HEMO-8R

Para que serve HEMO-8R

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Hemo-8r alfaoctocogue - fator VIII de coagulação(recombinante)

APRESENTAÇÕES

Hemo-8r - alfaoctocogue - fator VIII de coagulação (recombinante) é um concentrado de fator VIII da
coagulação preparado por tecnologia de DNA recombinante, utilizando-se células ovarianas de hamster chinês.
O concentrado contém o fator VIII da coagulação recombinante na forma de liófilo, isento de albumina e de
outras proteínas derivadas de plasma humano, acompanhado do volume apropriado de diluente para
reconstituição.

VIA INTRAVENOSA

Cada embalagem de Hemo-8r contém:

Hemo-8r 250UI

-

1 Frasco contendo 250UI de Fator VIII de coagulação, liofilizado

-

1 Frasco de diluente contendo 5mL de diluente (água estéril para injetáveis)

-

Conjunto de Reconstituição e infusão

Hemo-8r 500UI

-

1 Frasco contendo 500UI de Fator VIII de coagulação, liofilizado

-

1 Frasco de diluente contendo 5mL de diluente (água estéril para injetáveis)

-

Conjunto de Reconstituição e infusão

Hemo-8r 1.000UI

-

1 Frasco contendo 1.000UI de Fator VIII de coagulação, liofilizado

-

1 Frasco de diluente contendo 5mL de diluente (água estéril para injetáveis)

-

Conjunto de Reconstituição e infusão

Hemo-8r 1.500UI

-

1 Frasco contendo 1.500UI de Fator VIII de coagulação, liofilizado

-

1 Frasco de diluente contendo 5mL de diluente (água estéril para injetáveis)

-

Conjunto de Reconstituição e infusão

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

COMPOSIÇÃO

Cada frasco de Hemo-8r liofilizado contém, após reconstituição com 5mL de diluente, a seguinte composição
de acordo com a apresentação:


Apresentação

250UI

500UI

1.000UI

1.500UI

Componente Ativo
fator VIII de coagulação
(recombinante)


250UI


500UI


1.000UI


1.500UI

água para injetáveis

5mL

5mL

5mL

5mL

Excipientes: trealose, histidina, trometamol, cloreto de sódio, cloreto de cálcio, glutationa, polissorbato 80 e
manitol.

Após a reconstituição com os 5 ml fornecidos de diluente Hemo-8r 250UI, 500UI, 1.000UI e 1.500UI
possuem, respectivamente, as quantidades nominais 50, 100, 200 e300UI/mL.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1.

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

O produto é indicado para a prevenção e controle de episódios hemorrágicos em paciente pediátricos e adultos
com hemofilia A (deficiência congênita do fator

VIII)

• Tratamento profilático

• Tratamento sob demanda

• Tratamento perioperatório

O Hemo-8r não é indicado para tratamento de doença de von Willebrand.

A identificação do defeito de coagulação como deficiência do fator VIII é essencial antes da administração de
Hemo-8r. Benefício não pode ser esperado deste produto no tratamento de outras deficiências de fatores de
coagulação.

2.

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Propriedades Farmacodinâmicas

O complexo fator VIII/fator de von Willebrand é composto por duas moléculas (fator VIII e fator de von
Willebrand) com diferentes funções fisiológicas.

Hemo-8r possui o fator VIII de coagulação recombinante, uma glicoproteína com uma sequência de
aminoácidos semelhante ao fator VIII humano, e com modificações pós-translacionais similares àquelas dos
produtos derivados de plasma.

O fator VIII de coagulação recombinante é produzido a partir de células de ovário de hamster chinês (CHO)
geneticamente modificadas contendo o gene humano do fator VIII de coagulação. Hemo-8r contém traços de
IgG murina, proteínas das células CHO e fator de von Willebrand recombinante (vide contraindicações).

A atividade (UI) é determinada utilizando um teste cromogênico comparado a um padrão interno,
referenciado no padrão nº 6 da OMS. A atividade específica é de aproximadamente 4000 – 10000UI/mg de
proteína.

Hemo-8r é uma preparação estéril, apirogênica e liofilizada, sem conservantes ou aditivos de origem animal ou
humana.

