ZELBORAF

Para que serve ZELBORAF

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


1

ZELBORAF

Roche

vemurafenibe

Inibidor seletivo de enzimas de tumores, diminuindo assim a multiplicação de suas células

APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos de 240 mg, em caixa que contém 56 comprimidos

VIA DE ADMINISTRAÇÃO
Via oral

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
Princípio ativo
: 240 mg de vemurafenibe na forma de dispersão sólida em hipromelose acetato succinato.
Excipientes: dióxido de silício, croscarmelose sódica, hiprolose e estearato de magnésio. Componentes do
revestimento: álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco e óxido férrico vermelho.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações a seguir. Caso não esteja seguro a respeito de
determinado item, por favor, informe ao seu médico.

1.

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

ZELBORAF

é indicado para o tratamento de melanoma (doença maligna das células da pele que produzem o pigmento

chamado melanina) que não possa ser retirado ou que apresente metástases. Está indicado para casos de melanoma
que apresentem um tipo de mutação chamada de BRAF V600E, quando detectado por um teste aprovado pela
ANVISA.

2.

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

ZELBORAF

é uma molécula que inibe a ação de algumas enzimas no tumor, diminuindo a multiplicação e a sobrevida

de suas células.
O tempo mediano observado para resposta ao tratamento com ZELBORAF

foi de 1,45 mês (variação de 1,0 a 5,5).


3.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Você não deverá usar ZELBORAF

se tiver alergia ao princípio ativo (vemurafenibe) ou às substâncias usadas na

fabricação do comprimido revestido.

4.

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Você só deve tomar ZELBORAF

se apresentar tumor com mutação BRAF V600E confirmada.


Alguns pacientes que estavam tomando ZELBORAF

desenvolveram um câncer de pele chamado espinocelular

cutâneo. Esse câncer ocorreu, geralmente, no início do tratamento e com maior frequência em pessoas com 65 anos
ou mais, com histórico de câncer de pele anteriormente e com exposição crônica ao sol. Em geral, é possível tratar
esse tipo de câncer retirando a lesão, e o tratamento com ZELBORAF

pode ser mantido. No entanto, é recomendável

que você faça um exame dermatológico antes de começar a tomar ZELBORAF

e continue fazendo exames periódicos

durante o tratamento e até seis meses depois de terminá-lo. Se você notar qualquer lesão cutânea, avise ao seu
médico.

Têm sido reportados casos de câncer espinocelular que não fossem cutâneos em pacientes recebendo ZELBORAF

.

Você deverá fazer exames de cabeça e pescoço antes de iniciar o tratamento e a cada três meses durante o
tratamento. Além disso, deverá fazer uma tomografia de tórax antes do início do tratamento e a cada seis meses a
partir de então. Exames pélvicos (para mulheres) e exames anais são recomendados antes e no final do tratamento ou
conforme orientação médica.

2

Novos melanomas primários têm sido reportados em estudos clínicos. Os casos foram tratados e os pacientes
continuaram utilizando ZELBORAF

sem necessidade de alterar a dose. Você deverá ser monitorado por seu médico,

conforme descrito acima para câncer espinocelular cutâneo.

ZELBORAF

pode causar progressão de cânceres associados com mutações do gene RAS (exacerbação de caso de

leucemia crônica foi reportado). ZELBORAF

deve ser usado com cautela em pacientes com histórico de câncer

associado à mutação RAS ou que passe a apresentá-lo durante o tratamento.
Foram relatados casos de reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia (reação grave, geralmente imediata, que
inclui queda abrupta da pressão arterial e dificuldade respiratória), lesões de pele generalizadas e vermelhidão em
todo o corpo com queda da pressão arterial. Se isso ocorrer no seu caso, você não poderá utilizar ZELBORAF

novamente.

Reações dermatológicas graves têm sido reportadas por pacientes em tratamento com ZELBORAF

, incluindo casos

raros de síndrome de Stevens-Johnson (inclui lesões cutâneas generalizadas, como bolhas, que podem atingir
também as mucosas), necrólise epidérmica tóxica (camada superficial da pele se solta em lâminas) e reação ao
medicamento com eosinofilia e sintomas sistêmicos (síndrome DRESS) (síndrome de reação ao medicamento
associada à elevação de células do sangue e sintomas pelo corpo). Se isso ocorrer no seu caso, você não poderá

utilizar ZELBORAF

novamente.


