Ibuprofeno Premier

Para que serve Ibuprofeno Premier

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED Folheto informativo: Informação para o doente

Ibuprofeno Abbott 400 mg comprimidos revestidos por película

Ibuprofeno

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois
contém
informação importante para si.
-Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.
-Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.
-Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento
pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.
-Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não
indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:
1. O que é Ibuprofeno Abbott e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Ibuprofeno Abbott
3. Como tomar Ibuprofeno Abbott
4. Efeitos secundários possíveis
5. Como conservar Ibuprofeno Abbott
6. Conteúdo da embalagem e outras informações

O que é Ibuprofeno Abbott e para que é utilizado Grupo farmacoterapêutico

Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteroides. Derivados do ácido propiónico.

Indicações terapêuticas

Em reumatologia - Osteoartrose, artrite reumatoide, incluindo artrite idiopática juvenil,
espondilite anquilosante, periartrite escápulo-umeral, reumatismo extra-articular, lesões
dos tecidos moles.

Como analgésico - Dismenorreia, dor pós-episiotemia, dor pós-parto, odontalgias, dor
pós-extração dentária, dor pós-cirúrgica, traumatismos (entorses, contusões, luxações,
fraturas), dor associada a qualquer processo inflamatório.

Como antipirético - Febre de diversas etiologias.

O que precisa de saber antes de tomar Ibuprofeno Abbott

Não tome Ibuprofeno Abbott:
APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED -Se tem alergia (hipersensibilidade) ao ibuprofeno ou a qualquer outro componente deste
medicamento (indicados na secção 6).
-Se sofre ou sofreu de:
-Asma, rinite, urticária, edema angioneurótico ou broncospasmo associados ao uso de
ácido acetilsalicílico ou outros fármacos anti-inflamatórios não esteroides.
-Alterações da coagulação.
-História de hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com terapêutica
anterior com AINE.
-Colite ulcerosa, doença de Crohn, úlcera péptica ou hemorragia gastrointestinal
recorrente
(definida como dois ou mais episódios distintos de ulceração ou hemorragia
comprovadas).
-Insuficiência cardíaca, hepática e renal grave.
-Se está no terceiro trimestre de gravidez.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de tomar Ibuprofeno Abbott.

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o
menor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver “Como tomar
Ibuprofeno Abbott” e informação sobre os riscos GI e cardiovasculares em seguida
mencionada).

Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares
Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema associados ao tratamento
com AINE, pelo que os doentes com história de hipertensão arterial e/ou insuficiência
cardíaca congestiva ligeira a moderada deverão ser adequadamente monitorizados e
aconselhados.

Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de
ibuprofeno, em particular de doses elevadas (2400 mg diárias) e durante longos períodos
de tempo poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos
arteriais (por exemplo enfarte do miocárdico ou AVC). Em geral, os estudos
epidemiológicos não sugerem que as doses baixas de ibuprofeno (ex: 1200 mg diários)
estejam associadas a um maior risco de enfarte do miocárdio.

Os doentes com hipertensão arterial não controlada, insuficiência cardíaca congestiva,
doença isquémica cardíaca estabelecida, doença arterial periférica, e/ou doença
cerebrovascular apenas devem ser tratados com ibuprofeno após cuidadosa avaliação. As
mesmas precauções deverão ser tomadas antes de iniciar o tratamento de longa duração
de doentes com fatores de risco cardiovascular (ex: hipertensão arterial, hiperlipidemia,
diabetes mellitus e hábitos tabágicos).

Os medicamentos tais como Ibuprofeno Abbott podem estar associados a um pequeno
aumento do risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou Acidente Vascular APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED Cerebral (AVC). O risco é maior com doses mais elevadas e em tratamentos prolongados.
Não deve ser excedida a dose recomendada nem o tempo de duração do tratamento.
Se tem problemas cardíacos, sofreu um AVC ou pensa que pode estar em risco de vir a
sofrer destas situações (por exemplo se tem pressão sanguínea elevada, diabetes, elevados
níveis de colesterol ou se é fumador) deverá aconselhar-se sobre o tratamento com o seu
médico ou farmacêutico.

A administração concomitante de Ibuprofeno Abbott com outros AINE, incluindo
inibidores seletivos da cicloxigenase-2, deve ser evitada, devido ao potencial efeito
aditivo.

Devem ser tomadas precauções especiais em doentes asmáticos ou com história prévia de
asma brônquica, uma vez que ibuprofeno pode desencadear um quadro de
broncoespasmo nesses doentes.

