Naproxeno Generis 500 mg Comprimidos

Para que serve Naproxeno Generis 500 mg Comprimidos

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


FOLHETO INFORMATIVO

INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Naproxeno Generis 250 mg Comprimidos
Naproxeno Generis 500 mg Comprimidos
Naproxeno

Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento.
- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.
- Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.
- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento
pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.
- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos
secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.
Neste folheto: 1. O que é Naproxeno Generis e para que é utilizado.
2. Antes de tomar Naproxeno Generis
3. Como tomar Naproxeno Generis
4. Efeitos secundários possíveis.
5. Como conservar Naproxeno Generis
6. Outras informações



O QUE É NAPROXENO GENERIS E PARA QUE É UTILIZADO

O naproxeno é uma molécula que reduz a inflamação, a febre e a dor.

Grupo farmacoterapêutico
9.1.3 – Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteróides. Derivados do ácido
propiónico.

Indicações terapêuticas

O Naproxeno Generis está indicado nas seguintes situações:

- Artrite reumatóide;
- Osteoartrite, osteoartrose ou artrose;
- Espondilite anquilosante;
- Gota;
- Artrite idiopática juvenil;
- Dismenorreia (dores menstruais);
- Tratamento e profilaxia da enxaqueca;
- Como analgésico (alívio da dor) ou antipirético (diminuição da febre) em adultos,
incluindo no pós-parto de mulheres que não amamentam, e em crianças; - Situações periarticulares e músculo-esqueléticas (ex. bursite – inflamação aguda ou
crónica de uma bursa; tendinite – inflamação de um tendão; tenossinovite –
inflamação de um tendão e da sua bainha; lumbago – dor forte, com aparecimento
súbito na região lombar, frequentemente consecutiva a um esforço);
- Alívio das dores agudas e/ou crónicas resultantes de um processo inflamatório
(excepto no tratamento inicial da dor aguda);
- Intervenções cirúrgicas e trauma (ex. luxações – deslocação anormal das
extremidades ósseas de uma articulação; entorses, intervenções ortopédicas,
extracções dentárias, cirurgia);
- Menorragia (menstruação anormalmente abundante e que se prolonga para lá da
sua duração habitual).


2.ANTES DE TOMAR NAPROXENO GENERIS

Não tome Naproxeno Generis

- Se tem hipersensibilidade (alergia) ao naproxeno ou a qualquer excipiente deste
medicamento;
- Se alguma vez sofreu de asma, rinite (inflamação aguda ou crónica da mucosa
nasal), pólipos nasais (alterações da mucosa nasal) ou reacções anafilácticas
induzidas pela toma de aspirina ou outros anti-inflamatórios não-esteróides;
- Se sofre de úlcera péptica/hemorragia activa ou antecedentes de úlcera
péptica/hemorragia recorrente (dois ou mais episódios distintos de ulceração ou
hemorragia comprovada);
- Se tem antecedentes de hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com
terapêutica com anti-inflamatórios não esteróides (AINE) anterior;
- Insuficiência cardíaca grave;
- 3º trimestre de gravidez.

Os medicamentos contendo naproxeno estão contra-indicados em crianças com
menos de 2 anos de idade.


Tome especial cuidado com Naproxeno Generis

- Se se encontrar debilitado ou é idoso;
- Se tem antecedentes de doença gastrointestinal (colite ulcerosa, doença de Crohn);
- Se sofre de insuficiência renal e/ou hepática;
- Se sofre de problemas circulatórios ou de sangue;
- Se sofre de sofre de problemas cardiovasculares (hipertensão e/ou insuficiência
cardíaca);

Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema associados ao
tratamento com AINE, pelo que os doentes com história de hipertensão arterial e/ou
insuficiência cardíaca congestiva ligeira a moderada deverão ser adequadamente
monitorizados e aconselhados.
Os medicamentos tais como Naproxeno Generis podem estar associados a um
pequeno aumento do risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou Acidente
Vascular Cerebral (AVC). O risco é maior com doses mais elevadas e em tratamentos
mais prolongados. Não deve ser excedida a dose recomendada nem o tempo de
duração do tratamento.

