DULCAMARA

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre DULCAMARA


DULCAMARA


Solanum dulcamara (L.) - SOLANACEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Solanum dulcamara, Amara dulcis, Doce-amarga.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Solanum dulcamara L é sub-arbusto com 1 a 3 m de altura, possui caule lenhoso na base com ramos
flexuosos, trepadores e sem gavinhas, enrolando-se em seus próprios suportes. As folhas são inteiras
alternas providas de pecíolo na região basal do limbo, as superiores são trilobadas, possuem aurículas
estipuliformes e base cordiforme. Flores violáceas, em cimeira irregular, longamente pedunculadas;
cálice com 5 dentes curtos, 5 pétalas maculadas em forma de estrela, estames com anteras amarelas
poricidas e adnatas. O ovário é bicarpelar, bilocular e pluriovulado. O fruto é baga ovóide, brilhante,
verde e quando maduro, vermelho. Sabor doce passando a amargo e odor desagradável.
As folhas de Solanum dulcamara L. apresentam mesofilo heterogêneo e assimétrico. A região da
nervura mediana caracteriza-se por apresentar região colenquimática subepidérmica e parênquima
fundamental envolvendo feixes vasculares do tipo bicolateral. Idioblastos contendo areia cristalina
podem ser observados.
O caule, em estrutura secundária, cortado transversalmente apresenta externamente súber constituído
por poucas camadas celulares de contorno aproximadamente retangular alongadas no sentido
tangencial. Algumas vezes pode-se observar a presença de restos de epiderme localizadas
externamente a esta região. A região cortical secundária ou feloderma é pouco desenvolvida e
apresenta células com parede celulósica mais espessadas que a região do córtex primária.
Cloroplastos podem ser observados na região cortical. Bolsas contendo areia cristalina podem ser
observadas em toda região cortical. A endoderme é pouco evidente e mais internamente nota-se a
presença de fibras perivasculares dispostas em uma ou duas camadas providas de paredes espessadas
e de lumem reduzido.
A região floemática é bem desenvolvida podendo nela ser observada a presença de placas crivadas e
de células companheiras. A região secundária do floema é sulcada por raios medulares secundários
dispostos radialmente constituídos por uma fileira de células. A região cambial é bem evidente e o
xilema é bem desenvolvido sendo formado por vasos calibrosos dispostos radialmente. Os raios
medulares são constituídos por uma fileira de células e ligam o xilema secundário ao floema
secundário. Internamente ao xilema nota-se a presença de floema interno onde podem ser observados
a existência de algumas fibras de lumem estreito. O parênquima medular contém grãos de amido.
Bolsas de areia cristalina ocorrem nas regiões parenquimáticas e floemáticas.

PARTE EMPREGADA

Planta inteira seca excluída a raíz, de Solanum dulcamara L.

DESCRIÇÃO DA DROGA


A droga é constituída pela planta inteira, seca, excluída a raiz. O caule se apresenta em fragmentos de
5 a 10 cm de comprimento providos de cinco arestas pouco proeminentes. Apresenta superfície
enrugada e cicatrizes deixadas pela queda das folhas. Geralmente são fistulosos apresentam-se
recobertos por capa grisácea facilmente separados por atrito. As folhas apresentam-se amarrotadas e
portadoras das características apresentadas na descrição da planta.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Solanum dulcamara é preparada por maceração ou percolação, de forma que o teor
alcoólico durante e ao final da extração seja de 45% (V/V), segundo a técnica geral de preparação de
tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor castanha escura, aromático e de sabor ligeiramente amargo.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 10 ml de água purificada. Agitar energicamente. Observa-se a
formação de espuma abundante.

B. Evaporar 1 ml da tintura-mãe. Tratar o resíduo com 0,5 ml de ácido clorídrico a 5% (V/V).
Adicionar algumas gotas do reagente de Dragendorff modificado. Observa-se a formação de
precipitado alaranjado.

C. Repetir a operação anterior. Ao resíduo tratado com ácido clorídrico a 5% (V/V), acrescentar
algumas gotas do reagente de Mayer. Observa-se a formação de precipitado branco.

ENSAIOS

Título em etanol. Deve estar compreendido entre 40% e 50% (V/V).

Resíduo seco.
Deve ser igual ou superior a 1,20% (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1). F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica-gel G. Depositar sobre a placa 20?l de tintura-mãe e
desenvolver a cromatografia num percurso de 10 cm, empregando como fase móvel, mistura solvente
formada por n-butanol-ácido acético glacial-água purificada (4:1:1). Deixar a placa secar ao ar.
Examinar à luz ultravioleta de onda longa (365 nm). O cromatograma apresenta, geralmente, mancha
fluorescente amarelo-esverdeada com valor Rf compreendido entre 0,40 e 0,50, uma ou duas manchas
fluorescentes castanho-escuro com Rf próximo a 0,55, outra mancha fluorescente azul e com valor Rf
entre 0,85 e 0,90, uma última mancha com fluorescência vermelha e Rf próximo a 0,95. Numa
segunda etapa, nebulizar a placa com reagente de Dragendorff diluído. Examinar à luz natural. O
cromatograma apresenta duas manchas alaranjadas de fraca intensidade e com valores Rf próximos a
0,40 e 0,50.
Desenvolver um segundo cromatograma nas mesmas condições anteriores. Nebulizar a placa com
reagente vanílico (vanilinfosfórico). Aquecer a placa a 120 °C durante 15 minutos. Examinar à luz
ultravioleta de onda longa (365 nm). O cromatograma apresenta mancha fluorescente castanha com
Rf próximo a 0,30 e outras três ou quatro manchas fluorescentes amarelas com valores Rf
compreendidos entre 0,35 e 0,65.
Desenvolver um terceiro cromatograma em camada delgada de sílica-gel G, tendo como fase móvel a
mistura solvente formada por clorofórmio-metanol (9:1). Deixar a placa secar ao ar. Nebulizá-la com
solução reveladora de tricloreto de antimônio a 1% (p/V) em clorofórmio. Observa-se mancha com Rf
0,84.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida. Tintura-mãe

Insumo inerte.
A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH utilizar o mesmo teor alcoólico da tintura
mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas farmacêuticas
derivadas.

Método
. Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm.Hom.Bras.

Dispensação
. A partir de 1CH ou 1DH, seguindo regra geral de dispensação.

Conservação. Em frasco de vidro neutro, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente vanílico (vanilinfosfórico)
Dissolver 1 g de vanilina em 100 ml de ácido fosfórico a 50 % (p/V).

Reagente de Dragendorff
Solução A: dissolver 17 g de subnitrato de bismuto e 200 g de ácido tartárico em 800 ml de água
purificada;
Solução B: dissolver 160 g de iodeto de potássio em 400 ml de água purificada;
Solução estoque: solução A + solução B;
Solução para nebulização : 50 ml de solução estoque + 500 ml de água purificada + 100 g de ácido
tartárico.

Reagente de Mayer
Dissolver 1,35 g de cloreto de mercúrio em 60 ml de água purificada e, separadamente, 7 g de iodeto
de potássio em 20 ml de água purificada. Misturar as duas soluções, agitar, filtrar e completar a 100
ml com água purificada.

Document Outline REAGENTES E SOLU



Síguenos

X