ZIDOVIR

Para que serve ZIDOVIR

Recomendações
Recorde-se que antes de tomar este medicamento deverá consultar o seu médico, a informação que lhe disponibilizamos é meramente orientativa e não substitui em nenhuma ocasião a consulta de um médico ou qualquer profissional de saúde.

LEMBRE-SE, NUNCA use esta informação para automedicar-se. A consulta de um médico é imprescindível.


IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
ZIDOVIR

zidovudina

APRESENTAÇÃO

Solução injetável 10 mg/m

L
Cartucho contendo 1 frasco-ampola de 20 m

L.

USO EM INFUSÃO INTRAVENOSA
USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição:
Cada m

L de solução injetável contém:
zidovudina ............................................................................... 10 mg
veículo estéril q.s.p. ................................................................... 1 m

L
(Veículo: ácido clorídrico q.s.p. ajuste de p

H, água para injetáveis)

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?


Indicado para tratamento de adultos e crianças com infecção pelo HIV e para prevenção de transmissão da infecção pelo
HIV da mãe para o filho. É recomendado para prevenção após exposição em profissionais de saúde expostos ao HIV.

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?


ZIDOVIR

pertence a um grupo de medicamentos antivirais, também conhecidos como antirretrovirais chamados de

inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRN). Atua interrompendo a formação do DNA viral,
componente essencial para manutenção e replicação do vírus. Este medicamento ajuda a controlar sua condição clínica
e retarda a progressão da doença, mas não cura a infecção por HIV. A ação se inicia cerca de uma hora após a
administração.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?


O produto é contraindicado a pacientes com conhecida hipersensibilidade a zidovudina ou a qualquer um dos
componentes do medicamento.
O risco-benefício deve ser considerado quando ocorrerem os seguintes problemas médicos:
- depressão da medula óssea.
- deficiência de ácido fólico ou de vitamina B12.
- diminuição da função hepática.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
O medicamento só deve ser utilizado por grávidas nos casos de muita necessidade. Não deve ser usado durante a
lactação, a não ser que a mãe e a criança estejam infectadas.

NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PREJUDICIAL À
SUA SAÚDE.


ATENÇÃO

O USO INCORRETO CAUSA RESISTÊNCIA AO VÍRUS DA AIDS E FALHA NO
TRATAMENTO

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?


A zidovudina não é a cura para a infecção por HIV. Os pacientes podem continuar a desenvolver as complicações da
doença, incluindo as infecções oportunistas. O tratamento ou prevenção das complicações da doença pode necessitar de
administração simultânea de outros medicamentos.
Informar ao médico:
- a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após o seu término;
- se está amamentando;

- sobre o aparecimento de reações desagradáveis.

Visitar regularmente o médico para o controle de qualquer problema hematológico; pode haver necessidade de redução
da dose, interrupção da terapia ou transfusão de sangue.

Pela possibilidade de sangramento gengival, demora da cicatrização e infecções bacterianas, usar com precaução as
escovas e fios dentais. Consultar o médico ou o dentista sobre como executar uma correta higiene bucal. Completar
eventual tratamento odontológico antes de iniciar a terapia com ZIDOVIR

, ou retardá-lo até que as contagens sanguíneas

tenham retornado aos níveis normais.
Evitar o contato sexual ou usar preservativos para evitar a transmissão do vírus da AIDS a outras
pessoas.
Usar agulhas e seringas descartáveis e não dividi-las com ninguém.
A zidovudina está frequentemente associada a distúrbios hematológicos como toxicidade hematológica, incluindo
granulocitopenia (redução anormal dos granulócitos, componente sanguíneo),e anemia grave, para acompanhamento do
quadro são feitas contagens sanguíneas. Pode haver necessidade de ajuste da dose, descontinuação da droga ou
transfusões de sangue.
O paciente deve conhecer a importância em seguir cuidadosamente as contagens sanguíneas durante o tratamento.

