RISPERIDONA (PORT 344/98 - LISTA C1)

Para que serve RISPERIDONA (PORT 344/98 - LISTA C1)

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


risperidona

“Medicamento genérico, Lei nº 9.787 de 1999”

I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO


APRESENTAÇÕES



Embalagens contendo frascos com 30, 50 e 100 mL de solução de 1 mg/mL de risperidona, acompanhado
de seringa plástica dosadora.


USO ORAL


USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 5 ANOS


COMPOSIÇÃO

- Cada mL da solução oral contém:
risperidona ................... 1 mg
Veículo: ácido benzoico, ácido tartárico e água purifica.


II - INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Arisperidona é um medicamento usado para tratar as assim chamadas psicoses (por exemplo,
esquizofrenia). Isto significa que ele tem um efeito favorável sobre um certo número de transtornos
relacionados ao pensamento, às emoções e/ou às atividades, tais como: confusão, alucinações, distúrbios
da percepção (por exemplo, ouvir vozes de alguém que não está presente), desconfiança incomum,
isolamento da sociedade, ser excessivamente introvertido etc.
Arisperidona também melhora a ansiedade, a tensão e o estado mental alterado por estes transtornos.
A risperidona

pode ser usada tanto em quadros de início súbito (agudos) como nos de longa duração

(crônicos).
Além disso, após o alívio dos sintomas, risperidona é usada para manter os distúrbios sob controle, isto é,
para prevenir recaídas.
A risperidona é usada, também, em outras condições, especificamente para controlar os transtornos do
comportamento tais como agressão verbal e física, desconfiança doentia, agitação e vagar em pessoas que
perderam suas funções mentais (isto é, pessoas com demência).
Outra condição para a qual você pode receber risperidona é a mania, caracterizada por sintomas como
humor elevado, expansivo ou irritável, auto-estima aumentada, necessidade de sono reduzida, pressão
para falar, pensamento acelerado, redução da atenção e concentração ou diminuição da capacidade de
julgamento, incluindo comportamentos inadequados ou agressivos.
A risperidonatambém pode ser usada para o tratamento de irritabilidade associada ao transtorno autista,
em crianças e adolescentes, incluindo sintomas de agressão a outros, auto-agressão deliberada, crises de
raiva e angústia e mudança rápida de humor.


COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?


O controle dos sintomas é observado com o decorrer do tratamento.
A risperidona é um antagonista seletivo das monoaminas cerebrais (neurotransmissores), com
propriedades únicas. Ela tem uma alta afinidade pelos receptores serotoninérgicos 5-HT

2

e

dopaminérgicos D

2

. A risperidona liga-se igualmente aos receptores alfa-1 adrenérgicos e, com menor

afinidade, aos receptores histaminérgicos H1 e adrenérgicos alfa

2

. A risperidona não tem afinidade pelos

receptores colinérgicos. Apesar de a risperidona ser um antagonista D

2

potente, o que é considerado como

ação responsável pela melhora dos sintomas positivos da esquizofrenia, o seu efeito depressor da
atividade motora e indutor de catalepsia é menos potente do que os neurolépticos clássicos.

O antagonismo balanceado serotoninérgico e dopaminérgico central pode reduzir a possibilidade de
desenvolver efeitos extrapiramidais e estende a atividade terapêutica sobre os sintomas negativos e
afetivos da esquizofrenia.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Não tome risperidona se você for alérgico a este medicamento ou a qualquer componente de sua fórmula.
A alergia pode ser reconhecida, por exemplo, por erupção da pele, coceira, encurtamento da respiração ou
inchaço facial. Na ocorrência de qualquer um destes sintomas, contate seu médico imediatamente.


O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Estudos em pacientes idosos com demência demonstraram que risperidonaadministrada isoladamente ou
com furosemida, está associado a um maior índice de óbito. Informe seu médico se você estiver tomando
furosemida. A furosemida é um medicamento utilizado para o tratamento de pressão alta ou inchaço de
partes do corpo pelo acúmulo de excesso de fluido. Não houve aumento na incidência de mortalidade
entre pacientes recebendo outros diuréticos concomitantemente com risperidona. Independentemente do
tratamento, a desidratação foi um fator geral de risco para mortalidade e deve, portanto, ser evitada
cuidadosamente em pacientes idosos com demência.
Em pacientes idosos com demência, alterações repentinas no estado mental, fraqueza repentina ou
paralisia da face, braços ou pernas, especialmente de um lado ou casos de fala arrastada têm sido
observados. Se algum destes sintomas ocorrer, mesmo que durante um curto período de tempo, procure
seu médico imediatamente

.

