SANDRENA (estradiol)

Para que serve SANDRENA (estradiol)

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.



SANDRENA (estradiol)

SANDRENA GEL


(estradiol)Schering-Plough Indústria Farmacêutica Ltda.Gel0,5 mg 1,0 mg Sandrena (estradiol)_Bula_Profissional 0
SANDRENA (estradiol)

SANDRENA GEL

estradiol

APRESENTAÇÕES

Gel de- 0,5 mg em embalagem com 28 sachês de dose única.- 1,0 mg em embalagem com 28 sachês de dose única.

USO PERCUTÂNEO

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

SANDRENA 0,5 mg:Cada sachê com 0,5 g contém 0,5 mg de estradiol. Excipientes: carbômer, trolamina, propilenoglicol, álcool etílico e água. SANDRENA 1,0 mg:Cada sachê com 1,0 g contém 1,0 mg de estradiol. Excipientes: carbômer, trolamina, propilenoglicol, álcool etílico e água.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1. INDICAÇÕES

Terapia de reposição hormonal para sintomas de deficiência estrogênica em mulheres na pós-menopausa.Prevenção da osteoporose em mulheres na pós-menopausa que apresentam risco elevado de fraturas e para as quais outrosmedicamentos utilizados na prevenção da osteoporose não são apropriados ou são contraindicados.A experiência da terapia de reposição hormonal em mulheres com mais de 65 anos de idade está pouco documentada.2. RESULTADOS DE EFICÁCIAAlívio dos sintomas resultantes da deficiência de estrogênioOs sintomas da menopausa foram reduzidos nas primeiras semanas de tratamento.Prevenção da osteoporoseA deficiência de estrogênio na menopausa aumenta a desintegração óssea e diminui a massa óssea. O efeito do estrogênio sobre adensidade mineral óssea (DMO) depende da dose. A proteção parece ser eficiente conforme o tratamento é continuado. Após ainterrupção da terapia de reposição hormonal, a massa óssea diminui como na mulher sem terapia de reposição hormonal.O estudo WHI (Womens?s Health Initiative) e estudos de meta-análise mostraram que em mulheres sadias, a terapia de reposiçãohormonal (tanto com estrogênio isolado quanto com tratamento combinado) reduz a incidência de fraturas pélvicas, vertebraislombares e outras fraturas osteoporóticas. A terapia de reposição hormonal pode também prevenir fraturas ósseas em mulheres comdensidade mineral óssea baixa ou osteoporose, embora haja poucas evidências sobre esse efeito. Referências bibliográficas:- Hirvonen E et al. Transdermal oestradiol gel in the treatment of the climacterium: a comparison with oral therapy. Br J of ObstetGynaecol 1997;104:19-25.- Hirvonen E et al. Effects of transdermal oestrogen therapy in postmenopausal women: a comparative study of an oestradiol gel andan oestradiol delivering patch. Br J of Obstet Gynaecol 1997; 104: 16-31.- Writing group for the women`s health initiative investigators. Risks and benefits of estrogen plus progestin in healthypostmenopausal women: Principal results from the women`s health intiative randomized controlled trial.

JAMA 2002;288

321?33.3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICASPropriedades farmacodinâmicasGrupo farmacoterapêutico: estrogênios naturais semissintéticos, cógido