Hemo-8r é uma glicoproteína composta por 2332 aminoácidos com um peso molecular de cerca de 280kD. O

fator VIII injetado em um paciente com hemofilia A se liga ao fator de von Willebrand na corrente sanguínea.
O fator VIII ativado atua como um cofator para o fator IX ativado e acelera a formação de fator X ativado. O
fator X ativado converte a protrombina em trombina. Esta, então, libera a fibrina a partir do fibrinogênio, e a
formação de coágulos pode ocorrer.

A hemofilia A é um distúrbio hereditário da coagulação sanguínea ligado ao sexo devido à diminuição dos
níveis de fator VIII. Isto leva, espontaneamente ou como resultado de um trauma acidental ou cirúrgico, ao
sangramento abundante nas articulações, nos músculos ou nos órgãos internos. Através da terapia de
substituição, os níveis plasmáticos do fator VIII são elevados, permitindo assim uma correção temporária da
deficiência do fator VIII e da tendênciahemorrágica.

3.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer dos excipientes ou às proteínas de camundongo
ou hamster.

4.

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Hipersensibilidade

Assim como com todas as substâncias intravenosas, podem ocorrer reações alérgicas de hipersensibilidade. O
produto contém traços de proteínas de rato e hamster. São conhecidos casos de reações alérgicas de
hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, após a administração de Hemo-8r, que se manifestam através de
tontura, formigamento, erupção cutânea, vermelhidão, inchaço na face, urticária e coceira. Os pacientes
devem ser informados sobre os sinais de reação de hipersensibilidade do tipo imediata, tais como erupção
cutânea, coceira, urticária generalizada, angioedema, hipotensão (por exemplo, tontura ou desmaio), choque e
desconforto respiratório agudo (por exemplo, opressão torácica, chiado). Se estes sintomas ocorrerem, o
tratamento deve ser interrompido imediatamente. Em caso de choque anafilático, deve ser realizada uma
terapia de choque de acordo com as normas médicasatuais.

Inibidores

A formação de anticorpos neutralizantes (inibidores) contra o fator VIII é uma complicação conhecida no
tratamento de pacientes com hemofilia A. Estes inibidores são geralmente as imunoglobulinas IgG
direcionadas contra a atividade pró-coagulante do fator VIII, quantificada em Unidades Bethesda (UB) por
mL de plasma utilizando o ensaio de Bethesda modificado. Em pacientes que produzem inibidores contra o
fator VIII, esta condição se manifesta como uma resposta clínica ineficaz. O risco de desenvolvimento de
inibidores está correlacionado com a extensão da exposição ao fator VIII, sendo que o risco é maior durante
os primeiros 20 dias de exposição e depende de outros fatores genéticos e ambientais. Em raros casos, os
inibidores podem se desenvolver após os primeiros 100 dias deexposição.

Em pacientes pediátricos previamente não tratados (PUPs), aos quais foram administrados produtos de fator
VIII, a incidência global de formação de inibidores é de 3 % até 13 % em hemofilia leve a moderada e cerca de
30 % em pacientes com hemofilia grave.

Em pacientes previamente tratados (PTPs) com mais de 100 dias de exposição e histórico conhecido de efeitos
de inibidores, foi observada a recorrência de inibidores (titulação baixa) após a alteração de um produto
de fator VIII recombinante para outro. Assim, recomenda-se que pacientes tratados com Hemo-8r sejam
cuidadosamente monitorados clinicamente e com exames laboratoriais adequados em relação ao
desenvolvimento de inibidores.

Complicações relacionadas ao cateter no tratamento

Caso um acesso venoso central seja necessário, atenção deve ser dada às complicações, por exemplo, infecções
locais, circulação de bactérias no sangue e trombose docateter.

Gravidez e lactação

Não foram conduzidos estudos de reprodução em animais com Hemo-8r. Com base na ocorrência rara de
hemofilia A em mulheres, não há experiência em relação ao uso de Hemo-8r durante a gravidez e a lactação.
Portanto, o benefício do tratamento com Hemo-8r durante a gravidez e a lactação deve ser cuidadosamente
considerado em relação ao risco potencial para a mãe e a criança, e Hemo-8r deve ser administrado apenas se
claramente indicado.