Casos de dermatite (inflamação de pele) relacionada à radiação e sensibilização à radiação foram reportados em
pacientes tratados com radiação antes, durante ou após o tratamento com ZELBORAF

. A maioria dos casos de

sensibilização foi relacionada à pele, mas alguns casos envolveram órgãos internos e foram fatais. ZELBORAF

deve

ser usado com cautela quando administrado concomitantemente ou após o tratamento com radiação.

Em um estudo com ZELBORAF

, foi constatado prolongamento do intervalo entre as ondas Q e T (comumente

chamado de intervalo QT) do eletrocardiograma. Isso pode levar a arritmias do coração, que podem ser graves. Por
isso, se você estiver com alterações dos eletrólitos no sangue (por exemplo, sódio, potássio, cálcio e magnésio) que
não possam ser corrigidas, tiver diagnóstico de QT longo ou estiver recebendo medicamentos que prolonguem o
intervalo QT, não deverá utilizar ZELBORAF

. Além disso, será necessário monitorar o seu eletrocardiograma e os

eletrólitos em seu sangue durante o tratamento com ZELBORAF

e sempre que a dose deste medicamento for alterada.

Pode haver necessidade de diminuir a dose de ZELBORAF

ou mesmo de suspender o tratamento de acordo com as

alterações encontradas.

Lesão no fígado, incluindo casos de lesão grave, foi relatada com o uso de ZELBORAF

. Podem ocorrer alterações dos

exames laboratoriais referentes ao fígado durante o tratamento com ZELBORAF

. Por isso, é necessário medir as

enzimas hepáticas (exame de sangue que dosa enzimas do fígado, para ver se está ocorrendo lesão das células do
fígado) antes do início do tratamento e monitorá-las mensalmente durante o tratamento, conforme orientação médica.
Se houver alteração, poderá ser necessário reduzir a dose ou suspender o medicamento.

Os dados de segurança e eficácia dos estudos clínicos de ZELBORAF

foram coletados em pacientes utilizando o

medicamento com ou sem alimentos.

Pode haver reação de fotossensibilidade (quando aparecem reações na pele ao se expor à luz) de intensidade leve a
grave. Você deverá evitar exposição solar enquanto estiver recebendo ZELBORAF

e por, no mínimo, cinco dias após o

término do tratamento, usando roupas que protejam do sol e filtro solar UVA e UVB, juntamente com protetor labial
(Fator de Proteção Solar – FPS – maior que 30).

Reações graves nos olhos, incluindo uveíte (inflamação no olho), foram relatadas. Os pacientes devem ser
monitorados rotineiramente em relação às reações nos olhos.

Não é recomendada a administração de ipilimumabe e ZELBORAF

ao mesmo tempo.


Anormalidades laboratoriais de testes de função do fígado podem ocorrer com ZELBORAF

. Enzimas do fígado devem

ser medidas antes do início do tratamento e monitoradas mensalmente durante o tratamento ou conforme indicação
médica. Podem ocorrer também anormalidades laboratoriais relacionadas à creatinina (exame de sangue feito para

3

avaliar o funcionamento dos rins). Por isso, creatinina sérica deve ser medida antes do início do tratamento e
periodicamente monitorada durante o tratamento, conforme indicação médica.
Não foram feitos estudos ainda sobre a influência deste medicamento na capacidade de dirigir veículos ou operar
máquinas.

Não foram feitos estudos em gestantes. Embora não tenham sido constatadas malformações em estudos feitos com
animais de laboratório, não é possível garantir a segurança à mulher grávida.

Uso na gravidez apenas se os potenciais benefícios para a mãe superarem os possíveis riscos para o feto.

Mulheres com possibilidade de engravidar e homens devem usar medidas contraceptivas adequadas durante o

tratamento com ZELBORAF

e durante, pelo menos, seis meses depois do término do tratamento.