Se tem problemas cardíacos, sofreu um AVC ou pensa que pode estar em risco de vir
a sofrer destas situações (por exemplo se tem pressão sanguínea elevada, diabetes,
elevados níveis de colesterol ou se é fumador) deverá aconselhar-se sobre o
tratamento com o seu médico ou farmacêutico.

- Se tem antecedentes de asma, doença alérgica ou sensibilidade à aspirina ou outro
anti-inflamatório não-esteróide;
- Se toma diuréticos (medicamentos que facilitam ou estimulam o urinar);
- Se toma medicamentos que possam aumentar o risco de úlcera ou hemorragia tais
como corticosteróides, anticoagulantes (medicamentos que fluidificam o sangue, ex.
varfarina), inibidores selectivos da recaptação da serotonina ou anti-agregantes
plaquetários (ex. ácido acetilsalicílico);
-Mulheres em que esteja a ser investigada a sua infertilidade.

Pode ser mais difícil engravidar durante o tratamento com Naproxeno Generis. Caso
esteja a planear engravidar ou se tiver problemas em engravidar deverá informar o
seu médico.

A administração concomitante de Naproxeno Generis com outros AINE, incluindo
inibidores selectivos da ciclooxigenase-2, deve ser evitada.

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz
durante o menor período de tempo necessário para controlar a sintomatologia.


Gravidez e Aleitamento

Se está grávida ou tenciona engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes
de tomar qualquer medicamento.

Não tome este medicamento se estiver grávida, a não ser por indicação expressa do
seu médico.

Comunique imediatamente o seu médico se engravidar durante o tratamento.

Não deve tomar este medicamento se estiver a amamentar.
Condução de veículos e utilização de máquinas

Não conduza nem utilize máquinas até conhecer bem a sua susceptibilidade
individual, porque o naproxeno pode interferir com as actividades que requerem alerta.
Se sentir sonolência, vertigens, insónia ou depressão, tome cuidado ao desempenhar actividades que requeiram atenção.


Tomar Naproxeno Generis com alimentos

A absorção do naproxeno pode ser retardada, mas a extensão da absorção mantém-
se inalterada.


Tomar Naproxeno Generis com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado
recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita
médica.

Administração simultânea com antiácidos e colestiramina:
A absorção do naproxeno pode ser retardada, mas a extensão da absorção mantém-
se inalterada.

Administração simultânea com fármacos que se ligam à albumina (ex. alguns
anticoagulantes, sulfonilureias, hidantoínas, outros AINE's e aspirina):
O naproxeno liga-se fortemente à albumina pelo que podem ser necessários ajustes
nas doses.

Administração simultânea com anti-coagulantes:
Os AINE podem aumentar os efeitos dos anti-coagulantes, tais como a varfarina.

Administração simultânea com corticosteróides
:
O naproxeno aumenta do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal.

Administração simultânea com probenecid:
A concentração plasmática do naproxeno pode encontrar-se aumentada e ocorrer um
prolongamento da sua semi-vida.

Administração simultânea com metotrexato:
A eliminação do metotrexato pode-se encontrar reduzida e consequentemente a sua
toxicidade aumentada.

Administração simultânea com anti-hipertensores beta-bloqueantes:
O naproxeno pode reduzir o efeito anti-hipertensivo desta classe de medicamentos.

Administração simultânea com diuréticos, Inibidores da Enzima de Conversão
da Angiotensina (IECA) e Antagonistas da Angiotensina

II (AAII)


Os anti-inflamatórios não esteróides (AINE) podem diminuir a eficácia dos diuréticos
assim como de outros medicamentos anti-hipertensores. Nalguns doentes com a
função renal diminuída (ex.: doentes desidratados ou idosos com comprometimento
da função renal) a administração simultânea de um IECA ou AAII e agentes inibidores
da ciclooxigenase pode ter como consequência a progressão da deterioração da
função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. A ocorrência destas interacções deverá ser tida em
consideração em doentes a tomar naproxeno em associação com IECA ou AAII.
Deste modo, esta associação medicamentosa deverá ser administrada com
precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente
hidratados e deverá ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o
início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então.

Administração simultânea com furosemida:
O naproxeno pode inibir o efeito da furosemida.

Administração simultânea com lítio:
O naproxeno pode aumentar a concentração de lítio no plasma.