Devem ser tomadas precauções em doentes com insuficiência renal, hepática ou cardíaca
com predisposição para retenção hidrossalina, dado que o uso de AINE pode deteriorar a
função renal.
Nestes doentes a dose deve ser tão baixa quanto possível e a função renal deve ser
monitorizada.

Idosos: Os idosos apresentam uma maior frequência de reações adversas com AINE,
especialmente de hemorragias gastrointestinais e de perfurações que podem ser fatais.
Devem ser tomadas precauções nos idosos com insuficiência renal ligeira a moderada, ou
com insuficiência cardíaca com predisposição para retenção hidrossalina, dado que o uso
de AINE pode deteriorar a função renal.

Tal como outros AINE, ibuprofeno deve ser administrado com precaução em doentes
idosos que tomem concomitantemente Inibidores ECA ou antagonistas da angiotensina.
Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve ser analisada a necessidade de
monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente
desde então.

Como todos os AINE, ibuprofeno pode mascarar sinais de infeção.

No início do tratamento, ibuprofeno, tal como outros AINE, deve ser administrado com
precaução em doentes com considerável desidratação.

Tal como com outros AINE, a administração prolongada de ibuprofeno tem resultado em
necrose papilar renal e noutras alterações renais patológicas. Também têm sido
observados casos de toxicidade renal em doentes nos quais as prostaglandinas têm uma
função compensatória na manutenção da perfusão renal. Nestes doentes, a administração
de AINE poderá causar um decréscimo na formação de prostaglandinas dependente da
dose e, secundariamente, no fluxo sanguíneo renal, o qual pode precipitar uma
descompensação renal evidente. Os doentes em maior risco para esta reação são aqueles
que apresentam disfunção renal, insuficiência cardíaca, disfunção hepática, os que tomam APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED diuréticos e inibidores da ECA e os doentes idosos. A descontinuação da terapêutica com
AINE é geralmente seguida de uma recuperação para o estado pré-tratamento.

Em raras ocasiões, observou-se a ocorrência de meningite asséptica em doentes em
terapêutica com ibuprofeno. Embora, seja mais provável a ocorrência em doentes com
lúpus eritematoso sistémico e doenças relacionadas com o tecido conjuntivo, têm sido
reportados casos de meningite asséptica em doentes sem doença crónica subjacente.

A função hepática deve ser cuidadosamente monitorizada em doentes tratados com
Ibuprofeno que refiram sintomas compatíveis com lesão hepática (anorexia, náuseas,
vómitos, icterícia) e/ou desenvolvam alterações da função hepática (transaminases,
bilirrubina, fosfatase alcalina, gama-GT). Perante a presença de valores de transaminases,
bilirrubina conjugada ou fosfatase alcalina superiores a 2 vezes o valor superior do
normal, o medicamento deverá ser suspenso de imediato e deve ser iniciada investigação
para esclarecimento da situação. A reexposição ao ibuprofeno deve ser evitada.
Ibuprofeno, tal como outros AINE, pode inibir a agregação plaquetária e prolongar o
tempo de hemorragia em doentes normais.

Tal como com outros medicamentos contendo AINE, a administração concomitante de
ibuprofeno com ácido acetilsalicílico não é recomendada devido a um potencial aumento
de efeitos adversos.

Têm sido muito raramente notificadas reações cutâneas graves, algumas das quais fatais,
incluindo dermatite esfoliativa, sindroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica
tóxica, associadas à administração de AINE. Aparentemente o risco de ocorrência destas
reações é maior no início do tratamento, sendo que na maioria dos casos estas reações se
manifestam durante o primeiro mês de tratamento. Ibuprofeno Abbott deve ser
interrompido aos primeiros sinais de rash, lesões mucosas, ou outras manifestações de
hipersensibilidade.

Hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal: têm sido notificados com todos os
AINE casos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal potencialmente fatais,
em várias fases do tratamento, associados ou não a sintomas de alerta ou história de
eventos gastrointestinais graves.
O risco de hemorragia, ulceração ou perfuração é maior com doses mais elevadas de
AINE, em doentes com história de úlcera péptica, especialmente se associada a
hemorragia ou perfuração e em doentes idosos. Nestas situações os doentes devem ser
instruídos no sentido de informar o seu médico assistente sobre a ocorrência de sintomas
abdominais e de hemorragia digestiva, sobretudo nas fases iniciais do tratamento.
Nestes doentes o tratamento deve ser iniciado com a menor dose eficaz. A
coadministração de agentes protetores (ex. misoprostol ou inibidores da bomba de
protões) deverá ser considerada nestes doentes, assim como naqueles que necessitem de
tomar simultaneamente ácido acetilsalicílico em doses baixas, ou outros medicamentos
suscetíveis de aumentar o risco de úlcera ou hemorragia, tais como corticosteroides,
anticoagulantes (como a varfarina), inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou
antiagregantes plaquetários tais como o ácido acetilsalicílico. APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED Em caso de hemorragia gastrointestinal ou ulceração em doentes a tomar Ibuprofeno
Abbott o tratamento deve ser interrompido.

