Ig Vena

Para que serve Ig Vena

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


FOLHETO INFORMATIVO

INFORMAÇÃO PARA O

UTILIZADOR


Ig Vena 50 g/l Solução para perfusão Imunoglobulina Humana Normal (IgIV) para via intravenosa

Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas. Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico.

Neste folheto: 1. O que é Ig Vena e para que é utilizado 2. Antes de utilizar Ig Vena 3. Como utilizar Ig Vena 4. Efeitos secundários possíveis 5. Como conservar Ig Vena 6. Outras informações

1. O QUE É Ig Vena E PARA QUE É

UTILIZADO

Ig Vena é uma imunoglobulina humana normal para administração intravenosa. Asimunoglobulinas são anticorpos humanos que também estão presentes no sangue. Ig Vena é utilizado para:

Tratamento de adultos, crianças e adolescentes (0-18 anos) que não têm anticorpossuficientes (terapêutica de substituição) nos seguintes casos: Doentes com insuficiência inata de produção de anticorpos (síndromes deimunodeficiência primária). Doentes com doenças (cancro) do sangue (leucemia linfocítica crónica) que levam a umareduzida produção de anticorpos (hipogamaglobulinemia) e infeções bacterianasrecorrentes quando os antibióticos usados na prevenção falharam. Doentes com cancro da medula óssea (mieloma múltiplo) que conduz a uma reduzidaprodução de anticorpos (hipogamaglobulinemia), com infeções bacterianas recorrentes,as quais não responderam à vacina contra a bactéria pneumocócica. Doentes com reduzida produção de anticorpos (hipogamaglobulinemia) após umtransplante de células-mães hematopoético alogénico (que não provém do própriodoente). SIDA congénita com infeções bacterianas recorrentes.

Tratamento de adultos, crianças e adolescentes (0-18 anos) com determinadas doençasinflamatórias (imunomodulação), nas seguintes situações:

Doentes que não têm plaquetas sanguíneas suficientes (trombocitopenia imune primária, TIP), e que apresentam um risco elevado de hemorragia ou antes de uma cirurgia para corrigir a contagem de plaquetas.Doentes com Síndrome de Guillain Barré. Esta é uma doença aguda caracterizada pelainflamação dos nervos periféricos que provoca uma grave fraqueza muscular,principalmente nas pernas e membros superiores. Doentes com Polineuropatia Desmielinizante Inflamatória Crónica (PDIC). Esta é umadoença crónica rara dos nervos periféricos caracterizada por um aumento gradual dafraqueza nas pernas e, em menor grau, nos braços. Doentes com doença de Kawasaki. Esta é uma doença aguda que afeta principalmentecrianças pequenas e que se caracteriza por uma inflamação dos vasos sanguíneos aolongo do corpo.

2. ANTES DE UTILIZAR Ig

VENA

Não utilize Ig Vena se tem alergia (hipersensibilidade) às imunoglobulinas humanas ou a qualquer outro componente de Ig Vena. se tem anticorpos contra a imunoglobulina IgA no seu sangue. Isto é muito raro e pode acontecer caso não tenha imunoglobulinas do tipo IgA no seu sangue.

Tome especial cuidado com Ig Vena O seu médico ou profissional de saúde irá acompanhá-lo de perto e irá observá-lo cuidadosamente durante o período de perfusão com Ig Vena para ter a certeza que não apresenta reações.

Algums efeitos secundários podem ocorrer mais frequentemente: no caso de velocidade de perfusão elevada; se sofre de um estado de saúde com níveis baixos de anticorpos no seu sangue (hipo ou agamaglobulinemia, com ou sem deficiência de IgA); se foi medicado com imunoglobulina humana normal pela primeira vez; em casos raros, quando a preparação de imunoglobulina humana normal é alterada, ou quando decorreu um intervalo prolongado desde a perfusão anterior. Em certas situações, as imunoglobulinas podem aumentar o risco de enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, embolia pulmonar ou trombose venosa profunda, uma vez que aumentam a viscosidade do sangue. Portanto, o seu médico irá tomar especial cuidado nas seguintes circunstâncias: se tiver excesso de peso, se for idoso, se for diabético, se sofrer de tensão arterial alta (hipertensão), se o seu volume de sangue for demasiado baixo (hipovolemia), se tiver ou já tiver tido problemas nos seus vasos sanguíneos (doenças vasculares), se sofrer de uma tendência aumentada para formar coágulos no sangue (doenças trombóticas hereditárias ou adquiridas),

se sofrer de episódios trombóticos, se sofrer de uma doença que faça o seu sangue ficar mais espesso (viscosidade), se estiver acamado à muito tempo, se tiver ou tiver tido problemas nos rins ou se estiver a tomar medicamentos que podem danificar os seus rins (medicamentos nefrotóxicos), uma vez que foram comunicados casos de insuficiência renal aguda. No caso de uma doença renal, o seu médico irá considerar a interrupção do tratamento. Pode ser alérgico (ter hipersensibilidade) às imunoglobulinas (anticorpos) sem o saber. Isto pode acontecer mesmo que tenha recebido no passado imunoglobulinas humanas normais e as tenha tolerado bem. Isto poderá acontecer particularmente se não tiver imunoglobulinas do tipo IgA (deficiência de IgA com anticorpos anti-IgA). Nestes casos raros, podem ocorrer reações alérgicas (hipersensibilidade), tais como queda súbita da tensão arterial ou choque.

No caso de um efeito secundário, o seu médico pode decidir reduzir a velocidade da administração ou parar a perfusão. Para além disso, o seu médico irá decidir o tratamento necessário dependendo da natureza e gravidade do efeito secundário.

No caso de um episódio de choque, deverá ser implementado o tratamento médico de referência para o choque. Por favor informe o seu médico se pelo menos uma das situações acima mencionadas se aplicar a si, o seu médico irá tomar particular cuidado ao prescrever-lhe e administrar-lhe Ig Vena. Segurança viralOs medicamentos derivados do sangue ou do plasma humano, são submetidos a umdeterminado número de medidas de segurança para prevenir a transmissão de infeçõesaos doentes. Estas medidas incluem a seleção cuidadosa de dadores de sangue ou plasmapara assegurar a exclusão dos possíveis portadores de infeções, e a análise de cada dádivae da pool de plasma para sinais de vírus. Os fabricantes destes medicamentos introduzemtambém etapas que podem remover ou inativar agentes patogénicos no processamento dosangue ou plasma. Apesar destas medidas, não pode excluir-se totalmente a possibilidadede transmissão de doenças infeciosas quando são administrados medicamentospreparados a partir de sangue ou plasma humano. Isto aplica-se também aos vírus denatureza até ao momento desconhecida ou emergentes ou outros tipos de infeção. As medidas implementadas são consideradas eficazes para os vírus com invólucro comoo vírus da imunodeficiência humana (VIH), o vírus da hepatite B (VHB) e o vírus dahepatite C (VHC) e para o vírus sem invólucro da hepatite A (VHA). As medidas tomadas podem ser de valor limitado contra vírus sem invólucro como oParvovírus B19. Não tem sido associada a transmissão de Hepatite A ou Parvovírus B19 e asimunoglobulinas, isto pode ser devido ao facto de os anticorpos contra estas infeções, eque estão presentes neste medicamento, serem protetores.

