UNIANF

Para que serve UNIANF

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


1

Unianf

®

anfotericina B

Pó para solução injetável


MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA


IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO


Pó para solução injetável 50 mg: embalagem contendo 25 frascos-ampola.

USO ENDOVENOSO

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

COMPOSIÇÃO

Cada frasco-ampola contém:
Anfotericina B..................................................................................................................................................................................50 mg
Excipientes: desoxicolato de sódio, hidróxido de sódio e ácido cítrico.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
O UNIANF contém anfotericina B, um antibiótico antifúngico poliênico derivado do Streptomyces nodosus.

Mecanismo de ação
A anfotericina B é fungistática ou fungicida dependendo da concentração obtida nos fluidos corporais e da sensibilidade dos fungos.
A anfotericina B age ligando-se aos esterois da membrana celular do fungo sensível, alterando a permeabilidade da membrana e
provocando extravasamento dos componentes intracelulares. As membranas dos animais superiores também contêm esterois e isto
sugere que o dano às células humanas e às de fungos podem ter mecanismos comuns.

Farmacocinética
Picos médios de concentração plasmática variando de 0,5 a 2 mcg/mL são encontrados em adultos recebendo doses repetidas de
aproximadamente 0,5 mg/kg/dia. Após uma queda inicial rápida, o platô de concentração plasmática é de aproximadamente 0,5
mcg/mL. Uma meia-vida de eliminação de aproximadamente 15 dias segue-se após uma meia-vida plasmática de eliminação inicial
de cerca de 24 horas. São poucos os dados farmacocinéticos da anfotericina B em crianças. A anfotericina B circulante está
altamente ligada (90%) às proteínas plasmáticas e é pouco dialisável. Aproximadamente dois terços da concentração plasmática
obtida têm sido detectados nos fluidos da pleura inflamada, peritônio, sinóvia e humor aquoso. As concentrações no líquido
cefalorraquidiano raramente excedenm a 2,5% daquelas encontradas no plasma ou não são detectáveis. Pequena quantidade de
anfotericina B penetra no humor vítreo ou no fluido amniótico normal. Detalhes completos sobre a distribuição tecidual não são
conhecidos, entretanto, o fígado parece ser o maior local de armazenagem tecidual. A anfotericina B é excretada de forma lenta
pelos rins, sendo que 2 a 5% de uma dose administrada é eliminada sob a forma biologicamente ativa. Após a suspensão do
tratamento a droga pode ser detectada na urina durante um período de 3 a 4 semanas, devido à eliminação lenta da droga. A
excreção biliar pode representar uma importante via de eliminação. Detalhes de outras vias metabólicas não são conhecidos. Os
níveis sanguíneos não são afetados por problemas renais ou hepáticos.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
A anfotericina B apresenta in vitro uma atividade elevada contra numerosas espécies de fungos. Concentrações de anfotericina B
variando de 0,03 a 1,0 mcg/mL inibem, in vitro, espécies tais como: Histoplasma capsulatum, Coccidioides immitis, espécies de
Candida

ssp, Blastomyces dematitidis, Rhodotorula, Cryptococcus neoformans, Sporothrix schenckii, Mucor mucedo e Aspergillus

fumigatus.

Foram relatados outros organismos sensíveis a anfotericina B tais como Prototheca ssp, Leishmania e Naegleria.

Algumas cepas resistentes de Cândida foram isoladas em pacientes imunocomprometidos recebendo tratamentos longos com
anfotericina B. Técnicas padrões para a determinação da concentração mínima inibitória (CMI) não foram estabelecidas para os
agentes antifúngicos, e valores são variáveis dependendo dos métodos empregados. A anfotericina B não é eficaz sobre bactérias,
rickettsias e vírus.

3. INDICAÇÕES
UNIANF, uso endovenoso, é indicado no tratamento de pacientes com infecções fúngicas progressivas potencialmente graves:
aspergilose; blastomicose, candidíase disseminada; coccidiodomicose; criptococose; endocardite fúngica; endoftalmite candidiásica;
infecções intra-abdominais, incluindo peritonites relacionadas e não relacionadas com o processo de diálise; leishmaniose
mucocutânea, embora não seja uma droga de tratamento primário;, meningite criptocócica; meningite fúngica de outras origens;
mucormicose (ficomicose); septicemia fúngica; esporotricose disseminada; infecções fúngicas das vias urinárias; meningoencefalite
amebiana primária; paracoccidioidomicose. Este fármaco não deve ser usado no tratamento de infecções fúngicas não invasivas. O
UNIANFnão tem efeito contra bactérias, rickettsias e vírus.
O produto pode ser administrado em pacientes imunocomprometidos com febre persistente e que não tiveram sucesso na resposta à
terapia antibacteriana apropriada.