O uso da risperidonacom medicamentos para o tratamento de pressão alta

pode resultar em pressão baixa. Portanto, se você precisar usar risperidonae medicamentos para reduzir a
pressão arterial, consulte o seu médico.
Diga a seu médico se você ou alguém em sua família tem histórico de coágulos no sangue. Estes coágulos
foram encontrados nos pulmões e pernas de pacientes que utilizam risperidona. Coágulos de sangue nos
pulmões podem ser fatais.
Em poucas pessoas usando medicamentos chamados de “antagonistas alfa 1a-adrenérgicos”, incluindo a
risperidona, durante um tratamento prolongado, risperidonapode causar contraturas involuntárias no
rosto. Se isto acontecer, consulte seu médico.
A risperidonatambém pode provocar, muito raramente, um estado de confusão mental, redução da
consciência febre alta, ou sensação de contratura muscular. Nestes casos, procure seu médico
imediatamente e informe que você está tomando risperidona.
Como números perigosamente baixos de um certo tipo de células brancas do sangue, necessárias no
combate a infecções no seu sangue, têm sido encontrados muito raramente em pacientes tomando
risperidona, seu médico deverá verificar sua contagem de células brancas. Diga a seu médico se você sabe
que já apresentou níveis baixos de células brancas no passado (que podem ou não ter sido causados por
outros medicamentos).
Aumento de açúcar no sangue tem sido relatado muito raramente. Procure seu médico se você apresentar
sintomas como sede excessiva ou aumento da vontade de urinar.
Arisperidonadeve ser usada com cuidado e apenas após a consulta com o seu médico, se você tiver
problemas de coração, particularmente ritmo cardíaco irregular, anormalidades da atividade elétrica do
coração (síndrome do intervalo QT longo) ou se usar medicamentos que podem alterar a atividade elétrica
do coração.
Durante uma operação nos olhos por turvação do cristalino (catarata), a pupila (círculo preto no meio do
olho) pode não aumentar de tamanho conforme necessário. Além disso, durante a cirurgia, a íris (parte
colorida do olho) pode se tornar flácida, provocando danos nos olhos. Informe seu médico que você está
fazendo o uso deste medicamento, caso esteja planejando uma operação nos olhos.
Alguns medicamentos (bloqueadores alfa-adrenérgicos) provocam ereção prolongada e dolorosa do pênis,
a qual foi relatada, também, com risperidonano período de vigilância pós-comercialização.
A risperidonaapresenta efeito antiemético (inibição do vômito) que pode mascarar os efeitos e sintomas
da superdosagem com certos medicamentos ou de condições como obstrução intestinal, síndrome de Reye
e tumor cerebral.
Como ocorre com outros antipsicóticos, risperidonadeve ser usada com cautela em pacientes com história
de convulsões ou outras condições que potencialmente reduzem o limiar de convulsão. Portanto, informe
ao médico se você tem ou já teve convulsões no passado ou outras condições que potencialmente
reduzem o limiar de convulsão.
Agentes antipsicóticos podem comprometer a capacidade do corpo de reduzir a temperatura central.
Portanto, informe ao médico se você realiza exercícios intensos, se expõe a calor intenso, exerce
atividades que causam desidratação ou faz uso concomitante de medicamentos com atividade colinérgica.


Ganho de peso
Tente comer moderadamente, pois risperidonapode induzir ganho de peso.

Doenças cardiovasculares, diabetes, insuficiência renal (dos rins) ou hepática (do fígado), doença de
Parkinson, demência de corpos de Lewy, ou epilepsia
Se você sofre de algum destes problemas, informe seu médico. Supervisão médica cuidadosa pode ser
necessária durante o tratamento com risperidonae a posologia talvez tenha que ser ajustada.

Pessoas idosas
Pessoas idosas devem tomar doses menores de risperidonado que as prescritas para os demais pacientes
adultos (veja o item “6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?”).

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
A risperidona pode afetar sua vigilância ou sua capacidade para dirigir. Durante o tratamento você não
deve dirigir veículos ou operar máquinas, antes de seu médico avaliar sua sensibilidade a risperidona, pois
sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Gravidez
Se você está grávida ou planejando engravidar, você deve conversar com seu médico, que decidirá se
você pode ou não tomar risperidona.
Agitação, rigidez muscular e ou/fraqueza, sonolência, agitação, problemas respiratórios ou dificuldade na
alimentação, podem ocorrer nos recém-nascidos de mães que usaram risperidonano último trimestre de
sua gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.


Amamentação
Não amamente se estiver tomando risperidona. Consulte seu médico neste caso.

Interação com alimentos
Os alimentos não afetam a absorção da risperidona.

Ingestão concomitante com outros medicamentos e álcool
A risperidona pode intensificar o efeito do álcool e de drogas que reduzem a capacidade para reagir
("tranquilizantes", analgésicos narcóticos, certos anti-histamínicos, certos antidepressivos). Assim, não
ingira bebidas alcóolicas e tome estes medicamentos apenas se seu médico prescrevê-los.
Informe seu médico se você está tomando remédios para tratar doença de Parkinson, pois alguns deles
(agonistas dopaminérgicos como a levodopa) podem agir contrariamente à risperidona.
Se você estiver tomando medicamentos para pressão alta, consulte o seu médico, uma vez que tomar
esses medicamentos com risperidona pode fazer com que a pressão arterial caia demais.
A risperidona deve ser usada com cuidado quando você estiver usando medicamentos que alteram a
atividade elétrica do coração, como, entre outros, mas não restrito a: medicamentos para malária,
distúrbios do ritmo cardíaco, alergias, outros antipsicóticos, antidepressivos, diuréticos ou outros
medicamentos que afetem os eletrólitos no organismo (sódio, potássio, magnésio).
Alguns medicamentos, quando tomados com risperidona, podem aumentar ou diminuir o nível da
risperidona no seu sangue. Portanto, informe ao médico se você iniciar e/ou interromper o tratamento com
algum dos medicamentos a seguir, pois pode ser necessário alterar a dose da risperidona.

- Medicamentos que podem aumentar o nível da risperidona em seu sangue: a fluoxetina e a
paroxetina, medicamentos utilizados principalmente no tratamento da depressão e distúrbios da
ansiedade; itraconazol e cetoconazol, medicamentos para o tratamento de infecções causadas por fungos;
certos medicamentos usados no tratamento da AIDS, tais como ritonavir; verapamil, um medicamento
usado para tratar pressão alta e/ou ritmo anormal do coração; sertralina e fluvoxamina, medicamentos
usados para tratar depressão e outros transtornos psiquiátricos.

- Medicamentos que podem diminuir o nível da risperidona no seu sangue: carbamazepina, um
medicamento usado principalmente para epilepsia ou neuralgia do trigêmeo (crises de dor intensa na
face); rifampicina, um medicamento para tratar algumas infecções.


