NAROPIN

Para que serve NAROPIN

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.



1

NAROPIN

cloridrato de ropivacaína



I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

NAROPIN

cloridrato de ropivacaína

APRESENTAÇÕES

NAROPIN

?

POLYAMP

?

:


Solução estéril injetável 2 mg/mL (0,2%) em embalagem com 5 ampolas plásticas contendo 20 mL, em estojos
individuais estéreis.

Solução estéril injetável 7,5 mg/mL (0,75%) em embalagem com 5 ampolas plásticas contendo 20 mL, em
estojos individuais estéreis.

Solução estéril injetável 10 mg/mL (1%) em embalagens com 5 ampolas plásticas contendo 10 mL ou 20 mL,
em estojos individuais estéreis.

VIA INFILTRAÇÃO LOCAL

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

COMPOSIÇÃO

NAROPIN 2 mg/mL

Cada mL de solução injetável contém 2,0 mg de cloridrato de ropivacaína.

Excipientes: cloreto de sódio, água para injeção e hidróxido de sódio/ácido clorídrico.


2

NAROPIN 7,5 mg/mL

Cada mL de solução injetável contém 7,5 mg de cloridrato de ropivacaína.

Excipientes: cloreto de sódio, água para injeção e hidróxido de sódio/ácido clorídrico.

NAROPIN 10 mg/mL

Cada mL de solução injetável contém 10,0 mg de cloridrato de ropivacaína.

Excipientes: cloreto de sódio, água para injeção e hidróxido de sódio/ácido clorídrico.


II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Anestesia em cirurgia
?

bloqueio peridural , incluindo cesárea;

?

bloqueio nervoso maior; e,

?

bloqueios infiltrativo e do campo operatório.


Estados dolorosos agudos
?

infusão peridural contínua ou a dministração intermitente em bolus, como por exemplo, em dor pós-
operatória ou trabalho de parto;

?

bloqueios infiltrativo e do campo operatório;

?

injeção intra-articular; e,

?

bloqueio nervoso periférico em infusão contínua ou em injeções intermitentes, como por exemplo, em dor
pós-operatória.


Estados dolorosos agudos em pediatria
Para o controle da dor peri- e pós-operatória em:
?

bloqueio peridural caudal.


3


COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

A ropivacaína é um anestésico local de longa duração que promove a perda local da sensibilidade e a
eliminação da dor. A administração em altas doses produz anestesia cirúrgica, enquanto que em baixas doses
produz insensibilidade à dor com bloqueio limitado e não progressivo dos movimentos.

O início e a duração do efeito anestésico local de

NAROPIN

dependem da dose e do local de aplicação (ver
item 4. Como devo usar este medicamento?).


QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?


Você não deve utilizar

NAROPIN

se tiver alergia a anestésicos locais do tipo amida.


O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Os procedimentos anestésicos devem sempre ser realizados em local com pessoal, equipamentos e
medicamentos adequados. O médico responsável deverá ser devidamente treinado e estar familiarizado com o
diagnóstico e tratamento de efeitos colaterais, toxicidade sistêmica e outras complicações.

Recém-nascidos, pacientes em condição geral debilitada devido à idade ou outros fatores, tais como problemas
na condução cardíaca, doença avançada do fígado ou mau funcionamento dos rins, requerem atenção especial.
Informe seu médico caso apresente alguma das condições descritas.

NAROPIN

deve ser somente prescrito a pacientes com porfiria aguda (distúrbio congênito ou adquirido no
metabolismo de porfirinas) quando nenhuma alternativa segura estiver disponível, a critério médico. Informe
seu médico caso apresente esta condição.

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: além do efeito anestésico direto, os
anestésicos locais podem ter efeitos muito leves na função mental e coordenação até mesmo na ausência
evidente de toxicidade do SNC (Sistema Nervoso Central) e podem temporariamente prejudicar a locomoção e
vigília.


4

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-
dentista.