4. CONTRAINDICAÇÕES
UNIANFé contraindicado na insuficiência renal e em pacientes que tenham demonstrado hipersensibilidade à anfotericina B ou a
algum outro componente da formulação, a menos que, na opinião do médico, a condição que requer o tratamento envolva risco de
morte e seja sensível somente à terapia com anfotericina B.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO

2

Instruções de uso
O pó estéril e liofilizado é apresentado em frascos contendo 50 mg de anfotericina B, adicionado de desoxicolato de sódio. O
conteúdo do frasco deve ser dissolvido, com agitação, em 10 mL de diluente, água para injetáveis, obtendo-se uma solução de 5
mg/mL. Para uma solução com concentração final de 0,1 mg/mL deve adicionar 490 mL de solução aquosa de glicose 5%.

Atenção: soluções de cloreto de sódio ou conservantes não devem ser usadas porque causam precipitação do produto. Antes da
aplicação da anfotericina B deve-se evitar lavar o cateter com solução fisiológica. Para tal recomendamos que, neste caso, seja
utilizada solução glicosada a 5%.
As soluções que apresentem algum precipitado ou materiais estranhos devem ser rejeitadas. O medicamento deve ser protegido da
luz durante a administração.
Estabilidade de produto reconstituído: após a reconstituição, as soluções concentradas (5 mg/mL) em água para injetáveis,
mantém sua potência durante 24 horas em temperatura ambiente e protegidas da luz, ou por uma semana em refrigerador. As
soluções diluídas para infusão endovenosa (0,1 mg/mL ou menos) em glicose a 5% injetável devem ser utilizadas imediatamente
após efetuada a diluição.
Informação adicional: a preparação reconstituída é uma suspensão coloidal. Portanto, os filtros de membrana na linha de infusão
endovenosa poderão extrair quantidades de medicamento clinicamente significativas. Em caso de se intercalarem filtros de
membrana na linha, o diâmetro médio do poro deverá ser de 1 micra ou maior.

POSOLOGIA UNIANF

deve ser administrado por infusão endovenosa lenta, aplicando durante um período de aproximadamente 2 a 6 horas,
observando-se as precauções usuais para a terapêutica endovenosa. A concentração recomendada para infusão é de 0,1 mg/mL (1
mg/10mL).
A tolerância dos pacientes ao UNIANF é muito variada e a dose deve ser ajustada às necessidades individuais de cada paciente (p.
ex.: local e intensidade da infecção, agente etiológico, etc.). Normalmente, a terapia é iniciada com uma dose diária de 0,25 mg/kg
de peso corpóreo administrada por um período entre 2 a 6 horas. Apesar de não estar comprovado o prognóstico de intolerância,
pode ser preferível aplicar uma dose-teste inicial (1 mg em 20 mL de solução glicosada a 5%), administrada endovenosamente por
20 a 30 minutos. A temperatura do paciente, pulso, respiração e pressão arterial devem ser anotados a cada 30 minutos durante 2 a 4
horas. Um paciente com uma infecção fúngica grave rapidamente progressiva, com boa função cardiopulmonar e que tolere a dose-
teste, sem uma reação grave, pode receber 0,3 mg/kg de anfotericina B endovenosamente por um período de 2 a 6 horas. Uma
segunda dose menor, i. e., 5 a 10 mg, é recomendada para os pacientes com disfunção cardiopulmonar ou para os que apresentaram
reação grave à dose-teste. As doses podem ser gradualmente aumentadas em 5 a 10 mg/dia para uma dose diária final de 0,5 a 1,0
mg/kg.
Atualmente os dados disponíveis são insuficientes para definir a dose total e a duração do tratamento necessária para a erradicação
de micoses específicas (p.ex.: mucormicose). A dose ideal é desconhecida. A dose diária total pode chegar até 1,0 mg/kg de peso
corpóreo ou até 1,5 mg/kg quando administrada em dias alternados, em infecções causadas por patógenos menos sensíveis.