Não se sabe se ZELBORAF

é seguro no trabalho de parto ou no parto.


Não foi ainda estabelecido se ZELBORAF

pode ser passado para o leite materno. Deve-se tomar uma decisão entre

descontinuar a amamentação ou ZELBORAF

depois de considerar os benefícios do aleitamento materno para a criança

e os benefícios da terapia para a mãe.

Não foram feitos ainda estudos sobre a segurança e a eficácia de ZELBORAF

em crianças e adolescentes com menos

de 18 anos.

Estudos realizados em pessoas com 65 anos ou mais mostraram que os efeitos de ZELBORAF

são semelhantes aos que

ocorrem nos adultos mais jovens e que não é necessário fazer ajustes na dose.

Os eventos adversos mais sérios que ocorreram com maior frequência em mulheres que em homens foram: reações
de pele, dor nas articulações e fotossensibilidade.

Os dados relativos ao tratamento com ZELBORAF

, em pacientes com funcionamento dos rins ou fígado prejudicado,

são limitados. O risco de aumento de exposição de ZELBORAF

em pacientes com funcionamento dos rins e fígado

gravemente prejudicado não pode ser excluído.

Até o momento, não há informações de que ZELBORAF

possa causar doping. Em caso de dúvida, consulte o seu

médico.

O uso de ZELBORAF

pode aumentar a quantidade de cafeína, varfarina (remédio usado para diminuir a coagulação do

sangue), tizanidina (remédio usado como relaxante muscular) e dextrometorfano (remédio usado para aliviar a tosse)
e diminuir a de midazolam (remédio para dormir), se você estiver usando esses medicamentos durante o tratamento.

A administração concomitante de ZELBORAF

com um forte inibidor de CYP3A4 (ex.: cetoconazol, itraconazol,

claritromicina, atazanavir, nefazodona, saquinavir, telitromicina, ritonavir, indinavir, nelfinavir e voriconazol) ou
indutor de CYP3A4 (ex.: fenitoína, carbamazepina, rifampicina, rifabutina, rifapentina e fenobarbital) pode alterar as
concentrações de ZELBORAF

.


Pacientes em tratamento com ZELBORAF

apresentam maior potencial de toxicidade ao tratamento com radiação.


Deve-se ter cautela ao administrar ZELBORAF

juntamente com digoxina (medicamento utilizado para mau

funcionamento do coração), pois ZELBORAF

pode alterar as concentrações de digoxina.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.


Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

4

5.

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

ZELBORAF

deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC), na embalagem original,

protegido da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Descarte de medicamentos não utilizados e / ou com data de validade vencida
O descarte de medicamentos no meio ambiente deve ser minimizado. Os medicamentos não devem ser descartados
no esgoto, e o descarte em lixo doméstico deve ser evitado. Utilize o sistema de coleta local estabelecido, se
disponível.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

A dose recomendada de ZELBORAF

é de 960 mg (quatro comprimidos de 240 mg), duas vezes por dia, totalizando

oito comprimidos ao dia.
A primeira dose deve ser tomada pela manhã, e a segunda, à noite, com um intervalo de, aproximadamente, 12 horas
entre as duas doses. As doses podem ser tomadas com ou sem alimentos.
Os comprimidos devem ser engolidos com um copo de água. Os comprimidos não podem ser esmagados nem
mastigados.
O tratamento deverá continuar até que apareça progressão da doença ou até que apareça efeito colateral intolerável.
Se ocorrerem efeitos colaterais da medicação que provoquem sintomas ou o aumento do intervalo QT no
eletrocardiograma, pode ser necessário reduzir a dose ou descontinuar ZELBORAF

. Não são recomendáveis reduções

para menos de 480 mg duas vezes por dia. Em caso de câncer de pele tipo espinocelular, não são recomendadas
reduções da dose de ZELBORAF

.

Caso haja vômitos após a administração de ZELBORAF

, você não deve tomar uma dose adicional do medicamento e o

tratamento deve continuar como de costume.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

7.