Efeito sobre a capacidade de condução e utilização demáquinas

Nenhum efeito na habilidade de dirigir ou operar máquinas foiobservado.

Categoria “C” de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-
dentista.

Interações Medicamentosas

Não são conhecidas interações do produto com outrosmedicamentos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico

5.

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Hemo-8r possui validade por 24 meses, quando conservado sob refrigeração a um temperatura entre +2 – +8°C
e protegido da luz. O produto não deve ser congelado. Durante o prazo de validade o produto pode ser
mantido em temperatura até 30°C por um período que não exceda 6 meses. Por favor, anote a data de início
do armazenamento em temperatura ambiente na embalagem do produto, O produto não pode ser recolocado
em geladeira após ser armazenado em temperaturaambiente.

Após reconstituição em temperatura ambiente (15 – 25°C), armazenar e administrar dentro de 3 horas. Após
a reconstituição a solução é clara, incolor e não contém partículas estranhas ao produto.

Número de lote e datas de fabricação e validade: videembalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderáutilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Modo de usar

O medicamento é administrado via intravenosa após a reconstituição com a água para injetáveis fornecida.
Descartar os resíduos apropriadamente.

Reconstituição: Usar técnica asséptica.

1.

Permitir que HEMO-8R liofilizado) e o diluente (água para injetáveis) atinjam a temperatura entre

15

– 25 °C.

2.

Remover as tampas protetoras dos frascos para injetáveis com o liofilizado e a água parainjetáveis.

3.

Limpar as tampas de borracha com compressas embebidas em álcool. Colocar os frascos para

injetáveis sobre uma superfície plana.

4.

Abrir a embalagem do dispositivo BAXJECT II, removendo a película protetora sem tocar no

conteúdo da embalagem (Fig. a).

5.

Não remover o sistema de transferência da embalagem. Virar a abertura para baixo e inserir a ponta

de plástico transparente através da tampa de borracha do frasco de diluente. Agora retirar a embalagem do
BAXJECT II (Fig. b). Não retirar a tampa azul do BAXJECT II.

6.

Agora girar o sistema, que consiste do BAXJECT II e do frasco para injetáveis do diluente, de forma

que o frasco para injetáveis do diluente permaneça para cima.

7.

Pressionar a ponta branca de BAXJECT II na tampa de borracha do frasco de HEMO-8R. No vácuo,

o diluente é aspirado para o frasco HEMO-8R (Fig. c).

8.

Agitar suavemente até que HEMO-8R esteja completamente dissolvido, caso contrário a substância

ativa ficará retida ao passar através do filtro de BAXJECT II.


Fig. a

Fig. b

Fig. c

Administração: Usar técnica asséptica.

Se a solução e o recipiente permitirem, os medicamentos parenterais devem ser sempre verificados antes da
administração quanto à presença de partículas e à descoloração. Use somente soluções límpidas e incolores.

1.

Remover a tampa azul do

BAXJECT II. NÃO DEIXAR AR DENTRO DA SERINGA

Conectar a

seringa ao BAXJECT II (Fig. d).

2.

Virar o sistema (com o frasco de HEMO-8R para cima). Aspirar a solução de HEMO-8R,

puxando para trás o êmbolo na seringa (Fig. e).

3.

Remover a seringa.

4.

Conectar o dispositivo de administração à seringa e injetar a preparação via intravenosa. Ela pode ser

administrada em uma taxa de até 10 mL/min. A pulsação do paciente deve ser verificada antes e durante a
administração de HEMO-8R. Geralmente, um aumento significativo na frequência do pulso pode ser reduzido
imediatamente através da diminuição ou interrupção temporária da injeção.

Fig. d

Fig. e


Posologia

A dose e duração dependem da gravidade da deficiência do fator VIII, do local e da extensão do sangramento e

das condições clínicas do paciente. Controle cuidadoso da terapia de substituição é especialmente importante
em casos de cirurgia maior ou hemorragias que ameaçam a vida.

