Madopar HBS

Para que serve Madopar HBS

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


Folheto informativo: Informação para o utilizador

Madopar 200 mg + 50 mg comprimidos
Madopar HBS 100 mg + 25 mg cápsulas de libertação prolongada
Levodopa + Benserazida (sob a forma de cloridrato)

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém
informação importante para si.
-Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.
-Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.
-Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode
ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.
-Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados
neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:
1. O que é Madopar/Madopar HBS e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Madopar/Madopar HBS
3. Como tomar Madopar/Madopar HBS
4. Efeitos secundários possíveis
5. Como conservar Madopar/Madopar HBS
6. Conteúdo da embalagem e outras informações



O que é Madopar/Madopar HBS e para que é utilizado

Madopar e Madopar HBS pertencem ao grupo farmacoterapêutico: 2.5.2 Sistema Nervoso
Central. Antiparkinsónicos. Dopaminomiméticos

Madopar e Madopar HBS estão indicados no tratamento de todas as formas da síndrome de
Parkinson.
Madopar HBS destina-se, sobretudo, aos doentes que apresentam qualquer tipo de flutuações
(disquinésia de pico-de-dose e fenómeno de fim-de-dose – tal como imobilidade noturna).


O que precisa de saber antes de tomar Madopar/Madopar HBS

Não tome Madopar/Madopar HBS:

- se tem alergia (hipersensibilidade) à, levodopa e benserazida (sob a forma de cloridrato), ou a
qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6).>

- se está a tomar inibidores não-seletivos da monoamino oxidase (MAO) ou uma combinação de
um inibidor da MAO-A com um inibidor da MAO-B.

- se sofre de doença endócrina descompensada, insuficiência renal (exceto doentes com síndrome
da perna inquieta em diálise) ou hepática descompensadas, doença cardíaca, doenças psiquiátricas
com componente psicótica ou glaucoma de ângulo fechado.
- se tem menos de 25 anos de idade (o desenvolvimento do esqueleto tem de estar completo).

- se está grávida, ou em idade fértil na ausência de contraceção eficaz. Se surgir uma gravidez
durante o tratamento com Madopar ou Madopar HBS, o tratamento deve ser imediatamente
suspenso, de acordo com indicação do seu médico.

Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Madopar/Madopar HBS.

Em indivíduos suscetíveis podem ocorrer reações de hipersensibilidade.

Nos doentes com glaucoma de ângulo aberto, é aconselhável fazer um controlo regular da pressão
intraocular, porque a levodopa pode teoricamente aumentar a pressão intraocular.

Nos doentes com antecedentes de enfarte do miocárdio, insuficiência coronária ou arritmias
cardíacas, deve ser feita a monitorização regular da função cardiovascular, o que inclui o
eletrocardiograma.

Pode ocorrer depressão nos doentes em tratamento com Madopar ou Madopar HBS, pelo que é
necessária uma vigilância médica rigorosa.

Devem ser realizados exames regulares da função hepática e renal e da fórmula sanguínea.

Nos doentes diabéticos a glicemia deve ser determinada com frequência e a dose dos fármacos
antidiabéticos ajustada em conformidade.

O tratamento com Madopar e Madopar HBS deve ser suspenso 12-48 horas antes de uma
intervenção cirúrgica com anestesia geral com halotano, visto que a administração simultânea de
Madopar ou Madopar HBS e halotano pode dar origem a variações da pressão arterial e/ou a
arritmias. O tratamento com Madopar pode ser retomado após a cirurgia, sendo a dose
gradualmente aumentada até à dose anterior à intervenção. No entanto, caso se utilizem outros
anestésicos, o tratamento com Madopar ou Madopar HBS deve ser continuado até tão próximo da
cirurgia quanto possível.

Madopar e Madopar HBS não devem ser suspensos abruptamente, porque pode ser desencadeado
um estado semelhante à síndrome maligno dos neurolépticos (aumento da temperatura e rigidez
muscular, possivelmente alterações psicológicas e elevação da creatinina-fosfoquinase sérica) que
pode ser fatal. Se ocorrer uma combinação destes sintomas e sinais, o doente deve ser mantido
sob vigilância médica e, se necessário, hospitalizado, a fim de receber tratamento sintomático
rápido adequado. Este tratamento pode incluir, após uma avaliação correta da situação, a retoma
da terapêutica com Madopar ou Madopar HBS.