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Se você esquecer (ou não puder por qualquer motivo) de tomar uma das doses, ela poderá ser tomada até quatro
horas antes da dose seguinte. Você não poderá dobrar a dose seguinte para compensar uma dose perdida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Os efeitos colaterais descritos a seguir foram identificados em estudos clínicos de ZELBORAF

e apareceram em 10%

ou mais das pessoas que utilizaram ZELBORAF

:


Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo: erupção (lesões) de pele, reações de fotossensibilidade (sensibilidade à
luz), alopecia (queda de pelos ou cabelos), coceira, hiperqueratose (formação de pele anormalmente grossa, como
um calo), queratose actínica (espessamento anormal da pele), pele seca, exantema maculopapular e papular
(formação de lesões elevadas na pele), eritema (vermelhidão), síndrome de eritrodisestesia palmoplantar (sintomas
de vermelhidão e sensações anormais em palmas e plantas).

5

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conectivo: artralgia (dor nas articulações, “juntas”), mialgia (dor
muscular), dor nos membros, dor musculoesquelética (dor nos músculos e ossos ou articulações), dor nas costas,
artrite (inflamação de articulações).

Distúrbios gerais e condições no local de administração: fadiga (sensação de cansaço generalizado), edema (inchaço)
nos membros, febre, astenia (sensação de fraqueza muscular generalizada).

Distúrbios gastrintestinais: náuseas (enjoo), diarreia, vômitos, obstipação (intestino “preso”).

Distúrbios do sistema nervoso: cefaleia (dor de cabeça), disgeusia (alteração do paladar), neuropatia periférica
(afecção dos nervos de mãos e pés).

Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo cistos e pólipos): papiloma cutâneo (tumor benigno da
pele), carcinoma espinocelular de pele (câncer de pele), queratose seborreica.

Exames: gama-glutamiltransferase (exame de sangue que identifica alteração de uma enzima do fígado que pode
estar relacionada à lesão por medicamentos) aumentada, diminuição de peso.

Distúrbios do metabolismo e nutrição: redução de apetite.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: tosse.

Lesões, envenenamentos e complicações: queimadura solar.

Os seguintes efeitos colaterais importantes foram reportados em menos de 10% do grupo tratado com ZELBORAF

nos

estudos clínicos:

Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo: queratose pilar (aumento da espessura da pele próximo aos pelos,
vulgarmente “bolinhas”), paniculite (inflamação com formação de nódulos sob a pele), eritema nodoso (lesões
avermelhadas como pequenos tumores dolorosos sob a pele), síndrome de Stevens-Johnson (lesões, como bolhas na
pele e nas mucosas), necrólise epidérmica tóxica (camada superficial da pele se solta em lâminas).

Distúrbios do sistema nervoso: tontura, paralisia do VII par craniano (paralisia facial).

Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo cistos e pólipos): carcinoma basocelular (câncer de
pele menos grave que o espinocelular).

Infecções e infestações: foliculite (inflamação no local onde nascem os pelos).

Distúrbios oftalmológicos: oclusão (entupimento) da veia da retina, uveíte (inflamação do olho).

Distúrbios vasculares: vasculite (inflamação dos vasos).

Mais informações sobre reações adversas selecionadas:

Carcinoma espinocelular cutâneo (CEC) (vide item “O que devo saber antes de tomar este medicamento”)

Nos estudos, a incidência de CEC em pacientes tratados com ZELBORAF

foi de, aproximadamente, 20%. A maioria

foi classificada como subtipos mais benignos e menos invasivos de CEC. A maioria das lesões classificadas como

“outras” (43%) era lesão benigna (por exemplo: verruga vulgar, queratose actínica, queratose benigna, cisto

/

cisto

benigno).

Reações de hipersensibilidade (vide item “O que devo saber antes de tomar este medicamento”)
Foi reportado um caso de reação de hipersensibilidade, com erupção cutânea, febre, tremores e queda da pressão

arterial oito dias depois do início do tratamento com 960 mgde ZELBORAF

, duas vezes por dia, em um estudo

6

clínico. Sintomas similares foram observados com a reintrodução do tratamento com uma dose única de 240 mg de

ZELBORAF

. O paciente descontinuou definitivamente ZELBORAF

e se recuperou sem sequelas.


