XEFO

Para que serve XEFO

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


XEFO


lornoxicam
Biolab Sanus Farmacêutica Ltda. Comprimido Revestido
4 mg

BULA DO PROFISSIONAL DE SAÚDE


Xefo

lornoxicam

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

?

APRESENTAÇÕES

Comprimidos revestidos de 4 mg em embalagens com 4, 10, 20 e 30 comprimidos

USO ORAL USO ADULTO

?

COMPOSIÇÃO

Xefo 4 mgCada comprimido revestido contém:lornoxicam.......................................................... 4 mgExcipientes: estearato de magnésio, povidona, croscarmelose sódica, álcool isopropílico, celulosemicrocristalina, lactose monoidratada, macrogol, dióxido de titânio, talco, hipromelose e água.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE 1. INDICAÇÕES


Xefo

é destinado para:- tratamento da dor associada com lombociatalgia aguda;- tratamento da dor pós-cirurgia dental;- tratamento sintomático da dor e inflamação na osteoartrite;- tratamento sintomático da dor e inflamação na artrite reumatóide.

2.

RESULTADOS DE EFICÁCIA


Terapia analgésica em dores crônicas nas costas: estudo comparativo de lornoxicam, placebo e naproxenofoi realizado. Lornoxicam 4 e 8 mg, naproxeno 500 mg e placebo foram os grupos comparados. Osresultados apontaram para uma melhor eficácia de lornoxicam 8 mg entre os demais grupos3.Em 1994, foi realizado um estudo duplamente cego randomizado em seis centros austríacos. Os pacientessofriam há mais de três meses de lombalgias. Foi comparado o lornoxicam numa dosagem de 4 mg duasvezes por dia com o diclofenaco (50 mg/ 2 vezes ao dia). Não houve diferença na eficácia ou nos efeitossecundários entre o lornoxicam e o diclofenaco. O lornoxicam administrado na dosagem de 4 mg/ 2 vezesao dia é tão eficaz na lombalgia como o diclofenaco administrado na dosagem de 50 mg/ 2vezes aodia.8 Estudo randomizado, duplo cego, placebo controlado, dose-resposta do efeito analgésico de lornoxicamapós cirurgia de remoção do terceiro molar9. Foram avaliadas doses de lornoxicam de 4 a 32 mg,comparados com placebo e 10 mg de cetorolaco, concluindo que o lornoxicam é um analgésico efetivocom rápida ação e longa duração6. Em outro estudo de avaliação analgésica lornoxicam na dose de 2 mg eBiolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?1 8 mg foi comparado com placebo e ibuprofeno 400 mg, para alívio da dor dental pós cirúrgia5. Após acirurgia, lornoxicam 8 mg mostrou-se o mais efetivo de todos os tratamentos, sendo que o tempo para?remedicação? foi maior do que 10 horas em 52% dos pacientes do grupo de lornoxicam. Conclui-se quelornoxicam é um analgésico não esteroidal efetivo e de longa duração. Em estudo duplo-cego randomizado, o lornoxicam, administrado na dose de 4 mg 3vezes/dia, foicomparado com 50 mg do diclofenaco 3 vezes/dia durante três semanas em 316 doentes sofrendo deartrite reumatóide. As duas substâncias mostraram a mesma eficácia em vários parâmetros funcionais, talcomo o índice Ritchie, a escala analógica visual (VAS), a rigidez matinal (MSK) e a força deencerramento do punho (FSK).4Em estudo comparativo de dois regimes de dosagem de lornoxicam (4 e 8 mg, duas vezes ao dia) comnaproxeno 500 mg 2x ao dia em pacientes com artrite reumatóide, ambas as dosagens de lornoxicanforam mais efetivas que o naproxeno e mais seguras no tratamento a longo prazo de artrite reumatóide.1O lornoxicam, na dosagem de 6, 8 e 12 mg/dia, tem efeito na osteoartrite do quadril e da articulação dojoelho mostrando eficácia, segurança e boa tolerabilidade 2,7. Referência bibliográfica1- Bernstein RM, Frenzel W. A comparative study of 2 dosage regimens of Lornoxicam and a standarddosage of naproxen in patients with rheumatoid arthritis. European Journal of Clinical Research 1995;7:259-273.2- Berry H, Bird HA, Black C, Blake DR, Freeman AM, Golding DN et al. A double blind, multicentre,placebo controlled trial of lornoxicam in patients with osteoarthritis of the hip and knee. Annals of theRheumatic Diseases 1992; 51:238-242.3- Bias P, Kursten FW. Analgesic therapy in chronic low back pain: comparative study of lornoxicamversus placebo and naproxen. Der Schmerz 8[Suppl.1], S50, Abstract P70. 1994. 4- Caruso, I., Montrone, F., Boari, L., Davoli, C., Beyene, N. B., Caporali, R., and et al. Lornoxicamversus diclofenac in rheumatoid arthritis: a double-blind, multicenter study. Advances in Therapy 11(3),132-138. 1994.5- Cooper SA, Lucyk D, Smith B, Fielding A, Hersh EV, Macafee K et al. An analgesic evaluation oflornoxicam. Clinical Pharmacology and Therapeutics 1994; 55(2):126 (Abstr. PI-12).6- Desjardins PJ, Norris L, Doku HC, Papageorge M, Chase J. Analgesic efficacy of lornoxicam in dentalimpaction pain. Clinical Pharmacology & Therapeutics 1992; 51(2):123 (Abstr. PI-7)7- Kidd B, Frenzel W. A multicenter, randomized, double blind study comparing lornoxicam withdiclofenac in osteoarthritis. J Rheumatol 1996; 23(9):1605-1611.8- Mayrhofer F, Siegmeth W, Kolarz G, Singer F, Klein G, Scherak O et al. Amulticentre,randomised,double-blind study comparing Lornoxicam with conventional diclofenac inpatients with chronic low back pain. Annals of Experimental and Clinical Medicine 1994; 1(5-6):283-
290.9- Norholt SE, Sindet-Pedersen S, Bugge C, Branebjerg PE, Ersboll BK, Bastian HL. A randomized,double-blind, placebo-controlled, dose-response study of the analgesic effect of lornoxicam after surgicalremoval of mandibular third molars. J Clin Pharmacol 1995; 35(6):606-614.

3. CARACTERISTICAS FARMACOLÓGICAS


Biolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?2

FARMACODINÂMICA


Lornoxicam é um anti-inflamatório não esteróide (AINE) com propriedades analgésicas e pertencente àclasse dos oxicans. O modo de ação do lornoxicam é parcialmente baseado na inibição da síntese deprostaglandina (inibição da enzima cicloxigenase), levando à dessensibilização dos nociceptoresperiféricos e, conseqüentemente, de inibição da inflamação. Um efeito central na nocicepção que pareceser independente dos efeitos anti-inflamatórios também foi sugerido.Lornoxicam não tem efeito sobre os sinais vitais (por exemplo, temperatura corporal, frequênciarespiratória, frequência cardíaca, pressão arterial, ECG, espirometria).As propriedades analgésicas do lornoxicam foram demonstradas com sucesso em vários ensaios clínicosdurante o desenvolvimento do medicamento.Devido a uma irritação gastrintestinal local e um efeito ulcerogênico sistêmico relacionado com a inibiçãoda síntese de prostaglandinas, alterações gastrintestinais são efeitos adversos comuns após o tratamentocom lornoxicam, como pode ser visto com outros AINEs.

FARMACOCINÉTICA

Absorção

O lornoxicam é absorvido rapidamente e quase completamente pelo trato gastrintestinal. A concentraçãoplasmática máxima é alcançada após aproximadamente 1-2 horas. A biodisponibilidade absoluta dolornoxicam é 90-100%. Nenhum efeito de primeira passagem foi observado. A meia vida de eliminaçãomédia é de 3 a 4 horas.A administração de lornoxicam simultaneamente com as refeições reduz o Cmax em aproximadamente30% e aumenta o Tmax de 1,5 para 2,3 horas. A absorção do lornoxicam (calculado no AUC) pode serreduzida em até 20%.

Distribuição

Lornoxicam é encontrado no plasma na forma inalterada e como seu metabólito hidroxilado. A ligação àproteína plasmática do lornoxicam é 99% e não é dependente da concentração.

