HAEMATE P

Para que serve HAEMATE P

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


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IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Haemate

P

fator VIII de coagulação/fator de von Willebrand

APRESENTAÇÃO


HAEMATE

P 500 UI/ 1.200 UI: embalagem contendo 1 frasco-ampola com pó liofilizado

para solução injetável contendo 500 UI de fator VIII de coagulação e 1.200 UI de fator de von
Willebrand , 1 frasco de diluente com 10 mL de água para injetáveis , acompanhado de 1
dispositivo de transferência com filtro.

VIA INTRAVENOSA

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

COMPOSIÇÃO
Cada frasco-ampola de pó liofilizado para solução injetável contém:
fator VIII de coagulação......................................................................................................500 UI
fator de von Willebrand....................................................................................................1.200 UI

Cada mL da solução reconstituída contém:
fator VIII de coagulação....................................................................................................50 UI/mL
fator de von Willebrand...................................................................................................120 UI/mL

Excipientes: albumina humana, glicina, cloreto de sódio, citrato de sódio, hidróxido de sódio e
ácido clorídrico.
Diluente: água para injetáveis.

A potência (UI) do fator VIII de coagulação (FVIII) é determinada usando o ensaio cromogênico
da Farmacopeia Europeia. A atividade específica de Haemate

P é aproximadamente 2-6 UI de

fator VIII de coagulação/mg de proteína.

A potência (UI) do fator von Willebrand (FvW) é medida de acordo com a atividade do cofator
ristocetina (

FVW

RCo) comparado ao padrão internacional de fator de von Willebrand
concentrado. A atividade específica do fator de von Willebrand no Haemate

P é de

aproximadamente 5-17 UI de fator de von Willebrand/mg de proteína.

Haemate

P é produzido a partir de plasma de doadores humanos.


Excipiente com efeito conhecido:
Sódio: aproximadamente 113 mmol/L (2,6 mg/mL).

INFORMAÇÕES AOS PACIENTES

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Haemate

P é indicado para:



3

Doença de von Willebrand
Profilaxia (prevenção) e tratamento de hemorragias ou sangramento em cirurgias causados pela
falta de fator de von Willebrand no paciente, quando o tratamento somente com desmopressina
não for eficaz ou não for indicado.

Hemofilia A (deficiência congênita, ou seja, desde o nascimento, do fator VIII de
coagulação)
Profilaxia (prevenção) e tratamento de hemorragias causados pela falta de fator VIII de
coagulação no paciente.

Haemate

P também é indicado para o tratamento de deficiência adquirida de fator VIII de

coagulação e para o tratamento de pacientes com anticorpos contra o fator VIII de coagulação

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Fator de von Willebrand
Haemate

P comporta-se da mesma maneira que o fator de von Willebrand (FvW) presente no

corpo humano de pessoas sadias.
Além de agir como uma proteína de proteção do fator VIII de coagulação (FVIII), o FvW tem
ação na adesão das plaquetas aos locais de lesão dos vasos e tem papel principal na agregação das
plaquetas.
A administração de preparações a base de FvW contendo

FVIII

C (fator VIII funcional) restaura
o nível de

FVIII

C ao normal imediatamente após a primeira infusão.

Fator VIII de coagulação
Haemate

P comporta-se da mesma maneira que o FVIII presente no corpo humano de pessoas

sadias.
O complexo fator VIII de coagulação/fator de von Willebrand consiste de duas moléculas (fator
VIII de coagulação e fator de von Willebrand) com funções fisiológicas diferentes.
Quando administrado a um paciente com hemofilia, o FVIII liga-se ao FvW na circulação.
O fator VIII de coagulação ativado atua como um cofator para o fator IX ativado, acelerando a
conversão do fator X para fator X ativado, que converte a protrombina em trombina. Então, a
trombina converte o fibrinogênio em fibrina e é possível a formação do coágulo.
A hemofilia A é um distúrbio da coagulação sanguínea hereditário, ligado ao sexo, em que o
paciente apresenta níveis menores de FVIII, causando hemorragia profusa nas articulações,
músculos ou órgãos internos, espontaneamente ou como resultado de traumatismo acidental ou
cirúrgico. Com a terapia de reposição ocorre aumento do nível plasmático de FVIII, permitindo
uma correção temporária da deficiência do fator e a correção da tendência de sangramento.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve utilizar o medicamento se tiver alergia a algum componente do produto.
Informe seu médico se você tiver alergia a algum medicamento ou alimento.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Gerais:
Você deve ter um cuidado especial com Haemate

