Magnegita

Para que serve Magnegita

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


FOLHETO INFORMATIVO

INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Magnegita 500 micromol/ml solução injectável

Gadopentato de dimeglumina Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento. - Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. - Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. - Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas. - Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto: 1. O que é Magnegita e para que é utilizado 2. Antes de utilizar Magnegita 3. Como utilizar Magnegita 4. Efeitos secundários possíveis 5. Como conservar Magnegita 6. Outras informações

1. O que é Magnegita e para que é utilizado

Magnegita contém gadopentato de dimeglumina, um produto que melhora o contraste. Este medicamento é apenas para uso em diagnóstico. Magnegita é utilizado em exames por imagiologia por ressonância magnética (IRM).

Magnegita é utilizado durante IRM craniana (cabeça), raquidiana e de corpo inteiro incluindo a região da cabeça e pescoço, o peito incluindo o coração e a mama, a barriga incluindo pâncreas e fígado, os rins, a pélvis incluindo a glândula da próstata, bexiga e útero, os músculos e os ossos.

Pode ser utilizado para facilitar a visualização, detecção e caracterização dos diferentes tipos de tumores (crescimentos) ou lesões na cabeça, coluna vertebral e vários outros locais do corpo.

Além disso, a visualização de todos os vasos sanguíneos (angiografia por RM) é possível (com excepção das artérias do coração), especialmente para diagnóstico de estreitamento ou obstrução dos vasos.

O fornecimento de sangue ao músculo cardíaco sob condições de stress, por exemplo, induzido por medicamentos, pode ser medido e a viabilidade do músculo cardíaco pode ser diagnosticada ("realce tardio").

2. Antes de utilizar Magnegita

Não utilize Magnegita

- se tem alergia (hipersensibilidade) ao gadopentato de dimeglumina ou a qualquer outro componente de Magnegita.

- se sofre de compromisso renal grave (TFG <30 ml/min/1,73 m2) Tome especial cuidado com Magnegita - se tem um pacemaker cardíaco, um clip ou implante à base de ferro (ferromagnético) ou uma bomba de insulina, informe o seu radiologista/médico. É uma condição para a qual a IRM não é adequada. - porque o Magnegita pode desencadear alergia ou outras reacções individuais específicas que podem ter consequências no seu coração, no seu trato respiratório ou na sua pele.

Magnegita não lhe deve ser administrado se tem problemas graves de rins, ou se for um doente que irá fazer ou fez recentemente um transplante de fígado, uma vez que a utilização de Magnegita em doentes com estas doenças foi associada a uma doença denominada fibrose sistémica nefrogénica (FSN). A FSN é uma doença que envolve o espessamento da pele e dos tecidos conjuntivos. A FSN pode diminuir gravemente o funcionamento das articulações, fraqueza dos músculos ou pode afectar o funcionamento normal dos órgãos internos, o que pode levar a um potencial risco de vida.

Magnegita não deve também ser administrado a bébés recém-nascidos até 4 semanas de idade.

Informe o seu médico se:

- se os seus rins não funcionam adequadamente - se fez recentemente, ou espera fazer em breve um transplante de fígado

Se ocorrer uma reacção alérgica, o radiologista/médico irá parar de todo a administração do meio de contraste e, se necessário, dará início a um tratamento adequado das reacções alérgicas.

Portanto, é recomendado que tenha inserido um cateter venoso permanente flexível durante o exame, a fim de permitir uma acção imediata em caso de emergência. Muito raramente podem ocorrer reacções graves, incluindo choque. Portanto, deve ler atentamente o seguinte: - se tiver, ou se alguma vez teve, asma brônquica ou outras alergias ou uma anterior reacção alérgica a um meio de contraste, pode estar mais propenso a ter uma reacção alérgica durante o exame. Informe o seu radiologista/médico se sofre de tais condições. Pode ser-lhe administrado outro medicamento antes do exame, para evitar as mesmas. - se estiver a tomar beta-bloqueantes (medicamentos usados contra a hipertensão arterial, problemas cardíacos e outras condições), deverá informar o seu radiologista/médico. Os doentes tratados com beta-bloqueantes não respondem obrigatoriamente a outros medicamentos habitualmente utilizados para o tratamento de reacções alérgicas. - Se tiver quaisquer problemas cardíacos (por exemplo, insuficiência cardíaca grave, doença arterial coronária) está mais susceptível a reacções graves ou mesmo fatais em resultado de reacções alérgicas graves. - se tem ataques ou convulsões, poderá ter um risco aumentado de sofrer um durante o exame.