Durante o tratamento com Madopar e Madopar HBS, tome especial cuidado quando conduzir ou
utilizar máquinas. Se já teve algum episódio de sonolência excessiva ou adormecimento súbito,
evite conduzir e utilizar máquinas potencialmente perigosas (Ver secção 2, "Condução de
veículos e utilização de máquinas").

Têm sido notificados casos de jogo patológico, aumento da libido e hipersexualidade em doentes
a tomar agonistas dopaminérgicos para a doença de Parkinson, no entanto não existe uma relação
causal entre Madopar e Madopar HBS e estes eventos. A piridoxina (vitamina B6) pode ser administrada com Madopar, uma vez que a benserazida
protege contra a transformação periférica da levodopa facilitada pela piridoxina.

Recomenda-se precaução quando for utilizado Madopar ou Madopar HBS nas seguintes
circunstâncias: doença endócrina, renal, pulmonar ou cardiovascular, particularmente quando
existem antecedentes de enfarte do miocárdio ou arritmias; perturbações psíquicas (p. ex.
depressão), alteração hepática, úlcera péptica; osteomalacia; quando possam ser requeridos
simpaticomiméticos (p.ex. asma brônquica) devido à possível potenciação dos efeitos
cardiovasculares da levodopa; quando se administram antihipertensores, devido ao possível
aumento da ação hipotensora.

Doentes que apresentem melhoria dos sintomas com o tratamento com Madopar ou Madopar
HBS devem reiniciar as atividades diárias gradualmente, porque a mobilização rápida pode
aumentar o risco de ferimentos.

Os doentes com insuficiência renal ligeira ou moderada não necessitam de uma dose inferior à
habitual. Madopar é bem tolerado em doentes urémicos submetidos a hemodiálise.

É importante que não se utilizem doses superiores às recomendadas pelo médico, pois estas
podem dar origem a perturbações cognitivas e comportamentais. Deve seguir sempre as
recomendações do seu médico quanto à forma de fazer o seu tratamento com Madopar ou
Madopar HBS.

Outros medicamentos e Madopar/Madopar HBS

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se
vier a tomar outros medicamentos.

A administração simultânea de Madopar e do medicamento anticolinérgico, tri-hexifenidilo,
reduz a velocidade mas não o grau de absorção da levodopa. Tomar simultaneamente tri-
hexifenidilo e Madopar HBS não afeta a ação da levodopa.

A utilização simultânea de antiácidos com Madopar HBS reduz em 32% o grau de absorção da
levodopa.

A quantidade de levodopa disponível no seu organismo é diminuída em 30-50% com a utilização
de sulfato ferroso. Esta situação parece ser clinicamente significativa apenas em alguns doentes.

A metoclopramida aumenta a velocidade de absorção da levodopa.

Não se verificam interações farmacológicas entre a levodopa e os seguintes medicamentos:
bromocriptina, amantadina, selegilina e domperidona.

A ação do Madopar ou Madopar HBS é inibida por neurolépticos, opióides e medicamentos
antihipertensores contendo reserpina.

Caso se pretenda administrar Madopar em doentes em tratamento com um inibidor irreversível
não-seletivo da MAO, deve ser feito um intervalo de pelo menos 2 semanas entre o final do
tratamento com o inibidor da MAO e o início do tratamento com Madopar ou Madopar HBS, de modo a prevenir a ocorrência de efeitos indesejáveis, nomeadamente crises hipertensivas (ver
secção 2, "Não tome Madopar/Madopar HBS").