P:

? Em caso de reações do tipo alérgica ou anafilática (uma reação alérgica grave que causa

tontura ou dificuldade de respiração). Avise seu médico se apresentar sinais de reações
alérgicas, como erupções da pele, urticária generalizada, sensação de pressão no tórax,
respiração ofegante, pressão baixa e anafilaxia anafilática (uma reação alérgica grave que
causa tontura ou dificuldade de respiração). Se esses sintomas ocorrerem, seu médico irá

4

interromper imediatamente o uso do produto. Na presença de choque, o tratamento padrão
será adotado.

? Se for observada a formação de inibidores (anticorpos neutralizantes), o que significa que a

aplicação do fator de coagulação não será efetiva e o tratamento não terá sucesso.


Haemate

P contém até 70 mg de sódio por 1.000 UI e isso deve ser levado em consideração em

pacientes em dieta com restrição de sal.

Doença de von Willebrand
Existe um risco de ocorrência de eventos trombóticos (risco de formação e migração de coágulos
para o sistema vascular arterial/venoso com potencial impacto em órgãos), incluindo embolia
pulmonar, particularmente em pacientes com fatores de risco conhecidos (por exemplo, períodos
próximos à procedimentos cirúrgicos em que não foi feita prevenção contra tromboembolia,
situações sem mobilização precoce, obesidade, superdose, câncer). Portanto, seu médico irá
monitorar se você apresenta sinais de trombose. A profilaxia contra a tromboembolia venosa deve
ser instituída de acordo com as recomendações vigentes.
O tratamento contínuo com o fator de von Willebrand pode causar uma elevação excessiva no
nível de

FVIII

C. Deste modo, seu médico irá monitorar seus níveis plasmáticos de

FVIII

C.
Pacientes com doença de von Willebrand, especialmente do tipo 3, podem desenvolver anticorpos
neutralizantes (inibidores) contra o fator de von Willebrand. A presença de tais inibidores se
manifestará na forma de uma resposta clínica insuficiente, levando ao sangramento contínuo. Se
os níveis plasmáticos esperados de atividade de FvW:RCo não forem atingidos ou se o
sangramento não for controlado com uma dose apropriada, um exame deve ser realizado para
determinar se um inibidor de FvW está presente. Em pacientes com níveis altos de inibidores, o
tratamento pode não ser eficaz e outras opções terapêuticas devem ser consideradas.

Hemofilia A
Inibidores
A formação de anticorpos neutralizantes (inibidores) do fator VIII de coagulação é uma
complicação conhecida do tratamento de indivíduos com hemofilia A. Em geral, esses inibidores
são imunoglobulinas IgG direcionadas contra a atividade pró-coagulante do fator VIII de
coagulação. O risco de desenvolvimento de inibidores está correlacionado com a exposição ao
fator VIII de coagulação, e o risco é maior dentro dos primeiros 20 dias de exposição. Raramente,
os inibidores podem se desenvolver após os primeiros 100 dias de exposição. Casos de inibidor
recorrente foram observados após a mudança de um produto de fator VIII de coagulação para
outro em pacientes anteriormente tratados, com mais de 100 dias de exposição e com histórico de
desenvolvimento de inibidores. Portanto, é recomendável monitorar todos os pacientes
cuidadosamente para a ocorrência de inibidores após qualquer troca de produto.
Em geral, todos os pacientes tratados com o fator VIII de coagulação humano devem ser
cuidadosamente monitorados para o desenvolvimento de inibidores, por observações clínicas
apropriadas e testes laboratoriais. Se os níveis plasmáticos de atividade do fator VIII de
coagulação esperados não forem atingidos ou se o sangramento não for controlado com uma dose
adequada, testes para a presença de inibidor do fator VIII de coagulação deve ser realizados. Em
pacientes com níveis elevados de inibidor, a terapia com fator VIII de coagulação pode não ser
eficaz e outras opções terapêuticas devem ser consideradas. A gestão de tais pacientes deve ser
orientada por médicos com experiência no cuidado de pacientes com Hemofilia A e aqueles com
inibidores do fator VIII. Consulte também o item “8. QUAIS OS MALES QUE ESTE
MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?”.