Miopatia e miosite (inflamação do tecido muscular), com alterações patológicas similares àquelas produzidas pela
AIDS, foram associadas com o uso prolongado de zidovudina.

Raras ocorrências de acidose láctica, potencialmente fatais na ausência de hipoxemia e severa hepatomegalia com
esteatose foram relatadas com o uso de certos análogos nucleosídeos antiretrovirais.
Sempre que um paciente em terapia com zidovudina desenvolver taquipneia, dispneia ou queda no nível sérico de
bicarbonato, a zidovudina deve ser suspensa até que o diagnóstico de acidose láctica seja excluído.

A terapia deve ser
suspensa caso haja rápida elevação dos níveis de aminotransferase ou hepatomegalias de etiologia desconhecida. Ainda
não existem dados conclusivos sobre o uso de
zidovudina em pacientes com disfunção renal ou hepática. Portanto, deve-se monitorá-los atentamente e considerar que
os mesmos podem sofrer um risco maior de toxicidade provocada pela droga.

Os pacientes devem estar sob estrita vigilância clínica, por médicos experientes no tratamento de doenças associadas ao
HIV.

A zidovudina foi estudada cuidadosamente em um número limitado de pacientes seriamente infectados com HIV e
tratados por tempo limitado. Por essa razão, não foram ainda completamente definidas a segurança e a eficácia da
zidovudina, particularmente em relação ao uso prolongado e especialmente nos pacientes que estão infectados com
HIV, mas em estado menos avançado.
O uso de zidovudina em pacientes com depressão da medula óssea deve ser muito bem controlado, principalmente se
evidenciada por contagem de granulócitos menor que 1000/mm3 ou de hemoglobina menor que 9,5 g/dl.

Reprodução e Gravidez - Gravidez: categoria C. Não existem estudos em humanos sobre os efeitos da zidovudina
sobre a fertilidade. Estudos em ratos, tratados com zidovudina oral em doses de até 450 mg/Kg/dia não mostraram
efeitos sobre a fertilidade de machos ou fêmeas. Não foram concluídos estudos adequados e bem controlados em
humanos sobre a gravidez, mas sabe-se que a zidovudina atravessa a placenta. Os estudos realizados em ratas e cobaias,
com doses orais de até 500 mg/kg/dia, não demonstraram que a zidovudina fosse teratogênica.

Lactação
- Os especialistas recomendam que, sempre que for possível, as mulheres infectadas pelo HIV não devem
amamentar seus bebês para evitar a transmissão do HIV. Após a administração de uma dose única de 200 mg de
zidovudina a mulheres infectadas pelo HIV, a concentração média de zidovudina foi similar no leite e no soro humano.
Portanto, como a zidovudina e o vírus podem passar para o leite, não é recomendado o aleitamento por mães que
estejam recebendo zidovudina.

Pediatria
- As informações sobre eficácia em crianças com menos de 3 meses ainda são limitadas. A farmacocinética
em crianças é similar àquela dos adultos. Os efeitos colaterais em crianças são similares aos vistos em adultos.


Geriatria: Não foram realizados estudos sobre a segurança e a eficácia do uso na população geriátrica. Há relato de um
caso em que um paciente de 90 anos respondeu bem à terapia com zidovudina. Dados preliminares indicam que a
velocidade de eliminação é diminuída nos idosos.

Odontologia - Os efeitos depressores da medula óssea provocados pela zidovudina podem originar maior incidência de
infecção microbiana, demora na cicatrização, e hemorragia gengival. Eventual tratamento odontológico deve estar
concluído antes de se iniciar a terapia com zidovudina. O paciente deve ser orientado para a correta higiene oral durante
o tratamento, incluindo precaução no emprego de escovas, fio dental e palito de dentes. A zidovudina também pode
originar mudanças no sabor bucal, inchaço dos lábios ou língua, e lesões na mucosa oral.

