Farmorubicina* CS

Para que serve Farmorubicina* CS

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


Farmorubicina* CS
Laboratórios Pfizer Ltda.
Solução injetável
2 mg/mL


FARMORUBICINA

*

CS


cloridrato de epirrubicina

I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Nome comercial:
Farmorubicina* CSNome genérico: cloridrato de epirrubicina

APRESENTAÇÕES


Farmorubicina* CS solução injetável estéril 2 mg/mL em embalagem contendo 1 frasco-ampola plástico(Cytosafe, CS) de 5 mL (10 mg), 25 mL (50 mg) ou 100 mL (200 mg).

VIA DE ADMINISTRAÇÃO

USO INJETÁVEL POR VIA INTRAVENOSA OU INTRAVESICAL (videitem 6. Como devo usar este medicamento?)

CUIDADO

AGENTE CITOTÓXICO USO ADULTO COMPOSIÇÃO
Cada mL de Farmorubicina* CS solução injetável contém o equivalente a 2 mg de cloridrato de epirrubicina.Excipientes: cloreto de sódio, água para injetáveis, ácido clorídrico (para ajuste de pH).FCSSOI_02 121/Jan/2014

II - INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?


Farmorubicina* CS

(cloridrato de epirrubicina) é indicado para o tratamento de vários tipos de câncer(neoplasia): câncer de mama, linfomas (cânceres que se originam nos linfonodos (gânglios)), sarcomas de partesmoles (câncer dos músculos, cartilagens, gordura, nervos e vasos sanguíneos) câncer gástrico (do estômago),câncer hepático (do fígado), câncer do pâncreas, câncer do reto-sigmoide (intestino), carcinoma da regiãocérvico-facial (cabeça e pescoço), câncer de pulmão, câncer de ovário e leucemias (câncer da medula óssea).Farmorubicina* CS por instilação intravesical (dentro da bexiga) é indicada no tratamento dos carcinomassuperficiais da bexiga (não invasivos) e na profilaxia (prevenção) das recidivas (retorno do câncer) apósressecção transuretral (cirurgia de bexiga realizada pela uretra).

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Farmorubicina* CS é um agente citotóxico (que causa destruição celular) antraciclínico (da família dasantraciclinas, um tipo de classe de medicamentos). Embora se saiba que as antraciclinas podem interferir emvárias funções bioquímicas e biológicas das células o mecanismo preciso das propriedades citotóxicas e/ouantiproliferativas (que inibem a proliferação celular) da Farmorubicina* CS ainda não foi completamenteelucidado.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?


Farmorubicina* CS é contraindicada a pacientes que apresentam hipersensibilidade (alergia) à epirrubicina ou aqualquer outro componente da fórmula, outras antraciclinas ou antracenedionas.Farmorubicina* CS também é contraindicada nas seguintes situações: 1) Uso intravenoso (dentro da veia):mielossupressão (mau funcionamento da medula óssea) persistente, insuficiência hepática (do fígado) grave,miocardiopatia (doença do músculo do coração), infarto do miocárdio (infarto do coração) recente, arritmiasseveras, tratamentos prévios com doses cumulativas máximas de Farmorubicina* CS e/ou outras antraciclinas eantracenedionas (vide item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?). 2) Uso intravesical (dentro dabexiga urinária): infecções no trato urinário (uretra, bexiga, ureter e rins), inflamação da bexiga, hematúria(sangue na urina).

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe

imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?


Farmorubicina* CS deve ser administrada apenas sob supervisão de médicos especialistas com experiência emterapia citotóxica.Os pacientes devem recuperar-se das toxicidades agudas de tratamentos anteriores, como: estomatite (inflamaçãoda mucosa da boca), neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa do sangue: neutrófilos),trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas) e infecções generalizadas, antes deiniciar o tratamento com Farmorubicina* CS.Embora o tratamento com altas doses de Farmorubicina* CS (por exemplo, ? 90 mg/m2 a cada 3 a 4 semanas)cause efeitos adversos semelhantes àqueles vistos com doses padrão (< 90 mg/m2 a cada 3 a 4 semanas), agravidade da neutropenia e da estomatite/mucosite (inflamação da mucosa dos órgãos do aparelho digestivo)pode ser maior. O tratamento com altas doses de Farmorubicina* CS requer atenção especial para possíveiscomplicações clínicas devido a mielossupressão (mau funcionamento da medula óssea) acentuada.Função CardíacaA cardiotoxicidade (toxicidade ao coração) durante o tratamento com antraciclinas pode ser evidenciada atravésde eventos precoces (agudos) e tardios.Eventos precoces: cardiotoxicidade precoce da Farmorubicina* CS consiste principalmente em taquicardiasinusal (aceleração dos batimentos cardíacos) e/ou anormalidades no eletrocardiograma (ECG) como alteraçõesnão específicas na onda ST-T. Também foram relatadas taquiarritmias (tipo de arritmia), incluindo contraçãoprematura ventricular (da câmara do coração), taquicardia ventricular e bradicardia (diminuição dos batimentoscardíacos), assim como bloqueio atrioventricular (região do coração responsável pela condução dos batimentoscardíacos) e bundle-branch. Esses efeitos geralmente não predizem o desenvolvimento de cardiotoxicidadetardia; raramente têm importância clínica e em geral, não são considerados para descontinuação do tratamentocom a Farmorubicina* CS.Eventos tardios: cardiotoxicidade (toxicidade do coração) tardia, geralmente surge no final do tratamento comFarmorubicina* CS ou 2 a 3 meses após o término do tratamento, porém, eventos tardios (muitos meses ou anosapós o término do tratamento) também foram relatados. Cardiomiopatia (alteração no músculo do coração) tardiamanifesta-se pela redução da fração de ejeção ventricular esquerda (LVEF) e/ou sinais e sintomas de falênciaFCSSOI_02 221/Jan/2014
cardíaca congestiva (CHF) (incapacidade do coração de bombear a quantidade adequada de sangue) comodispneia (falta de ar), edema pulmonar (acúmulo de líquidos nos pulmões), edema (inchaço), cardiomegalia(aumento do coração) e hepatomegalia (aumento do fígado), oligúria (diminuição da produção de urina), ascite(acúmulo de líquido dentro do abdome), efusão pleural (líquido nas pleuras), e ritmo de galope (tipo de arritmia).CHF com risco à vida é a forma mais grave de cardiomiopatia induzida por antraciclinas e representa atoxicidade dose limitante cumulativa do fármaco.O risco de desenvolvimento de falência cardíaca congestiva aumenta rapidamente com dose cumulativa totalacima de 900 mg/m2 de Farmorubicina* CS. Esta dose só deve ser excedida com extrema cautela.A função cardíaca deve ser avaliada antes do tratamento e deve ser monitorada durante a terapia para minimizaro risco de ocorrência de insuficiência cardíaca. O risco pode ser diminuído através do monitoramento regular daLVEF durante o tratamento, com a interrupção imediata de epirrubicina no primeiro sinal de insuficiência. Ométodo quantitativo apropriado para a avaliação repetida da função cardíaca (avaliação da LVEF) incluiangiografia com radionucleotídeo (MUGA) ou ecocardiograma (ECO). A avaliação cardiológica com ECG, umavarredura MUGA ou um ECO é recomendável, principalmente em pacientes com fatores de risco paracardiotoxicidade aumentado. Determinações repetidas por MUGA ou ECO de LVEF deve ser realizado,particularmente com mais altas, doses cumulativas de antraciclina. A técnica utilizada para a avaliação deve serconsistente ao longo do acompanhamento.Dado o risco de cardiomiopatia, uma dose cumulativa de 900 mg/m2 de Farmorubicina*

