Xenam

Para que serve Xenam

Recomendações
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FOLHETO INFORMATIVO


Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento.- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.- Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-
lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

XENAM

Composição

Substância activa/comprimido

Comp. 25 mg Comp. 50 mgCaptopril 25 mg 50 mgApresentação

Xenam 25 mg - embalagens de 20 e 90 comprimidosXenam 50 mg - embalagens de 90 comprimidosCategoria fármaco-terapêutica: Aparelho cardiovascular; Anti-hipertensores; inibidores daenzima de conversão da angiotensina.Titular da Autorização de Introdução no Mercado:COMPANHIA PORTUGUESA HIGIENE PHARMA-PRODUTOS FARMACÊUTICOS, S.

A

Rua dos Bem Lembrados, 141Manique2645-471

ALCABIDECHE

Indicações terapêuticasHipertensão: Captopril está indicado no tratamento da hipertensão.Insuficiência cardíaca: Captopril está indicado no tratamento da insuficiência cardíaca crónicacom redução da função ventricular sistólica, em combinação com diuréticos e, quandoadequado, digitálicos e betabloqueadores.Enfarte do miocárdio:tratamento a curto prazo (4 semanas): Captopril está indicado nas primeiras 24 horas deenfarte do miocárdio em qualquer doente clinicamente estável.prevenção a longo prazo da insuficiência cardíaca sintomática: Captopril está indicado emdoentes clinicamente estáveis com disfunção ventricular esquerda assintomática (fracção deejecção < 40%).Nefropatia diabética do tipo I: Captopril está indicado no tratamento da nefropatia diabéticamacroproteinúrica em doentes com diabetes do tipo I.

Contra-indicações

Hipersensibilidade ao captopril, a qualquer dos excipientes ou a qualquer outro. inibidor da

enzima de conversão da angiotensina (IECA).História de angioedema associado a terapêutica prévia com inibidor IECA.Edema angioneurótico hereditário/idiopático.Gravidez (ver "Efeitos durante a gravidez e lactação").

Aleitamento ("Efeitos durante a gravidez e lactação").

Efeitos indesejáveis, frequência e gravidadeOs efeitos indesejáveis relatados para a terapêutica com o captopril e/ou IECAs estão a seguirenumeradas por classes de sistemas de órgãos e por ordem decrescente de incidência (muito frequentes > 1/10; frequentes > 1/100, < 1/10; pouco frequentes > 1/1000, < 1/100, raras >1/10 000, <1/1 000; muito raras <1/10 000), e incluem:

Doenças do sangue e sistema linfáticomuito raros: neutropenia/agranulocitose (ver "Advertências e precauções especiais deutilização"), pancitopenia particularmente em doentes com disfunção renal (ver "Advertências eprecauções especiais de utilização"), anemia (incluindo aplástica e hemolítica),trombocitopenia, linfadenopatia, eosinofilia, doenças auto-imunes e/ou títulos positivos deanticorpos antinucleares.

Doenças do metabolismo e da nutrição:raros: anorexiamuito raros: hipercaliemia, hipoglicemia (ver "Advertências e precauções especiais deutilização")Perturbações do foro psiquiátrico:frequentes: alterações do sonomuito raros: confusão, depressãoDoenças do sistema nervoso:frequentes: perda do paladar, tonturasraros: sonolência, cefaleias e parestesiamuito raros: incidentes cerebrovasculares, incluindo acidente vascular cerebral e síncopeAfecções oculares:muito raros: visão turvaCardiopatias:não frequentes: taquicardia ou taquiarritmia, angina de peito, palpitaçõesmuito raros: paragem cardíaca, choque cardiogénicoVasculopatias:não frequentes: hipotensão (ver "Advertências e precauções especiais de utilização"),síndroma Raynaud, rubor, palidezDoenças respiratórias, torácicas e do mediastino:frequentes: tosse seca, irritativa (não produtiva) (ver "Advertências e precauções especiais deutilização") e dispneiamuito raros: broncospasmo, rinite, alveolite alérgica/pneumonia eosinofílicaDoenças gastrintestinais:frequentes: náuseas, vómitos, irritação gástrica, dor abdominal, diarreia, obstipação, secura dabocararos: estomatite/ulcerações aftosasmuito raros: glossite, úlcera péptica, pancreatite