5

Segurança Viral
Quando medicamentos preparados a partir de sangue ou plasma humano são administrados,
algumas medidas são tomadas para prevenir risco de transmissão por agentes infecciosos:
- seleção cuidadosa dos doadores de sangue e plasma;
- teste de cada doação e dos conjuntos de plasma para sinais de vírus e infecções;
- inclusão de procedimentos no processo de fabricação para inativação e eliminação de vírus.
Apesar dessas medidas, quando medicamentos preparados a partir de sangue ou plasma humano
são administrados, a possibilidade de transmissão de agentes infecciosos não pode ser totalmente
excluída. Isto também inclui vírus desconhecidos ou emergentes ou outros tipos de infecções.
Essas medidas são consideradas eficazes para vírus como da AIDS, hepatite A, B e C. Essas
medidas podem ter valor limitado contra o parvovírus B19.
A infecção com parvovírus pode ser séria em grávidas (infecção do bebê) e para indivíduos
imunodeficientes ou com um aumento da produção de células vermelhas do sangue devido a
alguns tipos de anemia (ex. anemia hemolítica).
Se você recebe produtos derivados do plasma humano de forma regular, seu médico poderá
indicar sua vacinação contra a hepatite A e B.
É recomendado que toda vez que você utilize Haemate

P, seu médico anote seu nome e o

número do lote do medicamento.

Fertilidade, gravidez e lactação
Informe seu médico se você estiver grávida ou amamentando.
Estudos de reprodução com Haemate

P em animais não foram realizados.

Categoria C: este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Doença de von Willebrand

Em relação à doença de von Willebrand, as mulheres são muito mais afetadas que os homens
devido ao risco adicional de sangramento durante a menstruação, gravidez, trabalho de parto,
parto e complicações ginecológicas. Com base na experiência pós-comercialização, a substituição
do fator de von Willebrand no tratamento e na prevenção de sangramentos agudos pode ser
recomendada. Não há estudos clínicos disponíveis sobre a terapia de substituição com o fator de
von Willebrand em mulheres grávidas ou durante a amamentação.

Hemofilia A
Não há experiência com o uso de fator VIII de coagulação durante a gestação e a amamentação,
pois a ocorrência de hemofilia A em mulheres, é rara.

Portanto, o fator de von Willebrand e o fator VIII de coagulação devem ser usados durante a
gravidez e a amamentação apenas se forem claramente indicados.

Uso em idosos e crianças
Não há restrições de uso para Haemate

P nestes grupos de pacientes.


Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
Não foram observados efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.

Doping
Atenção atletas: este medicamento contém albumina humana, que é considerada um agente
mascarante do doping conforme lista de referência do COI.

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Interações medicamentosas
Não há estudo sobre interação de Haemate

P com outros medicamentos.

Esse medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos, diluentes ou solventes,
exceto os listados no item “COMPOSIÇÃO”.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.


5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
Haemate

P deve ser conservado sob refrigeração (temperatura entre 2 e 8 °C). Não congelar. O

prazo de validade é de 36 meses à partir da data de fabricação, quando armazenado conforme
recomendado. Do ponto de vista microbiológico, e considerando que Haemate

P não contém

conservantes, após a reconstituição a solução deve ser usada imediatamente.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.

Características físico-químicas e organolépticas
Pó – branco, livre de impurezas
Solução reconstituída - clara ou levemente opalescente.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.