RD deve ser excedidaapenas com extrema cautela.Os fatores de risco para cardiotoxicidade incluem doença cardiovascular (do coração e dos vasos sanguíneos)ativa ou latente, radioterapia prévia ou concomitante da área mediastinal/pericárdica (no centro do tórax e aoredor do coração), terapia prévia com outras antraciclinas ou antracenedionas, e uso concomitante com outrasdrogas que podem diminuir contratibilidade cardíaca ou drogas cardiotóxicas (por ex.: trastuzumabe). Asantraciclinas, incluindo a Farmorubicina* CS, não devem ser administradas em combinação com outros agentescardiotóxicos sem monitoramento cuidadoso da função cardíaca. Pacientes recebendo antraciclinas apósinterromperem o tratamento com outros agentes cardiotóxicos, especialmente aqueles com longa meia-vida,como o trastuzumabe, podem também aumentar o risco de desenvolvimento de cardiotoxicidade. A meia-vida dotrastuzumabe é de aproximadamente 28,5 dias e pode persistir na circulação por até 24 semanas. Por isso,quando possível, os médicos devem evitar a terapia baseada em antraciclinas por até 24 semanas apósinterromperem o tratamento com trastuzumabe. Em caso de utilização de antraciclinas antes deste período,recomenda-se um cuidadoso monitoramento da função cardíaca.O monitoramento da função cardíaca deve ser particularmente rigoroso em pacientes recebendo altas dosescumulativas e naqueles com fatores de risco. No entanto, a cardiotoxicidade com epirrubicina pode ocorrer emdoses cumulativas mais baixas se fatores de risco cardíacos estão presentes ou não.É provável que a toxicidade da Farmorubicina*

RD e outras antraciclinas ou antracenedionas é aditiva.Toxicidade Hematológica (do sangue)A exemplo do que ocorre com outros agentes citotóxicos, a Farmorubicina* CS pode produzir mielossupressão.O perfil hematológico (exame completo do sangue) deve ser avaliado antes e durante cada ciclo da terapia comFarmorubicina* CS, incluindo contagem diferencial dos glóbulos brancos. Leucopenia (redução de células dedefesa no sangue) reversível, dependente da dose e/ou granulocitopenia (neutropenia) são as manifestaçõespredominantes, constituindo a toxicidade aguda limitante da dose mais comum. A leucopenia e a neutropeniasão, geralmente, mais graves com esquemas de altas doses, alcançando um nadir (ponto mais baixo), na maioriados casos, entre o 10° e 14° dia após a administração do medicamento. Esses efeitos são, usualmente,transitórios, com a normalização da contagem de glóbulos brancos/neutrófilos, na maioria dos casos, até o 21°dia. Trombocitopenia e anemia também podem ocorrer. As consequências clínicas mais graves damielossupressão incluem febre, infecção, sepse/septicemia (infecção generalizada), choque séptico (sepse grave),hemorragia (sangramento), hipóxia tecidual (diminuição de oxigênio aos tecidos) ou morte.

Leucemia secundária

Leucemia secundária (causada pelo medicamento), com ou sem fase pré-leucêmica, foi relatada em pacientestratados com antraciclinas, incluindo a Farmorubicina* CS. A leucemia secundária é mais comum quandoutilizados em combinação com outros agentes antineoplásicos, em caso de pacientes tratados previamente comcitotóxicos ou quando utilizadas doses maiores de antraciclinas. Essas leucemias possuem um período delatência (período sem manifestação clínica) de 1 a 3 anos.

Gastrintestinal

A Farmorubicina* CS é emetogênica (causa náuseas e vômitos). A mucosite/estomatite geralmente aparece noinício do tratamento com o fármaco e, se grave, pode progredir em poucos dias para úlceras de mucosa (camadaFCSSOI_02 321/Jan/2014
que recobre internamente o sistema digestivo, como boca e esôfago). A maioria dos pacientes se recupera desseevento adverso até a terceira semana de terapia.

Função Hepática

A principal via de eliminação da Farmorubicina* CS é o sistema hepatobiliar (relacionado à bile). Os níveis debilirrubina sérica total (níveis de bilirrubina no sangue) e de aspartato transaminase (TGO) devem ser avaliadosantes e durante o tratamento com Farmorubicina* CS. Pacientes com bilirrubina ou TGO elevado podemapresentar clearance (excreção) mais lento do fármaco, com um aumento da toxicidade geral. Doses mais baixassão recomendadas nesses pacientes (vide item 6. Como devo usar este medicamento?). Pacientes cominsuficiência hepática grave (prejuízo grave da função do fígado) não devem receber Farmorubicina* CS (vide 3.Quando não devo usar este medicamento?).Função Renal (dos rins)A creatinina sérica (no sangue) deve ser avaliada antes e durante a terapia. O ajuste da dose é necessário empacientes com creatinina sérica > 5 mg/dL (vide item 6. Como devo usar este medicamento?).Efeitos no Local de InfusãoFleboesclerose (lesão da veia usada para administração do medicamento) pode resultar da infusão do fármaco emvaso de pequeno calibre ou de infusões repetidas na mesma veia. Para minimizar o risco de flebite/tromboflebite(inflamação da veia, com ou sem o aparecimento de um coágulo dentro dela) no local de infusão, recomenda-seseguir os procedimentos descritos no item 6. Como devo usar este medicamento?.ExtravasamentoO extravasamento de Farmorubicina* CS durante a administração IV pode produzir dor local, lesões teciduaisgraves (vesicação ? formação de bolhas na pele, celulite ? inflamação grave da pele e do tecido abaixo da pele) enecrose (morte dos tecidos). Caso ocorram sinais ou sintomas de extravasamento durante a administraçãointravenosa de Farmorubicina* CS, a infusão do fármaco deve ser imediatamente interrompida.OutrosAssim como ocorre com outros agentes citotóxicos, tromboflebite e fenômenos tromboembólicos (formação deum coágulo dentro do vaso sanguíneo), incluindo embolia pulmonar (entupimento de um vaso sanguíneo nopulmão por um coágulo), fatal em alguns casos, foram coincidentemente relatados com o uso de Farmorubicina*CS.Síndrome da Lise Tumoral (sintomas provocados pela destruição das células do câncer)Farmorubicina* CS pode induzir à hiperuricemia (aumento do ácido úrico no sangue) devido ao extensocatabolismo das purinas que acompanha a rápida destruição de células neoplásicas induzida pelo fármaco(síndrome da lise tumoral). Níveis séricos de ácido úrico, potássio, fosfato de cálcio e creatinina devem seravaliados após o tratamento inicial de forma que este fenômeno possa ser reconhecido e controladoadequadamente. Hidratação, alcalinização urinária (diminuição da acidez da urina) e profilaxia com alopurinolpara prevenir a hiperuricemia podem minimizar as complicações potenciais da síndrome de lise tumoral.Efeitos Imunossupressores/Aumento da Suscetibilidade a InfecçõesA administração de vacinas ?vivas? ou vacinas ?vivas-atenuadas? em pacientes imunocomprometidos (comdiminuição da função do sistema de defesa do organismo) por agentes quimioterápicos (que combatem cânceres)incluindo Farmorubicina* CS, podem resultar em infecções graves ou fatais. A utilização de vacina ?viva? deveser evitada em pacientes recebendo Farmorubicina* CS. Vacinas ?mortas? ou ?inativadas? podem seradministradas, contudo, a resposta a estas vacinas pode ser diminuída.