- se sofre de compromisso renal moderado (TFG 30-59 ml/min/1.73 m2), deverá informar o seu radiologista/médico. Antes de lhe ser administrado Magnegita,

necessita de fazer análises ao sangue para verificar se os seus rins estão a funcionar adequadamente. Magnegita não deve ser utilizado em bébés recém-nascidos até 4 semanas de idade. Uma vez que a função renal em lactentes até 1 ano de idade é imatura, Magnegita apenas deverá ser utilizado em lactentes após uma ponderação cuidadosa pelo médico.

Ao utilizar Magnegita com alimentos e bebidas É muito importante que não coma nada nas 2 horas anteriores ao exame. Ao utilizar Magnegita com outros medicamentos Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Especialmente: Beta-bloqueantes (medicamentos usados na hipertensão arterial, problemas cardíacos e outras condições) Gravidez e aleitamento Consulte o seu médico antes de tomar qualquer medicamento.

Gravidez Informe o seu médico se pensa estar ou possa vir a estar grávida, uma vez que Magnegita não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que seja estritamente necessário.

Aleitamento Informe o seu médico se está a amamentar ou se irá começar a amamentar.

A

amamentação deverá ser interrompida pelo menos 24 horas após lhe ter sido administrado Magnegita. Condução de veículos e utilização de máquinas É pouco provável que a injecção afecte a sua capacidade de conduzir um carro ou de operar máquinas.

No entanto, enquanto estiver a conduzir veículos ou a operar máquinas deve ter em conta que podem ocasionalmente ocorrer náuseas ou pressão arterial baixa.

3. Como utilizar Magnegita

Magnegita será dado por um profissional de saúde autorizado directamente numa veia (intravenosamente).

Idealmente, deverá estar deitado durante a administração, e será mantido sob vigilância durante, pelo menos, 30 minutos após a injecção pelo seu radiologista/médico. Este é o tempo durante o qual a maioria das reacções indesejáveis (por exemplo, reacções alérgicas) podem ocorrer. No entanto, em casos raros, podem ocorrer reacções depois de horas ou dias.

Se este medicamento for destinado a ser utilizado com um sistema de aplicação automática, a sua aptidão para o uso pretendido tem que ser demonstrada pelo fabricante do dispositivo médico. As instruções de utilização do dispositivo médico devem ser completamente seguidas.

Adultos, adolescentes e crianças (com idade superior a 2 anos)

A dose para IRM craniana, raquidiana e de corpo inteiro a utilizar dependerá do tipo de lesão que está a ser investigada, mas será, em geral, entre 0,2 e 0,6 ml/kg de peso corporal nos adultos e entre 0,2 e 0,4 ml/kg de peso corporal nas crianças.

Posologia em grupos de doentes especiais

Recém-nascidos até 4 semanas de idade e lactentes até 1 ano de idade

Magnegita não deve ser utilizado em bébés recém-nascidos com idade até 4 semanas. Uma vez que a função renal é imatura nos lactentes até 1 ano de idade, deve apenas ser administrada aos lactentes uma dose de Magnegita durante o exame, não devendo a segunda dose ser-lhes administrada durante pelo menos 7 dias. Nos lactentes até 1 ano de idade, Magnegita deve apenas ser utilizado após ponderação cuidadosa porque a função correcta dos rins não está completamente desenvolvida neste grupo etário.

Crianças (entre 1 e 2 anos de idade) Em crianças com idade inferior a 2 anos, a dose é de 0,2 ml/kg de peso corporal.

Idosos (idade igual ou superior a 65 anos) Não é necessário ajustar a dose se tem idade igual ou superior a 65 anos, mas terá de fazer análises ao sangue para verificar se os seus rins estão a funcionar adequadamente.

Doentes com compromisso da função renal Magnegita não lhe deve ser administrado se tem problemas graves de rins, ou se for um doente que irá fazer ou fez recentemente um transplante de fígado.

