Ibuprofeno Poindol

Para que serve Ibuprofeno Poindol

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


FOLHETO INFORMATIVO

INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Ibuprofeno Poindol 600 mg comprimidos revestidos por película Ibuprofeno

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento. Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas. Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Ibuprofeno Poindol e para que é utilizado 2. Antes de tomar Ibuprofeno Poindol 3. Como tomar Ibuprofeno Poindol 4. Efeitos secundários possíveis 5. Como conservar Ibuprofeno Poindol 6. Outras informações

1. O que é Ibuprofeno Poindol e para que é utilizado

Grupo farmacoterapêutico: Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteróides - Derivados do ácido propiónico.

Indicações terapêuticas:

Em reumatologia - Osteoartrose, artrite reumatóide incluindo artrite idiopática juvenil,, espondilite anquilosante, periartrite escápuloumeral, reumatismo extra-articular, lesões dos tecidos moles.

Como analgésico - Dismenorreia, dor pós-episiotemia, dor pós-parto, odontalgias, dor pós-extracção dentária, dor pós-cirurgica, traumatismos (entorses, contusões, luxações, fracturas), dor associada a qualquer processo inflamatório.

Como antipirético - Febre de diversas etiologias.

2. Antes de tomar Ibuprofeno Poindol

Não tome Ibuprofeno Poindol - Se tem alergia (hipersensibilidade) ao ibuprofeno ou a qualquer outro componente de Ibuprofeno Poindol. Se sofre ou sofreu de: - Asma, rinite, urticária, edema angioneurótico (semelhante a urticária) ou broncospasmo (espasmo dos brônquios) associados ao uso de ácido acetilsalicílico ou outros fármacos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs). - Alterações da coagulação. -Colite ulcerosa, doença de Crohn, úlcera péptica ou hemor agia gastrointestinal recorrente (definida como dois ou mais episódios distintos de ulceração ou hemorragia comprovadas). - Hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com terapêutica anterior com AINEs. -Insuficiência cardíaca, hepática e renal grave.

Tome especial cuidado com Ibuprofeno Poindol Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver secção 3 "Como tomar Ibuprofeno Poindol" e informação sobre os riscos gastrointestinais e cardiovasculares em seguida mencionada). Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares

Deverá ser adequadamente monitorizado (vigiado) e aconselhado pelo seu médico no caso de ter história de hipertensão arterial e/ou insuficiência cardíaca congestiva ligeira a moderada.

O seu médico deverá avaliar cuidadosamente a sua situação e decidir se deve tomar Ibuprofeno no caso de sofrer de alguma das seguintes doenças: - Hipertensão não controlada - Insuficiência cardíaca congestiva - Doença isquémica cardíaca estabelecida - Doença arterial periférica - Doença cerebrovascular

Para além disso, caso seja um doente com factores de risco cardiovasculares (hipertensão arterial, hiperlipidemia, diabetes mellitus e hábitos tabágicos), deverão ser tomadas as mesmas precauções antes de iniciar tratamento durante um longo período de tempo.

Deverá informar o seu médico, antes de tomar Ibuprofeno: - se tem problemas cardíacos - se sofreu um

AVC

- se está em risco de vir a sofrer destas situações (por exemplo, se tem pressão sanguínea elevada, diabetes, níveis elevados de colesterol ou se é fumador).

Idosos Os idosos devem tomar precauções especiais se sofrem de alguma das seguintes doenças: - insuficiência renal ligeira a moderada - insuficiência cardíaca com predisposição para retenção hidrossalina (retenção de líquidos).

Caso esteja a tomar Ibuprofeno e um medicamento para a pressão arterial elevada ou doença do coração (inibidores da enzima de conversão da angiotensina II ou antagonistas da angiotensina II), deve hidratar-se (ingerir líquidos, como água ou chá) adequadamente. O seu médico deverá analisar a necessidade de vigiar o funcionamento dos seus rins após o início do tratamento e em determinados intervalos de tempo.

Deve ter em atenção que o Ibuprofeno pode mascarar sinais de infecção (o seu médico não se apercebe de que tem uma infecção por causa do Ibuprofeno).

No início do tratamento, Ibuprofeno deve ser administrado com precaução em doentes com considerável desidratação.