Advertências e Precauções Adicionais para Outras Vias de Administração
Via Intravesical

A administração de Farmorubicina* CS pode produzir sintomas de cistite química (tais como, disúria ?dificuldade e dor para urinar, poliúria ? aumento da quantidade de urina, noctúria ? aumento da frequenciaurinária à noite, estrangúria ? constrição da uretra causando eliminação lenta e dolorosa da urina, hematúria ?sangue na urina, desconforto vesical ? na bexiga, necrose da parede vesical) e constrição da bexiga. É necessáriaatenção especial para problemas de cateterização (por ex., obstrução uretral devido a tumores intravesicais degrande volume).Gravidez e LactaçãoPrejuízo da FertilidadeFCSSOI_02 421/Jan/2014
A Farmorubicina* CS pode induzir dano cromossômico em espermatozoides humanos. Homens submetidos atratamento com Farmorubicina* CS devem utilizar métodos contraceptivos (para evitar gravidez) efetivos.A Farmorubicina* CS pode causar amenorreia (ausência de mestruação) ou menopausa prematura em mulherespré-menopáusicas (antes da idade característica para o aparecimento da menopausa).Uso durante a GravidezMulheres em idade fértil devem ser aconselhadas a evitar engravidar durante o tratamento e devem utilizarmétodos contraceptivos eficazes.Dados experimentais em animais sugerem que a Farmorubicina* CS pode causar dano fetal quando administradaa mulheres grávidas. Caso a Farmorubicina* CS seja utilizada durante a gravidez ou se a paciente engravidarenquanto estiver utilizando esse fármaco, ela deve ser comunicada quanto aos danos potenciais para o feto. Nãohá estudos em mulheres grávidas, portanto a Farmorubicina* CS deve ser utilizada durante a gravidez apenas seos benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais para o feto.Uso durante a LactaçãoNão se sabe se a Farmorubicina* CS é excretada no leite humano. Uma vez que muitos fármacos, incluindooutras antraciclinas, são excretados no leite humano e devido à possibilidade de reações adversas sérias emlactentes pela Farmorubicina* CS, as mães devem interromper o aleitamento antes de receber esse medicamento.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas

O efeito da Farmorubicina* CS na habilidade de dirigir e operar máquinas ainda não foi sistematicamenteavaliado.

Interações Medicamentosas

Farmorubicina* CS é utilizada, principalmente, em combinação com outros fármacos citotóxicos. Toxicidadeaditiva pode ocorrer especialmente em relação a efeitos medulares/hematológicos e gastrintestinais (no estômagoe no intestino) (vide item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?). O uso de Farmorubicina* CSem combinação quimioterápica com outros fármacos potencialmente cardiotóxicos, assim como o usoconcomitante de outros compostos cardioativos (por ex., bloqueadores do canal de cálcio, como a nifedipina e overapamil), requer a monitoração da função cardíaca durante o tratamento. A Farmorubicina* CS é amplamentemetabolizada pelo fígado. Qualquer medicamento concomitante que possa afetar a função hepática também podeafetar o metabolismo ou a farmacocinética da Farmorubicina* CS e, como resultado, a eficácia e/ou a toxicidade(vide item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?). A cimetidina aumentou a área sob a curva (

AUC

quantidade do medicamento efetivamente disponível paraatuação de acordo com o tempo de utilização) da Farmorubicina* CS em 50% e seu uso deve ser interrompidodurante o tratamento com Farmorubicina* CS. Quando administrado antes da Farmorubicina* CS, o paclitaxelpode causar aumento das concentrações plasmáticas (no sangue) da Farmorubicina* CS inalterada e de seusmetabólitos (derivados), sendo que seus metabólitos não são tóxicos nem ativos. A administração concomitantedo paclitaxel ou do docetaxel não alterou a farmacocinética da Farmorubicina* CS quando esta foi administradaantes do taxano.Sempre avise ao seu médico todas as medicações que você toma quando ele for prescrever uma medicação nova.O médico precisa avaliar se as medicações reagem entre si alterando a sua ação, ou da outra; isso se chamainteração medicamentosa.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?


Farmorubicina* CS deve ser conservada sob refrigeração (entre 2 e 8ºC). Descartar devidamente qualquersolução não utilizada.Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

Guarde-o em sua embalagem original.Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe

alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.Características do produto: solução vermelha limpa e límpida.Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?


FCSSOI_02 521/Jan/2014
Este produto é de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados, com emprego específico emvárias neoplasias, e deve ser manipulado apenas por pessoal treinado. As informações ao paciente serão

fornecidas pelo médico assistente, conforme necessário.

A Farmorubicina* CS é um fármaco citotóxico normalmente administrado por via intravenosa. No entanto, aadministração intravesical (dentro da bexiga urinária) mostrou-se benéfica no tratamento de câncer superficial debexiga, bem como na profilaxia de recidiva (retorno) de tumor após ressecção transuretral (vide item 4. O quedevo saber antes de usar este medicamento?).Farmorubicina* CS não é ativa quando administrada por via oral e não deve ser injetada por via intramuscular ouintratecal.Administração intravenosa (IV)Normalmente, a dose é calculada com base na área de superfície corpórea (mg/m2). A dose total deFarmorubicina* CS por ciclo a ser administrada pode variar de acordo com o uso, dentro de um esquema detratamento específico (por exemplo, administrada como agente único ou em combinação com outros fármacoscitotóxicos) e de acordo com a indicação terapêutica (por exemplo, no tratamento de câncer de pulmão, aFarmorubicina* CS também é utilizada em doses mais altas que as convencionais).Farmorubicina* CS deve ser administrada através de cateter de infusão intravenosa correndo livremente (soluçãofisiológica 0,9% ou solução de glicose 5%). Para minimizar o risco de trombose ou extravasamento perivenoso,os períodos de infusão usuais variam entre 3 e 20 minutos dependendo da dose e volume da solução de infusão.Não se recomenda uma injeção direta devido ao risco de extravasamento, o qual pode ocorrer mesmo napresença de retorno adequado de sangue mediante aspiração com a agulha (vide item 4. O que devo saber antesde usar este medicamento?).Regime de Dose Inicial PadrãoComo agente único a dose inicial padrão recomendada de Farmorubicina* CS, em adultos, por ciclo é 60 a 120mg/m2 da área de superfície corpórea. A dose inicial padrão recomendada de Farmorubicina* CS quando usadacomo componente da terapia adjuvante em pacientes com câncer de mama linfonodo positivo (comcomprometimento dos gânglios da axila) é 100 a 120 mg/m2. A dose total inicial padrão por ciclo deve seradministrada como dose única ou dividida em 2 a 3 dias sucessivos. Após recuperação das toxicidades induzidaspelo medicamento (particularmente depressão da medula óssea e estomatite), os ciclos podem ser repetidos acada 3 a 4 semanas. Caso a Farmorubicina* CS seja utilizada em combinação com outros medicamentoscitotóxicos com toxicidade potencialmente somatória, a dose recomendada por ciclo deve ser reduzida.Regime de Altas Doses IniciaisElevadas doses de Farmorubicina* CS podem ser utilizadas no tratamento do câncer de mama e de pulmão.Como agente único a dose recomendada por ciclo em adultos é de até 135 mg/m2 e deve ser administrada noprimeiro dia ou em doses divididas nos dias 1, 2, 3, a cada 3 a 4 semanas. Na terapia combinada, a dose máximarecomendada de início é de até 120 mg/m2 e deve ser administrada no primeiro dia, a cada 3 ou 4 semanas.Modificação da DoseDisfunção Renal: embora nenhuma recomendação específica de dosagem possa ser feita com base nos limitadosdados disponíveis de pacientes com insuficiência renal (diminuição da função renal), doses iniciais mais baixasdevem ser consideradas em pacientes com insuficiência renal grave (creatinina sérica > 5 mg/dL).Disfunção Hepática: como a principal via de eliminação da Farmorubicina* CS é o sistema hepatobiliar, a dosedeve ser reduzida em pacientes com função hepática comprometida para evitar aumento da toxicidade geral.Normalmente, as diretrizes utilizadas para redução da dose na função hepática comprometida são baseadas nosníveis de bilirrubina sérica e da TGO conforme segue:Bilirrubina entre 1,2 a 3 mg/dL ou TGO 2 a 4 vezes o metade da dose inicial recomendadalimite superior da normalidade:Bilirrubina > 3 mg/dL ou TGO > 4 vezes o limite um quarto da dose inicial recomendadasuperior da normalidade:Outras Populações Especiais: doses iniciais baixas ou longos intervalos entre os ciclos devem ser consideradospara pacientes intensamente pré-tratados ou para pacientes com infiltração neoplásica da medula óssea (videitem 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?). O regime e dose inicial padrão é utilizado parapacientes idosos.

