CARDUUS MARIANUS

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre CARDUUS MARIANUS


CARDUUS MARIANUS


Silybum marianum (L.) Gaertn - COMPOSITAE (ASTERACEAE)

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Carduus, Cnicus marianus, Silybum marianum.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Silybum marianum (L.) Gaertn é planta herbácea, com cerca de 1,3 m a 1,5 m de altura, caducifólia,
bianual, com raiz axomorfa, glabra em sua maior parte, caule maciço, ramificado. As folhas são
amplixicaules, as basais são pinatífidas, de cor verde escura e brilhante, com 30 a 75 cm de
comprimento e 15 a 30 cm de largura, onduladas. Todas as folhas apresentam nas margens muitos
espinhos amarelos. Nervura mediana larga. Limbo de coloração marmorizada, com manchas
brancas ao lado das nervuras e irregularmente distribuídas. A inflorescência é constituída por
capítulos isolados, globosos com 3 a 4,5 cm de diâmetro, localizados no ápice dos ramos. As flores,
bi-sexuais, apresentam corola tubulosa com cinco longos lobos de coloração vermelho-violácea. Os
frutos são aquênios, elipsóides-comprimidos.

PARTE EMPREGADA

Frutos secos.

DESCRIÇÃO DA DROGA

Os frutos de Silybum marianum (L.) Gaertn. são aquênios com 4 a 6 mm de comprimento e 3,0 a
3,5 mm de largura, elipsóides-comprimidos, lisos, de cor castanha escura e de aspecto ligeiramente
marmóreo, com resto de coroa floral que forma pequeno anel de cor amarelo-claro. Tegumento
reduzido a fina película castanho-amarelada, translúcida. Os frutos são inodoros e insípidos.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Carduus marianus é preparada por maceração ou percolação, de forma que o teor
alcoólico durante e ao final da extração seja de 65% (V/V), segundo a técnica geral de preparação
de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor amarela, de odor herbáceo e praticamente insípido.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 1 ml de ácido clorídrico a 10% (V/V) e fragmentos de zinco
metálico ou de magnésio metálico. Observa-se o desenvolvimento de cor vermelha.

B. A 1 ml de tintura-mãe, adicionar 5 gotas de solução de hidróxido de potássio a 30% (p/V).
Aquecer. Desprendem-se vapores com odor de trimetilamina.

C. Em tubo de ensaio, colocar 2 ml da tintura-mãe; adicionar 1 ml de reagente de Benedict.
Aquecer em banho-maria fervente por cerca de 1 minuto. Observa-se a formação de precipitado
amarelo.

D. Em tubo de ensaio, colocar 1 ml da tintura-mãe. Adicionar, em seguida, 10 gotas de reagente
formado, no momento do uso, por partes iguais de cloreto férrico a 1% (p/V) e ferricianeto de
potássio a 1% (p/V). Observa-se o desenvolvimento de cor azul escura.

E. Em tubo de ensaio, colocar 2 ml da tintura-mãe. Adicionar 1 ml do reagente de Tollens.
Observa-se o desenvolvimento de cor castanha escura com formação de precipitado castanho
escuro. Em seguida, aquecer em banho-maria fervente por cerca de 1 minuto. Observa-se a
passagem da cor castanha para negra com incremento do precipitado.

F. Em tubo de ensaio colocar 1 ml da tintura-mãe. Adicionar 10 gotas de ninidrina a 1% (p/V).
Em seguida, aquecer em banho-maria fervente por cerca de 1 minuto. Observa-se o
desenvolvimento de cor azul-violeta intensa.

ENSAIOS

Título em etanol. Deve estar compreendido entre 60 e 70% (V/V).

Resíduo seco
. Deve ser igual ou superior a 0,40% (p/V).

Cromatografia em camada delgada (V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica-gel G. Depositar sobre a placa, 20 ?l de tintura-mãe, tendo
como fase móvel, a mistura tolueno-acetato de etila-ácido fórmico anidro (20:20:10), por um
percurso de 10 cm. Deixar a placa secar ao ar.
Examinar à luz ultravioleta de onda longa
(365nm). O cromatograma apresenta, geralmente, uma mancha com fluorescência azul com Rf
próximo a 0,20, outra, castanha com Rf próximo a 0,70 e uma terceira, com fluorescência azulada
com Rf próximo a 0,80. Em seguida, nebulizar a placa com solução de cloreto de alumínio a 1%
(p/V). Examinar à luz ultravioleta de onda longa (365 nm). O cromatograma apresenta duas
manchas com fluorescência verde-amareladas com valores de Rf próximos a 0,65 a 0,70 e uma
terceira com fluorescência azul-esverdeada e Rf próximo a 0,80.


CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida
. Tintura-mãe.

Insumo inerte
. A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método
. Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm.Hom.Bras.

Dispensação
. A partir da tintura-mãe, seguindo regra geral de dispensação.

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente de Benedict
Dissolve-se 173g de citrato de sódio ( C6H5O7Na3. 5H2O) e 100g de carbonato de sódio anidro
em cerca de 800 ml de água a quente, filtra-se, se necessário, e dilui-se com água até 850ml de
volume total. Em seguida, coloca-se gradativamente solução de sulfato de cobre ( 17.3g dissolvidas
em 100ml de água) agitando-se continuamente e leva-se a 1 litro.

Reagente de Tollens
A 10 ml de solução aquosa de nitrato de prata a 5% (p/v) adicionar quantidade suficiente de
hidróxido de amônio ate a formação de precipitado castanho e, subseqüente dissolução do mesmo.
Em seguida adicionar 5 ml de solução de hidróxido de sódio a 10%(p/v). Caso reapareça o
precipitado, adicionar, gota a gota, nova quantidade de hidróxido de amônio ate o desaparecimento
do mesmo. Guardar em frasco escuro, com tampa esmerilhada e, preferencialmente, sob
refrigeração.

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