LOBLIA

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre LOBLIA


LOBÉLIA
Lobelia folium

Lobelia inflata L. LOBELIACEAE
A droga consiste nas folhas secas e deve conter no mínimo 0,4% de alcalóides solúveis no
éter R, calculados em lobelina.

CARACTERES ORGANOLÉPTICOS

A droga tem odor fraco e característico e sabor fortemente acre, lembrando o do fumo.

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA

A droga, parcialmente quebrada é constituída pela haste alada grosseira e irregularmente
veludosa verde-amarelada ocasionalmente purpurina; folhas alternas, sésseis ou curtamente
pecioladas; estas medem 2,0 cm a 9,0 cm de comprimento são ovais ou oblongas; a lâmina é
verde pálido pubescente, com as margem obtusamente denteadas ou irregularmente serreado-
denticulados; cada dente possui um ápice glandular castanho-amarelado.

DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA

A folha é hipoestomática e de simetria dorsiventral. A epiderme foliar em vista frontal é
formada por células de paredes muito sinuosas e com papilos na face adaxial e onduladas na
face abaxial, recoberta por cutícula estriada; apresenta numerosos tricomas tectores
unicelulares, cônicos, tuberculosos, medindo até 300 µm de comprimento; estômatos
anomocíticos por 3 a 4 células. O mesofilo é assimétrico, com parênquima paliçádico com
células curtas e no bordo foliar apresenta pequenas glândulas arredondadas ou elípticas
compostas de numerosas células poliédricas pequenas e envolvidas por 2 ou 3 camadas
concêntricas de pequenas células achatadas radialmente. O sistema vascular é rico em vasos
laticíferos e fibras espessadas. A semente é caracterizada por possuir células muito
espessadas, castanha-amareladas, grandes; vista de face, são alongadas e poligonais; em
perfil, tem a forma de U.

Consulta Pública 38/2009
DESCRIÇÃO DO PÓ
O pó, de cor verde escuro, deve corresponder a todas as exigências estabelecidas para a
espécie exceto os caracteres macroscópicos, devendo, encontrar-se no exame microscópico os
mesmos elementos desintegrados. Fragmentos da epiderme adaxial mostrando papilas e
células do parênquima paliçádico; fragmentos da epiderme inferior com estômatos
anomocíticos, vasos helicoidais lignificados, de paredes espessadas e fragmentos do xilema;
tricomas tectores grandes, unicelulares e cônicos; fragmentos da lâmina foliar em secção
transversal mostrando cutícula espessa com estrias cobrindo as células papilosas da face
adaxial; uma camada única de células paliçádicas de paredes finas e de células irregulares do
parênquima esponjoso; grupos ocasionais de esclerídeos do pericarpo do fruto com células de
paredes sinuosas e, ocasionalmente, grãos de pólen.

IDENTIFICAÇÃO

Um corte, montado em cloral hidratado SR e aquecido, mostra grandes agulhas, bastonetes
e esfero-cristais no mesofilo.

Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada delgada (V.2.17.1), utilizando
gel de sílica GF254, como suporte, e mistura de dietilamina R, ciclo-hexano R (10:90 V/V)
como fase móvel. Aplique, separadamente, na placa, em traços de 20 mm por 3 m, a 1 cm de
distância 10 µl e 20 µl das soluções a seguir respectivamente:

Solução problema: A 2,0 g da amostra pulverizada extrair com 10,0 ml de éter etílico
isento de peróxidos e 2 ml de solução de amônia diluida, agitando por 10 minutos. Filtrar para
uma cápsula e evaporar o solvente à secura em banho maria. Suspender o resíduo com 5 ml
solução de ácido sulfúrico 1%. Passar a solução para um tubo de ensaio, alcalinizar até pH 9-
10 com amônia diluida e extrair novamente com éter etílico. Decantar o éter para uma cápsula
e evaporar à secura em banho-maria. Suspender o resíduo com 2 ml de clorofórmio e aplicar
na placa cromatográfica.
Solução padrão. Dissolva 5 mg de sulfato de lobelina em 5 ml de metanol R..
Resultados : A sequência das bandas presentes nos cromatogramas obtidos com a solução
padrão é semelhante à das bandas correspondentes dos cromatogramas obtidos com o mesmo
volume da solução padrão. Podem aparecer bandas secundárias fracas. A lobelina aparece
com um Rf em torno de 0,35-0,40.

ENSAIOS DE PUREZA

Material estranhos (V.4.2.2). No máximo 10% de hastes, essas não devem ter mais de 2
mm de diâmetro.

Cinzas totais
(V.4.2.4). No máximo 10,0 por cento.

Cinzas insolúveis (V.4.2.5). No máximo 5,0 por cento.
Consulta Pública 38/2009

DOSEAMENTO

Introduza 15 g de lobélia, em pó (80), num frasco de rolha esmerilhada de 250 ml, junte
150 ml de éter R e 7 ml de hidróxido de amônio SR, arrolhe o frasco e agite-o freqüentemente
durante 2 horas. Após sedimentação decante o líquido etéreo para um erlenmeyer provido de
rolha esmerilhada contendo cerca de 5 g de sulfato de sódio seco R; agite bem; decante 100
ml deste liquido, exatamente medidos (igual a 10 g de lobélia), reduza-o cerca de 10 ml e
transfira-os quantitativamente para um funil de decantação. Extraia os alcalóides em 20 ml de
ácido clorídrico N (SV). Repita o tratamento com 4 novas e sucessivas porções de 10 ml de
ácido clorídrico N. Reúna os líquidos ácidos e elimine o éter em banho-maria. Deixe esfriar e
adicione 10 ml de solução de ácido silicotúngstico SR. Depois de 12 h de repouso recolha o
precipitado em um papel de cinzas conhecidas. Lave o filtro e o precipitado em pequenas
porções de ácido clorídrico N (SV), até que as águas de lavagem não precipitem pela adição
de uma solução de cloridrato de quinina 1 % (p/V). Seque e calcine o filtro num cadinho
previamente tarado. Resfrie e pese. O peso do resíduo multiplicado por 0,415 dá a quantidade
de alcalóides totais contidos em 10 g de lobélia.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

Em recipientes bem fechados, protegidos da luz e da umidade.






Consulta Pública 38/2009














































































































































































































































































































































































































































Lobelia inflata L. - CAMPANULACEAE. A.fragmento da lâmina mostrando os
tricomas tectores; lf: lâmina foliar; tt: tricoma tector; B. representação esquemática de
um ramo florido; C. detalhe de porção da epiderme voltada para a face abaxial; tt:
tricoma tector pluricelular; es: estômato. D. detalhe lâmina foliar em secção transversal;
cu: cutícula; ep: epiderme; es: estômato; pj: parênquima esponjoso; pp: parênquima
paliçádico; tt: tricoma tector; E. grãos de pólen.



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