Administração intravesical (dentro da bexiga urinária)

FCSSOI_02 621/Jan/2014
A Farmorubicina* CS deve ser instilada usando um cateter e o instilado deve ser retido na bexiga por 1 hora.Durante a instilação, o paciente deve ser rotacionado (virado) para garantir contato mais amplo possível dasolução com a mucosa vesical. Para evitar diluição indevida pela urina, o paciente deve ser orientado a nãoingerir qualquer tipo de líquido nas 12 horas antes da instilação. O paciente deve ser instruído a urinar no final dainstilação. A administração intravesical não é apropriada para o tratamento de tumores invasivos que tenhaminvadido a camada muscular da parede da bexiga.Desprezar o restante da solução não utilizada.Carcinoma Superficial da BexigaInstilação Única: é recomendada uma instilação única de 80 a 100 mg imediatamente após a ressecçãotransuretral.Ciclo de 4 a 8 Semanas Seguida por Instilação Mensal: recomendam-se instilações semanais de 50 mg (em 25-50mL de solução salina) por 8 semanas após a ressecção transuretral (RTU), iniciando-se 2 a 7 dias após a RTU(ressecção transuretral). No caso de toxicidade local (cistite química), é aconselhável redução da dose para 30mg. Os pacientes podem receber administrações semanais de 50 mg por 4 semanas, seguidas de instilaçõesmensais por 11 meses na mesma dose.

Incompatibilidades

Farmorubicina* CS não deve ser misturada com outros medicamentos. O contato com qualquer outra solução depH alcalino deve ser evitado, pois isso resultará em hidrólise (destruição) da Farmorubicina* CS.Farmorubicina* CS não deve ser misturada com heparina devido à incompatibilidade química que pode resultarem precipitação quando os fármacos estão em determinada proporção. Farmorubicina* CS pode ser utilizada em associação com outros agentes antitumorais, mas não se recomendaque seja misturada com outros fármacos na mesma seringa (vide item 4. O que devo saber antes de usar estemedicamento?).

Medidas de proteção

As seguintes recomendações de proteção devem ser seguidas devido à natureza tóxica dessa substância:- o pessoal deve ser treinado quanto às boas práticas para manipulação;- as profissionais grávidas não devem trabalhar com esse medicamento;- o pessoal que manipula Farmorubicina* CS deve utilizar vestuário de proteção: óculos, avental, luvas emáscaras descartáveis;- todos os itens utilizados para reconstituição, administração ou limpeza, incluindo as luvas, devem ser colocadosem sacos de lixo descartáveis, de alto risco, para incineração em temperatura elevada.- derramamento ou vazamento deve ser tratado com solução de hipoclorito de sódio diluída (solução a 1%), depreferência por imersão e depois com água.- todos os materiais de limpeza devem ser descartados conforme indicado anteriormente.- o contato acidental com a pele deve ser tratado imediatamente com lavagem abundante com água e sabão, ousolução de bicarbonato de sódio, mas não se deve esfregar a pele com escovas. Nestes casos, devem-se procurarcuidados médicos;- em caso de contato com o(s) olho(s), segure e mantenha levantada a pálpebra do(s) olho(s) afetado(s) e lavecom jato de água em quantidade abundante por, pelo menos, 15 minutos. Procure, então, avaliação médica;- sempre lave as mãos após a remoção das luvas.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?


Como Farmorubicina* CS é um medicamento de uso exclusivamente hospitalar, o plano de tratamento é definidopelo médico que acompanha seu caso. Caso você falte a uma sessão programada de quimioterapia com essemedicamento, procure o seu médico para redefinição da programação de tratamento. O esquecimento da dosepode comprometer a eficácia do tratamento.Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?Estão listadas a seguir reações adversas sérias relatadas durante os estudos clínicos com Farmorubicina* CS:Infecções e infestações: infecções.Neoplasia benigna e maligna: leucemia linfocítica e mielogênica agudas.Sanguíneo e linfático: anemia (diminuição da quantidade de células vermelhas do sangue: hemácias),trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas), neutropenia febril (neutropeniaFCSSOI_02 721/Jan/2014
acompanhada de febre), neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos),leucopenia (redução de células de defesa no sangue).Metabólico e nutricional: anorexia (perda de apetite).Oculares: conjuntivite/queratite (inflamação ou infecção da membrana que cobre o olho ou da córnea ?membrana transparente da frente do olho).Cardíacos: falência cardíaca congestiva, taquicardia ventricular (aceleração dos batimentos cardíacos), bloqueioAV, bloqueio de ramo (alteração no coração que pode causar mudança no ritmo dos batimentos cardíacos),bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos).Vasculares: ondas de calor, tromboembolismo (eliminação de coágulos a partir dos vasos sanguíneos para ospulmões).Gastrintestinais: náusea/vômito, mucosite, estomatite, diarreia,Pele e tecido subcutâneo: alopecia (perda de cabelo), toxicidade local, rash (alergia da pele)/coceira, alteraçõesna pele.Sistema reprodutivo e mamário: amenorreia (ausência de menstruação).Geral e condições no local da administração: mal estar/astenia (cansaço), febre.Laboratoriais: reduções assintomáticas na fração da ejeção ventricular, alteração no nível da transaminase (TGOe TGP).Estão listadas a seguir reações adversas relatadas durante o período comercialização de Farmorubicina* CS:Infecções e infestações: sepse (infecção geral grave do organismo), pneumonia (doença inflamatória no pulmão).Sistema Imunológico: anafilaxia (reação alérgica grave).Metabólico e nutricional: desidratação (perda excessiva de água e sais minerais do organismo), hiperuricemia(aumento do ácido úrico no sangue).Vasculares: choque (queda grave da pressão arterial), hemorragia (perda excessiva de sangue), embolismoarterial, tromboflebite, flebite (inflamação da veia).Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino: embolia pulmonar (entupimento de uma veia do pulmão porum coágulo).Gastrintestinais: erosões, ulcerações, sensação de dor ou queimação, hemorragia (perda excessiva de sangue),hiperpigmentação (coloração mais forte) da mucosa oral.Pele e tecido subcutâneo: eritema (vermelhidão), rubor (vermelhidão da pele), hiperpigmentação da pele eunhas, fotossensibilidade (sensibilidade exagerada da pele à luz), hipersensibilidade da pele irradiada (radiation-
recall reaction), urticária (alergia da pele).Renais e urinários: coloração avermelhada na urina por 1 a 2 dias após a administração.Geral e condições no local da administração: febre, calafrios.Injúria envenenamento e complicações dos procedimentos: cistite química (após administração intravesical).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo

uso do medicamento.Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?


Superdose aguda com Farmorubicina* CS resultará em mielossupressão (diminuição da função da medula óssea)grave (principalmente leucopenia ? redução de células de defesa no sangue e trombocitopenia ? diminuição dascélulas de coagulação do sangue: plaquetas), efeitos tóxicos gastrintestinais (principalmente mucosite ? úlcerasna mucosa dor órgãos do aparelho digestivo) e complicações cardíacas agudas.Pode-se esperar que doses únicas muito altas de Farmorubicina* CS causem degeneração miocárdica (lesão dascélulas do coração) aguda dentro de 24 horas e mielossupressão grave dentro de 10 a 14 dias. O tratamento deveter como objetivo a proteção do paciente durante este período e deve utilizar medidas como transfusõessanguíneas e isolamento reverso. Insuficiência cardíaca (incapacidade de o coração bombear a quantidadeadequada de sangue) tardia tem sido observada com antraciclinas até 6 meses após a superdose.Os pacientes devem ser observados atentamente e, caso surjam sinais de insuficiência cardíaca, devem sertratados com os esquemas convencionais.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a

embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.