Metabolismo

Lornoxicam é extensivamente metabolizado no fígado, primeiramente ao metabólito inativo 5-
hidroxilornoxicam por hidroxilação. O citocromo CYP2C9 está envolvido nesta metabolização dolornoxicam. Devido ao polimorfismo genético, metabolizadores lentos e extensivos existem para estaenzima, o que pode resultar em acentuado aumento dos níveis plasmáticos de lornoxicam emmetabolizadores lentos. O metabolito hidroxilado não apresenta atividade farmacológica. Lornoxicam émetabolizado completamente, e aproximadamente 2/3 é eliminado via fígado e 1/3 via rim comosubstância inativa.Quando testado em modelos animais, lornoxicam não induziu enzimas do fígado. Não há evidências nosdados de estudos clínicos, do acúmulo de lornoxicam após administrações repetidas, quando omedicamento é dado de acordo com a dosagem recomendada. Esta informação está apoiada pelos dadosde monitoramento do medicamento de 1 ano de estudo.Biolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?3

Eliminação

A meia-vida média do metabólito principal é de 3 a 4 horas. Após a administração oral cerca de 50% éexcretados nas fezes e 42% através dos rins, principalmente como 5-hidroxilornoxicam. A meia-vida deeliminação da 5-hidroxilornoxicam é de cerca de 9 horas após uma dose parenteral única ou duas vezespor dia. Em pacientes idosos, com mais de 65 anos, o clearance é reduzido em 30-40%. Além deste clearancereduzido, não há mudança significante no perfil cinético de pacientes idosos. Não há mudança significativa no perfil cinético do lornoxicam em pacientes com falência renal ouhepática, exceto pela acumulação em pacientes com doença hepática crônica após 7 dias de tratamentocom doses diárias de 12 e 16 mg.

DADOS PRÉ-CLÍNICOS DE SEGURANÇA


Os dados pré-clínicos baseados em estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade dedose repetida, genotoxicidade e potencial carcinogênico não mostraram riscos especiais para os sereshumanos.Lornoxicam causou toxicidade renal e ulceração gastrintestinal em estudos de toxicidade de dose única ede doses repetidas em várias espécies.Em animais, a administração de inibidor da síntese de prostaglandinas mostrou o resultado do aumento daperda pré e pós implantação do embrião e letalidade embrionária-fetal. Além disso, foram relatados emanimais que receberam um inibidor da síntese das prostaglandinas durante o período organogênico(desenvolvimento fetal), aumento da incidência de malformações diversas, inclusive cardiovasculares.Em ratos, lornoxicam comprometeu a fertilidade (efeitos sobre a ovulação e implantação), e afetou agravidez e o parto. Em coelhos e ratos, lornoxicam causou o fechamento prematuro do canal arterialdevido à inibição da cicloxigenase.

CONTRAINDICAÇÕES


- Hipersensibilidade ao lornoxicam ou a qualquer um de seus componentes;- Trombocitopenia;- Hipersensibilidade (sintomas como asma, rinite, angioedema ou urticária) a outros medicamentos anti-
inflamatórios não esteróides, incluindo o ácido acetilsalicílico;- Insuficiência cardíaca severa;- Hemorragia gastrintestinal, hemorragia cerebrovascular e outras doenças hemorrágicas;- História de hemorragia gastrintestinal ou perfuração, referente à terapia anterior com medicamentosanti-inflamatórios não esteróides;- Úlcera peptídica/ hemorragia ativa ou história de úlcera peptídica/ hemorragia recorrente (dois ou maisepisódios distintos de ulceração ou sangramentos comprovados);- Insuficiência hepática grave;- Insuficiência renal grave (creatinina sérica > 700 ?mol/L);- o terceiro trimestre de gravidez.Biolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?4

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

4. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES


Para as seguintes doenças, Xefo

somente deverá ser administrado após cuidadosa avaliação do risco-
benefício.- Insuficiência renal: lornoxican deve ser administrado com precaução em pacientes com insuficiência renal leve (creatinina sérica 150-300 ?mol/L) a moderada (creatinina sérica 300-700 ?mol/L), devido àdependência à prostaglandina renal para manutenção do fluxo sanguíneo renal. O tratamento comlornoxicam deve ser descontinuado se houver deterioração da função renal durante o tratamento.- A função renal deve ser monitorada em pacientes submetidos a grandes cirurgias, com insuficiênciacardíaca, recebendo tratamento com diuréticos, recebendo tratamento concomitante com medicamentosque são suspeitos ou conhecidamente capazes de causar danos ao rim.- Pacientes com doença de coagulação do sangue: cuidadoso monitoramento clínico e avaliaçãolaboratorial são recomendados (exemplo: tempo de trombina parcial ativada - TTPA).- Insuficiência hepática (por exemplo, cirrose hepática): monitoramento clínico e avaliação laboratorialem intervalos regulares devem ser considerados em pacientes com insuficiência hepática visto queacúmulo de lornoxicam (aumento da AUC) pode ocorrer após tratamento com doses diárias de 12-16 mg.Apesar disso, a insuficiência hepática parece não afetar os parâmetros farmacocinéticos do lornoxicamquando comparado com indivíduos saudáveis.- Tratamentos longos (mais que 3 meses): são recomendadas avaliações laboratoriais regulares dahematologia (hemoglobina), funções renais (creatinina) e enzimas hepáticas.- Pacientes idosos com mais de 65 anos: é recomendado o monitoramento das funções renais e hepáticas.É aconselhado precaução em pacientes idosos após cirurgia.O uso de lornoxicam concomitante com medicamentos anti-inflamatórios não esteróides, incluindoinibidores seletivos da 2-cicloxigenase, deve ser evitado.Efeitos adversos podem ser minimizados usando a menor dose efetiva pela menor duração necessária parao controle de sintomas (ver posologia, e risco gastrintestinal e cardíaco abaixo). Administração de um medicamento antiinflamatório não esteróide pode causar uma redução da formaçãode prostaglandina dose dependente e precipitar a insuficiência renal. Pacientes com grande risco destareação são aqueles com função renal debilitada, insuficiência cardíaca, disfunção hepática, aquelestomando diuréticos e os idosos. A função renal deve ser monitorada nestes pacientes.Hemorragia gastrintestinal, ulceração e perfuração: hemorragia gastrintestinal, ulceração e perfuração,que podem ser fatais, foram reportadas com todos AINEs a qualquer tempo durante o tratamento, com ousem sintomas de advertência ou uma história anterior de eventos gastrintestinais graves.O risco de hemorragia gastrintestinal, ulceração e perfuração é maior com o aumento da dose de AINEsem pacientes com história de úlcera, principalmente se complicada com hemorragia ou perfuração (verposologia) e em pacientes idosos. Estes pacientes devem começar o tratamento com a menor doseBiolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?5 disponível. Combinação terapêutica com agentes de proteção gástrica (por exemplo, misoprostol ouinibidores da bomba de prótons) deve ser considerada nestes pacientes, e também para pacientes quenecessitem e fazem uso concomitante de pequena dose de ácido acetilsalicílico ou outro princípio ativoque provavelmente aumente o risco gastrintestinal (ver interações medicamentosas). É recomendadomonitoramento clínico em intervalos regulares.Pacientes com história de toxicidade gastrintestinal, particularmente quando idosos, devem reportarqualquer sintoma abdominal não usual (especialmente sangramento gastrintestinal) particularmente noestágio inicial do tratamento.Recomenda-se precaução em pacientes que estão recebendo concomitantemente medicamentos quepossam aumentar o risco de ulceração ou sangramento, como corticóides orais, anticoagulantes comovarfarina, inibidores seletivos de recaptação de serotonina ou agentes antiplaquetários como ácidoacetilsalicílico (ver interação medicamentosa).Quando ocorrer sangramento gastrintestinal ou ulceração em pacientes recebendo lornoxicam, otratamento deve ser interrompido.AINEs devem ser dados com cuidado em pacientes com história de doenças gastrintestinais (coliteulcerativa, doença de Crohn) porque suas condições podem ser exacerbadas (ver efeitos adversos).Os idosos têm uma frequência aumentada de reações adversas aos AINEs, especialmente sangramentogastrintestinal e perfuração, que pode ser fatal (ver posologia).É necessária precaução em doentes com história de hipertensão e / ou insuficiência cardíaca, porqueretenção de líquidos e edema foram relatados em associação com a terapia com AINEs.É necessário monitoramento adequado e aconselhamento para os pacientes com história de hipertensãoarterial e/ou insuficiência cardíaca congestiva leve a moderada, porque retenção de líquidos e edemaforam relatados em associação com a terapia com AINEs.Ensaios clínicos e dados epidemiológicos sugerem que o uso de alguns AINEs (particularmente emdoses elevadas e em tratamentos de longa duração) pode estar associado a um pequeno aumento do riscode eventos trombóticos arteriais (por exemplo, enfarte do miocárdio ou derrame). Não existem dadossuficientes para excluir esse risco para lornoxicam.Pacientes com hipertensão não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquêmica cardíaca,doença arterial periférica e / ou doença cerebrovascular apenas devem ser tratados com lornoxicam apóscuidadosa consideração. Considerações similares devem ser feitas antes do início do tratamento de longoprazo de pacientes com fatores de risco para doenças cardiovasculares (por exemplo, hipertensão,hiperlipidemia, diabetes mellitus, tabagismo).O tratamento concomitante com AINE e heparina, no contexto de uma anestesia raquidiana ou peridural,aumenta o risco de hematoma espinal / epidural (ver interação medicamentosa).Biolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?6 Reações cutâneas graves, algumas fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson enecrólise epidérmica tóxica, foram relatadas muito raramente em associação com o uso de AINEs (verreações adversas). Os pacientes parecem estar sob maior risco destas reações no início do curso daterapia, o início da reação ocorre na maioria dos casos no primeiro mês de tratamento. Lornoxicam deveser interrompido ao primeiro sinal de rash cutâneo, lesões nas mucosas ou qualquer outro sinal dehipersensibilidade.É necessário ter cuidado quando administrado a pacientes sofrendo, ou com história prévia, de asmabrônquica porque foi relatado que os AINEs precipitam broncoespasmo nesses pacientes.Em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico e com doença mista do tecido conjuntivo, pode haver umaumento do risco de meningite asséptica (ver reações adversas).Lornoxicam reduz a agregação plaquetária e prolonga o tempo de sangramento e, consequentemente,cuidados devem ser tomados ao administrá-lo a pacientes com tendência de aumento de sangramentos.O tratamento concomitante de AINEs e tacrolimus pode aumentar o risco de nefrotoxicidade devido àredução da síntese de prostaciclina no rim. A função renal deve ser cuidadosamente monitorada empacientes tratados com terapia combinada.Como na maioria dos AINEs, foram relatados o aumento ocasional dos níveis das transaminases,aumento da bilirrubina sérica ou outros parâmetros de função hepática, bem como aumentos dacreatinina sérica e uréia no sangue, e outras alterações laboratoriais. Caso qualquer anormalidade sejacomprovadamente significativa ou persistente a administração de lornoxicam deve ser suspensa e asinvestigações adequadas prescritas.Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase Lapp oumá absorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.O uso de lornoxicam, como de qualquer medicamento que conhecidamente inibe a síntese dasprostaglandinas e cicloxigenase, pode comprometer a fertilidade e não é recomendado para mulheres quepretendam engravidar. Em mulheres que têm dificuldade em engravidar ou que estão sob investigaçãoda infertilidade, a retirada de lornoxicam deve ser considerada.Excepcionalmente, a varicela pode estar na origem de complicações infecciosas graves dos tecidoscutâneos e de tecidos moles.Até o momento, a contribuição dos AINEs no agravamento destas infecções não pode ser descartada.Assim, é aconselhável evitar o uso de lornoxicam em caso de varicela.