Afecções hepatobiliares:muito raros: compromisso da função hepática e colestase (incluindo icterícia), hepatiteincluindo necrose, enzimas hepáticas aumentadas e bilirrubinaAfecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas:frequentes: prurido com ou sem exantema, exantema e alopécia

não frequentes: angioedema (ver "Advertências e precauções especiais de utilização")muito raros: urticária, síndroma Stevens Johnson, eritema multiforme, fotossensibilidade,eritrodermia, reacções penfigóides e dermatite exfoliativaAfecções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos:muito raros: mialgia, artralgia.Doenças renais e urinárias:raros: alterações da função renal incluindo falência renal, poliúria, oligúria, aumento dafrequência urináriamuito raros: síndroma nefróticoDoenças dos órgãos genitais e da mama:muito raros: impotência, ginecomastiaPerturbações gerais e alterações no local de administração::

não frequentes: dor torácica, fadiga, mal-estarmuito raros: febre

Exames complementares de diagnóstico:

muito raros: proteinúria, eosinofilia, aumento do potássio sérico, diminuição do sódio sérico,aumento da ureia sérica, creatinina sérica e bilirrubina sérica, diminuição da hemoglobina,hematócrito, leucócitos, trombócitos e dos títulos de anticorpos antinucleares positivos eaumento da velocidade de sedimentação eritrocitária.Interacções medicamentosasDiuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio: os IECAs atenuam aperda de potássio induzida por diuréticos. Os diuréticos poupadores de potássio (e.g.espironolactona, triamterene ou amiloride), suplementos do potássio ou substitutos do salcontendo potássio podem conduzir a aumentos significantes do potássio sérico. Se a utilizaçãoconcomitante estiver indicada devido a hipocaliemia demonstrada, devem ser utilizados comprecaução e com monitorização frequente do potássio sérico (ver "Advertências e precauçõesespeciais de utilização).Diuréticos (tiazídicos ou de ansa): o tratamento prévio com doses elevadas de diuréticospode resultar na depleção de volume e em risco de hipotensão quando se inicia a terapêuticacom captopril (ver "Advertências e precauções especiais de utilização). Os efeitos hipotensorespodem ser reduzidos pela interrupção do diurético, pelo aumento do volume ou ingestão de salou pelo início da terapêutica com uma dose baixa de captopril. No entanto, em estudosespecíficos com hidroclorotiazida ou furosemida, não foram observadas interacçõesfarmacológicas clinicamente significativas.Outros fármacos anti-hipertensores: o captopril tem sido co-administrado com segurançacom outros fármacos anti-hipertensores utilizados frequentemente (ex. betabloqueadores ebloqueadores dos canais de cálcio de longa duração). O uso concomitante destes fármacos

