇÕES

Cápsula contendo 100.000 UI de palmitato de retinol (vitamina A). Embalagem com 50
cápsulas.

Cápsula contendo 200.000 UI de palmitato de retinol (vitamina A). Embalagem com 50
cápsulas.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO

USO ORAL

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

COMPOSIÇÃO

Cada cápsula contém:

Palmitato de retinol (vitamina A) .................................................... 100.000 UI
(correspondente à cerca de 120 mg de palmitato de retinol)
Excipientes: Dl-Alfa tocoferol, óleo de soja

Cada cápsula contém:

Palmitato de retinol (vitamina A) .................................................... 200.000 UI
(correspondente à cerca de 210 mg de palmitato de retinol)
Excipientes: Dl-Alfa tocoferol.

II - INFORMAÇÕES AO PACIENTE

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Farmanguinhos vitamina A é indicado quando a deficiência de vitamina A possa ocorrer como
resultado de transporte ou armazenamento alterado em pacientes com abetalipoproteinemia,
deficiência protéica, diabetes melito, hipertireoidismo, febre, doenças hepáticas ou fibrose
cística com envolvimento hepático.

Farmanguinhos vitamina A é administrada nos casos de hipovitaminose A (deficiência de
vitamina A). A hipovitaminose A é caracterizada por lesões oculares próprias da deficiência
desta vitamina, que se caracterizam como: cegueira noturna, xeroftalmia (ressecamento dos
olhos), ceratomalácia (amolecimento da córnea, que se torna seca e opaca) e manchas de Bitot

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(manchas oculares branco acinzentadas), além de ressecamento da pele e deficiência de
crescimento.

Farmanguinhos vitamina A também é indicada nos casos de Crianças alimentadas com leite
desnatado, fórmulas substitutivas de leite, ou que vivem em regiões onde a carência de vitamina
A é endêmica. Situações como, lactação e infecções podem estar associadas a maiores
necessidades de vitamina.

Crianças entre 6 meses e 2 anos, com formas graves de sarampo podem apresentar
concentrações séricas baixas de vitamina A, recebendo muitas vezes complementação de
Vitamina A.

Em regiões onde a carência de vitamina A é endêmica, as parturientes apresentam
freqüentemente sintomas de deficiência, e nestas o leite materno não contém vitamina A
suficiente para constituir as reservas dessa vitamina nas crianças em aleitamento exclusivo. A
deficiência de vitamina A está relacionada a uma maior mortalidade infantil, em torno de seis
meses de idade. Recomenda-se suplementação de Farmanguinhos vitamina A à mãe no pós-
parto imediato, ainda na maternidade, antes da alta hospitalar, com objetivo de diminuição da
mortalidade infantil, e com benefício direto para a saúde materna.

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

A vitamina A é uma importante vitamina lipossolúvel (solúvel em óleo) e sua deficiência, ainda
hoje, é considerada um problema de saúde pública. A vitamina A é essencial para a visão, pois
atua na manutenção do processo visual. A adaptação à escuridão é um fenômeno físico-químico
ligado à presença de pigmentos derivados da vitamina A dentro da retina. A vitamina A também
é essencial no amadurecimento das células e no adequado funcionamento da pele, mucosa e
vasos. Quando ocorre excesso de vitamina A (hipervitaminose) observa-se diminuição da
umidade das mucosas e da formação das camadas protetoras mais superficiais da pele. Os
derivados da vitamina A atuam de maneira importante em numerosos processos fisiológicos
como crescimento e diferenciação dos tecidos epiteliais e dos ossos, reprodução e
desenvolvimento embrionário, além de atuar no sistema imunológico. A vitamina A, além de
atuar como enzima em diversos processos, também possui atividades antioxidantes.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Farmanguinhos vitamina A é contraindicado nas seguintes situações:

- Hipervitaminose A (excesso dessa vitamina);
- Hipersensibilidade (alergia) conhecida à vitamina A ou a qualquer um dos componentes do
medicamento;
- Em mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar;
- Alcoolismo.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar
grávidas durante o tratamento.

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O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Advertências e Precauções:

Farmanguinhos vitamina A deve ser utilizado com cautela nas seguintes situações:

- Doenças e problemas no fígado (cirrose, alterações no fluxo de sangue no fígado, fibrose
hepática e hepatotoxicidade) têm sido associados com o tratamento por período prolongado com
vitamina A. Há um risco maior de desenvolvimento ou piora das condições do fígado em
pacientes que já tenham doenças neste órgão, devido à capacidade reduzida de produzir
proteínas de ligação ao retinol (vitamina A).

