GELSEMIUM

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre GELSEMIUM


GELSEMIUM


Gelsemium sempervirens (L.) Persoon - LOGANIACEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Gelsemium sempervirens, Bignonia sempervirens, Gelsemium luteum odoratum.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Arbusto trepador lenhoso, perene, glabro com caule purpúreo e folhas inteiras, opostas, curtamente
pecioladas, ovalado-lanceoladas ou lanceoladas. Rácimos axiliares com 1 a 6 flores aromáticas
amarelas em forma de funil ou de trombeta; cálice com cinco lacínios imbricados, corola
infundibuliforme pentalobada de pré-floração imbricada. Os estames são epipétalos em número de 5 e
o ovário é súpero e bilocular. Os frutos são capsulares, septicidas, planos, biloculares, contendo várias
sementes aladas em cada uma das cavidades.

PARTE EMPREGADA

Rizomas e raízes secas.

DESCRIÇÃO DA DROGA

O rizoma de Gelsemium sempervirens é cilindríco, muito duro e apresenta-se geralmente em pedaços
de 3 a 20 cm de comprimento por 3 a 30 mm de diâmetro, irregularmente recurvados e às vezes
ramificados; sua superfície externa é de cor pardo-amarelada clara, rugosa, sulcada longitudinalmente
com estrias purpúreas e com fissuras transversais. Sua secção transversal mostra casca delgada, parda
ou amarela pardacenta, fortemente aderente ao cilindro lenhoso, e que apresenta uma estrutura
grosseiramente raiada envolvendo medula pouco volumosa. O rizoma traz, diretamente ou sobre seus
estolhos delgados, restos dos caules, de 2 mm de diâmetro, articulados, de cor pardo-arroxeada, bem
como raízes muito duras, de 1 a 2 cm de diâmetro, torcidas ou direitas e de comprimento variável. As
raízes mais grossas são raramente ramificadas e apresentam radículas filiformes, amareladas, muito
resistentes, ou cicatrizes correspondentes aos seus pontos de inserção. Sua superfície interna é muito
rugosa, fendida, sulcada longitudinalmente e de cor amarelo-acinzentada ou pardo-acinzentada clara;
sua secção transversal distingue-se daquela do rizoma pela ausência da medula. A planta é de odor
suave e de sabor amargo bastante pronunciado. Sob um súber muito espesso provido de células
algumas vezes lignificadas, o rizoma apresenta a região cortical provida de diversas camadas de
células parenquimáticas que contém grãos de amido, envolvendo pequenos grupos de fibras e de
células esclerosas. O floema é bem desenvolvido, encerra fibras esclerenquimáticas, e está dividido
em calotas pelos raios medulares riquíssimos em cristais prismáticos de oxalato de cálcio, e contendo
faixas tangenciais de tecido crivoso obliterado. O xilema é constituído por fibras de paredes muito
espessas e lignificadas por parênquima, por traqueídes e por numerosos vasos de poros areolados,
geralmente isolados. A região xilemática é dividida em feixes cuneiformes pelos raios medulares
muito largos, formados de células retangulares de paredes espessas e pontuadas e que contém amido.
O floema interno é bem evidente sendo formado por tubos crivados, células companheiras e
parênquima de floema. O parênquima medular ocupa a zona central e é pouco desenvolvido sendo
mais evidente nos rizomas menos calibrosos. A estrutura do rizoma não difere daquela das raízes
senão pela existência de medula central e pela presença de células esclerosas e de fibras
esclerenquimáticas em sua camada cortical.


PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Gelsemium sempervirens (L.) Persoon, é preparada por maceração ou percolação, de
forma que o teor alcoólico durante e ao final da extração seja de 65% (V/V), segundo a técnica geral
de preparação de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor amarela, odor aromático, sabor amargo e levemente picante.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 10 ml água purificada e agitar energicamente. Observa-se a
formação de espuma abundante.

B. A preparação do item anterior, quando observada sob a luz ultravioleta de onda longa (365 nm)
apresenta fluorescência azul.

C. A 0,2 ml da tintura-mãe, adicionar 5 ml de etanol a 50% (V/V) e uma gota de hidróxido de
amônio concentrado. À luz do dia a solução apresenta coloração amarela e, sob luz ultravioleta de
onda longa (365 nm), observa-se fluorescência azul-turquesa.

D. Evaporar 2 ml da tintura-mãe em banho-maria. Tratar o resíduo com 1 ml de ácido clorídrico a
5% (V/V). Adicionar à solução algumas gotas do reagente de Mayer. Observa-se precipitado
branco-amarelado.

E. Repetir o ensaio nas mesmas condições anteriores substituindo o reagente de Mayer pelo
reativo de Dragendorff. Observa-se precipitado alaranjado.

ENSAIOS

Título em etanol. Deve ser compreendido entre 60 a 70% (V/V).

Resíduo seco.
Deve ser igual ou superior a 0,50% (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia empregando
camada delgada de sílica-gel G. Aplicar 20 ?l da tintura-mãe sobre a placa. Desenvolver a
cromatografia num percurso de 10 cm, com fase móvel formada com a mistura solvente n-butanol-
ácido acético glacial-água purificada (4:1:1). Deixar a placa secar ao ar. Examinar à luz ultravioleta
de onda longa (365 nm). Observa-se duas manchas fluorescentes azuis com valores Rf próximos a
0,35 e 0,55, uma outra com fluorescência azul-violácea com Rf próximo a 0,65 e uma última com
fluorescência azul e Rf próximo a 0,90.
Em seguida, nebulizar a placa sucessivamente com solução de dimetilaminobenzaldeído a 2% (p/V)
em etanol a 96% (V/V) e com ácido sulfúrico a 10% (p/V). Aquecer a placa a 100–105 °C por 5
minutos. Examinar à luz natural. O cromatograma apresenta quatro manchas cinza-violáceas com
valores Rf próximos a 0,25, 0,35, 0,55 e 0,95.
Desenvolver um segundo cromatograma nas mesmas condições anteriores. Revelar a placa com
revelador preparado no momento de uso e formado por partes iguais de solução de cloreto férrico a
1% (p/V) e ferricianeto de potássio a 1% (p/V). Observa-se o aparecimento de cinco manchas azuis
com valores Rf próximos a 0,10, 015, 0,20, 0,40 e 0,90.

CONSERVAÇÃO


Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida. Tintura-mãe.

Insumo inerte.
A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método
. Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm.Hom.Bras.

Dispensação
. A partir de 1 CH ou 2 DH, seguindo regra geral de dispensação.

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente de Dragendorff
Solução A: dissolver 17 g de subnitrato de bismuto e 200 g de ácido tartárico em 800 ml de água
purificada;
Solução B: dissolver 160 g de iodeto de potássio em 400 ml de água purificada;
Solução estoque: solução A + solução B;
Solução para nebulização : 50 ml de solução estoque + 500 ml de água purificada + 100 g de ácido
tartárico.

Reagente de Mayer
Dissolver 1,35 g de cloreto de mercúrio em 60 ml de água purificada e, separadamente, 7 g de iodeto
de potássio em 20 ml de água purificada. Misturar as duas soluções, agitar, filtrar e completar a 100
ml com água purificada.
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