Doentes que refiram alterações da visão durante o tratamento com ibuprofeno, deverão
suspender a terapêutica e ser submetidos a exame oftalmológico.

Pode ser mais difícil engravidar durante o tratamento com Ibuprofeno Abbott. Caso esteja
a planear engravidar ou se tiver problemas em engravidar deverá informar o seu médico.

Outros medicamentos e Ibuprofeno Abbott

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente,
ou se vier a tomar outros medicamentos.

Lítio: Os AINE podem diminuir a depuração renal do lítio com resultante aumento dos
níveis plasmáticos e toxicidade. Caso se prescreva Ibuprofeno Abbott a um doente a fazer
terapêutica com lítio, deverá ser feita uma monitorização apertada dos níveis de lítio.

Metotrexato: Os AINE podem aumentar o nível plasmático do metotrexato.

Glicósidos cardíacos: AINE podem exacerbar uma insuficiência cardíaca, reduzir a taxa
de filtração glomerular e aumentar os níveis plasmáticos de glicósidos cardíacos.

Colestiramina: A administração concomitante de ibuprofeno e colestiramina pode reduzir
a absorção de ibuprofeno no trato gastrointestinal.

Ciclosporina: A administração de AINE e ciclosporina apresenta um risco aumentado de
nefrotoxicidade.

Diuréticos, Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA) e Antagonistas
da Angiotensina

II (AAII)

Os anti-inflamatórios não esteroides podem diminuir a
eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos anti-hipertensores.
Nalguns doentes com função renal diminuída, a administração concomitante de
ibuprofeno com inibidores da ECA e antagonistas da angiotensina II pode provocar
agravamento da função renal.

Inibidores seletivos da cicloxigenase-2: A administração concomitante de Ibuprofeno
Abbott com outros AINE, incluindo inibidores seletivos da cicloxigenase-2, deve ser
evitada, devido ao potencial efeito aditivo.

Corticosteroides: Aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal.

Anticoagulantes: Os AINE podem aumentar os efeitos dos anticoagulantes, tais como a
varfarina
APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED Ácido acetilsalicílico: A ação de determinados medicamentos como os anticoagulantes
(que impedem a formação de coágulos) (ex. ácido acetilsalicílico, varfarina, ticlopidina),
alguns medicamentos para a hipertensão arterial (inibidores ECA, por exemplo: captopril,
medicamentos bloqueadores dos recetores beta, antagonistas da angiotensina II), entre
outros medicamentos, pode afetar ou ser afetada pelo tratamento com ibuprofeno.
Consequentemente deverá obter sempre aconselhamento médico antes de tomar
ibuprofeno em simultâneo com outros medicamentos.

Agentes antiagregantes plaquetários e inibidores seletivos da recaptação da serotonina:
Aumento do risco de hemorragia gastrointestinal.

Aminoglicosídeos: Os AINE podem diminuir a eliminação dos aminoglicósideos.

Ginkgo Biloba: Pode potenciar o risco de hemorragia.

Mifepristona: Os AINE podem reduzir os efeitos da mifepristona.

Antibióticos da classe das quinolonas: Os doentes a tomar AINE e quinolonas podem
apresentar um risco aumentado de desenvolver convulsões.

Tacrolímus: Possível risco aumentado de nefrotoxicidade quando um AINE é
administrado com tacrolímus.

Zidovudina: Risco aumentado de toxicidade hematológica quando um AINE é
administrado com zidovudina.

Sulfonilureias: Os AINE podem aumentar os efeitos dos medicamentos sulfonilureias
(foram notificados casos raros de hipoglicemia em doentes com administração
concomitante de sulfonilureia e ibuprofeno).

Inibidores

CYP2C9

A administração concomitante de ibuprofeno com inibidores do
CYP2C9 pode aumentar a exposição ao ibuprofeno (substrato do CYP2C9).

Ibuprofeno Abbott com alimentos, bebidas e álcool

Ibuprofeno Abbott deve ser tomado preferencialmente após as refeições.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o
seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez
Os dados dos estudos epidemiológicos sugerem um aumento do risco de aborto
espontâneo, de malformações cardíacas e de gastroschisis na sequência da utilização de
um inibidor da síntese das prostaglandinas no início da gravidez. Deste modo, Ibuprofeno APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED Abbott não deverá ser administrado durante o 1º e 2º trimestre de gravidez, a não ser que
seja estritamente necessário.
A administração de Ibuprofeno Abbott está contraindicada durante o terceiro trimestre de
gravidez.

