MARCOUMAR

Para que serve MARCOUMAR

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


Marcoumar

?

_____Roche

femprocumona

Anticoagulante oral

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO


Nome do produto: Marcoumar

®

Nome genérico: femprocumona

APRESENTAÇÕES
Comprimidos de 3 mg em caixa com um frasco de vidro âmbar que contém 25 comprimidos.

VIA ORAL


USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
Princípio ativo:
femprocumona.................................3 mg
Excipientes: lactose monoidratada, amido, talco e estearato de magnésio.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE


Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações a seguir. Caso não esteja seguro a respeito de
determinado item, por favor, informe ao seu médico.

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Marcoumar

é indicado para tratamento e prevenção de tromboses (formação de coágulo do interior de um

vaso sanguíneo ou dentro da cavidade cardíaca), tratamento de embolias (obstrução de um vaso sanguíneo
devido a coágulos) e infarto do miocárdio.

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Marcoumar

é um medicamento anticoagulante, isto é, utilizado para evitar a coagulação do sangue dentro

dos vasos sanguíneos.

O início da ação ocorre após um a dois dias, e a eficácia plena de Marcoumar

não é observada

imediatamente, pois ocorre de 4 a 6 dias após o início do tratamento.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?


Marcoumar

não deve ser utilizado caso você apresente


- Hipersensibilidade à femprocumona ou a qualquer um dos excipientes de Marcoumar

;


- Em caso de gravidez;

Marcoumar

também é contraindicado caso você tenha tendência a sangramento exagerado, como diátese

hemorrágica (tendência para sangramento sem causa aparente), lesões graves do parênquima hepático (vide itens “O que
devo saber antes de usar este medicamento?” e “Quais os males que este medicamento pode me causar?”), insuficiência renal
(mau funcionamento do rim), úlcera gastrintestinal (lesão na parede do estômago e/ou duodeno com destruição da mucosa),
endocardite subaguda (infecção que atinge a membrana mais interna do coração, o endocárdio), doenças em que haja
suspeita de lesão do sistema vascular associada (por exemplo, arteriosclerose avançada ou hipertensão grave), ou após
intervenções neurocirúrgicas.

Angiografia (radiografia dos vasos sanguíneos) ou outros procedimentos diagnósticos ou terapêuticos com potencial para
sangramentos fora de controle não devem ser realizados caso você esteja sendo tratado com Marcoumar

.


Sangramentos menstruais não são contraindicação para o uso de Marcoumar

.


Gravidez
Categoria de risco na gravidez: X. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que
possam ficar grávidas durante o tratamento.

Uma vez que Marcoumar

, como outros medicamentos anticoagulantes, pode estar associado ao nascimento de crianças

com defeitos físicos, não deve ser usado durante a gravidez. Pacientes com possibilidade de engravidar tratadas com
Marcoumar

devem utilizar métodos contraceptivos até 3 meses depois da última dose.


O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?


Em mulheres que estejam amamentando, o componente ativo de Marcoumar

passa para o leite materno. No entanto,

a quantidade é tão pequena que há pouco risco de reações adversas para o recém-nascido. Porém, recomenda-se de
forma preventiva, a administração de vitamina K

1

à criança.


O uso deste medicamento exige uma vigilância constante do médico. Por isso, não tome Marcoumar

por

conta própria nem o ceda ou recomende a outras pessoas.

Se você está sendo tratado com Marcoumar

, como precaução, você deve levar consigo vitamina K

1

e

instruções sobre como usar, assim como uma declaração do médico informando que você se encontra sob
tratamento com anticoagulante. Essa medida pode ser útil, particularmente em caso de emergência, como o
aumento no risco de hemorragia após traumas (resultantes de acidente, por exemplo).

Se você já foi submetido a uma cirurgia de ressecção pulmonar (retirada de um pulmão ou parte dele),
cirurgias em órgãos genitais, estômago ou de vesícula (ductos biliares) ou sofre de insuficiência cardíaca
congestiva (doença em que o coração tem dificuldade para bombear o sangue e se dilata), arteriosclerose
(placas depositadas dentro dos vasos sanguíneos que podem obstruí-los), hipertensão grave (pressão alta) ou
alterações graves do funcionamento do fígado, seu médico deverá monitorá-lo com maior frequência.