ATC

G03CA03. O valerato de estradiol é um 17ß-estradiol sintético, que é quimicamente e biologicamente idêntico ao estradiol natural.É usado para repor a produção reduzida de estrogênio na mulher na pós-menopausa e aliviar os sintomas da menopausa. Osestrogênios previnem a osteoporose na pós-menopausa e após anexectomia. Propriedades farmacocinéticasSANDRENA é um gel de estradiol de base alcoólica. Quando aplicado na pele, o álcool evapora rapidamente e o estradiol éabsorvido através da pele passando para a circulação. As flutuações nas concentrações plasmáticas de estrogênio são menospronunciadas após o tratamento estrogênico percutâneo porque o estrogênio é armazenado na pele, de onde é gradualmente liberadopara a circulação. Além disso, a administração percutânea de estradiol evita o metabolismo de primeira passagem pelo fígado. Após a administração percutânea de SANDRENA nas doses de 0,5; 1,0 e 1,5 mg de estradiol, as concentrações de estrogênio noplasma foram as seguintes:Dose de SANDRENACmax (pmol/L)Cmédia (pmol/L)Cmin (pmol/L)0,5 mg14375921,0 mg2471241011,5 mg582210152Durante o tratamento com SANDRENA, a razão estradiol/estrona permanece no nível de 0,4-0,7, enquanto que, durante otratamento por via oral, essa razão geralmente é reduzida para menos que 0,2. A biodisponibilidade de SANDRENA no estado deequilíbrio é de 82%, comparada com a dose oral equivalente de valerato de estradiol. Por outro lado, o metabolismo e a excreção doestradiol percutâneo são similares aos apresentados pelos estrogênios naturais.

Dados de segurança pré-clínicos

Sandrena (estradiol)_Bula_Profissional 1
SANDRENA (estradiol)O estradiol é um hormônio sexual natural feminino bem definido clinicamente. Testes de irritação da pele em coelhos e cobaiasdemonstraram que SANDRENA, muito raramente, causa irritação branda, que pode ser reduzida alterando-se diariamente o localde aplicação. Em estudos clínicos, a irritação da pele foi um evento muito raro.

4. CONTRAINDICAÇÕES Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres com:

? Hipersensibilidade conhecida ao ingrediente ativo ou quaisquer dos excipientes do gel? Suspeita ou caso diagnosticado de câncer de mama; história de câncer de mama? Suspeita ou caso diagnosticado de tumores malignos dependentes de estrogênio (ex., câncer de endométrio)? Sangramento genital de causa desconhecida? Hiperplasia endometrial não tratada? Doença tromboembólica ativa ou recente (ex., angina pectoris, infarto do miocárdio)? História de tromboembolia venosa idiopática ou conhecida (trombose venosa profunda, embolia pulmonar)? Doença hepática aguda ou história de doença hepática, enquanto os testes de função hepática não retornarem ao normal? PorfiriaEste medicamento é contraindicado para uso por grávidas.SANDRENA não deve ser usado durante a gravidez. Se a mulher engravidar durante o tratamento, o uso do medicamento deve serinterrompido imediatamente. Resultados da maioria dos estudos epidemiológicos não indicaram que o uso inadvertido deestrogênios durante a gravidez apresenta efeitos teratogênicos ou embriotóxicos.Este medicamento é contraindicado para uso durante a lactação.SANDRENA não deve ser usado durante a lactação.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

A terapia de reposição hormonal deve ser utilizada apenas para o tratamento dos sintomas da pós-menopausa que reduzem aqualidade de vida. A relação risco/benefício de ambas as indicações deve ser cuidadosamente avaliada pelo menos anualmente e aterapia de reposição hormonal deve ser continuada apenas enquanto os benefícios superarem os riscos.Exames médicos e de acompanhamentoAntes de iniciar ou reiniciar a terapia de reposição hormonal, deve ser obtido um histórico pessoal e familiar completo. Deve serfeito também um exame médico cuidadoso (incluindo mamas e órgãos genitais internos). Devem ser consideradas ascontraindicações, precauções e advertências para o uso. Durante o tratamento, as pacientes devem ser submetidas a exames médicos regulares, em frequência e natureza adaptadas àsnecessidades clínicas requeridas por cada paciente.A paciente deve ser orientada sobre o tipo de alterações das mamas que devem ser relatadas ao médico ou enfermeira (ver item "5.ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES - Câncer de mama"). Os exames, incluindo mamografia, serão realizados de acordo com oprograma de triagem vigente ou conforme a necessidade clínica de cada paciente.Condições que requerem monitoraçãoA condição da paciente durante o tratamento deve ser monitorada particularmente com cuidado se ela tem ou teve alguma dasseguintes condições, ou se a doença tiver piorado durante o tratamento atual ou terapia de reposição hormonal anterior. Em casosraros, essas condições, em particular, podem ocorrer novamente ou piorar durante o tratamento com