Recomenda-se vivamente que cada vez que lhe seja administrado Ig Vena, fiqueregistado o nome e o número de lote do medicamento com vista a manter um registo doslotes utilizados.

Ao utilizar Ig Vena com outros medicamentos Informe o seu médico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outrosmedicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. A imunoglobulina humana normal para uso intravenoso não deve ser misturada com outros medicamentos.

Vacinas de vírus vivos atenuados A administração de imunoglobulinas pode alterar durante um período de, pelo menos 6semanas até 3 meses, a eficácia das vacinas de vírus vivos atenuados tais como, dosarampo, rubéola, papeira e varicela. Após a administração deste medicamento, devedecorrer um intervalo de 3 meses antes da vacinação com vacinas de vírus vivosatenuados. No caso do sarampo, esta alteração pode persistir por até um ano. Portanto,recomenda-se a determinação de anticorpos nos doentes que vão receber a vacina dosarampo.

Testes sanguíneos Ig Vena pode interferir com alguns testes sanguíneos devido ao aumento temporário de vários anticorpos transferidos passivamente para o seu sangue após a perfusão de imunoglobulina; este aumento de anticorpos pode dar resultados enganosos nos testes serológicos. A transmissão passiva de anticorpos contra os antigénios eritrocitários, por exemplo, A, B, D (os quais determinam o grupo sanguíneo), pode interferir com alguns testes serológicos destinados à deteção de anticorpos eritrocitários, como por exemplo o teste de antiglobulina direto (DAT, teste de Coombs direto).

Testes de Glicemia Alguns sistemas de doseamento da glicemia (por exemplo, os testes baseados nos métodos da glucose desidrogenase pirroloquinolinoquinona (GDH-PQQ) ou glucose-
dye-oxireductase) interpretam falsamente a quantidade de maltose (100 mg/ml) contida na Ig Vena como sendo glucose. Isto pode resultar em leituras falsas de glucose elevada durante a perfusão e por um período de cerca de 15 horas após o final da perfusão e, consequentemente, numa inapropriada administração de insulina, resultando numa hipoglicemia com risco de vida ou mesmo fatal. Para além disso, os verdadeiros casos de hipoglicemia podem também ficar sem tratamento se o estado de hipoglicemia for mascarado por resultados de glucose falsamente elevados. Assim, sempre que seja administrada Ig Vena ou outros medicamentos parentéricos que contenham maltose, a determinação da glicemia deve ser realizada com um teste específico para determinação da glucose. A informação referente ao sistema de doseamento da glicemia, incluindo as tiras de teste, deve ser cuidadosamente revista para determinar se o sistema é apropriado para utilizar com medicamentos parentéricos que contenham maltose. Em caso de dúvida, contacte o fabricante do sistema de teste para determinar se o mesmo é apropriado para utilizar com medicamentos parentéricos que contenham maltose.

População pediátrica Embora não tenham sido realizados estudos de interação específicos na população pediátrica, não são de esperar diferenças entre os adultos e as crianças.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Informe o seu médico se estiver grávida ou a amamentar. O seu médico decidirá seIg Vena pode ser utilizado durante a gravidez e amamentação.

Não foram realizados ensaios clínicos com Ig Vena em mulheres grávidas. Tem-severificado que as IgIV atravessam a placenta, de forma mais acentuada durante o terceirotrimestre. No entanto, os medicamentos que contêm anticorpos são usados há anos emmulheres grávidas e tem sido demonstrado que não são de esperar efeitos nocivos durantea gravidez, no feto ou no recém-nascido.Se está a amamentar e está medicada com Ig Vena, os anticorpos do medicamento podempassar para o leite materno. Por isso, o seu bebé pode ficar protegido de certas infeções.A experiência clínica com imunoglobulinas sugere que não são de esperar efeitos nocivosna fertilidade.

Condução de veículos e utilização de máquinas A capacidade de condução de veículos e utilização de máquinas pode estar diminuída devido a alguns efeitos secundários associados com Ig Vena. Os doentes que sentirem efeitos secundários durante o tratamento devem esperar que estes desapareçam antes de conduzirem ou utilizarem máquinas.

3. COMO UTILIZAR Ig

VENA

Ig Vena apenas pode ser administrado em hospitais por médicos ou profissionais desaúde.

A posologia e o esquema de tratamento dependem da indicação; o seu médico iráestabelecer a dose e o tratamento apropriados para si.

No início da perfusão, irá receber Ig Vena a uma baixa velocidade de perfusão. Caso esta seja bem tolerada, o seu médico poderá aumentar gradualmente a velocidade de perfusão.

Se utilizar mais Ig Vena do que deveria Se lhe for administrado mais Ig Vena do que deveria, poderá ocorrer uma sobrecarga de fluidos proteicos e o sangue pode tornar-se demasiado espesso (hiperviscosidade); isto pode acontecer particularmente se for um doente de risco, em especial em doentes idosos ou em doentes com problemas de coração ou rins.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍ

VEIS

Como todos os medicamentos, Ig Vena pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Ocasionalmente podem ocorrer efeitos secundários, tais como: arrepios, dores de cabeça, tonturas, febre, vómitos, náuseas, reações alérgicas, artralgia (dores nas articulações), descida da tensão arterial e dores nas costas moderadas.

Raramente a imunoglobulina humana normal pode causar descida repentina da tensão arterial e, em casos isolados, reações de hipersensibilidade (choque anafilático), mesmo quando os doentes não tenham demonstrado hipersensibilidade em administrações anteriores.

Foram observados casos de meningite não infeciosa transitória (meningite assética reversível), casos isolados de diminuição temporária dos glóbulos vermelhos, (anemia hemolítica/hemólise reversíveis) e casos raros de reações da pele transitórias, com perfusões de imunoglobulina humana normal. Foram observados aumentos dos níveis de creatinina no sangue e/ou insuficiência renal aguda. Foram comunicados, muito raramente, acontecimentos tromboembólicos (formação de coágulos sanguíneos) que podem provocar enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, obstrução das veias pulmonares (embolia pulmonar) e trombose venosa profunda.

Durante o Ensaio Clínico KB034, no qual foram administradas 756 doses de Ig Vena a 33 indivíduos adultos afetados por PDIC, um doente sentiu dores de cabeça numa única ocasião.

População pediátrica Será de esperar que a frequência, tipo e gravidade dos efeitos secundários em crianças sejam idênticos aos verificados em adultos.Para informação sobre segurança viral ver secção 2 “ANTES DE UTILIZAR Ig VENA”.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundáriosnão mencionados neste folheto, informe o seu médico.

5. Como cONSERVAr Ig

VENA

MANTENHA Ig Vena FORA DO ALCANCE E DA VISTA DAS CRIANÇAS. Não utilize Ig Vena após o prazo de validade impresso no rótulo do frasco para injectáveis e embalagem exterior, a seguir a EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Conservar no frigorífico (+2ºC/+8ºC). Manter o frasco para injectáveis dentro da embalagem exterior. Não congelar. Não utilize Ig Vena se verificar que a solução está turva ou apresenta depósito ou alteração de cor.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕ

ES

Qual a composição de Ig Vena A substância ativa é imunoglobulina humana normal.