A utilização prolongada de Ibuprofeno pode causar necrose papilar renal (doença aguda caracterizada por morte das células dos rins), toxicidade nos rins ou outras doenças dos rins.

Estão em maior risco os doentes que: - sofrem de problemas renais - sofrem de insuficiência cardíaca - sofrem de problemas no fígado - tomam diuréticos - tomam inibidores da enzima de conversão da angiotensina

II

- são idosos A interrupção da terapêutica com Ibuprofeno é geralmente seguida de uma recuperação para o estado antes do tratamento.

Em raras ocasiões, observou-se a ocorrência de meningite asséptica (doença caracterizada por dor de cabeça, rigidez no pescoço e inflamação das meninges que protegem o cérebro) em doentes em terapêutica com ibuprofeno. Embora, seja mais provável a ocorrência em doentes com lúpus eritematoso sistémico e doenças relacionadas com o tecido conjuntivo, têm sido reportados casos de meningite asséptica em doentes sem doença crónica subjacente.

O funcionamento do fígado deverá ser cuidadosamente monitorizado em doentes tratados com Ibuprofeno Poindol que refiram sintomas compatíveis com lesão no fígado [anorexia, náuseas, vómitos, icterícia (coloração amarela da pele e das mucosas)] e/ou desenvolvam alterações da função hepática. Caso ocorram alterações graves, o tratamento deverá ser inter ompido imediatamente e deverá evitar tomar ibuprofeno novamente.

Ibuprofeno pode inibir a agregação plaquetária e prolongar o tempo de hemorragia em doentes normais.

A administração em simultâneo de ibuprofeno e ácido acetilsalicílico não é recomendada devido a um potencial aumento de efeitos adversos.

Hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal: O risco de hemor agia, ulceração ou perfuração é maior com doses mais elevadas de Ibuprofeno, em doentes com história de úlcera péptica, especialmente se associada a hemorragia ou perfuração e em doentes idosos. Nestas situações, deve informar o seu médico se tiver algum sintoma abdominal ou hemorragia digestiva, sobretudo nas fases iniciais do tratamento.

Nestes doentes o tratamento deve ser iniciado com a menor dose eficaz. A administração de medicamentos protectores (ex. misoprostol ou inibidores da bomba de protões) deverá ser considerada nestes doentes, assim como naqueles que necessitem de tomar simultaneamente ácido acetilsalicílico em doses baixas, ou outros medicamentos susceptíveis de aumentar o risco de úlcera ou hemorragia, tais como corticosteróides, anticoagulantes (como a varfarina), inibidores selectivos da recaptação da serotonina ou anti-
agregantes plaquetários tais como o ácido acetilsalicílico. Em caso de hemorragia gastrointestinal ou ulceração em doentes a tomar Ibuprofeno Poindol, o tratamento deve ser interrompido.

Doentes que refiram alterações da visão durante o tratamento com Ibuprofeno, deverão suspender a terapêutica e ser submetidos a exame oftalmológico.

Devem ser tomadas precauções especiais em doentes asmáticos ou com história prévia de asma brônquica, uma vez que Ibuprofeno pode desencadear um quadro de broncoespasmo nesses doentes.

Ao tomar Ibuprofeno Poindol com outros medicamentos Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

O efeito e a segurança de Ibuprofeno, tal como o de outros anti-
inflamatórios não esteróides (AINEs), pode ser influenciado ou influenciar os efeitos ou segurança dos seguintes medicamentos: - Lítio - Metotrexato - Glicósidos cardíacos - Ciclosporina - Diuréticos - Inibidores da enzima de conversão da Angiotensina II (IECAs),tais como o captopril - Antagonistas da Angiotensina II (AAII) - Outros anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) incluindo inibidores selectivos da cicloxigenase-2 - Bloqueadores dos receptores beta - Corticosteróides - Anticoagulantes tais como a varfarina, ácido acetilsalicílico e ticlopidina - Antiagregantes plaquetários - Inibidores selectivos da recaptação da serotonina - Aminoglicosídeos - Gingko biloba - Colestiramina - Inibidores selectivos da cicloxigenase-2 Ácido acetilsalicílico Mifepristona: Antibióticos da classe das quinolonas Tacrolímus Zidovudina: Sulfonilureias Inibidores CYP2C9

Ao tomar Ibuprofeno Poindol com alimentos e bebidas Ibuprofeno Poindol deve ser tomado preferencialmente após as refeições.