pode aumentar os efeitos hipotensores do captopril.O tratamento com nitroglicerina e outros nitratos, ou outros vasodilatadores, deve ser usadocom precaução.Tratamento do enfarte do miocárdio agudo: o captopril pode ser usado concomitantementecom ácido acetilsalicílico (em doses para cardiologia), trombolíticos, betabloqueadores e/ounitratos em doentes com enfarte do miocárdio.Lítio: aumentos reversíveis nas concentrações séricas de lítio e toxicidade foram referidosdurante a administração concomitante de lítio com IECAs. O uso concomitante de diuréticostiazídicos pode aumentar o risco de toxicidade pelo lítio e potenciar o risco já existente detoxicidade pelo lítio com IECAs. A utilização do captopril com lítio não é recomendada, mas sea associação for considerada necessária, deve ser realizada a monitorização cuidadosa dosníveis séricos de lítio (ver "Advertências e precauções especiais de utilização").Antidepressivos tricíclicos/antipsicóticos: os IECAs podem aumentar os efeitoshipotensivos de certos antidepressivos tricíclicos e de antipsicóticos (ver"Advertências eprecauções de utilização. Pode ocorrer hipotensão postural.Alopurinol, procainamida, citostáticos ou fármacos imunossupressores: a administraçãoconcomitante com IECAs pode conduzir a um risco aumentado de leucopenia, especialmentequando os IECAs são utilizados em doses superiores às recomendadas.Anti-inflamatórios não esteróides: foi descrito que os anti-inflamatórios não-esteróides(AINEs) e os IECAs exercem um efeito aditivo no aumento do potássio sérico, enquanto afunção renal pode diminuir. Estes efeitos são, em princípio, reversíveis. Pode ocorrer,raramente, falência renal aguda, particularmente em doentes com compromisso da funçãorenal, tais como idosos ou doentes desidratados. A administração crónica de AINEs podereduzir o efeito anti-hipertensivo de um IECA.Simpaticomiméticos: podem reduzir os efeitos anti-hipertensivos dos IECAs; os doentesdevem ser cuidadosamente monitorizados.Antidiabéticos: estudos farmacológicos mostraram que os IECAs, incluindo o captopril,podem potenciar os efeitos da insulina e dos antidiabéticos orais, tal como a sulfonilureia emdiabéticos, na redução da glucose sanguínea. Se esta interacção muito rara ocorrer, pode sernecessário, reduzir a dose do antidiabético durante o tratamento simultâneo com IECAs.Química clínicaO captopril pode causar um teste da acetona na urina falso-positivo.Precauções especiais de utilizaçãoHipotensão: raramente é observada hipotensão em doentes hipertensos sem complicações. Émais provável que ocorra hipotensão sintomática em doentes hipertensos com depleção devolume e/ou sódio por terapêutica diurética intensa, restrição dietética do sal, diarreia, vómitosou em hemodiálise.A depleção do volume e/ou sódio deve ser corrigida antes da administração do IECA e deveconsiderar-se uma dose inicial mais baixa.Os doentes com insuficiência cardíaca têm um risco maior de hipotensão e quando se inicia otratamento com um IECA, recomenda-se uma dose inicial mais baixa. Em doentes cominsuficiência cardíaca recomenda-se precaução sempre que se aumenta a dose de captopril oude diurético.Tal como outros anti-hipertensores, a redução excessiva da pressão arterial em doentes com

isquémia cardiovascular ou doença cerebrovascular, pode aumentar o risco de enfarte domiocárdio ou acidente vascular cerebral. Se se desenvolver hipotensão, o doente deve sercolocado em posição de supino.Pode ser necessária a reposição do volume com soro fisiológico intravenoso.Hipertensão renovascular: há um risco aumentado de hipotensão e de insuficiência renalquando doentes com estenose da artéria renal bilateral ou estenose da artéria do único rimfuncionante são tratados com IECAs. Pode ocorrer perda da função renal com apenas ligeirasalterações na creatinina sérica. Nestes doentes, o tratamento deve iniciar-se sob rigorosavigilância clínica com doses baixas, ajustes posológicos cuidadosos e monitorização da funçãorenal.Insuficiência renal: em casos de insuficiência renal (depuração da creatinina < 40 ml/min) (ver"Posologia e modo de administração"), a dose inicial de captopril tem de ser ajustada emfunção da depuração da creatinina, e em função da resposta do doente ao tratamento. Nestesdoentes a monitorização, por rotina, do potássio e da creatinina constituem um procedimentonormal.Angioedema: o angioedema das extremidades, face, lábios, membranas mucosas, língua,glote ou laringe pode ocorrer em doentes tratados com IECA, particularmente durante asprimeiras semanas do tratamento. Contudo, em casos raros, pode desenvolver-se angioedemagrave após o tratamento de longa duração com um IECA. O tratamento deve serimediatamente interrompido. O angioedema envolvendo a língua, glote ou laringe pode serfatal. A terapêutica de emergência deve ser instituída. O doente deve ser hospitalizado eobservado durante pelo menos 12 a 24 horas e não deve ter alta até à resolução completa dossintomas.Tosse: a tosse foi relatada com o uso de IECAs. Caracteristicamente, é uma tosse não-
produtiva, persistente e resolve após a interrupção do tratamento.Falência hepática: raramente, os IECAs foram associados com uma síndroma que se iniciacom icterícia colestática e progride para necrose hepática fulminante e (por vezes) morte. Nãoestá compreendido o mecanismo desta síndroma. Os doentes medicados com IECAs quedesenvolvem icterícia ou aumentos acentuados nas enzimas hepáticas devem interromper amedicação com IECAs e devem submeter-se a controlo médico adequado.Hipercaliemia: em alguns doentes tratados com IECAs, incluindo o captopril, foramobservados aumentos do potássio sérico. Os doentes em risco de desenvolver umahipercaliemia incluem os que têm insuficiência renal, diabetes mellitus e os queconcomitantemente usam diuréticos poupadores do potássio, suplementos do potássio ousubstitutos do sal contendo potássio; ou os doentes que tomam outros fármacos associadoscom o aumento do potássio sérico (i.e. heparina).Recomenda-se a monitorização regular do potássio sérico se for necessário o usoconcomitante destes agentes.