O aumento do pico “in vivo” esperado no nível de fator VIII expresso em UI/dL de plasma ou

porcentagem do normal pode ser estimado pela multiplicação da dose administrada por Kg de peso
corpóreo (UI/Kg) por 2.

Exemplos (assumindo que o nível basal de fator VIII do paciente é < 1% do normal):

1.

Uma dose de 1750UI de Hemo-8r administrado a um paciente de 70Kg deve ser esperado um

resultado no pico do aumento do fator VIII pós-infusão de 1750UI X {[2UI/dL] / [UI/Kg]} /
[70Kg] = 50UI/dL (50% do normal).

2.

Um pico de nível de 70% é requerido em uma criança de 40Kg. Nesta situação, a dose

apropriada seria 70UI/dL {[2UI/dL] / [UI/Kg]} X 40Kg = 1400UI.

3.

Embora a dose possa ser estimada pelos cálculos acima, é altamente recomendado que, sempre

que possível, testes laboratoriais apropriados incluindo ensaios periódicos de atividade do fator VIII
sejam realizados.

Pacientes podem variar nas suas respostas clínicas e farmacocinéticas (p. ex.: meia-vida, recuperação
“in vivo”) ao Hemo-8r.

Sob certas circunstâncias (p. ex.: presença de um inibidor de título baixo) doses maiores que as
doses recomendadas podem ser necessárias.

Se o sangramento não é controlado com a dose recomendada, o nível plasmático do fator VIII
deve ser determinado e uma dose suficiente de Hemo-8r deve ser administrada para alcançar a resposta
clínica satisfatória.

Pacientes com inibidores

Em pacientes com inibidores de alto título anti-fator VIII, a terapia com Hemo-8r pode não ser eficaz e
outras opções terapêuticas devem ser consideradas.

Pacientes devem ser avaliados para o desenvolvimento de inibidores de fator VIII, caso os níveis de
atividade plasmática do fator VIII esperados não sejam alcançados, ou caso o sangramento não seja
controlado com uma dose apropriada.

Dose recomendada – Prevenção e controle de episódioshemorrágicos


Tabela 1

Guia para Hemo-8r - níveis plasmáticos alvo para prevenção e controle de episódios hemorrágicos

Grau de hemorragia

Pico requerido de atividade de

fator VIII pós-infusão no sangue

(como % do normal ou UI/dL)

Frequência da infusão

Hemartrose

precoce,

episódio

hemorrágico muscular

ou

episódio hemorrágico oral leve


20 – 40

Repetir as infusões a cada 12 a 24 horas
(8 a 24 horas para pacientes com menos
de 6 anos) por pelo menos 1 dia, até o
episódio hemorrágico ser resolvido
(conforme

indicado

pela

dor)

a

cicatrização da lesão.

Hemartrose,

episódio

hemorrágico

muscular

ou

hematoma mais extenso

30 – 60

Repetir as infusões a cada 12 a 24 horas
(8 a 24 horas para pacientes com menos
de 6 anos) por 3 dias ou mais até a dor e a
limitação motora cessar.

Episódios

hemorrágicos

que

ameaçam a vida tais como injúria
na cabeça, episódio hemorrágico
na garganta ou dor abdominal
intensa

60 – 100

Repetir as infusões a cada 12 a 24 horas
(8 a 24 horas para pacientes com menos
de 6 anos) até que a resolução do
episódio hemorrágico tenha ocorrido.

Para a profilaxia de longo prazo do sangramento em pacientes com hemofilia A grave, as doses usuais são de
20 a 40UI de fator VIII por Kg de peso corpóreo em intervalos de 2 a 3 dias. Em paciente com menos de
6 anos, recomenda-se doses de 20 a 50UI de fator VIII por Kg de peso corpóreo 3 a 4 vezes porsemana.

Altas doses (40 a 100UI/Kg) podem ser utilizadas para proteção durante longos períodos de tempo (finais de
semana).

Dose recomendada – Prevenção e controle de episódios hemorrágicos antes ou durante cirurgia

Tabela 2

Guia para Hemo-8r - níveis plasmáticos alvo para monitoramento durante cirurgia

Tipo de Procedimento

Pico requerido de atividade de

fator VIII pós-infusão no

sangue (como % do normal ou

UI/dL)

Frequência da infusão


Cirurgia de pequeno

porte

incluindo extração dentária



60 - 100

Fornecer uma infusão em bolus simples
começando dentro de 1 hora da
operação

com

dosagem

adicional

opcional a cada 12 a 24 horas como
necessário para controlar

o

sangramento.