Doentes com compromisso renal moderado (se o valor para avaliação da função renal, a TFG (taxa de filtração glomerular) está entre 30-59 ml/min/1.73 m2) A utilização de Magnegita deve ser cuidadosamente avaliada em doentes com compromisso renal moderado. O medicamento permanecerá mais tempo no organismo destes doentes do que em doentes sem compromisso da função renal. O médico irá monitorizá-lo para ver se os seus rins estão a funcionar correctamente.

Se tiver problemas moderados de rins, deve apenas ser-lhe administrada uma dose de Magnegita durante o exame, não devendo a segunda dose ser-lhe administrada durante pelo menos 7 dias.

Se utilizar mais Magnegita do que deveria

Este medicamento ser-lhe-á administrado por um profissional de saúde. Se pensa que recebeu demasiado medicamento, informe imediatamente o seu médico ou enfermeiro.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou radiologista ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, Magnegita pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas. Os efeitos secundários mais frequentemente registados com Magnegita são náuseas, vómitos, cefaleias, tonturas, dor, sensação de calor ou frio no local de injecção ou uma sensação geral de calor.

Foram comunicados casos de fibrose sistémica nefrogénica (que causa espessamento da pele e pode afectar também os tecidos moles e órgãos internos).

Outros efeitos secundários que podem ocorrer foram listados por sistemas de órgão e frequências. As frequências são reportadas como:

Muito frequentes (em mais de 1 em 10 pessoas) Frequentes (em mais de 1 em 100 pessoas e em menos de 1 em 10 pessoas) Pouco frequentes (em mais de 1 em 1.000 pessoas e em menos de 1 em 100 pessoas) (em mais de 1 em 10.000 pessoas e em menos de 1 em 1.000 Raros pessoas) Muito raros (em menos de 1 em 10.000 pessoas) Reacções para as quais não pode ser atribuída qualquer taxa de frequência devido à falta de dados clínicos, foram introduzidas como “Desconhecido” Sistemas de órgãos Reacção adversa Frequência Doenças do sangue aumento passageiro do ferro no sangue Raro Doenças do sistema tonturas, entorpecimento (parestesia), Pouco frequentes nervoso dores de cabeça Raros agitação, confusão, alterações da fala e olfacto, convulsões, tremores, coma, sonolência

Afecções oculares dor ocular, alteração da visão, lacrimação Raros Afecções do ouvido dor de ouvidos, alterações da audição Raros Cardiopatias alterações na frequência ou ritmo Raros cardíaco, alterações da pressão arterial, paragem do batimento do coração Vasculopatias alargamento dos vasos sanguíneos e Raros alterações no fluxo sanguíneo causando pressão arterial baixa seguida de desmaio, batimento cardíaco rápido (taquicardia), dificuldades em respirar ficando com um tom azulado possivelmente levando à inconsciência e choque

Doenças respiratórias, alterações passageiras na frequência Raros torácicas e do respiratória, falta de ar, dificuldade em mediastino respirar, paragem respiratória, líquido nos pulmões Doenças náuseas, vómitos Pouco frequentes gastrointestinais

Raros dor abdominal, diarreia, alterações do paladar, boca seca, saliva em excesso

Afecções aumento passageiro das enzimas do Raros hepatobiliares fígado e do valor de bilirrubina

Sistemas de órgãos Reacção adversa Frequência Afecções da pele Inchaço das pálpebras, face ou lábios, Raros vermelhidão da pele, comichão

Afecções dor das costas ou das articulações Raros musculoesqueléticas Doenças renais Incontinência urinária (percas de urina) Raros ou urgência, alterações passageiras dos valores da função renal ou insuficiência renal aguda em doentes com distúrbios da função renal

Perturbações gerais sensação de calor Pouco frequentes e alterações no local

Raras de administração dor no peito, arrepios, sudação,

alterações da temperatura corporal,

febre;

dor no local de administração, sensação de frio ou calor, inchaço, inflamação, degeneração do tecido (necrose tecidual), inflamação das veias no local de injecção

Casos de fibrose sistémica nefrogénica Desconhecido (FSN)/ dermopatia fibrosante nefrogénica (uma patologia em doentes com doença renal com espessamento da pele e de outros órgãos) Doenças do sistema Reacções Raros imunitário anafilactóides/hipersensibilidade: angioedema, inflamação do olho (conjuntivite), tosse, comichão, corrimento nasal, espirros, erupções cutâneas (urticária), ruído ao respirar, aperto da caixa vocal (laringe), inchaço da caixa vocal (laringe) e garganta (faringe), pressão arterial baixa, choque Algumas pessoas poderão achar que estão a ter uma reacção alérgica ao Magnegita. Informe o seu médico imediatamente se ocorrer qualquer um dos seguintes sintomas alérgicos raros graves: - Súbito ruído ao respirar e aperto no peito - Inchaço das pálpebras, face ou lábios - Erupções cutâneas (urticária), comichão, febre - Colapso - Ficar com uma cor azulada (cianose)