Gravidez
Categoria de risco na gravidez: C

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Biolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?7 Anomalias congênitas têm sido relatadas em associação com administração de AINEs no homem, noentanto, em frequência baixa e parecem não seguir qualquer sistema discernível. Entretanto, devido aorisco de fechamento do canal arterial, o uso de AINEs no último trimestre de gravidez é contraindicado.O início do parto pode ser atrasado e a duração aumentada com uma tendência de aumento dahemorragia em mãe e filho (ver item ?contraindicação). AINEs não devem ser utilizados durante os doisprimeiros trimestres da gravidez ou parto, a menos que o benefício potencial para a paciente supere ospotenciais riscos para o feto.Além disso, o uso de AINEs sugere um risco aumentado de aborto espontâneo, malformações cardíacase de gastrosquise.

Lactação

Em estudos limitados até agora disponíveis, AINEs podem aparecer no leite materno em concentraçõesmuito baixas. AINEs devem, se possível, ser evitados durante a amamentação

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Ver no item ?Advertências e precauções?, sobre a fertilidade feminina.

Dirigir ou usar máquinas

Os efeitos adversos tais como tonturas, sonolência, fadiga e distúrbios visuais são possíveis depois detomar AINEs. Se o paciente for afetado, não deve dirigir ou operar máquinas.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS


Administração concomitante de Xefo e - outros analgésicos incluindo os inibidores seletivos 2 cicloxigenase: evitar o uso concomitante de 2 oumais anti-inflamatórios não esteroidais (incluindo a aspirina) porque isto pode aumentar o risco deefeitos adversos. (ver item ?advertências e precauções?)- cimetidina: elevação na concentração plasmática do lornoxicam (nenhuma interação entre Xefo eranitidina, ou Xefo e antiácidos foi demonstrada).- anticoagulantes: os AINEs podem aumentar o efeito dos anticoagulantes, como as varfarinas, (ver item?advertências e precauções?). Cuidadoso monitoramento de INR deve ser realizado.- femprocumona: diminuição do efeito do tratamento com femprocumona.- heparina: AINEs aumentam o risco de hematoma espinal ou epidural quando administradaconcomitantemente com heparina, no contexto da anestesia espinal ou peridural.- inibidores

ECA

o efeito anti-hipertensivo de inibidores ECA pode diminuir.- diuréticos: diminuição dos efeitos diuréticos e anti-hipertensivos dos diuréticos de alça e diuréticostriazínicos. Diuréticos podem aumentar o risco de nefrotoxicidade dos AINEs.- bloqueadores beta-adrenérgicos: diminuição da eficácia anti-hipertensiva.- digoxina: diminuição do clearance renal da digoxina.- corticóides: aumento do o risco de ulceração ou de hemorragia gastrintestinal (ver item ?advertências eprecauções?).- antibióticos da classe das quinolonas: dados em animais indicam que os AINEs podem aumentar orisco de convulsões quando associados com antibióticos quinolonas. Os pacientes tomando AINEs equinolonas podem ter risco aumentado de desenvolver convulsões.- agentes antiplaquetários: risco aumentado de hemorragia gastrintestinal (ver item ?advertências eprecauções?).Biolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?8 - outros AINEs: risco aumentado de hemorragia gastrintestinal.- metotrexato: diminuição da eliminação do metotrexato e possível toxicidade do metotrexato(leucopenia, trombocitopenia, anemia, nefrotoxicidade, hepatotoxicidade, ulcerações na mucosa).Quando a terapia concomitante precisar ser usada, cuidadoso monitoramento deve ser realizado.- Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (

ISRS)

aumento do risco de hemorragiagastrointestinal (ver item ?advertências e precauções?).- lítio: diminuição da eliminação de lítio e risco aumentado de toxicidade do lítio (tremor, fraqueza, sedeexcessiva, confusão). Consequentemente é necessário o acompanhamento dos níveis séricos de lítio,especialmente durante o início, ajuste e retirada do tratamento. - ciclosporina: aumento da concentração sérica de ciclosporina. A nefrotoxicidade da ciclosporina podeser potencializada pelos efeitos mediados pela inibição da prostaglandina renal. Durante o tratamentocombinado, a função renal deve ser monitorada.- sulfaniluréias: risco aumentado de hipoglicemia.- Indutores e inibidores conhecidos das isoenzimas

