Ibuprofeno Odipe

Para que serve Ibuprofeno Odipe

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


Folheto informativo: Informação para o utilizadorIbuprofeno Odipe 400 mg comprimidos revestidos por películaIbuprofeno Odipe 600 mg comprimidos revestidos por películaIbuprofenoLeia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento poiscontém informação importante para si.- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamentopode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários nãoindicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.O que contém este folheto:1. O que é Ibuprofeno Odipe e para que é utilizado2. O que precisa de saber antes de tomar Ibuprofeno Odipe3. Como tomar Ibuprofeno Odipe4. Efeitos secundários possíveis5. Como conservar Ibuprofeno Odipe6. Conteúdo da embalagem e outras informações1. O que é Ibuprofeno Odipe e para que é utilizadoGrupo farmacoterapêutico: Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteroidesDerivados do ácido propiónico.Indicações terapêuticas:Em reumatologia - Osteoartrose, artrite reumatoide incluindo artrite idiopática juvenil,espondilite anquilosante, periartrite escápulo-umeral, reumatismo extra-articular, lesõesdos tecidos moles.Como analgésico - Dismenorreia, dor pós-episiotomia, dor pós-parto, odontalgias, dorpós-extração dentária, dor pós-cirúrgica, traumatismos (entorses, contusões, luxações,fraturas), dor associada a qualquer processo inflamatório.Como antipirético - Febre de diversas etiologias.2. O que precisa de saber antes de tomar Ibuprofeno OdipeNão tome Ibuprofeno Odipe- Se tem alergia (hipersensibilidade) ao ibuprofeno ou a qualquer outro componente deIbuprofeno Odipe

Se sofre ou sofreu de:- Asma, rinite, urticária, edema angioneurótico (semelhante a urticária) ou broncospasmo(espasmos dos brônquios) associados ao uso de ácido acetilsalicílico ou outros fármacosanti-inflamatórios não esteroides (AINEs).- Alterações da coagulação.- Hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com terapêutica anterior comAINEs.- Colite ulcerosa, doença de Crohn, úlcera péptica ou hemorragia gastrointestinalrecorrente (definida como dois ou mais episódios distintos de ulceração ou hemorragiacomprovadas).- Insuficiência cardíaca, hepática e renal grave.- Se está no terceiro trimestre de gravidez.Advertências e precauçõesFale com o seu médico antes de tomar Ibuprofeno OdipeOs efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante omenor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver “Como tomarIbuprofeno Odipe” e informação sobre os riscos GI e cardiovasculares em seguidamencionada).Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares

Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema associados ao tratamentocom AINE, pelo que os doentes com história de hipertensão arterial e/ou insuficiênciacardíaca congestiva ligeira a moderada deverão ser adequadamente monitorizados eaconselhados.Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração deibuprofeno, em particular de doses elevadas (2400 mg diárias) e durante longos períodosde tempo poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticosarteriais (por exemplo enfarte do miocárdico ou AVC). Em geral, os estudosepidemiológicos não sugerem que as doses baixas de ibuprofeno (ex: 1200 mg diários)estejam associadas a um maior risco de enfarte do miocárdio.Os doentes com hipertensão arterial não controlada, insuficiência cardíaca congestiva,doença isquémica cardíaca estabelecida, doença arterial periférica, e/ou doençacerebrovascular apenas devem ser tratados com ibuprofeno após cuidadosa avaliação. Asmesmas precauções deverão ser tomadas antes de iniciar o tratamento de longa duraçãode doentes com fatores de risco cardiovascular (ex: hipertensão arterial, hiperlipidemia,diabetes mellitus e hábitos tabágicos).Os medicamentos tais como Ibuprofeno Odipe podem estar associados a um pequenoaumento do risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou Acidente Vascular

