TARAXACUM OFFICINALE

Para que serve esta planta medicinai

Informação sobre TARAXACUM OFFICINALE


TARAXACUM OFFICINALE


Taraxacum dens leonis Desf. - COMPOSITAE (ASTERACEAE)

SINONÍMIA HOMEOPÁTICA

Taraxacum, Dens leonis, Lactuca pratense, Leontodontis, Leontodon officinale, Leontodon
taraxacum, Leontodon vulgare, Taraxacum vulgare

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Taraxacum dens leonis Desf. é planta herbácea, perene, com altura entre 5 e 30 cm, anual, leitosa,
com raiz pivotante. As folhas são simples, agrupadas em roseta na base da planta, sem pecíolos,
oblongas ou oblongo-ovais, com limbo verde, curto-pilosas ou glabras, inteiras, pinatífidas ou
pinatipartidas de modo irregular, formando lobos agudos triangulares em ambos os lados da
nervura. O comprimento das folhas pode chegar a 25 cm. A inflorescência é em capítulos
solitários, situados no ápice de caules florais ocos, pubescentes, de 20 a 30 cm de altura; cada
capítulo mede de 2 a 5 cm de diâmetro. As flores são amarelas, hermafroditas, irregulares. O
androceu é formado por cinco estames iguais, concrescentes. As anteras são apendiculares na sua
extremidade. O ovário é inferior, unilocular, constituído por dois carpelos concrescentes formando
um só óvulo o qual se transforma em aquênio. Os aquênios são fusiformes ou oblanceolados,
comprimidos, freqüentemente curvados longitudinalmente e contendo em uma das extremidades um
aglomerado de pêlos que facilitam a flutuação.

PARTE EMPREGADA

Planta inteira, florida.

DESCRIÇÃO DA DROGA

A droga apresenta os caracteres macroscópicos anteriormente descritos.

PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE

A tintura-mãe de Taraxacum officinale é preparada por maceração ou percolação, de forma que o
teor alcoólico durante e ao final da extração seja de 45% (V/V), segundo a técnica geral de
preparação de tintura-mãe (X.1) Farm. Hom. Bras.

CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE

Líquido de cor castanho-alaranjada, de odor desagradável e sabor doce.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 2 ml da tintura-mãe, em tubo de ensaio, adicionar 5 gotas de solução etanólica de timol a 5%
(p/V). Pelas paredes do tubo, ligeiramente inclinado, acrescentar lentamente, 1 ml de ácido
sulfúrico concentrado. Observa-se a formação de anel vermelho na superfície de separação, o qual
escurece rapidamente, passando a marrom-avermelhado. Em seguida, agitar o tubo. Observa-se
então, cor vermelha em todo o conteúdo do tubo.

B. A 1 ml da tintura-mãe, adicionar 5 ml de água purificada e 1 gota da solução de hidróxido de
sódio a 10% (p/V). Observa-se coloração amarela. Agitando o tubo, deve ser observada a formação
de espuma abundante.

C. Em tubo de ensaio colocar 2 ml da tintura-mãe. Adicionar 1 ml de reagente de Benedict. Em
seguida, aquecer em banho-maria fervente por cerca de 1 minuto. Observa-se a formação de
precipitado alaranjado.

D. Em tubo de ensaio colocar 1 ml da tintura-mãe. Adicionar em seguida 10 gotas de reagente
formado no momento do uso por partes iguais de cloreto férrico a 1% (p/V) e ferricianeto de
potássio a 1% (p/V). Observa-se o desenvolvimento de cor verde-escura.

E. Em tubo de ensaio colocar 2 ml da tintura-mãe. Adicionar em seguida 1 ml do reagente de
Tollens. Observa-se o desenvolvimento de cor negra com a formação de precipitado após repouso.
Em seguida aquecer em banho-maria fervente por cerca de 1 minuto. Observa-se aumento do
precipitado negro.

F. Em tubo de ensaio colocar 1 ml da tintura-mãe. Adicionar 10 gotas de ninidrina a 1% (p/V) em
etanol a 90% (V/V). Em seguida, aquecer em banho-maria fervente por cerca de 1 minuto. Observa-
se o desenvolvimento de cor vermelho-violeta.

