PAEONIA OFFICINALIS

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre PAEONIA OFFICINALIS



PAEONIA OFFICINALIS


Paeonia officinalis (L.) - RANUNCULACEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Paeonia; Peonia; Paeonia peregrina; Rosa benedicta.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Paeonia officinalis L. é planta herbácea com cerca de 60 a 70 cm de altura, vivaz, com fortes raízes
fasciculadas, robusta, apresentando folhas grandes, alternas, de cor verde escura, brilhantes na face
superior e divididas em folíolos alongados, ovais e lobulados.
Apresenta flor grande, solitária e
terminal a qual possui cálice com 5 sépalas herbáceas e corola com 5 a 10 pétalas róseo-
avermelhadas, com estames de número indefinido e com 2 a 5 carpelos isolados e pluriovulados. A
raiz é fasciculada apresentando dilatações fusiformes e espessas. Mede, em média, 15 cm de
comprimento, enquanto que o seu diâmetro pode variar entre 5 mm e 15 mm. É branco-violácea
internamente e recoberta de uma camada de córtex escura, ligeiramente rugosa. Corte transversal da
mesma revela parênquima cortical de natureza amilácea; o periciclo, mole, envolvendo cilindro
central com numerosas estrias radiais, com o lenho primário na parte central. Quando fresca, a raiz
exala odor forte e desagradável; seu sabor é adstringente e levemente amargo.

PARTE EMPREGADA

Raiz.

DESCRIÇÃO DA DROGA

A droga apresenta os caracteres macroscópicos precedentemente descritos.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Paeonia officinalis é preparada por maceração ou percolação, de forma que o teor
alcoólico durante e ao final da extração seja de 65% (V/V), segundo a técnica geral de preparação
de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor castanho-alaranjado, de odor aromático característico e de sabor picante e terroso.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar algumas gotas de solução de cloreto férrico a 1% (p/V).
Observa-se desenvolvimento de cor azul-violeta escura.

B. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 1 ml do reagente de Fehling (A + B). Aquecer até a ebulição.
Observa-se a formação de precipitado vermelho-alaranjado.

C. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar alguns cristais de resorcinol. Aquecer até a ebulição. Observa-
se desenvolvimento de cor vermelha.

D. A l ml da tintura-mãe, adicionar algumas gotas do reagente de Tollens. Observa-se redução a
frio, desenvolvendo-se coloração castanho-acinzentada seguida da formação de precipitado negro.
Aquecer até a ebulição; observa-se a formação de espelho de prata.

ENSAIOS

Título em etanol. Deve estar compreendido entre 60% e 70% (V/V).

Resíduo seco.
Deve ser igual ou superior a 1,20% (p/V).

Cromatografia em camada delgada (V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica-gel G. Aplicar na placa 30 ?l da tintura-mãe.

Desenvolver a cromatografia empregando como fase móvel a mistura de clorofórmio-acetato de
etila-ácido fórmico anidro (50:40:10). Desenvolver num percurso de 10 cm. Deixar a placa secar ao
ar. Examinar à luz ultravioleta de onda longa (365 nm). São observadas, geralmente, uma ou duas
manchas com fluorescência castanha, relativamente bem separadas e com Rf próximos a 0,20, outra
com a mesma fluorescência e com Rf próximo a 0,35, seguida de duas outras, também de
fluorescência castanha, com valores Rf próximos, respectivamente, a 0,50 e 0,70. Pode ainda ser
detectada uma última mancha com fluorescência esverdeada e com Rf próximo a 0,95. Em seguida,
nebulizar a placa com solução recentemente preparada do sal azul sólido BR, a 0,5% (p/V).
Examinar à luz natural. O cromatograma apresenta uma mancha rósea, com Rf próximo a 0,35 e
duas outras, alaranjadas, com Rf próximos a 0,50 e 0,70, respectivamente.
Desenvolver um segundo cromatograma empregando camada delgada de sílica-gel G. Aplicar 30 ?l
da tintura-mãe. Desenvolver a cromatografia, num percurso de 10 cm, empregando como fase
móvel a mistura acetato de etila-ácido fórmico anidro-água purificada (80:10:10). Deixar a placa
secar ao ar. Em seguida, nebulizar a placa com reativo vanilinfosfórico, aquecer em estufa a 100-
105ºC, por 10 minutos. Examinar à luz natural. O cromatograma apresenta uma mancha castanho-
esverdeada com Rf próximo a 0,10, outra, alaranjada com Rf próximo a 0,20, uma terceira, verde
intensa, com Rf próximo a 0,45 e, uma última, rosa intenso, e com Rf próximo a 0,90.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida
. Tintura-mãe.

Insumo inerte.
A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH, utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método.
Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III). Farm.Hom.Bras.

Dispensação.
A partir da TM, seguindo regra geral de dispensação.


Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente vanílico (vanilinfosfórico)
Dissolver 1 g de vanilina em 100 ml de ácido fosfórico a 50 % (p/V).

Reagente de Tollens
A 10ml de solução aquosa de nitrato de prata a 5% (p/v) adicionar quantidade suficiente de
hidróxido de amônio ate a formação de precipitado castanho e , subseqüente dissolução do mesmo.
Em seguida adicionar 5ml de solução de hidróxido de sódio a 10%(p/v). Caso reapareça o
precipitado, adicionar, gota a gota, nova quantidade de hidróxido de amônio ate o desaparecimento
do mesmo. Guardar em frasco escuro, com tampa esmerilhada e, preferencialmente, sob
refrigeração.
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