1 ml de solução contém 50 mg de imunoglobulina humana normal.

A solução contém 50 g/l de proteínas humanas com um conteúdo mínimo de 95% de imunoglobulina G (IgG). As subclasses de IgG apresentam a seguinte distribuição: IgG1 62,1% IgG2 34,8% IgG3 2,5%

IgG4 0,6%

O teor máximo de IgA é de 50 microgramas/ml. Produzido a partir de plasma de dadores humanos.Os outros componentes são maltose e água para preparações injectáveis.

Qual o aspeto de Ig Vena e conteúdo da embalagem O Ig Vena é uma solução para perfusão límpida ou ligeiramente opalescente, incolor ouligeiramente amarelada.

Ig Vena 50 g/l solução para perfusão, frasco para injectáveis de 20 ml.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Kedrion S.p.A. - Loc. Ai Conti, 55051 Castelvecchio Pascoli, Barga (Lucca), ITÁLIA.

Fabricante Kedrion S.p.A., 55027 Bolognana, Gallicano (Lucca), ITÁLIA.

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Áustria Ig Vena 50 g/l Infusionslösung Alemanha Ig Vena 50 g/l Infusionslösung Grécia Ig

VENA

Itália Ig

VENA

Polónia Ig

VENA

Portugal Ig Vena

Este folheto foi aprovado pela última vez em:

A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais de saúde:

Instruções para um uso correto Ig Vena deve ser levado à temperatura ambiente ou à temperatura corporal antes da administração. Antes da administração, a solução deve ser visualmente inspecionada para deteção de partículas e alteração da cor. Soluções turvas ou com depósito não devem ser utilizadas. Ig Vena deve ser administrada por via intravenosa a uma velocidade inicial de 0,46-0,92 ml/kg/h (10-20 gotas/minuto) durante 20-30 minutos. Se for bem tolerada, a velocidade de administração pode ser gradualmente aumentada até um máximo de 1,85 ml/kg/h (40 gotas/minuto).

Precauções especiais Algums efeitos secundários graves ao medicamento podem ser devidos à velocidade de perfusão. Potenciais complicações podem muitas vezes ser evitadas ao assegurar:

que os doentes não são sensíveis à imunoglobulina humana normal, iniciando lentamente a injeção do medicamento (velocidade de administração 0,46 - 0,92 ml/kg/h); que os doentes são cuidadosamente monitorizados para quaisquer sintomas durante o período de perfusão. Em particular, doentes que iniciam o tratamento com imunoglobulinas humanas normais, que mudaram de uma preparação alternativa de imunoglobulina humana ou aqueles em que decorreu um intervalo prolongado desde a perfusão anterior, devem ser monitorizados durante a primeira perfusão e durante a primeira hora após a primeira perfusão, para a deteção de potenciais sinais adversos. Todos os outros doentes devem ser observados durante pelo menos 20 minutos após a administração.

Em todos os doentes, a administração de IgIV requer: - hidratação adequada antes do início da perfusão de IgIV; - monitorização do débito de urina; - monitorização dos níveis séricos de creatinina; - evitar o uso concomitante de diuréticos da ansa.

Em caso de efeito secundário, a velocidade de administração tem de ser reduzida ou a perfusão interrompida. O tratamento necessário depende da natureza e da gravidade do efeito secundário. No caso de um episódio de choque, deverá ser implementado o tratamento médico de referência para o choque.

População pediátrica Não são necessárias medidas ou monitorização específicas na população pediátrica. Não são de esperar diferenças na população pediátrica (0-18 anos).

Tromboembolismo Existe evidência clínica de uma associação entre a administração de IgIV e eventos tromboembólicos, tais como enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, embolia pulmonar e tromboses venosas profundas, que se assume estarem relacionados com um aumento relativo da viscosidade sanguínea causado pelo influxo elevado de imunoglobulina em doentes de risco. Recomenda-se precaução ao prescrever e administrar IgIV em doentes obesos e em doentes com fatores de risco pré-existentes para eventos trombóticos (tais como idade avançada, hipertensão, diabetes mellitus e antecedentes de doença vascular ou episódios trombóticos, doentes com doenças trombofílicas adquiridas ou hereditárias, doentes com períodos prolongados de imobilização, doentes com hipovolemia grave e doentes com patologias que aumentem a viscosidade sanguínea). Nos doentes em risco de efeitos secundários tromboembólicos, as IgIV devem ser administradas na dose e velocidade de perfusão mínimas praticáveis.

Insuficiência renal aguda Foram comunicados casos de insuficiência renal aguda em doentes tratados com IgIV. Na maioria dos casos, os fatores de risco foram identificados e incluem insuficiência renal pré-existente, diabetes mellitus, hipovolemia, peso excessivo, medicação nefrotóxica concomitante ou idade superior a 65 anos. No caso de compromisso renal, deve considerar-se a interrupção de IgIV. Embora as notificações de disfunção renal e de insuficiência renal aguda estejam associadas à utilização de muitas IgIV autorizadas contendo vários excipientes tais como sacarose, glucose e maltose, aquelas que contêm sacarose como estabilizador

foram responsáveis por uma parcela desproporcional do número total. Em doentes de risco, pode considerar-se a utilização de IgIV que não contêm estes excipientes. Em doentes em risco de insuficiência renal aguda, as IgIV devem ser administradas na dose e velocidade de perfusão mínimas praticáveis.

Síndrome da meningite asséptica (SMA) Tem sido referida a ocorrência de síndrome da meningite asséptica em associação com o tratamento com IgIV. A interrupção do tratamento com IgIV tem resultado na remissão do SMA sem sequelas no espaço de vários dias. O síndrome inicia-se geralmente entre várias horas a 2 dias após o tratamento com IgIV. Os estudos do líquido cefalorraquidiano são frequentemente positivos com pleocitose até vários milhares de células por mm3, predominantemente das séries granulocíticas e níveis elevados de proteínas até várias centenas de mg/dl. O SMA pode ocorrer com maior frequência em associação com um tratamento com IgIV numa dose elevada (2 g/kg).

Anemia hemolítica As IgIV podem conter anticorpos contra os grupos sanguíneos, os quais podem atuar como hemolisinas e induzir in vivo o revestimento dos glóbulos vermelhos com a imunoglobulina originando uma reação antiglobulina direta positiva (teste de Coombs) e, raramente, hemólise. Pode desenvolver-se anemia hemolítica subsequentemente a uma terapêutica com IgIV devido a um aumento do sequestro de glóbulos vermelhos. Os doentes medicados com IgIV devem ser monitorizados relativamente aos sinais e sintomas clínicos de hemólise.

Este medicamento contém 100 mg de maltose por ml como excipiente.

A

interferência da maltose nos doseamentos da glucose no sangue pode resultar em falsas leituras de glucose elevada, e consequentemente, numa inapropriada administração de insulina, resultando em hipoglicemia com risco de vida e morte. Para além disso, casos de verdadeira hipoglicemia podem ficar por tratar se o estado hipoglicémico estiver mascarado por leituras falsas de glucose elevada. Para mais detalhes por favor veja o parágrafo “Testes de Glicemia”.