- Pacientes em uso contínuo de altas doses de vitamina A (mais de 2.500 UI/kg de peso
corpóreo ao dia) por período prolongado, devem ser monitorados para sinais e sintomas de
hipervitaminose A.

- Osteoporose e osteoesclerose (doenças ósseas) têm sido associadas a altas doses de vitamina
A.
- A dose máxima diária de 5.000 UI/kg não deve ser excedida.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículo e operar máquinas

Não foram realizados estudos relacionados com a capacidade de dirigir veículos e operar
máquinas.
Portanto, pacientes devem estar atentos quanto aos seus reflexos antes de dirigir veículos ou
operar máquinas.

Gravidez e Amamentação
“Categoria X” do FDA

Vitamina A é teratogênica em animais. Malformações fetais, como defeitos do canal neural, em
doses elevadas durante a gravidez sugerem teratogenicidade em diversas espécies. Mulheres que
podem engravidar durante o tratamento com Farmanguinhos vitamina A, devem se assegurar
que:

- Não estejam grávidas quando o tratamento for iniciado (teste negativo de gravidez).

- Sejam utilizadas medidas contraceptivas efetivas sem nenhuma interrupção durante e, até pelo
menos 1 mês após o tratamento.

É seguro fornecer suplementos de vitamina A em megadoses (200.000 UI) a puérperas, antes da
alta hospitalar, ainda na maternidade. Nesse período, é certo que a mulher não esteja grávida. Os
suplementos de vitamina A fornecidos às puérperas logo após o parto, em áreas onde ocorrem
deficiências de vitamina A, aumentarão os níveis dessa vitamina não só as reservas corporais,
mas também do leite materno.

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Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar
grávidas durante o tratamento.

Interações Medicamentosas

- Os anticoncepcionais orais podem elevar os níveis de vitamina A no sangue.

- Outros medicamentos, como antiácidos contendo alumínio, colestiramina, colestipol e
neomicina, assim como óleo de parafina podem diminuir a absorção de vitamina A. Portanto,
deve se manter um intervalo de 1 a 2 horas entre a ingestão de Farmanguinhos vitamina A e
qualquer um destes medicamentos.

- A minociclina pode aumentar o risco de pseudotumor cerebral (aumento da pressão
intracraniana, com vômitos, irritabilidade e que pode estar associada à intoxicação por vitamina
A).

- Os anticoagulantes, trombolíticos, e outros inibidores da agregação plaquetária podem
aumentar o risco de sangramento. A administração concomitante de altas doses de vitamina A e
medicamentos como, por exemplo, varfarina ou clopidrogel pode provocar um aumento do
efeito anticoagulante.

- Os análogos da vitamina A podem aumentar o risco de toxicidade por vitamina A.

- Alimentos, suplementos vitamínicos ou medicamentos que contenham vitamina A,
isotretinoína, etretinato e beta-caroteno além de outros medicamentos usados simultaneamente
devem ser informados ao médico antes do início do tratamento.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.

Não use medicamento sem conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?

Cuidados de armazenamento

Conservar em temperatura ambiente (15ºC - 30ºC). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.

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Farmanguinhos vitamina A apresenta-se na forma de cápsulas gelatinosas moles, sendo a de
100.000 UI de coloração amarela e 200.000 UI de coloração vermelha.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Posologia

USO ADULTO E PEDIATRICO

Modo de Uso

- Verifique o rótulo do frasco para confirmar a dose de vitamina A contida em cada cápsula
(100.000 UI ou 200.000 UI);

Verifique a data de validade;

- Para abrir a cápsula, torça a ponta da cápsula e puxe para cima;

- Não use alfinetes para abri-las ou outros objetos pérfuro-cortantes, assim evita ferir os dedos e
contaminar o produto;

- Peça à criança para abrir a boca, suspenda levemente o queixo da criança e segure-o, apertando
firmemente com a outra mão os lados da cápsula até derramar todo o conteúdo;

- O Responsável por administrar a dose de vitamina A na criança deve ficar atento para garantir
que ela engula todo o conteúdo da cápsula e não derrame nenhuma gota;

- Caso a criança cuspa o produto, não se deve administrar outra cápsula;

- Coloque as cápsulas usadas no recipiente apropriado para descarte.

