STAPHYSAGRIA

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre STAPHYSAGRIA


STAPHYSAGRIA


Delphinium staphysagria (L.) - RANUNCULACEAE

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Staphisagria, Delphinium staphisagria, Staphydis agria, Staphydis pedicularis, Staphydis
macrocarpa.

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Delphinium staphysagria L. é planta herbácea, bienal, robusta, atingindo 1 a 1,5 metros de altura,
pubescente, de caule erecto, ramoso, verde, com manchas purpúreas. Suas folhas são alternas,
pecioladas, de limbo partido com segmentos lanceolados, inteiros ou fendidos. As flores azuis são
dispostas em cachos irregulares, com 5 sépalas petalóides sendo aquela superior prolongada num
esporão curto, menor que as sépalas, e as outras subiguais e caducas. A corola é formada por 4
pétalas livres, sendo as duas superiores prolongadas em esporão e este, incluso no cálice, apresenta
ainda duas pétalas laterais pequenas, sem esporões. Os estames são numerosos. O fruto é
constituído por três folículos, intumescidos, com cerca de 2 cm de comprimento, são pubescentes e
contém de 4 a 5 sementes, em média, as quais são comprimidas entre si de modo a parecerem uma
só de forma ovóide.

PARTE EMPREGADA

Sementes

DESCRIÇÃO DA DROGA

A droga é constituída pelas sementes que são angulares, irregularmente tetraédricas, aguçadas numa
das extremidades e truncadas nas outras, com superfície externa reticulada e de cor terrosa.
Internamente nota-se albúmen oleoso, branco ou amarelado, desenvolvido, com um pequeno
embrião na extremidade mais saliente da semente. Tem odor pouco pronunciado, mas desagradável
e seu sabor é acre, muito amargo, nauseoso, deixando na língua sensação de formigamento e
quando esmagadas, desprende-se odor intenso e profundamente desagradável.
Microscopicamente observa-se a camada externa do tegumento formada por fileira de células
desiguais que, regularmente se projetam para o exterior; suas paredes são espessas e repletas de
pequenas saliências. Seguem-se várias camadas de células achatadas pertencentes ao tegumento
médio e interno, sendo a última formada por elementos menores e de paredes mais espessas. O
albúmen distingue-se por apresentar células poligonais, grandes, contendo óleo e aleurona.

IDENTIFICAÇÃO DA DROGA

A 1 g da droga finamente dividida, adicionar 10 ml de etanol 90% (V/V) e aquecer sob refluxo por
15 minutos. Deixar esfriar. Filtrar (Solução A).

A. A 1 ml da Solução A, adicionar 0,5 ml de hidróxido de sódio a 10% (p/V). Observa-se o
desenvolvimento de cor amarela intensa e de turbidez.

B. Em vidro de relógio colocar 2 ml da Solução A. Evaporar a mesma até obtenção de resíduo
sólido. Ao resíduo adicionar 1 ml de ácido clorídrico a 10% (V/V) e, em seguida, algumas gotas de
reagente de Mayer. Observa-se a formação de precipitado branco.

C. Repetir a reação anterior nas mesmas condições citadas substituindo o reagente de Mayer pelo
reagente de Dragendorff. Observa-se a formação de precipitado alaranjado.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Delphinium staphysagria L. é preparada por maceração ou percolação, de forma
que o teor alcoólico durante e ao final da extração seja de 65% (V/V), segundo a técnica geral de
preparação de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido amarelo-pálido, de odor ligeiramente rançoso, de sabor amargo.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 1 ml de água purificada. Observa-se turvação leitosa.

B. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 0,5 ml de solução de hidróxido de sódio a 10% (p/V). Agitar.
Observa-se a formação de duas fases, sendo que aquela inferior adquire cor amarelo-citrino.

C. Em vidro de relógio, colocar 2 ml da tintura-mãe e deixar evaporar em banho-maria fervente,
até a secura. Ao resíduo formado acrescentar 1 ml de ácido clorídrico a 10% (V/V) e, em seguida,
acrescentar algumas gotas de reagente de Mayer. Observa-se a formação de precipitado branco.

D. Repetir a reação anterior nas mesmas condições substituindo o reagente de Mayer pelo reagente
de Dragendorff. Observa-se a formação de precipitado alaranjado.

ENSAIOS

Título em etanol
. Deve estar compreendido entre 60% e 70% (V/V).

Resíduo seco
. Deve ser igual ou superior a 0,3%. (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica-gel G. Aplicar na placa 30 ?l da tintura-mãe.
Desenvolver a cromatografia num percurso de 10 cm, empregando como fase móvel a mistura de n-
butanol-ácido acético glacial-água purificada (40:10:10). Deixar a placa secar ao ar. Examinar à luz
ultravioleta de onda longa (365 nm). O cromatograma apresenta geralmente diversas manchas
fluorescentes azuis com Rf compreendidos entre 0,20 e 0,80 e uma outra, com fluorescência azul
esverdeada na altura do front atingido pela fase móvel.
Desenvolver uma segunda cromatografia aplicando amostra preparada segundo a seguinte técnica:
evaporar 20 ml da tintura-mãe até obtenção de volume de cerca de 2 ml, em seguida, acrescentar ao
mesmo 10 ml de ácido sulfúrico a 1% (p/V). Filtrar. Alcalinizar o filtrado com quantidade
suficiente de hidróxido de amônio concentrado. Extrair a solução assim obtida, por duas vezes
consecutivas, com 15 ml de clorofórmio, reunindo os produtos resultantes das duas extrações em
frasco contendo quantidade suficiente de sulfato de sódio anidro. Agitar. Após cerca de 15 minutos,
em repouso, filtrar e evaporar em banho-maria fervente a totalidade do extrato até obtenção de
resíduo o qual será, em seguida, dissolvido com 1 ml de etanol a 90% (V/V). Depositar na placa de
sílica gel G 40 ?l da solução a examinar. Desenvolver a cromatografia num percurso de 10 cm
empregando como fase móvel a mistura de tolueno-acetona-etanol-hidróxido de amônio
concentrado (45:45:7:3). Deixar a placa secar ao ar. Nebulizar a placa com reagente de Dragendorff
diluído. Examinar à luz natural. O cromatograma apresenta uma sucessão de manchas alaranjadas
com Rf entre 0,30 e 0,90, sendo mais evidentes quatro manchas respectivamente com valores Rf
próximos a 0,35, 0,65, 0,80 e 0,90.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida
. Tintura-mãe.

Insumo inerte. A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH, utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método.
Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm. Hom. Bras.
II, 1997.

Dispensação
. A partir de 2CH ou 4DH seguindo regra geral de dispensação.

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente de Dragendorff
Solução A: dissolver 17 g de subnitrato de bismuto e 200 g de ácido tartárico em 800 ml de água
purificada;
Solução B: dissolver 160 g de iodeto de potássio em 400 ml de água purificada;
Solução estoque: solução A + solução B;
Solução para nebulização : 50 ml de solução estoque + 500 ml de água purificada + 100 g de ácido
tartárico.

Reagente de Mayer
Dissolver 1,35 g de cloreto de mercúrio em 60 ml de água purificada e, separadamente, 7 g de iodeto
de potássio em 20 ml de água purificada. Misturar as duas soluções, agitar, filtrar e completar a 100
ml com água purificada.



Document Outline STAPHYSAGRIA IDENTIFICA



Síguenos

X