O efeito do álcool é variável sobre

Marcoumar

. Alcoólatras crônicos podem apresentar redução do efeito

anticoagulante, apesar do efeito estar aumentado na presença de doenças no fígado. A função do fígado de
pacientes que recebem tratamento prolongado com Marcoumar

deve ser cuidadosamente controlada (vide

itens “Quando não devo usar este medicamento?” e “Quais os males que este medicamento pode me causar?”).

É necessário realizar o monitoramento mais frequente dos parâmetros de coagulação após o início ou suspensão de outros
medicamentos em pacientes sob tratamento com Marcoumar

(vide item “Interações Medicamentosas").

Em pacientes idosos a medicação anticoagulante deve ser monitorada com cuidadosamente (vide item “Como devo usar este
medicamento?”)

Informe ao seu médico o surgimento de doenças concomitantes, pois ele poderá reduzir a dose de Marcoumar

durante

doenças que podem aumentar a ação do medicamento.

Deve-se tomar grande cuidado quando for necessário modificar a dose do medicamento e encurtar o tempo de coagulação
para diagnóstico ou intervenções terapêuticas (por exemplo: angiografia – exame radiográfico dos vasos sanguíneos, punção
lombar, pequenas cirurgias, extrações dentárias).

Caso esteja em tratamento com Marcoumar

, você não deve receber injeções no músculo ou mesmo

subcutâneas (debaixo da pele). Caso surjam manchas arroxeadas ou sangramentos, avise imediatamente o seu
médico. Essas complicações ocorrem raramente após injeções subcutâneas e administração intravenosa.

No início do tratamento pode ocorrer necrose cutânea (morte de um pedaço do tecido da pele). Nesse caso, procure seu
médico, pois ele deve interromper a terapia com Marcoumar

e instituir outras medidas apropriadas.


Marcoumar

contém lactose e não é recomendado em pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à

galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glicose-galactose.


Não há informações disponíveis sobre os efeitos de Marcoumar

ou outros antagonistas da vitamina K na

fertilidade.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
Marcoumar

não apresenta efeitos conhecidos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.


Até o momento, não há informações de que Marcoumar

(femprocumona) possa causar doping.


Interações Medicamentosas
A femprocumona tem uma faixa de tratamento estreita e é necessário cuidado com qualquer terapia iniciada conjuntamente.
Você deve comunicar o seu médico antes de iniciar qualquer novo medicamento, sendo necessário controle estrito dos
valores da coagulação.

Medicamentos comumente prescritos junto com Marcoumar

podem aumentar ou reduzir seu efeito.

Portanto, é importante a monitoramento dos parâmetros da coagulação (por meio de exames de sangue) após
o início ou retirada de outros medicamentos enquanto você estiver fazendo o uso de Marcoumar

.


A femprocumona é metabolizada por algumas enzimas específicas. Por esse motivo, o uso concomitante com
substratos, indutores ou inibidores dessas enzimas pode influenciar o efeito de Marcoumar

. Seu médico saberá a terapia

mais indicada para o seu caso.

Efeitos de outras substâncias sobre Marcoumar

Inibidores das enzimas responsáveis pela metabolização da femprocumona ou substratos concorrentes podem
aumentar o efeito coagulante de Marcoumar

.


Substâncias que podem intensificar o efeito de Marcoumar

: alopurinol (usado no tratamento da gota e alguns casos de

aumento do ácido úrico), amiodarona (para algumas arritmias do coração), esteroides anabolizantes (em casos de desnutrição
por doenças crônicas), fibratos (para tratar aumento de triglicerídeos), dissulfiram (para tratamento de alcoolismo crônico),
anti-inflamatórios (salicilatos e alguns anti-inflamatórios não esteroides, incluindo inibidores da COX-2), tamoxifeno
(usado como auxiliar no tratamento de câncer de mama), medicamentos para tratamento de problemas da tireoide
(tiroxina), glicosamina (para tratamento de osteoartrite), antidepressivos tricíclicos (medicamentos usados no tratamento de
depressão), inibidores seletivos da receptação de serotonina com a fluoxetina (para tratamento de depressão e crises de
ansiedade), estatinas como a sinvastatina (para tratamento dos altos níveis de colesterol no sangue), tramadol (analgésico) e
alguns antimicrobianos, como a amoxilina com ou sem ácido clavulânico, cotrimoxazol, tetraciclinas (por exemplo:
doxiciclina), cefalosporinas (por exemplo: ceftriaxona), cloranfenicol, aminoglicosídeos, cloxacilina, diversas quinolonas
(por exemplo: levofloxacina), sulfonamidas, claritromicina, derivados da eritromicina, lincosamida (por exemplo:
clindamicina), e derivados imidazólicos (por exemplo: cetoconazol) e derivados triazólicos.