FCSSOI_02 821/Jan/2014

III ? DIZERES LEGAIS

MS ? 1.0216.0151Farmacêutico Responsável: José Cláudio Bumerad ? CRF-SP n° 43746

Fabricado e Embalado por:
Pfizer (Perth) Pty LtdBentley ? AustráliaRegistrado, Importado e Distribuído por:

LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.Av. Presidente Tancredo de Almeida Neves, 1555CEP 07112-070 ? Guarulhos ? SPCNPJ nº 46.070.868/0001-69

USO RESTRITO A HOSPITAISVENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICACUIDADO

AGENTE CITOTÓXICO* Marca depositadaFCSSOI_02FCSSOI_02 921/Jan/2014

HISTÓRICO DE ALTERAÇÕES DE BULA


Dados das alterações de bulas
Dados da submissão eletrônica
Dados da petição/notificação que altera bula
Versões

Apresentações
Data do
N°. do
Data do
N°. do
Data de
Assunto
Assunto

Itens de bula

(VP/VPS)


relacionadas
expediente
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expediente
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aprovação

? COMO DEVO USAR ESTE 2 MG/ML SOL INJMEDICAMENTO? CT FA PLAS TRANS? RESULTADOS DEX 5 ML (REST HOSP)MEDICAMENT
EFICÁCIAMEDICAMENTO?2 MG/ML SOL INJO NOVO -POSOLOGIA E MODO DENOVO - NotificaçãoCT FA PLAS TRANSNotificação deUSAR 06-fev-14 -de Alteração de06-fev-14 -VP e VPSX 25 ML (RESTAlteração deTexto de Bula ?HOSP)Texto de BulaRDC 60/12? RDC 60/122 MG/ML SOL INJCT FA PLAS TRANSX 100 ML (RESTHOSP)? IDENTIFICAÇÃO DO2 MG/ML SOL INJMEDICAMENTO CT FA PLAS TRANS? APRESENTAÇÕES X 5 ML (REST HOSP)? COMPOSIÇÃO MEDICAMENT
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? DIZERES LEGAIS FCSSOI_02

Farmorubicina* RD
Laboratórios Pfizer Ltda.
Pó liófilo injetável
10 mg e 50 mg


FARMORUBICINA* RD


cloridrato de epirrubicina

I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO


Nome comercial: Farmorubicina*

RDNome genérico: cloridrato de epirrubicina

APRESENTAÇÕES


Farmorubicina*

RD pó liofilizado para uso injetável de 10 mg ou 50 mg em embalagens contendo 1 frascoampola.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO

USO INJETÁVEL POR VIA INTRAVENOSA OU INTRAVESICAL (vide

item 6. Como devo usar este medicamento?)

CUIDADO

AGENTE CITOTÓXICO

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO


Cada frasco-ampola de Farmorubicina*

RD (Rápida Dissolução)

10 mg ou 50 mg contém o equivalente a 10 mgou 50 mg de cloridrato de epirrubicina, respectivamente.Excipientes: lactose monoidratada e metilparabeno.LLD_FRDPOI_02 121/Jan/2014

II - INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Farmorubicina*

RD (cloridrato de epirrubicina) é indicado para o tratamento de vários tipos de câncer(neoplasia): câncer de mama, linfomas (cânceres que se originam nos linfonodos (gânglios)), sarcomas de partesmoles (câncer dos músculos, cartilagens, gordura, nervos e vasos sanguíneos), câncer gástrico (do estômago),câncer hepático (do fígado), câncer do pâncreas, câncer do reto-sigmoide (intestino), carcinoma da regiãocérvico-facial (cabeça e pescoço), câncer de pulmão, câncer de ovário e leucemias (câncer da medula óssea).Farmorubicina*

RD por instilação intravesical (dentro da bexiga) é indicada no tratamento dos carcinomassuperficiais da bexiga (não invasivos) e na profilaxia (prevenção) das recidivas (retorno do câncer) apósressecção transuretral (cirurgia de bexiga realizada pela uretra).

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?


Farmorubicina*

RD é um agente citotóxico (que causa destruição celular) antraciclínico (da família dasantraciclinas, um tipo de classe de medicamentos). Embora se saiba que as antraciclinas podem interferir emvárias funções bioquímicas e biológicas das células, o mecanismo preciso das propriedades citotóxicas e/ouantiproliferativas (que inibem a proliferação celular) da Farmorubicina*

RD ainda não foi completamenteelucidado.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Farmorubicina*

RD é contraindicada a pacientes que apresentam hipersensibilidade (alergia) à epirrubicina ou aqualquer outro componente da fórmula, outras antraciclinas ou antracenedionas.Farmorubicina*

RD também é contraindicada nas seguintes situações: 1) Uso intravenoso (dentro da veia):mielossupressão (mau funcionamento da medula óssea) persistente, insuficiência hepática (do fígado) grave,miocardiopatia (doença do músculo do coração), arritmias (alteração no ritmo dos batimentos cardíacos) graves,infarto do miocárdio (infarto do coração) recente, tratamentos prévios com doses cumulativas máximas deFarmorubicina*

RD e/ou outras antraciclinas e antracenedionas (vide item 4. O que devo saber antes de usar estemedicamento?). 2) Uso intravesical (dentro da bexiga urinária): infecções no trato urinário (uretra, bexiga, uretere rins), inflamação da bexiga, hematúria (sangue na urina).

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe

imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?


Farmorubicina* RD deve ser administrada apenas sob supervisão de médicos especialistas com experiência emterapia citotóxica.Os pacientes devem recuperar-se das toxicidades agudas de tratamentos anteriores, como estomatite (inflamaçãoda mucosa da boca), neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa do sangue: neutrófilos),trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas) e infecções generalizadas antes deiniciar o tratamento com Farmorubicina*

RD.Embora o tratamento com altas doses de Farmorubicina*

RD (por exemplo, ? 90 mg/m2 a cada 3 a 4 semanas)cause efeitos adversos semelhantes àqueles vistos com doses padrão (< 90 mg/m2 a cada 3 a 4 semanas), agravidade da neutropenia e da estomatite/mucosite (inflamação da mucosa dos órgãos do aparelho digestivo)pode ser maior. O tratamento com altas doses de Farmorubicina*

RD requer atenção especial para possíveiscomplicações clínicas devido a mielossupressão (mau funcionamento da medula óssea) acentuada.Função CardíacaA cardiotoxicidade (toxicidade ao coração) durante o tratamento com antraciclinas pode ser evidenciada atravésde eventos precoces (agudos) e tardios.Eventos precoces: cardiotoxicidade precoce da Farmorubicina*

RD consiste principalmente em taquicardiasinusal (aceleração dos batimentos cardíacos) e/ou anormalidades no eletrocardiograma (ECG) como alteraçõesnão específicas na onda ST-T. Também foram relatadas taquiarritmias (tipo de arritmia), incluindo contraçãoprematura ventricular (da câmara do coração), taquicardia ventricular e bradicardia (diminuição dos batimentoscardíacos), assim como bloqueio atrioventricular (região do coração responsável pela condução dos batimentoscardíacos) e bundle-branch. Esses efeitos geralmente não predizem o desenvolvimento de cardiotoxicidadetardia; raramente tem importância clínica e, em geral, não são considerados para descontinuação do tratamentocom a Farmorubicina*

RD.Eventos tardios: cardiotoxicidade (toxicidade do coração) tardia, geralmente surge no final do tratamento comFarmorubicina*

