HEMOFOL

Para que serve HEMOFOL

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

HEMOFOL

heparina sódica

APRESENTAÇÕES

Hemofol

- 5.000 UI/mL (solução injetável para administração

IV)

Caixas contendo 25 frascos-ampola com 5 mL.

Hemofol

- 5.000 UI/0,25 mL (solução injetável para administração

SC)

Caixas contendo 25 ampolas com 0,25 mL.

VIA INTRAVENOSA E SUBCUTNEA

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

COMPOSIÇÃO
Componentes:

Solução IV

Solução SC

heparina sódica

5. 000 UI

5.000 UI

veículo estéril q.s.p.

1mL

0,25 mL

(Veículo estéril da solução intravenosa: cloreto de sódio, álcool benzílico, água para injetáveis).
(Veículo estéril da solução subcutânea: água para injetáveis).

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1.PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
A heparina é um anticoagulante utilizado para prevenir a formação de coágulos de sangue (trombos) que
podem se formar no circuito do aparelho de hemodiálise.

Os trombos, quando são formados, podem se desprender do local e serem levados através da circulação
sanguínea e causar o que chamamos de embolia, ou seja, uma obstrução do fluxo de sangue no local onde o
coágulo foi levado. A embolia pode ocorrer em pacientes com insuficiência renal e que estão em programa
de hemodiálise, e é por isso que é indicado o uso de heparina.

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

A heparina é um agente natural, encontrado em tecido animal, com ação anticoagulante, uma vez que age
inibindo a formação do coágulo a partir da inativação dos fatores de coagulação presentes no sangue.
A administração intravenosa apresenta efeito imediato enquanto a administração subcutânea produz efeito
mais prolongado, com inicio de ação entre 20-30 minutos e concentração sanguínea máxima após 2-4 horas.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

A heparina não deve ser utilizada em pacientes que apresentam hipersensibilidade à heparina,
trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue) severa, endocardite bacteriana subaguda
(infecção que ocorre na válvula cardíaca ou no tecido do coração), suspeita de hemorragia intracraniana,
hemorragia ativa não controlada, hemofilia, retinopatia (doenças degenerativas não inflamatórias da retina do
olho) e quando não houver condições para realização de teste de coagulação (avalia o tempo que o sangue
demora a coagular. Esse exame permitirá ajustar a dose e monitorar os efeitos da heparina).
Também é contraindicado nas diáteses hemorrágicas (sangramento espontâneo sem causa aparente ou
sangramento mais intenso devido a um traumatismo local), cirurgias de medula espinhal (aumento do risco
de hemorragias secundárias), aborto iminente, coagulopatias graves (doenças de coagulação), na
insuficiência hepática (insuficiência do fígado) e renal (rim) grave.

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

A administração intramuscular deve ser evitada.
A heparina é um produto de origem animal e deve ser utilizada com cautela em pacientes alérgicos. A
menstruação normal não é contraindicação para o seu uso.
A heparina deve ser utilizada com cautela em pacientes em choque ou com queda de pressão, em pacientes
acima de 60 anos (particularmente mulheres) devido à maior sensibilidade e maior risco de complicações
hemorrágicas, em pacientes com cateter de retenção (cateter para esvaziamento da bexiga) e em indivíduos
com alcoolismo crônico.
Uma das apresentações do produto contém álcool benzílico como conservante, podendo causar toxicidade
fatal a recém-nascidos, em concentrações maiores de 100 mg/kg/dia (síndrome de Gasping).
Alguns pacientes que recebem heparina podem desenvolver coágulos de sangue (trombos) em associação

com trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue), também chamada de “Síndrome do
Trombo Branco”.
Pacientes com diabetes ou com insuficiência renal são mais propensos a desenvolverem hipoaldosteronismo
(queda da aldosterona no organismo) e hipercalemia (aumento do potássio no sangue) induzidos pela
heparina e, por isso, os níveis de potássio sérico destes indivíduos durante a terapia são monitorados
constantemente. A anestesia epidural (peridural) ou punção na medula óssea deve ser evitada devido ao risco
de hematoma na espinha, resultando em paralisia.
Existem testes laboratoriais que são realizados para monitorar os efeitos da heparina. O uso de heparina deve
ser interrompido imediatamente nos primeiros sinais de sangramento agudo.
Sangramento da gengiva pode ser um sintoma de sobredose da heparina. O uso de heparina aumenta o risco
de hemorragia local durante e após procedimentos cirúrgicos orais (na boca).

