Haemoctin

Para que serve Haemoctin

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


FOLHETO INFORMATIVO

INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Haemoctin 250

Pó e solvente para solução injectável Factor VIII da coagulação derivado de plasma humano

Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento. - Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. - Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas. - Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto: 1. O que é Haemoctin 250 e para que é utilizado 2. Antes de utilizar Haemoctin 250 3. Como utilizar Haemoctin 250 4. Efeitos secundários possíveis 5. Como conservar Haemoctin 250 6. Outras informações

1. O QUE É HAEMOCTIN 250 E PARA QUE É

UTILIZADO

Haemoctin 250 é um medicamento derivado de plasma humano. Contém o factor VIII da coagulação, necessário para uma coagulação normal do sangue. Haemoctin 250 é utilizado para estancar hemorragias e pertence, assim, ao grupo dos chamados anti-hemorrágicos. Após a reconstituição da substância liofilizada com 5 ml de água para injectáveis, o produto contém 50 UI (Unidades Internacionais) do factor VII da coagulação por ml de líquido. Um frasco para injectáveis contém 250 UI de factor VIII da coagulação sanguínea. Para a determinação da potência (quantidade de UI), é utilizado o teste cromogénico do factor VII da coagulação, em conformidade com a Farmacopeia Europeia. Esse teste utiliza uma reacção química cromática para avaliar a actividade coagulante do preparado. A actividade específica do Haemoctin 250 é de, aproximadamente, 100 UI/mg de proteína.

Administração de Haemoctin 250:

Haemoctin 250 é indicado para tratamento e prevenção das hemorragias em doentes com hemofilia A (deficiência congénita do factor VIII).

Haemoctin 250 não contém o factor de von Willebrand em quantidades farmacologicamente eficazes, não sendo, assim, indicado para o tratamento da doença de von Willebrand.

2. ANTES DE UTILIZAR HAEMOCTIN 250

Não utilize Haemoctin 250

Se tem alergia (hipersensibilidade) ao factor VIII da coagulação ou a qualquer outro componente do medicamento.

Tome especial cuidado com Haemoctin 250

após utilizações múltiplas com concentrados de factor VIII. Neste caso, é possível que o seu sistema imunitário desenvolva anticorpos (inibidores) contra o factor VIII. Estes inibidores podem afectar o efeito de Haemoctin 250.

O seu médico deve controlar regularmente a formação de inibidores através de um teste biológico (o teste Bethesda). O aparecimento de inibidores do factor

VII

manifesta-se pela ausência de sucesso terapêutico. A quantidade de inibidores no organismo expressa-se por unidades Bethesda (UB) presentes por ml de plasma sanguíneo. O risco de desenvolver inibidores depende da administração do factor VIII e é maior durante os primeiros 20 dias de administração. Os inibidores raramente se formam após os primeiros 100 dias de exposição. para manter o risco de infecção no nível mais baixo possível. Quando os medicamentos são derivados do sangue ou de plasma humano, são tomadas determinadas medidas para evitar que sejam transmitidas infecções aos doentes. Estas incluem a selecção cuidadosa de dadores de sangue e de plasma, para garantir que são excluídos os dadores em risco de serem portadores de doenças infecciosas e o teste de cada dádiva individual e pool de plasma, quanto a marcadores de vírus/infecções. Um pool plasmático é feito a partir de plasmas sanguíneos de vários dadores. Os fabricantes destes produtos também incluem etapas no tratamento do sangue e do plasma, que podem inactivar ou retirar eventuais vírus. Apesar destas medidas, quando são administrados medicamentos preparados a partir de sangue ou plasma humanos, não pode ser totalmente excluída a possibilidade de transmissão de infecções; o mesmo se aplica aos vírus ou outros tipos de infecção desconhecidos ou emergentes. As medidas tomadas são consideradas eficazes em relação aos vírus encapsulados, como é o caso do vírus da imunodeficiência humana (VIH), os vírus da hepatite

B

(VHB) e hepatite C (VHC), e o vírus da hepatite A (VHA) não encapsulado. A eliminação/inactivação dos vírus pode ter um valor limitado contra outros vírus não encapsulados, tais como o parvovírus B19. O parvovírus B19 é o agente causador do eritema infeccioso. A infecção por parvovírus B19 pode ter consequências graves para as mulheres grávidas (infecção fetal) e para os indivíduos cujo sistema imunitário se encontre comprometido ou que têm uma produção aumentada de glóbulos vermelhos (p. ex., anemia hemolítica). Recomenda-se fortemente que, de cada vez que receber uma dose de Factor

VIII

Haemoctin 250, o nome e o número do lote do medicamento sejam anotados, de forma a manter o registo dos lotes utilizados. Se receber regularmente/repetidamente concentrados de factor VII derivados do plasma humano, o seu médico poderá recomendar-lhe a vacinação contra as hepatites A e B.