CYP2C9

lornoxicam (como outros AINEsdependem do citocromo P450 2C9 (isoenzima CYP2C9)) tem interação com conhecidos indutores einibidores da isoenzima CYP2C9 (ver item ?Farmacocinética?).- tacrolimus: possível risco aumentado de nefrotoxicidade quando AINEs são dadas com tacrolimus.Durante o tratamento combinado, a função renal deve ser monitorada.- mifepristona: AINEs não deve ser usado por 8-12 dias após a administração do mifepristona porque osAINEs podem reduzir o efeito do mifepristona.- zidovudina: risco aumentado de toxicidade hematológica quando os AINEs são dadas com zidovudina.Há evidências de um aumento do risco de hemartroses e hematomas pelos hemofílicos HIV (+) querecebem tratamento concomitante com zidovudina e ibuprofeno.Alimentação pode reduzir a absorção do lornoxicam em cerca de 20% e aumentar o Cmax.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO


Manter o medicamento acondicionado na embalagem original, em temperatura ambiente (15-30°C) eprotegido da umidade.Prazo de validade:

24 meses a partir da data de fabricação

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Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Xefo

4 mg comprimidos revestidos são circulares, sulcados e de cor branca a levemente amarelada.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

Biolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?9 Para todos os pacientes um sistema de dosagem apropriada deve ser baseada na resposta individual aotratamento.O Xefo 4 mg comprimido revestido oral deve ser ingerido com um copo de água, podendo ser tomadoantes, durante ou após as refeições. O médico irá definir quando o medicamento deve ser tomado,verificando o item advertências da bula, e observando que o lornoxican é absorvido rapidamente e quequando administrado com alimento tem sua absorção diminuída. Tratamento da dor associada com lombociatalgia aguda e dor pós-cirurgia dental:8 mg a 16 mg por dia dividido em 2 ou 3 doses. A dose diária máxima recomendada é 16 mg.Artrite reumatóide e osteoartrite:A dose inicial recomendada é de 12 mg de lornoxicam por dia, dividido em 3 doses. A dose demanutenção não deve exceder 16 mg ao dia.

Informação adicional para grupos especiais
Crianças e adolescentes

Não é recomendado o uso de lornoxicam em crianças e adolescentes abaixo de 18 anos devido à falta dedados de segurança e eficácia.

Idosos

Não é necessária uma dose especial para pacientes idosos acima de 65 anos, mas lornoxicam deve seradministrado com precaução visto que efeitos adversos gastrintestinais são menos bem tolerados nestegrupo. Os idosos têm aumentado risco de sérias conseqüências de efeitos adversos. Se um AINE forconsiderado necessário, a menor dose efetiva deve ser usada e pela menor duração. O paciente deve sermonitorado regularmente para hemorragia gastrintestinal durante a terapia com AINE.

Insuficiência renal

Para pacientes com leve a moderada insuficiência renal a máxima dose diária recomendada é 12 mg,dividido em 3 vezes.

Insuficiência hepática

Para pacientes com moderada insuficiência hepática a máxima dose diária recomendada é 12 mg, divididoem 3 doses.Efeitos adversos podem ser minimizados usando a menor dose efetiva pela menor duração necessária paracontrolar os sintomas.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

9. REAÇÕES ADVERSAS


Os eventos adversos mais freqüentemente observados de AINEs são de natureza gastrointestinal. Úlceraspépticas, perfuração ou hemorragia gastrintestinal, por vezes fatais, particularmente nos idosos, podemBiolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?10 ocorrer (ver item ?advertências e precauções?). Náuseas, vômitos, diarréia, flatulência, obstipação,dispepsia, dor abdominal, melena, hematêmese, estomatite ulcerativa, exacerbação da colite e doença deCrohn (ver item ?advertências e precauções?) foram relatados após a administração de AINEs. Menosfreqüentemente, a gastrite tem sido observada. Pancreatite foi relatada muito raramente.Aproximadamente 21% dos pacientes tratados com lornoxicam reportaram eventos adversos avaliadoscomo, pelo menos, possivelmente relacionados com o tratamento com lornoxicam em estudos clínicoscontrolados. Os efeitos adversos mais freqüentes do lornoxicam incluem náuseas, dispepsia, indigestão,dor abdominal, vômito e diarréia. Estes sintomas ocorreram geralmente em menos de 10% dos pacientesem estudos disponíveis.Hipersensibilidade: reações de hipersensibilidade foram relatadas após o tratamento com AINEs. Estespodem consistir em (a) reações alérgicas não-específicas e anafilaxia (b) reatividade das vias respiratóriasincluindo asma, agravamento da asma, broncoespasmo e dispnéia, ou (c), variadas doenças de pele,incluindo erupções cutâneas de vários tipos, prurido, urticária, púrpura, angiodema e, mais raramente,dermatoses e bolhas (incluindo necrólise epidérmica e eritema multiforme).Edema, hipertensão e insuficiência cardíaca, têm sido relatados em associação ao tratamento com AINE.Ensaios clínicos e dados epidemiológicos sugerem que o uso de alguns AINEs (particularmente em doseselevadas e em tratamentos de longa duração) podem estar associados com um risco aumentado de eventostrombóticos arteriais (por exemplo, infarto do miocárdio ou derrame cerebral) (ver item ?advertências eprecauções?).Excepcionalmente, ocorrência de complicações de infecções graves dos tecidos cutâneos e tecidos molesdurante a varicela.Estão listados abaixo os efeitos adversos que geralmente ocorreram em mais de 0,05% dos 6.417pacientes tratados em estudos clínicos de fase II, III e IV.Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor de cabeçaleve e transitória, tontura, sonolência, zumbido, retenção de fluido, edema, náuseas, dor abdominal,dispepsia, estomatite, diarréia, vômitos

.


Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): insônia,depressão, nervosismo, vertigem, insuficiência cardíaca (em pacientes com função cardíaca marginal),dor no peito, hipertensão, vasculite, ataque de asma, constipação, flatulência, gastrite, úlcera gástrica,úlcera duodenal, úlcera na boca, elevação significativa nos testes do fígado (como por exemplo, trêsvezes o limite normal máximo em TGO e TGP), rash, prurido, eritema, edema facial, fotosensibilidade,artralgia, fadiga, indisposição, febre. Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): meningiteasséptica (principalmente em pacientes com doença autoimune como lúpus eritematoso, doença mista dotecido conjuntivo), com sintomas como torcicolo, dor de cabeça, náuseas, vômitos, febre e desorientação;neutropenia, agranulocitose, anemia aplástica, eosinofilia, defeitos de coagulação, aplasia exclusivamenteem células brancas, trombocitopenia, pancitopenia, anemia hemolítica, febre, arrepios,hipersensibilidade, anafilaxia, reação anafilactóide, broncoespasmo, hiponatremia, confusão,Biolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?11 incapacidade de concentração, disfunção cognitiva, alucinações, parestesias, disgeusia, tremor,enxaqueca, distúrbio de atenção, hipercinesia, hipoestesia, sonolência, toxicidade ocular incluindo visãoturva, visão diminuída, visão alterada das cores, campo visual defeituoso, escotoma, ambliopia, diplopia,iridociclite, neurite óptica, melena, hematêmese, esofagite, refluxo gastroesofageal, disfagia, glossite,úlcera peptídica, hemorragia gastrintestinal, sangramento da gengiva, hemorróidas, dermatite, transtornoda pele, rash maculo-papular, urticária, hiperidrose, dor óssea, dor nas costas, cãibra muscular, fraquezamuscular, mialgia, sinovite , pode precipitar insuficiência renal aguda em pacientes que são dependentesde prostaglandina renal para manter o fluxo renal, inflamação, nefrite intersticial, síndrome nefrótica,necrose papilar, nefropatia membranosa, astenia.Reação muito rara (ocorre entre menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): tosse,rinite, reações severas no fígado (incluindo icterícia e casos de fatais de hepatite), eczema, alterações naunha, psoríase, púrpura, eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica,alopécia.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e

segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos

adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de

Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em

www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou
Municipal.