A cimetidina e a ranitidina, dois medicamentos para redução da acidez estomacal, podem aumentar
levemente a quantidade da risperidona no sangue, mas é improvável que possam alterar os efeitos da
risperidona.
A eritromicina, um antibiótico, não apresenta efeito sobre o nível de risperidona no sangue.
O topiramato, um medicamento utilizado para tratar epilepsia e enxaqueca, não apresenta um efeito
significativo sobre o nível de risperidona no sangue.
A galantamina e a donepezila, medicamentos utilizados no tratamento da demência, não apresentam
efeitos sobre a risperidona.
A risperidona não demonstrou efeitos sobre o lítio e o valproato, dois medicamentos utilizados no
tratamento da mania, ou sobre a digoxina, um medicamento para o coração.
Tomar risperidona com furosemida, um medicamento utilizado para tratar condições como insuficiência
cardíaca e hipertensão, pode ser uma associação perigosa em idosos com demência. Informe seu médico
se você estiver tomando furosemida.
Informe seu médico se você está tomando qualquer outro medicamento. Ele decidirá quais os
medicamentos que você pode utilizar com risperidona.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.


5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Manter à temperatura ambiente (15°C a 30°C). Proteger da luz e manter em lugar seco.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico
A solução oral é límpida, incolor, isenta de partículas e impurezas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você
observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.



COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?


A risperidonaé apresentada na forma de solução que deve ser tomada por via oral.
A solução oral contém 1 mg de risperidona por mL. A solução é acondicionada em frascos de 30 mL, 50
mL e 100 mL acompanhado de uma seringa plástica dosadora, com a qual você pode retirar a quantidade
exata da solução. Uma seringa cheia contém 3 mL de solução. A menor quantidade que você poderá
retirar do frasco com a seringa é 0,25 mL, o que corresponde a 0,25 mg de risperidona.
Você pode tomar risperidona com as refeições ou entre elas. A solução oral pode ser adicionada a
qualquer bebida não alcoólica, com exceção de chá.
É muito importante que a quantidade correta de risperidona seja tomada, mas isto varia de pessoa para
pessoa. É por isto que seu médico ajustará a quantidade de solução oral, até que o efeito desejado seja
obtido. Então, siga as instruções de seu médico cuidadosamente e não altere ou interrompa a dose sem
consultá-lo.










Instruções para a abertura do frasco e utilização da seringa dosadora

Figura 1


Fig. 1:
coloque a tampa com orifício (batoque) no frasco.


Figura 2


Fig. 2:
a solução oral deve ser retirada cuidadosamente com a seringa. Ajuste a seringa no orifício da
tampa interna (batoque) do frasco, vire o frasco de cabeça para baixo e puxe o êmbolo da seringa, até que
a solução oral alcance o volume prescrito pelo médico.


Posologia

- Esquizofrenia


Adultos
A risperidona pode ser administrada uma ou duas vezes ao dia. A dose inicial recomendada é de 2 mg/dia.
A dose pode ser aumentada para 4 mg no segundo dia. A partir de então a dose deve permanecer
inalterada, ou ser posteriormente individualizada, se necessário.
A maioria dos pacientes beneficia-se de doses entre 4 e 6 mg/dia. Em alguns pacientes uma titulação mais
lenta ou uma dose inicial e de manutenção mais baixa pode ser apropriada.
Doses acima de 10 mg/dia não se mostraram superiores em eficácia em relação a doses mais baixas, e
podem provocar mais sintomas extrapiramidais. A segurança de doses superiores a 16 mg/dia não foi
avaliada e, portanto, não devem ser usadas.
Um benzodiazepínico pode ser associado a risperidona quando uma sedação adicional for necessária.

Populações especiais

Pacientes idosos (65 anos ou mais)
A dose inicial recomendada é de 0,5 mg, duas vezes ao dia. Esta dose pode ser ajustada com incrementos
de 0,5 mg, duas vezes ao dia, até uma dose de 1 a 2 mg, duas vezes ao dia.



Pacientes pediátricos (13 a 17 anos)
Recomenda-se uma dose inicial de 0,5 mg por dia, administrada em dose única diária pela manhã ou à
noite. Se indicado, essa dose pode ser então ajustada em intervalos de no mínimo 24 horas com
incrementos de 0,5 ou 1 mg/dia, conforme tolerado, até a dose recomendada de 3 mg/dia. A eficácia foi
demonstrada em doses de 1 a 6 mg/dia. Doses maiores do que 6 mg/dia não foram estudadas.
Os pacientes que apresentarem sonolência persistente podem se beneficiar da administração de metade da
dose diária duas vezes por dia.
Não existem estudos sobre o uso da risperidonaem crianças menores de 13 anos de idade.

Transferência de outros antipsicóticos para risperidona
Quando medicamente apropriado, é recomendado que seja feita uma descontinuação gradativa do
tratamento anterior, quando a terapia com risperidona é iniciada. Se for também medicamente apropriado,
iniciar a terapia com risperidonano lugar da proxima injecão programada de antipsicoticos “depot”. A
manutencão de medicamentos antiparkinsonianos deve ser periodicamente reavaliada pelo médico.

- Agitação, agressividade ou sintomas psicóticos em pacientes com demência relacionada à doença
de Alzheimer
A dose inicial recomendada é de 0,25 mg duas vezes ao dia. Esta dose pode ser ajustada individualmente,
com incrementos de 0,25 mg duas vezes ao dia, com intervalo mínimo de 2 dias, se necessário. A dose
ótima é 0,5 mg duas vezes ao dia para a maioria dos pacientes. No entanto, alguns pacientes podem
beneficiar-se com doses de até 1 mg duas vezes ao dia. Uma vez que o paciente atingiu a dose ótima, a
administração uma vez ao dia pode ser considerada. Como para todos os tratamentos sintomáticos, o uso
contínuo da risperidonadeve ser avaliado e justificado periodicamente.