CUIDADO

em nenhuma circunstância a dose total diária deverá exceder a 1,5 mg/kg. Uma superdose de anfotericina B pode
resultar em parada cardiorrespiratória (ver item 11. “Superdose”).

Candidíase
Em infecções disseminadas e/ou graves por Candida, as doses usuais de anfotericina B variam de 0,4 a 0,6 mg/kg/dia por 4 semanas
ou mais. Doses de até 1mg/kg/dia podem ser necessárias dependendo da gravidade da infecção. O tratamento persiste até que se
observe claramente uma melhora clínica, podendo haver necessidade de se administrar doses cumulativas totais de até 2 a 4g em
adultos. Doses menores (0,3 mg/kg/dia) podem ser empregadas em circunstâncias especiais, por exemplo, em caso de esofagite
(causada por Candida) resistente à terapia local, ou quando a anfotericina B é usada em associação com outros agentes antifúngicos.

Criptococose
A terapia da criptococose com anfotericina B em pacientes não imunodeprimidos normalmente requer doses de 0,3mg/kg/dia por
períodos de aproximadamente 4-6 semanas ou até que as culturas semanais deem resultados negativo durante 1 mês. Em pacientes
imunodeprimidos e/ou naqueles com meningite, a anfotericina B pode ser administrada em associação com outros agentes
antigúngicos por 6 semanas. Doses diárias maiores de anfotericina B podem ser necessárias em pacientes gravemente enfermos ou
em pacientes em tratamento com anfotericina B isolada. Em pacientes com meningite criptococócica e com Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (SIDA), podem ser necessárias doses maiores (0,7 – 0,8/kg/dia) e o tratamento pode se estender por 12
semanas. Em pacientes que desenvolveram a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), cujas culturas dão resultado
negativo após um ciclo padrão de tratamento, pode-se considerar uma terapia crônica supressora, por exemplo, de 1 mg/kg/semana.

Coccidiodomicose
Em coccidiodomicose primária que requer tratamento, administra-se anfotericina B em doses de 1,0 até um máximo de 1,5
mg/kg/dia, com doses acumuladas de 0,5 a 2,5 g em adultos, dependendo da gravidade e do local da infecção. Na meningite
coccidiodoidal, podem ser necessárias administrações sistêmicas e intratecal, de acordo com as referências padrões (por exemplo:
Stevens, D. A. – capítulo 244 do Principles and Practice of Infectious Diseases, 3 ed., Mandell, Douglas, Bennett, Churchill
Livingstone, New York, 1990).

Blastomicose
Em pacientes gravemente enfermos devido à blastomicose, recomenda-se doses de 0,3 a 1 mg/kg/dia do produto, com dose
acumulada de 1,5 a 2,5 g em adultos.

Histoplasmose
Em casos de histoplasmose pulmonar crônica ou disseminada, recomenda-se geralmente doses aproximadas de 0,5 a 1 mg/kg/dia,
com doses acumuladas de 2 a 2,5 g em adultos.

Aspergilose
A aspergilose tem sido tratada com anfotericina via E. V. por um período de até 11 meses. Doses de 0,5 a 1 mg/kg/dia ou mais e
doses acumuladas de 2 a 4 g em adultos podem ser necessárias em casos de infecções graves (por exemplo, pneumonia ou
fungemia).
A duração do tratamento para micoses graves pode ser de até 6 a 12 semanas ou mais.

3


Mucormicose rinocerebral
Esta doença fulminante geralmente ocorre em associação com cetoacidose diabética. É imperativo que a rápida recuperação do
controle diabético seja realizada para que o tratamento com anfotericina B seja bem sucedido. Uma vez que a mucormicose
rinocerebral geralmente segue um curso rapidamente fatal, a conduto terapêutica deve ser necessariamente mais agressiva do que
aquela usada em micoses mais indolentes e as doses de anfotericina B variam de 0,7 a 1,5 mg/kg por dia.

7. ADVERTÊNCIAS
A anfotericina B pode ser o único tratamento eficaz disponível para as moléstias fúngicas potencialmente fatais. Em cada caso, os
prováveis benefícios em termo de sobrevida devem ser pesados contra os possíveis riscos e efeitos adversos perigosos.

