IPECACUANHA

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre IPECACUANHA



IPECACUANHA


Cephaelis ipecacuanha (Brotero) Richard - RUBIACEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Radix, Ipeca, Cephaelis emetica, Psychotria ipecacuanha, Ipeca officinalis.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Cephaelis ipecacuanha (Brotero) Richard, é planta semi-arbustiva perene, dispersa, apresentando
folhas opostas providas de estípulas enterpeciolares. As flores são pequenas, brancas, providas de
corola infundibuliformes. O ovário é ínfero-bicarpelar e bilocular. Os frutos são drupas providas de
endocarpo percaminoso e de duas sementes de cor púrpura escura. A porção subterrânea está formada
por um delgado rizoma com raízes filiformes, aneladas e raízes lisas e delgadas. O rizoma se arca
para cima e continua em um caule aéreo curto, verde, que apresenta folhas escassas e opostas,
pecioladas, com estípulas, inteiras e obovadas.

PARTE EMPREGADA

Raiz seca.

DESCRIÇÃO DA DROGA

Raiz tortuosa, simples ou raramente ramificada, medindo até 15 cm de comprimento e 6 mm de
largura. Coloração variando do vermelho-tijolo escuro ao castanho escuro. Externamente apresenta
numerosos anéis rugosos separados entre si por sulcos arredondados contornando completamente a
raiz. Apresenta fratura breve na casca e lascada no lenho. Superfície lisa em corte transversal, com
larga casca espessa, acinzentada; parte central lenhosa pouco espessa, uniformemente densa e muito
dura. Rizomas curtos, geralmente unidos à raiz, cilíndricos, de até 2 mm de diâmetro, finamente
enrugados no sentido longitudinal, com parênquima medular ocupando aproximadamente 1/6 do
diâmetro total.
A raiz consiste de fina camada de súber marrom com três a quatro camadas de células tabulares,
achatadas, poliédricas, de paredes finas, e larga banda parenquimática de feloderma. O parênquima
cortical é desenvolvido e constituído por tecido de células repletas de grãos de amido e de células
maiores contendo rafídios de oxalato de cálcio. Células da feloderme e dos raios parenquimáticos são
repletas de grãos de amido simples ou compostos de dois a oito componentes. Grãos individuais
ovalados, arredondados ou grosseiramente hemisféricos, são também observados raramente com mais
de 15 ?m de diâmetro. Os grãos trigêmeos mostram, muitas vezes, um componente menor e os
quadrigêmeos, dois componentes menores. Estão presentes nos tecidos parenquimáticos células
cristalíferas, cada uma com um feixe de rafídeos de 30 a 80 ?m de comprimento. O floema é
desprovido de fibras e constituído por camada de células mais estreita em relação ao xilema. O
xilema é denso, consistindo principalmente de traqueídes estreitos, misturados com proporção menor
de vasos, ambos com pontuações simples e areoladas nas paredes laterais. Rizoma apresentando, na
seção transversal de um entrenó, várias camadas de súber de paredes finas.
O córtex é
ligeiramente colenquimatoso e o periciclo apresenta grupos de grandes esclereídeos, claramente
pontuados. Internamente ocorre um pequeno anel de floema e largo anel de xilema, circundando o
parênquima medular composto por células com pontuações areoladas, de paredes finas.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Ipecacuanha é preparada por maceração ou percolação, de forma que o teor
alcoólico durante e ao final da extração seja de 65% (V/V), segundo a técnica geral de preparação de
tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor castanho-avermelhada, com odor desagradável e sabor amargo e nauseoso.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 10 ml de água purificada. Agitar energicamente. Observa-se a
formação de espuma abundante.

B. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 5 gotas da solução de cloreto férrico a 1% (p/V). Observa-se o
desenvolvimento de cor verde escura.

C. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 5 gotas de reagente formado no momento de uso, pela mistura
de partes iguais de solução de cloreto férrico a 1% (p/V) e solução de ferricianeto de potássio a 1%
(p/V). Observa-se o desenvolvimento de cor azul intenso.