Sugere-se que o tratamento com naproxeno seja temporariamente interrompido 48
horas antes da realização da função das supra-reais, pois o naproxeno pode interferir
com alguns testes.

O naproxeno pode interferir com algumas análises de doseamento na urina.

Administração simultânea com agentes anti-agregantes plaquetários e
inibidores selectivos da recaptação da serotonina:
O naproxeno aumenta o risco de hemorragia gastrointestinal.


COMO TOMAR NAPROXENO GENERIS

Tome sempre Naproxeno Generis de acordo com as indicações do seu médico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

O Naproxeno Generis foi-lhe prescrito apenas para a sua situação actual; não o utilize
para outros problemas (a menos que o faça por indicação do seu médico).

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver a sensação que o Naproxeno Generis
é demasiado forte ou demasiado fraco.


Modo de administração e Posologia

Naproxeno Generis pode ser administrado por via oral em jejum, com refeições e/ou
com antiácidos.

Tratamento de situações crónicas

A dose recomendada é de 250-500 mg de naproxeno administrada duas vezes ao dia
(manhã e noite), ou uma dose diária única de 500-1000 mg administrada de manhã ou
à noite.

Tratamento de situações agudas
A dose inicial recomendada é de 500 mg de naproxeno seguida de 250 mg de
naproxeno com intervalos de 6-8 horas.

No tratamento da gota, recomenda-se a dose inicial de 750 mg de naproxeno, seguida
de 250 mg de naproxeno de 8 em 8 horas até a crise passar.

Na profilaxia da enxaqueca, recomenda-se a dose de 500 mg de naproxeno duas
vezes ao dia. Se não se verificar melhoria em 4 a 6 semanas o tratamento deve ser
interrompido.

Para o tratamento da enxaqueca grave, recomenda-se uma dose de 750 mg de
naproxeno ao primeiro sintoma. Uma dose inicial de 250-500 mg de naproxeno pode
ser administrado durante o dia, nunca antes de meia hora após a dose inicial.

No tratamento da artrite idiopática juvenil, a dose total recomendada é 10mg/kg
dividida em duas doses. Os comprimidos doseados a 250 mg de naproxeno podem
ser administrados de acordo com a seguinte tabela:

Tabela 1: Dose pediátrica – Artrite idiopática juvenil N.º de comprimidos 250 mg N.º de tomas diárias Peso (kg) Dose mínima diária (10 mg/kg) Dose máxima diária (15 mg/kg) 25-32 1 comp. (½ comp + ½ comp.) 1 comp. + ½ comp. 2 33-38 1 comp. (½ comp + ½ comp.) 2 (1 comp + 1 comp) 2 39-43 1 comp. + ½ comp. 2 (1 comp + 1 comp) 2 44-49 1 comp. + ½ comp. 2 comp. + ½ comp. 2 50-60 2 (1 comp + 1 comp) 3 comp. 2 Doses únicas de 2,5-5 mg de naproxeno/kg, não excedendo a dose diária de 15 mg
de naproxeno/kg, são bem toleradas por crianças com mais de 2 anos.

Para o tratamento analgésico e antipirético em crianças, recomenda-se uma dose
inicial de 10 mg de naproxeno/kg seguida de 2,5-5mg de naproxeno/kg de 8 em 8
horas. A dose diária total não deve exceder 15 mg de naproxeno/kg por dia após o
primeiro dia. Os comprimidos doseados a 250 mg de naproxeno podem ser
administrados de acordo com a seguinte tabela:

Tabela 2: Dose pediátrica – Analgésico e antipirético N.º de comprimidos 250 mg Peso (kg) Dose inicial Dose de manutenção 25-38 1 comp. ½ comp de 8 em 8 horas 39-49 1 comp. + ½ comp. ½ comp de 8 em 8 horas 50-60 2 comp. 1 comp de 8 em 8 horas

Duração do tratamento
O seu médico indicar-lhe-á a duração do seu tratamento com Naproxeno Generis. Não suspenda o tratamento antes, uma vez que o tratamento poderá não ser eficaz.

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando o medicamento durante o
menor período de tempo necessário para controlar os sintomas.


