CHONDODENDRON TORMENTOSUM

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre CHONDODENDRON TORMENTOSUM



PARREIRA BRAVA


Chondodendron tormentosum Ruiz et Pavon - MENISPERNIACEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Parreira Brava, Pareira Brava, Pareirae radix.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

A raiz seca de Chondodendron tormentosum é constituída por fragmentos ramificados castanhos
escuros, de forma cilíndrica, tortuosos e com estrangulamentos.
Sua dimensão é variável podendo atingir até 6 centímetros. Sua superfície é coberta de súber
facilmente destacável, apresentando sulcos longitudinais e estrias transversais. Seccionado,
apresenta-se fibrosos, gorduroso e castanho avermelhado. Apresenta uma série de áreas espessas
embutidas umas nas outras, partindo, geralmente, de um ponto excêntrico. Ao exame microscópico
de uma secção transversal observa-se, sucessivamente: súber negro bastante espesso, parênquima
cortical pouco desenvolvido e contendo algumas células esclerosas de paredes pontuadas e pouco
espessas, quatro a cinco fileiras de células esclerenquimáticas dispostas em anéis contínuos de
paredes muito espesssas e coniculadas. Observa-se ainda, feixes vasculares cuneiformes, separados
por longos raios medulares constituídos por fibras compactas e de paredes muito espessas contendo
grandes vasos geralmente isolados e recobertos por um líber, um periciclo parenquimatoso e por
parênquima lignificado. O cilindro central é formado pela superposição de células
esclerenquimáticas em torno de anéis excêntricos irregulares e por feixes líbero-lenhosos. O
parênquima cortical e os raios medulares contém amido.
A droga é de odor fraco e de sabor amargo muito acentuado, porém, passageiro.

PARTE EMPREGADA

Raiz seca.

DESCRIÇÃO DA DROGA

A droga apresenta os caracteres macro e microscópicos anteriormente descritos.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Chondodendron tormentosum é preparada por maceração ou por percolação em
etanol a 65% (V/V) a partir da raiz seca do vegetal, de acordo com a técnica geral de preparação de
tinturas-mãe (X.1.1). Farm. Hom. Bras. II.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor castanho-avermelhado, de odor fraco, sabor amargo intenso e desagradável.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 2 ml de tintura-mãe, adicionar 5 gotas de reagente de Tollens. Observa-se redução a frio com
a formação de precipitado cinza escuro ou negro.


B. A 2 ml de tintura-mãe, adicionar 1 gota de solução de cloreto férrico a 1% (p/V). Desenvolve-
se coloração verde escura.

C. A 2 ml de tintura-mãe, adicionar 1 gota de mistura preparada no momento do uso e formada
por partes iguais de solução de cloreto férrico a 1% (p/V) e solução de ferricianeto de potássio a 1%
(p/V). Desenvolve-se coloração verde escura.

D. A 2 ml de tintura-mãe, adicionar 5 gotas de solução de nitrato de prata a 1% (p/V). Aquecer em
banho-maria fervente por um minuto. Observa-se redução parcial com desenvolvimento de cor
castanho-escura.

E. A 2 ml de tintura-mãe, adicionar 1 ml de água purificada. Observa-se ligeira turvação.

F. A 2 ml de tintura-mãe, adicionar alguns miligramas de zinco em pó seguindo-se a adição de 0,5
ml de ácido clorídrico concentrado. A solução passa de castanho avermelhada para amarelo-
esverdeada.

G. Evaporar 2 ml de tintura-mãe até a secura. Tratar o resíduo com 5 ml de ácido clorídrico a 5%
(p/V). Filtrar, distribuir o filtrado em dois tubos de ensaio. A um deles, adicionar 2 gotas do
reagente de Dragendorff e ao segundo, 2 gotas do reagente de Mayer. Observa-se, respectivamente,
a formação de precipitado laranja e branco.

ENSAIOS

Título em etanol.
Deve ser compreendido entre 60 e 70% (V/V).

Resíduo seco.
Deve ser igual ou maior que 0,8% (p/V).

Cromatografia em camada delgada (V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica-gel G. Aplicar sobre a placa 20 µl da tintura-mãe.
Desenvolver a cromatografia empregando como fase móvel a mistura de tolueno-acetona-etanol-
hidróxido de amônia concentrado (15:20:6:2). Desenvolver a cromatografia por um percurso de 10
centímetros. Examinar a luz ultravioleta de onda longa (365 nm). O cromatograma apresenta,
geralmente, mancha com fluorescência amarela e valor de Rf próximo a 0,10, outra, com
fluorescência esverdeada e Rf próximo a 0,50, uma terceira com fluoresc6encia amarela-
esverdeada com Rf próximo a 0,60, outra com fluorescência azul e Rf próximo a 0,80 e, uma
última, com fluorescência azul-esverdeada e Rf próximo a 0,95.
Numa segunda etapa da revelação da mesma placa cromatográfica, nebulizá-la com reagente de
Dragendorff. Observar a luz visível. Aparecem duas manchas alaranjadas com Rf vizinhos a 0,50 e
0,60. Podem aparecer também, acima de Rf 0,50 outras 3 a quatro manchas de cor laranja mais
clara que as precedentes.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, hermeticamente fechado.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida.
Tintura-mãe.

Insumo inerte.
Nas primeiras três dinamizações centesimais e seis primeiras decimais, utilizar teor
alcoólico igual ao teor da tintura-mãe.


Método.
Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farmacopéia
Homeopática Brasileira II, 1997.

Dispensação.
A partir de 1 CH e da 1 DH será empregado etanol com mesmo título etanólico da
tintura-mãe, nas três primeiras dinamizações para a escala centesimal e nas seis primeiras para a
escala decimal. A partir daí, empregar solução hidroalcoólica 30% (p/p).

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.





REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES


Reagentes de Tollens
A 10 ml de solução aquosa de nitrato de prata a 5% (p/V) adicionar quantidade suficiente de
hidróxido de amônio até formação de precipitado castanho e, subseqüente dissolução do mesmo.
Em seguida, adicionar 5 ml de solução de hidróxido de sódio a 10%(p/V). Caso reapareça o
precipitado, adicionar, gota a gota, nova quantidade de hidróxido de amônio até o desaparecimento
do mesmo. Guardar em frasco escuro, com tampa esmerilhada e, preferentemente, sob refrigeração.

Reagente de Mayer
Dissolver 13,55 g de cloreto de mercúrio e 50 g iodeto de potássio em q.s. de água purificada;
completar o volume para 1 litro.

Reagente de Dragendorff (mod. Munier e Machebouef)
Solução (A): Dissolver sob o aquecimento, 0,85 g de nitrato de bismuto básico em 10 ml de ácido
acético glacial e 40 ml de água purificada. Filtrar, se necessário.
Solução (B): Dissolver 8 g de iodeto de potássio em 30 ml de água purificada.
Solução-estoque: Misturar partes iguais das soluções (A) e (B). Conservar em frasco âmbar.
Solução nebulizadora (uso cromatográfico): No momento do uso, misturar 1 ml da solução-estoque
com 2 ml de ácido acético glacial e 10 ml de água purificada.
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