Gravidez e lactação
Uso durante a gravidez e lactação: Categoria C
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Não foram realizados estudos em animais e nem em mulheres grávidas.

A segurança no uso durante a gravidez ainda não está bem estabelecida. A sua utilização neste período tem
sido associada a uma série de efeitos indesejáveis, incluindo nascimento prematuro e natimortalidade. Ainda
assim, é o anticoagulante de escolha em mulheres grávidas (menor risco que os anticoagulantes
cumarínicos). Deve-se ter cautela principalmente no último trimestre e no puerpério (fase pós-parto). A
administração pela via subcutânea deve ser evitada por período prolongado.
A heparina parece não causar defeitos ou problemas de hemorragia no feto.
Lactação: a heparina não é secretada no leite materno.

Insuficiência Renal, Hepática ou da Coagulação
Não é necessário ajuste de dose de heparina na insuficiência renal, e hepática ou da coagulação, porém o
tratamento com a heparina deve ser monitorado pelo médico através de exames laboratoriais de coagulação
sanguínea.

Crianças
Estudos apropriados foram realizados, não demonstrando problemas específicos, que pudessem limitar a
utilização de heparina na população pediátrica.
Ressalta-se que uma das apresentações do produto contém álcool benzílico como conservante, podendo
causar toxicidade fatal a recém-nascidos, em concentrações maiores de 100 mg/kg/dia (síndrome de
gasping), sendo recomendável o uso de heparina isenta de conservantes.

Idosos
Existe alta incidência de sangramento em pacientes idosos, particularmente mulheres acima de 60 anos. O
médico precisará reduzir a dose de heparina nestes casos.

Interações medicamentosas

Medicamentos interagem e aumentam o efeito da heparina: ácido acetilsalicílico, ácido valpróico,
antiinflamatórios não esteroidais, anticoagulantes orais, antagonistas de vitamina K, dextrano,
antiplaquetários varfarina, estreptoquinase, algumas penicilinas e cefalosporinas de uso parenteral, anti-
histamínicos, tetraciclinas, nicotina e digitálicos. Em tratamento prolongado com heparina o uso com
corticoides deve ser evitado.

Medicamentos que interagem e diminuem o efeito da heparina: nitroglicerina.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar o produto em sua embalagem original, em temperatura ambiente, entre 15 e 30ºC, protegido da
luz. O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Hemofol

®

é incolor ou levemente amarelado. Pequenas variações de cor não afetam a sua eficácia

terapêutica.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto do medicamento, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Hemofol

?

(heparina sódica) - SC

O Hemofol

?

5.000 UI/0,25 mL solução injetável para administração subcutânea deve ser injetado no tecido

subcutâneo (abaixo da pele) da região abdominal por meio de agulha fina.

Hemofol

?

(heparina sódica) - IV

Quando a heparina for adicionada a uma solução de infusão, a bolsa ou frasco contendo a solução deve ser
vertido por pelo menos seis vezes. Este procedimento assegura a homogeneização adequada da heparina na
solução.
As soluções mais adequadas para preparar uma solução de infusão são: glicose a 5% e a 10%, e a solução de
Ringer. Se possível, não misturar Hemofol

?

(heparina sódica) com outros medicamentos.


Vias de administração:
Hemofol

®

IV e Hemofol

®

SC devem ser administrados por via intravenosa em injeções diretas ou em infusão

por via subcutânea, respectivamente. Durante procedimentos dialíticos, a medicação deve ser administrada
na linha arterial do circuito de diálise.

Posologia:
A posologia do produto deve ser individualizada e sempre ajustada às circunstâncias especiais de cada caso
(tipo de evolução da patologia, peso corpóreo e idade do paciente, efeitos secundários, etc.). Especial atenção
deve ser dada à dosagem pois, com uma posologia muito baixa, o processo trombótico pode continuar a
progredir com o risco de uma embolia mortal. A posologia deve ser estabelecida baseando-se nos resultados
das provas de coagulação (tempo de trombina, tempo parcial de tromboplastina, tempo parcial de
tromboplastina ativada) que permitem também determinar a hora da próxima dose de heparina, quando esta
for administrada por via intravenosa e de forma repetida, ou segundo um esquema posológico. A experiência
clínica demonstrou que a posologia de heparina pode variar, segundo as indicações. Em pacientes com
insuficiência renal, hepática ou da coagulação, o tratamento com a heparina deve ser instituído levando-se
em consideração as provas de coagulação.