No caso da utilização concomitante de salicilatos (como o ácido acetilsalicílico) ou antibióticos, são necessários exames de
sangue mais frequentes para controle da coagulação sanguínea. Outros anticoagulantes como heparinas e agentes
antiplaquetários, como o clopidogrel, podem intensificar o efeito de Marcoumar

e aumentar o risco de hemorragias.


A toranja (também chamada de pomelo ou grapefruit) interage com vários medicamentos, inclusive Marcoumar

,

retardando sua eliminação e pode levar a um aumento no risco de sangramento.

Recomenda-se cuidado quando o paciente for tratado com antagonistas da vitamina K, como a femprocumona, e também
consumir a fruta Goji in natura ou o seu suco.

Alterações nos parâmetros de coagulação e/ou hemorragias têm sido relatadas em pacientes sob tratamento com capecitabina
(usada no tratamento do câncer) concomitantemente a anticoagulantes como a femprocumona. Esses eventos ocorrem em
alguns dias a até alguns meses após o início do tratamento com capecitabina e, em alguns casos, em até um mês após a
suspensão do tratamento com capecitabina.

Substâncias que podem reduzir o efeito de Marcoumar

: barbitúricos (usados principalmente no tratamento de

convulsões), carbamazepina (usada em casos de epilepsia), colestiramina (resina usada principalmente para tratar a coceira

intensa nos casos em que a saída da bile está obstruída), diuréticos (medicamentos para aumentar a quantidade de urina
eliminada), metformina (usada para o controle da diabetes), corticosteroides (anti-inflamatórios hormonais), rifampicina
(antibiótico usado principalmente para tratamento de tuberculose), vitamina K.

Redução no efeito e concentração do plasma foram relatadas durante o tratamento com erva de São João (extrato de
Hypericum perforatum), usada para tratamento de depressão. Isso pode ser devido à indução de algumas enzimas do fígado
que eliminam o medicamento. Em pacientes que recebem anticoagulantes orais, o tempo de protrombina deve ser
monitorado, rigorosamente, do início ao fim do tratamento com a erva de São João.

Substâncias com efeitos variáveis sobre Marcoumar


Anticoncepcionais que contêm estrogênios e progesterona (pílulas anticoncepcionais em geral) podem aumentar a eliminação
de femprocumona sem alterar o seu efeito anticoagulante.

O efeito do álcool é variável sobre Marcoumar

(vide item “O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE

MEDICAMENTO?”).

Fenilbutazona e derivados de oxifenbutazona (anti-inflamatórios usados principalmente para casos de artrite) não
devem ser administrados a pacientes que recebem Marcoumar

.


Efeitos de Marcoumar

sobre outras substâncias

Marcoumar

pode intensificar o efeito de sulfonilureias (medicamentos usados para tratamento oral da diabetes) quando

usados em conjunto (havendo risco de hipoglicemia, ou seja, de diminuição exagerada dos níveis de açúcar no sangue).

Efeitos da ingestão de Marcoumar

com alimento e bebida

A absorção de Marcoumar

,assim com a eliminação da femprocumona, é ligeiramente reduzida pela administração

concomitante de alimentos.A administração concomitante de alimentos ricos em vitamina K pode reduzir as propriedades
concomitantes de Marcoumar

.


Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5.

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Marcoumar

deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC).


Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Marcoumar

comprimidos apresenta formato cilíndrico e biplanar.


Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Os comprimidos de Marcoumar

devem ser administrados por via oral, com um pouco de líquido (não

alcoólico), sem dissolvê-los previamente.

Este medicamento não deve ser mastigado.

Na presença de trombose aguda ou embolismo, a terapêutica anticoagulante deve começar com a
administração de heparina ou outro anticoagulante.

