RHUS TOXICODENDRON

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre RHUS TOXICODENDRON


RHUS TOXICODENDRON


Rhus toxicodendron (L.) - ANACARDIACEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Rhus, Rhus humile, Rhus pubescens, Rhus radicans, Rhus verrugosa, Vitis canadensis.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Arbusto decíduo com talo rosado, ramificado que mede de 30 a 100 cm de altura. Folhas alternas,
grandes, caducas, compostas e imparipenadas, com folículos laterais desiguais na base e césseis. O
terminal é mais comprido no extremo do prolongamento do pecíolo comum, rombicovadas,
pontiagudas com rasuras diversas ou inteiras, lobuladas, pubescentes. As características das folhas
variam dependendo da proximidade do objeto que sustenta a planta. É uma espécie polígama com
pequenas flores de cor branca esverdeada. A planta contém látex castanho amarelado, acre, com
odor penetrante e nauseoso, extremamente tóxico e que escurece quando exposto ao ar.

DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA

As epidermes são formadas por células sinuosas onduladas e só a inferior apresenta estomas. O
mesofilo consta de uma camada empaliçada, uma camada acumulada de células cônicas e um tecido
esponjoso de células ramificadas num plano. Na camada empaliçada se encontram em abundância
cristais isolados muito grandes de oxalato, e no resto do mesofilo numerosas drusas. O leptoma dos
acessórios vasculares é acompanhado de condutos lactíferos. A vilosidade está formada por pêlos
lisos, de paredes grossas, de 6 a 8 células, por pêlos glandulares claviformes, com pedículo de uma
ou várias células e glândula de 1 a 3 células.

PARTE EMPREGADA

Folhas.

DESCRIÇÃO DA DROGA

A droga apresenta os caracteres macro e microscópicos anteriormente descritos.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Rhus toxicodendron L. é preparada por maceração ou percolação, de forma que o
teor alcoólico durante e ao final da extração seja de 65% (V/V), segundo a técnica geral de
preparação de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICA DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor esverdeada, sabor picante e odor herbáceo.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar algumas gotas de cloreto férrico a 1% (p/V). Observa-se o
desenvolvimento de coloração negra.

B. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 1 ml de ácido clorídrico concentrado e um fragmento de
magnésio ou zinco metálico. Observa-se o desenvolvimento de cor avermelhada.

C. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 1 ml da solução de tartarato cúprico (reagente de Benedict) e
aquecer à ebulição. Observa-se o desenvolvimento de precipitado avermelhado.

D. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar uma lentilha de hidróxido de potássio. Depois da dissolução
desta, agitar com 2 ml de n-butanol e separar a parte orgânica; evaporar em banho-maria. Adicionar
ao resíduo alguns cristais de dimetilaminobenzaldeído, 3 gotas de ácido sulfúrico concentrado e 1
ml de água purificada. Observa-se o desenvolvimento de coloração vermelho violácea.


ENSAIOS

Título em etanol. Deve estar compreendido entre 60% e 70% (V/V).

Resíduo seco.
Deve ser igual ou superior a 1,25% (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica-gel G. Aplicar sobre a placa, 20 ?l da tintura-mãe.
Desenvolver a cromatografia num percurso de 10 cm empregando como fase móvel a mistura
solvente formada por clorofórmio-ácido acético glacial-metanol-água (15:8:3:2). Deixar a placa
secar ao ar. Examinar à luz ultravioleta de onda longa (365nm). Observa-se mancha com
fluorescência castanha, com Rf próximo a 0,05, uma outra com fluorescência azul e Rf próximo a
0,20, duas manchas pardas com Rf próximo a 0,35 e 0,50, mancha com fluorescência amarela e Rf
próximo a 0,60, uma mancha com fluorescência castanha de Rf próximo a 0,75 e uma mancha com
fluorescência vermelha, e Rf próximo a 0,95. Em seguida, nebulizar o cromatograma com solução
de difenilborato de 2-aminoetanol a 1% (p/V) e examinar à luz ultravioleta de onda longa (365nm).
O cromatograma apresenta duas manchas fluorescentes azuis com valores Rf próximos a 0,05 e
0,20, duas manchas fluorescentes alaranjadas com valores Rf próximos a 0,35 e 0,50, uma mancha
fluorescente amarela com Rf próximo a 0,60 e uma mancha fluorescente azul superposta a uma
mancha fluorescente amarela com Rf próximo a 0,75.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida.
Tintura-mãe.

Insumo inerte.
A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH, utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método.
Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm. Hom. Bras.


Dispensação. A partir de 1CH ou 2DH seguindo regra geral de dispensação.

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente de Benedict
Dissolve-se 173 g de citrato de sódio ( C6H5O7Na3. 5H2O) e 100 g de carbonato de sódio anidro
em cerca de 800 ml de água a quente, filtra-se, se necessário, e dilui-se com água até 850 ml de
volume total. Em seguida, coloca-se gradativamente solução de sulfato de cobre (17.3g dissolvidas
em 100 ml de água) agitando-se continuamente e leva-se a 1 litro.

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