Ao utilizar Haemoctin 250 com outros medicamentos

Desconhecem-se interacções entre Haemoctin 250 e outros medicamentos. Haemoctin 250 não deve ser misturado com outros medicamentos.

Só deve ser utilizado o conjunto de perfusão fornecido uma vez que, como consequência da adsorção do factor VIII nas superfícies internas de outro equipamento de perfusão, pode ocorrer falha terapêutica. Informe o seu médico ou farmacêutico, caso esteja a tomar ou tenha tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. Visto que é rara a ocorrência de hemofilia A em mulheres, não existe experiência disponível sobre a utilização de Haemoctin 250 durante a gravidez ou o aleitamento. Não foram efectuados estudos em animais durante a gestação ou o aleitamento. Se estiver grávida ou a amamentar, fale com o seu médico acerca dos benefícios que Haemoctin 250 lhe pode trazer e se tais benefícios compensam os riscos.

O que se deve ter em consideração relativamente às crianças?

A informação disponível sobre a utilização deste medicamento em crianças com idade inferior a 6 anos é insuficiente para recomendar a sua utilização. O mesmo se aplica aos doentes sem tratamento anterior.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A capacidade de conduzir e utilizar máquinas não é comprometida pela utilização de Haemoctin 250.

Informações importantes sobre alguns componentes de Haemoctin 250

Este medicamento só contém excipientes conhecidos e fisiologicamente seguros. Isso significa que as funções corporais normais não são comprometidas pela utilização de Haemoctin 250.

Este medicamento contém, no máximo 3,3 mmol de sódio (excipiente) por dose padrão de 2000 UI. Esta informação deve ser tida em consideração em doentes com ingestão controlada de sódio.

3. COMO UTILIZAR HAEMOCTIN 250

O tratamento deve ser iniciado sob supervisão de um médico experiente no tratamento da hemofilia A. Utilizar Factor VIII Haemoctin 250 sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico se tiver dúvidas. A dosagem e duração do tratamento dependem da gravidade da deficiência do factor VIII, da localização e da extensão da hemorragia, bem como do seu estado clínico.

O

seu médico determinará a dose adequada ao seu caso.

Deve ser assegurada uma assepsia rigorosa em todas as fases do processo.

Reconstituição do pó:

Reconstituição do pó:

• Aqueça o solvente (água para injectáveis) e o pó à temperatura ambiente dentro dos respectivos frascos para injectáveis intactos; esta temperatura (máx. 35°C) deve ser mantida durante o processo de dissolução (cerca de 10 minutos). Se for utilizado um banho-maria para efectuar o aquecimento, deve-se evitar Fig. 1 Fig. 2 rigorosamente que a água entre em contacto com os invólucros ou rolhas dos frascos para injectáveis. Caso contrário, o medicamento pode ser contaminado. • Remova os invólucros de ambos os frascos para injectáveis, a fim de expor as partes centrais das rolhas de borracha. (1) • Limpe a rolha com um desinfectante. Fig. 3 • Tire o fecho da embalagem do pacote do sistema de transferência. (2) Com a garrafa de água na vertical, coloque o lado aberto do pacote (parte azul do sistema de transferência) sobre a garrafa de água. (3) • Remova a embalagem. Isto expõe a parte transparente do sistema de transferência. • Vire o conjunto do sistema de transferência e do frasco de água ao contrário e, com o frasco de substância liofilizada na vertical, pressione a parte transparente do sistema de transferência para dentro do frasco da substância liofilizada. (4)

O

vácuo presente no frasco de substância liofilizada faz com que a água flua para dentro do frasco de produto. (5) Desenrosque imediatamente a parte Fig. 4 Fig. 5 azul do sistema de transferência, juntamente com o frasco de água. (6) Agitando ligeiramente o frasco com o produto ajuda a dissolver a substância liofilizada. Não agite vigorosamente, uma vez que se deve evitar qualquer formação de espuma! A solução é límpida ou levemente opalescente. • Fig. 6 A solução pronta a utilizar deve ser utilizada imediatamente após a dissolução. Não utilize soluções turvas nem que contenham partículas visíveis.

Injecção: Uma vez que tenha dissolvido a substância liofilizada como descrito acima, enrosque a seringa fornecida com o conector Luer-Lock no frasco de substrato com a parte transparente do sistema de transferência. (7) Isso permitirá retirar o preparado dissolvido facilmente para dentro da seringa. Não é necessário um filtro adicional, uma vez que o sistema de transferência tem o seu próprio filtro integral.

