RUTA GRAVEOLENS

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre RUTA GRAVEOLENS


RUTA GRAVEOLENS


Ruta graveolens (L.) - RUTACEAE.

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Ruta hortensis, Ruta latifolia, Ruta sativa, Ruta vulgaris.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Ruta graveolens L. é um arbusto perenifólio, com vários talos de 60 cm, muito ramificados e finos.
As folhas de 12 a 15 mm de comprimento são alternas com pecíolos compridos e muito divididos.
Os folíolos são oblongos e os terminais são trasovados, as folhas superiores são pinadas, de
contorno triangular, obtusocrenadas, subcoriáceas, de cor azul esverdeado. As flores são amarelas,
em corimbos terminais, sobre pedúnculos subdivididos. Todas as partes da planta estão repletas de
pontos transparentes e, as folhas, cobertas por pequenas glândulas que contem óleo com peculiar
odor balsâmico.
As epidermes contêm estomas que são poucos na parte superior e a maior parte deles está na base
dos segmentos foliares. As células da epiderme superior são de contorno ligeiramente ondulado ou
retilíneo, e as da face inferior muito sinuosas. O mesófilo é formado por duas camadas empaliçadas,
fofas, de células bastante largas e curtas e de parênquima esponjoso cuja camada inferior se
aproxima novamente da forma empaliçada. No mesófilo se encontram drusas de oxalato. Observa-
se numerosos e grandes depósitos esquizolisígenos que chegam até a epiderme. As 4 células
epidérmicas que as cobrem têm geralmente forma rômbica e estão fundidas por baixo do nível das
demais e são glabras.

PARTE EMPREGADA

Planta inteira.

DESCRIÇÃO DA DROGA

A droga apresenta os caracteres anteriormente descritos.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Ruta graveolens L. é preparada por maceração ou percolação , de forma que o teor
alcoólico durante e ao final da extração seja de 65% (V/V), segundo a técnica geral de preparação
de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor castanho esverdeado, odor forte e sabor ligeiramente amargo.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 2 ml da tintura-mãe, adicionar algumas gotas de solução de cloreto férrico 1% (p/V).
Observa-se o desenvolvimento de coloração pardo esverdeado.

B. A 1 ml de tintura-mãe, adicionar 1 ml de solução de tartarato cúprico (Reagente de Benedict) e
aquecer até a ebulição. Observa-se a formação de precipitado vermelho.


C. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar um fragmento de magnésio ou de zinco metálico e adicionar 1
ml de ácido clorídrico 5% (V/V). Observa-se o desenvolvimento de coloração vermelha.

D. A 1 ml da tintura-mãe adicionar uma lentilha de hidróxido de potássio agitando até a sua
dissolução. Em seguida, com agitação, adicionar 2 ml de isobutanol; separar a fase orgânica
evaporando-a em banho-maria. Ao resíduo assim obtido adicionar alguns cristais de dimetilamino-
benzaldeído, 3 gotas de áido sulfúrico concentrado e 1 ml de água purificada. Observa-se o
desenvolvimento de coloração vermelho violáceo.

ENSAIOS


Título em etanol. Deve estar compreendido entre 60% e 70% (V/V).

Resíduo seco.
Deve ser igual ou superior a 1,5% (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1) F. Bras IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica-gel G. Aplicar sobre a placa 20 ?l da tintura-mãe.
Desenvolver o cromatografia num percurso de 10 cm, empregando como fase móvel a mistura
solvente formada por n-butanol-ácido acético glacial-água (4:1:1). Deixar a placa secar ao ar.
Examinar à luz ultra-violeta de onda longa (365nm). Será observada mancha fluorescente amarela
clara com Rf próximo a 0,40, uma mancha fluorescente castanho escura com Rf próximo a 0,50, e
acima destas, duas manchas, uma fluorescente azul violácea e outra com fluorescência azul
esverdeada, duas manchas fluorescentes azuis sobrepostas com Rf próximo a 0,80 e uma mancha
fluorescente violácea com Rf próximo a 0,95. Nebulizar o cromatograma com solução de tricloreto
de antimônio 20% (p/V) em clorofórmio. Examinar à luz natural. O cromatograma apresenta uma
mancha amarela intensa com Rf próximo a 0,50 e duas outras manchas sobrepostas, uma verde e
outra violácea com Rf próximo a 0,95.
Desenvolver um segundo cromatograma nas mesmas condições anteriores. Nebulizar a placa com
solução de iodobismutato de potássio (Dragendorff) e examinar à luz natural. O cromatograma
apresenta uma ou duas manchas alaranjadas com Rf próximos a 0,50. Pode, também, apresentar
uma ou duas manchas alaranjadas com Rf maiores que 0,80.
Desenvolver um terceiro cromatograma nas mesmas condições anteriores. Nebulizar a placa com
solução de aldeído anísico, aquecer a placa entre 100 e 105 °C durante 5 minutos. Examinar à luz
natural. O cromatograma apresenta uma mancha pardo amarela com Rf próximo a 0,50, várias
manchas violáceas entre os valores Rf 0,70 e 0,80 e duas manchas violáceas sobrepostas com Rf
próximos a 0,95.

CONSERVAÇÃO


Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

Forma derivada


Ponto de partida.
Tintura-mãe.

Insumo inerte.
A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH, utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método.
Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm. Hom. Bras.

Dispensação.
A partir de 1CH ou 2DH seguindo regra geral de dispensação.

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente de Benedict
Dissolve-se 173 g de citrato de sódio (C6H5O7Na3. 5H2O) e 100 g de carbonato de sódio anidro
em cerca de 800 ml de água a quente, filtra-se, se necessário, e dilui-se com água até 850 ml de
volume total. Em seguida, coloca-se gradativamente solução de sulfato de cobre (17,3 g dissolvidas
em 100 ml de água) agitando-se continuamente e leva-se a 1 litro.


Reagente aldeído anísico
A 0,5 ml de aldeído anísico adicionar 10 ml de ácido acético glacial, 85 ml de metanol e 5 ml de
ácido sulfúrico concentrado, seguindo rigorosamente essa ordem e mantendo o frasco em banho de
água fria.
Observação: O reagente tem estabilidade limitada e não deve ser utilizado quando apresentar
coloração vermelho-violeta.

Reagente de Dragendorff
Solução A: dissolver 17 g de subnitrato de bismuto e 200 g de ácido tartárico em 800 ml de água
purificada;
Solução B: dissolver 160 g de iodeto de potássio em 400 ml de água purificada;
Solução estoque: solução A + solução B;
Solução para nebulização : 50 ml de solução estoque + 500 ml de água purificada + 100 g de ácido
tartárico.

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