Prolongamento de QT (vide item “O que devo saber antes de tomar este medicamento”).
A análise de dados eletrocardiográficos de um estudo mostrou que ocorre um aumento médio do intervalo entre a
onda Q e a onda T no eletrocardiograma em relação ao valor normal do paciente. Esse prolongamento aumenta com
a dose e com o tempo de tratamento até o 15º dia. A partir do primeiro mês de tratamento, permanece estável. A

previsão é de que o prolongamento pode ser maior para pacientes obesos (com IMC de 45 kg

/

m

2

) e ocorrer com

maior frequência em mulheres.

Alterações laboratoriais

Ocorreram alterações laboratoriais hepáticas nos estudos realizados com ZELBORAF

em gama-glutamiltransferase

(GGT) (11,5%), aspartato aminotrasferase (AST) (0,9%), alanina aminotransferase (ALT) (2,8%), fosfatase alcalina
(2,9%) e bilirrubinas (1,9%). Exceto para GGT e AST, nenhum paciente apresentou alterações grau 4. Também
podem ocorrer alterações de creatinina (27,9%).

Pós-comercialização

Foram relatados casos de exacerbação de leucemia crônica (LMMC)*, adenocarcinoma pancreático (tumor no
pâncreas)*, síndrome de reação ao medicamento associada à elevação de células do sangue e sintomas pelo corpo
(síndrome DRESS), danos causados por radiação (inflamação e danos na pele, inflamação dos pulmões, do esôfago,
do reto, do fígado, da bexiga e morte de tecidos) e lesão aguda nos rins, todos com frequência desconhecida. Relatos
de lesão no fígado, neutropenia (diminuição de células brancas no sangue) e pancreatite (inflamação do pâncreas)
foram incomuns.

* Leucemia mielomonocítica crônica e adenocarcinoma pancreático preexistentes, ambos com mutação n-ras.

Alterações laboratoriais

No período pós-comercialização, foram reportadas alterações laboratoriais de fígado e elevação simultânea da
concentração de bilirrubina. Houve também alterações laboratoriais de creatinina.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança
aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou
desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

9.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE

MEDICAMENTO?
Não existe nenhum antídoto para ZELBORAF

. Se você apresentar efeitos colaterais, precisará receber tratamento para

os sintomas. Se aparecer lesão de pele grave com muita coceira e cansaço, você precisa suspender ZELBORAF

imediatamente e entrar em contato com seu médico.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para

00 722 6001

, se você precisar de mais
orientações.


MS - 1.0100.0656
Farm. Resp.: Tatiana Tsiomis Díaz – CRF-RJ n° 6942

Fabricado para F. Hoffmann-La Roche Ltd, Basileia, Suíça
por Roche S.p.A., Segrate, Milão, Itália
ZELBORAF

é comercializado sob licença de Plexxikon Inc., membro do grupo Daiichi Sankyo


Registrado, importado e distribuído no Brasil por
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.

7

Estrada dos Bandeirantes,

020 CEP 22775

-109 - Rio de Janeiro - RJ

CNPJ

33.009.945/0023-39

Serviço Gratuito de Informações -

00 7720 289

www.roche.com.br

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 23/02/2016.

CDS 7.0B_Pac

1

Histórico de alteração para bula

Dados da submissão eletrônica

Dados da petição/notificação que altera bula

Dados das alterações de bulas

Data do

expediente

No.

expediente

Assunto

Data do

expediente

N° do

expediente

Assunto

Data de

aprovação

Itens de bula

Versões

(VP/VPS)

*

Apresentações

relacionadas

24/07/2013

0602346/13-1

MEDICAMENTO
NOVO -
Inclusão
Inicial de Texto
de Bula – RDC
60/12

24/07/2013

0602346/13-1

MEDICAMENTO
NOVO - Inclusão
Inicial de Texto de
Bula – RDC 60/12

24/07/2013

QUANDO NÃO DEVO


USAR ESTE
MEDICAMENTO?

O QUE DEVO SABER


ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?

COMO DEVO USAR


ESTE
MEDICAMENTO?

QUAIS OS MALES QUE


ESTE
MEDICAMENTO PODE ME
CAUSAR?

