Ramik

Para que serve Ramik

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


PROJECTO DE FOLHETO INFORMATIVO



Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento.
Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.
Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.
Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode
ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.


NOME DO MEDICAMENTO



RAMIK



Cápsulas doseadas a 1,25 mg; 2,5 mg; 5 mg e 10 mg de Ramipril.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA



Cada cápsula contém 1,25 mg, 2,5 mg, 5 mg ou 10 mg de Ramipril.

FORMA FARMACÊUTICA



Cápsulas: - amarelo/branco: 1,25 mg- laranja/branco: 2,5 mg - rosa/branco: 5 mg - azul/branco: 10 mg

CATEGORIA FARMACO-TERAPÊUTICA



Grupo IV-6-e: Inibidores da enzima de conversão da angiotensina

NOME E RESPONSÁVEL PELA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO



SOCIEDADE J. NEVES,

LDA

Parque Industrial do Seixal 2840-069 Paio Pires

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS


Hipertensão, Insuficiência cardíaca congestiva, Após enfarte do miocárdio, Nefropatia diabética e não diabética, Prevenção do enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) ou morte cardiovascular e redução da necessidade de procedimentos de revascularização em doentes com risco cardiovascular aumentado, Prevenção de enfarte do miocárdio, AVC ou morte cardiovascular em doentes diabéticos.

CONTRA-INDICAÇÕES



O RAMIK

não deve ser usado em :


-
doentes com hipersensibilidade ao ramipril ou a algum dos excipientes (ver lista dos excipientes), - doentes com história de edema angioneurótico (ver também "Efeitos indesejáveis), - doentes com estenose da artéria renal hemodinamicamente relevante bilateral, ou unilateral, no rim único, - doentes com impedimento do enchimento ou esvaziamento do ventrículo esquerdo hemodinamicamente relevante (por exemplo, estenose da válvula mitral ou aórtica),

- doentes hipotensos ou hemodinamicamente instáveis, - durante a gravidez e a lactação.
Foram descritas reacções de hipersensibilidade anafilactóide ameaçadoras da vida, algumas vezes evoluindo para o choque, no decurso de diálise com certas membranas de débito elevado (por exemplo: membranas de poliacrilonitrilo) durante terapêutica com inibidores da enzima de conversão da angiotensina - IECA (ver também instruções do produtor da membrana).

O uso concomitante de

RAMIK

e dessas membranas (por exemplo, em situações de diálise de emergência ou hemofiltração) deve ser evitado, utilizando outras membranas ou mudando para uma terapêutica sem IECAs.

EFEITOS INDESEJÁVEIS



Tensão arterial:

Sobretudo no início do tratamento e em consequência da vasodilatação, ou como resultado do abaixamento da tensão arterial, mesmo se apenas ao nível desejado, podem ocorrer sintomas tais como: estonteamento, por vezes acompanhado por perturbações da concentração e das reacções, fadiga, astenia e tonturas. Outros sintomas incluindo taquicárdia, palpitações, perturbações da regulação ortostática, náuseas, suores, zumbidos, perturbações da audição, cefaleias, ansiedade e sonolência, podem ocorrer devido a uma redução excessiva da tensão arterial, o que pode levar à síncope.

Em casos raros, podem ocorrer arritmias cuja causa pode ser, por exemplo, a redução excessiva da tensão arterial.

Uma baixa pronunciada e indesejável da tensão arterial pode ocorrer particularmente após uma dose inicial ou após qualquer aumento de dose de

RAMIK

, mas também após a primeira toma ou o aumentar da dose de um diurético adicional. Uma baixa acentuada da tensão arterial, algumas vezes evoluindo para o choque, pode ser mais provável em doentes com:

- hipertensão grave e particularmente hipertensão maligna

- insuficiência cardíaca, especialmente se for grave ou se estiverem a ser tratados com outras substâncias com potencial antihipertensivo - terapêutica diurética prévia - deplecção de fluídos ou sal, ou como resultado de diarreia, vómitos ou sudação excessiva, nos casos em que a substituição de sal e fluídos é inadequada - estenose da artéria renal hemodinamicamente relevante. Perturbações da perfusão devido a estenoses vasculares podem ser exacerbadas durante o tratamento com ramipril. Podem ocorrer principalmente em doentes com doença coronária ou estenose hemodinamicamente relevante de vasos sanguíneos que irriguem zonas isquemiadas do miocárdio (por exemplo, no seguimento da angina de peito e enfarte do miocárdio) ou do cérebro (por exemplo, no seguimento de acidente isquémico transitório ou AVC), particularmente como resultado de uma baixa excessiva da tensão arterial.

Uma vez realcançados os níveis adequados de tensão arterial e de equilíbrio electrolítico, o tratamento com ramipril pode ser geralmente continuado.

Rim e balanço electrolítico: Durante o tratamento com ramipril pode haver uma deterioração da função renal, que pode evoluir para insuficiência renal aguda em certas circunstâncias, particularmente:

- doentes com doença renovascular (por exemplo, estenose da artéria renal hemodinamicamente relevante) - doentes transplantados renais - em conjugação com uma baixa mais pronunciada da tensão arterial, principalmente em doentes com insuficiência cardíaca concomitante.

Como sinais de perturbação da função renal, a creatinina e a ureia séricas podem elevar-se, particularmente se forem administrados diuréticos concomitantemente. Uma proteinúria prévia pode agravar-se, especialmente em doentes com nefropatia diabética, contudo, a excreção de proteínas renais pode também reduzir-se.

A redução de formação de angiotensina II e a secreção de aldosterona pode provocar ou contribuir para uma baixa de concentração de sódio sérico e para um aumento da concentração do potássio sérico, este último principalmente em doentes com perturbação da função renal (por exemplo, devido a uma nefropatia diabética) ou quando diuréticos poupadores de potássio são administrados concomitantemente.

Inicialmente pode ocorrer um aumento do débito urinário que pode ser observado em ligação com uma melhoria do rendimento cardíaco.

Pele e vasos sanguíneos, reacções anafiláticas ou anafilactóides:

Raramente podem ocorrer edemas angioneuróticos durante o tratamento com ramipril que são devidos à inibição da ECA, e necessitam interrupção imediata da terapêutica. Qualquer tratamento futuro com outros IECAs é também de excluir nestes casos. Edema angioneurótico (por exemplo, da língua, farínge ou laringe) pode ser ameaçador da vida e exigir medidas de emergência. Edemas não angioneuróticos mais ligeiros (por exemplo, envolvendo o tornozelo) também são possíveis.

Para além disso, podem ocorrer as seguintes reacções cutâneas ou mucosas: rubor das áreas cutâneas com sensação de calor local, conjuntivite, prurido e reacções tais como urticária, exantema máculo-papular e liquenóide, eritema multiforme, alopécia e precipitação ou intensificação do fenómeno de Raynaud. Com outros IECAs foram observados exantema e enantema psoriasiforme ou pentifoide, hipersensibilidade da pele à luz e onicólise.

No caso de prurido, como urticária, o doente deve informar o médico imediatamente.

A probabilidade e a gravidade de reacções anafiláticas e anafilactóides podem aumentar sob a influência de IECAs. Este facto deve ser considerado quando se efectua a dessensibilização.

Tracto respiratório:

Tosse irritativa seca ocorre frequentemente, provavelmente devido à inibição da ECA. Agrava-
se muitas vezes à noite e ocorre com maior frequência em mulheres e não fumadores. Nalguns

casos, a mudança para outro IECA pode solucionar este problema. Contudo a tosse pode forçar os doentes a interromper a administração de qualquer fármaco deste grupo.

Também possivelmente devido a inibição da ECA, podem ocorrer rinite, sinusite, bronquite e, especialmente em doentes com tosse irritativa, bronco espasmo.