Os suplementos de vitamina A são administrados por via oral e não devem ser
administrados por via intramuscular ou endovenosa.

Não é permitido administrar somente uma gota de 200.000UI para oferecer a dose de
100.000UI.

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Posologia

Deficiência de Vitamina A
Tratamento de xeroftalmia

6 meses - 12 meses
Dose inicial: 100.000 UI

> 12 meses e Adultos
Dose inicial: 200.000 UI
2º dia repetir dose indicada para a idade
No mínimo 2 semanas após dose inicial: repetir dose específica para idade

Suplementação da dieta: (prevenção da deficiência)

Esquema de fornecimento de suplementos de vitamina A para prevenir deficiência de
vitamina A em crianças de 6 a 59 meses

Idade

Dose

Freqüência

Crianças: 6-11 meses

100.000 UI (30 mg de retinol)

Dose única a cada 4-6 meses

Crianças: 12-59 meses

200.000 UI (60 mg de retinol)

Dose única a cada 4-6 meses


Esquema para administração de grandes doses de suplementos de vitamina A às puérperas
nos pós–parto imediato (ainda na maternidade, antes da alta hospitalar)

Período

Dose

Frequência

Somente no pós-parto imediato,
ainda na maternidade, antes da
alta hospitalar

200.000 UI (60 mg de retinol)

Dose única

Suplementação com dose única de 200.000 UI, somente no pós-parto imediato, não apresenta
nenhum risco para as mães que vivem em regiões onde a carência de vitamina A é endêmica,
sendo benéfico também para os bebês que elas amamentam porque encontrarão uma quantidade
maior de vitamina A no leite materno.
A dosagem de vitamina A para tratar a deficiência deve ser adequada para repor o
armazenamento tissular da vitamina. Os casos avançados de xeroftalmia respondem lentamente
se danos irreversíveis ainda não ocorreram. Outros sinais de deficiência da vitamina A
respondem rapidamente e se recuperam em poucos dias.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

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Este medicamento não deve ser partido, mastigado, cortado ou perfurado.

O uso inadequado do medicamento pode mascarar ou agravar sintomas.

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-
dentista.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Distúrbios visuais
Alterações da visão.

Distúrbios gastrintestinais
Dor na barriga e no estômago (dor abdominal e gastrintestinal), náusea, vômito e diarreia.

Distúrbios hepato-biliares
Icterícia, aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia), acúmulo de gordura no fígado
(esteatose hepática).

Cirrose, fibrose hepática e toxicidade para o fígado (hepatotoxicidade) têm sido associadas ao
tratamento por período prolongado com vitamina A (ver item “O QUE DEVO SABER ANTES
DE UTILIZAR ESTE MEDICAMENTO?”).

Distúrbios do sistema imunológico
Reações alérgicas, reação anafilática e choque anafilático.

Alergia (reações de hipersensibilidade) com suas respectivas manifestações clínicas e
laboratoriais como reações leves a moderadas afetando potencialmente a pele, o trato
respiratório, o trato gastrintestinal e o sistema cardiovascular, incluindo sintomas como erupção
cutânea, urticária, edema alérgico, coceira (prurido), dificuldade para respirar (insuficiência
respiratória) e, muito raramente, reações graves incluindo choque anafilático foram descritas.

Alterações laboratoriais
Prova de função hepática alterada, elevação de aspartato aminotransferase e alanina
aminotransferase, aumento de triglicérides no sangue.

Distúrbios nutricionais e do metabolismo
Hipercalcemia (aumento de cálcio no sangue) e alterações do metabolismo de lipídios
(gorduras).

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Distúrbios músculo-esquelético e do tecido conjuntivo
Osteoporose e dor nos ossos. O aumento da ingestão de vitamina A seja na dieta ou na
suplementação tem sido associado ao aumento de osteoporose e do risco de fraturas de quadril.

Distúrbios do sistema nervoso
Dor de cabeça. Dor de cabeça de início súbito pode ser sintoma de pseudotumor cerebral (ver
item “O QUE FAZER SE ALGUEM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE
MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?”).