Gravidez e aleitamento Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Pode ser mais difícil engravidar durante o tratamento com Ibuprofeno Poindol. Caso esteja a planear engravidar ou se tiver problemas em engravidar deverá informar o seu médico.

Gravidez Os dados dos estudos epidemiológicos sugerem um aumento do risco de aborto espontâneo, de malformações cardíacas e de gastroschisis (defeito congénito na parede abdominal em que os intestinos do feto se formam fora do corpo) na sequência da utilização de um inibidor

da síntese das prostaglandinas no início da gravidez. Deste modo, Ibuprofeno Poindol não deverá ser administrado durante o 1º e 2o trimestre de gravidez, a não ser que seja estritamente necessário.

A

administração de Ibuprofeno Poindol está contra-indicada durante o 3º trimestre de gravidez.

Aleitamento , Não se recomenda a utilização de ibuprofeno em mulheres a amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas As reacções dos doentes podem ser afectadas após o tratamento com o ibuprofeno. É portanto aconselhável uma maior vigilância na condução de veículos ou utilização de máquinas. Poindol

Informações importantes sobre alguns componentes de Ibuprofeno Poindol Ibuprofeno Poindol contém lactose mono-hidratada. Se foi informado pelo seu médico que tem a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Ibuprofeno Poindol

Tomar Ibuprofeno Poindol sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A posologia é variável em função do doente, da sua idade e da sua situação clínica.

Contudo, a dose recomendada não deve ser excedida assim como tempo de duração do tratamento, indicado pelo seu médico.

Adulto e crianças com idade superior a 12 anos A dose média diária recomendada é de 1200 mg a 1800 mg de Ibuprofeno (2 a 3 comprimidos/dia com um intervalo de 8 horas).

Não é aconselhável ultrapassar a dose diária de 2400 mg de Ibuprofeno.

Não se recomenda ibuprofeno em crianças com peso inferior a 5 kg. Nas crianças com idade inferior a 12 anos, a dose recomendada é de 20 mg-30 mg/Kg/dia.

lNo tratamento da artrite idiopática juvenil podem ser necessárias doses superiores, não se ultrapassando a dose de 40 mg/Kg/dia de ibuprofeno.

Idoso No idoso não há necessidade de alterar a dose, a não ser que haja insuficiência renal ou hepática graves.

Insuficiência renal Devem ser tomadas precauções quando se administra um AINE a doentes com insuficiência renal. Em doentes com disfunção renal leve a moderada a dose inicial deve ser reduzida.

Não se deve administrar ibuprofeno a doentes com insuficiência renal grave (ver secção 2 “Antes de tomar Ibuprofeno Poindol”.).

Não se recomenda o uso de Ibuprofeno Poindol em crianças com idade inferior a 12 anos.

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver secção 2 “Tome especial cuidado com Ibuprofeno Poindol”).

Via de administração: Administração oral. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros e com bastante líquido.

Duração do tratamento médio Variável em função do doente e da sua situação clínica.

Se tomar mais Ibuprofeno Poindol do que deveria: Se tomar acidentalmente demasiados comprimidos de Ibuprofeno Poindol, contacte imediatamente o seu médico ou farmacêutico.

Os sintomas de intoxicação aguda com ibuprofeno incluem náuseas, vómitos, dor abdominal e sonolência.

Em caso de sobredosagem, deve proceder-se a lavagem gástrica seguida de medidas de suporte. Não existe antídoto específico para a sobredosagem de ibuprofeno.

Caso se tenha esquecido de tomar Ibuprofeno Poindol

Em caso de esquecimento de uma ou mais doses, continue normalmente a tomar a dose seguinte. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como os demais medicamentos, Ibuprofeno Poindol pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Os efeitos indesejáveis foram notificados espontânea e voluntariamente durante a fase pós-comercialização de ibuprofeno, por uma população da qual se desconhece a taxa de exposição.

Assim, não é possível estimar a incidência real destas reacções adversas ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao ibuprofeno. Os efeitos indesejáveis notificados com ibuprofeno entre 1 de Fevereiro de 1995 e 20 de Agosto de 2003 estão classificados como muito raros e estão descritos como se segue.