Gerais
A anfotericina B deve ser administrada somente por via endovenosa e para pacientes sob supervisão clínica rigorosa por pessoas
devidamente treinadas. Deve ser reservado para o tratamento de pacientes com infecções fúngicas progressivas e potencialmente
fatais causadas por organismos sensíveis (ver item 3. “Indicações”). Deve ser utilizado somente em pacientes hospitalizados.
Durante o emprego endovenoso de anfotericina B, é comum a ocorrência de reações agudas tais como: calafrios, febre, anorexia,
náuseas, vômitos, cefaleias, mialgia, artralgia e hipotensão.
A infusão endovenosa rápida, em menos de 1 hora, particularmente em pacientes com insuficiência renal, tem sido associada à
ocorrência de hipercalemia e arritmias, e deve, portanto, ser evitada (ver item 6. “Posologia”). Relata-se leucoencefalopatia após a
administração de anfotericina B em pacientes submetidos à irradiação total do corpo.
A função renal deve ser frequentemente monitorizada durante a terapia com anfotericina B (ver item 10. “Reações Adversas a
Medicamentos”). É também aconselhável monitorizar as funções hepáticas, os eletrólitos séricos (principalmente o magnésio e o
potássio), leucograma e eritrograma. As respostas laboratoriais poderão orientar o reajuste das dosagens subsequentes.
Sempre que a medicação for interrompida por um prazo superior a 7 dias, a terapia deverá ser reinstituída inicialmente com o menor
nível de dose, ou seja, 0,25 mg/kg de peso, seguida de aumento gradual como está mencionado no item 6. “Posologia”.

Testes laboratoriais
Os pacientes devem ser monitorizados quanto à concentração de nitrogênio uréico no sangue (BUN) e concentração sérica de
creatinina.
Caso a dose esteja sendo aumentada, deve-se realizar estes testes em dias alternados e, posteriormente, uma vez por semana, durante
o tratamento. Caso o BUN e a creatinina aumentem as concentrações clinicamente significativas, poderá ser necessário suspender a
medicação até que a função renal melhore.

Carcinogênese, mutagênese e comprometimento da fertilidade
Não foram realizados estudos em longo prazo em animais para se avaliar o potencial carcinogênico, nem estudos para se determinar
a mutagenicidade ou se esta medicação afeta a fertilidade em machos e fêmeas.

Gravidez
Categoria de risco B. A anfotericina B atravessa a barreira placentária. Estudos de reprodução em animais não evidenciaram danos
para o feto atribuídos à infusão endovenosa de anfotericina B. Observam-se bons resultados na utilização de anfotericina B em
gestantes portadoras de infecções fúngicas sistêmicas, não sendo observados efeitos indesejáveis sobre os fetos; entretanto, o
número de casos relatados é pequeno. Baseado nos estudos de reprodução em animais e pelo fato de não terem sido conduzidos
estudos adequados e bem controlados com mulheres grávidas, este medicamento deverá ser empregado durante a gravidez com
cuidado e somente se os prováveis benefícios a serem obtidos com a medicação prevalecerem sobre os potenciais riscos envolvidos
ao feto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação
Não se sabe se anfotericina B é excretado no leite humano. Da mesma forma, os dados são conflitantes com relação à extensão da
absorção por via oral, se ela existe. Devido ao fato de que muitas drogas são excretadas no leite humano e considerando-se a
toxicidade potencial da anfotericina B, é prudente aconselhara as mães a suspenderem a lactação.

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso idosos
Não há recomendações especiais para pacientes idosos.

Uso pediátrico
A segurança e eficácia do uso em pacientes pediátricos não foram estabelecidas por estudos adequados e bem controlados. Infecções
fúngicas sistêmicas têm sido tratadas em pacientes pediátricos sem relato de efeitos adversos incomuns.