Amamentação
Não se recomenda a utilização de Ibuprofeno Abbott em mulheres a amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

As reações dos doentes podem ser afetadas após o tratamento com o ibuprofeno. É
portanto aconselhável uma maior vigilância na condução de veículos ou utilização de
máquinas.

Ibuprofeno Abbott contém Lactose mono-hidratada. Se foi informado pelo seu médico
que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

Como tomar Ibuprofeno Abbott

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.
Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A posologia é variável em função do doente, da sua idade e da sua situação clínica.
A dose diária média recomendada para o adulto e crianças com idade superior a 12 anos é
de 1200 mg a 1600 mg, repartida em três tomas com um intervalo de 8 horas.

Não é aconselhável ultrapassar a dose diária de 2400 mg de ibuprofeno.

Nas crianças com idade inferior a 12 anos, a dose recomendada de ibuprofeno é de 20
mg-30 mg/Kg/dia.

No tratamento da artrite idiopática juvenil podem ser necessárias doses superiores, não se
ultrapassando a dose de 40 mg/Kg/dia de ibuprofeno.

No idoso não há necessidade de alterar a dose, a não ser que haja insuficiência renal ou
hepática graves.

Devem ser tomadas precauções quando se administra um AINE a doentes com
insuficiência renal.
Em doentes com disfunção renal leve a moderada a dose inicial deve ser reduzida.

Não se deve administrar ibuprofeno a doentes com insuficiência renal ou hepática grave
(ver “O que precisa de saber antes de tomar Ibuprofeno”).
APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o
menor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver “Advertências e
precauções”).

Via de administração
Administração oral.
Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com um copo de água e não devem ser
mastigados, partidos, esmagados nem chupados, de forma a evitar desconforto ou
irritação da garganta.

Duração do tratamento médio
Variável em função do doente e da sua situação clínica.

Se tomar mais Ibuprofeno Abbott do que deveria

Se tomar acidentalmente demasiados comprimidos de Ibuprofeno Abbott, contacte
imediatamente o seu médico ou farmacêutico.

Os sintomas de intoxicação aguda com ibuprofeno incluem náuseas, vómitos, dor
abdominal e sonolência.

Em caso de sobredosagem, deve proceder-se a lavagem gástrica seguida de medidas de
suporte.
Não existe antídoto específico para a sobredosagem de ibuprofeno.

Caso se tenha esquecido de tomar Ibuprofeno Abbott

Em caso de esquecimento de uma ou mais doses, continue normalmente a tomar a dose
seguinte.
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico
ou farmacêutico.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,
embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Os efeitos indesejáveis foram notificados espontânea e voluntariamente durante a fase
pós-comercialização de Ibuprofeno Abbott, por uma população da qual se desconhece a
taxa de exposição. Assim, não é possível estimar a incidência real destas reações adversas
ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao ibuprofeno.

Reações adversas observadas com ibuprofeno similares a outros

AINE


APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED As reações adversas mais frequentemente observadas são de natureza gastrointestinal.
Náuseas, dispepsia, vómitos, hematémese, flatulência, dor abdominal, diarreia,
obstipação, melenas, estomatite aftosa, hemorragia gastrointestinal, exacerbação de colite
e doença de Crohn têm sido notificadas na sequência da administração destes
medicamentos.

Doenças do sistema imunitário
Foram notificadas reações de hipersensibilidade após tratamento com ibuprofeno. Estas
podem, compreender reações alérgicas não específicas e anafilaxia; reatividade do trato
respiratório, incluindo asma, agravamento de asma, broncospasmo ou dispneia; ou
doenças de pele, incluindo erupção cutânea de vários tipos, prurido, urticária, púrpura,
angioedema e muito raramente, dermatites bulhosas (incluindo síndroma de Stevens-
Johnson, necrólise epidérmica tóxica e eritema multiforme).

Doenças gastrointestinais
Menos frequentemente têm vindo a ser observados casos de gastrite, úlceras duodenal e
gástrica.
Perfuração gastrointestinal, têm sido raramente notificada na sequência da administração
de ibuprofeno.
Muito raramente têm sido também notificados casos de pancreatite.
Podem ocorrer, em particular nos idosos, úlceras pépticas, perfuração ou hemorragia
gastrointestinal potencialmente fatais.