Toxicologia
Carcinogenicidade
– Em estudos de carcinogenicidade oral em ratos e camundongos foi observado um aparecimento
tardio de tumores no epitélio vaginal. Não ocorreu nenhum outro tumor relacionado com a zidovudina em nenhum dos
sexos destas espécies. Um estudo subsequente de carcinogenicidade intravaginal confirmou a hipótese de que tumores
na vagina foram resultado de um longo período de exposição do epitélio vaginal a altas concentrações de zidovudina
não metabolizada na urina. O valor preditivo de estudos de carcinogenicidade em roedores para o homem é incerto e a
importância clínica destes achados não é clara. Além disso, dois estudos de carcinogenicidade transplacentária têm sido
conduzidos em camundongos. Em um deles, realizado pelo US National Cancer Institute, administrou-se zidovudina
nas doses máximas toleradas a fêmeas de camundongos grávidas do 12º ao 18º dia de gestação. No primeiro ano pós-
natal, ocorreu um aumento da incidência de tumores no fígado, pulmão e trato reprodutor feminino da ninhada exposta
à maior dose (420mg/Kg de peso corporal a termo). No segundo estudo, em camundongos, foi administrada zidovudina
a doses até 40 mg/Kg durante 24 meses, com exposição pré-natal a partir do 10º dia de gestação. Os achados relativos
ao tratamento foram limitados a tumores de epitélio vaginal que ocorreram tardiamente, os quais foram observados com
incidência e tempo de aparecimento semelhante aos de estudos padrão de carcinogenicidade oral. Este estudo não
forneceu evidências, portanto, de que a zidovudina atua como um agente carcinogênico transplacentário.

Conclui-se que
os dados de carcinogenicidade transplacentária obtidos no primeiro estudo, representam um risco hipotético, enquanto
que a redução do risco de transmissão do vírus HIV da mãe para o bebê não infectado com o uso de zidovudina na
gravidez está bem comprovada.

Mutagenicidade – Não foi observada nenhuma evidência de mutagenicidade no teste de Ames. Entretanto, a
zidovudina foi fracamente mutagênica em ensaios de células de linfoma de camundongos e foi positiva em ensaios in
vitro de transformação celular. Efeitos clastogênicos foram observados em um estudo in vitro com linfócitos humanos e
em estudos in vivo, com doses repetidas, em micronúcleos de ratos e camundongos. Um estudo citogenético in vivo com
ratos não mostrou danos cromossômicos. Um estudo com linfócitos de sangue periférico de 11 pacientes com AIDS
mostrou uma freqüência de quebra cromossômica mais alta naqueles que receberam zidovudina do que naqueles que
não receberam. A significância clínica destes dados não é clara.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS


A administração simultânea de zidovudina com dapsona, pentamidina, anfotericina B, flucitosina, vincristina,
vimblastina, adriamicina, doxorrubicina ou interferon, drogas consideradas nefrotóxicas e citotóxicas, pode aumentar o
risco de toxicidade.
A associação com probenecida pode diminuir a excreção renal da zidovudina e aumentar o risco de toxicidade.
A associação de zidovudina à trimetoprima-sulfametoxazol, à pirimetamina, ou ao aciclovir, pode ser necessária para
controlar ou prevenir as infecções oportunistas. O uso simultâneo com aciclovir pode produzir neurotoxicidade
caracterizada por profunda Letargia (lentidão funcional) fadiga (sensação de cansaço).
Outros medicamentos metabolizados por glicuronização hepática, como paracetamol, ácido acetilsalicílico,
benzodiazepínicos, cimetidina, indometacina, morfina e sulfamidas, podem inibir competitivamente a glicuronização
hepática, assim, potencializando a toxicidade da zidovudina ou da outra medicação.
Pode haver interação com medicamentos que produzem (discrasia sanguinea) alteração sanguínea, independentemente
da dose.
A utilização conjunta de depressores da medula óssea e/ou radioterapia com zidovudina pode causar mielossupressão
aditiva ou sinérgica, podendo ser necessária redução da dose.