Lítio: não é recomendada a associação de lítio e de captopril (ver "Interacçõesmedicamentosas e outras formas de interacção).

Estenose aórtica e da válvula mitral/cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva: os IECAsdevem ser usados com precaução em doentes com obstrução da válvula do ventrículoesquerdo e do fluxo e evitados nos casos de choque cardiogénico e de obstruçãohemodinamicamente significativa.Neutropenia/agranulocitose: neutropenia/agranulocitose, trombocitopenia e anemia foram

relatados em doentes medicados com IECAs, incluindo o captopril. Em doentes com funçãorenal normal e sem outras complicações, a neutropenia raramente ocorre. O captopril deve serusado com extrema precaução em doentes com doença vascular do colagénio, terapêuticaimunossupressora, tratamento com alopurinol ou procainamida, ou uma combinação destesfactores, especialmente se se verificar anteriormente o compromisso da função renal. Algunsdestes doentes desenvolveram infecções graves, as quais em alguns casos não responderama terapêutica antibiótica intensa.Se o captopril for usado em tais doentes, recomenda-se fazer contagem dos glóbulos brancose contagem diferencial antes de iniciar o tratamento, depois de 2 em 2 semanas nos primeiros3 meses de tratamento com o captopril e depois periodicamente. Os doentes devem serinformados para relatar qualquer sinal de infecção (i.e. dor de garganta, febre) durante otratamento, momento em que se deve realizar uma contagem diferencial dos glóbulos brancos.