Cerebral (AVC). O risco é maior com doses mais elevadas e em tratamentos prolongados.Não deve ser excedida a dose recomendada nem o tempo de duração do tratamento.Se tem problemas cardíacos, sofreu um AVC ou pensa que pode estar em risco de vir asofrer destas situações (por exemplo se tem pressão sanguínea elevada, diabetes, elevadosníveis de colesterol ou se é fumador) deverá aconselhar-se sobre o tratamento com o seumédico ou farmacêutico.A administração concomitante de Ibuprofeno Odipe com outros AINE, incluindoinibidores seletivos da cicloxigenase-2, deve ser evitada, devido ao potencial efeitoaditivo.Devem ser tomadas precauções especiais em doentes asmáticos ou com história prévia deasma brônquica, uma vez que ibuprofeno pode desencadear um quadro debroncoespasmo nesses doentes.Devem ser tomadas precauções em doentes com insuficiência renal, hepática ou cardíacacom predisposição para retenção hidrossalina, dado que o uso de AINE pode deteriorar afunção renal. Nestes doentes a dose deve ser tão baixa quanto possível e a função renaldeve ser monitorizada.Idosos: Os idosos apresentam uma maior frequência de reações adversas com AINE,especialmente de hemorragias gastrointestinais e de perfurações que podem ser fatais.Devem ser tomadas precauções nos idosos com insuficiência renal ligeira a moderada, oucom insuficiência cardíaca com predisposição para retenção hidrossalina, dado que o usode AINE pode deteriorar a função renal.Tal como outros AINE, ibuprofeno deve ser administrado com precaução em doentesidosos que tomem concomitantemente Inibidores ECA ou antagonistas da angiotensina.Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve ser analisada a necessidade demonitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamentedesde então.Como todos os AINE, ibuprofeno pode mascarar sinais de infeção.No início do tratamento, ibuprofeno, tal como outros AINE, deve ser administrado comprecaução em doentes com considerável desidratação.Tal como com outros AINE, a administração prolongada de ibuprofeno tem resultado emnecrose papilar renal e noutras alterações renais patológicas. Também têm sidoobservados casos de toxicidade renal em doentes nos quais as prostaglandinas têm umafunção compensatória na manutenção da perfusão renal. Nestes doentes, a administraçãode AINE poderá causar um decréscimo na formação de prostaglandinas dependente dadose e, secundariamente, no fluxo sanguíneo renal, o qual pode precipitar umadescompensação renal evidente. Os doentes em maior risco para esta reação são aquelesque apresentam disfunção renal, insuficiência cardíaca, disfunção hepática, os que tomam

diuréticos e inibidores da ECA e os doentes idosos. A descontinuação da terapêutica comAINE é geralmente seguida de uma recuperação para o estado pré-tratamento.Em raras ocasiões, observou-se a ocorrência de meningite asséptica em doentes emterapêutica com ibuprofeno. Embora, seja mais provável a ocorrência em doentes comlúpus eritematoso sistémico e doenças relacionadas com o tecido conjuntivo, têm sidoreportados casos de meningite asséptica em doentes sem doença crónica subjacente.A função hepática deve ser cuidadosamente monitorizada em doentes tratados comIbuprofeno que refiram sintomas compatíveis com lesão hepática (anorexia, náuseas,vómitos, icterícia) e/ou desenvolvam alterações da função hepática (transaminases,bilirrubina, fosfatase alcalina, gama-GT). Perante a presença de valores de transaminases,bilirrubina conjugada ou fosfatase alcalina superiores a 2 vezes o valor superior donormal, o medicamento deverá ser suspenso de imediato e deve ser iniciada investigaçãopara esclarecimento da situação. A reexposição ao ibuprofeno deve ser evitada.Ibuprofeno, tal como outros AINE, pode inibir a agregação plaquetária e prolongar otempo de hemorragia em doentes normais.Tal como com outros medicamentos contendo AINE, a administração concomitante deibuprofeno com ácido acetilsalicílico não é recomendada devido a um potencial aumentode efeitos adversos.Têm sido muito raramente notificadas reações cutâneas graves, algumas das quais fatais,incluindo dermatite esfoliativa, sindroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmicatóxica, associadas à administração de AINE. Aparentemente o risco de ocorrência destasreações é maior no início do tratamento, sendo que na maioria dos casos estas reações semanifestam durante o primeiro mês de tratamento. Ibuprofeno Odipe deve serinterrompido aos primeiros sinais de rash, lesões mucosas, ou outras manifestações dehipersensibilidade.Hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal: têm sido notificados com todos osAINE casos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal potencialmente fatais,em várias fases do tratamento, associados ou não a sintomas de alerta ou história deeventos gastrointestinais graves.O risco de hemorragia, ulceração ou perfuração é maior com doses mais elevadas deAINE, em doentes com história de úlcera péptica, especialmente se associada ahemorragia ou perfuração e em doentes idosos. Nestas situações os doentes devem serinstruídos no sentido de informar o seu médico assistente sobre a ocorrência de sintomasabdominais e de hemorragia digestiva, sobretudo nas fases iniciais do tratamento.Nestes doentes o tratamento deve ser iniciado com a menor dose eficaz.