A heparina é administrada por vias parenterais em dois níveis de dosagem. O primeiro - esquema de doses
plenas - utiliza de 24000 a 32000 UI em 24 horas, administradas preferencialmente por infusão intravenosa
contínua, mas podendo ser utilizada injeção intravenosa intermitente. O segundo - esquema de minidoses -
utiliza de 10.000 a 15.000 UI, por dia, por via subcutânea profunda. Usam-se doses plenas em tratamento de
doenças tromboembólicas instaladas (como embolia pulmonar, oclusão arterial periférica aguda) e em
profilaxia de sua recorrência. Minidoses servem para prevenção primária de trombose venosa.
Para a prevenção de trombos nos circuitos dialíticos, a dose recomendada é de 150 UI/kg, administradas na
linha arterial do circuito dialítico.

Via Intravenosa

Tratamento da trombose e embolia
Na trombose venosa, na embolia pulmonar e no infarto do miocárdio as doses usuais variam de acordo com o
tipo de administração:

Infusão (método de eleição): injeção de uma dose inicial de 5.000 - 10.000 UI e, em seguida, infusão de
20.000 a 30.000 UI/dia.

Injeções intravenosas repetidas: a dose diária habitual é de 40.000 - 50.000 UI, divididas em quatro a seis
injeções. Estas diretrizes posológicas têm somente caráter de orientação. Na embolia pulmonar, com choque
simultâneo, deve-se aumentar a dose diária do primeiro dia de tratamento (por exemplo, infusão de 40.000 a
50.000 UI) em função dos resultados das provas laboratoriais.
Controlando o tratamento (de quatro a seis horas após a injeção IV) mediante exames laboratoriais (tempo de
trombina, tempo parcial de tromboplastina, tempo parcial de tromboplastina ativada) a posologia pode ser
ajustada segundo as necessidades individuais. A duração do tratamento depende da resposta do paciente à
medicação. Geralmente, o tratamento com heparina é continuado até a estabilização ou a regressão do
processo tromboembólico. A inibição posterior da coagulação com anticoagulantes orais (p. ex.
femprocumona) pode ser continuada (os primeiros dias com heparina) durante várias semanas ou meses.
Após uma trombólise, por exemplo, produzida pela estreptoquinase, a heparina sódica deve ser administrada
sob forma de infusão de 20.000 UI/dia. É indispensável que o tratamento deva ser acompanhado através da
realização de exames laboratoriais.
Hemofol

®

, quando usado para prevenção de trombos no circuito de diálise, deve ser administrado na dose de

150 UI/kg, na linha arterial do circuito, no início da sessão. O objetivo é manter níveis de TTPa entre 1,5 e 2
vezes o valor normal. Habitualmente, a dose recomendada é suficiente para a anticoagulação eficaz durante o
tempo da sessão de hemodiálise (4 horas). Incrementos nesta dose devem ser realizados para que os níveis de
TTPa se situem dentro da faixa ideal.

Profilaxia das enfermidades tromboembólicas
Profilaxia com doses convencionais: este procedimento está indicado em casos em que se suspeite ou haja
um risco elevado de trombose ou embolia pulmonar. Devem ser empregadas as mesmas doses que as
indicadas para o tratamento. Devido ao risco de hemorragias pós-operatórias, a heparina sódica somente
deve ser administrada após dois ou quatro dias de uma intervenção cirúrgica.

Via Subcutânea

A profilaxia pela heparina em doses baixas
Deve ser instituída antes da cirurgia, o que não vem a elevar sensivelmente o risco de hemorragia, durante ou
após o ato cirúrgico. Duas horas antes da intervenção cirúrgica, administrar por via subcutânea uma ampola
de Hemofol

®

5.000 UI/0,25 mL. Em seguida, repetir a administração desta dose a intervalos de 8 a 12 horas

durante 7 a 10 dias. Não são necessários controles de laboratório durante o tratamento profilático.

