IGNATIA AMARA

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre IGNATIA AMARA



IGNATIA AMARA


Strychnos ignatii Bergius - LOGANIACEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Ignatia, Strychnos ignatii, Faba indica, Faba Santi Ignatii.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Strychnos ignatii Bergius é arbusto alto, trepador, lenhosos com folhas opostas, sem estípulas,
ovadas, glabras e com flores tubulares brancas. O fruto é uma grande baga piriforme envolto por
casca algo seca e que envolve polpa carnosa de coloração esverdeada e sabor amargo, alojando até 24
sementes do tamanho de amêndoas, com mais freqüência 10 ou 12.

PARTE EMPREGADA

Sementes secas.

DESCRIÇÃO DA DROGA

As sementes são duras, pesadas, angularmente ovadas com ângulos obtusos, de 20 a 30 mm de
comprimento e aproximadamente 15 mm de largura e espessura. O exterior é de coloração
acinzentada ou negro-avermelhada, quase lisas, com escassos pêlos ou sem pêlos. A cobertura
seminal é fina podendo se destacar por fricção. O hilo é bem evidente e aparece com forma circular
na parte basal da semente. O embrião apresenta cotilédones foliares e o eixo radículo-caulinar é
reduzido. O endosperma é córneo e translúcido.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Ignatia amara é preparada por maceração ou percolação, de forma que o teor
alcoólico durante e ao final da extração seja de 65% (V/V), segundo a técnica geral de preparação de
tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICA DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor amarelo-âmbar, de odor fraco e sabor amargo.

IDENTIFICAÇÃO

A 5 gotas da tintura-mãe, adicionar 1 gota de ácido sulfúrico a 5% (p/V). Evaporar até a secura em
banho-maria fervente. Observa-se o desenvolvimento de coloração violeta.

A 1 ml da tintura-mãe, adicionar algumas gotas de solução de cloreto férrico a 1 % (p/V). Observa-
se o desenvolvimento de cor verde.

A 1 ml da tintura-mãe, adicionar algumas gotas da solução reagente preparada no momento do uso
e formada por partes iguais de solução de cloreto férrico a 1% (p/V) e ferricianeto de potássio a 1%
(p/V); observa-se o desenvolvimento de coloração azul intensa.

Evaporar 2 gotas da tintura-mãe. Ao resíduo adicionar 2 gotas de ácido nítrico concentrado.
Observa-se o desenvolvimento de coloração laranja.

ENSAIOS

Título em etanol.
Deve estar compreendido entre 60% e 70% (V/V).

Resíduo seco.
Deve ser igual ou maior que 1 % (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia em
camada delgada de sílica gel G, empregando como soluções-padrão solução de estriquinina e de
brucina, ambas em etanol a 96% (V/V).
A. Solução-padrão de estriquinina. Dissolver 10 mg de estriquinina em quantidade suficiente de
etanol 96 % (V/V). Levar o volume a 10 ml com o mesmo solvente.
B. Solução-padrão de brucina. Dissolver 10 mg de brucina em quantidade suficiente de etanol a
96 %. Levar o volume a 10 ml com o mesmo solvente.
Aplicar sobre a placa, separadamente, 10 ?l de cada solução-padrão e igual quantidade da tintura-
mãe. Desenvolver a cromatografia com fase móvel utilizando a parte inferior da mistura solvente
formada por clorofórmio-metanol-hidróxido de amônio concentrado (95:5:1). Desenvolver a
cromatografia por um percurso de 10 cm. Deixar a placa secar ao ar e, se necessário, aquecê-la a 105-
110 ºC por 15 minutos para eliminação total da mistura solvente. Após resfriamento, nebulizá-la com
reagente iodoplatínico. Examinar à luz natural. Observa-se uma mancha violeta com Rf próximo a
0,70, correspondente à estriquinina, outra, azul, com Rf próximo a 0,65, correspondente à brucina. A
tintura-mãe apresenta 2 manchas, com valores Rf próximos a 0,70 e 0,65, com as mesmas cores
correspondentes à estriquinina e à brucina.
Desenvolver um segundo cromatograma em camada delgada de sílica-gel G, com as mesmas
soluções-padrão utilizadas na cromatografia anterior tendo como fase móvel mistura solvente
formada por tolueno-acetato de etila-dietilamina (7:2:1). Observar as condições anteriores de
desenvolvimento e secagem. Observar a placa à luz ultravioleta de onda curta (254 nm). Observa-se
mancha azul intenso no ponto de partida e duas outras azuis de intensidade menor, correspondentes
aos padrões, respectivamente de estriquinina e brucina. Numa segunda etapa, nebulizar a placa com
reagente de Dragendorff. Observa-se na região de Rf 0,25 a 0,55 duas manchas castanho-alaranjadas
correspondentes aos padrões de estriquinina e brucina sendo que na faixa correspondente à tintura-
mãe são observadas três manchas adicionais, menos intensas e menores, correspondendo,
respectivamente, a ?- e ?-colubrina e à pseudo-estriquinina, todas de cor castanho-alaranjada.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida.
Tintura-mãe.

Insumo inerte.
A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método
. Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm.Hom.Bras.

Dispensação
. A partir de 1 CH ou 2 DH, seguindo regra geral de dispensação.

Conservação. Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente iodoplatínico
Dissolver 0,3 g de hidrato de hidrogênio hexacloroplatinato em 100 ml de água purificada e
misturar, em seguida, com solução aquosa de iodeto de potássio a 6 % (p/V).

Reagente de Dragendorff
Solução A: dissolver 17 g de subnitrato de bismuto e 200 g de ácido tartárico em 800 ml de água
purificada;
Solução B: dissolver 160 g de iodeto de potássio em 400 ml de água purificada;
Solução estoque: solução A + solução B;
Solução para nebulização : 50 ml de solução estoque + 500 ml de água purificada + 100 g de ácido
tartárico.

Document Outline DESCRI



Síguenos

X