A

coadministração de agentes protetores (ex. misoprostol ou inibidores da bomba deprotões) deverá ser considerada nestes doentes, assim como naqueles que necessitem detomar simultaneamente ácido acetilsalicílico em doses baixas, ou outros medicamentossuscetíveis de aumentar o risco de úlcera ou hemorragia, tais como corticosteroides,anticoagulantes (como a varfarina), inibidores seletivos da recaptação da serotonina ouantiagregantes plaquetários tais como o ácido acetilsalicílico.

Em caso de hemorragia gastrointestinal ou ulceração em doentes a tomar IbuprofenoOdipe o tratamento deve ser interrompido.Doentes que refiram alterações da visão durante o tratamento com ibuprofeno, deverãosuspender a terapêutica e ser submetidos a exame oftalmológico.Pode ser mais difícil engravidar durante o tratamento com Ibuprofeno Odipe. Caso estejaa planear engravidar ou se tiver problemas em engravidar deverá informar o seu médico.Outros medicamentos e Ibuprofeno OdipeInforme o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentementeoutros medicamentos.Lítio: Os AINE podem diminuir a depuração renal do lítio com resultante aumento dosníveis plasmáticos e toxicidade. Caso se prescreva Ibuprofeno Odipe a um doente a fazerterapêutica com lítio, deverá ser feita uma monitorização apertada dos níveis de lítio.Metotrexato: Os AINE podem aumentar o nível plasmático do metotrexato.Glicósidos cardíacos: AINE podem exacerbar uma insuficiência cardíaca, reduzir a taxade filtração glomerular e aumentar os níveis plasmáticos de glicósidos cardíacos.Colestiramina: A administração concomitante de ibuprofeno e colestiramina pode reduzira absorção de ibuprofeno no trato gastrointestinal.Ciclosporina: A administração de AINE e ciclosporina apresenta um risco aumentado denefrotoxicidade.

Diuréticos, Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA) e Antagonistasda Angiotensina

II (AAII)

Os anti-inflamatórios não esteroides podem diminuir aeficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos anti-hipertensores.

Nalguns doentes com função renal diminuída, a administração concomitante deibuprofeno com inibidores da ECA e antagonistas da angiotensina II pode provocaragravamento da função renal.Inibidores seletivos da cicloxigenase-2: A administração concomitante de IbuprofenoOdipe com outros AINE, incluindo inibidores seletivos da cicloxigenase-2, deve serevitada, devido ao potencial efeito aditivo.Corticosteroides: Aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal.Anticoagulantes: Os AINE podem aumentar os efeitos dos anticoagulantes, tais como avarfarinaÁcido acetilsalicílico: A ação de determinados medicamentos como os anticoagulantes(que impedem a formação de coágulos) (ex. ácido acetilsalicílico, varfarina, ticlopidina),alguns medicamentos para a hipertensão arterial (inibidores ECA, por exemplo: captopril,

