Xylocaína Adrenalina

Para que serve Xylocaína Adrenalina

Recomendações
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XYLOCAÍNA ADRENALINA


cloridrato de lidocaína + adrenalina

FOLHETO INFORMATIVO


Nome do medicamentoXylocaína Adrenalina 36 mg/1,8 ml + 0,0225 mg/1,8 ml solução injectávelComposição qualitativa e quantitativaCada ml da solução de Xylocaína Adrenalina contém 20 mg de cloridrato de lidocaína(anidra) e 12,5 µg de adrenalina.

Forma farmacêuticaSolução injectável apresentada em embalagens de 100 cartuchos de 1,8 ml.Classificação farmacoterapêutica (

F.H.N.M.)

2.2 Anestésicos locaisTitular da Autorização de Introdução no MercadoDentsply De Trey

GMBH

DeTrey strasse, 1D-78467 AlemanhaIndicações terapêuticas- Anestesia por infiltração em procedimentos dentários de longa duração.

- Anestesia por bloqueio nervoso regional em estomatologia.

Contra-indicaçõesHipersensibilidade conhecida aos anestésicos locais do tipo amida, ou a outroscomponentes da solução, como o metabissulfito de sódio.Efeitos indesejáveisOs efeitos secundários da Xylocaína Adrenalina são muito raros nas doses usadas emestomatologia. Se ocorrerem reacções adversas, estas são similares às observadascom outros anestésicos locais.Reacções alérgicasAs reacções alérgicas aos anestésicos locais do tipo amida (nos casos mais graves,

choque anafiláctico) são raras. No entanto, nos casos mais graves pode ocorrerchoque anafiláctico. No entanto, outros constituintes da solução como o metabissulfitopodem causar este tipo de reacção.Complicações neurológicas

A incidência de complicações neurológicas (por ex. déficit neurológico persistente)associadas ao uso de anestésicos locais é muito baixa. As reacções neurológicaspodem depender do tipo de fármaco usado, via de administração e estado físico dodoente. Muitos destes efeitos podem ser associados às técnicas de injecção, com ousem uma contribuição do fármaco (ver "Instruções de utilização e manipulação"). As

complicações neurológicas após o bloqueio regional incluem dormência persistente,parestesia e outros distúrbios sensitivos.Toxicidade aguda sistémica

A lidocaína pode provocar efeitos tóxicos agudos se forem atingidos níveis séricoselevados, decorrentes de injecção intravascular acidental, absorção rápida ousobredosagem. (Consultar o capítulo referente a "Propriedades farmacodinâmicas" e"Sobredosagem").Interacções medicamentosas e outras formas de interacçãoA lidocaína deverá ser usada com precaução em doentes recebendo agentesestruturalmente relacionados com os anestésicos locais, visto os efeitos tóxicos seremaditivos.

Soluções contendo adrenalina devem ser evitadas ou usadas com precaução emdoentes recebendo antidepressivos tricíclicos, visto que podem provocar hipertensãoprolongada e grave. Além disso, o uso concomitante de soluções contendo adrenalinae fármacos ocitócicos do tipo ergotamínico pode causar hipertensão grave epersistente e eventuais acidentes cerebrovasculares e cardíacos. As fenotiazinas e asbutirofenonas podem reduzir ou reverter os efeitos pressores da adrenalina, originadouma resposta hipotensiva e taquicardia .Os beta-bloqueadores não cardioselectivos, como o propranolol, potenciam os efeitospressores da adrenalina, o que pode originar hipertensão grave e bradicardia.Se forem utilizadas soluções contendo um vasoconstritor, como a adrenalina, antes oudurante a administração de agentes anestésicos inalatórios como o halotano podemocorrer arritmias cardíacas sérias.Advertências e precauções especiais de utilizaçãoA segurança e eficácia do anestésico local dependem de uma dosagem e técnica deinjecção correctas bem como da necessária precaução e preparação para a resoluçãode emergências.Antes da administração de qualquer fármaco anestésico local deve assegurar-se queestão disponíveis equipamentos de reanimação, oxigenação e ventilação assistida,bem como fármacos para o tratamento de reacções tóxicas.