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Magnegita

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Magnegita após o prazo de validade impresso no rótulo. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

A estabilidade química e física após abertura foi demonstrada para 24 horas a 25ºC. Do ponto de vista microbiológico, o produto deve ser utilizado imediatamente. Se não for utilizado imediatamente, os tempos e condições de armazenamento após abertura e antes da utilização são da responsabilidade do utilizador e normalmente não deverão ser superiores a 24 horas entre 2 a 8ºC.

Não utilize Magnegita se verificar quaisquer sinais visíveis de deterioração (tais como partículas na solução ou fissuras no frasco para injectáveis).

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. Outras informações

Qual a composição de Magnegita - A substância activa é o gadopentato de dimeglumina. - 1 ml de Magnegita solução injectável contém 469 mg de gadopentato de dimeglumina (equivalente a 500 micromol, equivalente a 78.63 mg de gadolínio). - Os outros componentes são ácido pentético, meglumina e água para preparações injectáveis. Qual o aspecto de Magnegita e conteúdo da embalagem Solução injectável.

O seu medicamento apresenta-se em frascos para injectáveis de vidro incolor com uma tampa de borracha e cápsula de fecho em alumínio. Estes são embalados numa caixa de cartão em conjunto com este folheto de informação para o doente (folheto informativo).

O frasco para injectáveis contém uma solução injectável límpida e sem partículas.

Magnegita é fornecido nas seguintes apresentações:

1 frasco para injectáveis com 5, 10, 15, 20, 30 e 100 ml de solução injectável

10 frascos para injectáveis com 5, 10, 15, 20, 30 e 100 ml de solução injectável

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Insight Agents Gmb

H

Ringstrasse 19

B

D-69115 Heidelberg Alemanha

Fabricante Biokanol Pharma Gmb

H

Kehler str. 7, 76437 Rastatt Alemanha

Este folheto foi aprovado pela última vez em

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do EEE com os seguintes nomes:

Nome do Estado Membro: / Nome do Gadopentato de dimeglumina:

Áustria:

Magnegita 500 Mikromol/ml Injektionslösung Bélgica:

Magnegita 500 micromol/ml oplossing voor injectie Dinamarca:

Magnegita 500 micromol/ml injeksjonsvæske,

oppløsning Finlândia:

Magnegita 500 mikromol/ml injektioneste Alemanha:

Magnegita 500 Mikromol/ml Injektionslösung Itália:

Magnegita 500 micromol/ml soluzione iniet abile Luxemburgo:

Magnegita 500 µmol/ml solution injectable Holanda:

Magnegita 500 micromol/ml oplossing voor injectie Noruega:

Magnegita 500 mikromol/ml injeksjonsvæske,

oppløsning Espanha:

Magnegita 500 micromol/ml solución inyectable Suécia:

Magnegita 500 micromol/ml injektionsvätska, lösning Reino Unido:

Magnegita 500 micromol/ml solution for injection República Checa:

Magnegita 500 mikromol/ml Injek?ní roztok Estónia:

Magnegita 500 mikromooli/ml Süstelahus Grécia:

Magnegita 500 micromol/ml ?????µ? ?????µ? Hungria:

Magnegita 500 µmol/ml Oldatos injekció Irlanda:

Magnegita 500 micromol/ml solution for injection Lituânia:

Magnegita 500 mikromoli?/ml Injekcinis tirpalas Letónia:

Magnegita 500 micromol/ml š??dums injekcijai Polónia:

Magnegita 500 mikromol/ml Roztwór do wstrzykiwa? Eslovénia:

Magnegita 500 mikromolov/ml Raztopina za injiciranje Eslováquia:

Magnegita 500 mikromol/ml Injek?ný roztok

A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais dos cuidados de saúde:

Antes da administração de Magnegita, todos os doentes devem ser submetidos a um despiste da disfunção renal obtido através de análises laboratoriais.