Recomendações posológicas A terapêutica de substituição deve ser iniciada e monitorizada sob a supervisão de um médico com experiência no tratamento da imunodeficiência. Posologia A dose e o regime posológico dependem da indicação terapêutica. Na terapia de substituição, a dose poderá precisar de ser individualizada para cada doente dependendo da resposta farmacocinética e clínica. Os seguintes regimes posológicos são apresentados como linhas de orientação.

Terapia de substituição em síndromes de imunodeficiência primária: O regime posológico deve atingir um nível mínimo de IgG (determinado antes da perfusão seguinte) de, pelo menos, 5 a 6 g/l. São necessários três a seis meses após o início do tratamento para se obter o equilíbrio. A dose inicial recomendada é de 0,4 - 0,8 g/kg administrados uma única vez, seguidos no mínimo por 0,2 g/kg administrados cada três a quatro semanas. A dose necessária para se atingir o nível mínimo de 5 - 6 g/l é de 0,2 - 0,8 g/kg/mês. O intervalo de administração varia entre 3 - 4 semanas, ao ser atingido o estado de equilíbrio.

Os níveis mínimos devem ser determinados e avaliados em conjunto com a incidência de infeção. Para reduzir a taxa de infeção, poderá ser necessário aumentar a dosagem visando alcançar níveis mínimos mais elevados.

Hipogamaglobulinemia e infeções bacterianas recorrentes em doentes com leucemia linfocítica crónica, nos quais a profilaxia com antibióticos falhou; hipogamaglobulinemia e infeções bacterianas recorrentes em doentes com mieloma múltiplo em estado estacionário, os quais não responderam à imunização pneumocócica; SIDA congénita com infeções bacterianas recorrentes A dose recomendada é de 0,2 - 0,4 g/kg, a cada três a quatro semanas.

Hipogamaglobulinemia em doentes após transplante de células-mães hematopoético alogénico

A dose recomendada é de 0,2 - 0,4 g/kg, cada três a quatro semanas. Devem manter-se níveis mínimos acima de 5 g/l.

Trombocitopenia imune primária Existem dois regimes posológicos alternativos: - 0,8 - 1 g/kg no primeira dia; esta dose pode ser repetida uma vez no período de 3 dias; - 0,4 g/kg administrados diariamente durante dois a cinco dias.

O tratamento pode ser repetido se ocorrer uma recidiva.

Síndrome de Guillain Barré 0,4 g/kg/dia durante 5 dias.

Polirradiculoneuropatia Desmielinizante Inflamatória Crónica (PDIC) Dose inicial: 2 g/kg em 4 dias consecutivos; recomenda-se a administração da dose inicial cada 3-4 semanas até obtenção do máximo benefício. Dose de manutenção: deverá ser definida pelo médico assistente; recomenda-se que após ser alcançado o máximo benefício, a dose seja reduzida e a frequência de administração ajustada até que seja identificada a menor dose de manutenção efetiva. Tem-se verificado que a dose inicial é bem tolerada até 7 ciclos de tratamento consecutivos efetuados ao longo de um período de 6 meses.

Doença de Kawasaki 1,6 - 2,0 g/kg em doses divididas durante dois a cinco dias ou 2,0 g/kg sob a forma de dose única. Os doentes devem receber tratamento concomitante com ácido acetilsalicílico.

As recomendações posológicas são resumidas na tabela seguinte: Indicação Dose Frequência das injeções Terapia de substituição na - dose inicial: cada 3 - 4 semanas para imunodeficiência primária 0,4 - 0,8 g/kg obter um nível mínimo de

- em seguida: IgG de pelo menos 5 - 6

0,2 - 0,8 g/kg g/l

Terapia de substituição na

cada 3 - 4 semanas para imunodeficiência secundária 0,2 - 0,4 g/kg obter um nível mínimo de

IgG de pelo menos 5 - 6 g/l

SIDA congénita 0,2 - 0,4 g/kg cada 3-4 semanas

Hipogamaglobulinemia (<

cada 3 - 4 semanas para 4 g/l) em doentes após 0,2 - 0,4 g/kg obter um nível mínimo de transplante de células-mães IgG superior a 5 g/l hematopoético alogénico Imunomodulação:

Trombocitopenia imune 0,8 - 1 g/kg no dia 1, passível de uma primária ou única repetição no período

de 3 dias

0,4 g/kg/d

durante 2-5 dias Síndrome de Guillain Barré 0,4 g/kg/d durante 5 dias

Polineuropatia - dose inicial: em 4 dias consecutivos Desmielinizante 2 g/kg cada 3-4 semanas Inflamatória Crónica

(PDIC)* - em seguida:

ajustada à necessidade do dose de manutenção doente, ver acima

Doença de Kawasaki 1,6 - 2 g/kg Em doses divididas ao

longo de 2 - 5 dias em ou associação com ácido

acetilsalicílico

Numa dose única em 2 g/kg associação com ácido acetilsalicílico. *A dose baseia-se na dose utilizada no estudo clínico efetuado com Ig Vena.

Populações especiais

A experiência em indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos é limitada.

População pediátrica

A posologia em crianças e adolescentes (0-18 anos) não difere da dos adultos, pois a posologia para cada indicação é apresentada em função do peso corporal e ajustada pelo resultado clínico obtido nas condições acima mencionadas.

PDIC

Devido à raridade da doença e consequentemente ao reduzido número global de doentes, existe apenas uma experiência limitada relativamente à utilização de imunoglobulinas intravenosas em crianças com PDIC; deste modo, estão apenas disponíveis os dados publicados na literatura. Contudo, os dados publicados são todos consistentes na demonstração de que o tratamento com IgIV é igualmente eficaz em adultos e crianças, tal como acontece nas indicações estabelecidas para a IgIV.


FOLHETO INFORMATIVO

INFORMAÇÃO PARA O

UTILIZADOR


Ig Vena 50 g/l Solução para perfusão Imunoglobulina Humana Normal (IgIV) para via intravenosa

Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas. Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico.

Neste folheto: 1. O que é Ig Vena e para que é utilizado 2. Antes de utilizar Ig Vena 3. Como utilizar Ig Vena 4. Efeitos secundários possíveis 5. Como conservar Ig Vena 6. Outras informações

1. O QUE É Ig VENA E PARA QUE É

UTILIZADO

Ig Vena é uma imunoglobulina humana normal para administração intravenosa. Asimunoglobulinas são anticorpos humanos que também estão presentes no sangue. Ig Vena é utilizado para:

Tratamento de adultos, crianças e adolescentes (0-18 anos) que não têm anticorpossuficientes (terapêutica de substituição), nos seguintes casos: Doentes com insuficiência inata de produção de anticorpos (síndromes deimunodeficiência primária). Doentes com doenças (cancro) do sangue (leucemia linfocítica crónica) que levam a umareduzida produção de anticorpos (hipogamaglobulinemia) e infeções bacterianasrecorrentes quando os antibióticos usados na prevenção falharam. Doentes com cancro da medula óssea (mieloma múltiplo) que conduz a uma reduzidaprodução de anticorpos (hipogamaglobulinemia), com infeções bacterianas recorrentes,as quais não responderam à vacina contra a bactéria pneumocócica. Doentes com reduzida produção de anticorpos (hipogamaglobulinemia) após umtransplante de células-mães hematopoético alogénico (que não provém do própriodoente). SIDA congénita com infeções bacterianas recorrentes.