6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Modo de usar
? Método de administração
Para uso intravenoso.
O profissional da saúde irá reconstituir o produto conforme as instruções do item
“Reconstituição”.
A solução reconstituída deve atingir a temperatura ambiente ou a temperatura corporal antes da
aplicação. Aplicar lentamente por via intravenosa, em uma velocidade confortável para o
paciente. Uma vez que o produto tenha sido transferido para a seringa, deve ser usado
imediatamente.
Se grandes quantidades do fator tiverem que ser administradas, isso também pode ser feito por
infusão. Para tal, o produto reconstituído deve ser transferido para um sistema de infusão
apropriado.
A velocidade de injeção ou de infusão não deve exceder 4 mL por minuto. Seu médico irá
observar se você apresentará alguma reação durante a injeção/infusão. Se for observada qualquer
reação que possa estar relacionada com a administração de Haemate

P, a velocidade de infusão

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deve ser diminuída ou a aplicação deve ser interrompida (veja o item “4. O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?).

? Instruções gerais
A solução deve ser clara ou levemente opalescente. Após a filtração/aspiração o produto
reconstituído deve ser inspecionado visualmente quanto à presença de partículas ou alteração de
cor antes da aplicação. Mesmo quando as instruções para a reconstituição são corretamente
seguidas, não é raro observar a presença de alguns flocos ou partículas. O filtro incluído no
dispositivo de transferência “Mix2Vial” remove completamente essas partículas. A filtração não
influencia o cálculo da dose. Não usar soluções visivelmente turvas ou soluções que ainda
contenham flocos ou partículas após a filtração.
A reconstituição e aspiração do produto para a seringa devem ser realizadas sob condições
assépticas.

Incompatibilidades
Esse medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos, diluentes ou solventes,
exceto os listados no item “COMPOSIÇÃO”.

? Reconstituição
- Deixar o diluente atingir a temperatura ambiente.
- Assegurar que as tampas dos frascos do produto e do diluente foram retiradas, os batoques

foram tratados com solução antisséptica e estes foram secos antes da abertura da embalagem do
dispositivo de transferência “Mix2Vial”.

1. Abra a embalagem do “Mix2Vial” retirando a tampa
selo. Nãoremova o “Mix2Vial” da embalagem externa.

2. Coloque o frasco do diluente sobre uma superfície
plana e limpa e segure o frasco firmemente. Pegue o
“Mix2Vial” junto com a embalagem externa e empurre
a ponta da cânula do adaptador azul para baixo através
do batoque do frasco do diluente.

3. Remova cuidadosamente a embalagem externa do
conjunto “Mix2Vial” segurando na borda e puxando
verticalmente para cima. Assegurar que somente a
embalagem externa seja retirada e não o conjunto
“Mix2Vial”.

1

2

3

8

4. Coloque o frasco do produto sobre uma superfície
plana e firme. Inverta o frasco de diluente com o
conjunto “Mix2Vial” conectado e empurre a ponta da
cânula do adaptador transparente através da tampa do
frasco do produto. O diluente irá fluir automaticamente
para o frasco do produto.

5. Com uma mão segure o lado do produto do conjunto
“Mix2Vial” e com a outra mão segure o lado do diluente
e desconecte o conjunto cuidadosamente em duas partes
para evitar a formação de espuma excessiva na
dissolução do produto. Descartar o frasco de diluente
com o adaptador azul do “Mix2Vial” conectado.

6. Gire suavemente o frasco do produto com o adaptador
transparente conectado até que a substância seja
completamente dissolvida. Não agite.

7. Puxe o ar em uma seringa vazia e estéril. Enquanto o
frasco do produto estiver na posição vertical, junte a
seringa ao conector do “Mix2Vial”. Injete o ar no frasco
do produto.

8. Mantendo o êmbolo da seringa pressionado, inverta o
sistema de cabeça para baixo e aspire o concentrado para
dentro da seringa puxando o êmbolo lentamente para
trás.

4

5

6

7

8

9

9. Uma vez transferido o concentrado para a seringa,
segure firmemente o corpo da seringa (mantendo o
êmbolo da seringa para baixo) e desconecte o adaptador
“Mix2Vial” transparente da seringa.