Foram notificados casos de fibrose sistémica nefrogénica (FSN) associada à utilização de Magnegita e de alguns outros agentes de contraste contendo gadolínio em doentes com compromisso renal agudo ou crónico grave (TFG < 30 ml/min/1,73 m2). Os doentes submetidos a transplante hepático apresentam um risco especial uma vez que a incidência de compromisso renal agudo é elevada neste grupo. Por este motivo, Magnegita não pode ser utilizado em doentes com compromisso renal grave, em doentes no período perioperatório de transplante hepático.

Magnegita não deve ser também administrado em bébés recém-nascidos até 4 semanas de idade.

O risco de desenvolvimento de FSN em doentes com compromisso renal moderado (TFG 30-59 ml/min/1.73 m2) é desconhecido, por este motivo, Magnegita apenas deve ser utilizado em doentes com compromisso renal moderado após uma avaliação cuidadosa do risco/benefício numa dose que não exceda 0,2 ml/kg de peso corporal. Não deve ser utilizada mais do que uma dose durante o exame. Devido à ausência de informação sobre administração repetida, as administrações de Magnegita não devem ser repetidas excepto se o intervalo entre as administrações for de pelo menos 7 dias.

Devido à função renal imatura nos lactentes até 1 ano de idade, Magnegita apenas deve ser utilizado nestes doentes após uma ponderação cuidadosa numa dose que não exceda 0,2 ml/kg de peso corporal. Não deve ser utilizada mais do que uma dose durante o exame. Devido à ausência de informação sobre administração repetida, as administrações de Magnegita não devem ser repetidas excepto se o intervalo entre as administrações for de pelo menos 7 dias. Magnegita não deve ser administrado em bébés recém-nascidos com idade até 4 semanas.

Uma vez que a depuração renal do gadopentato de dimeglumina pode estar diminuída nos idosos, é especialmente importante fazer o despiste da disfunção renal de doentes com idade igual ou superior a 65 anos.

A hemodiálise pouco tempo depois da administração de Magnegita pode ser útil na eliminação de Magnegita do organismo. Não existe evidência que suporte o início da hemodiálise para a prevenção ou tratamento da FSN em doentes que não estejam já a ser submetidos a hemodiálise.

Magnegita não deve ser utilizado durante a gravidez a menos que a situação clínica da mulher exija a utilização de gadopentato de dimeglumina.

A amamentação deve ser interrompida pelo menos 24 horas após a administração de Magnegita.

O rótulo destacável de rastreio nos frascos para injectáveis deve ser colado ao registo do doente para possibilitar um registo preciso do agente de contraste com gadolínio utilizado. A dose utilizada deve também ser registada.



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (p. ex. cálculos biliares, hepatite).
  2. Bile: Líquido secretado pelo fígado e acumulado na vesícula biliar, com abundante quantidade de bilirrubina, colesterol e pigmentos biliares. Tem importante função na digestão de gorduras. ?? lançada na porção inicial do intestino delgado através de um conduto chamado hepato-colédoco.
  3. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  4. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  5. Fissura: Solução de continuidade de origem traumática, caracterizada por um trajeto linear.
  6. Inconsciência: Distúrbio no estado de alerta, no qual existe uma incapacidade de reconhecer e reagir perante estímulos externos. Pode apresentar-se em tumores, infecções e infartos do sistema nervoso central, assim como também em intoxicações por substâncias endógenas ou exógenas.
  7. Incontinência: Incapacidade de controlar o esvaziamento da bexiga ou do reto. Como resultado produz-se perda de urina ou matéria fecal involuntariamente. As pessoas com incontinência podem apresentar um defeito adquirido ou congênito no mecanismo esfincteriano, ou alguma anormalidade neurológica que as impeça de reconhecer o estado de plenitude da bexiga ou reto e de promover esvaziamento destes quando for conveniente.
  8. Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
  9. Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
  10. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  11. Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
  12. Pâncreas: Glândula de secreção endócrina (ver), por sua produção de insulina, glucagon e peptídios intestinais que são lançados na corrente sangüínea e exócrina (ver) por sua produção de potentes enzimas digestivas lançadas no intestino delgado. Localiza-se profundamente na cavidade abdominal e possui um tamanho aproximado de 15x7cm.
  13. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  14. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  15. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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