Não existem estudos sobre a excreção de ropivacaína ou de seus metabólitos no leite humano.

Interações medicamentosas

Pacientes tratados com fármacos antiarrítmicos (para tratamento de alterações no ritmo cardíaco) classe III (ex.:
amiodarona) devem ser devidamente monitorados, uma vez que os efeitos cardíacos podem se somar.

NAROPIN

deve ser usado com cuidado em pacientes sob tratamento com outros anestésicos locais ou outras
substâncias com fórmula semelhante a dos anestésicos locais do t ipo amida, como por exemplo, certos
antiarrítmicos como a lidocaína e a mexiletina, uma vez que os efeitos sistêmicos tóxicos se somam.

A administração da ropivacaína em longo prazo deve ser evitada em pacientes tratados com inibidores potentes
da CYP1A2 (enzima do fígado) como a fluvoxamina e a enoxacina,.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.


5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Você deve conservar

NAROPIN

em temperatura ambiente (15°C a 30ºC).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Não contém conservantes. Destinado à aplicação única. Qualquer solução restante de uma embalagem já aberta
deve ser descartada.

Apresentações estéreis até a abertura da embalagem.


5

NAROPIN

é uma solução límpida e incolor.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.


6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Modo de usar

NAROPIN

deve apenas ser utilizado por ou sob a supervisão de médicos experientes em anestesia regional.

Não contém conservantes. Destinado à aplicação única. Qualquer solução restante de uma embalagem já aberta
deve ser descartada.

As ampolas de

NAROPIN

não devem ser reautoclavadas. Embalagens em estojos individuais estéreis devem
ser empregadas quando a manipulação em condições estéreis for desejada. Apresentações estéreis até a abertura
da embalagem.

As ampolas são desenhadas para ajuste às seringas do tipo Luer Lock e Luer Fit.

NÃO USAR POR VIA INTRAVENOSA.

Podem ocorrer sintomas de toxicidade do SNC se

NAROPIN

for administrado por via intravenosa (Ver item 8.
Que males este medicamento pode me causar?).

Incompatibilidades: a alcalinização pode causar precipitação, pois a ropivacaína é pouco solúvel em pH superior a
6.

Posologia

A tabela a seguir é um guia de dose para os bloqueios mais usados. A dose deve ser baseada na experiência do
anestesista e no conhecimento da condição física do paciente.


6


Em geral, a anestesia cirúrgica (ex.: administração peridural) requer o uso de altas concentrações e doses. Para
analgesia recomenda-se o uso de

NAROPIN

2 mg/mL, exceto para a administração injeção intra-articular onde

NAROPIN

7,5 mg/mL é recomendado.

Vias de administração:
NAROPIN
2 mg/mL: peridural lombar, peridural torácica, bloqueio de campo e bloqueio nervoso periférico.

NAROPIN
7,5 mg/mL: peridural lombar para cirurgia e cesárea, peridural torácica, bloqueio nervoso maior,
bloqueio de campo e injeção intra-articular.

NAROPIN

10 mg/mL: peridural lombar para cirurgia.

Recomendação de dose para NAROPIN em adultos e maiores de 12 anos de idade

Concentração

(mg/mL) (%)

Volume

(mL)

Dose
(mg)

Início da

ação

(minutos)

Duração
do efeito

(horas)

ANESTESIA CIRÚRGICA

Administração peridural
lombar
Cirurgia


7,5 (0,75%)

10,0 (1%)


15-25
15-20


113-188
150-200


10-20
10-20


3-5
4-6

Administração peridural
lombar
Cesárea


7,5 (0,75%)


15-20


113-150


10-20


3-5

Administração peridural
torácica
Alívio da dor pós-operatória
por bloqueio


7,5 (0,75%)


5-15


38-113


10-20


n/a

Bloqueio nervoso maior
(ex.: plexo braquial)

7,5 (0,75%)

10-40

75-300

a

10-25

6-10


7

Concentração

(mg/mL) (%)