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Edema e fadiga têm sido notificados em associação ao tratamento com ibuprofeno

Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares
Edema, hipertensão arterial e insuficiência cardíaca, têm sido notificados em associação
ao tratamento com AINE.
Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de
ibuprofeno, particularmente em doses elevadas (2400 mg diários) e em tratamento de
longa duração poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos
trombóticos arteriais (por exemplo enfarte do miocárdio ou AVC) (ver “Advertências e
precauções”).
Os medicamentos tais como Ibuprofeno Abbott podem estar associados a um pequeno
aumento o risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou AVC.

Reações bolhosas incluindo síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica
(muito raro).

Outras reações adversas menos frequentemente notificadas estão apresentadas por ordem
decrescente de frequência dentro de cada classe de orgãos:

Infeções e infestações: Rinite, meningite asséptica.
APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED Doenças do sangue e do sistema linfático: Leucopenia, trombocitopenia, anemia
aplástica, neutropenia, agranulocitose e anemia hemolítica.

Perturbações do foro psiquiátrico: Insónia, ansiedade, depressão e estado de confusão;

Doenças do sistema nervoso: Cefaleias, tonturas, parestesia, sonolência e nefrite ótica.

Afeções oculares: Perturbações da visão e neuropatia ótica tóxica.

Afeções do ouvido e do labirinto: Perturbações auditivas, vertigens e zumbidos.

Afeções hepatobiliares: Hepatite, icterícia, anomalias da função hepática e insuficiência
hepática.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: Reações de fotossensibilidade.

Doenças renais e urinárias: Nefrotoxicidade, incluindo nefrite intersticial, síndroma
nefrótico e insuficiência renal.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não
indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Comunicação de efeitos secundários
Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não
indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá
comunicar efeitos secundários diretamente através de:

INFARMED, I.P.
Direção de Gestão de Risco de medicamentos
Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53
1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 71 40
Fax: +351 21 798 73 97
Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt
Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a
segurança deste medicamento.

Como conservar Ibuprofeno Abbott

Não conservar acima de 25ºC.
Conservar na embalagem de origem.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior,
após "VAL.". O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao
seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas
ajudarão a proteger o ambiente.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Ibuprofeno Abbott

-A substância ativa é o ibuprofeno. Cada comprimido revestido por película contém 400
mg de ibuprofeno.
-Os outros componentes são: Núcleo: celulose microcristalina, croscarmelose sódica,
lactose mono-hidratada, sílica coloidal anidra, laurilsulfato de sódio, estearato de
magnésio;
Revestimento: hipromelose 2910 (6 cps), hipromelose 2910 (5 cps), talco e dióxido de
titânio (E171).

Qual o aspeto de Ibuprofeno Abbott e conteúdo da embalagem

Ibuprofeno Abbott apresenta-se em comprimidos revestidos por película, brancos e ovais.
Os comprimidos são fornecidos em blisters de PVC-Alu ou PVC/PVDC-Alu de 20 e 60
comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Abbott Laboratórios, Lda.
Estrada de Alfragide, 67 Alfrapark, Edifício D
2610-008 Amadora
Portugal

Fabricantes

AbbVie Deutschland GmbH & Co. KG
Knollstrasse
67061 Ludwigshafen
Alemanha

Famar S.A.
7, Anthoussa Avenue,
15344 Anthoussa - Attiki APROVADO EM 13-09-2013 INFARMED Grécia

Este folheto foi revisto pela última vez em


DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (p. ex. cálculos biliares, hepatite).
  2. Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
  3. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  4. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  5. Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago (ver). Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
  6. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  7. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  8. Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
  9. Neuropatia: Doença que afeta a um (mononeuropatia) ou vários nervos (polineuropatia). Seus sintomas dependem da localização e tipo de nervo comprometido, podendo ser motores (fraqueza muscular) ou sensitivos (diminuição da sensibilidade, dor). Entre suas causas figuram certos tóxicos, distúrbios metabólicos, infecções, doenças degenerativas, etc.
  10. Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
  11. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  12. Nefrite: Termo que significa ???inflamação do rim??? e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
  13. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  14. Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
  15. Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
  16. Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
  17. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  18. Reumatismo: Termo que é utilizado em geral para se referir ao conjunto de doenças inflamatórias e degenerativas que afetam as articulações e estruturas vizinhas.
  19. Uréia: Produto do metabolismo das proteínas. Indica de forma indireta a eficiência da função renal. Quando existe insuficiência renal, os valores de uréia elevam-se produzindo distúrbios variados (pericardite urêmica, encefalopatia urêmica, etc.).
  20. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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