RD ou 2 a 3 meses após o término do tratamento, porém, eventos tardios (muitos meses ou anosapós o término do tratamento) também foram relatados. Cardiomiopatia (alteração no músculo do coração) tardiamanifesta-se pela redução da fração de ejeção ventricular esquerda (LVEF) e/ou sinais e sintomas de falênciacardíaca congestiva (CHF) (incapacidade do coração de bombear a quantidade adequada de sangue) comoLLD_FRDPOI_02 221/Jan/2014
dispneia (falta de ar), edema pulmonar (acúmulo de líquidos nos pulmões), edema (inchaço), cardiomegalia(aumento do coração) e hepatomegalia (aumento do fígado), oligúria (diminuição da produção de urina), ascite(acúmulo de líquido dentro do abdome), efusão pleural (líquido nas pleuras), e ritmo de galope (tipo de arritmia).CHF com risco à vida é a forma mais grave de cardiomiopatia induzida por antraciclinas e representa atoxicidade dose limitante cumulativa do fármaco.O risco de desenvolvimento de falência cardíaca congestiva aumenta rapidamente com dose cumulativa totalacima de 900 mg/m² de Farmorubicina*

RD. Esta dose só deve ser excedida com extrema cautela.A função cardíaca deve ser avaliada antes do tratamento e deve ser monitorada durante a terapia para minimizaro risco de ocorrência de insuficiência cardíaca. O risco pode ser diminuído através do monitoramento regular daLVEF durante o tratamento, com a interrupção imediata de epirrubicina no primeiro sinal de insuficiência. Ométodo quantitativo apropriado para a avaliação repetida da função cardíaca (avaliação da LVEF) incluiangiografia com radionucleotídeo (MUGA) ou ecocardiograma (ECO). A avaliação cardiológica com ECG, umavarredura MUGA ou um ECO é recomendável, principalmente em pacientes com fatores de risco paracardiotoxicidade aumentado. Determinações repetidas por MUGA ou ECO de LVEF deve ser realizado,particularmente com mais altas, doses cumulativas de antraciclina. A técnica utilizada para a avaliação deve serconsistente ao longo do acompanhamento. Dado o risco de cardiomiopatia, uma dose cumulativa de 900 mg/m2 de Farmorubicina*

RD deve ser excedidaapenas com extrema cautela.Os fatores de risco para cardiotoxicidade incluem doença cardiovascular (do coração e dos vasos sanguíneos)ativa ou latente, radioterapia prévia ou concomitante da área mediastinal/pericárdica (no centro do tórax e aoredor do coração), terapia prévia com outras antraciclinas ou antracenedionas, e uso concomitante com outrasdrogas que podem diminuir a contratibilidade cardíaca ou drogas cardiotóxicas (por ex.: trastuzumabe). Asantraciclinas, incluindo Farmorubicina*

RD, não devem ser administradas em combinação com outros agentescardiotóxicos sem monitoramento cuidadoso da função cardíaca. Pacientes recebendo antraciclinas apósinterromperem o tratamento com outros agentes cardiotóxicos, especialmente aqueles com longa meia-vida,como o trastuzumabe, podem também aumentar o risco de desenvolvimento de cardiotoxicidade. A meia-vida dotrastuzumabe é de aproximadamente 28,5 dias e pode persistir na circulação por até 24 semanas. Por isso,quando possível, os médicos devem evitar a terapia baseada em antraciclinas por até 24 semanas apósinterromperem o tratamento com trastuzumabe. Em caso de utilização de antraciclinas antes deste período,recomenda-se um cuidadoso monitoramento da função cardíaca.O monitoramento da função cardíaca deve ser particularmente rigoroso em pacientes recebendo altas dosescumulativas e naqueles com fatores de risco. No entanto, a cardiotoxicidade com epirrubicina pode ocorrer emdoses cumulativas mais baixas se fatores de risco cardíacos estão presentes ou não.É provável que a toxicidade da Farmorubicina*

RD e outras antraciclinas ou antracenedionas é aditiva. .

Toxicidade Hematológica (do sangue)

A exemplo do que ocorre com outros agentes citotóxicos, a Farmorubicina*

RD pode produzir mielossupressão.O perfil hematológico (exame completo do sangue) deve ser avaliado antes e durante cada ciclo da terapia comFarmorubicina*

RD, incluindo contagem diferencial dos glóbulos brancos. Leucopenia (redução de células dedefesa no sangue) reversível, dependente da dose e/ou granulocitopenia (neutropenia) são as manifestaçõespredominantes, constituindo a toxicidade aguda limitante da dose mais comum. A leucopenia e a neutropeniasão, geralmente, mais graves com esquemas de altas doses, alcançando um nadir (ponto mais baixo), na maioriados casos, entre o 10° e 14° dia após a administração do medicamento. Esses efeitos são, usualmente, transitórios,com a normalização da contagem de glóbulos brancos/neutrófilos, na maioria dos casos, até o 21° dia.Trombocitopenia e anemia também podem ocorrer. As consequências clínicas mais graves da mielossupressãoincluem febre, infecção, sepse/septicemia (infecção generalizada), choque séptico (sepse grave), hemorragia(sangramento), hipóxia tecidual (diminuição de oxigênio aos tecidos) ou morte.Leucemia secundária Leucemia secundária (causada pelo medicamento), com ou sem fase pré-leucêmica, foi relatada em pacientestratados com antraciclinas, incluindo a Farmorubicina*

RD. A leucemia secundária é mais comum quandoutilizados em combinação com outros agentes antineoplásicos, em caso de pacientes tratados previamente comcitotóxicos ou quando utilizadas doses maiores de antraciclinas. Essas leucemias possuem um período delatência (período sem manifestação clínica) de 1 a 3 anos.

Gastrintestinal

A Farmorubicina*

RD é emetogênica (causa náuseas e vômitos). A mucosite/estomatite geralmente aparece noinício do tratamento com o fármaco e, se grave, pode progredir em poucos dias para úlceras de mucosa (camadaLLD_FRDPOI_02 321/Jan/2014
que recobre internamente o sistema digestivo, como boca e esôfago). A maioria dos pacientes se recupera desseevento adverso até a terceira semana de terapia.Função HepáticaA principal via de eliminação da Farmorubicina*

RD é o sistema hepatobiliar (relacionado a bile). Os níveis debilirrubina sérica total (níveis de bilirrubina no sangue) e de aspartato transaminase (TGO) devem ser avaliadosantes e durante o tratamento com Farmorubicina*

RD. Pacientes com bilirrubina ou TGO elevado podemapresentar clearance (excreção) mais lento do fármaco, com um aumento da toxicidade geral. Doses mais baixassão recomendadas nesses pacientes (vide item 6. Como devo usar este medicamento?). Pacientes cominsuficiência hepática grave (prejuízo grave da função do fígado) não devem receber Farmorubicina*

RD (vide 3.Quando não devo usar este medicamento?).

Função Renal (dos rins)

A creatinina sérica (no sangue) deve ser avaliada antes e durante a terapia. O ajuste da dose é necessário empacientes com creatinina sérica > 5 mg/dL (vide item 6. Como devo usar este medicamento?).

Efeitos no Local de Infusão

Fleboesclerose (lesão da veia usada para administração do medicamento) pode resultar da infusão do fármaco emvaso de pequeno calibre ou de infusões repetidas na mesma veia. Para minimizar o risco de flebite/tromboflebite(inflamação da veia, com ou sem o aparecimento de um coágulo dentro dela) no local de infusão recomenda-seseguir os procedimentos descritos no item 6. Como devo usar este medicamento?

Extravasamento

O extravasamento de Farmorubicina*

RD durante a administração IV pode produzir dor local, lesões teciduaisgraves (vesicação ? formação de bolhas na pele, celulite ? inflamação grave da pele e do tecido abaixo da pele) enecrose (morte dos tecidos). Caso ocorram sinais ou sintomas de extravasamento durante a administraçãointravenosa de Farmorubicina*

RD, a infusão do fármaco deve ser imediatamente interrompida.