O captopril e outra medicação concomitante (ver "Interacções medicamentosas e outrasformas de interacção") deve ser interrompido se for detectada ou se houver suspeita deneutropenia (neutrófilos menos que 1.000/mm3).Na maior parte dos doentes os neutrófilos regressam aos valores normais rapidamente após ainterrupção do captopril.Proteinúria: pode ocorrer proteinúria particularmente em doentes com compromisso da funçãorenal ou com doses relativamente altas de IECAs.Valores da proteína urinária total superiores a 1 g por dia foram observados em cerca de 0,7%de doentes medicados com captopril. A maioria dos doentes tinha evidência de doença renalprévia ou tinha recebido doses relativamente altas de captopril (superiores a 150 mg/dia), ouambas as situações.Em cerca de um quinto dos doentes com proteinúria ocorreu síndroma nefrótico. Na maioriados casos, a proteinúria diminuiu ou desapareceu em seis meses, quer se tenha continuado ounão a terapêutica com o captopril. Os parâmetros da função renal, tais como ureia e creatininaséricas estavam alterados raramente em doentes com proteinúria.Os doentes com doença renal anterior devem fazer a avaliação da proteína urinária (dip-stickna primeira urina da manhã) antes do tratamento e depois periodicamente.Reacções anafilácticas durante dessensibilização: reacções anafilácticas potencialmentefatais foram relatadas raramente em doentes em tratamento para dessensibilização do venenode hymenoptera enquanto recebiam outro IECA. Nos mesmos doentes, estas reacções foramevitadas quando temporariamente se suspendeu o IECA, mas reapareceram quandoinadvertidamente se reiniciou o tratamento. Como tal, recomenda-se precaução em doentestratados com IECAs e sujeitos a técnicas de dessensibilização.Reacções anafilácticas durante diálise de alto fluxo/exposição a membranas de afereseaté lipoproteínas: foram relatadas reacções anafilácticas em doentes hemodializados commembranas de diálise de alto fluxo ou sujeitos a aferese de lipoproteínas de baixa densidadecom absorção pelo sulfato de dextrano. Nestes doentes deve considerar-se o uso de um tipodiferente de membranas de diálise ou outra classe de medicação.Cirurgia/anestesia: pode ocorrer hipotensão em doentes sujeitos a grande cirurgia ou duranteo tratamento com anestésicos que se sabe que baixam a pressão arterial. Se ocorrerhipotensão, esta pode ser corrigida pela expansão de volume.Diabéticos: os níveis de glicemia no doente diabético deverão ser cuidadosamentemonitorizados no doente diabético previamente medicado com antidiabéticos orais ou insulina,principalmente durante o primeiro mês de tratamento com um IECA.Lactose: Este medicamento contém lactose pelo que não deve ser usado em casos de

galactosemia congénita e de má-absorção da glucose e galactose ou em síndromas dedeficiência de lactase (doenças metabólicas raras).Diferenças étnicas: tal como outros inibidores da enzima de conversão da angiotensina, ocaptopril é aparentemente menos eficaz na redução da pressão sanguínea nos doentes deraça negra do que nos doentes que não sejam de raça negra, possivelmente devido a umaincidência superior de estados da renina baixa, na população hipertensa de raça negra.Efeitos durante a gravidez e lactação, lactentes, crianças, idososGravidez: Este medicamento não está recomendado durante o primeiro trimestre da gravidez.Quando uma gravidez for planeada ou confirmada, a troca para um tratamento alternativo deveser iniciada o mais cedo possível. Não foram realizados estudos controlados com IECAs no serhumano, mas um número limitado de exposições no primeiro trimestre não mostroumalformações.Este medicamento está contra-indicado durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez.Sabe-se que a exposição prolongada ao captopril durante o segundo e terceiro trimestresinduz toxicidade nos fetos (diminuição da função renal, oligo-hidrâmnios, atraso na ossificaçãodo crânio) e nos recém-nascidos (falência renal neonatal, hipotensão, hipercaliemia).Aleitamento: Este medicamento está contra-indicado no período de aleitamento.Efeitos sobre a condução de veículos e o uso de máquinasTal como outros anti-hipertensores, a capacidade de conduzir e usar máquinas pode estarreduzida, principalmente no início do tratamento ou quando se modifica a posologia, e tambémquando utilizado em combinação com bebidas alcoólicas, mas estes efeitos dependem dasusceptibilidade individual.Lista dos excipientesLactose; Celulose microcristalina; Amido; Ácido esteárico

Posologia e modo de administraçãoA dose deve ser individualizada em função do perfil do doente (ver "Advertências e precauçõesespeciais de utilização") e a resposta da pressão arterial. A dose diária máxima recomendadaé de 150 mg.Captopril pode ser tomado antes, durante ou após as refeições.Hipertensão:A dose inicial recomendada é de 25-50 mg diariamente em duas tomas divididas. A dose podeser gradualmente aumentada, com intervalos de pelo menos 2 semanas, para 100-150 mg/diaem duas tomas divididas conforme necessário para atingir a pressão arterial desejada.