Se tomar mais Naproxeno Generis do que deveria

Se tomar acidentalmente demasiados comprimidos, ou se outra pessoa ou criança
tomar o seu medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
Os sintomas de uma sobredosagem significativa por naproxeno incluem: tonturas,
sonolência, pirose gástrica (sensação de queimadura no estômago), desconforto
abdominal, indigestão, náuseas, vómitos, apneia (paragem temporária da respiração),
desorientação, alterações da função hepática, hipoprotrombinémia, disfunção renal e
acidose metabólica.
No caso de uma sobredosagem, recomenda-se o esvaziamento gástrico e medidas
adequadas, tais como, a administração imediata de 50-100 g de carvão activado com
uma solução aquosa durante 15 minutos, no período de 2 horas após a
sobredosagem.


Caso se tenha esquecido de tomar Naproxeno Generis

Tente tomar diariamente o medicamento conforme indicado pelo seu médico. No
entanto, se se esqueceu de tomar uma dose, deverá tomá-la assim que se lembrar.
Contudo, se faltar pouco tempo para a próxima toma, não tome a dose esquecida.
Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu
médico ou farmacêutico.


EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como os demais medicamentos, o Naproxeno Generis pode causar efeitos
secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.


Os efeitos indesejáveis mais frequentemente observados foram:

Gastrintestinais: podem ocorrer, em particular nos idosos, úlceras pépticas, perfuração
ou hemorragia gastrointestinal. Dor abdominal, prisão de ventre, diarreia, dispepsia
(perturbação na digestão), azia, náuseas, estomatite (inflamação da mucosa bucal),
melema, agravamento de colite ou doença de Crohn.

Sistema nervoso central:
tonturas, sonolência, dor de cabeça, sensação de vazio,
vertigem.

Dermatológicos:
equimose (mancha cutânea escura ou azulada), comichão (prurido), púrpura (mancha cutânea vermelho-vivas ou violáceas), erupções cutâneas (lesões
diversas na pele), transpiração.

Órgãos dos sentidos:
diminuição da acuidade auditiva, zumbidos, alterações visuais.

Cardiovasculares:
dispneia (dificuldade em respirar acompanhada por uma sensação
de opressão e mal-estar), edema (inchaço), palpitações (sensação mais ou menos
desagradável devidas à percepção não habitual dos batimentos cardíacos).

Gerais
: sede.


Foram também relatados os seguintes eventos adversos:

Gastrointestinais:
testes hepáticos fora do normal, colite (inflamação do cólon),
esofagite (inflamação do esófago), hemorragia gastrintestinal e/ou perfuração,
hematemese (vómito de sangue), hepatite, icterícia, melena (evacuação pelo ânus de
sangue negro digerido, puro ou misturado com as fezes), ulceração gastrintestinal não
péptica, pancreatite (inflamação do pâncreas), ulceração péptica, estomatite ulcerativa
(lesões na mucosa bucal), vómitos. Menos frequentemente observaram-se casos de
gastrite.

Renais:
hematúria (sangue na urina), hipercaliémia (aumento do potássio no plasma
acima dos valores normais), nefrite intersticial (inflamação renal), síndrome nefrótico,
doença renal, insuficiência renal, necrose papilar renal, aumento da creatinina sérica.

Hematológicos:
agranulocitose (desaparecimento quase completo dos glóbulos
brancos), anemia aplástica, eosinofilia (aumento anormal do número de eosinófilos no
sangue), anemia hemolítica, leucopénia (diminuição da taxa dos leucócitos circulantes
para um valor inferior a 5000 mm 3 ), trombocitopénia (diminuição do número de trombócitos, células sanguíneas, no sangue circulante).

Sistema nervoso central:
meningite asséptica, disfunção cognitiva (disfunção a nível
das capacidades intelectuais), convulsões, depressão, pesadelos, incapacidade de
concentração, insónia, mal-estar, mialgia (dor muscular), fraqueza muscular.