Fig. 7

• Desenrosque cuidadosamente a garrafa com a parte transparente do sistema de transferência e injecte a preparação injectável lentamente, por via intravenosa, utilizando a agulha borboleta inclusa. Velocidade de injecção: 2-3 ml/minuto. • Depois da agulha borboleta ter sido utilizada, esta pode ser protegida com o invólucro protector.

Caso se tenha esquecido de utilizar Haemoctin 250

Neste caso, o seu médico decidirá se é necessário um tratamento adicional.

Se parar de utilizar Haemoctin 250

Neste caso, o seu médico decidirá se é necessário um tratamento adicional.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍ

VEIS

Como todos os medicamentos, Haemoctin 250 pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. • Foram observadas, raramente, reacções de hipersensibilidade ou alérgicas (que podem incluir edema ligeiro da pele, sensação de queimadura e ardor no local da perfusão, arrepios, rubor, urticária generalizada, dores de cabeça, pápulas, hipotensão, letargia, náuseas, agitação, taquicardia, sensação de aperto no peito, formigamento, vómitos, sibilos), e que podem em alguns casos evoluir para o choque alérgico (chamado anafilaxia). Em ocasiões raras foi observada febre. Os doentes com hemofilia A podem desenvolver inibidores anti-Factor VIII. O aparecimento de tais inibidores traduz-se numa resposta clínica insuficiente. Em tais casos, recomenda-se o contacto com um centro especializado em hemofilia. • Para a avaliação de efeitos indesejados, foram observadas as seguintes frequências: Muito frequentes ?1/10 Frequentes ?1/100 a <1/10 Pouco frequentes ?1/1 000 a <1/100 Raros: ?1/10 000 a <1/1 000 Muito raros: <1/10 000, incluindo relatos isolados

A partir dos ensaios clínicos, estudos não intervencionais, relatos espontâneos e rastreio da literatura habitual, foram relatadas as seguintes reacções adversas a Haemoctin 250, 500 e 1000: Classes de sistemas de órgãos Reacções adversas Frequência segundo a base de dados Med

DRA

Doenças do sistema nervoso Hemorragia cerebral muito raras Doenças do sangue e do sistema Anemia muito raras linfático Afecções dos tecidos cutâneos e Exantema, urticária, vermelhidão da muito raras subcutâneos pele Exames complementares de Anticorpo positivo anti-Factor VII muito raras diagnóstico

Até à data, não foram confirmados casos de transmissão de agentes infecciosos.

5. COMO CONSERVAR HAEMOCTIN 250

Não conservar acima de 25°C. Não congelar. Manter os frascos para injectáveis dentro da embalagem exterior, para proteger da luz. Não utilize Haemoctin 250 após o prazo de validade impresso no rótulo do frasco para injectáveis e na embalagem exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

A solução não utilizada deve ser eliminada em conformidade com os requisitos em vigor. O medicamento não deve ser eliminado na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Haemoctin 250 se verificar:

• Turvação da solução • Partículas visíveis na solução

A solução deve ser límpida e levemente opalescente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕ

ES

Qual a composição de Haemoctin 250

- A substância activa é: Factor VIII da coagulação humana - Os outros excipientes são:

Glicina, cloreto de sódio, citrato de sódio, cloreto de cálcio Solvente: Água para injectáveis

Qual o aspecto de Haemoctin 250 e conteúdo da embalagem

Pó e solvente para solução injectável Cada embalagem contém: • um frasco com pó (250 UI) • um frasco com 5 ml de água para injectáveis • uma seringa descartável • um sistema de transferência que integra um filtro • uma cânula de borboleta

Outras formas de apresentação: Haemoctin 500 Pó e solvente para solução injectável Cada embalagem contém: • um frasco com pó (500 UI) • um frasco com 10 ml de água para injectáveis • uma seringa descartável • um sistema de transferência que integra um filtro • uma cânula de borboleta

Haemoctin 1000 Pó e solvente para solução injectável Cada embalagem contém: • um frasco com pó (1000 UI) • um frasco com 10 ml de água para injectáveis • uma seringa descartável • um sistema de transferência que integra um filtro • uma cânula de borboleta

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Biotest Pharma Gmb

H

Landsteinerstrasse 5 63303 Dreieich Alemanha Tel: +49 6103 801-0 Fax: +49 6103 801-150 mail@biotest.de

Para qualquer informação relativa a este medicamento, por favor contacte o representante local do