Caso ocorra dispneia grave, o doente deve informar um médico imediatamente.

Tracto digestivo:

Podem desenvolver-se reacções no tracto digestivo, por exemplo, secura da boca, irritação ou inflamação da mucosa oral, perturbações digestivas, obstipação, diarreia, náuseas e vómitos, dor do tipo gastrite, desconforto na parte superior do abdómen (por vezes com elevações dos níveis das enzimas pancreáticas), pancreatite, aumento das enzimas hepáticas e/ou da bilirrubina sérica, icterícia colestática, outras formas de perturbação da função hepática e, nalguns casos com risco vital, hepatite.

Hemograma: Podem ocorrer as seguintes alterações: diminuição ligeira a grave do número de eritrócitos ou do conteúdo em hemoglobina, trombocitopénia e leucopénia, alguma vezes apenas limitada a neutropénia. Agranulocitose, depressão da medula óssea e pancitiopénia foram observadas com outros IECAs.

Estas alterações do hemograma são mais prováveis de ocorrer em doentes com perturbações da função renal, em doentes com colagenose concomitante (por exemplo, lúpus eritematoso e esclerodermia) ou em doentes tratados com outros medicamentos que possam causar alterações do hemograma (ver também "Interacções medicamentosas e outras" e "Advertências e precauções especiais de utilização").

Outros efeitos adversos:

Podem ocorrer perturbações do equilíbrio, cefaleias, irritabilidade, agitação, tremores, perturbações do sono, confusão, anorexia, depressão, ansiedade, parestesias, alterações do paladar (por exemplo, sabor metálico), diminuição ou perda do paladar, cãibras musculares, impotência sexual e diminuição da líbido.

Também podem ocorrer vasculite, mialgias, artralgias, febre e eosinofilia.

INTERACÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS



Quando usados concomitantemente, o ramipril pode ter interacções com os seguintes fármacos:

- Alopurinol, imunossupressores, corticoesteróides, procainamida, citostáticos e outras substâncias que podem alterar o hemograma: existe probabilidade aumentada de alteração do hemograma.

- Agentes antidiabéticos (por exemplo, insulina e derivados das sulfonilureias): a administração concomitante de IECAs e antidiabéticos orais ou insulina pode potenciar o efeito de diminuição da glucose sanguínea com risco de hipoglicémia. Este fenómeno poderá ocorrer com maior frequência durante as primeiras semanas de tratamento e em doentes com insuficiência renal.

- Agentes anti-hipertensivos (por exemplo, diuréticos e outras substâncias com potencial antihipertensivo: nitratos, antidepressivos tricíclicos, anestésicos): é de esperar uma potenciação do efeito antihipertensivo (a respeito de diuréticos, ver também "Advertências e precauções especiais de utilização").

- Sais de potássio, diuréticos poupadores de potássio, heparina: é de esperar um aumento da concentração de potássio. Não se recomenda a administração concomitante de sais de potássio com ramipril (ver também "Precauções especiais de utilização).

- Sais de lítio: outros IECAs (e portanto presumivelmente também o ramipril) reduzem a excreção de sais de lítio, o que pode levar a uma elevação dos seus níveis séricos e aumentar o risco de efeitos cardiotóxicos e nefrotóxicos deste metal.

- Medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (por exemplo, o ácido acetilsalicílico e a

indometacina): em caso de administração concomitante de IECAs com estas substâncias (e portanto também presumivelmente com o ramipril) é de esperar uma diminuição do efeito do IECA. - Membranas de diálise de alto débito - sulfato de dextrano: reacções de hipersensibilidade anafilactóide ameaçadoras da vida, por vezes evoluindo para o choque, têm sido descritas no decurso de diálise com certas membranas de alto débito (por exemplo, membranas de poliacrilonitrilo) durante a terapêutica com IECAs. Reacções semelhantes foram observadas durante aferese de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano. Ver também "Contra-indicações".

- Álcool: o ramipril pode potenciar o efeito do álcool.