Para

procedimentos

dentários, terapia adjuvante pode ser
considerada.


Cirurgia de grande porte

80 – 120

(pré e pós-operatório)

Para reposição como infusão em bolus,
repetir as infusões a cada 8 a 24 horas (6
a 24 horas para pacientes com menos de
6 anos) dependendo do nível desejado
de fator VIII e estado de cicatrização da
ferida.

7.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Resumo do perfil de segurança

Durante os estudos clínicos com Hemo-8r, um total de 93 reações adversas (ADRs) foi apresentado em 45
dos 418 pacientes tratados. Os efeitos colaterais associadas com o maior número de pacientes foram

inibidores do fator VIII, dor de cabeça e febre. Do total de 93 efeitos colaterais com relação causal com Hemo-
8r, nenhum foi observado em recém-nascidos, 30 foram relatados em 20/60 crianças pequenas, 7 em 3/68
crianças, 10 em 5/38 adolescentes e 46 em 17/147 adultos.

Frequência de efeitos colaterais em estudos clínicos e em notificações espontâneas

As seguintes frequências são utilizadas para avaliar as reações adversas:

Muito comum: >1/10
Comum: >1/100 e <1/10
Incomum: >1/1000 e <1/100
Rara: >1/10 000 e <1/1000
Muito rara: (<1/10 000)
Desconhecido: a freqüência não pode ser estimada com os dadosdisponíveis.


Reação adversa

Frequência

Infecções

gripe, inflamação na laringe

Incomum

Sistemas circulatório e linfático

inibição do fator VIII

Comum

linfangite

Incomum

Coração

palpitações

Incomum

Sistema imunológico

reação

anafilática,

hipersensibilidade, inchaço

na

face

Desconhecido

Sistema nervoso

dor de cabeça

Comum

vertigem, alteração do paladar,
enxaqueca, capacidade restrita de
memória, tremor, desmaio

Incomum

Olhos

inflamação ocular

Incomum

Vasos

rubor, hematoma, palidez

Incomum

Sistema respiratório

falta de ar

Incomum

Distúrbios gastrointestinais

diarreia, náusea, dor abdominal
superior, vômito

Incomum

Pele

hiper-hidrose, coceira, erupção
cutânea, urticária

Incomum

Distúrbios gerais e reações no
local de aplicação

febre

Comum

dor torácica, desconforto torácico,
inchaço

periférico,

calafrios,

sensação anormal, hematoma no
local da punção vascular

Incomum

reação no local da injeção, fadiga,
mal-estar

Desconhecido

Investigações

hematócrito

reduzido,

anormalidades laboratoriais, fator
de coagulação VIII reduzido,
monócitos aumentados (a queda
inesperada dos níveis do fator de
coagulação VIII ocorreu no pós-
operatório [10º – 14º dia pós-
operatório] em pacientes com
infusão contínua de Hemo-8r. A
coagulação sanguínea foi mantida
durante todo o tempo e tanto o
nível plasmático de fator VIII
quanto a taxa de liberação
retornaram aos valores adequados
no 15º dia pós-operatório. Após o
final da infusão contínua, foram
realizados testes com

os

inibidores do fator VIII, que se
mostraram negativos no final do
estudo)

Incomum

aumento

do

número

de

granulócitos eosinófilos

Desconhecido

Lesões, intoxicações

e

complicações de procedimentos
relacionados

complicações após o tratamento,
hemorragia após o tratamento,
reação no local de administração

Incomum

Descrição de efeito



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
  2. Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
  3. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  4. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  5. Hemofilia: Doença transmitida de forma hereditária na qual existe uma menor produção de fatores de coagulação. Como conseqüência são produzidos sangramentos por traumatismos mínimos, sobretudo em articulações (hemartrose). Sua gravidade depende da concentração de fatores de coagulação no sangue.
  6. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  7. Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
  8. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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