Volume

(mL)

Dose
(mg)

Início da

ação

(minutos)

Duração
do efeito

(horas)

Bloqueio de campo
(ex.: bloqueios nervosos
menores
e infiltração)

7,5 (0,75%)

1-30

7,5-225

1-15

2-6

TRATAMENTO DE DOR
AGUDA

Administração peridural
lombar
Bolus
Injeções intermitentes
(ex.: controle da dor de
parto)


2,0 (0,2%)
2,0 (0,2%)


10-20
10-15

(intervalo

mínimo de

30 min)


20-40
20-30


10-15


0,5-1,5

Administração peridural
lombar

Infusão contínua, por
exemplo,
controle da:
Dor do parto
Dor pós-operatória




2,0 (0,2%)
2,0 (0,2%)





6-10 mL/h
6-14 mL/h





12-20 mg/h
12-28 mg/h





n/a
n/a





n/a
n/a

Administração peridural
torácica
Infusão contínua
(ex.: controle da dor pós-
operatória)

2,0 (0,2%)


6-14 mL/h


12-28 mg/h


n/a


n/a

Bloqueio de campo
(ex.: bloqueios nervosos
menores e infiltração)

2,0 (0,2%)

1-100

2-200

1-5

2-6


8

Concentração

(mg/mL) (%)

Volume

(mL)

Dose
(mg)

Início da

ação

(minutos)

Duração
do efeito

(horas)

Injeção intra-articular

c

(ex.: injeção única após
artroscopia do joelho)

7,5 (0,75%)

20

150

b

n/a

2-6

Bloqueio nervoso periférico
(bloqueio femoral ou
interescalênico)
Infusão contínua ou injeções
intermitentes
(ex.: controle da dor pós-
operatória)




2,0 (0,2%)




5-10 mL/h




10-20 mg/h




n/a




n/a

n/a: não se aplica.

a

a dose para bloqueio nervoso maior deve ser ajustada de acordo com o local de administração e a condição do

paciente. Os bloqueios interescalênico e do plexo braquial supraclavicular podem estar associados a frequência
maior de reações adversas graves, independentemente do anestésico local utilizado (ver item 4. O que devo
saber antes de usar este medicamento?).

b

se for utilizada quantidade adicional de ropivacaína por outras técnicas no mesmo paciente, não exceder a

dose limite de 225 mg.

c

Houve relatos pós-comercialização de condrólise (degradação de cartilagem) em pacientes recebendo infusão

contínua intra-articular de anestésicos locais no pós-operatório. Esta indicação não é aprovada para NAROPIN
(ver Item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?).

As doses apresentadas na tabela acima são aquelas consideradas como necessárias à produção de bloqueio com
sucesso, devendo ser utilizadas como guia para uso em adultos. Podem ocorrer variações individuais no início e
duração do efeito. Os dados mostram a faixa de dose média necessária esperada. Literatura padrão deve ser
consultada para fatores que afetam as técnicas específicas de bloqueio e para necessidades individuais do
paciente.

A fim de evitar a injeção intravascular recomenda-se aspiração cuidadosa antes e durante a administração da
dose principal, a qual deve ser injetada lentamente ou em doses crescentes, na velocidade de 25-50 mg/min,
sempre observando atentamente as funções vitais do paciente e mantendo contato verbal. Quando se pretende
administrar uma dose peridural, recomenda-se uma dose teste prévia de 3-5 mL de lidocaína com epinefrina
(lidocaína 1-2%). Uma injeção intravascular acidental pode ser reconhecida pelo aumento temporário da


9

frequência cardíaca e em caso de injeção intratecal acidental, por sinais de bloqueio espinhal. A injeção deve
ser interrompida imediatamente se ocorrerem sintomas tóxicos.

Em bloqueio peridural para cirurgia, doses únicas de até 250 mg de ropivacaína foram usadas e sã o bem
toleradas.