O doente deve ser alertado para a hipótese de traumatismo por mordedura inadvertidados lábios, língua e mucosa bucal enquanto estas estruturas estão anestesiadas.

A

ingestão de alimentos deve portanto ser adiada até ao reaparecimento dasensibilidade.Devido à proximidade do SNC, a injecção intravascular mesmo de pequenas doses deanestésicos locais na região da cabeça e pescoço pode causar reacções adversassistémicas similares às observadas após injecção intravascular inadvertida de dosesmaiores noutras áreas.Mesmo sendo muito baixa a dose de Xylocaína Adrenalina normalmente utilizada emestomatologia, para reduzir o risco de efeitos secundários, alguns doentes necessitamde cuidados especiais, nomeadamente:- doentes com bloqueios cardíacos totais ou parciais, devido ao facto de osanestésicos locais poderem deprimir a condução miocárdica - doentes com doença hepática avançada ou disfunção renal grave - os idosos e doentes com mau estado geral.

Os anestésicos locais, especialmente os contendo adrenalina, devem seradministrados com precaução em doentes com hipertensão arterial severa ou nãotratada, doença cardíaca grave, anemia severa ou falência circulatória de qualquercausa, bem como qualquer outra situação patológica que possa ser agravada pelaadrenalina. Os anestésicos locais devem ser evitados quando existe infecção no localprevisto para a injecção.A Xylocaína Adrenalina contém metabissulfito de sódio, um sulfito que pode causarreacções do tipo alérgico, incluindo sintomas anafilácticos e, em indivíduossusceptíveis, episódios asmáticos que coloquem a vida em risco ou menos graves.

A

prevalência global de sensibilidade aos sulfitos na população em geral é desconhecidamas provavelmente baixa. A sensibilidade aos sulfitos é observada maisfrequentemente em indivíduos asmáticos.Gravidez e aleitamentoÉ razoável admitir que a lidocaína tenha sido usada em largo número de mulheresgrávidas ou potencialmente grávidas. Até ao momento não foram reportadosdistúrbios específicos do processo reprodutivo, como aumento da incidência demalformações ou outros efeitos nocivos sobre o feto.A lidocaína pode ser excretada no leite materno, mas em quantidades tão pequenasque geralmente não há risco de afectar o recém-nascido.

Desconhece-se se a adrenalina é ou não excretada no leite materno, mas é poucoprovável que afecte o lactente.Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinasDependendo da dose, os anestésicos locais podem ter um efeito ligeiro na funçãomental e podem temporariamente alterar a locomoção e a coordenação.Lista dos excipientes

A solução contém cloreto de sódio, metabissulfito de sódio, ácido clorídrico e águapara injectáveis.A Xylocaína Adrenalina solução injectável é uma solução aquosa estéril isotónica.

O

pH da solução é de 3,3-3,5.Posologia e modo de administraçãoA Xylocaína Adrenalina tem um rápido início de acção após o bloqueio por infiltração,

em média de 2-3 minutos. O bloqueio mandibular necessita de 5 minutos ou mais paraum efeito total. A duração da anestesia efectiva varia consoante o indivíduo e dependedo tipo de bloqueio. A duração média da anestesia útil após a infiltração é de 60minutos. Após um bloqueio regional bem sucedido, p.ex. bloqueio mandibular, aanestesia persiste durante 2 horas ou mais.- A injecção deve ser sempre administrada lentamente com aspiração

frequente para evitar a injecção intravascular inadvertida que pode produzirefeitos tóxicos.

- Deve usar-se a dose mais baixa que permita obter uma anestesia eficaz.

A

dose dependerá também da área da cavidade oral a ser anestesiada,vascularidade dos tecidos e da técnica de anestesia. A dose total deve serajustada atendendo à idade, peso e estado físico do doente.

- Consegue-se uma anestesia local efectiva para a maioria dos procedimentosdentários com as seguintes doses de Xylocaína Adrenalina:

Adultos saudáveis normais: 1-5 ml (=20-100 mg de cloridrato de lidocaína).