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
A anfotericina B pode apresentar interações quando utilizada concomitantemente com:
- fármacos depressores da medula óssea;
- radioterapia;
- fármacos eliminadores de potássio;
- medicações nefrotóxicas: cisplatina, pentamidina, aminoglicosídeos e ciclosporina – podem potencializar a toxicidade renal e,
portanto o uso concomitante com anfotericina B deve ser feito com grande cautela.
- corticosteroides e A.C.T.H. (corticotrofina) – podem potencializar a hipocalemia induzida pela anfotericina B.
- agentes cujos efeitos ou toxicidades possam ser aumentados pela hipocalemia glicosídeos digitálicos, relaxantes da musculatura
esquelética e agentes antiarrítmicos.
- flucitosina – o uso concomitante pode aumentar a toxicidade da flucitosina, possivelmente pelo aumento da sua captação celular
e/ou prejudicando sua excreção renal.
- tranfusão de leucócitos – embora não observada em todos os estudos, reações pulmonares agudas foram observadas em pacientes
que receberam anfotericina B durante ou logo após transfusões de leucócitos; portanto, recomenda-se distanciar estas infusões o
maior tempo possível e monitorizar as funções pulmonares.

4

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Embora alguns pacientes possam tolerar a dose total de anfotericina B sem dificuldades, a maioria apresenta algumas intolerâncias,
particularmente durante o início da terapia. Sua intolerância poderá ser minimizada pela administração de aspirina, outros
antipiréticos (por ex.: acetaminofeno), anti-histamínicos ou antieméticos. A meperidina (25 a 50 mg EV) tem sido utilizada em
alguns pacientes para diminuir a duração dos calafrios e da febre após a terapia com anfotericina B.
A administração endovenosa de doses baixas de corticosteroides adrenais, imediatamente antes ou durante a infusão de anfotericina
B, pode ajudar a diminuir as reações febris. A corticoterapia deverá ser mantida ao mínimo (ver item 9. “Interações
Medicamentosas”).
A adição de heparina (1.000 unidades por infusão), a mudança do local de aplicação, o uso de agulha pediátrica (scalp) e o esquema
de dias alternados podem diminuir a incidências de tromboflebite. O extravasamento pode causar irritação química.

As reações adversas observadas são:

Gerais: as reações de hipersensibilidade incluem anafilaxia, trombocitopenia, eritema, dores generalizadas e convulsões. Entre os
efeitos tóxicos e irritantes estão febre (às vezes acompanhada de calafrios que ocorrem habitualmente 15 a 20 minutos após o início
do tratamento); mal-estar, perda de peso e rubor.

Dermatológicas: erupção cutânea particularmente a maculopapular, prurido. Raríssimos relatos da Síndrome de Stevens-Johnson.
Gastrintestinais: anorexia, náusea, vômitos, diarreia, dispepsia e dor epigástrica espasmódica.
Reações menos comuns: anormalidades nos testes da função hepática, icterícia, insuficiência hepática aguda, gastrenterite
hemorrágica, melena.
Hematológicas: anemia normocrômica e normocítica.
Locais: dor no local da aplicação endovenosa, com ou sem flebite, ou tromboflebite. Reações menos comuns: agranulocitose,
alterações da coagulação, trombocitopenia, leucopenia, eosinofilia, leucocitose.
Cardiovasculares: parada cardíaca, arritmias, incluindo fibrilação ventricular, insuficiência cardíaca, hipertensão, hipotensão,
choque.

Pulmonares: dispneia, broncoespasmo, edema pulmonar não cardíaco, pneumonite hipersensitiva.
Musculoesquelético: dor generalizada, incluindo dores musculares e articulares.
Neurológica: enxaqueca.

Reações menos comuns: convulsões, perda da audição, zumbido, vertigem transitória, visão turva ou diplopia, neuropatia
periférica, encefalopatia (ver item 7. “Advertências”), outros sintomas neurológicos.
Renais: diminuição e anormalidades da função renal, incluindo: azotemia, aumento da creatinina sérica, hipocalemia, hipostenúria,
acidose tubular renal e nefrocalcinose, geralmente reversíveis com a interrupção da terapia.
Reações menos comuns: hipomagnesemia, hipercalemia, insuficiência renal aguda, anúria, oligúria. Entretanto danos de caráter
permanente ocorrem com frequência, especialmente nos pacientes recebendo grandes quantidades cumulativas (acima de 5 g) de
anfotericina B. Terapia concomitante com diuréticos pode representar fator de pré-disposição ao comprometimento renal, ao passo
que a repleção ou a suplememtação de sódio podem reduzir a ocorrência de nefrotoxicidade.
Alérgicas: reações anafilactoides ou outras reações alérgicas.