Os doentes tratados com Madopar ou Madopar HBS podem receber inibidores seletivos da MAO-
B, como a selegilina e rasagilina, e inibidores seletivos da MAO-A, como a moclobemida. Para
manter a eficácia e tolerabilidade do Madopar, recomenda-se o reajustamento de dose segundo as
necessidades individuais do doente. A combinação de um inibidor da MAO-A e de um inibidor
da MAO-B é equivalente a uma inibição não seletiva da MAO, pelo que esta combinação não
deve ser utilizada em conjunto com Madopar (ver secção "Não tome Madopar/Madopar HBS").

Madopar e Madopar HBS não devem ser tomados em simultâneo com simpaticomiméticos (tais
como epinefrina, norepinefrina, isoproterenol ou anfetaminas que estimulam o sistema nervoso
simpático), porque a levodopa pode aumentar a atividade destes medicamentos. Se for necessária
a utilização em simultâneo, é indispensável uma vigilância rigorosa da função cardiovascular e,
eventualmente, uma redução da dose dos medicamentos simpaticomiméticos.

A associação a outros medicamentos tais como anticolinérgicos, amantadina e agonistas da
dopamina é permitida, podendo no entanto aumentar tanto os efeitos desejados como os efeitos
indesejados do tratamento. Poderá ser necessário reduzir a dose de Madopar ou Madopar HBS ou
do outro medicamento. Quando se inicia o tratamento adjuvante com um inibidor da COMT,
pode ser necessário reduzir a dose de Madopar ou Madopar HBS. Os anticolinérgicos não devem
ser interrompidos repentinamente quando se inicia o tratamento com Madopar ou Madopar HBS,
uma vez que a levodopa só manifesta o seu efeito passado algum tempo.

Foram relatados casos isolados de crise hipertensiva com o uso simultâneo de antidepressivos
tricíclicos.

A levodopa pode afetar os resultados dos testes laboratoriais para as catecolaminas, creatinina,
ácido úrico e glucose. Os doentes a tomar Madopar ou Madopar HBS podem ter um resultado
falso-positivo no teste de Coombs.

Uma refeição rica em proteínas diminui o efeito da levodopa.

O tratamento com Madopar e Madopar HBS deve ser interrompido 12-48 horas antes de uma
cirurgia que requeira anestesia geral com halotano, porque podem ocorrer variações da pressão
arterial e/ou arritmias. No entanto, caso se utilizem outros anestésicos, o tratamento com Madopar
ou Madopar HBS deve ser continuado até tão próximo da cirurgia quanto possível.

Madopar/Madopar HBS com alimentos e bebidas

Sempre que possível, tome Madopar ou Madopar HBS pelo menos 30 minutos antes ou 1 hora
depois das refeições.

Os efeitos secundários gastrointestinais, que ocorrem mais frequentemente no início do
tratamento, podem ser controlados pela ingestão de Madopar com uma refeição ligeira (por ex.
biscoitos) ou líquido ou ainda pelo aumento gradual da dose.

Gravidez e amamentação
Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu
médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Madopar e Madopar HBS não podem ser tomados durante a gravidez e por mulheres em idade
fértil na ausência de contraceção eficaz, pois podem ocorrer perturbações no desenvolvimento
ósseo do feto (ver secção 2, " Não tome Madopar/Madopar HBS").

Uma vez que não se sabe se a benserazida passa para o leite materno, as mães em tratamento com
Madopar ou Madopar HBS não devem amamentar, porque podem ocorrer malformações ósseas
nos lactentes (ver secção 2, " Não tome Madopar/Madopar HBS").

Condução de veículos e utilização de máquinas

Dependendo da resposta individual ao Madopar ou Madopar HBS, pode verificar-se alteração na
capacidade de condução e utilização de máquinas. Por isso, antes de conduzir um automóvel ou
utilizar máquinas, deve verificar a sua reação ao Madopar ou Madopar HBS.

Madopar e Madopar HBS podem causar sonolência excessiva e/ou episódios de adormecimento
súbito. Deve evitar conduzir ou realizar outras atividades que possam pôr em risco a sua vida ou a
de outros (utilização de máquinas, por exemplo), até que tais episódios e a sonolência excessiva
sejam resolvidos.

Madopar e Madopar HBS contêm manitol (E421) que, em quantidades iguais ou superiores a 10
g, pode ter efeito laxante moderado.