Infecções e infestações: Meningite asséptica (com febre ou coma); Rinite (inflamação crónica ou aguda da mucosa nasal). Doenças do sangue e do sistema linfático: Trombocitopénia (diminuição do nível de plaquetas); Agranulocitose (ausência quase completa de granulócitos); Eosinofilia (aumento do nível de eosinófilos); Coagulopatia (alterações da coagulação); Anemia aplástica (produção insuficiente de células sanguíneas); Anemia hemolítica (ausência quase completa de glóbulos vermelhos); Neutropénia (diminuição do nível de neutrófilos).

Doenças do sistema imunitário: Reacções anafilácticas (anafilaxia); Doença do soro (síndroma do soro).

Doenças do metabolismo e da nutrição: Acidose (diminuição do pH no organismo); Retenção de fluidos; Hipoglicémia (baixo nível de açúcar no sangue); Hiponatrémia (baixo nível de sódio no sangue); Diminuição do apetite.

Perturbações do foro psiquiátrico: Alucinações, Estado de confusão; Depressão; Insónia; Ansiedade, Nervosismo; Influência sobre a labilidade (instabilidade emocional).

Doenças do sistema nervoso: Tonturas; Cefaleias (dores de cabeça); Sonolência; Parestesia (sensações de formigueiro, dormência, quente, frio); Hipertensão intracraniana benigna (pseudotumor cerebri).

Afecções oculares: Perturbações da visão; Neuropatia óptica tóxica Conjuntivite; Diplopia (visão dupla); Cromatopsia (alterações cromáticas da visão);

Ambliopia (redução da visão num olho); Cataratas; Nevrite óptica (inflamação do nervo óptico); Escotomas (perda da visão numa área do olho).

Afecções do ouvido e do labirinto: Acufenos (zumbidos); Vertigens; Hipoacusia (diminuição da acuidade auditiva).

Cardiopatias: Palpitações; Arritmias; Insuficiência cardíaca congestiva (doentes com função cardíaca marginal); Bradicardia sinusal; Taquicardia sinusal.

Vasculopatias: Hipertensão.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino: Asma; Dispneia; Broncospasmo; Epistaxe (hemorragia nasal); Pneumonia eosinofílica (pneumopatia a eosinófilos).

Doenças gastrointestinais: Hematemese (sangue no vómito); Hemorragia Gastrointestinal; Melenas (fezes escuras); Náuseas; Dor Abdominal; Diarreia; Dispepsia (pirose); Ulcera Gástrica;Gastrite; Vómitos; Ulceração da boca (estomatite ulcerosa); Dor abdominal superior (dor epigástrica); Obstipação (prisão de ventre); Úlcera duodenal; Esofagite; Pancreatite; Distensão abdominal (sensação de plenitude gástrica); Flatulência (gases); Perfuração gastrointestinal. Exacerbação de colite e doença de Crohn.

Afecções hepatobiliares: Hepatite; Icterícia; Insuficiência hepática; Anomalias da função hepática. Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas: Exantema; Urticária; Edema angioneurótico; Síndroma de Stevens-
Johnson; Prurido; Dermatite bolhosa (erupções vesiculo-bolhosas); Exantema máculo-papular (eritema cutâneo de tipo maculo-papular); Alopécia (queda de cabelo); Púrpura; Eritema nodoso; Necrólise epidérmica tóxica (síndroma de Lyell); Eritema multiforme; Reacções de fotossensibilidade; Acne; Púrpura Henoch-Schonlein (vasculite).

Doenças renais e urinárias: Insuficiência renal aguda; Insuficiência renal; Síndroma nefrótico; Hematúria (sangue na urina); Disúria (micção difícil ou dolorosa); Necrose papilar renal; Nefrite intersticial; Nefrite tubulo-intersticial (nefropatia túbulo-intersticial aguda); Azotémia (aumento do teor de

azoto não proteico na urina); Poliúria (aumento do volume da urina); Insuficiência renal crónica.

Doenças dos órgãos genitais e da mama: Ginecomastia (crescimento das mamas nos homens); Menorragia (menstruação excessiva).