- Sal: a ingestão aumentada de sal na dieta pode diminuir o efeito anti-hipertensivo do ramipril.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE UTILIZAÇÃO


O tratamento com

RAMIK

exige controlo médico regular. Geralmente recomenda-se que desidratação, hipovolémia ou deplecção salina sejam corrigidas antes de iniciar o tratamento (contudo, em doentes com insuficiência cardíaca, esta atitude médica deve ser ponderada em função do risco de sobrecarga volémica). No caso deste quadro ter relevância clínica, o tratamento com

RAMIK

só deve ser iniciado, ou continuado, se forem tomadas concomitantemente medidas apropriadas para evitar uma baixa excessiva da tensão arterial e uma deterioração da função renal.

Os seguintes grupos de doentes devem ser monitorizados com particular cuidado durante o tratamento com

RAMIK

uma vez que é provável a ocorrência de uma baixa pronunciada da tensão arterial, assim como uma deterioração subsequente da função renal:

- doentes com hipertensão grave e particularmente hipertensão maligna - doentes com insuficiência cardíaca, especialmente se for grave ou se estiverem a ser tratados com outras substâncias com potencial antihipertensivo - doentes previamente tratados com diuréticos - doentes em que exista, ou se possa desenvolver, deplecção salina ou de fluídos - doentes com estenose da artéria renal hemodinamicamente relevante.

É necessária uma monitorização particularmente cuidadosa em doentes que correriam riscos graves resultantes de uma baixa pronunciada e indesejável da tensão arterial (por exemplo doentes com estenoses hemodinamicamente relevantes das artérias coronárias ou dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro).

A fim de avaliar a extensão da queda brusca da tensão arterial e, quando necessário, de permitir tomar acções correctivas, a tensão arterial deve ser medida repetidamente, em regra após a primeira toma e após cada aumento de dose do

RAMIK

, assim como após a primeira toma e aumento de dose de um diurético adicional, até que não seja de esperar qualquer baixa relevante da tensão arterial.

No caso de uma baixa excessiva da tensão arterial, pode ser necessário deitar o doente com as pernas levantadas e proceder a uma substituição volémica ou de fluidos assim como outras medidas terapêuticas.

É recomendável, especialmente na primeira semana de tratamento, controlar a função renal. É necessária uma monitorização particularmente cuidadosa em doentes com doença renovascular (por exemplo estenose da artéria renal que é ainda hemodinamicamente irrelevante ou estenose unilateral da artéria renal hemodinamicamente relevante), em doentes com perturbação prévia da função renal ou em doentes transplantados renais. Recomenda-se que o potássio sérico seja controlado regularmente. É necessário um controlo mais frequente do potássio sérico em doentes com perturbação da função renal. Esse controlo deve ser muito frequente em doentes tratados concomitantemente com diuréticos poupadores de potássio (por exemplo espironolactona) ou com sais de potássio. É necessário o controlo regular do sódio sérico em doentes tratados com terapêutica diurética concomitante.

Recomenda-se uma monitorização da contagem de leucócitos de maneira a poder detectar uma eventual leucopénia.

É necessário o controlo regular numa fase inicial do tratamento e nos grupos de risco mencionados na secção "Reacções Adversas".

No caso de inchaço da região facial (lábios e pálpebras) ou da língua, ou no caso de dificuldade de engolir ou respirar, deve considerar-se a possibilidade de edema angioneurótico. Nestes casos, os doentes devem informar imediatamente o seu médico e não tomar a dose seguinte de

RAMIK

.

Não existe experiência suficiente no que diz respeito ao uso de

RAMIK

em crianças, em doentes com perturbação grave da função renal (clearence da creatinina inferior a 20 ml/min por 1,73 m2 de área de superfície corporal) e em doentes dialisados.

Especialmente durante o primeiro mês de tratamento com um IECA, deverão ser cuidadosamente monitorizados os níveis de glicémia no diabético previamente medicado com antidiabéticos orais ou insulina.