Para injeção de Haemate

P, o uso de seringas descartáveis de plástico é recomendado, uma vez

que a superfície de vidro de todas as seringas tende a aderir soluções deste tipo.
A solução deve ser administrada lentamente por via intravenosa, garantindo que não entre sangue
na seringa com o produto. Todo material não utilizado deve ser descartado de forma adequada.

Posologia
O tratamento da doença de von Willebrand e da hemofilia A deve ser supervisionado por um
médico experiente no tratamento de distúrbios hemostáticos.

? Doença de von Willebrand
Em geral, 1 UI/kg de FvW:RCo eleva o nível circulante de FvW:RCo em 0,02 UI/mL (2%).
Níveis de FvW:RCo > 0,6 UI/mL (60%) e de

FVIII

C >0,4 UI/mL (40%) devem ser atingidos.
Em geral, 40-80 UI/kg de fator de von Willebrand (FvW:RCo) e 20-40 UI de

FVIII

C/kg de peso
são recomendados para obter a hemostasia.
Uma dose inicial de 80 UI/kg de fator de von Willebrand pode ser necessária, especialmente em
pacientes com doença de von Willebrand tipo 3, onde a manutenção de níveis adequados pode
exigir doses maiores que para os outros tipos de doença de von Willebrand.

- Prevenção da hemorragia no caso de cirurgia ou de trauma grave
Para a prevenção de sangramento excessivo durante ou após a cirurgia, a administração de
Haemate

P deve ser iniciada 1 a 2 horas antes do procedimento cirúrgico. Uma dose apropriada

deve ser readministrada a cada 12-24 horas. A dose e a duração do tratamento dependem da
condição clínica do paciente, do tipo e da gravidade do sangramento e dos níveis de FvW:RCo e

FVIII

C. Ao utilizar um medicamento a base de FvW e contendo FVIII, o médico deve estar
ciente que o tratamento prolongado pode causar um aumento excessivo de

FVIII

C. Após 24-48
horas de tratamento, recomenda-se considerar a redução da dose e/ou aumentar o intervalo entre
as administrações a fim de evitar um aumento não controlado de

FVIII

C.

- Uso em crianças
A dose para crianças é baseada no peso corpóreo e, em geral, segue a mesma recomendação de
dose para adultos. A frequência da administração deve ser sempre orientada para a eficácia clínica
no caso em particular.

? Hemofilia A
A dose e a duração da terapia de substituição dependem da gravidade da deficiência de FVIII, da
localização e extensão da hemorragia e das condições clínicas do paciente.
O número de unidades de FVIII é expresso em Unidades Internacionais, as quais estão
relacionadas ao padrão da OMS para os produtos a base de FVIII. A atividade de FVIII no plasma

9

10

é expressa em porcentagem (em relação ao plasma humano normal) ou em UI (em relação a um
Padrão Internacional para FVIII no plasma).
Uma unidade internacional de atividade de fator VIII de coagulação é equivalente à quantidade de
fator VIII de coagulação encontrada em 1 mL de plasma humano normal.
O cálculo da dose requerida de fator VIII é baseado na constatação empírica de que 1 UI de fator
VIII de coagulação por kg de peso corpóreo eleva a atividade plasmática do fator VIII de
coagulação em cerca de 2% da atividade normal (2UI/dL). A dose requerida é determinada pela
seguinte fórmula:

Unidades requeridas = peso corpóreo (kg) x aumento desejado de FVIII (% ou UI/dL) x 0,5.

A quantidade a ser administrada e a frequência das aplicações deverão sempre ser orientadas para
a eficácia clínica, em casos individuais.
Nos eventos hemorrágicos mostrados a seguir, não se deve permitir que o nível de atividade do
fator VIII de coagulação caia abaixo do nível de atividade plasmática de referência (expresso em
porcentagem do valor normal ou UI/dL) durante o período correspondente. A tabela a seguir pode
ser usada como orientação da dose para os episódios de sangramento e para o uso em cirurgia.