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo
Coceira, urticária, erupção na pele, pele seca, dermatite esfoliativa, queda de cabelos (alopecia),
dermatite, eczema, vermelhidão (eritema), alteração da cor da pele (descoloração da pele),
alteração da textura do cabelo e dos pelos, diminuição dos pelos (hipotricose), mucosas secas,
fragilidade da pele e inflamação dos lábios (queilite) têm sido associadas ao uso crônico de
vitamina A. Alterações da pele estão frequentemente entre os primeiros sinais de
hipervitaminose A.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações
indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa por meio do seu
serviço de atendimento.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADADESTE MEDICAMENTO?

A quantidade de vitamina A necessária para produzir hipervitaminose A varia,
consideravelmente, em cada indivíduo. A administração crônica de 4.000 UI/kg diariamente,
durante 6 a 15 meses em adultos, ou de 18.500 UI/kg/dia de vitamina A miscível em água
durante 1 a 3 meses em crianças tem resultado em hipervitaminose.

Pacientes recebendo mais de 25.000 UI de vitamina A por dia, devem ser supervisionados
atentamente.

Hipervitaminose A aguda
A toxicidade aguda por vitamina A pode ocorrer por ingestão considerável de altas doses de
retinol.

Entre os fatores que influenciam as reações de toxicidade aguda estão à idade, o estado
nutricional, a forma farmacêutica e a via de administração do retinol. Entretanto, doenças do
fígado e dos rins, baixo peso corpóreo, desnutrição protéica, aumento das lipoproteínas
(hiperlipoproteínemia), consumo de álcool ou deficiência de vitamina C podem aumentar o
risco.
A toxicidade aguda é caracterizada por dor de cabeça intensa, tontura, aumento do tamanho do
fígado (hepatomegalia), vômitos, irritabilidade, sonolência e alterações visuais (papiloedema).

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Descamação generalizada da pele pode ocorrer após 24 horas. As reações na pele associadas à
toxicidade do retinol incluem inflamação dos lábios (queilites), erupção cutânea na face
(dermatite facial), dermatite esfoliativa, mucosas secas, alteração da textura dos cabelos e pelos,
pelos finos, queda dos cabelos e pelos (alopecia areata, alopecia universal), erupção cutânea,
coceira e fragilidade da pele.
Outros sintomas de uma única dose incluem sintomas gastrintestinais (dor abdominal, náusea e
vômitos) e pseudotumor cerebral (aumento da pressão intracraniana com sintomas como: dor de
cabeça, tontura, apatia (letargia), papiledema, e em crianças, pode ocorrer também abaulamento
transitório da fontanela (moleira) seguido por uma descamação generalizada da pele).
Geralmente os sinais e sintomas de toxicidade de vitamina A se resolvem rapidamente após a
interrupção do tratamento.

Hipervitaminose A crônica

A ingestão crônica de vitamina A em níveis até 10 a 20 vezes maiores que a dose diária
recomendada pode levar a hipervitaminose A. A dose tóxica efetiva depende da idade, dose e
duração do tratamento. Em adultos a ingestão crônica de mais de 30 mg por dia de retinol
frequentemente leva a hipervitaminose A, entretanto, sintomas leves podem aparecer com a
ingestão crônica, em níveis baixos como 10 mg por dia. A intoxicação pode ocorrer em crianças
com doses ainda mais baixas de retinol.
Os sintomas de intoxicação crônica por vitamina A são diversos e variáveis e incluem dor de
cabeça, náuseas e vômitos (devido ao aumento da pressão intracraniana), dor nos ossos, sinais e
sintomas na mucosa e na pele (mucocutâneos), aumento de tamanho do fígado (hepatomegalia),
aumento dos níveis de cálcio no sangue (hipercalcemia) e alterações no sangue (hematológicas).
Pode também ocorrer ressecamento da pele com prurido, vermelhidão (dermatite eritematosa),
fissuras nos lábios, falta de apetite (anorexia), edema, hemorragia, irritabilidade e fadiga. Outros
sintomas incluem aumento do suor à noite (sudorese noturna), desconforto abdominal, retardo
do crescimento, fechamento prematuro das extremidades dos ossos longos onde ocorre o
crescimento (epífise), vertigem, perda de pelos e cabelos (alopecia), descamação da pele,
aumento da pigmentação, inflamação da língua, lábios e gengiva.
Reações hepatotóxicas (tóxicas para o fígado) estão presentes em cerca de metade dos casos de
hipervitaminose A crônica. Além dos sinais clínicos como aumento de tamanho do fígado e
baço (hepatoesplenomegalia), sinais na pele em forma de aranha (nevus telangectásicos),
manchas brancas nas unhas (leuconíquia), coloração vermelho-viva das palmas das mãos
(eritrose palmar) e icterícia, há aumento das transaminases hepáticas (as enzimas aspartato e
alanina aminotransferases). Elevação da fosfatase alcalina e dos níveis de bilirrubina no sangue,
com colestase podem estar presentes. Pode ocorrer uma síndrome reversível com hipertensão
portal (aumento da pressão na veia porta) e acúmulo de líquido no abdome (ascite).
Entre outros achados microscópicos pode ocorrer diminuição do tamanho das células do fígado
(atrofia dos hepatócitos) e cirrose. Outros achados podem incluir hepatite e esteatose. O risco
pode aumentar com doenças hepáticas ou renais, baixo peso corpóreo, desnutrição protéica,
hiperlipoproteínemia, consumo de álcool e deficiência de vitamina C.
O único diagnóstico laboratorial encontrado é a elevação dos níveis de retinol (vitamina A) no
sangue.