O uso de zidovudina, com ganciclovir deve ser feito com extremo cuidado, pois pode causar grave toxicidade
hematológica, provavelmente devido à toxicidade mielossupressiva sinérgica.
A ribavirina e a zidovudina são possuem ação opostas e não devem ser usadas ao mesmo tempo. A ribavirina inibe a
fosforilação da zidovudina para sua forma trifosfato ativa.

Os resultados iniciais de um estudo de escalonamento de dose em pacientes infectados por HIV mostram que o uso
concomitante de zidovudina e claritromicina resulta em diminuição da concentração sérica máxima (Cmax), diminuição
da área sob a curva do tempo de concentração plasmática (AUC) e retardamento do tempo para atingir a concentração
sérica máxima (Tmax) da zidovudina.
Estudos in vitro detectaram um efeito antiviral antagonista entre estavudina e zidovudina numa taxa molar de 20 para 1,
respectivamente; o uso concomitante não é recomendado até que estudos in vivo demonstrem que estes medicamentos
não são antagonistas na sua atividade anti-HIV.
Embora não se tenha uma avaliação ideal do efeito da fenitoína sobre a cinética da zidovudina,
observou-se um decréscimo de 30% no clearance da zidovudina oral. Um estudo de farmacocinética
mostrou que a AUC da zidovudina, administrada conjuntamente com metadona, foi duplicada para quatro de nove
pacientes. O exato mecanismo e o significado clínico destes dados são desconhecidos.
A administração conjunta de fluconazol e zidovudina mostrou interferência com a clearance oral e o metabolismo da
zidovudina; o fluconazol aumentou a AUC e a meia-vida da zidovudina. O significado clínico desta interação não é
conhecido. Um estudo com 14 voluntários infectados pelo HIV, tratados com zidovudina e atovaquone, demonstrou
decréscimo da clearance oral e acréscimo na AUC da zidovudina. Um estudo com administração concomitante de ácido
valpróico e zidovudina sugere que o ácido valpróico pode aumentar a biodisponibilidade oral da zidovudina pela
inibição do metabolismo de primeira passagem. Apesar de não se conhecer o significado clínico desta interação, os
pacientes devem ser cuidadosamente monitorados pela possibilidade de aumento de reações adversas. Não se observou
diferença significativa na AUC ou clearance total para lamivudina ou zidovudina quando ambas drogas foram co-
administradas. Esta combinação resultou num acréscimo na Cmax da zidovudina.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar a embalagem fechada, em temperatura ambiente, entre 15º e 30ºC, protegida da luz. A solução injetável, após
a correta diluição, deverá ser conservada nas condições especificadas sob o item “Como devo usar este medicamento?”.
Proteger a bolsa de infusão da luz durante a administração.
O prazo de validade do produto é de 24 meses e consta impresso na embalagem. Não utilizar medicamento vencido,
pois pode ser prejudicial à saúde.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas
O ZIDOVIR

- solução injetável apresenta-se como uma solução límpida, incolor a levemente amarelada, essencialmente

livre de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?


Dose usual para adulto e adolescente
De 1 mg por kg de peso corporal, por infusão intravenosa durante 1 hora, a cada 4 horas, até que a terapia oral possa ser
iniciada. Pacientes com anemia significativa (hemoglobina <7,5 g/d

L) e/ou granulocitopenia significativa (contagem de
granulócito <750/mm3) podem necessitar redução da dose até que haja recuperação da medula óssea, ou suspensão da
terapia com posterior reinstituição (após recuperação da medula) com doses menores (usualmente 300 mg/dia).


Dose usual pediátrica
Neonatos até 90 dias:
-Termo: 1,5 mg/kg IV a cada 6 horas. -Prematuros: 1,5 mg/kg IV a cada 12 horas.

