CHAMOMILLA

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre CHAMOMILLA


CHAMOMILLA


Matricaria chamomilla (L.) - COMPOSITAE (ASTERACEAE)

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Chamomilla vulgaris, Anthemis vulgaris.



DESCRIÇÃO DA PLANTA

Matricaria chamomilla L é planta herbácea anual com raiz grande, lenhosa, fibrosa. Talo erecto, de
30 a 60 cm de altura, sólido, liso, brilhante, muito estriado com ramos compridos e delgados. Folhas
numerosas, alternas, amplexicaules; as superiores são simples e as demais bipinadas ou tripinadas
com folíolos alongados, angulosos e pontiagudos.
Apresenta-se como capítulos longamente cônicos, com flores marginais liguladas e femininas, em
número de dez a vinte e, em geral, com 6 a 9 mm de comprimento; a lígula é branca, elíptica,
oblonga, tridenteada no vértice e percorrida por quatro nervuras. As flores internas ou do disco são
hermafroditas, numerosas, em média com 2 mm de comprimento de corola amarela, tubulosa,
pentadenteada e mostram cinco estames com as anteras unidas; do tubo sobressai a ponta do estilete
com dois estigmas recurvados. Todas as flores aparecem sem papo. O receptáculo é nu, cônico,
medindo até 6 mm de comprimento, desprovido de palhetas e oco no seu interior. O invólucro é
côncavo e formado de três fileiras de brácteas, cujo número varia de vinte a trinta. As brácteas são
lanceoladas, obtusas, amareladas, largamente escariosas, inteiras no vértice e atingindo 2,5 mm de
comprimento.
O receptáculo, envolvido por epiderme, é constituído por parênquima fundamental que circunda
grossos canais secretores de origem esquizogênica, que contêm pequeninas gotas oleosas de cor
amarela. Feixes vasculares delicados também podem ser observados nesta região. As brácteas do
invólucro contêm um feixe vascular, acompanhado, em ambos os lados, por duas lâminas esclerosas
que atingem a margem da bráctea e contêm curtas fibras canaliculadas; a superfície externa mostra
alguns pêlos glandulares, do tipo das compostas. Consistem estes de três a quatro pavimentos de
células dispostas em duas séries e com cutícula envolvendo a glândula como a um saco. A epiderme
superior das flores liguladas é papilosa, assim como as extremidades dos dentes das flores
tubulosas; ambas as flores contêm, externamente, pêlos glandulares do tipo das compostas.
O ovário exibe numerosas glândulas do mesmo tipo, e mostra, na camada epidérmica, séries de
células pequenas, poliédricas, mucilaginosas, em forma de uma escada de corda, e células
cristalíferas, com pequenas drusas de oxalato de cálcio. Os grãos de pólen são triangulares-
arredondados, com exina espinhosa, contendo três poros de germinação e 25 micra de diâmetro, em
média.

PARTE EMPREGADA

Planta inteira florida.

DESCRIÇÃO DA DROGA

A droga apresenta os caracteres anteriormente detalhados na descrição da planta.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Chamomilla é preparada por maceração ou percolação, de forma que o teor
alcoólico durante e ao final da extração seja de 45% (V/V), segundo a técnica geral de preparação
de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor amarela intenso de odor aromático e sabor amargo.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 1 ml da tintura-mãe adicionar 15 ml de água purificada. Alcalinizar com quantidade
suficiente de hidróxido de amônio a 10% (V/V). Examinar à luz ultravioleta (365 nm). Observa-se
fluorescência azul.

B. Agitar 5 ml da tintura-mãe com 10 ml de éter de petróleo. Separar a fase etérea e reduzir o
volume a 1/3, cuidadosamente, em banho-maria. Adicionar 4 gotas de ácido cloridrico 10% (V/V).
Observa-se coloração verde.

C. Adicionar a 1 ml da tintura-mãe, 1 ml da solução do Reagente de Felling (A + B). Aquecer até
ebulição. Observa-se precipitado vermelho-tijolo.

ENSAIOS

Título em etanol. Deve estar compreendido entre 40 e 50% (V/V).

Resíduo seco.
Deve ser igual ou superior a 1,2% (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica gel G. Aplicar à placa 20 ?l da tintura-mãe. Desenvolver a
cromatografia num percurso de 10 cm, tendo como fase móvel a mistura formada de butanol-ácido
acético glacial-água purificada (4:1:1). Deixar a placa secar ao ar. Examinar à luz ultravioleta de
onda longa (365 nm). O cromatograma geralmente apresenta uma mancha fluorescente violeta com
Rf próximo a 0,80 e uma mancha vermelha com Rf próximo a 0,95. Pode também aparecer uma
outra mancha fluorescente azul claro entre as duas manchas anteriores.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida.
Tintura mãe.

Insumo inerte
A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH utilizando o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método.
Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm. Hom. Bras.

Dispensação.
A partir da tintura-mãe, seguindo regra geral de dispensação.

Conservação.
Conservar em frasco neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente de Fehling
Solução (A): Dissolver 35,6 g de sulfato de cobre em quantidade suficiente de água purificada;
completar o volume para 500 ml.
Solução (B): Dissolver 173 g de tartarato duplo de sódio e potássio (Sal de Seignette), em
quantidade suficiente de água purificada; acrescentar 70 g de hidróxido de sódio; completar o
volume para 500 ml.
No momento do uso juntar partes iguais das soluções (A) e (B).


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