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Geralmente os sinais e sintomas de intoxicação por vitamina A se resolvem rapidamente após a
interrupção do tratamento. O prognóstico é geralmente favorável em pacientes com
comprometimento da função e com aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia). Entretanto,
a síndrome pode persistir se houver acúmulo de líquido no abdome (ascite) e hipertensão portal
(aumento da pressão da veia porta).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro
médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722
6001, se você precisar de mais orientações.

III - DIZERES LEGAIS

M.S. 1.1063.0086

Responsável Técnico: Carlos Araújo da Costa - CRF-RJ 2809

Registrado e Distribuído por:

Fundação Oswaldo Cruz / Farmanguinhos

Av. Brasil, 4365 - Manguinhos

Rio de Janeiro - RJ

CNPJ

33.781.055/0001-35

Fabricado e Embalado por:

Catalent Brasil Ltda

CNPJ

45.569.555/0007-82

SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO (SAC)

0800 024 1692

[email protected]

USO SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

VENDA PROIBIDA AO COMÉRCIO

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Histórico de alteração da bula

Dados da submissão eletrônica

Dados da petição/notificação que altera a bula

Dados das alterações de bulas

Data do
Expediente

N° Expediente

Assunto

Data do
Expediente

N° Expediente

Assunto

Data de
aprovação

Itens
de
bula

Apresentações
relacionadas

10/07/2015

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10461 –

ESPECÌFICO-

Inclusão

Inicial de

Texto de Bula

– RDC 60/12

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Cápsula contendo

100.000UI de

palmitato de

retinol (vitamina

A). Embalagem

com 50 cápsulas;

Cápsula contendo

200.000UI de

palmitato de

retinol (vitamina

A). Embalagem

com 50 cápsulas



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (p. ex. cálculos biliares, hepatite).
  2. Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
  3. Derrame: Acúmulo anormal de líquido em qualquer cavidade ou órgão (derrame pleural, derrame pericárdico, derrame cerebral).
  4. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  5. Eczema: Doença da pele caracterizada pelo surgimento de lesões generalizadas sob forma de placas, manchas ou bolhas, devido a uma reação por contato local ou por ação de uma agressão sistêmica.
  6. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  7. Fissura: Solução de continuidade de origem traumática, caracterizada por um trajeto linear.
  8. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  9. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  10. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  11. Palmar: Relacionado com a palma da mão
  12. Sarampo: Doença viral aguda caracterizada por aparecimento de um exantema (ver) de coloração vermelho-acastanhada que se localiza na face, tronco e parte proximal das extremidades. O período de incubação é de 7 a 15 dias e pode complicar-se com pneumonia ou raramente com encefalite. Quanto mais velho o paciente, mais grave é a manifestação da doença. Existe vacinação eficiente para a mesma, que deve ser observada.
  13. Tala: Instrumento ortopédico utilizado freqüentemente para imobilizar uma articulação ou osso fraturado. Pode ser de gesso ou material plástico.
  14. Xeroftalmia: Distúrbio caracterizado pelo ressecamento excessivo das mucosas que recobrem o olho. Produz a sensação de ter um corpo estranho ou areia no mesmo, juntamente com dor e irritação ocular. Pode ser produzido por doenças locais ou que afetam também outros órgãos.
  15. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  16. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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