Crianças com menos de 10 anos: 1-2 ml (=20-40 mg de cloridrato de lidocaína). Tanto em crianças como em adultos, doses até 5 mg/Kg são consideradas seguras.

Uma rápida velocidade de injecção pode levar a complicações (consultar"Sobredosagem"), mesmo após a injecção de doses relativamente baixas doanestésico local, devido à elevada concentração, especialmente após injecçãointravascular acidental. O fármaco pode progredir de forma retrógrada ao longo de umvaso sanguíneo e, no caso de injecção intra-arterial na região da cabeça e pescoço,atingir o cérebro.

SobredosagemAs emergências estão normalmente relacionadas com as doses e podem resultar querde níveis plasmáticos elevados causados por doses excessivas, absorção rápida(velocidade de aumento de concentração plasmática) ou injecção intravascularinadvertida ou ainda de hipersensibilidade ou tolerância diminuída por parte dopaciente.Toxicidade sistémica agudaAs reacções no SNC são excitatórias ou depressivas e podem ser caracterizadaspor nervosismo, zumbidos, contracções musculares, euforia, sonolência, visão turvaou diplopia, vertigens, convulsões, perda de consciência e possível paragem

respiratória. As reacções excitatórias podem ser muito breves ou mesmo não ocorrer,sendo que neste caso a primeira manifestação de toxicidade é a sonolência seguidade perda de consciência e até paragem respiratória.As reacções cardiovasculares são depressivas e podem ser caracterizadas porhipotensão, depressão miocárdica, bradicardia e possivel paragem cardíaca. Sinais esintomas de depressão da função cardiovascular podem comumente resultar dereacção vasovagal, principalmente com o doente na posição vertical. Mais raramente,estas reacções podem resultar de um efeito directo do fármaco. O nãoreconhecimento dos sinais precoces como a sudação, sensação de desmaio ealterações do pulso ou sensoriais podem levar a hipóxia cerebral progressiva e

convulsões ou colapso cardiovascular grave.As reacções cardiovasculares geralmente só são observadas nos casos mais graves,sendo normalmente precedidas dos sinais de toxicidade no SNC acima referidos.A acidose ou hipóxia podem agravar o risco e a gravidade das reacções tóxicas, quera nível do SNC quer cardiovasculares.Tratamento da toxicidade agudaO tratamento imediato toxicidade aguda compreende:a)- Colocar o doente na posição supina. Levantar as pernas 30º-45º acima do nívelhorizontal.

b)- Assegurar a permeabilidade das vias respiratórias. Se a ventilação forinadequada, ventilar o doente, se possível com oxigénio. A boa ventilação é deextrema importância uma vez que a toxicidade aumenta com a acidose.c)- O tratamento das convulsões consiste na manutenção da permeabilidade dasvias aéreas e na paragem das convulsões. Caso as convulsões persistam apesar de

uma ventilação adequada, deve administrar-se por via intravenosa0,1 mg/Kg dediazepam ou 1-3 mg/Kg de tiopentona sódica. Dado que este tratamento pode

deprimir a função respiratória devem estar disponíveis meios para suportar e controlara ventilação.d)- O tratamento de suporte da depressão circulatória pode requerer aadministração de fluídos intravenosos e, se necessário, um vasopressor (por ex.efedrina, 5 a 10 mg i.v., a repetir, se necessário, após 2-3 minutos).e) Se o doente se tornar não reactivo e com pulso carotídeo ausente, será necessáriamassagem cardíaca e reanimação com respiração boca-a-boca.Prazo de validade2 anos. Verifique o prazo de validade inscrito na embalagem.Precauções especiais de conservaçãoNão conservar acima de 15ºC.

Proteger da luz.Caso detecte efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seumédico ou farmacêutico.Manter fora do alcance e da vista das criançasEste folheto informativo foi revisto em Agosto de 2005



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
  2. Taquicardia: Aumento da freqüência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações (ver).
  3. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.

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