UTILIZAÇÃO DURANTE A GRAVIDEZ E ALEITAMENTO


O

RAMIK

não deve ser administrado durante a gravidez, devendo esta ser excluída antes do início do tratamento e evitada nos casos em que o tratamento com IECAs é indispensável. Se a doente tencionar ficar grávida, o tratamento com estes fármacos deve ser interrompido, ou melhor, substituído por outra terapêutica.

Se a doente engravidar durante o tratamento, a medicação com

RAMIK

deve ser substituída assim que possível mas, em qualquer caso, durante o primeiro trimestre de gravidez, por um regime de tratamento sem IECAs, ou seja, sem

RAMIK

, caso contrário existe o risco de lesão para o feto.

Se o tratamento com

RAMIK

for necessário durante a lactação, a doente não deve amamentar afim de evitar que o lactente ingira pequenas quantidades do fármaco no leite materno.

EFEITOS SOBRE A CAPACIDADE DE CONDUZIR E UTILIZAR MÁQUINAS



A baixa da tensão arterial pode perturbar a capacidade de concentração e reacção do doente e portanto, a capacidade de condução e utilização de máquinas. Isto ocorre especialmente no início do tratamento e após o consumo de álcool.

LISTA DOS EXCIPIENTES CUJO CONHECIMENTO É NECESSÁRIO PARA A CORRECTA


UTILIZAÇÃO DO MEDICAMENTO


Amido pré-gelatinizado, Hidrogenofosfato de cálcio anidro, Hidróxido de magnésio, Sílica coloidal anidra, Estearato de magnésio, Gelatina, Corantes: dióxido de titânio; óxido de ferro amarelo (cápsulas de 1,25 mg e 2,5 mg); óxido de ferro vermelho (cápsulas de 2,5 mg e 5 mg); indigotina (cápsulas de 10 mg)

POSOLOGIA


Tratamento da Hipertensão
A posologia depende do efeito anti-hipertensivo desejado e do modo como o doente tolera o medicamento. A dose inicial recomendada é de 2,5 mg de

RAMIK

, uma vez por dia. Em função da resposta do doente, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que este aumento se faça com intervalos de 2-3 semanas.

A dose de manutenção habitual é de 2,5 a 5 mg de

RAMIK

em dose única diária, e a dose máxima diária permitida é de 10 mg de

RAMIK

. Em doentes com função renal comprometida (clearence de creatinina de 50 a 20 ml/min por 1,73 m2 da área corporal) a dose diária inicial é, geralmente, de 1,25 mg, e a dose diária máxima é de 5 mg de

RAMIK

.

Nos doentes tratados com diuréticos, este tratamento deverá ser descontinuado 2-3 dias antes de se iniciar a terapêutica com

RAMIK

ou pelo menos reduzida a sua dose. A dose inicial em doentes previamente tratados com um diurético é, geralmente, de 1,25 mg de

RAMIK

.

Nos doentes com perturbação da função hepática, a resposta ao tratamento com

RAMIK

pode ser aumentada ou reduzida, razão pela qual o tratamento destes doentes só deve ser iniciado sob estrito controlo médico. A dose máxima permitida neste caso é de 2,5 mg de

RAMIK

.

Tratamento da insuficiência cardíaca congestiva
A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de

RAMIK

. Esta dose pode ser aumentada, em função da resposta do doente, recomendando-se que este aumento seja feito com intervalos de 1 a 2 semanas.

Se for necessária uma dose diária de 2,5 mg de

RAMIK

ou mais, esta poderá ser administrada numa ou duas tomas, até uma dose diária máxima recomendada de 10 mg de

RAMIK

.

Em doentes com função renal comprometida (clearence de creatinina de 50 a 20 ml/min por 1,73 m2 da área corporal) a dose diária inicial é, geralmente, de 1,25 mg de

RAMIK

, e a dose diária máxima é de 5 mg. Nos doentes tratados com diurético, este deverá ser descontinuado 2-3 dias antes de se iniciar a terapêutica com ramipril, de acordo com a duração de acção do diurético, ou pelo menos reduzida a sua dose.