Perturbações gerais e alterações no local de administração: Pirexia (febre); Edema., Fadiga

Exames complementares de diagnóstico: Aumento da alanina aminotransferase (ALT); Aumento da aspartato aminotransferase (AST); Aumento da fosfatase alcalina sanguínea; Aumento da gama-glutamiltransferase (y-GT); Diminuição da depuração renal da creatinina; Diminuição da Hemoglobina.

Efeitos secundários observados com AINEs:

Gastrointestinais: Os eventos adversos mais frequentemente observados são de natureza gastrointestinal.

Podem ocorrer, em particular nos idosos, úlceras pépticas, perfuração ou hemorragia gastrointestinal potencialmente fatais. Náuseas, dispepsia, vómitos, hematémese, flatulência, dor abdominal, diarreia, obstipação, melenas, estomatite aftosa, exacerbação de colite ou doença de Crohn têm sido notificados na sequência da administração destes medicamentos. Menos frequentemente têm vindo a ser observados casos de gastrite.

Edema, hipertensão arterial, e insuficiência cardíaca, têm sido notificados em associação ao tratamento com AINEs.

Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de ibuprofeno, particularmente em doses elevadas (2400 mg diários) e em tratamento de longa duração poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo enfarte do miocárdio ou AVC) (ver secção 2 "Tome especial cuidado com Ibuprofeno Poindol ")

Os medicamentos tais como Ibuprofeno Poindol podem estar associados a um pequeno aumento do risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou AVC.

Reacções bolhosas incluindo síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (muito raro). Caso tenha algum destes efeitos secundários deverá interromper imediatamente o tratamento com Ibuprofeno.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Ibuprofeno Poindol

Manter fora do alcance e da vista das crianças

Não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação

Não utilize Ibuprofeno Poindol após o prazo de validade impresso na embalagem exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. Outras informações

Qual a composição do Ibuprofeno Poindol - A substância activa é o ibuprofeno. Cada comprimido revestido por película contém 600 mg de ibuprofeno. - Os outros componentes são:

Núcleo do comprimido Hipromelose, croscarmelose de sódio, lactose, celulose microcristalina, amido de milho, sílica anidra coloidal e estearato de magnésio

Revestimento do comprimido Hipromelose, dióxido de titânio (E-171), talco e propilene glicol

Qual o aspecto de Ibuprofeno Poindol e conteúdo da embalagem Comprimidos revestidos por película de 600 mg de ibuprofeno acondicionados em blister de Al-PVC/PVDC, em embalagens de 20 e 60 comprimidos.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

FARMALIDER S.A. c/ Aragoneses 15. 28108 Alcobendas- Madrid

ESPANHA

Fabricantes

KERN PHARMA S.L. Polígono Industrial Colón II, Venus, 72- 08228 Terrassa Barcelona

ESPANHA

BRISTOL LABORATORIES LIMITED

Laporte way, Luton Beds. LU4 8

WL

United Kingdom

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Portugal Laboratorios Azevedos Industria Farmacêutica S.

A

Estrada Nacional 117-2, 2614-503

AMADORA

e-mail: [email protected]

Medicamento sujeito a receita médica

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DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
  2. Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
  3. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  4. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  5. Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago (ver). Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
  6. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  7. Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
  8. Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
  9. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  10. Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática (ver).
  11. Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
  12. Neuropatia: Doença que afeta a um (mononeuropatia) ou vários nervos (polineuropatia). Seus sintomas dependem da localização e tipo de nervo comprometido, podendo ser motores (fraqueza muscular) ou sensitivos (diminuição da sensibilidade, dor). Entre suas causas figuram certos tóxicos, distúrbios metabólicos, infecções, doenças degenerativas, etc.
  13. Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
  14. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  15. Nefrite: Termo que significa ???inflamação do rim??? e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
  16. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  17. Pápula: Uma pequena lesão endurecida, elevada, da pele.
  18. Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
  19. Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
  20. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  21. Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
  22. Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. ?? produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
  23. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  24. Reumatismo: Termo que é utilizado em geral para se referir ao conjunto de doenças inflamatórias e degenerativas que afetam as articulações e estruturas vizinhas.
  25. Uréia: Produto do metabolismo das proteínas. Indica de forma indireta a eficiência da função renal. Quando existe insuficiência renal, os valores de uréia elevam-se produzindo distúrbios variados (pericardite urêmica, encefalopatia urêmica, etc.).
  26. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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