O

captopril pode ser utilizado isoladamente ou com outros fármacos anti-hipertensores,especialmente diuréticos tiazídicos.Um regime de uma toma diária pode ser adequado quando for adicionada outra medicação

anti-hipertensora concomitante, tal como diuréticos tiazídicos.Em doentes com um sistema renina-angiotensina-aldosterona fortemente activo (hipovolémia,hipertensão renovascular, descompensação cardíaca) é preferível começar com uma doseúnica de 6,25 mg ou 12,5 mg. O início deste tratamento deve fazer-se preferencialmente comvigilância clínica cuidadosa. As doses serão então administradas em duas tomas por dia.

A

dose pode ser aumentada gradualmente para 50 mg por dia em uma ou duas tomas e, se

necessário, para 100 mg por dia em uma ou duas tomas.Insuficiência cardíaca:

O tratamento com captopril para a insuficiência cardíaca deve ser iniciado com vigilânciaclínica rigorosa. A dose inicial usual é de 6,25 mg - 12,5 mg, duas vezes ao dia ou três vezesao dia. O ajuste para a dose de manutenção (75-150 mg por dia) deve ser realizado com base

na resposta do doente, estado clínico e tolerância, até um máximo de 150 mg por dia, emtomas divididas. A dose deve ser aumentada com incrementos e com intervalos de, pelomenos, 2 semanas para avaliar a resposta dos doentes.Enfarte do miocárdio:tratamento a curto prazo: o tratamento com captopril deve iniciar-se no hospital tão cedoquanto possível após o aparecimento de sinais e/ou sintomas em doentes com hemodinâmicaestável. Deve ser administrada uma dose teste de 6,25 mg, com uma dose de 12,5 mgadministrada 2 horas depois e uma dose de 25 mg administrada 12 horas depois. A partir dodia seguinte, o captopril deve ser administrado numa dose de 100 mg/dia, em duas tomasdiárias durante 4 semanas, desde que não se verifiquem reacções hemodinâmicas adversas.No final das 4 semanas de tratamento, deve reavaliar-se o estado do doente antes de se tomaruma decisão quanto ao tratamento a seguir na fase do pós-enfarte do miocárdio.tratamento crónico: se o tratamento com o captopril não se tiver iniciado nas primeiras 24horas do enfarte agudo do miocárdio, sugere-se que o tratamento se inicie entre o 3° e o 16°dia após o enfarte do miocárdio quando se tiverem obtido as condições de tratamentonecessárias (hemodinâmica estável e tratamento de qualquer isquémia residual). O tratamentodeve iniciar-se no hospital com rigorosa vigilância clínica (particularmente pressão arterial) atéque se atinja a dose de 75 mg. A dose inicial tem que ser baixa, em particular se o doente noinício do tratamento apresentar uma pressão arterial normal ou baixa. O tratamento deveiniciar-se com a dose de 6,25 mg, seguida de 12,5 mg 3 vezes ao dia durante 2 dias e depois25 mg 3 vezes ao dia, diariamente, desde que não se verifiquem reacções hemodinâmicasadversas. A dose recomendada para a cardioprotecção efectiva durante o tratamento a longoprazo é de 75 a 150 mg diariamente em duas ou três doses. Nos casos de hipotensãosintomática, como em insuficiência cardíaca, a dose de diuréticos e/ou outros vasodilatadoresconcomitantes pode ser reduzida de modo a atingir a dose de estado estacionário do captopril.Quando necessário, a dose de captopril deve ser ajustada em função da resposta clínica dodoente. O captopril pode ser usado em combinação com outros tratamentos para o enfarte domiocárdio tais como trombolíticos, betabloqueadores e ácido acetilsalicílico.Nefropatia diabética do tipo I:Em doentes com nefropatia diabética do tipo I, a dose diária recomendada de captopril é de75-100 mg em doses divididas. Se for desejável uma redução adicional da pressão arterialpode adicionar-se medicação anti-hipertensora adicional.Insuficiência renal:

Como o captopril é excretado principalmente pelo rim, no doente com compromisso da funçãorenal, a dose deve ser reduzida ou o intervalo entre as doses deve ser aumentado. Emdoentes com insuficiência renal grave, quando é necessário uma terapêutica diuréticaconcomitante é preferível um diurético de ansa (e.g. furosemida) a um diurético tiazídico.Em doentes com insuficiência renal, para evitar a acumulação do captopril, pode recomendar-
se a dose diária seguinte:Depuração da creatinina Dose inicial diária Dose máxima diária (ml/min/1,73 m2) (mg) (mg)

> 40 25-50 150 21-40 25 100 10-20 12,5 75 < 10 6,25 37,5

Idosos:Tal como outros anti-hipertensores, deve considerar-se o início da terapêutica com uma doseinicial mais baixa (6,25 mg duas vezes ao dia) em doentes idosos, os quais podem ter funçãorenal diminuída e outras disfunções orgânicas.