SANDRENA

? Leiomioma (neoplasia do músculo uterino) ou endometriose? Fator de risco para tumores dependentes de estrogênio, tal como câncer de mama em parente próxima? História de doença tromboembólica ou existência de seus fatores de risco (ver item "5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES -Tromboembolia venosa")? Hipertensão? Insuficiência hepática (tal como adenoma hepático)? Colelitíase? Diabetes mellitus, com ou sem alterações vasculares? Enxaqueca ou cefaleia (grave)? Lúpus eritematoso sistêmico? História de hiperplasia endometrial (ver item "5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES - Hiperplasia endometrial")? Epilepsia? Asma? OtoscleroseRazões para interrupção imediata do tratamentoO tratamento deve ser descontinuado se ocorrer qualquer contraindicação na paciente, bem como nas seguintes condições:?icterícia ou insuficiência hepática?aumento significativo da pressão arterial?novo episódio de cefaleia do tipo enxaqueca?gravidezHiperplasia endometrialO risco de hiperplasia e câncer endometrial aumenta se a paciente for tratada apenas com estrogênio por longos períodos e pode sersignificativamente reduzido pela suplementação do tratamento com progestagênio por, pelo menos, 12 dias nas mulheres com úterointacto (ver item "9. REAÇÕES ADVERSAS").Durante os primeiros meses de tratamento podem ocorrer sangramentos inesperados e spotting. A causa do sangramento deve serinvestigada se o sangramento ou spotting ocorrer algum tempo depois do início do tratamento, ou se continuar após sua interrupção.Se necessário, deve ser feita biópsia do endométrio para excluir malignidade.O tratamento estrogênico não suplementado com progestagênio pode causar alterações pré-malignas ou malignas nosendometriomas. Por isso, a suplementação do tratamento estrogênico com progestagênio deve ser considerada em pacientesSandrena (estradiol)_Bula_Profissional 2
SANDRENA (estradiol)submetidas à histerectomia devido à endometriose, particularmente se a paciente apresenta endometriomas.Câncer de mamaUm estudo randomizado e controlado, o Women?s Health Initiative (WHI), e estudos epidemiológicos, tais como o Million WomenStudy (MWS) indicaram que mulheres recebendo terapia de reposição hormonal durante vários anos apresentam aumento do riscode câncer de mama (ver item "9. REAÇÕES ADVERSAS").Em todos os tratamentos de reposição hormonal ocorre aumento do risco dentro de poucos anos após o início do tratamento e o riscoaumenta com a continuação do mesmo, mas retorna ao nível de referência dentro de 5 anos após a sua descontinuação.No estudo MWS, o risco relativo de câncer de mama aumentou quando a terapia de reposição hormonal com estrogênio equinoconjugado (EEC) ou estradiol (E2) foi suplementada com progestagênio cíclico ou contínuo (independentemente do tipo). Nãoforam observadas diferenças entre os métodos de administração.O estudo WHI foi realizado com tratamento combinado contínuo com estrogênio equino conjugado e acetato demedroxiprogesterona (EEC + AMP). Em comparação ao tratamento com placebo, os tumores do câncer de mama encontrados noestudo apresentaram tamanho um pouco maior e com desenvolvimento mais frequente de metástases nos gânglios linfáticos.A terapia de reposição hormonal ? particularmente o tratamento combinado de estrogênio com progestagênio ? aumenta a densidadedo tecido glandular mamário, o que pode dificultar o diagnóstico radiológico de câncer de mama.Tromboembolia venosaA terapia