Quando bloqueios peridurais prolongados são utilizados, tanto por infusão contínua como por administração
repetida em bolus, devem ser considerados os riscos de indução de lesão neural local ou de atingir concentração
plasmática tóxica. Doses acumulativas de até 800 mg de ropivacaína administradas em cirurgia e analgesia pós-
operatória por mais de 24 horas foram bem toleradas em adultos, assim como infusão peridural contínua pós-
operatória de até 28 mg/h por 72 horas.

Para o tratamento da dor pós-operatória recomenda-se a seguinte técnica: a menos que seja instalado antes da
operação, induzir o bloqueio peridural com

NAROPIN

7,5 mg/mL (0,75%) pelo catéter peridural. A analgesia
é mantida com infusão de

NAROPIN

2 mg/mL (0,2%). Estudos clínicos demonstraram que taxas de infusão de
6-14 mL/h (12-28 mg/h) proporcionam analgesia adequada com somente leve bloqueio motor não-progressivo
na maioria dos casos de dor pós-operatória de grau moderado a grave. Com essa técnica, foi observada redução
significativa da necessidade de opioides.

Em estudos clínicos uma infusão peridural de

NAROPIN

2 mg/mL isolado ou associado a 1-4 mcg/mL de
fentanila foi administrada por até 72 horas para o controle da dor pós-operatória.

NAROPIN

2 mg/mL (6-14
mL/h) proporcionou alívio da dor adequado para a maioria dos pacientes. A combinação de

NAROPIN

e
fentanila proporcionou melhor alívio da dor, mas causou efeitos colaterais de opioides.

A administração peridural de ropivacaína em concentrações de 10 mg/mL não foi documentada para uso em
cesárea.

Quando bloqueios nervosos periféricos prolongados são aplicados, seja por infusão contínua ou através de
injeções repetidas, os riscos de atingir a concentração plasmática tóxica ou induzir a lesão neural local, devem
ser considerados. Em estudos clínicos, o b loqueio do n ervo femoral foi estabelecido com 300 m g de

NAROPIN

7,5 mg/mL e o bloqueio interescalênico com 225 mg de

NAROPIN

7,5 mg/mL, respectivamente,
antes da cirurgia. Então, a analgesia foi mantida com

NAROPIN

2 mg/mL. Taxas de infusão ou injeções
intermitentes de 10-20 mg/h durante 48 horas proporcionaram analgesia adequada e foram bem toleradas.


10

Pacientes pediátricos
Recomendações de dose de

NAROPIN

em pacientes pediátricos com 0 a 12 anos de idade (incluindo crianças
com 12 anos de idade):

Concentração

mg/mL

Volume

mL/kg

Dose

mg/kg

TRATAMENTO DA DOR AGUDA

(peri e pós-operatória)

Administração peridural caudal
Bloqueio abaixo de T12, em crianças
com peso corpóreo até 25 kg

2,0 (0,2%)

1

2


A dose na tabela serve como guia para uso em pediatria, pois ocorrem variações individuais. Em crianças com
peso corpóreo alto, em geral, é necessária redução gradual da dose com base no peso corpóreo ideal. O volume
para um único bloqueio peridural caudal e o volume para administração peridural em bolus não deve exceder
25 mL em nenhum paciente. Literatura padrão deve ser consultada para fatores que afetam técnicas específicas
de bloqueio e para as necessidades individuais do paciente.

Recomenda-se aspiração cuidadosa antes e durante a injeção para prevenir a administração intravascular. As
funções vitais do paciente devem ser observadas de perto durante a administração. Se ocorrerem sintomas de
toxicidade, a injeção deve ser imediatamente interrompida.

Uma injeção peridural caudal única de ropivacaína 2 mg/mL produz analgesia pós-operatória adequada abaixo
de T12 na maioria dos pacientes quando é usada uma dose de 2 mg/kg em volume de 1 mL/kg. Em crianças
acima de 4 anos de idade, doses de até 3 mg/kg têm sido usadas com segurança. O volume da injeção peridural
caudal pode ser ajustado para obter uma distribuição diferente do bloqueio sensório, conforme recomendado na
literatura padrão.