Após a fase aguda (ou seja, de pelo menos dois dias, ou em casos mais graves até dez dias ou mais), o
tratamento deve continuar com Marcoumar

. No primeiro dia de transição, a dose de Marcoumar

deve ser

dada juntamente com a heparina. Durante essa transição, os parâmetros de coagulação devem ser
monitorados com cuidado. A duração da terapêutica com heparina depende do tempo necessário até que o
grau de anticoagulação desejado seja atingido.

O esquema de tratamento com Marcoumar

é determinado pelo médico, de acordo com as suas

necessidades clínicas. A dose pode variar de 2 a 3 comprimidos por dia na fase aguda, seguida da dose de
manutenção de meio a 2 comprimidos por dia. O tratamento pode ser mantido por meses ou anos.

O tratamento com Marcoumar

pode geralmente ser descontinuado sem a necessidade de medicação de auxílio.


Idosos
Idosos (especialmente acima de 75 anos), geralmente, necessitam receber menores doses de Marcoumar

que os pacientes

jovens para atingirem o mesmo valor de RNI (Razão Normalizada Internacional), a medida utilizada para dosar a
coagulação.

Pacientes com insuficiência renal
A insuficiência renal não tem efeito significativo na meia-vida de eliminação.

Pacientes com insuficiência hepática
A insuficiência hepática não tem efeito significativo na clearance de femprocumona.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?


O efeito anticoagulante de Marcoumar

persiste além de 24 horas. Caso você se esqueça de tomar a dose prescrita na hora

programada, a dose deverá ser administrada assim que possível, no mesmo dia. A administração seguinte deve ser feita no
horário habitual. Você não deve dobrar a dose diária para compensar a(s) dose(s) perdida(s).

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Devido à natureza da femprocumona, existe a possibilidade de sangramento em diversos órgãos e
especialmente hemorragias com risco para a vida, envolvendo o sistema nervoso central e sistema
gastrintestinal.

As reações adversas relatadas para Marcoumar

estão listadas a seguir, por classe de sistemas de órgãos e frequência:


Distúrbios do sangue e sistema linfático
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):anemia causada por
hemorragia (sangramento).

Distúrbios endócrinos
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):hemorragia na
região do pâncreas e glândulas adrenais (localizadas sobre os rins).

Distúrbios do sistema nervoso
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemorragia na
medula espinhal (parte do sistema nervoso que se localiza dentro da coluna vertebral) e no cérebro.
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): síndrome
compressiva do nervo femoral resultante de hemorragia retroperitoneal (área onde esse nervo se encontra).

Distúrbios oculares
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemorragia na
retina (parte interna do olho que é responsável pela formação das imagens).


Distúrbios cardíacos
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemorragia na
região do pericárdio (camada que envolve o coração).

Distúrbios vasculares (das artérias e veias)
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): hematomas
(manchas roxas);
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): “síndrome dos
dedos roxos” (doença que causa dor e queimação nos “dedões” dos pés), acompanhada de alteração da
coloração dos mesmos.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): sangramento no
nariz.
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemorragia na
região da cavidade pleural (espaço interno da camada que envolve o pulmão).

Distúrbios gastrintestinais
Reação muito comum (>0,1%): sangramento na gengiva;
Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemorragia na
parede intestinal (quadro de abdome agudo associado ao anticoagulante), hemorragia gastrintestinal
(sangramento no estômago ou nos intestinos), hemorragia retroperitoneal (sangramento atrás da cavidade abdominal).
Reações com frequência desconhecida: distúrbios gastrintestinais, como náusea, redução do apetite, vômito e
diarreia.

Distúrbios hepatobiliares
Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): hepatite
com ou sem icterícia (inflamação do fígado), icterícia (“amarelão”), insuficiência hepática (funcionamento
inadequado do fígado) por vezes, com desfecho fatal.

Distúrbios de pele e tecidos subcutâneos
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): queda de cabelo.
Reação com frequência desconhecida: necrose grave da pele (morte celular de um pedaço da pele) e Purpura
fulminans (em alguns casos, com desfecho fatal ou em incapacidade permanente), dermatite alérgica (inflamação
na pele por reação alérgica de contato) e reações alérgicas na pele.