de reposição hormonal está associada com o aumento do risco de desenvolvimento de tromboembolia venosa (TEV), outrombose venosa profunda e/ou embolia pulmonar. Um estudo randomizado e estudos epidemiológicos demonstraram um aumentode 2 a 3 vezes no risco de desenvolver tromboembolia venosa em mulheres sob terapia de reposição hormonal em comparação comas que não estão sob tratamento.Estima-se que, entre mulheres na faixa de idade entre 50 a 59 anos sem terapia de reposição hormonal, 3 mulheres por 1.000, e entremulheres na faixa entre 60 a 69 anos, 8 mulheres por 1.000, desenvolvam TEV dentro do período de acompanhamento de 5 anos.Nas pacientes sob terapia de reposição hormonal, o risco de TEV aumenta de 2 para 6 (melhor estimava = 4) em 1.000, nasmulheres na faixa de 50-59 anos, e, de 5 para 15 (melhor estimava = 9) em 1.000, nas mulheres na faixa de 60-69 anos. Aincidência de TEV é mais provável durante o primeiro ano de terapia de reposição hormonal.Os fatores de risco geralmente conhecidos de tromboembolia venosa incluem antecedentes pessoais e familiares de tromboembolia,obesidade grave (IMC > 30 kg/m2) e lúpus eritematoso sistêmico (LES). Não existe consenso quanto à associação de varizes àtromboembolia venosa.Pacientes com histórico de tromboembolia venosa ou com condição trombofílica conhecida, apresentam aumento do risco detromboembolia venosa. A terapia de reposição hormonal aumenta esse risco.Para excluir qualquer suscetibilidade trombofílica, é necessário que se determine, a partir do histórico da paciente, a ocorrência detromboembolias na paciente ou na família, ou a incidência de abortos espontâneos repetidos. Em tais pacientes, a terapia dereposição hormonal deve ser considerada contraindicada até que um diagnóstico definitivo tenha sido feito ou tenha sido iniciadotratamento com anticoagulantes. A relação risco/benefício da terapia de reposição hormonal deve ser cuidadosamente avaliada ao seplanejar o tratamento para pacientes que estão utilizando anticoagulantes. O risco de tromboembolia venosa pode aumentar temporariamente em caso de imobilização prolongada devido a um grande traumaou cirurgia. Como em todos os casos pós-cirúrgicos, as medidas profiláticas pós-operatórias para evitar tromboembolia venosa sãoespecialmente importantes. Quando uma cirurgia eletiva, especialmente abdominal ou ortopédica nos membros inferiores, forseguida por imobilização prolongada, deverá ser considerada a interrupção temporária da terapia de reposição hormonal, se possível4-6 semanas antes da cirurgia. O tratamento não deve ser retomado até que a paciente esteja se movimentando normalmente.Se houver o desenvolvimento de tromboembolia venosa após o início do tratamento, o uso de SANDRENA deverá serdescontinuado. As pacientes devem ser aconselhadas a contatar seu médico imediatamente caso desenvolvam quaisquer sintomas detromboembolia (tais como edema doloroso nas pernas, dor torácica aguda, dispneia).Doença arterial coronariana (DAC)Estudos randomizados não forneceram evidências de que o tratamento contínuo combinando de estrogênios conjugados e acetato demedroxiprogesterona (AMP) reduziria a incidência de doença cardiovascular. Dois grandes estudos clínicos [WHI e HERS (Estudosobre o Coração e a Reposição Estrogênio/Progestagênio)] demonstraram um possível aumento no risco de desenvolver doençacardiovascular no primeiro ano de uso e nenhum benefício global do tratamento. Há poucos estudos