PHYTOLACCA DECANDRA

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre PHYTOLACCA DECANDRA


PHYTOLACCA DECANDRA


Phytolacca decandra (L.) - PHYTOLACACCEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Phytolacca americana, Phytolacca vulgaris, Blitum americanum

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Phytolacca decandra L. planta herbácea que alcança até 2 metros de altura apresentando grandes
raízes napiformes, galhos erectos, redondos e desprovidos de pêlos (glabros) ramificando-se à altura
do ápice. As folhas são de cor verde clara, com 10 a 40 cm de comprimento, com pecíolos curtos;
são alternas, elíptico-ovais, pontiagudas, inteiras, de bordos lisos e ondulados e glabros. A
inflorescência é constituída por um cacho de pequenas flores com 5 sépalas petalóides, branco-
róseas ou branco-esverdeadas contendo 10 estames, um ovário superior com 10 carpelos juntos ao
estilo curto. Os frutos são bagas com cerca de 1 cm de diâmetro e, quando maduros, de cor púrpura
escura e característica.

PARTE EMPREGADA

Raiz.

DESCRIÇÃO DA DROGA

As raízes são inodoras e têm sabor inicialmente terroso, adocicado, passando a fracamente amargo.
Tendem a ter 1 a 3 cm de espessura, raramente atingindo 8 cm. São castanho amareladas, enroladas
e curvas. As raízes novas apresentam xilema central rijo ocupando pouco mais do que 1/3 do
diâmetro e casca amarelo esbranquiçada. As raízes velhas apresentam xilema adicional estreito,
amarelado, radial em torno da parte central, a qual pode ser isolada ou em vários círculos
concêntricos.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Phytolacca decandra L. preparada por maceração ou percolação, de forma que o
teor alcoólico durante e ao final da extração seja de 60% (V/V), segundo a técnica geral de
preparação de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido amarelo pálido com sabor picante e levemente amargo.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 1 ml de água purificada. Agitar vigorosamente. Observa-se
desenvolvimento de espuma abundante e persistente.

B. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 1 gota de solução de cloreto férrico a 1% (p/V). Observa-se
desenvolvimento de coloração verde escura.

C. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 2 gotas da mistura, obtida na hora do uso, formada por partes
iguais de solução de cloreto férrico a 1% (p/V) e ferricianeto de potássio a 1% (p/V). Observa-se
desenvolvimento de coloração verde escura.

D. A 2 ml da tintura-mãe, adicionar 5 gotas de reagente de Tollens. Aquecer em banho-maria
fervente por 1 minuto. Observa-se desenvolvimento de precipitado negro.

E. A 2 ml da tintura-mãe, adicionar 5 gotas de reagente de Benedict. Aquecer em banho-maria
fervente por 1 minuto. Observa-se desenvolvimento de precipitado alaranjado.

F. Evaporar 5 ml da tintura-mãe até a secura. Tratar o resíduo com 5 ml de ácido clorídrico a 5%
(p/V). Filtrar. Ao filtrado, adicionar 2 gotas do reagente de Dragendorff. Observa-se
desenvolvimento de precipitado alaranjado.

G. Observar 1 ml da tintura-mãe à luz ultravioleta de onda longa (365 nm). Observa-se
fluorescência azul. Diluir o conteúdo do tubo de ensaio com 10 ml de água purificada. Observar à
luz ultravioleta de onda longa (365). A fluorescência persiste.

H. A 2 ml da tintura-mãe, adicionar cerca de 0,1 g de sacarose. Agitar até dissolução completa.
Adicionar, em seguida, 5 gotas de ácido sulfúrico concentrado. Aquecer em banho-maria fervente
por 1 minuto. Observa-se desenvolvimento de coloração castanho-escura.

I. A 1 ml da tintura-mãe adicionar 2 ml de água purificada. Observa-se opalescência amarela
clara.

J. A 1 ml de tintura-mãe aquecida adicionar 1 ml de solução ácido clorídrico a 1% (p/V).
Observa-se o desenvolvimento de coloração vermelho intensa.

ENSAIOS

Título em etanol. Deve estar compreendido entre 55% e 65% (V/V).

Resíduo seco.
Deve estar compreendido entre 2,2% e 3,5% (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica-gel G. Aplicar sobre a placa 30 ?l de tintura-mãe.
Desenvolver a cromatografia num percurso de 10 cm empregando como fase móvel a mistura
solvente formada por acetato de etila-metil etil cetona-água purificada-ácido fórmico anidro
(50:30:20:10). Deixar a placa secar ao ar.
Examinar à luz ultravioleta de onda longa (365nm). O
cromatograma geralmente apresenta mancha castanha com Rf próximo a 0,40, outra com
fluorescência amarelo alaranjada com Rf próximo 0,50, uma terceira com fluorescência amarelo
pálido com Rf próximo 0,65, outra, com fluorescência amarela e com Rf próximo 0,75 e duas
outras, praticamente superpostas, sendo uma com fluorescência azul e outra vermelha, ambas junto
ao front do solvente. Em seguida, nebulizar a placa com reativo difenilborato de aminoetanol a 1%
(p/V). Examinar à luz ultra-violeta de onda longa (365nm). O cromatograma apresenta mancha com
fluorescência laranja e Rf próximo a 0,40, duas outras com fluorescência amarela com valores Rf
próximos a 0,50 e 0,70.
Desenvolver um segundo cromatograma nas mesmas condições do anterior. Nebulizar a placa com
solução de tricloreto de antimônio a 20% (p/V) em clorofórmio. Examinar à luz ultravioleta
(365nm). O cromatograma apresenta duas manchas com fluorescência amarela esverdeada com
valores Rf próximos a 0,25 e 0,40 e duas outras, com fluorescência verde, com valores Rf próximos
a 0,50 e 0,25.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida.
Tintura-mãe.

Insumo inerte.
A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH, utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método.
Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm. Hom. Bras.

Dispensação.
A partir de 1CH ou 1DH seguindo regra geral de dispensação.

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente de Tollens
A 10ml de solução aquosa de nitrato de prata a 5% (p/v) adicionar quantidade suficiente de
hidróxido de amônio ate a formação de precipitado castanho e , subseqüente dissolução do mesmo.
Em seguida adicionar 5ml de solução de hidróxido de sódio a 10% (p/V). Caso reapareça o
precipitado, adicionar, gota a gota, nova quantidade de hidróxido de amônio ate o desaparecimento
do mesmo. Guardar em frasco escuro, com tampa esmerilhada e, preferencialmente, sob
refrigeração.

Reagente de Benedict
Dissolve-se 173g de citrato de sódio ( C6H5O7Na3. 5H2O) e 100g de carbonato de sódio anidro
em cerca de 800 ml de água a quente, filtra-se, se necessário, e dilui-se com água até 850ml de
volume total. Em seguida, coloca-se gradativamente solução de sulfato de cobre ( 17.3g dissolvidas
em 100ml de água) agitando-se continuamente e leva-se a 1 litro.


Reagente de Dragendorff
Solução A: dissolver 17 g de subnitrato de bismuto e 200 g de ácido tartárico em 800 ml de água
purificada;
Solução B: dissolver 160 g de iodeto de potássio em 400 ml de água purificada;
Solução estoque: solução A + solução B;
Solução para nebulização : 50 ml de solução estoque + 500 ml de água purificada + 100 g de ácido
tartárico.

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