D. Evaporar 2 ml da tintura-mãe em banho-maria fervente. Ao resíduo adicionar 5 gotas de ácido
clorídrico 10% (V/V) e 3 gotas do reagente de Mayer. Observa-se a formação de precipitado
branco.

E. Evaporar 2 ml da tintura-mãe em banho-maria fervente. Ao resíduo adicionar 5 gotas de ácido
clorídrico 10% (V/V) e 3 gotas do reagente de Dragendorff. Observa-se a formação de precipitado
alaranjado.

F. Agitar 2 ml de tintura-mãe com 10 ml de éter etílico e algumas gotas de hidróxido de amônio
concentrado. Separar a fase etérea e evaporar em banho-maria fervente. Ao resíduo obtido,
adicionar 5 gotas de solução de molibdato de sódio a 0,5% (p/V) em ácido sulfúrico. Observa-se o
desenvolvimento de coloração violácea que passa a verde.

ENSAIO

Título em etanol.
Deve estar compreendido entre 60% e 70% (V/V).

Resíduo seco.
Deve ser igual ou superior a 0,90% (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia empregando
camada delgada de Sílica Gel G. Preparar amostra da tintura-mãe em análise evaporando 2 ml da
mesma em banho-maria fervente. Tratar o resíduo obtido adicionando ao mesmo 1 ml de hidróxido de
amônio concentrado e 5 ml de clorofórmio. Agitar energicamente e deixar em repouso por 30
minutos. Filtrar.
Preparar solução-padrão formada pela dissolução de 4,6 mg de cloridrato de emetina e 5,7 mg de
cloridrato de cefelina dissolvidos em 20 ml de clorofórmio.
Aplicar sobre a placa 5 ?l do extrato clorofórmico da tintura-mãe e 5 ?l da solução-padrão.
Desenvolver a cromatografia num percurso de 10 cm utilizando como fase móvel mistura solvente
formada por clorofórmio-metanol (8,5:1,5).Desenvolver uma segunda vez com a mesma fase móvel.
Deixar a placa secar ao ar. Nebulizar a placa com solução de iodo a 5% (p/V) em clorofórmio. Secar
a 60 °C por 10 minutos. Examinar à luz natural. A solução-padrão apresenta mancha amarelo-citrina
correspondente à emetina e, mais abaixo, mancha castanho-clara correspondente à cefelina. Em
seguida, submeter a placa à luz ultravioleta de onda longa (365 nm); a mancha correspondente à
emetina apresenta intensa fluorescência amarela e aquela correspondente à cefelina apresenta
fluorescência azul clara. O cromatograma obtido com o extrato clorofórmico da tintura-mãe apresenta
as mesmas manchas com as mesmas características fluorescentes.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida.
Tintura-mãe.

Insumo inerte.
A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método
. Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm.Hom.Bras.

Dispensação
. A partir de 1 CH ou 2 DH, seguindo regra geral de dispensação.

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente de Dragendorff
Solução A: dissolver 17 g de subnitrato de bismuto e 200 g de ácido tartárico em 800 ml de água
purificada;
Solução B: dissolver 160 g de iodeto de potássio em 400 ml de água purificada;
Solução estoque: solução A + solução B;
Solução para nebulização : 50 ml de solução estoque + 500 ml de água purificada + 100 g de ácido
tartárico.

Reagente de Mayer
Dissolver 1,35 g de cloreto de mercúrio em 60 ml de água purificada e, separadamente, 7 g de iodeto
de potássio em 20 ml de água purificada. Misturar as duas soluções, agitar, filtrar e completar a 100
ml com água purificada.

Tampão acetato de sódio
Dissolver 40 g de acetato de sódio em água purificada e completar o volume para 100 ml. Adicionar
1,8 ml de ácido acético e filtrar.

Document Outline DESCRI



Síguenos

X