11. SUPERDOSE
A superdose do UNIANF pode provocar problemas renais e eletrolíticos, podendo resultar em parada cardiorrespiratória. Se houver
suspeita de superdose, descontinuar a terapia e monitoriza o estado clínico do paciente (funções cardiorrespiratória, renal e hepática,
condição hematológica, eletrólitos séricos) e administrar terapia de suporte conforme necessário. A anfotericina B não é
hemodialisável. Antes da reinstituição da terapia, o estado do paciente deve estar estabilizado (incluindo-se correção das
deficiências eletrolíticas, etc.). Para evitar a superdose, não exceder a dose diária de 1,5 mg/kg.

12. ARMAZENAGEM
Manter o produto em sua embalagem original e conservar sob refrigeração (temperatura entre 2º e 8ºC) e proteger da luz.

- Cuidados de conservação depois da abertura
Após a reconstituição, as soluções concentradas (5 mg/mL) em água para injetáveis, mantém sua potência durante 24 horas em
temperatura ambiente e protegidas da luz, ou por uma semana em refrigerador. As soluções diluídas para infusão endovenosa (0,1
mg/mL ou menos) em glicose a 5% injetável devem ser utilizadas imediatamente após ser efetuada a diluição.
O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação vide cartucho.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA


USO RESTRITO A HOSPITAIS


Número do lote, data da fabricação e data da validade: vide cartucho

Registro MS – 1.0497.0223

UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA

NACIONAL S/A


Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90 - Embu-Guaçu – SP

CEP

06900-000 CNPJ 60.665.981/0001-18
Indústria Brasileira

Farm. Resp.: Florentino Jesus Krencas
CRF-SP nº 49136

Fabricado na unidade fabril:
Rua Coronel Luiz Tenório de Brito, 90 – Bairro Centro
Embu-Guaçu –

SP - CEP

06900-000

CNPJ

60.665.981/0001-18

5

Indústria Brasileira

SAC 0800 11 1559

6

Anexo B

Histórico de Alteração para a Bula







Dados da submissão eletrônica

Dados da petição/notificação que altera bula

Dados das alterações de bulas

Data do

expediente

Nº do

expediente

Assunto

Data do

expediente

Nº do

expediente

Assunto

Data de

aprovação

Itens de Bula

Versões

(VP / VPS)

Apresentações

relacionadas

14/10/2015

Gerado no

momento do

protocolo

10756 – SIMILAR –
Notificação

de

Alteração de Texto
de

Bula

para

Adequação

a

intercambialidade

14/10/2015

Gerado no

momento do

protocolo

10756 – SIMILAR –
Notificação

de

Alteração de Texto
de

Bula

para

Adequação

a

intercambialidade

14/10/2015

IDENTIFICAÇÃO
DO PRODUTO

VP/VPS

Pó para solução

injetável



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
  2. Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
  3. Candidíase: ?? o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
  4. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  5. Encefalite: Inflamação do tecido encefálico produzida por uma infecção viral, bacteriana ou micótica (fungos).
  6. Endocardite: Inflamação produzida em geral por uma infecção bacteriana do tecido que reveste as válvulas e cavidades cardíacas, podendo produzir-se, em conseqüência da mesma, ruptura das cordas tendíneas e elementos valvulares. ?? uma doença grave, que necessita de tratamento antibiótico prolongado.
  7. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  8. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  9. Imunodeficiência: Distúrbio do sistema imunológico que se caracteriza por um defeito congênito ou adquirido em um ou vários mecanismos que interferem na defesa normal de um indivíduo perante infecções ou doenças tumorais.
  10. Leucocitose: Aumento da contagem de leucócitos no sangue periférico como resposta a uma infecção, inflamação ou outra agressão externa.
  11. Neuropatia: Doença que afeta a um (mononeuropatia) ou vários nervos (polineuropatia). Seus sintomas dependem da localização e tipo de nervo comprometido, podendo ser motores (fraqueza muscular) ou sensitivos (diminuição da sensibilidade, dor). Entre suas causas figuram certos tóxicos, distúrbios metabólicos, infecções, doenças degenerativas, etc.
  12. Oligúria: Eliminação de urina em volume inferior a 500 ml por dia. ?? produzida por desidratação, estados de choque (ver), infecções graves, insuficiência renal, etc.
  13. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  14. Pápula: Uma pequena lesão endurecida, elevada, da pele.
  15. Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.

Síguenos

X