VP

Comprimidos
revestidos de
240 mg, em
caixa
contendo 56
comprimidos

26/02/2014

0150059/14-7

MEDICAMENTO
NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12

26/02/2014

0150059/14-7

MEDICAMENTO
NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12

0150059/14-

7

O QUE DEVO SABER


ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?

QUAIS OS MALES QUE


ESTE MEDICAMENTO
PODE ME CAUSAR?

VP

Comprimidos
revestidos de
240 mg, em
caixa
contendo 56
comprimidos

03/06/2014

0438660/14-4

10451 -
MEDICAMENTO
NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12

03/06/2014

0438660/14-4

10451 -
MEDICAMENTO
NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12

03/06/2014

DIZERES LEGAIS

VP/VPS

Comprimidos
revestidos de
240 mg, em
caixa
contendo 56
comprimidos

2

Dados da submissão eletrônica

Dados da petição/notificação que altera bula

Dados das alterações de bulas

Data do

expediente

No.

expediente

Assunto

Data do

expediente

N° do

expediente

Assunto

Data de

aprovação

Itens de bula

Versões

(VP/VPS)

*

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NOVO -
Notificação de
Alteração de
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RDC 60/12

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QUAIS OS MALES QUE


ESTE MEDICAMENTO
PODE ME CAUSAR?

VP/VPS

Comprimidos
revestidos de
240 mg, em
caixa
contendo 56
comprimidos

12/03/2015

0220751/15-6

10451 -
MEDICAMENTO
NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12

12/03/2015

0220751/15-6

10451 -
MEDICAMENTO
NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12

12/03/2015

Bula para profissional da
saúde
- Características
farmacológicas
- Advertências e precauções
- Interações
medicamentosas
- Reações adversas

Bula para paciente
- O que devo saber antes de
usar este medicamento?
- Quais os males que este
medicamento pode me
causar?

VPS//VP

Comprimidos
revestidos de
240 mg, em
caixa
contendo 56
comprimidos

15/04/2015

0325419/15-4

10451 -
MEDICAMENTO
NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12

15/04/2015

0325419/15-4

10451 -
MEDICAMENTO
NOVO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12

15/04/2015

Bula para profissionais da
saúde
- Posologia e modo de usar

VPS

Comprimidos
revestidos de
240 mg, em
caixa
contendo 56
comprimidos

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Dados da submissão eletrônica

Dados da petição/notificação que altera bula

Dados das alterações de bulas

Data do

expediente

No.

expediente

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Data do

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N° do

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Assunto

Data de

aprovação

Itens de bula

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(VP/VPS)

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- Interações
medicamentosas
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Bula para paciente
- O que devo saber antes de
usar este medicamento?
- Quais os males que este
medicamento pode me
causar?

VPS//VP



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular, capaz de invadir outros órgãos a nível local ou à distância (metástases).
  2. Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (p. ex. cálculos biliares, hepatite).
  3. Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
  4. Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
  5. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  6. Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
  7. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  8. Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
  9. Neuropatia: Doença que afeta a um (mononeuropatia) ou vários nervos (polineuropatia). Seus sintomas dependem da localização e tipo de nervo comprometido, podendo ser motores (fraqueza muscular) ou sensitivos (diminuição da sensibilidade, dor). Entre suas causas figuram certos tóxicos, distúrbios metabólicos, infecções, doenças degenerativas, etc.
  10. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  11. Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (ver metástases). As neoplasias mais freqüentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
  12. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  13. Pápula: Uma pequena lesão endurecida, elevada, da pele.
  14. Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
  15. Pâncreas: Glândula de secreção endócrina (ver), por sua produção de insulina, glucagon e peptídios intestinais que são lançados na corrente sangüínea e exócrina (ver) por sua produção de potentes enzimas digestivas lançadas no intestino delgado. Localiza-se profundamente na cavidade abdominal e possui um tamanho aproximado de 15x7cm.
  16. Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
  17. Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. ?? produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
  18. Verruga vulgar: Lesão benigna da pele, produzida por um vírus denominado HPV (Vírus do Papiloma Humano) de forma elevada e superfície áspera, sem alterações na coloração normal.
  19. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.

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