medicamentos bloqueadores dos recetores beta, antagonistas da angiotensina II), entreoutros medicamentos, pode afetar ou ser afetada pelo tratamento com ibuprofeno.Consequentemente deverá obter sempre aconselhamento médico antes de tomaribuprofeno em simultâneo com outros medicamentos.Agentes antiagregantes plaquetários e inibidores seletivos da recaptação da serotonina:Aumento do risco de hemorragia gastrointestinal.Aminoglicosídeos: Os AINE podem diminuir a eliminação dos aminoglicósideos.Ginkgo Biloba: Pode potenciar o risco de hemorragia.Mifepristona: Os AINE podem reduzir os efeitos da mifepristona.Antibióticos da classe das quinolonas: Os doentes a tomar AINE e quinolonas podemapresentar um risco aumentado de desenvolver convulsões.Tacrolímus: Possível risco aumentado de nefrotoxicidade quando um AINE éadministrado com tacrolímus.Zidovudina: Risco aumentado de toxicidade hematológica quando um AINE éadministrado com zidovudina.Sulfonilureias: Os AINE podem aumentar os efeitos dos medicamentos sulfonilureias(foram notificados casos raros de hipoglicemia em doentes com administraçãoconcomitante de sulfonilureia e ibuprofeno).Inibidores

CYP2C9

A administração concomitante de ibuprofeno com inibidores doCYP2C9 pode aumentar a exposição ao ibuprofeno (substrato do CYP2C9).

Ibuprofeno Odipe com alimentos e bebidasIbuprofeno Odipe deve ser tomado preferencialmente após as refeições.Gravidez, amamentação e fertilidadeSe está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte oseu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.GravidezOs dados dos estudos epidemiológicos sugerem um aumento do risco de abortoespontâneo, de malformações cardíacas e de gastroschisis (defeito congénito na paredeabdominal em que os intestinos do feto se formam fora do corpo) na sequência dautilização de um inibidor da síntese das prostaglandinas no início da gravidez. Destemodo, Ibuprofeno Odipe não deverá ser administrado durante o 1º e 2º trimestre degravidez, a não ser que seja estritamente necessário. A administração de IbuprofenoOdipe está contraindicada durante o 3º trimestre de gravidez.

AmamentaçãoNão se recomenda a utilização de ibuprofeno em mulheres a amamentar.Condução de veículos e utilização de máquinasAs reações dos doentes podem ser afetadas após o tratamento com o ibuprofeno.É portanto aconselhável uma maior vigilância na condução de veículos ou utilização demáquinas.

3. Como tomar Ibuprofeno OdipeTome este medicamento sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seumédico ou farmacêutico se tiver dúvidas.A posologia é variável em função do doente, da sua idade e da sua situação clínica.Contudo, a dose recomendada não deve ser excedida assim como o tempo de duração dotratamento indicado pelo seu médico.Adultos e crianças com idade superior a 12 anos

A dose média diária recomendada para Ibuprofeno Odipe 400 mg é de 1200 mg a 1600mg (3 a 4 comprimidos/dia com um intervalo de 8 horas).A dose média diária recomendada para Ibuprofeno Odipe 600 mg é de 1200 mg a 1800mg (2 a 3 comprimidos/dia com um intervalo de 8 horas).Não é aconselhável ultrapassar a dose diária de 2400 mg (6 comprimidos de IbuprofenoOdipe 400 mg, ou 4 comprimidos de Ibuprofeno Odipe 600 mg).Crianças com idade inferior a 12 anos

Não se recomenda ibuprofeno em crianças com peso inferior a 5 kg.Nas crianças com idade inferior a 12 anos, a dose recomendada é de 20-30 mg/Kg/dia.No tratamento da artrite idiopática juvenil podem ser necessárias doses superiores, não seultrapassando a dose de 40 mg/Kg/dia de ibuprofeno.IdosoNo idoso não há necessidade de alterar a dose, a não ser que haja insuficiência renal ouhepática graves.Insuficiência renalDevem ser tomadas precauções quando se administra um AINE a doentes cominsuficiência renal. Em doentes com disfunção renal leve a moderada a dose inicial deveser reduzida.Não se deve administrar ibuprofeno a doentes com insuficiência renal grave (ver “Antesde tomar Ibuprofeno Odipe”).