10. SUPERDOSE


Há quatro relatos de overdose. Em uma mulher, lornoxicam 140 mg deu apenas sintomas leves e 800 mgde lornoxicam não deu sintomas em uma mulher 43 anos de idade. Duas crianças ingerido acidentalmente8 mg e 16 mg, respectivamente, mas não houve sintomas de toxicidade.Sintomas: dor de cabeça, náuseas, vômitos, perturbações da visão, dor epigástrica, hemorragiagastrintestinal, raramente diarréia, desorientação, excitação, coma, sonolência, tontura, zumbido,desmaios, ocasionalmente convulsões. Em caso de envenenamento significativo, insuficiência renal agudae danos ao fígado são possíveis.Tratamento: nenhum antídoto específico é conhecido. Os pacientes devem ser tratadossintomaticamente, conforme necessário. Dentro de uma hora de ingestão de uma quantidadepotencialmente tóxica, carvão ativado deve ser considerado. Alternativamente, em adultos, lavagemgástrica deve ser considerada dentro de uma hora após a ingestão de uma superdose potencialmente fatala vida. Boa diurese deve ser assegurada. Funções renal e hepática devem ser cuidadosamentemonitoradas. Os pacientes devem ser observados, pelo menos por quatro horas após a ingestão dequantidades potencialmente tóxicas.Convulsões freqüentes ou prolongadas devem ser tratadas com diazepam intravenoso. Outras medidaspodem ser indicadas pela condição clínica do paciente.


Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Biolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?12

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA


Registro MS ? 1.0974.0216Farm. Resp.: Dr. Dante Alario Junior - CRF-SP nº 5143Biolab Sanus

Farmacêutica Ltda.Av. Paulo Ayres 280 Taboão da Serra SP 06767-220 SAC 0800 724 6522CNPJ 49.475.833/0001-06 Indústria Brasileira Sob licença de Nycomed Danmark ApS, Dinamarca.Biolab Sanus Xefo 4 mg (profissional da saúde) ?13

XEFO


lornoxicam
Biolab Sanus Farmacêutica Ltda. Comprimido Revestido
8 mg

 


BULA DO PROFISSIONAL DE SAÚDE


Xefo

lornoxicam

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

?

APRESENTAÇÕES

Comprimidos revestidos de 8 mg em embalagens com 4, 20 e 30 comprimidos

USO ORAL USO ADULTO

?

COMPOSIÇÃO

Xefo 8 mgCada comprimido revestido contém:lornoxicam.......................................................... 8 mgExcipientes: estearato de magnésio, povidona, croscarmelose sódica, álcool isopropílico, celulosemicrocristalina, lactose monoidratada, macrogol, dióxido de titânio, talco, hipromelose e água.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE 1. INDICAÇÕES


Xefo

é destinado para:- tratamento da dor associada com lombo lombociatalgia;- tratamento da dor pós-cirurgia dental;- tratamento sintomático da dor e inflamação na osteoartrite;- tratamento sintomático da dor e inflamação na artrite reumatóide.

2.

RESULTADOS DE EFICÁCIA


Terapia analgésica em dores crônicas nas costas: estudo comparativo de lornoxicam, placebo e naproxenofoi realizado. Lornoxicam 4 e 8 mg, naproxeno 500 mg e placebo foram os grupos comparados Osresultados apontaram para uma melhor eficácia de lornoxicam 8 mg entre os demais grupos3.Em estudo duplo cego, randomizado, multicêntrico comparou a eficácia e segurança de lornoxicam versusnaproxeno e placebo em 166 pacientes com dor lombar aguda, durante 14 dias. Lornoxicam em dorlombar 8 mg duas vezes ao dia é bem-tolerado e tão efetivo quanto naproxeno 500 mg duas vezes ao dia.4Foi realizado estudo randomizado, duplo cego, placebo controlado, dose-resposta do efeito analgésico delornoxicam após cirurgia de remoção do terceiro molar8. Foram avaliadas doses de lornoxicam até 32 mg,comparados com placebo e 10 mg de cetorolaco, concluindo que o lornoxicam é um analgésico efetivocom rápida ação e longa duração6. Em outro estudo de avaliação analgésica lornoxicam

na dose de 2 mg e8 mg foi comparado com placebo e ibuprofeno 400 mg, para alívio da dor dental pós cirúrgia5. Após acirurgia, lornoxicam 8 mg mostrou-se o mais efetivo de todos os tratamentos, sendo que o tempo paraBiolab Sanus Xefo 8 mg (profissional de saúde) ?1 ?remedicação? foi maior do que 10 horas em 52% dos pacientes do grupo de lornoxicam. Conclui-se quelornoxicam é um analgésico não esteroidal efetivo e de longa duração. Estudo em pacientes com osteoartrite onde foram utilizados lornoxican 4 mg três vezes ao dia e 8 mgduas vezes ao dia e diclofenaco 50 mg três vezes ao dia, tomados durante 12 semanas, fornecerammelhoras comparáveis em uma série de parâmetros: a severidade da doença (classificada com o Índice deFunção de severidade para osteoartrite do quadril e joelho) foi reduzida em 46% dos pacientes em cadagrupo, as avaliações de dor objetivas foram melhoradas em 42?48%, a tolerabilidade global foiclassificada como boa em 63%, 84% e 71% dos pacientes tomando lornoxicam 4 mg três vezes ao dia, 8mg duas vezes ao dia e diclofenaco 50 mg três vezes ao dia, respectivamente.7Em estudo comparativo de dois regimes de dosagem de lornoxicam (4 e 8 mg, duas vezes ao dia) comnaproxeno 500 mg 2x ao dia em pacientes com artrite reumatóide, ambas as dosagens de lornoxicanforam mais efetivas que o naproxeno e mais seguras no tratamento a longo prazo de artrite reumatóide.1O lornoxicam, na dosagem de 6, 8 e 12 mg/dia, tem efeito na osteoartrite do quadril e da articulação dojoelho mostrando eficácia, segurança e boa tolerabilidade 2,7. Diversos estudos de variação de dose com lornoxicam foram realizados em pacientes com artritereumatóide. Eles mostraram que lornoxicam 2?8 mg, duas vezes ao dia, e 4 mg, três vezes ao dia, sãomais efetivos do que o placebo9. Em um estudo, 57% dos pacientes recebendo lornoxicam até 8 mg, duasvezes ao dia, durante 8 semanas classificaram o alívio da dor como excelente, em comparação com 34%dos pacientes que receberam placebo. O maior estudo, utilizando o Índice Articular de Ritchie padrão,mostrou evidências de uma relação dose?resposta para lornoxicam no controle de artrite reumatóide.Lornoxicam 4 mg três vezes ao dia e 8 mg duas vezes ao dia foram mais efetivos do que 2 e 4 mg duasvezes ao dia e placebo.9Referência bibliográfica1- Bernstein RM, Frenzel W. A comparative study of 2 dosage regimens of Lornoxicam and a standarddosage of naproxen in patients with rheumatoid arthritis. European Journal of Clinical Research 1995;7:259-273.2- Berry H, Bird HA, Black C, Blake DR, Freeman AM, Golding DN et al. A double blind, multicentre,placebo controlled trial of lornoxicam in patients with osteoarthritis of the hip and knee. Annals of theRheumatic Diseases 1992; 51:238-242.3- Bias P, Kursten FW. Analgesic therapy in chronic low back pain: comparative study of lornoxicamversus placebo and naproxen. Der Schmerz 8[Suppl.1], S50,Abstract P70. 1994. 4- Branebjerg, P. E. A multicentre, randomised, double-blind, parallel group design study comparing thetherapeutic efficacy and safety of Lornoxicam and Naproxen in patients suffering from acute low-backpain. Data on File. 30-6-1993. 5- Cooper SA, Lucyk D, Smith B, Fielding A, Hersh EV, Macafee K et al. An analgesic evaluation oflornoxicam. Clinical Pharmacology and Therapeutics 1994; 55(2):126 (Abstr. PI-12).6- Desjardins PJ, Norris L, Doku HC, Papageorge M, Chase J. Analgesic efficacy of lornoxicam in dentalimpaction pain. Clinical Pharmacology & Therapeutics 1992; 51(2):123 (Abstr. PI-7)7- Kidd B, Frenzel W. A multicenter, randomized, double blind study comparing lornoxicam withdiclofenac in osteoarthritis. J Rheumatol 1996; 23(9):1605-1611.Biolab Sanus Xefo 8 mg (profissional de saúde) ?2 8- Norholt SE, Sindet-Pedersen S, Bugge C, Branebjerg PE, Ersboll BK, Bastian HL. A randomized,double-blind, placebo-controlled, dose-response study of the analgesic effect of lornoxicam after surgicalremoval of mandibular third molars. J Clin Pharmacol 1995; 35(6):606-614.9- Krimmer, J. A prospective, double-blind, place controlled, dose range finding study with lornoxicam inactive rheumatoid arthritis (RA) patients (anatomical stage II) using a fixed dosage regime in paralleltreatment groups with 4 days wash-out and an active medication phase of 3 week (CT 60). Data on File.6-2-1995.