Tratamento de adultos, crianças e adolescentes (0-18 anos) com determinadas doençasinflamatórias (imunomodulação), nas seguintes situações: Doentes que não têm plaquetas sanguíneas suficientes (trombocitopenia imune primária, TIP), e que apresentam um risco elevado de hemorragia ou antes de uma cirurgia para corrigir a contagem de plaquetas.Doentes com Síndrome de Guillain Barré. Esta é uma doença aguda caracterizada pelainflamação dos nervos periféricos que provoca uma grave fraqueza muscular,principalmente nas pernas e membros superiores. Doentes com Polineuropatia Desmielinizante Inflamatória Crónica (PDIC). Esta é umadoença crónica rara dos nervos periféricos caracterizada por um aumento gradual dafraqueza nas pernas e, em menor grau, nos braços. Doentes com doença de Kawasaki. Esta é uma doença aguda que afeta principalmentecrianças pequenas e que se caracteriza por uma inflamação dos vasos sanguíneos aolongo do corpo.

2. ANTES DE UTILIZAR Ig

VENA

Não utilize Ig Vena se tem alergia (hipersensibilidade) às imunoglobulinas humanas ou a qualquer outro componente de Ig Vena. se tem anticorpos contra a imunoglobulina IgA no seu sangue. Isto é muito raro e pode acontecer caso não tenha imunoglobulinas do tipo IgA no seu sangue.

Tome especial cuidado com Ig Vena O seu médico ou profissional de saúde irá acompanhá-lo de perto e irá observá-lo cuidadosamente durante o período de perfusão com Ig Vena para ter a certeza que não apresenta reações.

Algums efeitos secundários podem ocorrer mais frequentemente: no caso de velocidade de perfusão elevada; se sofre de um estado de saúde com níveis baixos de anticorpos no seu sangue (hipo ou agamaglobulinemia, com ou sem deficiência de IgA); se foi medicado com imunoglobulina humana normal pela primeira vez; em casos raros, quando a preparação de imunoglobulina humana normal é alterada, ou quando decorreu um intervalo prolongado desde a perfusão anterior. Em certas situações, as imunoglobulinas podem aumentar o risco de enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, embolia pulmonar ou trombose venosa profunda, uma vez que aumentam a viscosidade do sangue. Portanto, o seu médico irá tomar especial cuidado nas seguintes circunstâncias: se tiver excesso de peso, se for idoso, se for diabético, se sofrer de tensão arterial alta (hipertensão), se o seu volume de sangue for demasiado baixo (hipovolemia), se tiver ou já tiver tido problemas nos seus vasos sanguíneos (doenças vasculares), se sofrer de uma tendência aumentada para formar coágulos no sangue (doenças trombóticas hereditárias ou adquiridas), se sofrer de episódios trombóticos,

se sofrer de uma doença que faça o seu sangue ficar mais espesso (viscosidade), se estiver acamado à muito tempo, se tiver ou tiver tido problemas nos rins ou se estiver a tomar medicamentos que podem danificar os seus rins (medicamentos nefrotóxicos), uma vez que foram comunicados casos de insuficiência renal aguda. No caso de uma doença renal, o seu médico irá considerar a interrupção do tratamento. Pode ser alérgico (ter hipersensibilidade) às imunoglobulinas (anticorpos) sem o saber. Isto pode acontecer mesmo que tenha recebido no passado imunoglobulinas humanas normais e as tenha tolerado bem. Isto poderá acontecer particularmente se não tiver imunoglobulinas do tipo IgA (deficiência de IgA com anticorpos anti-IgA). Nestes casos raros, podem ocorrer reações alérgicas (hipersensibilidade), tais como queda súbita da tensão arterial ou choque.

No caso de um efeito secundário, o seu médico pode decidir reduzir a velocidade da administração ou parar a perfusão. Para além disso, o seu médico irá decidir o tratamento necessário dependendo da natureza e gravidade do efeito secundário.

No caso de um episódio de choque, deverá ser implementado o tratamento médico de referência para o choque. Por favor informe o seu médico se pelo menos uma das situações acima mencionadas se aplicar a si, o seu médico irá tomar particular cuidado ao prescrever-lhe e administrar-lhe Ig Vena. Segurança viralOs medicamentos derivados do sangue ou do plasma humano, são submetidos a umdeterminado número de medidas de segurança para prevenir a transmissão de infeçõesaos doentes . Estas medidas incluem a seleção cuidadosa de dadores de sangue ou plasmapara assegurar a exclusão dos possíveis portadores de infeções, e a análise de cada dádivae da pool de plasma para sinais de vírus. Os fabricantes destes medicamentos introduzemtambém etapas que podem remover ou inativar agentes patogénicos no processamento dosangue ou plasma. Apesar destas medidas, não pode excluir-se totalmente a possibilidadede transmissão de doenças infeciosas quando são administrados medicamentospreparados a partir de sangue ou plasma humano. Isto aplica-se também aos vírus denatureza até ao momento desconhecida ou emergentes ou outros tipos de infeção. As medidas implementadas são consideradas eficazes para os vírus com invólucro comoo vírus da imunodeficiência humana (VIH), o vírus da hepatite B (VHB) e o vírus dahepatite C (VHC) e para o vírus sem invólucro da hepatite A (VHA). As medidas tomadas podem ser de valor limitado contra vírus sem invólucro como oParvovírus B19. Não tem sido associada a transmissão de Hepatite A ou Parvovírus B19 e asimunoglobulinas, isto pode ser devido ao facto de os anticorpos contra estas infeções, eque estão presentes neste medicamento, serem protetores.

Recomenda-se vivamente que cada vez que lhe seja administrado Ig Vena, fiqueregistado o nome e o número de lote do medicamento com vista a manter um registo doslotes utilizados.

Ao utilizar Ig Vena com outros medicamentos

Informe o seu médico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outrosmedicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. A imunoglobulina humana normal para uso intravenoso não deve ser misturada com outros medicamentos.

Vacinas de vírus vivos atenuados A administração de imunoglobulinas pode alterar durante um período de, pelo menos 6semanas até 3 meses, a eficácia das vacinas de vírus vivos atenuados tais como, dosarampo, rubéola, papeira e varicela. Após a administração deste medicamento, devedecorrer um intervalo de 3 meses antes da vacinação com vacinas de vírus vivosatenuados. No caso do sarampo, esta alteração pode persistir por até um ano. Portanto,recomenda-se a determinação de anticorpos nos doentes que vão receber a vacina dosarampo.

Testes sanguíneos Ig Vena pode interferir com alguns testes sanguíneos devido ao aumento temporário de vários anticorpos transferidos passivamente para o seu sangue após a perfusão de imunoglobulina; este aumento de anticorpos pode dar resultados enganosos nos testes serológicos. A transmissão passiva de anticorpos contra os antigénios eritrocitários, por exemplo, A, B, D (os quais determinam o grupo sanguíneo), pode interferir com alguns testes serológicos destinados à deteção de anticorpos eritrocitários, como por exemplo o teste de antiglobulina direto (DAT, teste de Coombs direto).