- Transtorno do humor bipolar: mania

Adultos
Para uso associado a estabilizadores do humor, recomenda-se uma dose inicial de risperidona de 2 mg
uma vez ao dia. Esta dose pode ser ajustada individualmente com incrementos de até 2 mg/dia, com
intervalo mínimo de 2 dias. A maioria dos pacientes irá se beneficiar de doses entre 2 e 6 mg/dia.
Para uso em monoterapia, recomenda-se uma dose inicial de risperidona de 2 ou 3 mg uma vez ao dia. Se
necessário, a dose pode ser ajustada em 1 mg ao dia, em intervalo não inferior a 24 horas. Recomenda-se
uma dose de 2-6 mg/dia.

Populações especiais
Pacientes pediátricos (10 a 17 anos)
Recomenda-se uma dose inicial de 0,5 mg por dia, administrada em dose única diária pela manhã ou à
noite. Se indicado, essa dose pode ser então ajustada em intervalos de no mínimo 24 horas com
incrementos de 0,5 ou 1 mg/dia, conforme tolerado, até a dose recomendada de 2,5 mg/dia. A eficácia foi
demonstrada em doses de 0,5 e 6 mg/dia. Doses maiores do que 6 mg/dia não foram estudadas. Os
pacientes que apresentarem sonolência persistente podem se beneficiar da administração de metade da
dose diária duas vezes por dia.
Assim como todos os tratamentos sintomáticos, o uso contínuo da risperidonadeve ser avaliado e
justificado constantemente.
Não existem estudos sobre risperidonano tratamento de mania em crianças com menos de 10 anos de
idade.

- Autismo
Pacientes pediátricos (5 a 17 anos)
A dose da risperidonadeve ser individualizada de acordo com as necessidades e a resposta do paciente.
O tratamento deve ser iniciado com 0,25 mg/dia para pacientes com peso < 20 kg e 0,5 mg/dia para
pacientes com peso

?

20 kg.

No Dia 4, a dose deve ser aumentada em 0,25 mg/dia para pacientes com peso < 20 kg e em 0,5 mg/dia
para pacientes com peso

?

20 kg.

Essa dose deve ser mantida e a resposta deve ser avaliada ao redor do 14º dia. Apenas para os pacientes
que não obtiverem resposta clínica suficiente, aumentos adicionais da dose devem ser considerados. Os
aumentos da dose devem ser realizados em intervalos

?

2 semanas em aumentos de 0,25 mg para

pacientes < 20 kg ou 0,5 mg para pacientes

?

20 kg.

Em estudos clínicos, a dose máxima estudada não excedeu uma dose diária total de 1,5 mg em pacientes
< 20 kg, 2,5 mg em pacientes

?

20 kg ou 3,5 mg em pacientes > 45 kg. Doses inferiores a 0,25 mg/dia

não se mostraram efetivas nos estudos clínicos.

Doses de risperidona em pacientes pediátricos com autismo (total em mg/dia)

Peso

Dias 1-3

Dias 4-14+

Incrementos quando for necessário

aumentar a dose

Intervalo

posológico

< 20kg

0,25 mg

0,5 mg

+0,25 mg em intervalos

?

2

semanas

0,5 mg – 1,5 mg

?

20 kg

0,5 mg

1,0 mg

+0,5 mg em intervalos

?

2 semanas

1,0 mg – 2,5 mg*

* pacientes pesando > 45 kg podem necessitar de doses maiores; a dose máxima avaliada foi 3,5 mg/dia.

A risperidona pode ser administrada uma vez ao dia ou duas vezes ao dia.

Os pacientes que apresentarem sonolência podem se beneficiar de uma mudança na administração de uma
vez ao dia para duas vezes ao dia ou uma vez ao dia ao deitar-se.
Uma vez que uma resposta clínica suficiente tenha sido obtida e mantida, deve-se considerar a redução
gradual da dose para obter um equilíbrio ótimo de eficácia e segurança.
Não há experiência em crianças com menos de 5 anos de idade.

- Insuficiência renal (dos rins) ou hepática (do fígado)
Pacientes com insuficiência renal ou hepática apresentam menor capacidade de eliminar a fração
antipsicótica ativa do que adultos normais. Pacientes com disfunção hepática apresentam aumento na
concentração plasmática da fração livre da risperidona.
Sem considerar a indicação, tanto as doses iniciais como as consecutivas devem ser divididas e a titulação
da dose deve ser mais lenta em pacientes com insuficiência renal ou hepática.
A risperidona deve ser usada com cautela nestes grupos de pacientes.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.


7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você estiver no início do tratamento com risperidona e esquecer de tomar uma dose do medicamento,
você deve tomá-la assim que se lembrar, em vez de tomar a próxima dose. Continue a tomar as próximas
doses conforme programado.
Se você já estiver em tratamento com risperidona há algum tempo, não tome a dose esquecida e tome a
próxima dose conforme programado.
Nunca tome mais de 16 mg por dia.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.


8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Assim como todos os medicamentos, a risperidonapode causar efeitos adversos. As reações adversas
relacionadas ao tratamento com risperidonaestão listadas a seguir. Se você tiver algum desses sintomas,
consulte seu médico.


Dados de Estudos Clínicos
A seguir listamos as reações adversas observadas em estudos clínicos em pacientes adultos com vários
transtornos psiquiátricos, pacientes idosos com demência e pacientes pediátricos. A maioria das reações
adversas foi de intensidade leve a moderada.