Insuficiência hepáticaNão se deve administrar ibuprofeno a doentes com insuficiência hepática grave (ver“Antes de tomar ibuprofeno Odipe”).Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante omenor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver secção 2 “Tomeespecial cuidado com Ibuprofeno Odipe”).Via de administraçãoAdministração oral. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros e com bastantelíquido.Duração do tratamento médioVariável em função do doente e da sua situação clínica.Se tomar mais Ibuprofeno Odipe do que deveriaSe tomar acidentalmente demasiados comprimidos de Ibuprofeno Odipe, contacteimediatamente o seu médico ou farmacêutico.Os sintomas de intoxicação aguda com ibuprofeno incluem náuseas, vómitos, dorabdominal e sonolência.Em caso de sobredosagem, deve proceder-se a lavagem gástrica seguida de medidas desuporte. Não existe antídoto específico para a sobredosagem de ibuprofeno.Caso se tenha esquecido de tomar Ibuprofeno OdipeEm caso de esquecimento de uma ou mais doses, continue normalmente a tomar a doseseguinte. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu detomar.Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médicoou farmacêutico.4. Efeitos secundários possíveisComo todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,embora estes não se manifestem em todas as pessoas.Os efeitos indesejáveis foram notificados espontânea e voluntariamente durante a fasepós-comercialização de ibuprofeno, por uma população da qual se desconhece a taxa deexposição.Assim, não é possível estimar a incidência real destas reações adversas ou estabeleceruma relação causal com a exposição ao ibuprofeno.

Reações adversas observadas com ibuprofeno similares a outros

AINE

As reações adversas mais frequentemente observadas são de natureza gastrointestinal.Náuseas, dispepsia, vómitos, hematémese, flatulência, dor abdominal, diarreia,obstipação, melenas, estomatite aftosa, hemorragia gastrointestinal, exacerbação de colite

e doença de Crohn têm sido notificadas na sequência da administração destesmedicamentos.Doenças do sistema imunitárioForam notificadas reações de hipersensibilidade após tratamento com ibuprofeno. Estaspodem, compreender reações alérgicas não específicas e anafilaxia; reatividade do tratorespiratório, incluindo asma, agravamento de asma, broncospasmo ou dispneia; oudoenças de pele, incluindo erupção cutânea de vários tipos, prurido, urticária, púrpura,angioedema e muito raramente, dermatites bulhosas (incluindo síndroma de Stevens-
Johnson, necrólise epidérmica tóxica e eritema multiforme).Doenças gastrointestinaisMenos frequentemente têm vindo a ser observados casos de gastrite, úlceras duodenal egástrica.Perfuração gastrointestinal, têm sido raramente notificada na sequência da administraçãode ibuprofeno.Muito raramente têm sido também notificados casos de pancreatite.Podem ocorrer, em particular nos idosos, úlceras pépticas, perfuração ou hemorragiagastrointestinal potencialmente fatais.Perturbações gerais e alterações no local de administraçãoEdema e fadiga têm sido notificados em associação ao tratamento com ibuprofenoEfeitos cardiovasculares e cerebrovascularesEdema, hipertensão arterial e insuficiência cardíaca, têm sido notificados em associaçãoao tratamento com AINE.Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração deibuprofeno, particularmente em doses elevadas (2400 mg diários) e em tratamento delonga duração poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventostrombóticos arteriais (por exemplo enfarte do miocárdio ou AVC) (ver “Advertências eprecauções”).Os medicamentos tais como Ibuprofeno Odipe podem estar associados a um pequenoaumento do risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou AVC.Reações bolhosas incluindo síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica(muito raro).Outras reações adversas menos frequentemente notificadas estão apresentadas por ordemdecrescente de frequência dentro de cada classe de orgãos:Infeções e infestações:Meningite asséptica (com febre ou coma); rinite (inflamação crónica ou aguda damucosa nasal).Doenças do sangue e do sistema linfático:

Leucopenia, trombocitopenia (diminuição do nível de plaquetas); agranulocitose(ausência quase completa de granulócitos); eosinofilia (aumento do nível de eosinófilos);coagulopatia (alterações da coagulação); anemia aplástica (produção insuficiente decélulas sanguíneas); anemia hemolítica (ausência quase completa de glóbulosvermelhos); neutropenia (diminuição do nível de neutrófilos).Perturbações do foro psiquiátrico:Insónia, ansiedade, depressão.Doenças do sistema nervoso:Cefaleias, parestesia e nefrite ótica.Afeções oculares:Perturbações da visão e neuropatia ótica tóxica.Afeções do ouvido e do labirinto:Perturbações auditivas, vertigens e zumbidos.Afeções hepatobiliares:Hepatite; icterícia; insuficiência hepática; anomalias da função hepática.Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:Reações de fotossensibilidade.Doenças renais e urinárias:Nefrotoxicidade, incluindo nefrite intersticial, síndroma nefrótico e insuficiência renal.Comunicação de efeitos secundáriosSe tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários nãoindicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Tambémpoderá comunicar efeitos secundários diretamente ao Infarmed, I.P. através doscontactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer maisinformações sobre a segurança deste medicamento.INFARMED, I.P.Direção de Gestão do Risco de MedicamentosParque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 531749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40Fax: +351 21 798 73 97Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepageE-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt5. Como conservar Ibuprofeno OdipeManter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não necessita de quaisquer precauções especiais de conservaçãoNão utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior.O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte aoseu farmacêutico como deitar fora os medicamentos de que já não utiliza. Estas medidasajudarão a proteger o ambiente.6. Conteúdo da embalagem e outras informaçõesQual a composição do Ibuprofeno Odipe- A substância ativa é o ibuprofeno. Cada comprimido revestido por película contém 400mg de ibuprofeno ou 600 mg de ibuprofeno.- Os outros componentes são:Núcleo do comprimido: Amido de milho (sem glúten), amido de milho pré-gelificado(sem glúten), celulose microcristalina, sílica anidra coloidal e estearato de magnésio.Revestimento do comprimido: Hipromelose, celulose microcristalina, estearato depolioxil 40, dióxido de titânio (E-171), propilenoglicol e macrogol 8000.Qual o aspeto de Ibuprofeno Odipe e conteúdo da embalagemIbuprofeno Odipe 400 mg: comprimidos revestidos por película, brancos e redondos,acondicionados em blister de PVC-Alu, em embalagens de 20, 30, 40, 60 ou 500comprimidos.Ibuprofeno Odipe 600 mg: comprimidos revestidos por película, brancos, com formacapsular e marcação 600 numa das faces, acondicionados em blister de PVC-Alu, emembalagens de 20, 30, 40, 60 ou 500 comprimidos.Titular da Autorização de Introdução no Mercado

PharmaKERN Portugal – Produtos Farmacêuticos, Sociedade Unipessoal, Lda.Edifício Atlas II, Av. José Gomes Ferreira, N.º 11, 3º, SL 31. Miraflores1495-139 AlgésPortugalFabricanteKern Pharma S.L.Polígono Industrial Colón II, Venus, 7208228 Terrassa BarcelonaEspanhaEste folheto foi revisto pela última vez em



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (p. ex. cálculos biliares, hepatite).
  2. Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
  3. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  4. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  5. Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago (ver). Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
  6. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  7. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  8. Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
  9. Neuropatia: Doença que afeta a um (mononeuropatia) ou vários nervos (polineuropatia). Seus sintomas dependem da localização e tipo de nervo comprometido, podendo ser motores (fraqueza muscular) ou sensitivos (diminuição da sensibilidade, dor). Entre suas causas figuram certos tóxicos, distúrbios metabólicos, infecções, doenças degenerativas, etc.
  10. Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
  11. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  12. Nefrite: Termo que significa ???inflamação do rim??? e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
  13. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  14. Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
  15. Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
  16. Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
  17. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  18. Reumatismo: Termo que é utilizado em geral para se referir ao conjunto de doenças inflamatórias e degenerativas que afetam as articulações e estruturas vizinhas.
  19. Uréia: Produto do metabolismo das proteínas. Indica de forma indireta a eficiência da função renal. Quando existe insuficiência renal, os valores de uréia elevam-se produzindo distúrbios variados (pericardite urêmica, encefalopatia urêmica, etc.).
  20. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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