Testes de Glicemia Alguns sistemas de doseamento da glicemia (por exemplo, os testes baseados nos métodos da glucose desidrogenase pirroloquinolinoquinona (GDH-PQQ) ou glucose-
dye-oxireductase) interpretam falsamente a quantidade de maltose (100 mg/ml) contida na Ig Vena como sendo glucose. Isto pode resultar em leituras falsas de glucose elevada durante a perfusão e por um período de cerca de 15 horas após o final da perfusão e, consequentemente, numa inapropriada administração de insulina, resultando numa hipoglicemia com risco de vida ou mesmo fatal. Para além disso, os verdadeiros casos de hipoglicemia podem também ficar sem tratamento se o estado de hipoglicemia for mascarado por resultados de glucose falsamente elevados. Assim, sempre que seja administrada Ig Vena ou outros medicamentos parentéricos que contenham maltose, a determinação da glicemia deve ser realizada com um teste específico para determinação da glucose. A informação referente ao sistema de doseamento da glicemia, incluindo as tiras de teste, deve ser cuidadosamente revista para determinar se o sistema é apropriado para utilizar com medicamentos parentéricos que contenham maltose. Em caso de dúvida, contacte o fabricante do sistema de teste para determinar se o mesmo é apropriado para utilizar com medicamentos parentéricos que contenham maltose.

População pediátrica Embora não tenham sido realizados estudos de interação específicos na população pediátrica, não são de esperar diferenças entre os adultos e as crianças.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Informe o seu médico se estiver grávida ou a amamentar. O seu médico decidirá se IgVena pode ser utilizado durante a gravidez e amamentação.

Não foram realizados ensaios clínicos com Ig Vena em mulheres grávidas. Tem-severificado que as IgIV atravessam a placenta, de forma mais acentuada durante o terceirotrimestre. No entanto, os medicamentos que contêm anticorpos são usados há anos emmulheres grávidas e tem sido demonstrado que não são de esperar efeitos nocivos durantea gravidez, no feto ou no recém-nascido.Se está a amamentar e está medicada com Ig Vena, os anticorpos do medicamento podempassar para o leite materno. Por isso, o seu bebé pode ficar protegido de certas infeções.A experiência clínica com imunoglobulinas sugere que não são de esperar efeitos nocivosna fertilidade.

Condução de veículos e utilização de máquinas A capacidade de condução de veículos e utilização de máquinas pode estar diminuída devido a alguns efeitos secundários associados com Ig Vena. Os doentes que sentirem efeitos secundários durante o tratamento devem esperar que estes desapareçam antes de conduzirem ou utilizarem máquinas.

3. COMO UTILIZAR Ig

VENA

Ig Vena apenas pode ser administrado em hospitais por médicos ou profissionais desaúde.

A posologia e o esquema de tratamento dependem da indicação; o seu médico iráestabelecer a dose e o tratamento apropriados para si.

No início da perfusão, irá receber Ig Vena a uma baixa velocidade de perfusão. Caso esta seja bem tolerada, o seu médico poderá aumentar gradualmente a velocidade de perfusão.

Se utilizar mais Ig Vena do que deveria Se lhe for administrado mais Ig Vena do que deveria, poderá ocorrer uma sobrecarga de fluidos proteicos e o sangue pode tornar-se demasiado espesso (hiperviscosidade); isto pode acontecer particularmente se for um doente de risco, em especial em doentes idosos ou em doentes com problemas de coração ou rins.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍ

VEIS

Como todos os medicamentos, Ig Vena pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

- Ocasionalmente podem ocorrer efeitos secundários, tais como: arrepios, dores de cabeça, tonturas, febre, vómitos, náuseas, reações alérgicas, artralgia (dores nas articulações), descida da tensão arterial e dores nas costas moderadas.

- Raramente a imunoglobulina humana normal pode causar descida repentina da tensão arterial e, em casos isolados, reações de hipersensibilidade (choque anafilático), mesmo quando os doentes não tenham demonstrado hipersensibilidade em administrações anteriores.

- Foram observados casos de meningite não infeciosa transitória (meningite assética reversível), casos isolados de diminuição temporária dos glóbulos vermelhos, (anemia hemolítica/hemólise reversíveis) e casos raros de reações da pele transitórias, com perfusões de imunoglobulina humana normal. - Foram observados aumentos dos níveis de creatinina no sangue e/ou insuficiência renal aguda. - Foram comunicados, muito raramente, acontecimentos tromboembólicos (formação de coágulos sanguíneos) que podem provocar enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, obstrução das veias pulmonares (embolia pulmonar) e trombose venosa profunda.

Durante o Ensaio Clínico KB034, no qual foram administradas 756 doses de Ig Vena a 33 indivíduos adultos afetados por PDIC, um doente sentiu dores de cabeça numa única ocasião.

População pediátrica Será de esperar que a frequência, tipo e gravidade dos efeitos secundários em crianças sejam idênticos aos verificados em adultos.Para informação sobre segurança viral ver secção 2 “ANTES DE UTILIZAR Ig VENA”.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundáriosnão mencionados neste folheto, informe o seu médico.

5. Como cONSERVAr Ig

VENA

MANTENHA Ig Vena FORA DO ALCANCE E DA VISTA DAS CRIANÇAS. Não utilize Ig Vena após o prazo de validade impresso no rótulo do frasco para injectáveis e embalagem exterior, a seguir a EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Conservar no frigorífico (+2ºC/+8ºC). Manter o frasco para injectáveis dentro da embalagem exterior. Não congelar. Não utilize Ig Vena se verificar que a solução está turva ou apresenta depósito ou alteração de cor.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕ

ES

Qual a composição de Ig Vena A substância ativa é imunoglobulina humana normal.

1 ml de solução contém 50 mg de imunoglobulina humana normal.

A solução contém 50 g/l de proteínas humanas com um conteúdo mínimo de 95% de imunoglobulina G (IgG). As subclasses de IgG apresentam a seguinte distribuição: IgG1 62,1% IgG2 34,8% IgG3 2,5%

IgG4 0,6%

O teor máximo de IgA é de 50 microgramas/ml. Produzido a partir de plasma de dadores humanos.Os outros componentes são maltose e água para preparações injectáveis.

Qual o aspeto de Ig Vena e conteúdo da embalagem O Ig Vena é uma solução para perfusão límpida ou ligeiramente opalescente, incolor ouligeiramente amarelada.

Ig VENA 2,5 g/50 ml solução para perfusão, frasco para injectáveis de 50 ml + alça Ig VENA 5 g/ 100 ml solução para perfusão, frasco para injectáveis de 100 ml + alça Ig VENA 10 g/200 ml solução para perfusão, frasco para injectáveis de 200 ml + alça

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Kedrion S.p.A. - Loc. Ai Conti, 55051 Castelvecchio Pascoli, Barga (Lucca), ITÁLIA.

