Urispas

Para que serve Urispas

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


APROVADO EM 06-12-2007 INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO


URISPÁS, 200 mg, comprimidos revestidos
Cloridrato de Flavoxato

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.
- conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.
- caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.
- este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento poder
ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.
Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários
não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.


Neste folheto:
1 – O que é URISPÁS e para que é utilizado
2 – Antes de tomar URISPÁS
3 – Como tomar URISPÁS
4 – Efeitos secundários possíveis
5 – Como conservar URISPÁS
6 – Outros informações

– O que é URISPÁS e para que é utilizado

Grupo farmacoterapêutico: 7.4.2.2. Aparelho geniturinário. Outros medicamentos usados
em disfunções geniturinárias. Medicamentos usados nas perturbações de micção.
Medicamentos usados na incontinência urinária

Indicações Terapêuticas
Tratamento dos sintomas de disúria, urgência miccional, nictúria, dor suprapúbica e
incontinência, que acompanham afecções da bexiga e da próstata, tais como cistite,
cistalgia, prostactite, uretrite, uretrocistite, uretrotrigonite.

Tratamento sintomático antiespasmódico das vias urinárias associado a cateterismo e
citoscopia.

Sequelas das intervenções cirúrgicas às vias urinárias inferiores;

Tratamento dos estados espástico-dolorosos das vias genitais femininas: algia pélvica,
dismenorreia, hipertonia e disquinésia uterina.


APROVADO EM 06-12-2007 INFARMED



– Antes de tomar URISPÁS Não tome URISPÁS

Se tem alergia (hipersensibilidade) à substãncia activa, Cloridrato de Flavoxato, ou a
qualquer outro componente de URISPÁS


Tome especial cuidado com URISPÁS

Precauções Especiais de Utilização

O produto deve ser administrado com cuidado em doentes nos quais se suspeita de
glaucoma. Como acontece com qualquer outro produto, deve igualmente ter-se cuidado
na sua administração durante a gravidez, particularmente durante o primeiro trimestre.

Quando estão presentes sintomas de infecção urinária, deve ser instituída a terapêutica
antibiótica adequada e, quando justificado, o isolamento do agente bacteriano por meio
de urocultura.
URISPÁS contém na sua constituição lactose, pelo que não deverá ser utilizado em
indivíduos com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de
Lapp lactose ou má absorção de glucose-galactose.

Crianças com idade inferior a 12 anos:

Interditar o uso deste medicamento.

Doentes com patologias especiais:

URISPÁS deve ser administrado com cuidado em doentes nos quais se suspeita de
glaucoma e nos doentes com uropatia obstrutiva do tracto urinário inferior gravemente
descompensada.


Tomar URISPÁS com outros medicamentos
Não são conhecidas interacções específicas, sendo de admitir a ocorrência das interacções
típicas dos anticolinérgicos (com antiarritmicos, antidepressivos tricíclicos,
antihistamínicos e antipsicóticos).
Informe o seu médico ou farmacêutico se tiver a tomar ou tiver tomado recentemente
outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.


Gravidez e aleitamento: APROVADO EM 06-12-2007 INFARMED
Não existem estudos clínicos devidamente controlados nesta população, pelo que deverá
o critério médico ponderar o eventual benefício contra o potencial risco.
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.



Condução de veículos e utilizalão de máquinas
No caso de ocorrerem efeitos secundários tais como turvação da visão e/ou sonolência, o
doente deverá abster-se da utilização de maquinaria ou da condução automóvel.

Informações importantes sobre alguns componentes de URISPÁS


Este medicamento contém lactose Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância
a alguns açucares, contacte-o antes de tomar este medicamento
Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23mg) de sódio por coprimido, ou seja
é praticamente “isento de sódio”


– Como tomar URISPÁS

Tomar URISPÁS sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu
médico ou farmacêutico se tiver dúvidas

Posologia usual com referência à dose máxima

Adultos:
Um comprimido revestido três a quatro vezes ao dia.

Crianças:
Urispás comprimidos não está indicado em crianças com menos de 12 anos de idade.


Modo e Via de Administração

Administração por via oral.
Ingerir os comprimidos revestidos inteiros, com água.


Indicação do momento mais favorável à administração de uma ou mais doses

Em doentes particularmente sensíveis podem ocorrer náuseas, vómitos ou secura de boca;
neste caso, o medicamento deverá ser tomado no final das refeições.