Como tomar Madopar/Madopar HBS

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou
farmacêutico se tiver dúvidas.

O tratamento com Madopar ou Madopar HBS deve ser introduzido gradualmente. A dose e a
frequência das doses são determinadas individualmente a fim de otimizar-se o efeito terapêutico.

Madopar 200 mg + 50 mg comprimidos

Terapêutica inicial:
Nas fases iniciais da doença de Parkinson, é aconselhável iniciar o tratamento com uma dose de
62,5 mg de Madopar (1/4 de comprimido), três ou quatro vezes por dia. Logo que esteja
confirmada a tolerabilidade do esquema terapêutico inicial, a posologia pode ser lentamente
aumentada, de acordo com a resposta do doente. Um efeito ótimo é geralmente conseguido com
uma dose diária de Madopar correspondente a 300-800 mg de levodopa + 75-200 mg de
benserazida, dividida em três ou mais doses. Podem ser necessárias entre 4 e 6 semanas para se
atingir o efeito ótimo. Se for necessário doses diárias mais elevadas, o seu aumento deve ser feito
mensalmente.

Terapêutica de manutenção:
A dose média de manutenção é de 1 cápsula de Madopar HBS ou 1/2 comprimido de Madopar,
três a seis vezes por dia. O número de doses individuais (nunca menos de três) e a sua
distribuição ao longo do dia são estabelecidos de acordo com as necessidades do doente.

Instruções posológicas especiais: A posologia deve ser cuidadosamente determinada em todos os doentes. Doentes em tratamento
com outros medicamentos antiparkinsónicos podem tomar Madopar. No entanto, à medida que o
tratamento com Madopar continuar e for surgindo o efeito terapêutico, pode ser necessário
reduzir a dose dos outros medicamentos ou retirá-los gradualmente.

Os doentes que apresentem grandes variações de efeito ao longo do dia (fenómeno "on-off"),
devem tomar a dose diária dividida em doses menores e mais frequentes ou mudar para Madopar
HBS.

Madopar HBS 100 mg + 25 mg cápsulas de libertação prolongada

A mudança para Madopar HBS é feita de preferência de um dia para o outro, começando com a
dose da manhã. Inicialmente, deve manter-se a dose diária e o intervalo entre as doses utilizados
para o Madopar.
Passados 2-3 dias, a dose deve ser aumentada gradualmente em cerca de 50%. O estado do doente
pode piorar temporariamente durante a adaptação ao novo tratamento.

O início da ação de Madopar HBS observa-se mais tarde, sendo o efeito clínico conseguido mais
rapidamente pela utilização simultânea de Madopar HBS e Madopar. Este método é
especialmente útil na primeira toma da manhã, a qual deve ser um pouco mais elevada do que as
restantes doses diárias. O ajustamento individual da dose de Madopar HBS deve ser feito lenta e
cuidadosamente, com intervalos mínimos de 2-3 dias entre cada alteração de dose.

Nos doentes com imobilidade noturna, têm sido obtidos bons resultados com o aumento gradual
da dose tomada ao deitar para duas cápsulas de Madopar HBS.

No caso de doentes que respondam de maneira excessiva ao tratamento (com manifestação de
movimentos involuntários), os sintomas são controlados aumentando o intervalo entre as doses,
em vez de reduzir as doses individuais. Caso a resposta ao Madopar HBS seja insuficiente, é
preferível regressar ao tratamento anterior com Madopar.

Os doentes devem ser cuidadosamente avaliados em relação ao aparecimento de efeitos
secundários do foro psiquiátrico.

Modo de administração

As cápsulas de Madopar HBS devem ser tomadas inteiras (sem abrir nem mastigar) para não
perderem as suas características de libertação prolongada.

Os comprimidos de Madopar podem ser partidos de forma a facilitar a deglutição.

Madopar e Madopar HBS devem, sempre que possível, ser tomados pelo menos 30 minutos antes
ou 1 hora depois das refeições.