Fabricante Kedrion S.p.A., 55027 Bolognana, Gallicano (Lucca), ITÁLIA.

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Áustria Ig Vena 50 g/l Infusionslösung Alemanha Ig Vena 50 g/l Infusionslösung Grécia Ig

VENA

Itália Ig

VENA

Polónia Ig

VENA

Portugal Ig Vena

Este folheto foi aprovado pela última vez em

A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais de saúde:

Instruções para um uso correto Ig Vena deve ser levado à temperatura ambiente ou à temperatura corporal antes da administração. Antes da administração, a solução deve ser visualmente inspecionada para deteção de partículas e alteração da cor. Soluções turvas ou com depósito não devem ser utilizadas. Ig Vena deve ser administrada por via intravenosa a uma velocidade inicial de 0,46 – 0,92 ml/kg/h (10-20 gotas/minuto) durante 20-30 minutos. Se for bem tolerada, a velocidade de administração pode ser gradualmente aumentada até um máximo de 1,85 ml/kg/h (40 gotas/minuto).

Instruções para utilização da alça

Rode a parte inferior do rótulo para formar uma alça. (fig. A) Se necessário prolongue a alça (máx 300%). (fig. B) Utilize a alça para suspender o frasco. (fig. C)

(fig. A) (fig. B) (fig. C)

Precauções especiais Algums efeitos secundários graves ao medicamento podem ser devidos à velocidade de perfusão. Potenciais complicações podem muitas vezes ser evitadas ao assegurar: que os doentes não são sensíveis à imunoglobulina humana normal, iniciando lentamente a injeção do medicamento (velocidade de administração 0,46 - 0,92 ml/kg/h); que os doentes são cuidadosamente monitorizados para quaisquer sintomas durante o período de perfusão. Em particular, doentes que iniciam o tratamento com imunoglobulinas humanas normais, que mudaram de uma preparação alternativa de imunoglobulina humana, ou aqueles em que decorreu um intervalo prolongado desde a perfusão anterior, devem ser monitorizados durante a primeira perfusão e durante a primeira hora após a primeira perfusão, para a deteção de potenciais sinais adversos. Todos os outros doentes devem ser observados durante pelo menos 20 minutos após a administração. Em todos os doentes, a administração de IgIV requer: - hidratação adequada antes do início da perfusão de IgIV; - monitorização do débito de urina; - monitorização dos níveis séricos de creatinina; - evitar o uso concomitante de diuréticos da ansa. Em caso de efeito secundário, a velocidade de administração tem de ser reduzida ou a perfusão interrompida. O tratamento necessário depende da natureza e da gravidade do efeito secundário. No caso de um episódio de choque, deverá ser implementado o tratamento médico de referência para o choque.

População pediátrica Não são necessárias medidas ou monitorização específicas na população pediátrica. Não são de esperar diferenças na população pediátrica (0-18 anos).

Tromboembolismo Existe evidência clínica de uma associação entre a administração de IgIV e eventos tromboembólicos, tais como enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, embolia pulmonar e tromboses venosas profundas, que se assume estarem relacionados com um aumento relativo da viscosidade sanguínea causado pelo influxo elevado de imunoglobulina em doentes de risco. Recomenda-se precaução ao prescrever e administrar IgIV em doentes obesos e em doentes com fatores de risco pré-existentes para eventos trombóticos (tais como idade avançada, hipertensão, diabetes mellitus e antecedentes de doença vascular ou episódios trombóticos, doentes com doenças trombofílicas adquiridas ou hereditárias, doentes com períodos prolongados de imobilização, doentes com hipovolemia grave e doentes com patologias que aumentem a viscosidade sanguínea). Nos doentes em risco de efeitos secundários tromboembólicos, as IgIV devem ser administradas na dose e velocidade de perfusão mínimas praticáveis.

Insuficiência renal aguda Foram comunicados casos de insuficiência renal aguda em doentes tratados com IgIV. Na maioria dos casos, os fatores de risco foram identificados e incluem insuficiência renal pré-existente, diabetes mellitus, hipovolemia, peso excessivo, medicação nefrotóxica concomitante ou idade superior a 65 anos. No caso de compromisso renal, deve considerar-se a interrupção de IgIV. Embora as notificações de disfunção renal e de insuficiência renal aguda estejam associadas à utilização de muitas IgIV autorizadas contendo vários excipientes tais como sacarose, glucose e maltose, aquelas que contêm sacarose como estabilizador foram responsáveis por uma parcela desproporcional do número total. Em doentes de risco, pode considerar-se a utilização de IgIV que não contêm estes excipientes. Em doentes em risco de insuficiência renal aguda, as IgIV devem ser administradas na dose e velocidade de perfusão mínimas praticáveis.

Síndrome da meningite asséptica (SMA) Tem sido referida a ocorrência de síndrome da meningite asséptica em associação com o tratamento com IgIV. A interrupção do tratamento com IgIV tem resultado na remissão do SMA sem sequelas no espaço de vários dias. O síndrome inicia-se geralmente entre várias horas a 2 dias após o tratamento com IgIV. Os estudos do líquido cefalorraquidiano são frequentemente positivos com pleocitose até vários milhares de células por mm3, predominantemente das séries granulocíticas e níveis elevados de proteínas até várias centenas de mg/dl. O SMA pode ocorrer com maior frequência em associação com um tratamento com IgIV numa dose elevada (2 g/kg).

Anemia hemolítica As IgIV podem conter anticorpos contra os grupos sanguíneos, os quais podem atuar como hemolisinas e induzir in vivo o revestimento dos glóbulos vermelhos com a imunoglobulina originando uma reação antiglobulina direta positiva (teste de Coombs) e, raramente, hemólise. Pode desenvolver-se anemia hemolítica subsequentemente a uma terapêutica com IgIV devido a um aumento do sequestro de glóbulos vermelhos. Os doentes medicados com IgIV devem ser monitorizados relativamente aos sinais e sintomas clínicos de hemólise.

Este medicamento contém 100 mg de maltose por ml como excipiente.

A

interferência da maltose nos doseamentos da glucose no sangue pode resultar em

falsas leituras de glucose elevada, e consequentemente, numa inapropriada administração de insulina, resultando em hipoglicemia com risco de vida e morte. Para além disso, casos de verdadeira hipoglicemia podem ficar por tratar se o estado hipoglicémico estiver mascarado por leituras falsas de glucose elevada. Para mais detalhes por favor veja o parágrafo “Testes de Glicemia”.

Recomendações posológicas A terapêutica de substituição deve ser iniciada e monitorizada sob a supervisão de um médico com experiência no tratamento da imunodeficiência. Posologia A dose e o regime posológico dependem da indicação terapêutica. Na terapia de substituição, a dose poderá precisar de ser individualizada para cada doente dependendo da resposta farmacocinética e clínica. Os seguintes regimes posológicos são apresentados como linhas de orientação.