Grau de hemorragia / tipo
de procedimento cirúrgico

Nível de fator VIII
necessário
(% ou UI/dL)

Frequência das doses (horas) /
Duração do tratamento (dias)

Hemorragia

Hemartrose inicial,
sangramento muscular ou oral

20-40

Repetir a cada 12-24 horas. Pelo
menos 1 dia, até a resolução do
sangramento, conforme indicado
pela dor, ou até a cicatrização.

Hemartrose, sangramento
muscular ou oral mais
extensos

30-60

Repetir a infusão a cada 12-24 horas
por 3-4 dias ou mais, até que a dor e
a incapacidade aguda sejam
resolvidas.

Hemorragias com risco de
vida

60-100

Repetir a infusão a cada 8-24 horas
até o desaparecimento do risco.

Cirurgia

Cirurgia de pequeno porte,
incluindo extração dentária

30-60

Repetir a cada 24 horas, durante
pelo menos 1 dia, até a cicatrização.

Cirurgia de grande porte

80-100
(pré e pós-operatório)

Repetir a infusão a cada 8-24 horas
até a cicatrização adequada da ferida
e, depois, durante pelo menos mais 7
dias para manter uma atividade de
fator VIII de 30%-60% (UI/dL).


Profilaxia
Para a profilaxia a longo prazo de hemorragias em pacientes com hemofilia A grave, as doses
usuais são 20 a 40 UI de fator

VIII

C por kg de peso corpóreo em intervalos de 2 a 3 dias. Em
alguns casos, especialmente em pacientes mais jovens, pode ser necessário diminuir o intervalo
entre as doses ou aumentar as doses.
Durante o curso do tratamento, recomenda-se que os níveis de FVIII sejam determinados como
guia para a determinação da dose a ser administrada e para a frequência das infusões. No caso
particular de intervenções cirúrgicas maiores, o monitoramento preciso da terapia de substituição
através da análise da coagulação (atividade do fator VIII plasmático) é indispensável. A resposta

11

ao FVIII pode variar entre os pacientes, atingindo níveis diferentes de recuperação “in vivo” e
demonstrando meias-vidas diferentes.
Os pacientes devem ser monitorados quanto ao desenvolvimento de inibidores do FVIII. Se os
níveis esperados de atividade plasmática do FVIII não forem alcançados ou se o sangramento não
for controlado com uma dose adequada, deve-se determinar se há presença de inibidor de FVIII.
Em pacientes com alto nível de inibidores, o tratamento com FVIII pode não ser eficaz e outras
opções terapêuticas devem ser consideradas. A conduta no tratamento desses pacientes deve ser
determinada por médicos com experiência no tratamento de hemofilia.
Não há dados disponíveis de estudos clínicos em relação à posologia de Haemate

P para

crianças.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.


7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, cirurgião-
dentista.



QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Como todos os medicamentos, Haemate

P pode causar efeitos adversos, embora nem todas as

pessoas os apresentem.
Informe imediatamente seu médico se algum efeito adverso ocorra, mesmo que não listado nessa
bula.
As reações adversas descritas a seguir são baseadas em experiência após o início da
comercialização.

Resumo do perfil de segurança
Durante o tratamento com Haemate

P em adultos e adolescentes, as seguintes reações adversas

podem ocorrer:
Hipersensibilidade ou reação alérgica, eventos tromboembólicos e febre. Além disso, os pacientes
podem desenvolver inibidores para o fator VIII de coagulação e para o fator de von Willebrand.

Lista tabulada de reações adversas
A tabela a seguir está de acordo com o órgão de sistema de classificação MedDRA. São utilizadas
as seguintes categorias de frequência:
Muito comum:

? 1/10; Comum: ? 1/100 e < 1/10; Incomum: ? 1/1.000 e < 1/100; Rara: ?

1/10.000 e < 1/1.000; Muito rara: < 1/10.000; Desconhecida: a frequência não pode ser estimada
a partir dos dados disponíveis.

