Professora Elica,

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre Professora Elica,



QUILAIA
Quillaiae cortex



Quillaja saponaria Mol. - QUILLAJACEAE
A droga é constituída por cascas de ramos, destituídas de periderme, dessecadas e fragmentadas.



CARACTERES ORGANOLÉPTICOS


A droga é praticamente inodora, provoca efeito esternutatório e possui sabor acre a adstringente.



DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA


A droga é comercializada em peças planas ou pouco recurvadas, formando placas de
aproximadamente 1 cm de comprimento, 10 cm de largura e 1 mm a 5 mm de espessura. A
superfície externa apresenta cor esbranquiçada, com pequenas manchas de cor parda, geralmente
lisa ou finamente estriada longitudinalmente. Aderida a esta casca frequentemente são encontradas
partes do ritidoma de cor amarronzada a pardo-escuro. A superfície interna é branco-amarelada e
lisa. A fratura é lisa a ligeiramente fibrosa. Em secção transversal a fratura apresenta uma estrutura
regularmente quadriculada por faixas tangenciais escuras e linhas radiais claras.



DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA


A periderme, quando presente, está formada por placas espessas e é constituída por um
parênquima rico em material de cor castanho-avermelhado, feixes fibrosos e de monocristais
prismáticos. Estas placas de parênquima encontram-se separadas por camadas de súber. O líber, que
constitui sozinho a espessura das cascas comerciais, exibe de forma característica um aspecto
quadriculado, o que se deve pelo cruzamento sucessivo dos raios medulares com zonas de
parênquima que se alternam com feixes de fibras. Em toda esta região, as células encontram-se
justapostas, caracterizando espaços intercelulares do tipo meato. Os raios medulares constam de 2 a
6 camadas de células de 60 ?m a 100 ?m de comprimento por aproximadamente 20 ?m de largura.
As fibras liberianas são tortuosas e, frequentemente, encontram-se acompanhadas por pequenos
grupos de esclereídeos. O parênquima contém células de 20 ?m a 40 ?m de comprimento por 60
?m a 200 ?m, geralmente 90 ?m, de largura, possui numerosas células de mucilagem, células
amilíferas com grãos de amido de 5 ?m a 20 ?m de diâmetro e inúmeras células contendo
monocristais de oxalato de cálcio que podem atingir 50 ?m a 170 ?m de comprimento e até 30 ?m
de largura.










pe
A
cp
B
C
cp
rp
ic
ic
cp
fl
rp
ic
ca

E
D


Figura 1: Quillaja saponaria Mol. – A. aspecto geral em vista frontal da casca do caule
evidenciando a face interna; B e C. aspecto geral em vista frontal da casca do caule evidenciando a
face externa; D. detalhe de uma porção da casca do caule em secção transversal; E. detalhe parcial
da região floemática com células de parênquima e raio medular evidenciando o entrecruzamento
entre estas células e a presença de idioblastos cristaliníferos. Legenda: pe: periderme; cp: célula
parenquimática; rp: raio parenquimático; ic: idioblasto cristalinífero; fl: fibra liberiana; ca: célula
amilífera. As escalas correspondem em A a 1 cm; ?em B e C a 50 ?m; em D a 150 ?m; em E a 50
?m.

ic
cp
c
ic
cp
c
c
f
c

Figura 2: Quillaja saponaria Mol. – Aspecto geral da droga em pó. Legenda: cp: célula
parenquimática; ic: idioblasto cristalinífero; f: fibras; c: cristais prismáticos. A escala corresponde a
50 ?m.





DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA DO PÓ


O pó atende a todas as exigências estabelecidas para a espécie, menos os caracteres
macroscópicos. São características: Pó muito fino e de cor amarelo-palha com fragmentos das
estruturas descritas anteriormente; fibras esclerenquimáticas; grande quantidade de cristais
prismáticos de oxalato de cálcio em fragmentos do parênquima ou livres; porções de parênquima
com grãos de amido; algumas células pétreas alongadas com poros oblíquos; fragmentos de tubos
crivados; ocasionalmente, fragmentos suberosos.



IDENTIFICAÇÃO


Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada delgada (V.2.17.1), utilizando
cromatoplaca de sílica-gel GF254, com espessura de 250 ?m, como fase estacionária, e a mistura de
clorofórmio:etanol:água (30:40:5 v/v/v) como fase móvel. Aplicar na cromatoplaca, separadamente,
em forma de banda, 15 a 20 ?l da solução teste e 5 a 10 ?l da solução referência, preparadas como
descrito a seguir:


Solução teste: Adicionar 20 ml de mistura hidroetanólica 50% (50:50 v/v) a 1,0 g da droga
pulverizada e agitar durante 20 minutos. Filtrar e concentrar o filtrado à secura em banho de água à
temperatura não superior a 50 oC. Dissolver o resíduo em 5 ml de metanol.


Solução referência: Solução de saponina 2,0% em metanol. Pesar 0,1 g de saponina e dissolver
em 5 ml de metanol. Filtrar. Desenvolver o cromatograma em percurso de aproximadamente 10 cm.
Remover a cromatoplaca e deixar secar ao ar por 15 minutos. Nebulizar a placa com uma solução
de anisaldeído-sulfúrico e colocar em estufa a 100 oC – 105 oC, durante 5 minutos. Visualizar sob
luz visível. As saponinas da quilaia apresentam-se como manchas azul-esverdeadas de valores de Rf
sequenciais em torno de 0,23 e 0,33.
.




ENSAIOS DE PUREZA


Determinação de Água (V.4.2.3). No máximo 8 %.


Determinação de Cinzas totais (V.4.2.4). No máximo 6 %.


Determinação de Cinzas insolúveis em Ácido (V.4.2.5). No máximo 1,0 %.


Determinação de Substâncias Extraíveis por Etanol (45%) (V.4.2.10). No mínimo 22,0 %.


Macerar 5 g da droga pulverizada em 100 ml de etanol de força especificada em um recipiente
hermeticamente fechado por 24 horas, mantendo sob agitação constante durante as primeiras 6
horas, e deixar em repouso por 18 horas. Filtrar e completar o volume para 100 ml com o álcool de
mesma graduação alcoólica. Evaporar 20 ml do filtrado à secura em pesa-filtro previamente tarado
à 105 oC até peso constante. Calcular a porcentagem do extrativo solúvel em etanol com referência
a droga seca.



Determinação do Índice de Espuma (V. 4.2.9). No mínimo 1000.


Solução amostra: Pesar 0,1 g de quilaia em pó e adicionar 100 ml de água destilada. Ferver por 5
minutos. Filtrar e completar o volume para 100 ml com água destilada.



EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO


Em recipiente hermeticamente fechado e ao abrigo da luz e calor.




Síguenos

X