ALLIUM CEPA

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre ALLIUM CEPA



ALLIUM CEPA


Allium cepa (L.) - LILIACEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Cepa.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Allium cepa L. é planta bulbosa com hastes erectas, côncavas e dilatadas na base, com folhas
verdes, compridas e fistulosas. As flores são esbranquiçadas, esverdeadas ou róseas, agrupa-
das em umbelas arredondadas dispostas na extremidade da haste, apresentando de duas a qua-
tro brácteas curtas. O fruto é cápsula pequena.

PARTE EMPREGADA

Bulbo fresco.

DESCRIÇÃO DA DROGA

O bulbo, geralmente redondo e achatado, de diâmetro variável. É recoberto de escamas finas
de cor pálida, esbranquiçadas, amarelas ou avermelhadas, segundo a variedade, envolvendo
camadas sucessivas, internas, esbranquiçadas, espessas, suculentas e com odor característico.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Allium cepa é preparada por maceração com etanol a 65% (V/V) a partir do
bulbo fresco de Allium cepa L. (X.1.1). F. Hom. Bras. II.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor amarelada, mais ou menos intensa ou ligeiramente avermelhada, de odor e
sabor característicos.

IDENTIFICAÇÃO

A. Adicionar a 2 ml de tintura-mãe, 2 gotas de nitrato de prata amoniacal (reagente de Tol-
lens). Forma-se precipitado negro a frio. Após aquecimento em banho-maria fervente, por 1 a
2 minutos, pode-se observar a formação de espelho de prata.

B. Adicionar a 2 ml de tintura-mãe, em tubo de ensaio, 0,1 g de zinco em pó, e 1 ml de ácido
clorídrico concentrado. Na extremidade superior do tubo, colocar tira de papel de filtro embe-
bida em solução de acetato de chumbo. Aquecer em banho-maria fervente, até ebulição. O
papel de acetato de chumbo adquire coloração que vai do cinza ao negro.

C. Adicionar a 2 ml de tintura-mãe 5 gotas de solução de hidróxido de sódio a 10% (p/V).
Observa-se o aparecimento de cor amarela.


D. Adicionar a 2 ml de tintura-mãe 5 gotas de reagente de Fehling (cupro-tartarato). Obser-
va-se redução imediata, a frio, com o desenvolvimento de cor verde-amarelada. Em seguida,
aquecer em banho-maria fervente, por 1 a 2 minutos, observa-se a mudança de cor para ama-
relo ocre, com formação de precipitado.

E. Adicionar a 2 ml de tintura-mãe, 5 gotas de solução de ninidrina a 1% (p/V) em etanol a
96% (V/V). Aquecer em banho-maria fervente por 1 a 2 minutos. Observa-se o desenvolvi-
mento de cor violeta.

F. Adicionar a 2 ml de tintura-mãe, 5 gotas de solução a 1% (p/V) de cloreto de alumínio.
Observa-se o desenvolvimento de cor amarelo-ouro.

G. Adicionar a 2 ml de tintura-mãe 5 gotas de solução a 1% (p/V) de acetato de chumbo.
Observa-se o desenvolvimento de cor laranja com intensa turvação.

H. Adicionar a 2 ml de tintura-mãe 5 gotas de solução a 5% (p/V) de sulfato de cobre. Ob-
serva-se o desenvolvimento de cor verde-amarelada.

I. Adicionar a 1 ml de tintura-mãe, 5 gotas de solução a 1% (p/V) de cloreto férrico. Obser-
va-se o desenvolvimento de cor verde escura.

ENSAIOS

Título em etanol.
60 a 70% (V/V).

Resíduo seco.
Igual ou superior a 2%

Cromatografia em camada delgada (V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia em
camada delgada de sílica-gel G. Aplicar sobre a camada delgada 40 ?l da tintura-mãe. Desen-
volver a cromatografia empregando como fase móvel a mistura de n-butanol-ácido acético
glacial-água (40:10:10). Desenvolver a cromatografia por um percurso de 10 cm. Deixar a
placa secar ao ar. Examinar à luz ultravioleta de onda longa (365 nm). O cromatograma apre-
senta, geralmente, mancha com fluorescência amarela com Rf próximo a 0,40 e duas outras,
amarelo-ocre com Rf próximos a 0,70 e 0,85. Em seguida, nebulizar a placa com solução rea-
gente de cloreto de alumínio a 1% (p/V). Observar à luz ultravioleta de onda longa (365 nm).
As manchas com Rf, respectivamente, 0,70 e 0,85 aparecem com fluorescência amarelo-
esverdeada.
Numa segunda cromatografia preparada nas mesmas condições anteriores, após secá-la, nebu-
lizar a camada delgada, com reagente de Tollens (nitrato de prata amoniacal). Examinar à luz
visível. O cromatograma apresenta uma mancha amarela com Rf compreendido entre 0,60 e
0,70, outra, castanho-escura, com Rf próximo a 0,95. Podem surgir manchas, cinza-violácea,
com Rf próximo a 0,20 e castanha, com Rf próximo a 0,35.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, hermeticamente fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida.
Tintura-mãe.


Insumo inerte.
Nas primeiras três dinamizações centesimais e seis primeiras decimais, utili-
zar teor alcoólico igual ao teor da tintura-mãe.

Método.
Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farmacopéia
Homeopática Brasileira II, 1997.

Dispensação.
A partir da 1 CH e da 1 DH será empregado etanol com mesmo título etanólico
da tintura-mãe, nas três primeiras dinamizações para a escala centesimal e nas seis primeiras
para a escala decimal. A partir daí, empregar solução hidroalcoólica 30% (p/p).

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.



REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagentes de Tollens
A 10 ml de solução aquosa de nitrato de prata a 5% (p/V) adicionar quantidade suficiente de
hidróxido de amônio até formação de precipitado castanho e, subseqüente dissolução do
mesmo. Em seguida, adicionar 5 ml de solução de hidróxido de sódio a 10%(p/V). Caso rea-
pareça o precipitado, adicionar, gota a gota, nova quantidade de hidróxido de amônio até o
desaparecimento do mesmo. Guardar em frasco escuro, com tampa esmerilhada e, preferen-
temente, sob refrigeração.

Solução reagente de acetato de chumbo
Dissolver 10 g de acetato de chumbo em 100 ml de água purificada.
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