G. Em tubo de ensaio colocar 1 ml da tintura-mãe. Adicionar 10 gotas de ácido pícrico a 1%
(p/V). Agitar o tubo. Observa-se a intensificação da cor da tintura-mãe. Deixar em repouso por
alguns segundos. Observa-se a separação de duas fases, sendo a superior amarela clara e a inferior
laranja-avermelhada.

ENSAIOS


Título em etanol. Deve estar compreendido entre 40% e 50% (V/V).

Resíduo seco
. Deve ser igual ou superior a 1,25% (p/V).

Cromatografia em camada delgada
(V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica-gel G. Preparar, como marcador, solução de luteolina a 10%
(p/V) em etanol a 96% (V/V). Aplicar sobre a placa, em pontos distintos, 20 ?l da tintura e 10 ?l da
solução de luteolina.
Desenvolver a cromatografia num percurso de 10 cm empregando como fase móvel a mistura
solvente formada por acetato de etila-ácido fórmico anidro-água purificada (80:10:10). Deixar a
placa secar ao ar. Examinar à luz ultravioleta de onda longa (365 nm).
A solução de luteolina
apresenta mancha castanha com Rf próximo a 0,95. A tintura-mãe apresenta geralmente duas
manchas fluorescentes azuis com Rf próximos a 0,55 e 0,85, uma outra castanha com Rf próximo a
0,95, correspondente à luteolina e, uma última, com fluorescência vermelha, próxima ao front.
Nebulizar a placa com solução de difenil-borato de 2-aminoetanol a 1% (p/V) em metanol. Deixar a
placa secar ao ar.
Examinar à luz ultravioleta de onda longa (365 nm). A mancha
correspondente à luteolina, de fluorescência alaranjada, aparece com Rf próximo a 0,95, enquanto
que aquelas referentes à tintura-mãe em ensaio aparecem com valores Rf próximos a 0,55 e 0,85,
respectivamente, com fluorescência amarelo-esverdeada.
Desenvolver uma segunda cromatografia nas mesmas condições anteriores. Nebulizar a placa, em
capela, com solução de timol a 5% (p/V) em etanol a 95% (V/V) e depois com ácido sulfúrico 10%
(p/V). Aquecer a placa em estufa a 100-105 ºC por 10 minutos. Examinar à luz natural. O
cromatograma apresenta mancha rósea com Rf compreendido entre 0,00 e 0,10, duas outras,
também róseas com Rf próximos a 0,20 e 0,25 e uma última, rosada, com Rf próximo a 0,55.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida
. Tintura-mãe.

Insumo inerte
. A partir de 1CH ate 3CH ou 1DH até 6DH, utilizar o mesmo teor alcoólico da
tintura mãe. Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas
farmacêuticas derivadas.

Método
. Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm. Hom. Bras.
II.

Dispensação
. A partir da tintura mãe seguindo regra geral de dispensação.

Conservação.
Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.


REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Reagente de Tollens
A 10 ml de solução aquosa de nitrato de prata a 5% (p/v) adicionar quantidade suficiente de
hidróxido de amônio ate a formação de precipitado castanho e , subseqüente dissolução do mesmo.
Em seguida adicionar 5 ml de solução de hidróxido de sódio a 10% (p/V). Caso reapareça o
precipitado, adicionar, gota a gota, nova quantidade de hidróxido de amônio ate o desaparecimento
do mesmo. Guardar em frasco escuro, com tampa esmerilhada e, preferencialmente, sob
refrigeração.

Reagente de Benedict
Dissolve-se 173 g de citrato de sódio (C6H5O7Na3. 5H2O) e 100 g de carbonato de sódio anidro
em cerca de 800 ml de água a quente, filtra-se, se necessário, e dilui-se com água até 850 ml de
volume total. Em seguida, coloca-se gradativamente solução de sulfato de cobre (17,3g dissolvidas
em 100 ml de água) agitando-se continuamente e leva-se a 1 litro.


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