randomizados, controlados,realizados com outros produtos para terapia de reposição hormonal investigando a incidência ou mortalidade cardiovascular.Portanto, é incerto se esses achados também se estendem aos demais produtos de terapia de reposição hormonal.Acidente vascular cerebral (AVC)Um grande estudo clínico randomizado (estudo WHI) descobriu, como resultado secundário, que o risco de AVC isquêmicoaumenta em mulheres saudáveis durante o tratamento contínuo combinado de estrogênios conjugados com AMP. Para mulheres quenão estão usando terapia de reposição hormonal, estima-se que o número de casos de AVC que ocorrerão num período de 5 anos éde aproximadamente 3 em 1000 mulheres com idade entre 50 a 59 anos, e 11 em 1000 mulheres com idade entre 60 a 69 anos.Estima-se que, para mulheres com idade entre 50 a 59 anos que usam estrogênios conjugados e AMP durante 5 anos, o risco deAVC aumenta de 0 para 3 (melhor estimativa = 1) em 1000 mulheres. O risco correspondente em mulheres com idade entre 60 a 69anos aumenta de 1 para 9 (melhor estimativa = 4). É desconhecido se o aumento do risco se aplica a outros produtos de terapia dereposição hormonal.Câncer de ovárioDe acordo com alguns estudos epidemiológicos, a terapia de reposição hormonal prolongada (no mínimo 5 a 10 anos) comestrogênio em mulheres histerectomizadas, está associada com um aumento no risco de câncer de ovário. É incerto se a terapia dereposição hormonal combinada prolongada confere um risco diferente daquele apresentado por terapia de reposição contendoapenas estrogênio.Outras condiçõesOs estrogênios podem causar retenção hídrica razão pela qual pacientes com disfunção cardíaca ou renal devem ser cuidadosamentemonitoradas. Em pacientes com insuficiência renal grave (fase final), a concentração do princípio ativo de SANDRENA no sanguepode aumentar e a condição de tais pacientes também deve ser cuidadosamente monitorada.Sandrena (estradiol)_Bula_Profissional 3
SANDRENA (estradiol)Pacientes com hipertrigliceridemia devem ser cuidadosamente monitoradas durante a terapia de reposição hormonal. Nessaspacientes, raramente foi relatado o aumento significativo dos triglicérides plasmáticos induzido por estrogênios, que pode levar àpancreatite.O tratamento com estrogênios aumenta a quantidade de globulina transportadora de tiroxina (TBG) no sangue, levando ao aumentona concentração de tiroxina ligada à TBG (T4) e tri-iodotironina (T3) e suas concentrações gerais. Concentrações elevadas de outrasproteínas transportadoras, por ex., globulina transportadora de corticosteroide (CBG) e globulina transportadora de hormôniossexuais (SHBG), podem também ocorrer, levando ao aumento da quantidade de corticosteroides e hormônios sexuais ligados a essasproteínas na circulação. A quantidade de hormônios livres, biologicamente ativos, permanece inalterada. As concentrações de outrasproteínas plasmáticas podem aumentar (substrato angiotensinogênio/renina, alfa-I-antitripsina, ceruloplasmina).Pacientes idosasNão existe evidência de melhora das funções cognitivas durante terapia de reposição hormonal. De acordo com o estudo WHI, háum aumento no risco de provável demência em mulheres com mais de 65 anos de idade em tratamento contínuo combinado deestrogênios equinos conjugados e AMP. É desconhecido se o aumento do risco se aplica a mulheres pós-menopáusicas mais jovensou a outros produtos para terapia de reposição hormonal.Efeitos sobre a habilidade de dirigir e operar máquinasSANDRENA

