Uriprim

Para que serve Uriprim

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


Folheto informativo: Informação para o utilizador Uriprim 100 mg comprimidos
Alopurinol
Leia atentamente este folheto antes de
começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si . Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente . Caso tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros . O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença . Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não
indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.
O que contém este folheto: 1. O que é URIPRIM e para que é utilizado
2. O que precisa de saber a ntes de tomar URIPRIM 3. Como tomar URIPRIM
4. Efeitos secundários possíveis
5. Como conservar URIPRIM 6. Conteúdo da embalagem e o utras informações

1. O que é URIPRIM e para que é utilizado Este medicamento é usado no tratamento da hiperuricemia primária da gota (no intervalo das
crises). Tratamento da hiperuricemia secundária à policitemia vera, metaplasia mielóide e
outras discrasias sanguíneas. Tratamento da hiperuricemia secundária da doença de Lesch-
Nyhan. Profilaxia da hiperuricemia e da calculose renal em doentes com leucemias, linfomas ou
outras doenças malignas, particularmente no início da quimioterapia ou da radioterapia anti-
neoplásica. A hiperuricemia não é, por si só, uma indicação para a utilização de alopurinol.

O que precisa de saber antes de tomar URIPRIM

Não tome

URIPRIM


- se tem alergia ao alopurinol ou a qualquer outro componente deste medicamento
(indicados na secção 6).
- se está gravida (sobretudo no 1º trimestre) ou a amamentar.
- nas crianças, exceto no caso de hiperuricemia da doença de Lesh-Nyhan e de doenças
malignas, e na profilaxia da hiperuricemia de doenças malignas.
- nas crises agudas de gota.

Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar URIPRIM.
Deve reduzir-se a dose em doentes com insuficiência renal ou hepática. Recomenda-se
precaução na administração de alopurinol a doentes em tratamento com anti-hipertensores (ex.
Diuréticos ou IECAs) ou que sofram de insuficiência cardíaca, pois pode ocorrer falência renal
concomitante.
A hiperuricemia assintomática, por si só, não é uma indicação para a utilização de alopurinol. O
tratamento da causa subjacente, medidas dietéticas e alterações na ingestão de líquidos poderão
corrigir a situação.
O alopurinol pode aumentar a frequência de crises agudas de gota durante os primeiros 6-12
meses de terapêutica, por isso devem ser administradas doses profiláticas de colquicina
concomitantemente durante os primeiros 3 a 6 meses de tratamento com alopurinol. Nas crianças, o alopurinol só deve ser utilizado no tratamento da hiperuricemia da doença de
Lesh-Nyhan e de doenças malignas, e na profilaxia da hiperuricemia de doenças malignas (no
início da quimioterapia e da radioterapia). Embora tal possibilidade seja rara, a fim de evitar a formação de cálculos renais de xantina,
deve aconselhar-se a ingestão abundante de líquidos durante os tratamentos crónicos com
alopurinol. As doses mais elevadas de alopurinol diminuem a xantinúria e aumentam
proporcionalmente a hipoxantinúria, o que também é uma medida profilática da calculose renal,
uma vez que a hipoxantina é muito mais solúvel que a xantina.
A dose de alopurinol deve ser reduzida para metade nos grandes insuficientes renais (depuração
de creatinina inferior a 10 ml).
Caso o doente esteja medicado com anticoagulantes orais, os controlos da taxa de protrombina
deverão ser mais próximos.
Foram notificadas reações com erupções cutâneas graves (síndrome de
hipersensibilidade, síndrome de Stevens-Johnson e de necrólise epidérmica tóxica) com
a utilização de alopurinol. À erupção cutânea associam-se frequentemente úlceras na
boca, garganta, nariz, genitais e conjuntivite (olhos vermelhos e inchados). Estas
erupções cutâneas graves são frequentemente antecedidas por sintomas semelhantes à
gripe (febre, dor de cabeça, dores no corpo generalizadas). A erupção cutânea pode
progredir para bolhas e descamação da pele generalizadas. Estas reações cutâneas
graves podem ser mais frequentes em pessoas de origem chinesa Han ou tailandesa.
Se desenvolver uma erupção ou algum destes sintomas na pele, pare de tomar
alopurinol e contacte imediatamente o seu médico.

O risco de ocorrerem reações cutâneas graves é maior nas primeiras semanas de
tratamento.

Se tiver desenvolvido síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica com
o uso de alopurinol, não deve reiniciar a terapêutica com esta substância ativa em
qualquer circunstância.
Crianças
Para mais informação ver Advertências e precauções.

Outros medicamentos e URIPRIM
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente
outros medicamentos, incluindo medicamentos sem receita médica.
Os citostáticos azatioprina e 6-mercaptopurina são metabolizados pela xantinoxídase,
pelo que o alopurinol, inibindo esta enzima, diminui drasticamente a metabolização dos
referidos fármacos (necessidade de reduzir a dose destes compostos). Os Uricosúricos
aumentam a excreção de alopurinol e, sobretudo, do seu metabolito ativo, pelo que há
necessidade de aumentar a dose de alopurinol se a este se associa um uricosúrico. Deve-
se evitar o uso concomitante de alopurinol e amoxicilina ou ampicilina, porque pode
haver aumento da frequência de rash cutâneo. Deve-se evitar o uso concomitante de
alopurinol e clorpropamida, porque pode haver risco aumentado de prolongamento da
atividade hipoglicémica da clorpropamida. O alopurinol pode interferir com a
metabolização hepática dos cumarínicos (anticoagulantes orais).
Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte
o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez URIPRIM deve ser usado durante a gravidez só quando for claramente necessário.

A mamentação Dado que URIPRIM passa para o leite, não é aconselhável administrá-lo às mulheres que
amamentam.