Local

Reação adversa

Frequência

Transtornos do sistema
hematológico e linfático

Hipervolemia
Hemólise
Inibição do FvW
Inibição do FVIII

Desconhecida
Desconhecida
Muito rara
Muito rara

Transtornos gerais e condições
no local de aplicação

Febre Muito

rara

Transtornos do sistema
imunológico

Hipersensibilidade (reações
alérgicas)

Muito rara

12


Descrição das reações adversas selecionadas
Sistema hematológico (sangue) e linfático:
quando doses muito grandes ou repetidas
frequentemente são necessárias ou quando estão presentes inibidores ou quando cuidado pré e
pós-cirúrgico está envolvido, todos os pacientes devem ser monitorados quanto aos sinais de
hipervolemia. Além disso, aqueles pacientes com grupos sanguíneos A, B e AB devem ser
monitorados quanto aos sinais de hemólise intravascular e/ou de valores decrescentes do
hematócrito.

Transtornos gerais e condições no local de aplicação: em ocasiões muito raras foi observada
febre.

Sistema imunológico: reações de hipersensibilidade ou alérgicas foram observadas muito
raramente e, em alguns casos, podem progredir para anafilaxia grave (incluindo choque).
Essas reações podem incluir sintomas como: angioedema, queimação e ardor no local de infusão,
calafrios, rubor, urticária generalizada, dor de cabeça, urticária, pressão baixa, letargia, náusea,
inquietação, aumento dos batimentos do coração, aperto no peito, formigamento, vômito,
respiração ofegante.


? Doença de von Willebrand

Sistema hematológico (sangue) e linfático: muito raramente, os pacientes com doença de von
Willebrand podem desenvolver anticorpos neutralizantes (inibidores) para o fator de von
Willebrand. Se isso ocorrer, o resultado será uma resposta clínica não adequada, levando ao
sangramento contínuo. Isso ocorre principalmente em pacientes com uma forma específica da
Doença de von Willebrand, o tipo 3. Esses anticorpos são precipitantes e podem ocorrer
concomitantemente com reações anafiláticas. Portanto, se você apresentar reação anafilática, seu
médico irá avaliar se você apresenta um inibidor. Nesses casos, recomenda-se que seja contatado
um centro especializado em hemofilia.

Sistema vascular (sangue): muito raramente, existe um risco de ocorrência de eventos
trombóticos/tromboembólicos (risco de formação e migração de coágulos para o sistema vascular
arterial/venoso com potencial impacto em órgãos), incluindo embolia pulmonar.
Em pacientes recebendo medicamentos contendo fator de von Willebrand, os níveis plasmáticos
elevados de

FVIII

C por tempo prolongado podem aumentar o risco de eventos trombóticos (veja
o item “4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?”).

? Hemofilia A

Sistema hematológico (sangue) e linfático: Os pacientes com hemofilia A podem desenvolver,
muito raramente, anticorpos neutralizantes (inibidores) para o fator VIII de coagulação. Se isso
ocorrer, haverá uma resposta clínica insuficiente. Em tais casos, recomenda-se que seja
contratado um centro especializado em hemofilia. Veja o item4. O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?”.

População pediátrica
A frequência, o tipo e a gravidade das reações adversas esperadas em crianças são as mesmas
esperadas para adultos.


Transtornos do sistema vascular

Trombose
Eventos tromboembólicos

Muito rara
Muito rara

Relat
Relato
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DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
  2. Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular, capaz de invadir outros órgãos a nível local ou à distância (metástases).
  3. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  4. Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia (ver).
  5. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  6. Hemofilia: Doença transmitida de forma hereditária na qual existe uma menor produção de fatores de coagulação. Como conseqüência são produzidos sangramentos por traumatismos mínimos, sobretudo em articulações (hemartrose). Sua gravidade depende da concentração de fatores de coagulação no sangue.
  7. Hemólise: Doença na qual se produz a ruptura da membrana do glóbulo vermelho e perda de seu conteúdo (principalmente hemoglobina) para a corrente sangüínea. Pode ser produzida em algumas anemias congênitas ou adquiridas, como conseqüência de doenças imunológicas, etc.
  8. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  9. Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
  10. Obesidade: Acúmulo excessivo de gordura corporal, acompanhada por peso excessivo. Esta doença está cada vez mais freqüente, e é produzida pela ingestão desproporcional de calorias em pessoas que não têm uma atividade física que justifique este consumo.
  11. Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
  12. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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