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

South Point Care, Especialidades Farmacêuticas Lda. Rua Luciano Cordeiro n.º 123, 1º Dto. 1050 139 Lisboa Tel.: 21 193 14 20 Fax: 21 193 14 25 global@spcare.pt

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Alemanha, Estónia, Lituânia, Malta, República Checa, Roménia: Haemoctin SDH 250

Bélgica, Espanha, Grécia Holanda, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido: Haemoctin 250 Áustria: Haemoctin 50 I.E./mlBulgária : Haemoctin 250

IU

Eslovénia: Haemoctin 250 i.e. Hungria: Haemoctin 250

NE

Este folheto foi aprovado em

A INFORMAÇÃO QUE SE SEGUE DESTINA-SE APENAS AOS MÉ

DICOS E AOS

PROFISSIONAIS DE SAÚDE

A posologia e duração da terapêutica de substituição dependem da gravidade da deficiência do factor VIII, da localização e da extensão da hemorragia, bem como do estado clínico do doente.

O número de unidades administradas de factor VIII é expresso em Unidades Internacionais (UI), as quais estão de acordo com o padrão actual da OMS para produtos de factor VIII. A actividade do factor VII no plasma é expressa em percentagem (relativamente ao plasma humano normal) ou em Unidades Internacionais (relativamente ao Padrão Internacional para o factor VIII no plasma).

Uma Unidade Internacional (UI) de actividade do factor VII é equivalente à quantidade de factor VII num ml de plasma humano normal. O cálculo da dose necessária de factor VIII baseia-se no dado empírico de que 1 Unidade Internacional (UI) de factor VII por kg de peso corporal aumenta a actividade do factor VII no plasma em 1 % a 2 % em relação à actividade normal.

A dose necessária é determinada utilizando a seguinte fórmula: Unidades necessárias=peso corporal (kg) x aumento desejado do factor VII (%) x 0,5

A quantidade a administrar e a frequência da administração devem ser sempre orientadas para a efectividade clínica individual.

Nos seguintes episódios hemorrágicos, a actividade do factor VIII não deve descer para valores inferiores aos níveis plasmáticos (em % do normal) no período correspondente. A tabela seguinte pode ser utilizada para servir de orientação para a dose a administrar em episódios de hemorragias e procedimentos cirúrgicos: Grau de hemorragia / tipo Nível de factor Frequência das doses (horas) / de procedimento cirúrgico VIII necessário duração da terapêutica (dias) (%) Hemorragia

Hemartrose precoce, 20-40 Repetir cada 12 a 24 horas. Pelo hemorragia muscular ou menos 1 dia, até resolução do episódio oral hemorrágico, indicada pelo desaparecimento da dor, ou até à cicatrização. Hemartrose mais extensa, 30-60 Repetir a perfusão cada 12 a 24 horas

hemorragia muscular ou durante 3-4 dias ou mais, até hematoma

resolução da dor e incapacidade aguda. Hemorragias 60-100 Repetir a perfusão cada 8 a 24 horas potencialmente letais até resolução da ameaça. Cirurgia

Minor 30-60 Cada 24 horas, durante pelo menos Incluindo extracção 1 dia até à cicatrização. dentária Major 80-100 Repetir a perfusão cada 8 a 24 horas, (pré- e pós- até cicatrização adequada da ferida, operatório) seguida de terapêutica durante pelo menos mais 7 dias de modo a manter a actividade do factor VIII em 30-60%.

No decurso do tratamento, recomenda-se a determinação adequada dos níveis de factor VIII como orientação para a dose a administrar e a frequência das sucessivas perfusões. No caso de intervenções cirúrgicas mais relevantes, em particular, é indispensável a monitorização precisa da terapêutica de substituição através da análise de coagulação (actividade do factor VII do plasma). Os doentes individuais podem variar na sua resposta ao factor VII , alcançando níveis diferentes de recuperação in vivo e demonstrando semi-vidas diferentes.

Para uma profilaxia a longo prazo da hemorragia em doentes com hemofilia A grave, as doses habituais são de 20 a 40 UI de factor VIII por kg de peso corporal, com intervalos de 2 a 3 dias. Em alguns casos, especialmente em doentes mais jovens, podem ser necessários intervalos mais curtos entre as administrações ou doses mais elevadas.

A informação disponível sobre a utilização de Haemoctin 250, 500 ou 1000 em crianças com idade inferior a 6 anos é insuficiente para recomendar a sua utilização. Os doentes devem ser monitorizados quanto ao desenvolvimento de inibidores do factor VIII. Se não se obtiver a actividade esperada do factor VIII no plasma, ou se a hemorragia não for controlada com uma dose adequada, deve efectuar-se um teste para determinar se estão presentes inibidores de factor VII . Em doentes com níveis elevados de inibidores de factor VIII, a terapêutica pode não ser eficaz, devendo ser consideradas outras opções terapêuticas. O controlo destes doentes deve ser efectuado apenas por médicos com experiência no tratamento de doentes com hemofilia. Ver também secção 3.