Crianças de 3 meses a 12 anos:
-Infusão intermitente: 120 mg/m2 a cada 6 horas (a dose não deve exceder 160 mg).
-Infusão contínua: 20 mg/m2/h.

Atenção: A solução injetável de zidovudina deve ser diluída, antes do uso, em glicose a 5%, para uma concentração não
superior a 4 mg/ m

L. Após a diluição, recomenda-se que as soluções sejam administradas dentro de 8 horas se mantidas
a 25ºC, ou dentro de 24 horas se refrigeradas entre 2ºC e 8ºC, para minimizar a potencial contaminação microbiana.
Não usar se houver alteração de cor da solução.

Cuidados especiais: Proteger a bolsa de infusão da luz durante a administração. A infusão intravenosa somente deverá
ser administrada quando e enquanto não for possível a terapia oral. A infusão intravenosa de zidovudina deve ser feita
em velocidade constante, durante 1 hora. Não devem ser administradas infusões rápidas ou injeções sem a adequada
diluição. A infusão de zidovudina não deve ser administrada por via intramuscular. Proteger a bolsa de infusão da luz
durante a administração

Observações:
Pode haver necessidade de diminuição das doses em caso de anemia, doença do fígado ou doença do rim de acordo com
a avaliação do seu médico.
Convém realizar o monitoramento frequente da potencial toxicidade hematológica e hepática.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não
interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?


É importante não tomar mais medicamento do que o prescrito. Cumprir estritamente o ciclo completo do tratamento. É
importante não esquecer nenhuma dose e, tomá-las nos intervalos regularmente estabelecidos, inclusive no período
noturno, que exige a interrupção do sono normal. Quando houver alguma dose omitida, procurar tomá-la o mais rápido
possível. Não tomar a dose seguinte se o horário for próximo, pois a dose não deve ser duplicada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

QUAIS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?


Devido à complexidade da doença, é frequentemente difícil diferenciar entre as manifestações da infecção por HIV e as
reações adversas da zidovudina.
As reações adversas mais observadas são a granulocitopenia e a anemia.

Indicam possível depressão da medula óssea, e requerem atenção médica, se a mesma ocorrer após a interrupção
do medicamento.

Febre, calafrios ou dor de garganta; palidez na pele; hemorragia ou hematomas não habituais; cansaço ou debilidade
não habitual.

As frequências das reações adversas estão listadas a seguir de acordo com a seguinte convenção:
Reação comum (> 1/100 e <1/10)
Reação incomum (>1/1.000 e <1/100)
Reação rara (> 1/10.000 e < 1/1.000)
Reação muito rara (< 1/10.000)

Sistema

Evento Adverso

Detalhes


Comum


Gastrointestinal

Perda de apetite

Incidência 20%

Náuseas - Adultos

Incidência 51%

Náuseas e vômitos - Pediatria

Incidência 8%

Vômitos - Adultos

Incidência 17%


Neurológico

Cefaleia (dor de cabeça)

Incidência 63%


Respiratório

Tosse - Pediatria

Incidência 15%


Outros

Febre - Pediatria

Incidência 25%

Mal estar

Incidência 53%


Sérios/Graves


Endócrino/Metabólico

Acidose láctica

*


Hematológico

Anemia - Adultos

Incidência 1%

Anemia - Pediatria

Incidência 4%

Anemia – Neonatologia (recém-
nascidos)

Incidência 22%

Distúrbio granulocitopênico

Incidência 2%

Neutropenia - Pediatria

Incidência 8%

Neutropenia - Neonatologia

Incidência 21%


Hepático

Hepatomegalia (aumento do tamanho
do fígado) - Pediatria

Incidência 11%

Esteatose hepática (acúmulo de
gordura no fígado)

*


Musculoesquelético

Distúrbios musculares

*

*Dados não disponíveis


Reações observadas durante a prática clínica
:
Gerais: cefaleia, dor lombar ou torácica, calafrios, edema dos lábios, sintomas de infecção das vias aéreas superiores,
redistribuição/acúmulo da gordura corporal, Vasculites (inflamação do vaso sanguíneos), reações anafiláticas e
angioedemas (ocorrência de áreas edematosas e urticaria.)