O fracionamento da dose calculada do anestésico local é recomendado, qualquer que seja a v ia de
administração.

O uso de ropivacaína em bebês prematuros não foi documentado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.


11


7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Este medicamento somente poderá ser utilizado/administrado, interrompido e ter sua posologia alterada pelo
médico responsável.

NAROPIN

deve ser utilizado apenas em locais que ofereçam condições adequadas para monitorização e
ressuscitação de emergência, sob a supervisão de médicos experientes em anestesia regional.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.


QUAIS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

O perfil de reações adversas de

NAROPIN

é similar a de outros anestésicos locais de longa duração do tipo
amida.

As reações adversas causadas pela ropivacaína são difíceis de distinguir dos efeitos fisiológicos do bloqueio
nervoso, como por exemplo, hipotensão (pressão baixa), bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos),
eventos causados diretamente (ex.: trauma nervoso) ou indiretamente, como abscesso (lesão purulenta)
peridural, pela introdução da agulha.

Tabela de reações adversas (dados agrupados de todos os tipos de bloqueio)

FREQUÊNCIA

SISTEMAS

REAÇÕES ADVERSAS

Muito comum (ocorre em
10% ou mais dos
pacientes que utilizam
este medicamento)

Alterações vasculares

Hipotensão

c

(pressão baixa)

Alterações gastrointestinais

Náusea

Comum (ocorre entre 1%
e 10% dos pacientes que
utilizam

este

Alterações do sistema nervoso

Parestesia (sensação de dormência);
Vertigem; Cefaléia

a

(dor de cabeça)


12

FREQUÊNCIA

SISTEMAS

REAÇÕES ADVERSAS

medicamento)

Alterações cardíacas

Bradicardia

a

(diminuição

dos

batimentos cardíacos), Taquicardia
(aumento dos batimentos cardíacos)

Alterações vasculares

Hipertensão (pressão baixa)

Alterações gastrointestinais

Vômito

a, d

Alterações renal e urinária

Retenção urinária

a

Alterações gerais e do local de aplicação Hipertermia; Rigor; Lombalgia (dor nas

costas)

Incomum (ocorre entre
0,1% e 1% dos pacientes
que

utilizam

este

medicamento)

Alterações psiquiátricas

Ansiedade

Alterações do sistema nervoso

Sintomas de toxicidade do

S NC


Convulsões; Convulsões do tipo grande
mal; Crises epilépticas; sensação de
tontura e/ou desmaio; Parestesia
perioral (sensação de dormência ao
redor da boca), Dormência da língua;
Hiperacusia

(acuidade

auditiva

anormalmente

alta);

Zumbidos;

Alterações

visuais;

Disartria

(dificuldade na pronúncia das palavras);
Contratura

muscular;

Tremor

b

,

Hipoestesia

a

(diminuição

da

sensibilidade tátil)

Alterações vasculares

Síncope

a

(desmaio)


13

FREQUÊNCIA

SISTEMAS

REAÇÕES ADVERSAS

Alterações respiratória, torácica e d o
mediastino

Dispneia

a

(dificuldade respiratória)

Alterações gerais e do local de aplicação

Hipotermia

a

Rara (ocorre entre 0,01%
e 0,1% dos pacientes que
utilizam

este

medicamento)

Alterações cardíacas

Parada cardíaca; Arritmia cardíaca
(Alterações no ritmo dos batimentos
cardíacos)

Alterações gerais e do local de aplicação Reações alérgicas:

Reações anafiláticas (reação alérgica
intensa);
Edema angioneurótico (inchaço da pele,
mucosas, vísceras e cérebro) e Urticária
(coceira)

a

Estas reações são mais frequentes após anestesia espinhal.

b

Estes sintomas ocorrem, em geral, por injeção intravascular acidental, superdose ou absorção rápida (ver item

9. O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?).

c

A hipotensão é menos frequente em crianças (> 1%).

d

O vômito é mais frequente em crianças (>10%).


