CYCLAMEN EUROPAEUM

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre CYCLAMEN EUROPAEUM


CYCLAMEN EUROPAEUM


Cyclamen purpurascens Miller - PRIMULACEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Artanita cyclamen, Cyclamen officinalis, Cyclamen orbiculare.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Cyclamen purpurascens Miller é planta perene com grande raiz comprimida, globular de cor
castanho na parte externa apresentando numerosas pequenas raízes. O talo de 8 a 10 cm de altura, é
erecto, com folhas radicais, longamente pecioladas orbiculares e cordiformes, dentadas de cor verde
escura na face superior e púrpura ou violácea na face inferior com manchas brancas nas bordas. As
flores são aromáticas, púrpuras ou raramente brancas e vermelhas; corola com cinco lobos oblongos
soldados na base e refletidos para trás, apresentando cinco estames e um estilo não saliente. As
bagas são envoltas por uma cápsula.

PARTE EMPREGADA

Raiz.

DESCRIÇÃO DA DROGA

A raíz de Cyclamen purpurascens é de forma esférica mais ou menos achatada com cerca de 2 cm
de espessura e com 3 a 5 cm de diâmetro, duro na parte externa e de cor pardo-escura. A superfície
na base apresenta raízes longas pardas e filamentosas. Internamente é de cor branca e de
consistência carnosa.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Cyclamen europaeum é preparada por maceração ou percolação, de forma que o
teor alcoólico durante e ao final da extração seja de 45% (V/V), segundo a técnica geral de
preparação de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido amarelo com odor fraco particular e de sabor amargo pouco acentuado.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 1 ml da tintura-mãe adicionar 1 ml de solução de 0,1 g de resorcinol em 10 ml de ácido
clorídrico e aquecer em banho-maria por 1 minuto. Observa-se cor vermelha forte.

B. Evaporar 0,1 ml da tintura-mãe em banho-maria. Ao resíduo adicionar 3 gotas de ácido
sulfúrico 10% (p/V). Observa-se inicialmente desenvolvimento de cor vermelha-alaranjada a qual
passa a vermelha e posteriormente a cor violeta intensa.

C. A 2 ml da tintura-mãe adicionar 2 ml de água purificada. Observa-se turvação. Agitar
vigorosamente. Observa-se formação de espuma abundante que persiste, por cerca de 1 hora.

ENSAIOS


Título em etanol. Deve estar compreendido entre 40% e 50% (V/V).

Resíduo seco
. Deve ser igual ou superior a 3,5% (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica-gel G. Dissolver 10 mg de escina em etanol 70% (V/V),
completar o volume para 10 ml. Depositar separadamente 20 ?l da tintura-mãe e do padrão.
Desenvolver a cromatografia empregando como fase móvel a mistura formada pela mistura de n-
butanol–ácido acético-água (4:1:1).Desenvolver a cromatografia pelo percurso de 15 cm. Secar a
placa ao ar. Examinar à luz ultravioleta de onda longa (365 nm). Geralmente observa-se em relação
à amostra o aparecimento de 2 manchas com florescência azul e Rf 0,30 e 0,55. Nebulizar a placa
com solução de tricloreto de antimônio a 1% (p/V) em clorofórmio. Aquecer em estufa a 105 – 110
°C por 10 minutos. Observar à luz natural. O cromatograma obtido com a solução padrão apresenta
mancha violeta clara com Rf 0,40 e o da solução amostra apresenta sucessão de manchas de cor
violeta e de Rf compreendidos entre 0,10 e 0,60, sendo duas delas mais intensas com Rf 0,30 e 0,40

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida
. Tintura-mãe.

Insumo inerte.
A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método
. Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm.Hom.Bras.
II, 1997.

Dispensação
. A partir de 1 CH ou 2 DH, seguindo regra geral de dispensação.

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.



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