Outros

Assim como ocorre com outros agentes citotóxicos, tromboflebite e fenômenos tromboembólicos (formação deum coágulo dentro do vaso sanguíneo), incluindo embolia pulmonar (entupimento de um vaso sanguíneo nopulmão por um coágulo), fatal em alguns casos, foram coincidentemente relatados com o uso de Farmorubicina* RD.

Síndrome da Lise Tumoral (sintomas provocados pela destruição das células do câncer)

Farmorubicina*

RD pode induzir à hiperuricemia (aumento do ácido úrico no sangue) devido ao extensocatabolismo das purinas que acompanha a rápida destruição de células neoplásicas induzida pelo fármaco(síndrome da lise tumoral). Níveis séricos de ácido úrico, potássio, fosfato de cálcio e creatinina devem seravaliados após o tratamento inicial de forma que este fenômeno possa ser reconhecido e controladoadequadamente. Hidratação, alcalinização urinária (diminuição da acidez da urina) e profilaxia com alopurinolpara prevenir a hiperuricemia podem minimizar as complicações potenciais da síndrome de lise tumoral.

Efeitos Imunossupressores/Aumento da Suscetibilidade a Infecções

A administração de vacinas ?vivas? ou vacinas ?vivas-atenuadas? em pacientes imunocomprometidos (comdiminuição da função do sistema de defesa do organismo) por agentes quimioterápicos (que combatem cânceres)incluindo Farmorubicina*

RD, podem resultar em infecções graves ou fatais. A utilização de vacinas ?vivas?deve ser evitada em pacientes recebendo Farmorubicina* RD. Vacinas ?mortas? ou ?inativadas? podem seradministradas, contudo, a resposta a estas vacinas pode ser diminuída.

Advertências e Precauções Adicionais para Outras Vias de AdministraçãoVia Intravesical

A administração de Farmorubicina*

RD pode produzir sintomas de cistite química (tais como, disúria -dificuldade e dor para urinar, poliúria - aumento da quantidade de urina, noctúria - aumento da frequenciaurinária à noite, estrangúria ? constrição da uretra causando eliminação lenta e dolorosa da urina, hematúria ?sangue na urina, desconforto vesical ? na bexiga, necrose da parede vesical) e constrição da bexiga. É necessáriaatenção especial para problemas de cateterização (por ex., obstrução uretral devida a tumores intravesicais degrande volume).

Gravidez e Lactação

Prejuízo da FertilidadeLLD_FRDPOI_02 421/Jan/2014
A Farmorubicina*

RD pode induzir dano cromossômico em espermatozoides humanos. Homens submetidos atratamento com Farmorubicina*

RD devem utilizar métodos contraceptivos (para evitar gravidez) efetivos.A Farmorubicina*

RD pode causar amenorreia (ausência de mestruação) ou menopausa prematura em mulherespré-menopáusicas (antes da idade característica para o aparecimento da menopausa).Uso durante a GravidezMulheres em idade fértil devem ser aconselhadas a evitar engravidar durante o tratamento e devem utilizarmétodos contraceptivos eficazes.Dados experimentais em animais sugerem que a Farmorubicina*

RD pode causar dano fetal quando administradaa mulheres grávidas. Caso a Farmorubicina*

RD seja utilizada durante a gravidez ou se a paciente engravidarenquanto estiver utilizando esse fármaco, ela deve ser comunicada quanto aos danos potenciais para o feto. Não há estudos em mulheres grávidas, portanto a Farmorubicina*

RD deve ser utilizada durante a gravidezapenas se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais para o feto.Uso durante a LactaçãoNão se sabe se a Farmorubicina*

RD é excretada no leite humano. Uma vez que muitos fármacos, incluindooutras antraciclinas, são excretados no leite humano e devido à possibilidade de reações adversas sérias emlactentes pela Farmorubicina*

RD, as mães devem interromper o aleitamento antes de receber esse medicamento.Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar MáquinasO efeito da Farmorubicina*

RD na habilidade de dirigir e operar máquinas ainda não foi sistematicamenteavaliado.

Interações Medicamentosas

Farmorubicina*

RD é utilizada, principalmente, em combinação com outros fármacos citotóxicos. Toxicidadeaditiva pode ocorrer especialmente em relação a efeitos medulares/hematológicos e gastrintestinais (no estômagoe no intestino) (vide item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?). O uso de Farmorubicina*

RDem combinação quimioterápica com outros fármacos potencialmente cardiotóxicos, assim como o usoconcomitante de outros compostos cardioativos (por ex., bloqueadores do canal de cálcio, como a nifedipina e overapamil), requer o monitoramento da função cardíaca durante o tratamento.A Farmorubicina*

RD é amplamente metabolizada pelo fígado. Qualquer medicamento concomitante que possaafetar a função hepática também pode afetar o metabolismo ou a farmacocinética da Farmorubicina*

RD e, comoresultado, a eficácia e/ou a toxicidade (vide item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?).A cimetidina aumentou a área sob a curva (

AUC

quantidade do medicamento efetivamente disponível paraatuação de acordo com o tempo de utilização) da Farmorubicina*

RD em 50% e seu uso deve ser interrompidodurante o tratamento com Farmorubicina*

RD.Quando administrado antes da Farmorubicina*

RD, o paclitaxel pode causar aumento das concentraçõesplasmáticas (no sangue) da Farmorubicina*

RD inalterada e de seus metabólitos (derivados), sendo que seusmetabólitos não são tóxicos nem ativos. A administração concomitante do paclitaxel ou do docetaxel não alteroua farmacocinética da Farmorubicina*

RD quando esta foi administrada antes do taxano.Sempre avise ao seu médico todas as medicações que você toma quando ele for prescrever uma medicação nova.O médico precisa avaliar se as medicações reagem entre si alterando a sua ação, ou da outra; isso se chamainteração medicamentosa.Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?


Farmorubicina*

RD deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da luz. Asolução reconstituída é quimicamente estável por 24 horas à temperatura ambiente ou por 48 horas searmazenada sob refrigeração (entre 2 e 8°C). Descartar devidamente qualquer solução não utilizada após areconstituição.Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

Guarde-o em sua embalagem original.Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe

alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.Características do produto: bolo ou massa de liofilizado poroso vermelho. Após reconstituição: soluçãotransparente e límpida.Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.LLD_FRDPOI_02 521/Jan/2014

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?Este produto é de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados, com emprego específico em

várias neoplasias, e deve ser manipulado apenas por pessoal treinado. As informações ao paciente serãofornecidas pelo médico assistente, conforme necessário.
A Farmorubicina*

RD é um fármaco citotóxico normalmente administrado por via intravenosa. No entanto, aadministração intravesical (dentro da bexiga urinária) mostrou-se benéfica no tratamento de câncer superficial debexiga, bem como na profilaxia de recidiva (retorno) de tumor após ressecção transuretral (vide item 4. O quedevo saber antes de usar este medicamento?).Farmorubicina*

RD não é ativa quando administrada por via oral e não deve ser injetada por via intramuscularou intratecal.