Condução de veículos e utilização de máquinas:
Este medicamento pode provocar sonolência ou vertigens, podendo alterar a capacidade de
reação, mesmo nas doses recomendadas, pelo que a capacidade de condução de veículos ou
utilização de máquinas pode ser prejudicada.

URIPRIM contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a
alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar

URIPRIM

Tomar este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico . Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
A dose recomendada é:
Adultos – Iniciar o tratamento com 100 mg por dia e ir aumentando, semanalmente, 100 mg até
normalização das concentrações plasmáticas de ácido úrico. A dose média diária é, para o adulto, de 100 a 200 mg, pois raramente são necessárias doses diárias mais altas (até 600 mg).
Só excecionalmente se utilizam doses mais altas, de 700 a 800 mg por dia, nos casos de
hiperuricemias secundárias ao uso de citostáticos e de algumas situações de gota tofácea grave.
As doses até 300 mg devem ser tomadas de uma só vez, após as refeições. Quando são
necessárias mais de 300 mg por dia, a dose diária deve ser repartida por 2 ou 3 administrações.
A dose de manutenção no tratamento da gota é, em média, de 200 a 300 mg por dia, a qual deve
manter-se enquanto não for possível reduzir a hiperuricemia por meios dietéticos, ou até o
Médico entender que deve recorrer a outro tipo de antigotoso.
Utilização em crianças A dose mais vezes aconselhável é de cerca de 8 mg/kg, após as refeições, em 1 ou 2
administrações diárias. O tratamento só deve ser instituído se houver indicação clara para o uso
do alopurinol e apenas durante algumas semanas (fase inicial da quimioterapia ou radioterapia
anti-neoplásica); só no tratamento da hiperuricemia da doença de Lesch-Nyhan o tratamento
deve manter-se enquanto for possível. Tanto nas crianças como nos adultos submetidos a doses
elevadas de alopurinol é conveniente alcalinizar a urina e ingerir bastantes líquidos, de forma a
assegurar uma diurese abundante.

Quando há insuficiência renal, a dose de alopurinol deve ser reduzida (para metade se a
insuficiência renal for acentuada).

Se tomar mais URIPRIM do que deveria:
Não estão descritos casos de sobredose ou de intoxicação aguda com o alopurinol. Será de
esperar, em tal ocorrência, a possibilidade de calculose renal e, eventualmente, agressão
hepática e da medula óssea. O tratamento será de suporte geral, após monitorização das funções
renal, hepática e da medula óssea. Deve alcalinizar-se a urina e proceder-se à administração de
grandes quantidades de líquidos.

Caso se tenha esquecido de tomar

URIPRIM


Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico
ou farmacêutico.
4. Efeitos secundários possíveis Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários , embora estes não se manifestem em todas as pessoas .
Os efeitos secundários são de pouca importância e de baixa incidência, desde que as doses
iniciais sejam pequenas e se vão aumentando progressivamente. Podem ocorrer raras reações de
hipersensibilidade (erupção pruriginosa, macular ou maculopapular; eosinofilia, febre e
mialgias). Ocasionalmente aparecem fenómenos dispépticos benignos, tonturas e cefaleias. No
início do tratamento com o alopurinol podem ocorrer crises agudas de gota, pelo que se
aconselha, nessa fase, o uso concomitante de colquicina. Há um caso descrito na literatura de
suspeita de meningite asséptica induzida por alopurinol.
Se desenvolver algum destes sintomas, pare de tomar os seus comprimidos e fale
imediatamente com o seu médico: Raros (afetam menos de 1 em cada 1000 pessoas)
- febre e arrepios, dor de cabeça, dores musculares (sintomas semelhantes à gripe) e
mal-estar geral
- quaisquer alterações na sua pele e incluindo, por exemplo, úlceras na boca, garganta,
nariz, genitais e conjuntivite (olhos vermelhos e inchados), bolhas ou descamação da
pele generalizadas
- reações de hipersensibilidade graves incluindo febre, erupção cutânea, dores nas
articulações e alterações nas análises de sangue e fígado (estas podem ser sinais de
distúrbio de hipersensibilidade envolvendo múltiplos órgãos). Foram notificadas
erupções cutâneas potencialmente perigosas para a vida (síndrome de Stevens-Johnson,
necrólise epidérmica tóxica) (ver secção 2). Se tiver quaisquer efeitos secundários , incluindo possíveis efeitos secundários não mencionados neste folheto fale com o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar

URIPRIM

Manter fora da vista e do alcance das crianças. Conservar na embalagem de origem. Não conservar acima de 25ºC.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no embalagem
exterior, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte
ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas
ajudarão a proteger o ambiente.

Conteúdo da embalagem e outras informações Qual a composição de URIPRIM

A substância ativa é o alopurinol. Os outros excipientes são a lactose, o amido de milho,
a povidona e o estearato de magnésio.

Qual o aspeto de URIPRIM e conteúdo da embalagem

Os comprimidos de URIPRIM são circulares de cor branca, biconvexos, gravados Bial
numa das faces e UR ranhura na outra.

URIPRIM está disponível em embalagens de 20 e 60 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as embalagens.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado
InterBIAL - Produtos Farmacêuticos, S.A.
À Av. da Siderurgia Nacional
4745-457 S. Mamede do Coronado
Portugal

Fabricante
BIAL - Portela & Cª, S.A.
À Av. da Siderurgia Nacional
4745-457 S. Mamede do Coronado
Portugal
Este folheto foi revisto pela última vez em


DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
  2. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  3. Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
  4. Pápula: Uma pequena lesão endurecida, elevada, da pele.
  5. Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
  6. Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.

Síguenos

X