CALENDULA OFFICINALIS

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre CALENDULA OFFICINALIS


CALENDULA OFFICINALIS


Calendula officinalis (L.) - COMPOSITAE (ASTERACAE)

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Calendula, Caltha officinallis, Caltha vulgaris

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Planta herbácea anual com raiz fibrosa. Apresenta caules espalhados de 15 a 45 cm de altura com
numerosos ramos estriados, folhosos, suculentos e pubescentes. Folhas oblongas, agudas, pouco
suculenta, largas e cordiformes na base; as folhas superiores são lanceoladas, com margem inteira,
freqüentemente híspida com pêlos curtos. Sumidades floridas grandes, terminais, solitárias em cada
ramo, amarelas ou alaranjadas.

PARTE EMPREGADA

Sumidades floridas.

DESCRIÇÃO DA DROGA

Os capítulos florais medem 3 – 5 cm de raio. O involucro é esférico, as pétalas são inseridas sobre 2
anéis. As flores são raiadas de cor amarela ou amarela-alaranjada; as da periferia são em pétalas de
2,5 cm de comprimento terminadas por três dentes; as do centro são de tom amarelo escuro ou
acastanhado, segundo a variedade.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura mãe de Calendula officinalis L. é preparada por maceração ou percolação, de forma que o
teor alcoólico durante e ao final da extração seja de 55% (V/V), segundo a técnica geral de
preparação de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor castanho-amarelado, de odor desagradável.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 10 ml de água purificada em um tubo de ensaio. Agitar
vigorosamente. Observa-se grande quantidade de espuma que persiste por cerca de uma hora.

B. A 1 ml da tintura-mãe adicionar 5 ml de éter e um pouco de carvão ativado. Agitar e filtrar.
Evaporar 2 ml do filtrado em banho-maria até secura. Adicionar ao resíduo 1 ml de uma mistura em
parte iguais de anidrido acético e clorofórmio. Adicionar 1 ml de ácido sulfúrico. Observa-se o
desenvolvimento de cor vermelha que passa a castanha-escura.

C. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 1 ml de solução Reagente de Fehling (A + B) e aquecer.
Observa-se um precipitado vermelho alaranjado.

ENSAIOS

Título em etanol. Deve estar compreendido entre 50% e 60% (V/V).

Resíduo seco.
Deve ser igual ou superior a 0,75% (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica gel G. Preparar solução padrão dissolvendo 10 mg de rutina e
5 mg de ácido clorogênico em metanol, completando o volume para 10 ml com o mesmo solvente.
Aplicar separadamente na placa 30 ?l da tintura-mãe e 10 ?l da solução padrão. Desenvolver a
cromatografia num percurso de 10 cm, com fase móvel formada por mistura de Acido formico
anidro/ acido acético glacial/ água / acetato de etila (11:11:27:100). Deixar a placa secar ao ar.
Examinar à luz ultravioleta de onda longa (365 nm). O cromatograma com a solução padrão
apresenta uma mancha fluorescente castanha com Rf próximo a 0,35 (correspondendo à rutina) e
uma mancha fluorescente azul com Rf próximo a 0,55 (correspondendo ao ácido clorogênico). O
cromatograma obtido com a tintura-mãe geralmente apresenta uma mancha fluorescente com Rf
próximo a 0,25, uma mancha fluorescente azul com Rf próximo a 0,30, uma mancha fluorescente
castanha com Rf próximo a 0,35 (rutina), 2 manchas fluorescentes azuis com valores de Rf
próximos a 0,55 (ácido clorogênico) e 0,95, e uma mancha vermelha perto do front do solvente.
Nebulizar o cromatograma com solução de difenilborato de aminoetanol a 1% (p/V). Examinar à
luz ultravioleta de onda longa (365 nm). O cromatograma da solução padrão apresenta mancha
fluorescente laranja com Rf próximo a 0,35 (rutina) e uma mancha verde com Rf próximo a 0,55
(ácido clorogênico). O cromatograma da tintura-mãe apresenta mancha fluorescente verde com Rf
próximo a 0,30 uma mancha fluorescente laranja com Rf próximo a 0,35 (rutina) , mancha
fluorescente verde com Rf próximo a 0,55 (ácido clorogênico), mancha fluorescente laranja claro
com Rf próximo a 0,60, e mancha fluorescente verde com Rf próximo a 0,90. O cromatograma da
tintura-mãe também apresenta mancha de fluorescência amarela, correspondente a gluocarmnósido-
isoramnetina situado sob a mancha laranja fluorescente da rutina, e outra mancha de fluorescência
amarelada correspondente à narcisina situada entre as manchas que correspondem à rutina e ao
ácido clorogênico.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida.
Tintura-mãe

Insumo inerte.
A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método.
Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm.Hom.Bras.
II, 1997.

Dispensação.
A partir da tintura-mãe, seguindo regra geral de dispensação.


Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente de Fehling
Solução (A): Dissolver 35,6g de sulfato de cobre em quantidade suficiente de água purificada;
completar o volume para 500mL.
Solução (B): Dissolver 173g de tartarato duplo de sódio e potássio(Sal de Seignette), em quantidade
suficiente de água purificada; acrescentar 70g de hidróxido de sódio; completar o volume para
500mL.
No momento do uso juntar partes iguais das soluções (A) e (B).

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