Distúrbios musculoesqueléticos e de tecidos conectivos
Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): hemorragia nas
articulações e / ou músculos e hemorragia muscular.
Reação com frequência desconhecida: osteopenia (deficiência de cálcio nos ossos) e osteoporose (forma de
deficiência de cálcio nos ossos mais grave do que na osteopenia) durante o uso prolongado de Marcoumar

.


Distúrbios do sistema renal e urinário
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): hematúria (perda de
sangue na urina).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE

MEDICAMENTO?
A superdose manifesta-se como tempo de protrombina acima da janela terapêutica pretendida e, possivelmente, como
hemorragia. Caso, durante o tratamento com Marcoumar

, o valor de RNI estiver acima do limite terapêutico superior,

o seu médico poderá diminuir a dose e verificar o valor de coagulação novamente após 2 dias.

A redução temporária da dose ou pular uma dose são geralmentes suficientes em casos de superdose leve de Marcoumar

com hemorragia clinicamente insignificante (como hemorragia transitória do nariz, micro-hematúria, pequenos hematomas
isolados). Nesses casos, não é recomendado administrar fitomenadiona (vitamina K1), pois essa medida impossibilita a
anticoagulação eficaz durante vários dias.

Um efeito tóxico capilar acompanhado por edema cerebral (aumento de líquidos no cérebro que promove aumento da
pressão intracraniana) é o principal sinal de superdose observado em humanos nas primeiras 24 horas após a ingestão de
grandes doses de Marcoumar

. Posteriormente, o valor RNI aumenta e ocorre hemorragia.


A inconsciência pode ser um sintoma de hemorragia cerebral e requer atendimento médico emergencial.

Dependendo do grau, outros sintomas de superdose podem incluir: surgimento de hematúria, pequenas manchas
hemorrágicas nos locais de tensão mecânica, hemorragias espontâneas nas mucosas e / ou pele, sangue nas fezes e estados de
confusão que podem causar desmaios.

Antidoto
A vitamina K1 (fitomenadiona) é capaz de reverter a atividade anticoagulante de Marcoumar

dentro de 24 horas.


Na maioria dos casos, hemorragias leves podem ser controladas com a suspensão do agente anticoagulante. Todavia, caso
seja necessário o tratamento da hemorragia, o seu médico saberá a conduta mais indicada para controlar a situação.
Dependendo da gravidade do sangramento, podem ser utilizadas medicações por via oral ou até mesmo por via intravenosa.

Medidas de emergência e apoio
Em situações de emergência de hemorragia grave (como suspeita de hemorragia intracraniana, hemorragia gastrintestinal
maciça, cirurgias de emergência), onde não é possível esperar pelo início do efeito total da vitamina K1, o seu médico poderá
normalizar os fatores de coagulação pela administração de derivados do sangue.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.


MS-1.0100.0052
Farm. Resp.: Tatiana Tsiomis Díaz - CRF-RJ n

º

6942


Fabricado por Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Est. dos Bandeirantes, 2020 CEP 22775-109 - Rio de Janeiro - RJ

CNPJ

33.009.945/0023-39
Indústria Brasileira

Distribuído por:
Meda Pharma Importação e Exportação de Produtos Farmacêuticos Ltda.
São Paulo - SP
Serviço Gratuito de Informações – 0800 7720 289
www.roche.com.br

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 20/08/2014.

CCDS 3.0_Pac

1

Histórico de alteração para bula

Dados da submissão eletrônica

Dados da petição/notificação que altera bula

Dados das alterações de bulas

Data do

expediente

expediente

Assunto

Data do

expediente

N° do

expediente

Assunto

Data de

aprovação

Itens de bula

Versões

(VP/VPS)