Dermatológicos:
alopécia (queda temporária dos pelos ou cabelos), necrólise
epidérmica (lesões dérmicas), eritema multiforme (eritema), eritema nodoso (rubor
nodolar), erupção (aparecimento de lesões diversas na pele), líquen planus (afecção
da pele de etiologia desconhecida), reacção pustular, erupção cutânea, síndrome
Stevens-Johnson (forma grave de eritema polimorfo caracterizado por lesões
cutâneas extensas), necrólise epidérmica tóxica (muito raro), urticária (comichão),
reacções de fotossensibilidade, incluindo casos raros semelhantes à porfíria cutânea
tardia ("pseudoporfíria") (afecções hereditárias devidos a anormalidade do
metabolismo de pigmentos) ou epidermolise bulhosa (síndrome cutâneo grave). Se
ocorrer fragilidade da pele, bolhas ou outros sintomas semelhantes à pseudoporfíria, o
tratamento deve ser interrompido e deve-se vigiar o doente.
Cardiovasculares: insuficiência cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva,
hipertensão, edema pulmonar (inundação dos pulmões por líquido), vasculite
(inflamação dos vasos).

Os medicamentos tais como Naproxeno Generis podem estar associados a um
pequeno aumento do risco de ataque cardíaco (enfarte de miocárdio) ou AVC.

Respiratórios: asma, pneumonite eosinofílica (manifestação infecciosa do pulmão).

Gerais: reacções anafilactóides (reacção alérgica), edema angioneurótico
(aparecimento brusco de inchaços especialmente localizados na face e partes
genitais), pirexia (arrepios e febre).

Órgãos dos sentidos: distúrbios auditivos, opacidade da córnea, papilite (inflamação
das papilas linguais e/ou óptica), neurite óptica retrobulbar (lesão inflamatória de um
nervo óptico) e papiledema (inchaço das papilas).

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.



COMO CONSERVAR NAPROXENO GENERIS

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não utilize Naproxeno Generis após expirar o prazo de validade indicado na
embalagem.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.
Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não
necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.
6. OUTRAS INFORMAÇÕES Qual a composição de Naproxeno Generis

- A substância activa deste medicamento é naproxeno.
Cada comprimido de Naproxeno Generis contém 250 ou 500 mg de naproxeno.
- Os excipientes são: polividona K25, sílica coloidal anidra, celulose microcristalina,
croscarmelose sódica e estearato de magnésio.


Qual o aspecto e conteúdo de Naproxeno Generis

O Naproxeno Generis apresenta-se na forma de comprimidos, estando disponível em embalagens de 10, 20, 30 e 60 comprimidos.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Os comprimidos doseados a 250 mg são brancos, biplanos, cilíndricos com uma
ranhura num dos lados e a gravação N250 no outro lado.

Os comprimidos doseados a 500 mg são brancos, biconvexos, oblongos com uma
ranhura num dos lados e a gravação 500 no outro lado


Titular da Autorização de Introdução no Mercado

GENERIS Farmacêutica, S.A.
Office Park da Beloura, Edifício 4
2710-444 Sintra


Fabricante

Farma-APS, Produtos Farmacêuticos, S.A.
Rua João de Deus,19 - Venda Nova
2700-487 Amadora


Medicamento sujeito a receita médica


Este folheto informativo foi aprovado pela última vez em


DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
  2. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  3. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  4. Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago (ver). Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
  5. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  6. Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
  7. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  8. Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
  9. Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também se denomina artrose (ver).
  10. Neurite: Inflamação de um nervo. Pode manifestar-se por neuralgia (ver), déficit sensitivo, formigamentos e/ou diminuição da força muscular, dependendo das características do nervo afetado (sensitivo ou motor). Esta inflamação pode ter causas infecciosas, traumáticas ou metabólicas.
  11. Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
  12. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  13. Nefrite: Termo que significa ???inflamação do rim??? e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
  14. Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
  15. Pâncreas: Glândula de secreção endócrina (ver), por sua produção de insulina, glucagon e peptídios intestinais que são lançados na corrente sangüínea e exócrina (ver) por sua produção de potentes enzimas digestivas lançadas no intestino delgado. Localiza-se profundamente na cavidade abdominal e possui um tamanho aproximado de 15x7cm.
  16. Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
  17. Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. ?? produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
  18. Tendinite: Inflamação de um tendão. Produz-se em geral como conseqüência de um traumatismo. Existem doenças imunológicas capazes de produzir tendinite entre outras alterações.
  19. Uréia: Produto do metabolismo das proteínas. Indica de forma indireta a eficiência da função renal. Quando existe insuficiência renal, os valores de uréia elevam-se produzindo distúrbios variados (pericardite urêmica, encefalopatia urêmica, etc.).
  20. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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