Ajuste de dose

Não é necessário reajuste de dosagem na insuficiência renal, entretanto, em pacientes com insuficiência
renal, hepática ou da coagulação, o tratamento com a heparina deve ser instituído levando-se em
consideração as provas de coagulação.
Não requer reajustes durante a hemodiálise ou diálise peritoneal.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Caso haja esquecimento de dose, proceder da seguinte forma:
- administrar a dose o mais cedo possível.
- Se estiver quase no período da próxima dose, não administre a dose esquecida, e não duplique a próxima
dose. Duplicando a dose, pode ocorrer hemorragia. Volte a utilizar o medicamento de acordo com o
tratamento indicado.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião dentista.

QUAIS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

As frequências das reações adversas estão listadas a seguir de acordo com a seguinte convenção:

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Muito comum - com incidência maior que 10%:
Sangramento é o efeito adverso mais comum. Ocorre em até 20% dos pacientes que utilizam esquema de
doses plenas, sendo grave em aproximadamente ¼ desses. Tratos digestivo e geniturinário sediam as
hemorragias mais comuns mas, algumas vezes, a queda inexplicável de hematócrito (porcentagem de
glóbulos vermelhos no volume total de sangue) é a única manifestação. Sangramento de pequena monta em
territórios críticos, como Sistema Nervoso Central (SNC) e adrenais, pode ter repercussão devastadora.
Efeitos adversos adicionais estão muitas vezes relacionados a reações idiossincráticas, cuja frequência é de
difícil estimativa.
A trombocitopenia (redução de plaquetas no sangue) pode ocorrer em 30% dos pacientes ou mais, sendo
mais comum com heparina bovina do que com a porcina (15,6% contra 5,8%). A trombocitopenia inicial ou
tipo I se desenvolve após 2 ou 3 dias de tratamento e tende a ser leve. A de tipo II inicia-se em 7 a 12 dias,
pode provocar sérias consequências e reflete a presença de uma imunoglobulina (anticorpo) que induz
agregação plaquetária. Os pacientes podem desenvolver nova formação de trombo em associação à
trombocitopenia, resultando em agregação plaquetária irreversível. Este processo pode gerar complicações
severas (ex. necrose da pele, gangrena das extremidades, infarto do miocárdio, embolia pulmonar), podendo
inclusive, levar à morte.

Muito rara - reações adversas sem relato de incidência:
Dor no peito, vasoespasmo (possivelmente relacionado à trombose), choque hemorrágico, febre, cefaleia,
calafrios, equimose, urticária, alopecia (raras vezes e espontaneamente reversível), púrpura, eczema,
disestesia dos pés.
Hipercalemia (supressão de aldosterona), hiperlipidemia de rebote com interrupção do tratamento, náusea,
vômitos, constipação, hematêmese, ereção frequente ou persistente.
Elevação das enzimas hepáticas, neuropatia periférica, osteoporose (uso prolongado), asma, rinite,
conjuntivite (reação alérgica).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis
pelo uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA
DESTE MEDICAMENTO?
Se ocorrer reação de hipersensibilidade, administrar imediatamente epinefrina 1:1000, 0,5 mL, por via
subcutânea.
Em caso de superdose, as medidas a serem tomadas caso ocorra hemorragia consistem em: redução da dose,
interrupção do tratamento e, em casos graves, neutralização com cloridrato de protamina 1.000 UI/mL. Cada
1 mL de protamina inativa 1.000 UI de heparina sódica. A quantidade necessária de protamina depende da
concentração de heparina circulante no sangue, isto é, da dose administrada e do tempo transcorrido após a
administração. Se essa já foi administrada há algum tempo, tendo sido parcialmente depurada, deve-se
diminuir a dose de protamina, pois seu excesso também tem efeito anticoagulante. Caso a concentração de
heparina não seja conhecida, recomenda-se inicialmente não administrar mais que 1 mL de protamina 1.000
UI, injetando-se lentamente por via intravenosa.
Assim que for atingida a atividade de protrombina terapeuticamente desejada, descontinuar o uso de heparina
e continuar o tratamento com anticoagulantes orais. É comum a continuidade do uso de heparina após o
início do tratamento com varfarina, com o propósito de assegurar a anticoagulação e proteger contra uma
possível hipercoagulabilidade de transição.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve
a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.

DIZERES LEGAIS

Nº de lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho/caixa.