COMO UTILIZAR

HAEMOCTIN 250.

PROPRIEDADES FARMACOLÓ

GICAS

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: .4.2 – Sangue, Anti-hemorrágicos, Hemostáticos: factor VIII de coagulação sanguínea, código

ATC

B02BD02.

O complexo factor VIII/factor de von Wil ebrand consiste em duas moléculas (factor VIII e factor de von Willebrand) com funções fisiológicas diferentes.

O factor VII , quando administrado por perfusão num doente hemofílico, une-se ao factor de von Wil ebrand presente na circulação do doente. O factor VIII activado actua como um co-factor para o factor IX activado, acelerando a conversão do factor X para o factor X activado (factor Xa). O factor X activado converte a protrombina em trombina. A trombina converte, então, o fibrinogénio em fibrina podendo formar-se um coágulo. A hemofilia A é uma doença da coagulação sanguínea, hereditária, ligada ao sexo, causada por níveis reduzidos do factor

VIII

C

o que provoca hemorragias profusas nas articulações, músculos ou órgãos internos, quer espontaneamente, quer em resultado de um traumatismo acidental ou cirúrgico. Os níveis de plasma do factor VIII aumentam com a terapêutica de substituição permitindo, deste modo, uma correcção temporária da deficiência do factor e uma correcção da tendência hemorrágica. Além da sua função como proteína protectora do factor VII , o factor de von Wil ebrand medeia a aderência das plaquetas nos locais de lesão vascular e desempenha um papel na agregação de plaquetas.

Em doentes com níveis elevados de inibidores de factor VII , a terapêutica pode não ser eficaz, devendo ser consideradas outras opções terapêuticas. Seguindo tais opções de tratamento, Haemoctin revelou-se eficaz em 11 doentes com inibidores, submetidos a terapêutica de imunotolerância.

Propriedades farmacocinéticas

A actividade do factor VII do plasma diminui exponencialmente em duas fases após a administração intravenosa. Na fase inicial, a distribuição entre compartimentos intravasculares e outros (fluidos corporais) ocorre com uma semi-vida de eliminação do plasma de 1 a 8 horas. Na fase subsequente, a semi-vida varia entre 5-18 horas, sendo a média de aproximadamente 12 horas. Este valor parece corresponder à semi-vida biológica verdadeira.

A recuperação incremental de Haemoctin 250, 500 ou 1000 é de aprox. 0,020 ± 0,003 UI/ml/UI/kg de peso corporal. O nível de actividade do factor VIII após a administração intravenosa de 1 UI de factor VII por kg de peso corporal é de cerca de 2 %.

Outros parâmetros farmacocinéticos de Haemoctin 250, 500 ou 1000 são: • superfície abrangida pela curva (

AUC)

cerca de 17 UI x h/ml

• Tempo médio de permanência (

MRT)

cerca de 15 h

• Depuração: cerca de 155 ml/h.

Dados de segurança pré-clínica O factor VIII da coagulação do plasma humano (do concentrado) é um constituinte normal do plasma humano e actua como o factor VIII endógeno. A análise à toxicidade da dose única não é relevante, visto que doses maiores resultam em sobrecarga. A análise à toxicidade da dose repetida em animais é impraticável devido à interferência de anticorpos desenvolvidos contra a proteína heteróloga. Mesmo doses várias vezes superiores às doses administradas por kg de peso corporal recomendadas em seres humanos não revelaram efeitos tóxicos em animais de laboratório.

Uma vez que a experiência clínica não sugere efeitos carcinogénicos e mutagénicos do factor VII da coagulação do plasma humano, estudos experimentais, particularmente em espécies heterológicas, não são considerados imperativos.



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
  2. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  3. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  4. Imunodeficiência: Distúrbio do sistema imunológico que se caracteriza por um defeito congênito ou adquirido em um ou vários mecanismos que interferem na defesa normal de um indivíduo perante infecções ou doenças tumorais.
  5. Hemofilia: Doença transmitida de forma hereditária na qual existe uma menor produção de fatores de coagulação. Como conseqüência são produzidos sangramentos por traumatismos mínimos, sobretudo em articulações (hemartrose). Sua gravidade depende da concentração de fatores de coagulação no sangue.
  6. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  7. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  8. Pápula: Uma pequena lesão endurecida, elevada, da pele.
  9. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  10. Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
  11. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  12. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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