Nos doentes com perturbação da função hepática, a resposta ao tratamento com

RAMIK

pode ser aumentada ou reduzida, razão pela qual o tratamento destes doentes só deve ser iniciado sob estrito controlo médico. A dose máxima permitida neste caso é de 2,5 mg de

RAMIK

.

Tratamento após enfarte do miocárdio
A dose inicial deverá ser de 2,5 mg de

RAMIK

, duas vezes por dia – uma de manhã e outra à noite. Se a dose inicial de 2,5 mg não for tolerada, recomenda-se a administração de uma dose de 1,25 mg, duas vezes por dia, durante dois dias. Mais tarde, a dose diária total, inicialmente dividida, pode ser administrada numa toma única diária.

Em qualquer dos casos a dose pode ser aumentada em função da resposta do doente, aumento esse que deverá fazer-se com intervalos de 1-3 dias. A dose diária máxima é de 10 mg de

RAMIK

. Não existe ainda experiência suficiente no tratamento de doentes com insuficiência cardíaca grave (NYHA IV) imediatamente após enfarte de miocárdio. No entanto, se for decidido tratar estes doentes, recomenda-se que a terapêutica seja iniciada com a dose diária mais baixa

possível (1,25 mg de

RAMIK

, uma vez por dia) e que a posologia seja aumentada com particular atenção.

Em doentes com função renal comprometida (clearence de creatinina de 50 a 20 ml/min por 1,73 m2 da área corporal) a dose diária inicial é, geralmente, de 1,25 mg de

RAMIK

, e a dose diária máxima é de 5 mg. Nos casos de hipertensão grave, em doentes que uma reacção hipotensiva constitua um risco particular (por exemplo, com estenoses relevantes dos vasos coronários ou dos vasos que irrigam o cérebro), e nas situações em que a deplecção de sódio ou fluídos não tenha sido totalmente corrigida, deve ser considerada uma dose inicial reduzida de 1,25 mg de

RAMIK

.

Doentes com perturbação da função hepática, podem ter uma resposta ao

RAMIK

aumentada ou reduzida, razão pela qual o tratamento destes doentes só deve ser iniciado sob estrito controlo médico. A dose máxima permitida neste caso é de 2,5 mg de

RAMIK

.

Tratamento da nefropatia

A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de

RAMIK

uma vez por dia. Em função da tolerância do doente ao medicamento, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que este aumento de dose se faça com intervalos de 2 a 3 semanas. A dose máxima permitida é de 5 mg de

RAMIK


por dia.

Em doentes previamente tratados com diurético, deve ponderar-se a sua interrupção, em função da duração de acção do diurético, 2 ou 3 dias, ou mais, antes de iniciar o tratamento com ramipril, ou pelo menos reduzir a dose do diurético.

Em doentes com perturbação da função hepática, a resposta ao tratamento com

RAMIK

pode ser aumentada ou reduzida, por isso o tratamento destes doentes só deve ser inciado sob rigoroso controlo médico. A dose máxima permitida, nestes doentes, é de 2,5 mg de

RAMIK.


Prevenção do enfarte do miocárdio, AVC ou morte cardiovascular

A dose inicial recomendada é de 2,5 mg de

RAMIK

, uma vez por dia. De acordo com a resposta do doente, a dose poderá ser aumentada gradualmente. Recomenda-se a duplicação da dose após uma semana de tratamento e, após mais 3 semanas, o aumento para 10 mg,

uma vez por dia. A dose habitual de manutenção é de 10 mg de

RAMIK

, uma vez por dia.

Em doentes com função renal comprometida (clearence de creatinina de 50 a 20 ml/min por 1,73 m2 da área corporal) a dose diária inicial é, geralmente, de 1,25 mg de

RAMIK

, e a dose diária máxima permitida é de 5 mg.