3. CARACTERISTICAS FARMACOLÓGICAS FARMACODINÂMICA


Lornoxicam é um anti-inflamatório não esteróide (AINE) com propriedades analgésicas e pertencente àclasse dos oxicans. O modo de ação do lornoxicam é parcialmente baseado na inibição da síntese deprostaglandina (inibição da enzima cicloxigenase), levando à dessensibilização dos nociceptoresperiféricos e, conseqüentemente, de inibição da inflamação. Um efeito central na nocicepção que pareceser independente dos efeitos anti-inflamatórios também foi sugerido.Lornoxicam não tem efeito sobre os sinais vitais (por exemplo, temperatura corporal, frequênciarespiratória, frequência cardíaca, pressão arterial, ECG, espirometria).As propriedades analgésicas do lornoxicam foram demonstradas com sucesso em vários ensaios clínicosdurante o desenvolvimento do medicamento.Devido a uma irritação gastrintestinal local e um efeito ulcerogênico sistêmico relacionado com a inibiçãoda síntese de prostaglandinas, as alterações gastrintestinais são efeitos adversos comuns após o tratamentocom lornoxicam, como pode ser visto com outros AINEs.

FARMACOCINÉTICA

Absorção

O lornoxicam é absorvido rapidamente e quase completamente pelo trato gastrintestinal. A concentraçãoplasmática máxima é alcançada após aproximadamente 1-2 horas. A biodisponibilidade absoluta dolornoxicam é 90-100%. Nenhum efeito de primeira passagem foi observado. A meia vida de eliminaçãomédia é de 3 a 4 horas.A administração de lornoxicam simultaneamente com as refeições reduz o Cmax em aproximadamente30% e aumenta o Tmax de 1,5 para 2,3 horas. A absorção do lornoxicam (calculado no AUC) pode serreduzida em até 20%.

Distribuição

Lornoxicam é encontrado no plasma na forma inalterada e como seu metabólito hidroxilado. A ligação àproteína plasmática do lornoxicam é 99% e não é dependente da concentração.

Metabolismo

Lornoxicam é extensivamente metabolizado no fígado, primeiramente ao metabólito inativo 5-
hidroxilornoxicam por hidroxilação. O citocromo CYP2C9 está envolvido nesta metabolização dolornoxicam. Devido ao polimorfismo genético, metabolizadores lentos e extensivos existem para estaBiolab Sanus Xefo 8 mg (profissional de saúde) ?3 enzima, o que pode resultar em acentuado aumento dos níveis plasmáticos de lornoxicam emmetabolizadores lentos. O metabolito hidroxilado não apresenta atividade farmacológica. Lornoxicam émetabolizado completamente, e aproximadamente 2/3 é eliminado via fígado e 1/3 via rim comosubstância inativa.Quando testado em modelos animais, lornoxicam não induziu enzimas do fígado. Não há evidências nosdados de estudos clínicos, do acúmulo de lornoxicam após administrações repetidas, quando omedicamento é dado de acordo com a dosagem recomendada. Esta informação está apoiada pelos dadosde monitoramento do medicamento de 1 ano de estudo.

Eliminação

A meia-vida média do metabólito principal é de 3 a 4 horas. Após a administração oral cerca de 50% éexcretados nas fezes e 42% através dos rins, principalmente como 5-hidroxilornoxicam. A meia-vida deeliminação da 5-hidroxilornoxicam é de cerca de 9 horas após uma dose parenteral única ou duas vezespor dia. Em pacientes idosos, com mais de 65 anos, o clearance é reduzido em 30-40%. Além deste clearancereduzido, não há mudança significante no perfil cinético de pacientes idosos. Não há mudança significativa no perfil cinético do lornoxicam em pacientes com falência renal ouhepática, exceto pela acumulação em pacientes com doença hepática crônica após 7 dias de tratamentocom doses diárias de 12 e 16 mg.

DADOS PRÉ-CLÍNICOS DE SEGURANÇA


Os dados pré-clínicos baseados em estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade dedose repetida, genotoxicidade e potencial carcinogênico não mostraram riscos especiais para os sereshumanos.Lornoxicam causou toxicidade renal e ulceração gastrintestinal em estudos de toxicidade de dose única ede doses repetidas em várias espécies.Em animais, a administração de inibidor da síntese de prostaglandinas mostrou o resultado do aumento daperda pré e pós implantação do embrião e letalidade embrionária-fetal. Além disso, foram relatados emanimais que receberam um inibidor da síntese das prostaglandinas durante o período organogênico(desenvolvimento fetal), aumento da incidência de malformações diversas, inclusive cardiovasculares.Em ratos, lornoxicam comprometeu a fertilidade (efeitos sobre a ovulação e implantação), e afetou agravidez e o parto. Em coelhos e ratos, lornoxicam causou o fechamento prematuro do canal arterialdevido à inibição da cicloxigenase.

4. CONTRAINDICAÇÕES


- Hipersensibilidade ao lornoxicam ou a qualquer um de seus componentes;- Trombocitopenia;Biolab Sanus Xefo 8 mg (profissional de saúde) ?4 - Hipersensibilidade (sintomas como asma, rinite, angioedema ou urticária) a outros medicamentos anti-
inflamatórios não esteroides, incluindo o ácido acetilsalicílico;- Insuficiência cardíaca severa;- Hemorragia gastrintestinal, hemorragia cerebrovascular e outras doenças hemorrágicas;- História de hemorragia gastrintestinal ou perfuração, referente à terapia anterior com medicamentosanti-inflamatórios não esteroides;- Úlcera peptídica/ hemorragia ativa ou história de úlcera peptídica/ hemorragia recorrente (dois ou maisepisódios distintos de ulceração ou sangramentos comprovados);- Insuficiência hepática grave;- Insuficiência renal grave (creatinina sérica > 700 ?mol/L);- o terceiro trimestre de gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES


Para as seguintes doenças, Xefo somente deverá ser administrado após cuidadosa avaliação do risco-
benefício.- Insuficiência renal: lornoxican deve ser administrado com precaução em pacientes com insuficiênciarenal leve (creatinina sérica 150-300 ?mol/L) a moderada (creatinina sérica 300-700 ?mol/L),devido à dependência à prostaglandina renal para manutenção do fluxo sanguíneo renal. O tratamentocom lornoxicam deve ser descontinuado se houver deterioração da função renal durante o tratamento.- A função renal deve ser monitorada em pacientes submetidos a grandes cirurgias, com insuficiênciacardíaca, recebendo tratamento com diuréticos, recebendo tratamento concomitante com medicamentosque são suspeitos ou conhecidamente capazes de causar danos ao rim.- Pacientes com doença de coagulação do sangue: cuidadoso monitoramento clínico e avaliaçãolaboratorial são recomendados (exemplo: tempo de trombina parcial ativada - TTPA).- Insuficiência hepática (por exemplo, cirrose hepática): monitoramento clínico e avaliação laboratorialem intervalos regulares devem ser considerados em pacientes com insuficiência hepática visto queacúmulo de lornoxicam (aumento da AUC) pode ocorrer após tratamento com doses diárias de 12-16 mg.Apesar disso, a insuficiência hepática parece não afetar os parâmetros farmacocinéticos do lornoxicamquando comparado com indivíduos saudáveis.- Tratamentos longos (mais que 3 meses): são recomendadas avaliações laboratoriais regulares dahematologia (hemoglobina), funções renais (creatinina) e enzimas hepáticas.- Pacientes idosos com mais de 65 anos: é recomendado o monitoramento das funções renais e hepáticas.É aconselhado precaução em pacientes idosos após cirurgia.O uso de lornoxicam concomitante com medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, incluindoinibidores seletivos da 2-cicloxigenase, deve ser evitado.Efeitos adversos podem ser minimizados usando a menor dose efetiva pela menor duração necessária parao controle de sintomas (ver posologia, e risco gastrintestinal e cardíaco abaixo).Biolab Sanus Xefo 8 mg (profissional de saúde) ?5 Administração de um medicamento antiinflamatório não esteróide pode causar uma redução da formaçãode prostaglandina dose dependente e precipitar a insuficiência renal. Pacientes com grande risco destareação são aqueles com função renal debilitada, insuficiência cardíaca, disfunção hepática, aquelestomando diuréticos e os idosos. A função renal deve ser monitorada nestes pacientes.Hemorragia gastrintestinal, ulceração e perfuração: hemorragia gastrintestinal, ulceração e perfuração,que podem ser fatais, foram reportadas com todos AINEs a qualquer tempo durante o tratamento, com ousem sintomas de advertência ou uma história anterior de eventos gastrintestinais graves.O risco de hemorragia gastrintestinal, ulceração e perfuração é maior com o aumento da dose de AINEsem pacientes com história de úlcera, principalmente se complicada com hemorragia ou perfuração (verposologia) e em pacientes idosos. Estes pacientes devem começar o tratamento com a menor dosedisponível. Combinação terapêutica com agentes de proteção gástrica (por exemplo, misoprostol ouinibidores da bomba de prótons) deve ser considerada nestes pacientes, e também para pacientes quenecessitem e fazem uso concomitante de pequena dose de ácido acetilsalicílico ou outro princípio ativoque provavelmente aumente o risco gastrintestinal (ver interações medicamentosas). É recomendadomonitoramento clínico em intervalos regulares.Pacientes com história de toxicidade gastrintestinal, particularmente quando idosos, devem reportarqualquer sintoma abdominal não usual (especialmente sangramento gastrintestinal) particularmente noestágio inicial do tratamento.Recomenda-se precaução em pacientes que estão recebendo concomitantemente medicamentos quepossam aumentar o risco de ulceração ou sangramento, como corticóides orais, anticoagulantes comovarfarina, inibidores seletivos de recaptação de serotonina ou agentes antiplaquetários como ácidoacetilsalicílico (ver interação medicamentosa).Quando ocorrer sangramento gastrintestinal ou ulceração em pacientes recebendo lornoxicam, otratamento deve ser interrompido.AINEs devem ser dados com cuidado em pacientes com história de doenças gastrintestinais (coliteulcerativa, doença de Crohn) porque suas condições podem ser exacerbadas (ver efeitos adversos).Os idosos têm uma frequência aumentada de reações adversas aos AINEs, especialmente sangramentogastrintestinal e perfuração, que pode ser fatal (ver posologia).É necessária precaução em pacientes com história de hipertensão e/ou insuficiência cardíaca, porqueretenção de líquidos e edema foram relatados em associação com a terapia com AINEs.É necessário monitoramento adequado e aconselhamento para os pacientes com história de hipertensãoarterial e/ou insuficiência cardíaca congestiva leve a moderada, porque retenção de líquidos e edemaforam relatados em associação com a terapia com AINEs.Ensaios clínicos e dados epidemiológicos sugerem que o uso de alguns AINEs (particularmente emdoses elevadas e em tratamentos de longa duração) pode estar associado a um pequeno aumento do riscoBiolab Sanus Xefo 8 mg (profissional de saúde) ?6 de eventos trombóticos arteriais (por exemplo, enfarte do miocárdio ou derrame). Não existem dadossuficientes para excluir esse risco para lornoxicam.Pacientes com hipertensão não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquêmica cardíaca,doença arterial periférica e/ou doença cerebrovascular apenas devem ser tratados com lornoxicam apóscuidadosa consideração. Considerações similares devem ser feitas antes do início do tratamento de longoprazo de pacientes com fatores de risco para doenças cardiovasculares (por exemplo, hipertensão,hiperlipidemia, diabetes mellitus, tabagismo).O tratamento concomitante com AINE e heparina, no contexto de uma anestesia raquidiana ou peridural,aumenta o risco de hematoma espinal / epidural (ver interação medicamentosa).Reações cutâneas graves, algumas fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson enecrólise epidérmica tóxica, foram relatadas muito raramente em associação com o uso de AINEs (verreações adversas). Os pacientes parecem estar sob maior risco destas reações no início do curso daterapia, o início da reação ocorre na maioria dos casos no primeiro mês de tratamento. Lornoxicam deveser interrompido ao primeiro sinal de rash cutâneo, lesões nas mucosas ou qualquer outro sinal dehipersensibilidade.É necessário ter cuidado quando administrado a pacientes sofrendo, ou com história prévia, de asmabrônquica porque foi relatado que os AINEs precipitam broncoespasmo nesses pacientes.Em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico e com doença mista do tecido conjuntivo, pode haver umaumento do risco de meningite asséptica (ver reações adversas).Lornoxicam reduz a agregação plaquetária e prolonga o tempo de sangramento e, consequentemente,cuidados devem ser tomados ao administrá-lo a pacientes com tendência de aumento de sangramentos.O tratamento concomitante de AINEs e tacrolimus pode aumentar o risco de nefrotoxicidade devido àredução da síntese de prostaciclina no rim. A função renal deve ser cuidadosamente monitorada empacientes tratados com terapia combinada.Como na maioria dos AINEs, foram relatados o aumento ocasional dos níveis das transaminases,aumento da bilirrubina sérica ou outros parâmetros de função hepática, bem como aumentos dacreatinina sérica e uréia no sangue, e outras alterações laboratoriais. Caso qualquer anormalidade sejacomprovadamente significativa ou persistente a administração de lornoxicam deve ser suspensa e asinvestigações adequadas prescritas.Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase Lapp oumá absorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.O uso de lornoxicam, como de qualquer medicamento que conhecidamente inibe a síntese dasprostaglandinas e cicloxigenase, pode comprometer a fertilidade e não é recomendado para mulheres quepretendam engravidar. Em mulheres que têm dificuldade em engravidar ou que estão sob investigaçãoda infertilidade, a retirada de lornoxicam deve ser considerada.Biolab Sanus Xefo 8 mg (profissional de saúde) ?7 Excepcionalmente, a varicela pode estar na origem de complicações infecciosas graves dos tecidoscutâneos e de tecidos moles.Até o momento, a contribuição dos AINEs no agravamento destas infecções não pode ser descartada.Assim, é aconselhável evitar o uso de lornoxicam em caso de varicela.

Gravidez
Categoria de risco na gravidez: C

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Anomalias congênitas têm sido relatadas em associação com administração de AINEs no homem, noentanto, em frequência baixa e parecem não seguir qualquer sistema discernível. Entretanto, devido aorisco de fechamento do canal arterial, o uso de AINEs no último trimestre de gravidez é contraindicado.O início do parto pode ser atrasado e a duração aumentada com uma tendência de aumento dahemorragia em mãe e filho (ver item ?contraindicação?). AINEs não deve ser utilizado durante os doisprimeiros trimestres da gravidez ou parto, a menos que o benefício potencial para a paciente supere ospotenciais riscos para o feto.Além disso, o uso de AINEs sugere um risco aumentado de aborto espontâneo, malformações cardíacase de gastrosquise.

Lactação

Em estudos limitados até agora disponíveis, AINEs podem aparecer no leite materno em concentraçõesmuito baixas. AINEs devem, se possível, ser evitado durante a amamentação

.


Ver no item ?Advertências e precauções?, sobre a fertilidade feminina.