MS N.º 1.0298.0371

Farm. Resp.: José Carlos Módolo - CRF-SP N.º 10.446

Cristália Prod. Quím. Farm. Ltda.
Rodovia Itapira-Lindoia, km 14 – Itapira – SP
CNPJ n.º 44.734.671/0001-51 – Indústria Brasileira

SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800-7011918

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO A HOSPITAIS

Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 02/09/2014.










Anexo B

Histórico de alteração da bula

Dados da submissão eletrônica

Dados da petição/notificação que altera a bula

Dados das alterações de bulas

Data do

expediente

Número do
Expediente

Assunto

Data do

expediente

Número do
Expediente

Assunto

Data de

aprovação

Itens de bula

Versões

(VP /
VPS)

Apresentações

relacionadas

02/09/2014




10456 –

PRODUTO

BIOLÓGICO
– Notificação

de alteração de
texto de bula –

RDC 60/12

02/09/2014

10456 –

PRODUTO

BIOLÓGIC

O –

Notificação

de alteração

de texto de

bula – RDC

60/12

APRESENTAÇÕES
1.PARA QUE ESTE
MEDICAMENTO É
INDICADO?
6. COMO DEVO
USAR ESTE
MEDICAMENTO?
8. QUAIS OS
MALES QUE ESTE
MEDICAMENTO
PODE ME
CAUSAR?
DIZERES LEGAIS

VP

Solução injetável
Caixas contendo
25 frascos-ampola
com 5 mL.
Caixas contendo
25 ampolas com
0,25 mL

16/06/2014

0474497/14-

7

10463 –

PRODUTO

BIOLÓGICO -

Inclusão

Inicial de

Texto de Bula

– RDC 60/12

16/06/2014

0474497/14-

7

10463 –

PRODUTO

BIOLÓGIC

O - Inclusão

Inicial de

Texto de

Bula – RDC

60/12

16/06/2014

Todos os itens foram

alterados para

adequação à RDC

47/09




VP e

VPS

Solução injetável
Caixas contendo
25 e 50 frascos-
ampola com 5 mL

Caixas contendo 1
e 20 frascos-
ampolas com 5
mL em estojos
esterilizados.

Caixas contendo
25 ampolas com
0,25 mL.



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
  2. Endocardite: Inflamação produzida em geral por uma infecção bacteriana do tecido que reveste as válvulas e cavidades cardíacas, podendo produzir-se, em conseqüência da mesma, ruptura das cordas tendíneas e elementos valvulares. ?? uma doença grave, que necessita de tratamento antibiótico prolongado.
  3. Eczema: Doença da pele caracterizada pelo surgimento de lesões generalizadas sob forma de placas, manchas ou bolhas, devido a uma reação por contato local ou por ação de uma agressão sistêmica.
  4. Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia (ver).
  5. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  6. Gangrena: Necrose (morte tecidual) de um tecido ou órgão, em conseqüência de aporte sangüíneo insuficiente. Pode abrigar infecções e recebe nomes diferentes, dependendo de suas características (gangrena úmida, gangrena gasosa, etc.).
  7. Hemofilia: Doença transmitida de forma hereditária na qual existe uma menor produção de fatores de coagulação. Como conseqüência são produzidos sangramentos por traumatismos mínimos, sobretudo em articulações (hemartrose). Sua gravidade depende da concentração de fatores de coagulação no sangue.
  8. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  9. Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
  10. Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
  11. Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
  12. Neuropatia: Doença que afeta a um (mononeuropatia) ou vários nervos (polineuropatia). Seus sintomas dependem da localização e tipo de nervo comprometido, podendo ser motores (fraqueza muscular) ou sensitivos (diminuição da sensibilidade, dor). Entre suas causas figuram certos tóxicos, distúrbios metabólicos, infecções, doenças degenerativas, etc.
  13. Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
  14. Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
  15. Tala: Instrumento ortopédico utilizado freqüentemente para imobilizar uma articulação ou osso fraturado. Pode ser de gesso ou material plástico.
  16. Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
  17. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  18. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
  19. Válvula cardíaca: Estrutura normal que separa as cavidades e grandes vasos cardíacos, assegurando que o fluxo de sangue produza-se apenas em um sentido. Pode ser sede de doenças infecciosas (endocardite bacteriana) ou auto-imunes (endocardite reumática).

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