- Pacientes adultos
As seguintes reações adversas foram relatadas por ? 1% dos pacientes adultos tratados com risperidona:

Infecções e Infestações: nasofaringite, infecção do trato respiratório superior, sinusite, infecção do trato
urinário;
Distúrbios do Sangue e do Sistema Linfático: anemia;
Distúrbios do Sistema Imunológico: hipersensibilidade;
Distúrbios Psiquiátricos: insônia, ansiedade, nervosismo;


Distúrbios do Sistema Nervoso: Parkinsonismo (movimento lento ou comprometido, sensação de
rigidez ou tensão dos músculos, tornando seus movimentos irregulares, e, algumas vezes, até mesmo a
sensação de movimento “congelado” e depois reiniciando. Outros sinais de parkinsonismo incluem:
movimento lento e embaralhado, tremor em descanso, aumento da saliva e/ou baba, e perda da expressão
do rosto)*, acatisia (incapacidade de permanecer sentado, inquietação motora e sensação de tremor
muscular)*, sonolência, tontura, sedação, tremor*, distonia (contração involuntária lenta ou sustentada
dos músculos que pode envolver qualquer parte do corpo e resultar em postura anormal, embora,
geralmente, os músculos da face estejam envolvidos, incluindo movimentos anormais dos olhos, boca,
língua ou mandíbula)*, letargia, tontura postural, discinesia* (movimentos involuntários dos músculos,
podendo incluir movimentos repetitivos, espásticos ou contorcidos ou contorções), síncope (desmaio);
Distúrbios Oftalmológicos: visão turva;
Distúrbios Auditivos e do Labirinto: dor de ouvido;
Distúrbios Cardíacos: taquicardia (batimentos acelerados do coração);
Distúrbios Vasculares: hipotensão ortostática (pressão baixa ao se levantar), hipotensão (pressão baixa);
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino: congestão nasal, dispneia (encurtamento da
respiração), epistaxe (sangramento pelo nariz), congestão sinusal;
Distúrbios Gastrintestinais: náusea, constipação, dispepsia, vômitos, diarreia, hipersecreção salivar
(secreção excessiva de saliva), boca seca, desconforto abdominal, dor abdominal, desconforto estomacal,
dor na região superior do abdome;
Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo: erupção cutânea, pele seca, caspa, dermatite seborreica,
hiperqueratose;
Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo: dor nas costas, artralgia (dor nas
articulações), dor nas extremidades;
Distúrbios Renais e Urinários: incontinência (falta de controle) urinária;
Distúrbios do Sistema Reprodutor e das Mamas: distúrbios da ejaculação;
Distúbios Gerais: fadiga, astenia, febre, dor torácica;
Testes: aumento da creatina fosfoquinase no sangue, aumento da frequência cardíaca.
* Parkinsonismo inclui: distúrbio extrapiramidal, rigidez musculoesquelética, Parkinsonismo, rigidez da
roda dentada, acinesia, bradicinesia, hipocinesia, face em máscara, rigidez muscular e Doença de
Parkinson. Acatisia inclui: acatisia e agitação. Distonia inclui: distonia, espasmos musculares, contrações
musculares involuntárias, contratura muscular, oculogiração, paralisia da língua. Tremores incluem:
tremores e tremor Parkinsoniano de repouso. Discinesia inclui: discinesia, espasmos musculares
involuntários, coreia e coreoatetose.

- Pacientes idosos
As seguintes reações adversas foram relatadas por ? 1% dos pacientes idosos com demência
tratados com risperidona, incluindo apenas as reações não mencionadas anteriormente ou as reações
adversas com frequência maior ou igual a duas vezes a frequência das reações adversas mencionadas
anteriormente:
Infecções e Infestações: infecção do trato urinário, pneumonia, celulite;
Distúrbios Nutricionais e do Metabolismo: diminuição do apetite;
Distúrbios Psiquiátricos: estado confusional;
Distúrbios do Sistema Nervoso: letargia, ataque isquêmico transitório, nível deprimido de consciência,
produção excessiva de saliva, acidente vascular cerebral (perda repentina do suprimento de sangue ao
cérebro);
Distúrbios Oftalmológicos: conjuntivite;
Distúrbios Vasculares: hipotensão (pressão baixa);
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino: tosse, rinorreia (secreção nasal);
Distúrbios Gastrintestinais: disfagia (dificuldade para engolir), fecaloma (fezes muito duras);
Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo: eritema (vermelhidão da pele);
Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo: postura anormal, inchaço articular;
Distúrbios Gerais: edema periférico, febre, distúrbio de marcha, edema depressível;
Testes: aumento da temperatura corporal.



- Pacientes Pediátricos
As seguintes reações adversas foram observadas por ? 1% dos pacientes pediatricos tratados com
risperidona, incluindo apenas as reações não mencionadas para os pacientes adultos ou as reações
adversas com frequência maior ou igual a duas vezes a frequência das reações adversas mencionadas para
os pacientes adultos.
Infecções e Infestações: infecção do trato respiratório superior, rinite, gripe;
Distúrbios Nutricionais e do Metabolismo: apetite aumentado;
Distúrbios Psiquiátricos: insônia, apatia;
Distúrbios do Sistema Nervoso: sonolência, cefaleia, sedação, tontura, tremores, produção excessiva de
saliva, disartria (problemas com a fala), distúrbio da atenção, distúrbio do equilíbrio, hipersonia (períodos
de sono excessivamente longos);
Distúrbios Cardíacos: palpitações (vibração ou sensação anormal de esmagamento no peito);
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino: tosse, rinorreia (secreção nasal), epistaxe
(sangramento nasal), dor faringolaringeana (dor de garganta), congestão pulmonar;
Distúrbios Gastrintestinais: vômitos, dor na região superior do abdome, diarreia, hipersecreção salivar,
desconforto estomacal, dor abdominal;
Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo: prurido, acne;
Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo: mialgia (dor muscular), dor no pescoço;
Distúrbios Renais e Urinários: enurese (perda involuntária de urina), incontinência urinária, polaciúria
(urinar com maior frequência);
Distúrbios do Sistema Reprodutor e das Mamas: galactorreia (produção anormal de leite);
Distúrbios Gerais: fadiga, febre, sensação anormal, letargia, desconforto torácico;
Testes: aumento do peso, prolactina sanguínea aumentada (cujos sintomas podem incluir, nos homens,
inchaço das mamas, dificuldade em obter ou manter ereções ou outra disfunção sexual, e, em mulheres,
ausência de ciclos menstruais ou outros problemas com o ciclo menstrual).