Administração intravenosa (IV)

Normalmente, a dose é calculada com base na área de superfície corpórea (mg/m2). A dose total deFarmorubicina*

RD por ciclo a ser administrada pode variar de acordo com o uso, dentro de um esquema detratamento específico (por exemplo, administrada como agente único ou em combinação com outros fármacoscitotóxicos) e de acordo com a indicação terapêutica (por exemplo, no tratamento de câncer de pulmão, aFarmorubicina*

RD também é utilizada em doses mais altas que as convencionais).Farmorubicina*

RD deve ser administrado através de catéter de infusão intravenosa correndo livremente(solução fisiológica 0,9% ou solução de glicose 5%). Para minimizar o risco de trombose ou extravasamentoperivenoso, os períodos de infusão usuais variam entre 3 e 20 minutos dependendo da dose e volume da soluçãode infusão. Não se recomenda uma injeção direta devido ao risco de extravasamento, o qual pode ocorrer mesmona presença de retorno adequado de sangue mediante aspiração com a agulha (vide item 4. O que devo saberantes de usar este medicamento?).Regime de Dose Inicial PadrãoComo agente único a dose inicial padrão recomendada de Farmorubicina*

RD, em adultos, por ciclo é 60 a 120mg/m2 da área de superfície corpórea. A dose inicial padrão recomendada de Farmorubicina*

RD quando usadacomo componente da terapia adjuvante em pacientes com câncer de mama linfonodo positivo (comcomprometimento dos gânglios da axila) é 100 a 120 mg/m2. A dose total inicial padrão por ciclo deve seradministrada como dose única ou dividida em 2 a 3 dias sucessivos. Após recuperação das toxicidades induzidaspelo medicamento (particularmente depressão da medula óssea e estomatite), os ciclos podem ser repetidos acada 3 a 4 semanas. Caso a Farmorubicina*

RD seja utilizada em combinação com outros medicamentoscitotóxicos com toxicidade potencialmente somatória, a dose recomendada por ciclo deve ser reduzida.Regime de Altas Doses IniciaisElevadas doses de Farmorubicina*

RD podem ser utilizadas no tratamento do câncer de mama e de pulmão.Como agente único a dose recomendada por ciclo em adultos é de até 135 mg/m2 e deve ser administrada noprimeiro dia ou em doses divididas nos dias 1, 2, 3, a cada 3 a 4 semanas. Na terapia combinada, a dose máximarecomendada de início é de até 120 mg/m2 e deve ser administrada no primeiro dia, a cada 3 ou 4 semanas.Modificação da DoseDisfunção Renal: embora nenhuma recomendação específica de dosagem possa ser feita com base nos limitadosdados disponíveis de pacientes com insuficiência renal (diminuição da função renal), doses iniciais mais baixasdevem ser consideradas em pacientes com insuficiência renal grave (creatinina sérica > 5 mg/dL). Disfunção Hepática: como a principal via de eliminação da Farmorubicina*

RD é o sistema hepatobiliar, a dosedeve ser reduzida em pacientes com função hepática comprometida para evitar aumento da toxicidade geral.Normalmente, as diretrizes utilizadas para redução da dose na função hepática comprometida, são baseadas nosníveis de bilirrubina sérica e da TGO conforme segue:Bilirrubina entre 1,2 a 3 mg/dL ou TGO 2 a 4 vezes o metade da dose inicial recomendadalimite superior da normalidade:Bilirrubina > 3 mg/dL ou TGO > 4 vezes o limite um quarto da dose inicial recomendadasuperior da normalidade:Outras Populações Especiais: doses iniciais baixas ou longos intervalos entre os ciclos devem ser consideradospara pacientes intensamente pré-tratados ou para pacientes com infiltração neoplásica da medula óssea (videitem 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?). O regime e dose inicial padrão é utilizado parapacientes idosos.

Administração intravesical (dentro da bexiga urinária)

LLD_FRDPOI_02 621/Jan/2014
A Farmorubicina*

RD deve ser instilada usando um cateter e o instilado deve ser retido na bexiga por 1 hora.Durante a instilação, o paciente deve ser rotacionado (virado) para garantir contato mais amplo possível dasolução com a mucosa vesical. Para evitar diluição indevida pela urina, o paciente deve ser orientado a nãoingerir qualquer tipo de líquido nas 12 horas antes da instilação. O paciente deve ser instruído a urinar no final dainstilação. A administração intravesical não é apropriada para o tratamento de tumores invasivos que tenhaminvadido a camada muscular da parede da bexiga.Desprezar o restante da solução não utilizada.Carcinoma Superficial da BexigaInstilação Única: é recomendada uma instilação única de 80 a 100 mg imediatamente após a ressecçãotransuretral (RTU).Ciclo de 4 a 8 Semanas Seguida por Instilação Mensal: recomendam-se instilações semanais de 50 mg (em 25-50mL de solução salina) por 8 semanas após a ressecção transuretral (RTU), iniciando-se 2 a 7 dias após a RTU(ressecção transuretral). No caso de toxicidade local (cistite ? inflamação da bexiga - química), é aconselhávelredução da dose para 30 mg. Os pacientes podem receber administrações semanais de 50 mg por 4 semanas,seguidas de instilações mensais por 11 meses na mesma dose.

Reconstituição e estabilidade

Para a reconstituição do conteúdo do frasco-ampola deve ser utilizada água para injeções ou solução fisiológica(5 mL para o frasco-ampola de 10 mg e 25 mL para o frasco-ampola de 50 mg). A formulação RD (RápidaDissolução) facilita a reconstituição. Após adicionar o diluente ao frasco-ampola, agitar até dissolução completa.O conteúdo do frasco-ampola encontra-se sob pressão negativa. Para minimizar a formação de aerossol durante areconstituição, a agulha deve ser inserida cuidadosamente. A inalação do aerossol durante a reconstituição deveser evitada.A solução reconstituída é quimicamente estável por 24 horas à temperatura ambiente ou por 48 horas searmazenada sob refrigeração (entre 2 e 8°C). De qualquer maneira, recomenda-se que, de acordo com as boaspráticas farmacêuticas, a solução não seja normalmente estocada por mais de 24 horas entre 2 e 8°C. Evitar aexposição do produto à luz solar ou luz direta. Descartar devidamente qualquer solução não utilizada após areconstituição.

Incompatibilidades

Farmorubicina*

RD não deve ser misturada com o


DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular, capaz de invadir outros órgãos a nível local ou à distância (metástases).
  2. Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (p. ex. cálculos biliares, hepatite).
  3. Bile: Líquido secretado pelo fígado e acumulado na vesícula biliar, com abundante quantidade de bilirrubina, colesterol e pigmentos biliares. Tem importante função na digestão de gorduras. ?? lançada na porção inicial do intestino delgado através de um conduto chamado hepato-colédoco.
  4. Cardiomegalia: ?? o termo utilizado para o aumento do tamanho do coração. Pode ser produzida por hipertensão arterial, doença coronariana, insuficiência cardíaca, doença de Chagas, etc.
  5. Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
  6. Ecocardiograma: Método diagnóstico não invasivo que permite visualizar a morfologia e o funcionamento cardíaco, através da emissão e captação de ultra-sons.
  7. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  8. Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
  9. Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia (ver).
  10. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  11. Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
  12. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  13. Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
  14. Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
  15. Oligúria: Eliminação de urina em volume inferior a 500 ml por dia. ?? produzida por desidratação, estados de choque (ver), infecções graves, insuficiência renal, etc.
  16. Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
  17. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  18. Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (ver metástases). As neoplasias mais freqüentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
  19. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  20. Sarcoma: Neoplasia maligna originada de células do tecido conjuntivo. Podem aparecer no tecido adiposo (lipossarcoma), muscular (miossarcoma), ósseo (osteosarcoma), etc.
  21. Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
  22. Pâncreas: Glândula de secreção endócrina (ver), por sua produção de insulina, glucagon e peptídios intestinais que são lançados na corrente sangüínea e exócrina (ver) por sua produção de potentes enzimas digestivas lançadas no intestino delgado. Localiza-se profundamente na cavidade abdominal e possui um tamanho aproximado de 15x7cm.
  23. Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia (ver), taquicardia (ver), taquipnéia (ver) e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
  24. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  25. Tala: Instrumento ortopédico utilizado freqüentemente para imobilizar uma articulação ou osso fraturado. Pode ser de gesso ou material plástico.
  26. Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
  27. Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
  28. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  29. Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
  30. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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