Cardiovascular:
Sincope (perda temporária da consciência devido ao fluxo sanguíneo inadequado o cérebro)
cardiopatia (doença do coração).

Gastrintestinal:
Hemorragia gastrintestinal, constipação, diarreia, náusea, disfagia (dificuldade ou incapacidade de
engolir), edema da língua, eructação (emissão de gás proveniente do estomago; comumente com som característico;
arroto), flatulência (excesso de gases no estomago ou intestino), úlceras na boca, hemorragia retal.

Linfáticos e hematológico:
linfadenopatia (doença dos linfonodos), anemia aplástica, anemia hemolítica, leucopenia
(diminuição dos leucócitos, células sanguíneas.), pancitopenia (redução de todos os elementos celulares do sangue).

Músculo-esquelético: Artralgia (dor numa articulação), espasmos musculares, tremor, contrações, mialgia
(sensibilidade ou dor nos músculos), rabdomiólise (moléstia caracterizada pela destruição do músculo), miosite
(inflamação do tecido muscular) com alterações patológicas semelhantes àquelas produzidas pela infecção por HIV.

Nervoso:
ansiedade, confusão mental, depressão, tontura, insônia, instabilidade emocional, perda de acuidade
intelectual, nervosismo, Parestesia (sensação de dormência, comichão ou formigamento, sonolência, vertigem).

Respiratório:
tosse, Dispneia (falta de ar), epistaxe (sangramento nasal), faringite, rinite, sinusite.

Pele:
acne, alterações de pigmentação da pele e unha, prurido, rash, sudorese, urticária, Síndrome de Steve Johnson
(reações cutâneas graves).

Sentidos:
ambliopia (redução ou obscurecimento da visão), perda de audição, fotofobia, paladar alterado.

Urogenital:
disúria (urinação dolorosa ou difícil), poliúria (secreção e eliminação excessiva de urina), urgência
urinária, retenção urinária.

Olhos:
Edema macular (macula: mancha ou malha descolorida da pela, nem elevado nem deprimida, de várias cores,
tamanhos e formas).

Endócrino:
Ginecomastia (desenvolvimento de glândulas mamares anormalmente grande no homens).

Trato hepatobiliar e pâncreas:
hepatite, hepatomegalia com esteatose (aumento do tamanho do fígado com acúmulo
de gordura no fígado).

Interferência em Exames Laboratoriais
O volume corpuscular médio pode ser aumentado nos testes laboratoriais.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE


MEDICAMENTO?
Quadro clínico
Têm sido relatados casos agudos de superdoses em adultos e crianças, com doses maiores que 50 g de zidovudina.
Nenhum caso foi fatal. Náusea severa e vômito são os sintomas mais comuns após uma superdose. Outros sintomas
relatados são: ataxia, letargia, fadiga, acidentes vasculares cerebrais. Todos os pacientes se recuperaram sem sequelas
permanentes.

Conduta na Superdose
O tratamento recomendado consiste em:
-Terapia de suporte.
-Observar o paciente em busca de evidências de supressão medular ou neurotoxicidade.
-Administrar transfusões de sangue e empregar medidas de proteção para a granulocitopenia, até recuperação da função
medular.
A zidovudina não é removida por diálise peritonial ou hemodiálise em quantidade suficiente para garantir o uso de
diálise no caso de superdose.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para

00 722 6001

, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


MS N.º 1.0298.0127
Farm. Resp.: José Carlos Módolo - CRF-SP N.º 10.446

Cristália Prod. Quím. Farm. Ltda.
Rodovia Itapira-Lindoia, km 14 – Itapira – SP
CNPJ n.º 44.734.671/0001-51 – Indústria Brasileira

Nº de lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho/caixa.

SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800-7011918

USO SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA E COM RETENÇÃO DA RECEITA

ATENÇÃO

O USO INCORRETO CAUSA RESISTÊNCIA DO VÍRUS DA AIDS E FALHA NO
TRATAMENTO

VENDA PROIBIDA AO COMÉRCIO

Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 27/05/2015.



Anexo B

Histórico de alteração da bula

Dados da submissão eletrônica

Dados da petição/notificação que altera a bula

Dados das alterações de bulas

Data do

expediente

Número do
Expediente

Assunto

Data do

expediente

Número do
Expediente

Assunto

Data de

aprovação

Itens de bula

Versões

(VP / VPS)

Apresentações relacionadas

27/06/

14 0509776

/14-2

10457 –

SIMILAR -

Inclusão Inicial

de Texto de

Bula – RDC

60/12

27/06/2014

0509776/14-2

10457 –

SIMILAR -

Inclusão Inicial de

Texto de Bula –

RDC 60/12

27/06/2014

Todos os itens foram alterados

para adequação à RDC 47/09

VP e VPS

Solução injetável

10 mg/m

L

Caixa com 1 frasco-ampola de 20

m

L.

27/05/

15 0469983

/15-1

10450 –

SIMILAR –

Notificação de

Alteração de

Texto de Bula –

RDC 60/12

27/05/2015

0469983/15-1

10450 –

SIMILAR –

Notificação de

Alteração de

Texto de Bula –

RDC 60/12

27/06/2015

Itens 1 ,2, 3 4, 6 e 8

VP e VPS

Solução injetável

10 mg/m

L

Caixa com

1 frasco-ampola de 20 m

L.

27/11/2015

10450 –

SIMILAR –

Notificação de

Alteração de

Texto de Bula –

RDC 60/12

27/11/2015

10450 –

SIMILAR –

Notificação de

Alteração de

Texto de Bula –

RDC 60/12

27/11/2015

- Quais males que este
medicamento pode me causar?
- O que fazer se alguém usar
uma quantidade maior do que
a indicada deste medicamento?
- Reações adversas
- Advertências e precauções

VP e VPS

Solução injetável

10 mg/m

L

Caixa com

1 frasco-ampola de 20 m

L.



DEFINIÇÕES MÉDICAS
  1. Aciclovir: Substância análoga da Guanosina, que age como um antimetabólito, à qual os vírus são especialmente susceptíveis. ?? usado especialmente contra o herpes.
  2. Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
  3. Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular, capaz de invadir outros órgãos a nível local ou à distância (metástases).
  4. Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
  5. Edema: Acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares dos tecidos ou em diferentes cavidades corporais (peritôneo, pleura, articulações, etc.).
  6. Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos (ver) ou não.
  7. Febre: Elevação da temperatura corporal acima de um valor normal, estabelecido entre 36,7ºC e 37ºC, quando medida na boca.
  8. Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
  9. Hemorragia: Perda de sangue para um órgão interno (tubo digestivo, cavidade abdominal) ou para o exterior (ferimento arterial). De acordo com o volume e velocidade com a qual se produz o sangramento uma hemorragia pode produzir diferentes manifestações nas pessoas, desde taquicardia, sudorese, palidez cutânea, até o choque.
  10. Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática (ver).
  11. Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
  12. Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
  13. Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de ???emergência infecciosa???.
  14. Pâncreas: Glândula de secreção endócrina (ver), por sua produção de insulina, glucagon e peptídios intestinais que são lançados na corrente sangüínea e exócrina (ver) por sua produção de potentes enzimas digestivas lançadas no intestino delgado. Localiza-se profundamente na cavidade abdominal e possui um tamanho aproximado de 15x7cm.
  15. Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
  16. Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
  17. Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. ?? produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
  18. Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
  19. Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
  20. Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.

Síguenos

X