Outros Dados de Estudos Clínicos
A seguir listamos as reações adversas observadas em estudos clinicos, em ? 1% e <1% dos pacientes
adultos, idosos com demência e pacientes pediátricos tratados com risperidona e/ou paliperidona
(composto ativo resultante da metabolização da risperidona).

As seguintes reações adversas foram observadas em ? 1% dos pacientes adultos, idosos com demência e
pacientes pediátricos tratados com risperidona e/ou paliperidona:

Distúrbios Psiquiátricos: agitação, insônia*;
Distúrbios do Sistema Nervoso: acatisia (incapacidade de permanecer sentado, inquietação motora e
sensação de tremor muscular)*, discinesia (movimentos involuntários dos músculos, podendo incluir
movimentos repetitivos, espásticos ou contorcidos ou contorções)*, distonia (contração involuntária lenta
ou sustentada dos músculos que pode envolver qualquer parte do corpo e resultar em postura anormal,
embora, geralmente, os músculos da face estejam envolvidos, incluindo movimentos anormais dos olhos,
boca, língua ou mandíbula)*, Parkinsonismo (movimento lento ou comprometido, sensação de rigidez ou
tensão dos músculos, tornando seus movimentos irregulares, e, algumas vezes, até mesmo a sensação de
movimento “congelado” e depois reiniciando. Outros sinais de parkinsonismo incluem: movimento lento
e embaralhado, tremor em descanso, aumento da saliva e perda da expressão do rosto)*;
Distúrbios Vasculares: hipertensão (pressão alta);
Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo: dor musculoesquelética;
Distúrbios Gerais e Condições no Local de Administração: marcha anormal, edema*, dor;
Lesões, Envenenamento e Complicações do Procedimento: queda.




*Insônia inclui: insônia inicial, insônia média; Acatisia inclui: hipercinesia, síndrome das pernas
inquietas, inquietação; Discinesia inclui: atetose, coreia, coreoatetose, distúrbio do movimento, contração
muscular, mioclonia; Distonia inclui: blefaroespasmo, espasmo cervical, emprostótono, espasmo facial,
hipertonia, laringoespasmo, contrações musculares involuntárias, miotonia, crise oculógira, opistótono,
espasmo orofaríngeo, pleurotótono, riso sardônico, tetania, paralisia da língua, espasmo da língua,
torcicolo, trismo; Parkinsonismo inclui: acinesia, bradicinesia, rigidez em roda denteada, produção de

saliva aumentada, sintomas extrapiramidais, reflexo glabelar anormal, rigidez muscular, tensão muscular,
rigidez musculoesquelética; Edema inclui: edema generalizado, edema periférico, edema depressível.


As seguintes reações adversas foram observadas em < 1% dos pacientes adultos, idosos com demência e
pacientes pediátricos tratados com risperidona e/ou paliperidona:


Infecções e Infestações: acarodermatite (inflamação da pele causada por ácaros), bronquite, cistite
(infecção da bexiga), infecção de ouvido, infecção no olho, infecção, infecção localizada, onicomicose
(micose nas unhas), infecção no trato respiratório, tonsilite, infecção viral;
Distúrbios do Sangue e Sistema Linfático: contagem aumentada de eosinófilos, redução do
hematócrito, neutropenia, contagem reduzida de leucócitos;
Distúrbios Endócrinos: presença de glicose na urina, hiperprolactinemia (aumento do hormônio
prolactina no sangue, cujos sintomas podem incluir, nos homens, inchaço das mamas, dificuldade em
obter ou manter ereções ou outra disfunção sexual, e, em mulheres, ausência de ciclos menstruais ou
outros problemas com o ciclo menstrual);
Distúrbios Metabólicos e Nutricionais: anorexia (falta de apetite), aumento do colesterol sanguíneo,
aumento do triglicérides sanguíneo, hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue), polidipsia (sede
excessiva), diminuição do peso;
Distúrbios Psiquiátricos: embotamento afetivo (falta de emoção), depressão, redução da libido (desejo
sexual), pesadelo, distúrbio do sono;
Distúrbios do Sistema Nervoso: distúrbio vascular cerebral (problemas nos vasos sanguíneos do
cérebro), convulsão*, coordenação anormal, coma diabético (coma devido à diabetes não controlada),
hipoestesia (sensibilidade diminuída ao estímulo), perda da consciência, parestesia (sensação de
formigamento, pontadas ou dormência na pele), hiperatividade psicomotora, discinesia tardia (contorções
ou movimentos involuntários na face, língua, ou outras partes do corpo que você não pode controlar),
ausência de resposta a estímulos;
Distúrbios Oftalmológicos: olhos secos, crise oculógira, crosta na margem da pálpebra, glaucoma
(aumento da pressão dentro do globo ocular), aumento do lacrimejamento, hiperemia ocular (vermelhidão
dos olhos);
Distúrbios do Ouvido e Labirinto: tinido, vertigem;
Distúrbios Cardíacos: bloqueio atrioventricular (interrupção da condução entre a parte superior e
inferior do coração), bradicardia (batimentos lentos do coração), distúrbio de condução, letrocardiograma
anormal, eletrocardiograma com QT prolongado, arritmia sinusal;
Distúrbios Vasculares: rubor;
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino: disfonia (dor ou dificuldade para falar),
hiperventilação, pneumonia por aspiração, estertores, distúrbios respiratórios, congestão do trato
respiratório, chiado;
Distúrbios Gastrintestinais: queilite (eritema e ulceração no canto da boca), incontinência fecal,
flatulência, gastroenterite, inchaço da língua, dor de dente;
Distúrbios Hepatobiliares: aumento da gama-glutamiltransferase, aumento das enzimas hepáticas,
aumento das transaminase;
Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo: eczema, descoloração da pele, distúrbio da pele, lesão da
pele;
Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e Conjuntivo: rigidez articular, fraqueza muscular,
rabdomiólise (destruição das fibras musuculares e dor nos músculos);
Distúrbios Renais e Urinários: disúria (dificuldade ou dor ao urinar);
Distúrbios do Sistema Reprodutor e das Mamas: amenorreia (ausência de menstruação), secreção das
mamas, distúrbio da ejaculação, disfunção erétil, ginecomastia (aumento das mamas), distúrbio da
menstruação*, disfunção sexual, secreção vaginal;
Distúrbios Gerais e Condições no Local de Administração: redução da temperatura do corpo,
calafrios, desconforto, síndrome de abstinência (retirada do medicamento), edema de face, mal-estar,
frieza nas extremidades, sede;
Lesões, Envenenamento e Complicações do Procedimento: dor do procedimento.
*Convulsão inclui: convulsão do tipo grande mal; Distúrbio da menstruação inclui: menstruação irregular,
oligomenorreia (menstruação escassa).