A dose deve ser ajustada em função da resposta da pressão arterial e ser mantida tão baixaquanto possível para obter o controlo adequado.Crianças e adolescentes:

A eficácia e a segurança do captopril não foram totalmente estabelecidas. O uso de captoprilem crianças e adolescentes deve iniciar-se com rigorosa vigilância clínica. A dose inicial decaptopril é de cerca de 0,3 mg/kg de peso corporal. Em doentes que requerem precauçõesespeciais (crianças com disfunção renal, prematuros, recém-nascidos e lactentes, porque afunção renal não é a mesma das crianças mais velhas e adultos) a dose inicial deve serapenas 0,15 mg captopril/kg peso. Geralmente, em crianças o captopril e administrado 3 vezesao dia, mas a dose e o intervalo entre as doses deve ser adaptado em função da resposta dodoente.Momento mais favorável à administração do medicamentoO medicamento deve ser tomado 1 hora antes das refeições.Duração do tratamento médioDe acordo com a indicação do médico assistente.Atitude a tomar quando não for administrada uma ou mais dosesDe acordo com o médico assistente.Medidas a adoptar em caso de sobredosagemOs sintomas de sobredosagem são hipotensão grave, choque, letargia, bradicardia,desequilíbrio electrolítico e falência renal.As medidas para evitar a absorção (ex: lavagem gástrica, administração de adsorventes esulfato de sódio nos 30 minutos após a ingestão) e acelerar a eliminação devem ser aplicadasse a ingestão for recente.Se ocorrer hipotensão, o doente deve ser colocado na posição adequada e deve seradministrado rapidamente suplemento salino e fluídos. Deve ser equacionado o tratamentocom angiotensina-ll.Bradicardia e reacções vagais extensas devem ser tratadas com a administração de atropina.Pode ser considerado o uso de pacemaker. O captopril pode ser removido da circulação porhemodiálise.Mantenha o medicamento fora do alcance e da vista das criançasVerifique o prazo de validade inscrito na embalagemSe detectar efeitos indesejáveis que não constem deste folheto informativo comunique-

os ao seu médico ou ao farmacêutico.Precauções particulares de conservaçãoConservar a temperatura inferior a 25º C, ao abrigo da humidade e da luz.Folheto Informativo revisto em Janeiro 2005



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (p. ex. cálculos biliares, hepatite).
  2. Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
  3. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  4. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  5. Icterícia: Pigmentação amarelada da pele e mucosas devido ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue. Pode ser acompanhada de sintomas como colúria (ver), prurido, etc. Associa-se a doenças hepáticas e da vesícula biliar, ou à hemólise (ver).
  6. Impotência: Termo freqüentemente utilizado para se referir à impotência sexual masculina, distúrbio caracterizado pela incapacidade de iniciar ou manter uma ereção peniana satisfatória para realizar o ato sexual.
  7. Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
  8. Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática (ver).
  9. Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
  10. Oligúria: Eliminação de urina em volume inferior a 500 ml por dia. ?? produzida por desidratação, estados de choque (ver), infecções graves, insuficiência renal, etc.
  11. Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
  12. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  13. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  14. Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
  15. Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
  16. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  17. Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
  18. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  19. Uréia: Produto do metabolismo das proteínas. Indica de forma indireta a eficiência da função renal. Quando existe insuficiência renal, os valores de uréia elevam-se produzindo distúrbios variados (pericardite urêmica, encefalopatia urêmica, etc.).
  20. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

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