não é conhecido por apresentar qualquer efeito sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

O tratamento concomitante com drogas que induzem enzimas metabolizadoras de drogas no fígado, particularmente as enzimas docitocromo P450, pode aumentar o metabolismo de estrogênios. Tais drogas incluem anticonvulsivantes (por ex., fenobarbital,fenitoína, carbamazepina) e antinfecciosos (por ex., rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz). O ritonavir e nelfinavir,conhecidos como fortes inibidores, apresentam propriedades indutoras quando utilizados concomitantemente com hormôniosesteroides. Preparações à base de ervas contendo erva de São João (St John?s Wort ou Hypericum perforatum) podem induzir ometabolismo de estrogênios. O aumento do metabolismo do estrogênio pode reduzir sua eficácia clínica e causar alterações no perfilde sangramento.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz.O prazo de validade do medicamento é de 36 meses a partir da data de fabricação.Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.SANDRENA é um gel cremoso e opalescente.Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

SANDRENA pode ser aplicado continuamente ou ciclicamente. A dose inicial é, geralmente, de 1,0 g de gel (equivalente a 1,0 mgde estradiol) uma vez por dia. A dose pode ser ajustada individualmente após 2 a 3 ciclos de 0,5 g a 1,5 g por dia, o correspondentea 0,5 mg a 1,5 mg de estradiol. Nas pacientes com útero intacto, é recomendado combinar o tratamento de SANDRENA com um progestagênio, por exemplo,acetato de medroxiprogesterona, noretisterona, acetato de noretisterona ou diidrogesterona por no mínimo de 12 a 14 dias. Oprogestagênio não é recomendado para mulheres que foram submetidas à histerectomia, a menos que tenha sido diagnosticadaendometriose. Deve-se lavar bem as mãos antes e após a aplicação e evitar contato acidental do gel com os olhos. SANDRENA deve ser aplicadona pele limpa e seca . O suor pode alterar a consistência do gel.SANDRENA é administrado em dose única diária e aplicado sobre a pele do abdome ou da coxa (direita ou esquerda), alternandodiariamente o local de aplicação. A superfície de aplicação deverá ser uma área de 1 a 2 palmos. SANDRENA não deve seraplicado na região das mamas, no rosto, na pele com irritações ou na área vaginal. Após a aplicação, deixar o gel secar por 2 a 3minutos e aguardar ao menos 1 hora para molhar a área onde foi aplicado.As mulheres que não estavam anteriormente sob terapia de reposição hormonal ou aquelas que estão trocando um tratamentocontínuo combinado por SANDRENA, podem iniciar o tratamento com SANDRENA em qualquer dia. As mulheres que estãotrocando uma terapia de reposição hormonal sequencial por SANDRENA, podem iniciar tratamento com SANDRENA depois decompletar o último ciclo do tratamento. No tratamento dos sintomas da pós-menopausa, a dose mínima eficaz deve ser utilizada no início da terapia e durante o tratamento,e a duração do tratamento deve ser a menor possível. Se a paciente esquecer de aplicar uma dose, ela deve ignorar a dose esquecida e retomar o tratamento normalmente no dia seguinte.O esquecimento das doses pode causar sangramentos inesperados.

9. REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas são, geralmente, leves e, raramente, levam à descontinuação do tratamento. Se ocorrerem reações adversas, na maioria dos casos ocorrerão durante os primeiros meses de tratamento e serão transitórias.A reação adversa mais comum relacionada ao tratamento com SANDRENA é sensibilidade mamária, que ocorre em 4,7% daspacientes.Sistema Comuns IncomunsRaras(> 1/100, < 1/10)(> 1/1.000, < 1/100)(> 1/10.000, < 1/1.000)Metabólico e nutricionalEdema, aumento de pesoDistúrbios psiquiátricosAlterações da libido e dohumorDistúrbios do sistema nervoso CefaleiaEnxaquecaSandrena (estradiol)_Bula_Profissional 4
SANDRENA (estradiol)Distúrbios vascularesHipertensão, tromboemboliavenosaDistúrbios gastrintestinaisNáusea, vômito, cólicasestomacaisDistúrbios hepatobiliaresAlterações na função hepáticae ducto biliarDistúrbios da pele e tecido ExantemasubcutâneoDistúrbios do sistemaSensibilidade/dor mamária,reprodutor e das mamassangramento inesperado ouspottingDistúrbios gerais ouIrritação da pelecondições do local deadministraçãoCâncer de mamaMuitos estudos epidemiológicos e um estudo randomizado controlado com placebo, o WHI, indicaram que a terapia de reposiçãohormonal prolongada aumenta o risco de câncer de mama em mulheres em tratamento ou recentemente tratadas.O risco relativo (RR) de câncer de mama associado com a terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado foi estimado emníveis semelhantes no estudo MWS e na re-análise de 51 estudos epidemiológicos, nos quais mais de 80% das pacientes utilizaramterapia de reposição hormonal com estrogênio isolado. No estudo MWS a estimativa foi de 1,30 (intervalo de confiança de 95%:1,21-1,40) e na re-análise, 1,35 (intervalo de confiança de 95%: 1,21-1,49).Diversos estudos epidemiológicos indicaram que o tratamento combinado de estrogênio-progestagênio aumenta o risco dedesenvolver câncer de mama quando comparado ao tratamento com estrogênio isolado.No estudo MWS, o risco de câncer de mama associado com diferentes tipos de tratamento combinado de estrogênio-progestagêniofoi maior (RR = 2,00; intervalo de confiança de 95%: 1,88 - 2,12) do que com o uso de estrogênio (RR = 1,30; intervalo deconfiança de 95%: 1,21 ? 1,40) ou tibolona isolada (RR = 1,45; intervalo de confiança de 95%: 1,25 ? 1,68), quando comparado aorisco apresentado por mulheres que nunca utilizaram terapia de reposição hormonal.De acordo com o estudo WHI, o risco de câncer de mama em todas as pacientes, após 5,6 anos de tratamento combinado deestrogênio-progestagênio, é estimado em 1,24 (intervalo de confiança de 95%: 1,01 ? 1,54), em comparação ao placebo. Riscos absolutos calculados a partir dos estudos MWS e WHI O estudo MWS estimou, a partir da incidência média conhecida de casos de câncer de mama em países desenvolvidos, que:?Para mulheres não submetidas à terapia de reposição hormonal, espera-se que aproximadamente 32 em cada1.000 apresentem câncer de mama diagnosticado entre 50 e 64 anos de idade.?Em usuárias atuais ou recentes de terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado, o número de casosadicionais para cada 1.000 usuárias é estimado em:?entre 0 e 3 (melhor estimativa = 1,5) para 5 anos de uso ?entre 3 e 7 (melhor estimativa = 5) para 10 anos de uso?Para usuárias atuais ou recentes de terapia de reposição hormonal combinada, o número de casos decâncer de mama adicionais para cada 1.000 usuárias é estimado em:
?entre 5 e 7 (melhor estimativa = 6) para 5 anos de uso ?entre 18 e 20 (melhor estimativa = 19) para 10 anos de usoO estudo WHI estimou que haverá 8 casos adicionais de câncer de mama invasivo por 10.000 mulheres-ano após 5,6 anos detratamento combinado de estrogênio-progestagênio (EEC + AMP), em mulheres entre 50 e 79 anos de idade. De acordo com oestudo, estima-se que no período de 5 anos:?No grupo tratado com placebo, 16 em 1.000 mulheres terão diagnóstico de câncer de mama invasivo. ?Em usuárias de terapia de reposição hormonal combinada de estrogênio-progestagênio (EEC + AMP), o número decasos adicionais de câncer de mama é estimado entre 0 e 9 (melhor estimativa = 4) em 1.000 mulheres.O número de casos adicionais de câncer de mama em mulheres que utilizam terapia de reposição hormonal independente da idadede início do uso (entre 45 a 65 anos de idade) (ver item ?5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES?).Câncer endometrialEm mulheres com o útero intacto, o risco de hiperplasia e câncer endometrial aumenta com a duração do uso de estrogênio isolado.Estudos epidemiológicos demonstram que a melhor estimativa do risco de câncer endometrial é de 5 em cada 1.000 mulheres quenão utilizam terapia de reposição hormonal e foram diagnosticadas com câncer endometrial entre 50 e 65 anos de idade. Para asmulheres tratadas com estrogênio isolado, o risco de câncer é de 2 a 12 vezes maior, dependendo da duração do tratamento e da dosede estrogênio, quando comparado a mulheres não submetidas à terapia de reposição hormonal. A combinação de um progestagênio com o tratamento de estrogênio diminui significativamente o risco aumentado de desenvolvercâncer endometrial (ver item ?5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES?).