As seguintes reações adversas foram relatadas com risperidona e/ou paliperidona em outros estudos
clínicos, mas não relatadas por pacientes tratados com a risperidona:


Distúrbios do Sistema Imunológico: reação anafilática (reação alérgica grave com inchaço que pode
envolver a garganta e levar a dificuldade em respirar);
Distúrbios Metabólicos e Nutricionais: hiperinsulinemia (aumento da insulina no sangue);
Distúrbios Psiquiátricos: anorgasmia (incapacidade de alcançar o orgasmo);
Distúrbios do Sistema Nervoso: instabilidade da cabeça, síndrome neuroléptica maligna (confusão,
redução ou perda da consciência, febre alta, e rigidez muscular grave);
Distúrbios Oftalmológicos: distúrbio do movimento dos olhos, fotofobia (hipersensibilidade dos olhos à
luz);
Distúrbios Cardíacos: síndrome da taquicardia postural ortostática;
Distúrbios Gastrintestinais: obstrução intestinal;
Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo: erupção medicamentosa, urticária;
Distúrbios do Sistema Reprodutor e das Mamas: desconforto das mamas, ingurgitamento das mamas,
aumento das mamas, atraso na menstruação;
Distúrbios Gerais e Condições no Local de Administração: endurecimento.

Eventos Adversos e outras medidas de segurança em pacientes pediátricos com transtorno autista
As seguintes reações adversas foram relatadas com a risperidonaem dois estudos clínicos em pacientes
pediátricos tratados por irritabilidade associada ao transtorno autista, com incidência igual ou maior do
que 5%:

Distúrbios Psiquiátricos: sonolência, aumento do apetite, confusão;
Distúrbios Gastrintestinais: sialorreia, constipação boca seca;
Geral: fadiga (cansaço);
Distúrbios do Sistema Nervoso Central e Periférico: tremor, distonia, vertigem, automatismo,
discinesia, Parkinsonismo;
Distúrbios Respiratórios: infecção do trato respiratório superior;
Distúbios Metabólicos e Nutricionais: aumento de peso;
Frequência e ritmo cardíaco: taquicardia.

Dados Pós-Comercialização
As reações adversas observadas com a risperidona e/ou paliperidona durante a experiência após o início
da comercialização de risperidonaestão descritas a seguir.

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento),
incluindo relatos isolados:

Distúrbios do sangue e do sistema linfático:
agranulocitose (redução de um tipo de células brancas do
sangue), trombocitopenia (redução das plaquetas, células do sangue que auxiliam na interrupção do
sangramento);
Distúrbios endócrinos: secreção inapropriada do hormônio antidiurético (hormônio que controla o
volume de urina);
Distúrbios metabólicos e nutricionais: diabetes mellitus, cetoacidose diabética (complicações da
diabetes não controlada que podem ser fatais), hipoglicemia (diminuição do nível de açúcar no sangue),
intoxicação por água;
Distúrbios psiquiátricos: mania (humor eufórico);
Distúrbios do sistema nervoso: disgeusia (perda do paladar ou sensação de gosto estranho);
Distúrbios oftalmológicos: síndrome de íris flácida (intraoperatória), uma condição que pode ocorrer
durante a cirugia de catarata em pacientes que utilizam ou já utilizaram risperidona;
Distúrbios cardíacos: fibrilação atrial (ritmo anormal do coração);
Distúrbios vasculares: trombose venosa profunda (coágulos de sangue nas pernas), embolia pulmonar
(coágulos de sangue nos pulmões);
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: síndrome da apneia do sono (dificuldade para
respirar durante o sono);
Distúrbios gastrintestinais: pancreatite (inflamação do pâncreas), íleo (obstrução do intestino);
Distúrbios hepatobiliares: icterícia (pele e olhos amarelados);
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: angioedema (reação alérgica grave caracterizada por febre,
inchaço da boca, face, lábio ou língua, falta de ar, coceira, erupção cutânea e, algumas vezes, queda na
pressão arterial), alopecia (queda de cabelo);
Distúrbios renais e urinários: retenção urinária;

Gravidez, puerpério e condições perinatais: síndrome de abstinência neonatal (síndrome de retirada do
medicamento que ocorre em recém-nascidos);
Distúrbios do sistema reprodutor e das mamas: priapismo (ereção prolongada e dolorosa do pênis);
Distúrbios gerais: hipotermia (redução da temperatura do corpo).