Os efeitos secundários ao nível gastrointestinal, que ocorrem mais frequentemente nas fases
iniciais do tratamento, podem ser controlados pela ingestão de Madopar com uma refeição ligeira
(ex: biscoitos) ou líquido ou pelo aumento gradual da dose.

Se tomar mais Madopar/Madopar HBS do que deveria
Contacte imediatamente um médico ou um hospital, porque pode precisar de cuidados médicos
urgentes. Se outra pessoa tomar acidentalmente o seu medicamento, contacte imediatamente um
médico ou um hospital, porque poderá necessitar de cuidados médicos urgentes.

Os sintomas de uma dose excessiva podem incluir efeitos secundários cardiovasculares (ex.
arritmias cardíacas), perturbações mentais (ex. confusão e insónias), efeitos gastrointestinais (ex.
náuseas e vómitos) e movimentos involuntários anormais. Se o doente tomar uma dose excessiva
de Madopar HBS, os sintomas podem atrasar-se devido à absorção retardada das substâncias
ativas no estômago.

O tratamento de uma dose excesssiva deve consistir na monitorização dos sinais vitais e em
medidas de suporte de acordo com o estado clínico do doente. Pode ser necessário o tratamento
dos efeitos cardiovasculares (ex. antiarrítmicos) ou dos efeitos ao nível do sistema nervoso central
(ex. estimulantes respiratórios, neurolépticos). Para além disso, deve-se evitar mais absorção de
Madopar HBS usando um método apropriado.

Caso se tenha esquecido de tomar Madopar/Madopar HBS

Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar. Consulte o seu
médico ou farmacêutico e siga os seus conselhos.

Se parar de tomar Madopar ou Madopar HBS

Madopar e Madopar HBS não devem ser suspensos repentinamente, porque pode ser
desencadeado um estado semelhante aà síndrome maligno dos neurolépticos (aumento da
temperatura e rigidez muscular, possivelmente alterações psicológicas e elevação da creatinina-
fosfoquinase sérica) que pode ser fatal. Se ocorrer uma combinação destes sintomas e sinais, o
doente deverá ser mantido sob vigilância médica e, se necessário, hospitalizado, a fim de receber
tratamento sintomático rápido adequado.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou
farmacêutico.


Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes
não se manifestem em todas as pessoas.

Doenças do sangue e do sistema linfático: foram relatados casos raros de anemia hemolítica,
leucopenia e trombocitopenia temporárias. Assim, em qualquer tratamento prolongado com
levodopa, devem ser periodicamente monitorizados a fórmula sanguínea e as funções hepática e
renal.

Doenças do metabolismo e da nutrição: foi relatada falta de apetite (anorexia).

Perturbações do foro psiquiátrico: a depressão pode fazer parte do quadro clínico dos doentes
com Doença de Parkinson mas também pode ocorrer nos doentes em tratamento com Madopar.
Pode ocorrer agitação, ansiedade, insónias, alucinações, desorientação temporal e delírio,
particularmente em doentes idosos e em doentes com antecedentes. Doenças do sistema nervoso: foram relatados casos isolados de perda ou alteração de paladar.
Numa fase avançada do tratamento, podem aparecer movimentos involuntários. Habitualmente, a
redução da dose permite eliminá-los ou torná-los toleráveis. Com o tratamento prolongado podem
também surgir flutuações da resposta terapêutica, que incluem crises de rigidez, deterioração de
“fim-de-dose” e efeito “on-off”. Habitualmente consegue-se eliminar estes efeitos ou torná-los
toleráveis ajustando a dose e administrando doses menores com maior frequência.
Posteriormente, pode tentar-se aumentar de novo a dose para intensificação do efeito terapêutico.
Madopar e Madopar HBS estão associados a sonolência e têm sido associados muito raramente a
sonolência excessiva durante a atividade quotidiana e a episódios de adormecimento súbito.

Cardiopatias: podem ocorrer ocasionalmente arritmias cardíacas.

Perturbações vasculares: pode ocorrer ocasionalmente diminuição repentina da tensão arterial ao
levantar-se (hipotensão ortostática). As perturbações ortostáticas melhoram habitualmente com a
redução da dose de Madopar ou Madopar HBS.