Apresentações

relacionadas

01/08/2013

0628457/13-

4

10458 -

MEDICAMENTO
NOVO - Inclusão

Inicial de Texto de

Bula – RDC 60/12

01/08/2013

0628457/13-

4

10458 -

MEDICAMENT

O NOVO -

Inclusão Inicial

de Texto de
Bula – RDC

60/12

01/08/2013 Dizeres

Legais VP/VPS

Comprimidos de 3
mg em caixa com

um frasco de vidro

âmbar que contém

25 comprimidos

13/05/2014

0367636/14-

6

10451-

MEDICAMENTO

NOVO -

Notificação de

Alteração de

Texto de Bula –

RDC 60/12

13/05/2014

0367636/14-

6

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MEDICAMENT

O NOVO -

Notificação de

Alteração de

Texto de Bula –

RDC 60/12

13/05/2014

Dizeres Legais

VP/VPS

Comprimidos de 3
mg em caixa com

um frasco de vidro

âmbar que contém

25 comprimidos

14/07/2014

0555702/14-

0

10451-

MEDICAMENTO

NOVO -

Notificação de

Alteração de

Texto de Bula –

RDC 60/12

14/07/2014

0555702/14-

0

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MEDICAMENT

O NOVO -

Notificação de

Alteração de

Texto de Bula –

RDC 60/12

14/07/2014

Bula do Profissional

3. Características Farmacológicas;
4. Contraindicações;
5. Advertências e Precauções;
6. Interações Medicamentosas;
8. Posologia e Modo de Usar;
9. Reações Adversas;
10. Superdose

Bula do Paciente

2. Como este medicamento funciona?
3. Quando não devo usar este
medicamento?
4. O que devo saber antes de usar
este medicamento?
6. Como devo usar este
medicamento?
7. O que devo fazer quando eu me
esquecer de usar este medicamento?
8. Quais os males que este
medicamento pode me causar?
9. O que fazer se alguém usar uma

VP/VPS

Comprimidos de 3
mg em caixa com

um frasco de vidro

âmbar que contém

25 comprimidos

2

quantidade maior do que a indicada
deste medicamento?

20/08/2014

Não

disponível

10451-

MEDICAMENTO

NOVO -

Notificação de

Alteração de

Texto de Bula –

RDC 60/12

20/08/2014

Não

disponível

10451-

MEDICAMENT

O NOVO -

Notificação de

Alteração de

Texto de Bula –

RDC 60/12

20/08/2014

Bula do Profissional

6. Interações Medicamentosas

Bula do Paciente

4. O que devo saber antes de usar

este medicamento?

VP/VPS

Comprimidos de 3
mg em caixa com

um frasco de vidro

âmbar que contém

25 comprimidos


*VP = versão de bula do paciente / VPS = versão de bula do profissional da saúde



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Abdome agudo: Dor abdominal, em geral de início súbito, progressiva que costuma associar-se a doenças de resolução cirúrgica. Necessita de avaliação médica urgente. Algumas causas de abdome agudo são apendicite, colecistite, pancreatite, etc.
  2. Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular, capaz de invadir outros órgãos a nível local ou à distância (metástases).
  3. Bile: Líquido secretado pelo fígado e acumulado na vesícula biliar, com abundante quantidade de bilirrubina, colesterol e pigmentos biliares. Tem importante função na digestão de gorduras. ?? lançada na porção inicial do intestino delgado através de um conduto chamado hepato-colédoco.
  4. Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
  5. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  6. Endocardite: Inflamação produzida em geral por uma infecção bacteriana do tecido que reveste as válvulas e cavidades cardíacas, podendo produzir-se, em conseqüência da mesma, ruptura das cordas tendíneas e elementos valvulares. ?? uma doença grave, que necessita de tratamento antibiótico prolongado.
  7. Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia (ver).
  8. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  9. Inconsciência: Distúrbio no estado de alerta, no qual existe uma incapacidade de reconhecer e reagir perante estímulos externos. Pode apresentar-se em tumores, infecções e infartos do sistema nervoso central, assim como também em intoxicações por substâncias endógenas ou exógenas.
  10. Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
  11. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  12. Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
  13. Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
  14. Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também se denomina artrose (ver).
  15. Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
  16. Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
  17. Pâncreas: Glândula de secreção endócrina (ver), por sua produção de insulina, glucagon e peptídios intestinais que são lançados na corrente sangüínea e exócrina (ver) por sua produção de potentes enzimas digestivas lançadas no intestino delgado. Localiza-se profundamente na cavidade abdominal e possui um tamanho aproximado de 15x7cm.
  18. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  19. Uréia: Produto do metabolismo das proteínas. Indica de forma indireta a eficiência da função renal. Quando existe insuficiência renal, os valores de uréia elevam-se produzindo distúrbios variados (pericardite urêmica, encefalopatia urêmica, etc.).

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