Nos doentes tratados com diuréticos, este tratamento deverá ser descontinuado 2-3 dias antes de se iniciar a terapêutica com

RAMIK

, de acordo com a duração de acção do diurético, ou pelo menos reduzida a sua dose.

Nos casos de hipertensão grave, em doentes que uma reacção hipotensiva constitua um risco particular (por exemplo, com estenoses relevantes dos vasos coronários ou dos vasos que irrigam o cérebro), e nas situações em que a deplecção de sódio ou fluídos não tenha sido totalmente corrigida, deve ser considerada uma dose inicial reduzida de 1,25 mg de

RAMIK

.

Em doentes com perturbação da função hepática, a resposta ao tratamento com

RAMIK

pode ser aumentada ou reduzida, razão pela qual o tratamento destes doentes só deve ser iniciado sob estrito controlo médico. A dose máxima permitida neste caso é de 2,5 mg de

RAMIK

.

MODO E VIA DE ADMINISTRAÇÃO



Via oral. As cápsulas de

RAMIK

deverão ser ingeridas com bastante líquido (aproximadamente um copo de água).

INDICAÇÃO DO MOMENTO MAIS FAVORÁVEL À ADMINISTRAÇÃO



O

RAMIK

pode ser tomado antes, durante ou após uma refeição.

DURAÇÃO DO TRATAMENTO



A duração do tratamento deve ser determinada pelo médico assistente.

INSTRUÇÕES SOBRE A ATITUDE A TOMAR QUANDO FOREM OMITIDAS UMA OU MAIS


DOSES



No caso de omissão de uma dose tome-a assim que se lembrar. Nunca duplique a dose para compensar a dose esquecida.

INDICAÇÃO DE COMO SUSPENDER O TRATAMENTO



O tratamento deverá ser suspenso por indicação médica

MEDIDAS A ADOPTAR EM CASO DE SOBREDOSAGEM E/OU INTOXICAÇÃO


Nos casos de sobredosagem deve esperar-se hipotensão acentuada, podendo ser necessário uma perfusão intravenosa de soro fisiológico e/ou angiotensina II. • Aconselha-se o utente a comunicar ao seu médico ou farmacêutico os efeitos
indesejáveis detectados que não constem deste folheto.


Antes de iniciar o tratamento, verifique o Prazo de Validade inscrito na
embalagem.


PRECAUÇÕES PARTICULARES DE CONSERVAÇÃO



Conservar a teperatura inferior a 30ºC.

PRECAUÇÕES ESPECIAIS PARA A DESTRUIÇÃO DO PRODUTO NÃO UTILIZADO



Não existem requisitos especiais

DATA DA ELABORAÇÃO OU DA ÚLTIMA REVISÃO DESTE FOLHETO



Junho 2003.



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Acidente vascular cerebral (AVC): Doença de início súbito, caracterizada pela falta de irrigação sangüínea em um determinado território cerebral. Pode ser secundário à oclusão de alguma artéria ou a um sangramento, no último caso é denominado Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico.
  2. Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (p. ex. cálculos biliares, hepatite).
  3. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  4. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  5. Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago (ver). Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
  6. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  7. Impotência: Termo freqüentemente utilizado para se referir à impotência sexual masculina, distúrbio caracterizado pela incapacidade de iniciar ou manter uma ereção peniana satisfatória para realizar o ato sexual.
  8. Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
  9. Onicólise: Destruição da unha devido a infecções micóticas, bacterianas ou por processos tóxicos.
  10. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  11. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  12. Pápula: Uma pequena lesão endurecida, elevada, da pele.
  13. Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
  14. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  15. Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
  16. Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. ?? produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
  17. Uréia: Produto do metabolismo das proteínas. Indica de forma indireta a eficiência da função renal. Quando existe insuficiência renal, os valores de uréia elevam-se produzindo distúrbios variados (pericardite urêmica, encefalopatia urêmica, etc.).
  18. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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