Doenças gastrointestinais: foi relatada a ocorrência de náuseas, vómitos e diarreia com Madopar
ou Madopar HBS. Efeitos gastrointestinais indesejáveis, que podem aparecer sobretudo nas fases
iniciais do tratamento, podem ser controlados se o medicamento for tomado com uma refeição
ligeira (ex: biscoito) ou líquido ou se a posologia for aumentada lentamente.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas: podem ocorrer raramente reações cutâneas alérgicas
como comichão e erupção cutânea.

Exames complementares de diagnóstico: pode ocorrer um aumento temporário das transaminases
hepáticas e fosfatase alcalina.
Foi relatado o aumento da gama-glutamiltransferase. Foi observado azoto ureico no sangue
aumentado durante o tratamento com Madopar ou Madopar HBS. A urina pode apresentar
alteração de cor, adquirindo habitualmente uma coloração avermelhada que depois escurece.

Em doentes a tomar agonistas dopaminérgicos para o tratamento da doença de Parkinson, e em
especial com doses elevadas, têm sido notificados casos associados a sinais de jogo patológico,
aumento da libido e hipersexualidade. Geralmente esta situação é reversível com a diminuição da
dose ou descontinuação do tratamento.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não incluídos neste
folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.


Como conservar Madopar/Madopar HBS

Manter este medicamento fora da vista e do alcance e das crianças

Madopar 200 mg + 50 mg comprimidos:
Não conservar acima de 25ºC. Manter o frasco bem fechado.

Madopar HBS 100 mg + 25 mg cápsulas de libertação prolongada:
Não conservar acima de 30º C. Manter o frasco bem fechado.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem. O prazo de
validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu
farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a
proteger o ambiente.


Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Madopar e Madopar HBS

Madopar200 mg + 50 mg comprimidos:
- As substâncias ativas são a levodopa e a benserazida (sob a forma de cloridrato) (200 mg + 50
mg)
- Os outros componentes são: manitol (E421), hidrogenofosfato de cálcio anidro, celulose
microcristalina, amido de milho pré-gelatinizado, crospovidona, etilcelulose (E462), óxido
vermelho de ferro (E172), sílica coloidal anidra, docusato sódico, estearato de magnésio.

Madopar HBS100 mg + 25 mg cápsulas de libertação prolongada:
- As substâncias ativas são a levodopa e a benserazida (sob a forma de cloridrato) (100 mg + 25
mg)
- Os outros componentes são para o enchimento capsular:
Hidroxipropilmetilcelulose, óleo vegetal hidrogenado, hidrogenofosfato de cálcio anidro, manitol
(E421), povidona, talco, estearato de magnésio. Para o invólucro capsular são: gelatina,
indigotina (E132), dióxido de titânio (E171), óxido de ferro (E172)

Qual o aspeto de Madopar e Madopar HBS e conteúdo da embalagem

Madopar está disponível em frascos de vidro âmbar, em embalagens de 20 e 30 comprimidos.
Madopar HBS está disponível em frascos de vidro âmbar, em embalagens de 30 cápsulas de
libertação prolongada.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Roche Farmacêutica Química, Lda.
Estrada Nacional 249 -1
2720-413 Amadora
Portugal
Tel: 21 425 70 00
Fax: 21 425 70 52
e-mail:






Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o Titular da Autorização de
Introdução no Mercado.

Fabricante

Roche Pharma A.G.
Emil-Barell-Strasse, 1
DE-79639 Grenzach-Wyhlen
Alemanha


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DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Delírio: Alteração aguda da consciência ou da lucidez mental, provocado por uma causa orgânica.
  2. Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago. ?? um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
  3. Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
  4. Glaucoma: Aumento da pressão intra-ocular que se manifesta por dor de cabeça, olho vermelho e, se não tratado, pode produzir perda de visão a longo prazo.
  5. Osteoma: Tumor benigno derivado do tecido ósseo. Não produz metástases e sua manifestação clínica consiste em dor e deformidade óssea.
  6. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  7. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.

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