HYDRASTIS CANADENSIS

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre HYDRASTIS CANADENSIS



HYDRASTIS CANADENSIS


Hydrastis canadensis (L.) - RANUNCULACEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Hydrastis, Warneria canadensis.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Hydrastis canadensis, L. é planta pequena, herbácea de 12 a 30 cm de altura, perene, de rizoma
nodoso, carnoso, grosso, amarelo, com numerosas raízes delgadas, caule simples piloso, terminando
por duas folhas, raramente três. As folhas são redondas, cordiformes na base, com 5 a 7 lóbulos
duplos, dentados. O talo termina por uma simples flor branca esverdeada.

PARTE EMPREGADA

Rizomas e raízes secas.

DESCRIÇÃO DA DROGA

O rizoma de Hydrastis canadensis, L. é nodoso, torcido, mais ou menos ramificado, atingindo de 1
a 6 cm de comprimento e 2 a 10 mm de espessura. Apresenta-se castanho acinzentado, enrugada;
sua superfície apresenta cicatrizes circulares em consequência à queda dos seus caules aéreos. Suas
numerosas raízes, delgadas, emaranhadas, geralmente orientadas para um mesmo lado, voltadas ao
eixo principal, se quebram facilmente a uma curta distância desse eixo. A superfície de fratura tem
aspecto ceroso, de cor amarelo vivo ou esverdeada e de fluorescência amarelo-ouro, brilhante à luz
ultravioleta; nela podem ser observadas 10 a 20 feixes líbero-lenhosos, bem individualizados, de cor
amarela clara. A parte transversal do rizoma é pardo-amarelada na periferia e amarelo intenso ou
amarelo-esverdeado no centro. Tem aspecto ceroso e apresenta fluorescência amarelo ouro brilhante
à luz ultra-violeta em 365mm. O odor é característico e com sabor amargo.
O corte transversal do rizoma revela súber espesso com parênquima cortical freqüentemente
percorrido por feixes libero-lenhosos. Dentro do parênquima cortical, 10 a 20 feixes libero-
lenhosos, cuneiformes, separados por largos sulcos medulares, formam um anel em volta da
medula. Os tecidos parenquimatosos são cheios de grãos de amido, de dimensões variáveis, cujo
diâmetro pode atingir 2 a 15 ?m. Os feixes líbero lenhosos colaterais são abertos, em número de 10
a 20 e separados por raios medulares espessos, amarelos ou amarelo-esverdeados; O líber é pouco
desenvolvido. O lenho é formado por vasos grossos envoltos por parênquima lenhoso amarelo, com
fibras na zona interna. O pó semi-fino é amarelo-esverdeado. Constituído por raros fragmentos de
suber, restos de parênquima cheios de grãos de amido, numerosos grãos de amido isolados ou 2 ou
3 agrupados, de forma mais ou menos arredondada, medindo até 8 ?m de diâmetro, e fragmentos de
vasos reticulados. Não contém células esclerosas e nem cristais de oxalato de potássio. Apresenta
odor característico e sabor amargo.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Hydrastis canadensis é preparada por maceração ou percolação, de forma que o
teor alcoólico durante e ao final da extração seja de 65% (V/V), segundo a técnica geral de
preparação de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor castanho amarelado, odor característico e de sabor amargo.

IDENTIFICAÇÃO

A. Evaporar até à secura em banho-maria, 2 ml de tintura-mãe. Adicionar ao resíduo 6 gotas de
ácido clorídrico diluído 10% (p/V) e 3 gotas de solução de iodeto mercúrio-potássico (reativo de
Mayer). Observa-se a formação de precipitado amarelo.

B. Adicionar a 1 ml de ácido sulfúrico, 2 gotas de solução de cloramina a 10% (p/V). Após
resfriamento, adicionar 1 ml da tintura-mãe. Observa-se o desenvolvimento de coloração vermelha
escura (berberina).

C. Evaporar 10 ml da tintura-mãe em banho-maria. Adicionar ao resíduo 5 ml de clorofórmio.
Deixar em contato por 30 minutos e filtrar. Evaporar o filtrado em banho-maria. Adicionar ao
resíduo 1 ml de ácido sulfúrico e alguns cristais de molibdato de amônio. Observa-se o
desenvolvimento de cor azul (hidrastina).

D. Acidificar 0,5 ml de tintura-mãe com ácido sulfúrico diluído 5% (p/V). Agitar com 10 ml de
éter. Observar à luz ultravioleta de onda longa (365mm), a fase etérea apresenta fluorescência azul.

ENSAIOS

Título em etanol. Deve estar compreendido entre 60% e 70% (V/V).

Resíduo seco.
Deve ser igual ou maior que 1,2% (p/V).

Cromatrografia em camada delgada
(V.2.17.1) F.Bras.IV. Desenvolver cromatografia em
camada delgada de sílica-gel G. Aplicar separadamente sobre a placa 20 ?l da tintura-mãe e 20 ?l
de cada uma das soluções de referência formadas, em separado, pela diluição extemporânea em
etanol a 60% (V/V) respectivamente de 10 mg de cloridrato de hidrastina e 10 mg de cloridrato de
berberina.
Completar o volume para 100 ml com o mesmo solvente. Desenvolver a
cromatografia em etanol a 60% (V/V) por um percurso de 10 cm. Deixar a placa secar ao ar.
Examinar à luz do dia. O cromatograma obtido com a amostra apresenta uma mancha amarela de Rf
próximo de 0,10. Examinar à luz ultra-violeta de onda longa (365 nm), o cromatograma da amostra
apresenta mancha amarela fluorescente com Rf próximo a 0,10 e azul fluorescente com Rf próximo
a 0,45 e mancha amarela esverdeada com Rf próximo a 0,85. Nebulizar o cromatograma com
reagente de Dragendorff. Examinar à luz do dia; o cromatograma obtido com a solução de
referência apresenta mancha alaranjada de Rf próximo a 0,10 (berberina) e 0,45 (hidrastina). O
cromatograma obtido com a tintura-mãe apresenta 2 manchas alaranjadas de Rf próximos de 0,10
(berberina) e 0,45 (hidrastina).

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida.
Tintura-mãe.

Insumo inerte. A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH utilizando o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método.
Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm. Hom. Bras.

Dispensação.
A partir da tintura-mãe, seguindo regra geral de dispensação.

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente de Dragendorff
Solução A: dissolver 17 g de subnitrato de bismuto e 200 g de ácido tartárico em 800 ml de água
purificada;
Solução B: dissolver 160 g de iodeto de potássio em 400 ml de água purificada;
Solução estoque: solução A + solução B;
Solução para nebulização : 50 ml de solução estoque + 500 ml de água purificada + 100 g de ácido
tartárico.

Reagente de Mayer
Dissolver 1,35 g de cloreto de mercúrio em 60 ml de água purificada e, separadamente, 7 g de
iodeto de potássio em 20 ml de água purificada. Misturar as duas soluções, agitar, filtrar e
completar a 100 ml com água purificada.

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