Terapia de substituição em síndromes de imunodeficiência primária O regime posológico deve atingir um nível mínimo de IgG (determinado antes da perfusão seguinte) de, pelo menos, 5 a 6 g/l. São necessários três a seis meses após o início do tratamento para se obter o equilíbrio. A dose inicial recomendada é de 0,4 - 0,8 g/kg administrados uma única vez, seguidos no mínimo por 0,2 g/kg administrados cada três a quatro semanas. A dose necessária para se atingir o nível mínimo de 5 - 6 g/l é de 0,2 - 0,8 g/kg/mês. O intervalo de administração varia entre 3 - 4 semanas, ao ser atingido o estado de equilíbrio. Os níveis mínimos devem ser determinados e avaliados em conjunto com a incidência de infeção. Para reduzir a taxa de infeção, poderá ser necessário aumentar a dosagem visando alcançar níveis mínimos mais elevados.

Hipogamaglobulinemia e infeções bacterianas recorrentes em doentes com leucemia linfocítica crónica, nos quais a profilaxia com antibióticos falhou; hipogamaglobulinemia e infeções bacterianas recorrentes em doentes com mieloma múltiplo em estado estacionário, os quais não responderam à imunização pneumocócica; SIDA congénita com infeções bacterianas recorrentes A dose recomendada é de 0,2 - 0,4 g/kg, a cada três a quatro semanas.

Hipogamaglobulinemia em doentes após transplante de células-mães hematopoético alogénico

A dose recomendada é de 0,2 - 0,4 g/kg, cada três a quatro semanas. Devem manter-se níveis mínimos acima de 5 g/l.

Trombocitopenia imune primária Existem dois regimes posológicos alternativos: - 0,8 - 1 g/kg no primeira dia; esta dose pode ser repetida uma vez no período de 3 dias; - 0,4 g/kg administrados diariamente durante dois a cinco dias.

O tratamento pode ser repetido se ocorrer uma recidiva.

Síndrome de Guillain Barré 0,4 g/kg/dia durante 5 dias.

Polirradiculoneuropatia Desmielinizante Inflamatória Crónica (PDIC) Dose inicial: 2 g/kg em 4 dias consecutivos; recomenda-se a administração da dose inicial cada 3-4 semanas até obtenção do máximo benefício.

Dose de manutenção: deverá ser definida pelo médico assistente; recomenda-se que após ser alcançado o máximo benefício, a dose seja reduzida e a frequência de administração ajustada até que seja identificada a menor dose de manutenção efetiva. Tem-se verificado que a dose inicial é bem tolerada até 7 ciclos de tratamento consecutivos efetuados ao longo de um período de 6 meses.

Doença de Kawasaki 1,6 - 2,0 g/kg em doses divididas durante dois a cinco dias ou 2,0 g/kg sob a forma de dose única. Os doentes devem receber tratamento concomitante com ácido acetilsalicílico.

As recomendações posológicas são resumidas na tabela seguinte: Indicação Dose Frequência das injeções Terapia de substituição na - dose inicial: cada 3 - 4 semanas para imunodeficiência primária 0,4 - 0,8 g/kg obter um nível mínimo de

- em seguida: IgG de pelo menos 5 - 6

0,2 - 0,8 g/kg g/l

Terapia de substituição na

cada 3 - 4 semanas para imunodeficiência secundária 0,2 - 0,4 g/kg obter um nível mínimo de

IgG de pelo menos 5 - 6 g/l SIDA congénita 0,2 - 0,4 g/kg cada 3-4 semanas

Hipogamaglobulinemia (< 4

cada 3 - 4 semanas para g/l) em doentes após 0,2 - 0,4 g/kg obter um nível mínimo de transplante de células-mães IgG superior a 5 g/l hematopoético alogénico

Imunomodulação:

Trombocitopenia imune 0,8 - 1 g/kg no dia 1, passível de uma primária ou única repetição no período 0,4 g/kg/d de 3 dias durante 2-5 dias Síndrome de Guillain Barré 0,4 g/kg/d durante 5 dias

Polineuropatia - dose inicial: em 4 dias consecutivos Desmielinizante 2 g/kg cada 3-4 semanas Inflamatória Crónica

(PDIC)* - em seguida:

ajustada à necessidade do dose de manutenção doente, ver acima

Doença de Kawasaki 1,6 - 2 g/kg Em doses divididas ao

longo de 2 - 5 dias em ou associação com ácido

acetilsalicílico 2 g/kg

Numa dose única em associação com ácido acetilsalicílico. *A dose baseia-se na dose utilizada no estudo clínico efetuado com Ig Vena

Populações especiais

A experiência em indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos é limitada.

População pediátrica

A posologia em crianças e adolescentes (0-18 anos) não difere da dos adultos, pois a posologia para cada indicação é apresentada em função do peso corporal e ajustada pelo resultado clínico obtido nas condições acima mencionadas.

PDIC

Devido à raridade da doença e consequentemente ao reduzido número global de doentes, existe apenas uma experiência limitada relativamente à utilização de imunoglobulinas intravenosas em crianças com PDIC; deste modo, estão apenas disponíveis os dados publicados na literatura. Contudo, os dados publicados são todos consistentes na demonstração de que o tratamento com IgIV é igualmente eficaz em adultos e crianças, tal como acontece nas indicações estabelecidas para a IgIV.



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
  2. Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia (ver).
  3. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  4. Imunização: Processo mediante o qual se adquire, de forma natural ou artificial, a capacidade de defender-se perante uma determinada agressão bacteriana, viral ou parasitária. O exemplo mais comum de imunização é a vacinação contra diversas doenças (sarampo, coqueluche, gripe, etc.).
  5. Imunodeficiência: Distúrbio do sistema imunológico que se caracteriza por um defeito congênito ou adquirido em um ou vários mecanismos que interferem na defesa normal de um indivíduo perante infecções ou doenças tumorais.
  6. Hemólise: Doença na qual se produz a ruptura da membrana do glóbulo vermelho e perda de seu conteúdo (principalmente hemoglobina) para a corrente sangüínea. Pode ser produzida em algumas anemias congênitas ou adquiridas, como conseqüência de doenças imunológicas, etc.
  7. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  8. Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
  9. Neuropatia: Doença que afeta a um (mononeuropatia) ou vários nervos (polineuropatia). Seus sintomas dependem da localização e tipo de nervo comprometido, podendo ser motores (fraqueza muscular) ou sensitivos (diminuição da sensibilidade, dor). Entre suas causas figuram certos tóxicos, distúrbios metabólicos, infecções, doenças degenerativas, etc.
  10. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  11. Sarampo: Doença viral aguda caracterizada por aparecimento de um exantema (ver) de coloração vermelho-acastanhada que se localiza na face, tronco e parte proximal das extremidades. O período de incubação é de 7 a 15 dias e pode complicar-se com pneumonia ou raramente com encefalite. Quanto mais velho o paciente, mais grave é a manifestação da doença. Existe vacinação eficiente para a mesma, que deve ser observada.
  12. Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
  13. Varicela: Doença viral freqüente na infância e caracterizada pela presença de febre e comprometimento do estado geral juntamente com a aparição característica de lesões que têm vários estágios. Primeiro são pequenas manchas avermelhadas, a seguir formam-se pequenas bolhas que finalmente rompem-se deixando uma crosta. ?? contagiosa, mas normalmente não traz maiores conseqüências à criança. As bolhas e suas crostas, se não sofrerem infecção secundária, não deixam cicatriz.

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