Deve-se enfatizar que muitas pessoas não terão nenhum desses problemas. Então, não hesite em relatar
qualquer efeito indesejável ao seu médico ou farmacêutico. Além disso, informe seu médico ou
farmacêutico se você notar qualquer efeito adverso não mencionado nesta bula.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis
pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.


9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA
DESTE MEDICAMENTO?
Na superdosagem, um ou mais dos seguintes sinais podem ocorrer: redução do nível de consciência,
sonolência, sono, tremores excessivos, rigidez muscular excessiva, batimento cardíaco rápido e pressão
arterial baixa. Foram relatados casos de condução elétrica anormal no coração (prolongamento do
intervalo QT) e convulsão. A superdosagem pode acontecer se você tomar outros medicamentos juntos
com a risperidona. Se você apresentar os sintomas acima, contate o seu médico.
Enquanto isso, você sempre pode começar a tratar esses distúrbios com carvão ativado, o qual absorve
qualquer medicamento ainda presente no estômago.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e
leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar
de mais orientações.


III - DIZERES LEGAIS

MS - 1.0583.0532

Farmacêutica Responsável: Dra. Maria Geisa P. de Lima e Silva – CRF-SP n° 8.082

Registrado por:

GERMED FARMACÊUTICA LTDA

Rod. Jornalista F. A. Proença, Km 8

Bairro: Chácara Assay

Hortolândia –

SP - CEP

13186-901

CNPJ

45.992.062/0001-65

INDÚSTRIA BRASILEIRA

Fabricado por:

EMS S/A

Hortolândia - SP

Venda sob prescrição médica. Só pode ser vendido com retenção da receita.

SAC 0800 7476000

www.germedpharma.com.br

Anexo B

Histórico de Alteração da Bula

Dados da submissão eletrônica

Dados da petição/Notificação que altera bula

Dados das alterações de bulas

Data do

expediente

Nº do

expediente

Assunto

Data do

expediente

Nº do

expediente

Assunto

Data de

aprovação

Itens de bula

Versões

(VP/VPS)

Apresentações

relacionadas




08/08/2014




0648493/14-0




10459 - GENÉRICO

- Inclusão

Inicial de Texto

de Bula – RDC

60/12




NA




NA




NA



NA




Versão inicial

Submissão

eletrônica para

disponibilização do

texto de bula no

Bulário Eletrônico

da ANVISA.




VP / VPS

1 mg/mL solução

oral em frascos de



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
  2. Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
  3. Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
  4. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  5. Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos (ver) ou não.
  6. Eczema: Doença da pele caracterizada pelo surgimento de lesões generalizadas sob forma de placas, manchas ou bolhas, devido a uma reação por contato local ou por ação de uma agressão sistêmica.
  7. Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
  8. Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia (ver).
  9. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  10. Gastroenterite: Inflamação do estômago e intestino delgado caracterizada por náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais. ?? produzida pela ingestão de vírus, bactérias ou suas toxinas, ou agressão da mucosa intestinal por diversos mecanismos.
  11. Galactorréia: Secreção mamária anormal de leite fora do período de amamentação. Pode ser produzida por distúrbios hormonais ou pela ação de medicamentos.
  12. Germe: Organismo microscópico (vírus, bactérias, parasitas unicelulares, fungos) capaz de produzir doenças no homem e outros animais.
  13. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  14. Incontinência: Incapacidade de controlar o esvaziamento da bexiga ou do reto. Como resultado produz-se perda de urina ou matéria fecal involuntariamente. As pessoas com incontinência podem apresentar um defeito adquirido ou congênito no mecanismo esfincteriano, ou alguma anormalidade neurológica que as impeça de reconhecer o estado de plenitude da bexiga ou reto e de promover esvaziamento destes quando for conveniente.
  15. Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática (ver).
  16. Glaucoma: Aumento da pressão intra-ocular que se manifesta por dor de cabeça, olho vermelho e, se não tratado, pode produzir perda de visão a longo prazo.
  17. Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
  18. Neuralgia: Dor aguda produzida pela irritação de um nervo. Caracteriza-se por ser muito intensa, em queimação, pulsátil ou semelhante a uma descarga elétrica. Suas causas mais freqüentes são infecção, lesão metabólica ou tóxica do nervo comprometido.
  19. Oligomenorréia: Menstruação produzida a intervalos prolongados. Pode ser a expressão de anormalidades na função ovariana.
  20. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  21. Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
  22. Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
  23. Pâncreas: Glândula de secreção endócrina (ver), por sua produção de insulina, glucagon e peptídios intestinais que são lançados na corrente sangüínea e exócrina (ver) por sua produção de potentes enzimas digestivas lançadas no intestino delgado. Localiza-se profundamente na cavidade abdominal e possui um tamanho aproximado de 15x7cm.
  24. Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
  25. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  26. Torcicolo: Distúrbio freqüente produzido por uma luxação nas vértebras da coluna cervical, ou a espasmos dos músculos do pescoço que produzem rigidez e rotação lateral do mesmo.
  27. Raiva: Doença infecciosa freqüentemente mortal, transmitida ao homem através da mordida de animais domésticos e selvagens infectados e que produz uma paralisia progressiva juntamente com um aumento de sensibilidade perante estímulos visuais ou sonoros mínimos.
  28. Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
  29. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  30. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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