APROVADO EM 06-12-2007 INFARMED Duração do tratamento médio

Não aplicável.


Se tomar mais URISPÁS do que deveria
Até às 4 horas post-ingestão deverá proceder-se a uma lavagem gástrica. Manter
tratamento sintomático e encarar a hipótese de administração de um fármaco
parassimpatomimético

Caso se tenha esquecido de tomar URISPÁS
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico
ou farmacêutico.


– Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, URISPÁS pode causar efeitos secundários, no entanto
estes não se manifestam em todas as pessoas

Efeitos secundários:

As reacções adversas reportadas incluem náuseas, vómitos, boca seca, nervosismo,
vertigem, dor de cabeça, tontura, visão turva, tensão ocular aumentada, perturbações na
acomodação ocular, confusão mental, disúria, taquicardia e palpitação, hiperpirexia,
eosinofilia e leucopénia (um caso que foi reversível após descontinuação do fármaco).

Em casos isolados, podem ocorrer reacções anafilácticas, incluindo reacções cutâneas
(edema angioneurótico, urticária e outros) e reacções generalizadas até choque
anafiláctico.

Contra-indicações:

Hipersensibilidade ao Cloridrato de Flavoxato ou a qualquer dos excipientes.

Obstrução pilórica ou duodenal, lesão intestinal obstrutiva, hemorragia gastro-intestinal,
acalasia e uropatias obstrutivas do trato urinário inferior gravemente descompensadas.


Avisos
APROVADO EM 06-12-2007 INFARMED Os medicamentos, para lá da sua acção benéfica poderão originar efeitos desagradáveis
não desejados. Na rubrica EFEITOS SECUNDÁRIOS estão mencionados os mais usuais.
No caso de detectar algum diferente deverá comunicá-lo ao seu médico ou farmacêutico.

Antes de tomar esta medicação deverá certificar-se que ela se encontra dentro do prazo de
validade, o qual está mencionado na embalagem.

– Como conservar URISPÁS Manter fora do alcance e da vista das crianças

Não utilize URISPÁS após o prazo de validade impresso no rótulo. O prazo de validade
corresponde ao último dia do mês indicado

Precauções particulares de conservação

Não conservar acima de 25ºC



– Outros informações Qual a composição de URISPÁS

A substância activa é o Cloridrato de Flavoxato.(200 mg)
Os outros componentes são:
Excipientes: lactose, Amido-glicolato de sódio, polivinil-pirrolidona, talco, estearato de
magnésio e celulose microcristalina

Revestimento: hipromelose, éster do macrogol, celulose microcristalina, macrogol 6000,
dióxido de titânio e estearato de magnésio



Qual o aspecto e conteúdo da embalagem
Embalagens de 15 e 60 comprimidos revestidos doseados a 200 mg de cloridrato de
Flavoxato.


Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Jaba Recordati, S. A. Lagoas Park, Edificio 5, Torre C, Piso 3 2740-298 Porto Salvo

Recordati Industria Chimica e Farmaceutica, S.p.A. APROVADO EM 06-12-2007 INFARMED Via Matteo Civitali, 1 Milano
Itália


Este folheto foi aprovado pela última vez em



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
  2. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  3. Incontinência: Incapacidade de controlar o esvaziamento da bexiga ou do reto. Como resultado produz-se perda de urina ou matéria fecal involuntariamente. As pessoas com incontinência podem apresentar um defeito adquirido ou congênito no mecanismo esfincteriano, ou alguma anormalidade neurológica que as impeça de reconhecer o estado de plenitude da bexiga ou reto e de promover esvaziamento destes quando for conveniente.
  4. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  5. Glaucoma: Aumento da pressão intra-ocular que se manifesta por dor de cabeça, olho vermelho e, se não tratado, pode produzir perda de visão a longo prazo.
  6. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  7. Palpitação: Percepção subjetiva dos batimentos cardíacos. Pode apresentar-se durante algumas arritmias cardíacas ou mesmo em pessoas com ritmo normal. Neste último caso, são distúrbios benignos associados a diversos distúrbios de ansiedade.
  8. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  9. Uretrite: Inflamação da uretra de causa geralmente infecciosa. Manifesta-se por ardor ao urinar e secreção amarelada drenada pela mesma. Em mulheres esta secreção pode não ser evidente.
  10. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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