Reações adversas relacionadas à classe terapêutica

Este item inclui complicações relacionadas com a técnica anestésica independente do anestésico local utilizado.

Complicações neurológicas

Neuropatia (doença no s istema nervoso) e disfunção medular, como asíndrome da artéria espinhal anterior
(condição na qual o f luxo sanguíneo na artéria vertebral é prejudicado), aracnoidites (inflamação das
membranas que recobrem a medula espinhal), síndrome da cauda equina (condição neurológica grave) têm sido
associadas à anestesia peridural.


14

Bloqueio espinhal total

O bloqueio espinhal total pode ocorrer se uma dose peridural é inadvertidamente administrada intratecalmente
ou se uma grande dose é administrada.

Toxicidade Sistêmica Aguda

As reações sistêmicas tóxicas envolvem, primariamente, o SNC e o Sistema Cardiovascular. Tais reações são
causadas pela alta concentração sanguínea do anestésico local, que pode ocorrer devido à injeção intravascular
(acidental), superdose ou por absorção excepcionalmente rápida de áreas altamente vascularizadas . As reações
do SNC são similares para todos os anestésicos locais do tipo amida, enquanto que as reações cardíacas são
mais dependentes do fármaco, tanto quantitativamente quanto qualitativamente.

A toxicidade do S NC é uma resposta gradual com sinais e sintomas de gravidade crescente. Em geral, os
primeiros sintomas são:sensação de tontura e/ou desmaio, parestesia perioral (sensação de dormência ao redor
da boca), dormência da língua, hiperacusia (acuidade auditiva anormalmente alta), zumbidos e al terações
visuais. Disartria (dificuldade na pronúncia das palavras), contraturas musculares ou tremores são mais graves e
precedem o início de convulsões generalizadas. Estes sinais não devem ser confundidos com comportamento
neurótico. Em sequência, podem ocorrer inconsciência e convulsões do t ipo grande mal, podendo durar de
poucos segundos até muitos minutos. Hipóxia (deficiência de oxigênio) e hipercarbia (quantidade excessiva de
dióxido de carbono no sangue) ocorrem rapidamente durante as convulsões devido ao aumento da atividade
muscular, em conjunto com a interferência com a respiração e possível perda da função respiratória. Em casos
graves, pode ocorrer apneia (distúrbio causado pela interrupção da respiração). Acidose (aumento da
concentração sanguínea de íons hidrogênio), hipercalemia (concentração superior ao normal de íons de
potássio no sangue), hipocalcemia (concentração inferior ao normal de íons de cálcio no sangue) e hipóxia
(deficiência de oxigênio)



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Abscesso: Coleção de pus produzida em geral por uma infecção bacteriana. Pode se formar em diferentes regiões do organismo (cérebro, osso, pele, músculo). Pode causar febre, calafrios, tremores e vermelhidão e dor na área afetada.
  2. Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
  3. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  4. Inconsciência: Distúrbio no estado de alerta, no qual existe uma incapacidade de reconhecer e reagir perante estímulos externos. Pode apresentar-se em tumores, infecções e infartos do sistema nervoso central, assim como também em intoxicações por substâncias endógenas ou exógenas.
  5. Neuropatia: Doença que afeta a um (mononeuropatia) ou vários nervos (polineuropatia). Seus sintomas dependem da localização e tipo de nervo comprometido, podendo ser motores (fraqueza muscular) ou sensitivos (diminuição da sensibilidade, dor). Entre suas causas figuram certos tóxicos, distúrbios metabólicos, infecções, doenças degenerativas, etc.
  6. Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
  7. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  8. Tala: Instrumento ortopédico utilizado freqüentemente para imobilizar uma articulação ou osso fraturado. Pode ser de gesso ou material plástico.
  9. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

Síguenos

X