Dirigir ou usar máquinas

Os efeitos adversos tais como tonturas, sonolência, fadiga e distúrbios visuais são possíveis depois detomar AINEs. Se o paciente for afetado, não deve dirigir ou operar máquinas.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS


Administração concomitante de Xefo e - outros analgésicos incluindo os inibidores seletivos 2 cicloxigenase: evitar o uso concomitante de 2 oumais anti-inflamatórios não esteroides (incluindo a aspirina) porque isto pode aumentar o risco de efeitosadversos. (ver item ?advertências e precauções?)- cimetidina: elevação na concentração plasmática do lornoxicam (nenhuma interação entre Xefo eranitidina, ou Xefo e antiácidos foi demonstrada).- anticoagulantes: os AINEs podem aumentar o efeito dos anticoagulantes, como as varfarinas, (ver item?advertências e precauções?). Cuidadoso monitoramento de INR deve ser realizado.- femprocumona: diminuição do efeito do tratamento com femprocumona- heparina: AINEs aumentam o risco de hematoma espinal ou epidural quando administradaconcomitantemente com heparina, no contexto da anestesia espinal ou peridural.- inibidores

ECA

o efeito anti-hipertensivo de inibidores ECA pode diminuir.Biolab Sanus Xefo 8 mg (profissional de saúde) ?8 - diuréticos: diminuição dos efeitos diuréticos e anti-hipertensivos dos diuréticos de alça e diuréticostriazínicos. Diuréticos podem aumentar o risco de nefrotoxicidade dos AINEs.- bloqueadores beta-adrenérgicos: diminuição da eficácia anti-hipertensiva.- digoxina: diminuição do clearance renal da digoxina.- corticóides: aumento do o risco de ulceração ou de hemorragia gastrintestinal (ver item ?advertências eprecauções?).- antibióticos da classe das quinolonas: dados em animais indicam que os AINEs podem aumentar orisco de convulsões quando associados com antibióticos quinolonas. Os pacientes tomando AINEs equinolonas podem ter risco aumentado de desenvolver convulsões.- agentes antiplaquetários: risco aumentado de hemorragia gastrintestinal (ver item ?advertências eprecauções?).- outros AINEs: risco aumentado de hemorragia gastrintestinal.- metotrexato: diminuição da eliminação do metotrexato e possível toxicidade do metotrexato(leucopenia, trombocitopenia, anemia, nefrotoxicidade, hepatotoxicidade, ulcerações na mucosa).Quando a terapia concomitante precisar ser usada, cuidadoso monitoramento deve ser realizado.- Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (

ISRS)

aumento do risco de hemorragiagastrointestinal (ver item ?advertências e precauções?).- lítio: diminuição da eliminação de lítio e risco aumentado de toxicidade do lítio (tremor, fraqueza, sedeexcessiva, confusão). Consequentemente, é necessário o acompanhamento dos níveis séricos de lítio,especialmente durante o início, ajuste e retirada do tratamento. - ciclosporina: aumento da concentração sérica de ciclosporina. A nefrotoxicidade da ciclosporina podeser potencializada pelos efeitos mediados pela inibição da prostaglandina renal. Durante o tratamentocombinado, a função renal deve ser monitorada.- sulfaniluréias: risco aumentado de hipoglicemia.- Indutores e inibidores conhecidos das isoenzimas

CYP2C9

lornoxicam (como outros AINEsdependem do citocromo P450 2C9 (isoenzima CYP2C9)) tem interação com conhecidos indutores einibidores da isoenzima CYP2C9 (ver item ?Farmacocinética?).- tacrolimus: possível risco aumentado de nefrotoxicidade quando AINEs são dadas com tacrolimus.Durante o tratamento combinado, a função renal deve ser monitorada.- mifepristona: AINEs não deve ser usado por 8-12 dias após a administração do mifepristona porque osAINEs podem reduzir o efeito do mifepristona.- zidovudina: risco aumentado de toxicidade hematológica quando os AINEs são dadas com zidovudina.Há evidências de um aumento do risco de hemartroses e hematomas pelos hemofílicos HIV (+) querecebem tratamento concomitante com zidovudina e ibuprofeno.Alimentação pode reduzir a absorção do lornoxicam em cerca de 20% e aumentar o Cmax..

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO


Manter o medicamento acondicionado na embalagem original, em temperatura ambiente (15-30°C) eprotegido da umidade.Prazo de validade:

24 meses a partir da data de fabricação

.


Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Biolab Sanus Xefo 8 mg (profissional de saúde) ?9

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Xefo

8 mg comprimidos revestidos são circulares, sulcados e de cor branca a levemente amarelada.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

Para todos os pacientes um sistema de dosagem apropriada deve ser baseada na resposta individual aotratamento.Xefo 8 mg comprimido revestido oral deve ser ingerido com um copo de água, podendo ser tomadoantes, durante ou após as refeições. O médico irá definir quando o medicamento deve ser tomado,verificando o item advertências da bula, e observando que o lornoxican é absorvido rapidamente e quequando administrado com alimento tem sua absorção diminuída. Tratamento da dor associada com lombociatalgia aguda e dor pós-cirurgia dental:8 mg a 16 mg por dia dividido em 2 doses. A dose diária máxima recomendada é 16 mg.Artrite reumatóide e osteoartrite:A dose inicial recomendada é de 12 mg de lornoxicam por dia, dividido em 3 doses. A dose demanutenção não deve exceder 16 mg ao dia.

Informação adicional para grupos especiais
Crianças e adolescentes

Não é recomendado o uso de lornoxicam em crianças e adolescentes abaixo de 18 anos devido à falta dedados de segurança e eficácia.

Idosos

Não é necessária uma dose especial para pacientes idosos acima de 65 anos, mas lornoxicam deve seradministrado com precaução visto que efeitos adversos gastrintestinais são menos bem tolerados nestegrupo. Os idosos têm aumentado risco de sérias consequências de efeitos adversos. Se um AINE forconsiderado necessário, a menor dose efetiva deve ser usada e pela menor duração. O paciente deve sermonitorado regularmente para hemorragia gastrintestinal durante a terapia com AINE.

Insuficiência renal

Para pacientes com leve a moderada insuficiência renal a máxima dose diária recomendada é 12 mg,dividido em 3 vezes.

Insuficiência hepática

Para pacientes com moderada insuficiência hepática a máxima dose diária recomendada é 12 mg, divididoem 3 doses.Biolab Sanus Xefo 8 mg (profissional de saúde) ?10 Efeitos adversos podem ser minimizados usando a menor dose efetiva pela menor duração necessária paracontrolar os sintomas.

Este medicamento não deve ser partido, aber



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (p. ex. cálculos biliares, hepatite).
  2. Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
  3. Derrame: Acúmulo anormal de líquido em qualquer cavidade ou órgão (derrame pleural, derrame pericárdico, derrame cerebral).
  4. Dermatose: Doença que afeta a pele e seus anexos (pêlos, cabelos e unhas).
  5. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  6. Eczema: Doença da pele caracterizada pelo surgimento de lesões generalizadas sob forma de placas, manchas ou bolhas, devido a uma reação por contato local ou por ação de uma agressão sistêmica.
  7. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  8. Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago (ver). Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
  9. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  10. Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
  11. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  12. Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
  13. Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
  14. Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também se denomina artrose (ver).
  15. Neurite: Inflamação de um nervo. Pode manifestar-se por neuralgia (ver), déficit sensitivo, formigamentos e/ou diminuição da força muscular, dependendo das características do nervo afetado (sensitivo ou motor). Esta inflamação pode ter causas infecciosas, traumáticas ou metabólicas.
  16. Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
  17. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  18. Nefrite: Termo que significa ???inflamação do rim??? e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
  19. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  20. Pápula: Uma pequena lesão endurecida, elevada, da pele.
  21. Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
  22. Tala: Instrumento ortopédico utilizado freqüentemente para imobilizar uma articulação ou osso fraturado. Pode ser de gesso ou material plástico.
  23. Torcicolo: Distúrbio freqüente produzido por uma luxação nas vértebras da coluna cervical, ou a espasmos dos músculos do pescoço que produzem rigidez e rotação lateral do mesmo.
  24. Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
  25. Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
  26. Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. ?? produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
  27. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  28. Uréia: Produto do metabolismo das proteínas. Indica de forma indireta a eficiência da função renal. Quando existe insuficiência renal, os valores de uréia elevam-se produzindo distúrbios variados (pericardite urêmica, encefalopatia urêmica, etc.).
  29. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
  30. Varicela: Doença viral freqüente na infância e caracterizada pela presença de febre e comprometimento do estado geral juntamente com a aparição característica de lesões que têm vários estágios. Primeiro são pequenas manchas avermelhadas, a seguir formam-se pequenas bolhas que finalmente rompem-se deixando uma crosta. ?? contagiosa, mas normalmente não traz maiores conseqüências à criança. As bolhas e suas crostas, se não sofrerem infecção secundária, não deixam cicatriz.

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