Outros eventos adversos relatados em associação com o tratamento de estrogênio-progestagênio

?Tumores dependentes de estrogênio, benignos e malignos, incluindo câncer de endométrio?Tromboembolia venosa, isto é, trombose venosa profunda na perna ou área pélvica e embolia pulmonar, ocorrem maisfrequentemente em usuárias de terapia de reposição hormonal do que em não-usuárias (ver itens ?4.CONTRAINDICAÇÕES? e ?5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES?)?Infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral?Colecistopatia?Doenças da pele e do tecido subcutâneo: cloasma, eritema multiforme, eritema nodoso, púrpura vascular?Provável demência (ver item ?5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES?)Sandrena (estradiol)_Bula_Profissional 5
SANDRENA (estradiol)Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível emwww.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. SUPERDOSE

A superdose de estrogênio pode causar náusea, cefaleia e sangramento vaginal. Muitos relatos afirmam que não foram notadoseventos adversos graves em crianças que deglutiram pílulas anticoncepcionais contendo grandes quantidades de estrogênio. O tratamento da superdose de estrogênio é sintomático.Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.MS 1.0171.0084Farm. Resp.: Cristina Matushima ? CRF-SP nº 35.496Certificado nº FI/1118H/2009 SANDRENA_BU 01_VPSFabricado e embalado por: Orion Corporation, Orion Pharma, Turku, FinlândiaImportado e registrado por: Schering-Plough Indústria Farmacêutica Ltda.Rua João Alfredo, 353 ? São Paulo ? SPCNPJ 03.560.974/0001-18 ? Indústria BrasileiraVenda sob prescrição médica.Central de Relacionamento com o Cliente Schering-Plough [email protected] = Marca registrada.Sandrena (estradiol)_Bula_Profissional 6


DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Acidente vascular cerebral (AVC): Doença de início súbito, caracterizada pela falta de irrigação sangüínea em um determinado território cerebral. Pode ser secundário à oclusão de alguma artéria ou a um sangramento, no último caso é denominado Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico.
  2. Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular, capaz de invadir outros órgãos a nível local ou à distância (metástases).
  3. Biópsia: Obtenção de uma amostra de tecido de um organismo vivo para fins diagnósticos.
  4. Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
  5. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  6. Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia (ver).
  7. Gânglios linfáticos: Estrutura pertencente ao sistema linfático, localizada amplamente em diferentes regiões superficiais e profundas do organismo, cuja função consiste na filtração da linfa (ver), maturação e ativação dos linfócitos, que são elementos importantes da defesa imunológica do organismo.
  8. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  9. Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
  10. Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
  11. Obesidade: Acúmulo excessivo de gordura corporal, acompanhada por peso excessivo. Esta doença está cada vez mais freqüente, e é produzida pela ingestão desproporcional de calorias em pessoas que não têm uma atividade física que justifique este consumo.
  12. Mamografia: Estudo radiológico que utiliza uma técnica especial para avaliar o tecido mamário. Permite diagnosticar tumores benignos e malignos em fase inicial na mama. ?? um exame que deve ser realizado por mulheres, como prevenção ao câncer.
  13. Leiomioma: Tumor benigno do músculo liso que pode localizar-se em qualquer órgão que seja formado pelo dito tecido.
  14. Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (ver metástases). As neoplasias mais freqüentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
  15. Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
  16. Varizes: Dilatação anormal de uma veia. Podem ser dolorosas ou causar problemas estéticos quando são superficiais como nas pernas. Podem também ser sede de trombose, devido à estase sangüínea.
  17. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.

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